Rap completa 3 décadas ocupando lugar de destaque no Grammy

Lil Wayne, o "Novo rei do Rap"

Lil Wayne, o "Novo rei do Rap"

O rap completa este ano três décadas, num momento em que o ritmo volta ao seu auge, convertido num fenômeno de massas, como mostra os prémios obtidos na última edição dos Grammy (8 de fevereiro).

Só um artista, Lil Wayne, recebeu oito indicações, o que revela que este é um gênero musical que nada deixa a desejar ao pop e ao rock.

O rapper obteve o maior número de indicação ao Grammy e o seu album Tha Carter III, com mais de 2.7 milhões de cópias vendidas em seis meses nos Estados Unidos, venceu a categoria Melhor Album do Género.

Derivado do hip-hop, o rap tornou-se um dos pilares fundamentais desse movimento social e cultural, que tomou forma nos anos 1970 e que tinha também como marcos de identidade o grafite, o break e o ritmo imposto pelos djs das boates da periferia de Nova York.

Nomes como Grandmaster Flash, Afrika Bambaataa e Kool Herc foram as referências do rap nos primórdios, e definiram o estilo de crônica social recitada que caracterizou o gênero até meados dos anos 1980.

Aos 26 anos, Lil Wayne consagrou-se no Grammy como novo o “rei” do rap, um estilo musical quase desconhecido há três décadas, quando, em 1979, o grupo The Sugarhill Gang transformou a música “Rapper’s Delight” num sucesso de vendas.

A música foi considerada o primeiro grande sucesso comercial do rap, com mais de oito milhões de cópias vendidas, e serviu para apresentar a canção às massas.

Os resultados do The Sugarhill Gang demoraram a fazer efeito em termos de reconhecimento da indústria fonográfica dos Estados Unidos. Um exemplo disso é que somente em 1988 foi criada uma categoria específica de rap no Grammy.

Nesse ano foi concedido o prêmio de melhor apresentação de rap de 1987, que foi conquistado por DJ Jazzy Jeff (Jeff Townes) & The Fresh Prince (Will Smith, agora astro de Hollywood) pela interpretação da música “Parents just don’t understand”.

Na época, o gênero já fazia sucesso pelas mãos de artistas como Schoolly D ou Ice T, e era conhecido como “gangsta rap” (derivado da palavra gângster), após ter sido criado no litoral oeste dos Estados Unidos.

Uma variedade de rap com letras violentas, alusões sexuais, drogas e armas que ficaria popular no final dos anos 1980 e 1990, e que criaria tanta atracção entre grupos de jovens quanto animosidade entre os adultos.

Tupac Shakur morreu ainda "promissor" no Rap

Tupac Shakur morreu ainda "promissor" no Rap

Durante os últimos anos do século XX houve tensões entre os rappers das duas costas dos EUA, e vários artistas promissores do gênero, como Tupac Shakur ou Notorious BIG, morreriam em brigas.

Já ícones do momento, como Dr. Dre e Sean “Puff Daddy” Combs, seriam alçados à fama e se tornariam sucesso fonográfico.

No seio deste cenário surgiu Eminem, um artista branco que, na década de 1990, romperia barreiras num meio popularizado por rappers negros, o que ajudaria a aumentar a popularidade do gênero.

Este rapper, também conhecido como Slim Shady, chegou a fazer quatro filmes e conquistou, entre 1993 e 2003, nove Grammy, um prêmio que só criou as actuais categorias de música de hip-hop em 2004.

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