Filme peruano ganha Urso de Ouro em Berlim

Arrebatou o prémio máximo da Berlinale

Claudia Llosa: Arrebatou o prémio máximo da Berlinale

Tinha ganho na sexta-feira o Prémio Internacional da Crítica-Fipresci, não-oficial, e falava-se dele como podendo causar uma surpresa na premiação do 59º Festival de Berlim, que fechou este domingo, 15.

O filme La Teta Asustada, estreia na realização da peruana Claudia Llosa, de 32 anos venceu o Urso de Ouro do certame, batendo títulos apresentados como mais favoritos, caso de London River, do franco-argelino Rachid Bouchareb, The Messenger, do americano Oren Moverman, Storm, do alemão Hans-Christian Schmidt, ou About Elly, do iraniano Asghar Farhadi.

Parcialmente falado em quechua, La Teta Asustada relata o drama das mulheres violadas no Peru nas décadas de 80 e 90, durante os conflitos entre as forças governamentais e a guerrilha do Sendero Luminoso. O filme centra-se numa rapariga que procura dar um enterro condigno à mãe, uma dessas mulheres.

A realizadora fez subir toda a equipa do filme ao palco, ao receber o Urso de Ouro, e Magali Solier, a principal intérprete de La Teta Asustada, agradeceu à mãe, dedicou-lhe, e a todo o Peru, o prémio máximo da Berlinale, e cantou na sua língua natal, o quechua.

O Urso de Prata de Melhor Realizador foi entregue a Asghar Farhadi, pelo referido About Elly, um drama sobre uma família da classe média iraniana que vai de férias para o Mar Cáspio.

O actor maliano Sotigui Kouyaté, um dos dois principais intérpretes de London River, recebeu o Urso de Prata de Melhor Actor, ao qual era um dos favoritos, juntamente com o americano Woody Harrelson, em The Messenger. Kouyaté personifica um idoso muçulmano africano que vive em França e viaja para Inglaterra em busca do filho, desaparecido na sequência dos atentados terroristas de Londres.

O Urso de Prata de Melhor Actriz foi para as mãos da austríaca Birgit Minichmayr, em Alle Anderen, contrariando o favoritismo da britânica Brenda Blethyn em London River.

Outros vencedores foram Gigante, do argentino Adrian Biniez, e Sweet Rush, do polaco Andrzej Wajda (Prémio Alfred Bauer, ex aequo), Jade, do britânico Daniel Elliot (Urso de Prata da Melhor Curta-Metragem), ou My Suicide, do americano David Lee Miller (Urso de Cristal da secção Generation).

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