A bossa-nova pela voz sussurrante de Diana Krall

Quiet Nights - "Sensual e Erótico"

Quiet Nights - "Sensual e Erótico"

Em ‘Quiet Nights‘ a cantora canadiana interpreta temas de Antônio Carlos Jobim assim como alguns ‘standards’ adaptados ao ritmo da bossa-nova. Um disco calmo, como o título indica, e que Diana Krall considera o seu trabalho mais “sensual e erótico“.

Foi numa viagem ao Brasil, no ano passado, que a cantora canadiana Diana Krall decidiu que queria fazer um álbum dedicado à bossa-nova. Lançado mundialmente a 30 de Março, Quiet Nights (a versão inglesa para Corcovado, de Antônio Carlos Jobim) é um disco que corresponde exactamente ao título: calmo, sereno, sussurrante. “Sensual e erótico”, como o descreveu a cantora, que interpreta temas clássicos da bossa-nova (além de Quiet Nights, há ainda Este Seu Olhar e The Boy from Ipanema, todos de Jobim, e So Nice, de Paulo Sérgio Valle) e standards que são adaptados a este ritmo.

Krall canta e toca ao piano, acompanhada pelo guitarrista Anthony Wilson, o baixista John Clayton, o baterista Jeff Hamilton, o percussionista brasileiro Paulinho da Costa e ainda pela orquestra dirigida por Claus Ogerman, também responsável pelos arranjos. Krall tinha trabalhado com Ogerman em The Look of Love, de 2001, e queria muito voltar a colaborar com este músico, que tem no currículo discos de João Gilberto, Bill Evans ou Tom Jobim, incluindo o disco de Jobim com Frank Sinatra (1967). “Há poucas lendas com quem trabalhar e Claus Ogerman é uma delas“, afirmou Diana Krall ao jornal The Star.

À ideia de fazer um álbum com a sonoridade da bossa-nova juntou-se a vontade de trabalhar com uma orquestra e, quando se sentou ao piano, os temas foram-lhe aparecendo instintivamente. “Interpretar bossa-nova é algo que me dá muito prazer“, admite.

Com onze discos e vários Grammy, a canadiana considera que chegou ao ponto da sua carreira em que pode fazer o que lhe apetecer, sem ter de dar justificações e sem ligar aos críticos que a acusam de, neste álbum, ter “jogado pelo seguro“. “Vivemos neste mundo de ídolos-pop onde se espera que toda a gente faça essa ginástica vocal”, disse numa entrevista, explicando ainda que aquilo que parece “fácil” pode não ter sido assim tão “fácil” de fazer. Mesmo se, como reconheceu, a maioria das músicas foi gravada apenas num take.

Ela diz que é uma questão de maturidade. O produtor Tommy LiPuma, que trabalha com Krall desde 1994, confirma: “Ela usa cada vez mais a voz como um instrumentista e não como uma simples cantora.” E compara-a a Peggy Lee, na sua fase mais madura.

Krall voltou ao Brasil para gravar um DVD (Diana Krall – Live in Rio, com edição mundial em Maio) e ficou ainda mais fascinada com o modo como o público reagiu: “São os standards deles, até os miúdos sabem todas as canções. Quando comecei a tocar Este Seu Olhar, o público desatou a cantar comigo, como um coro. Está-lhes no sangue!

Diana Krall começa a digressão no próximo dia 15 e vai continuar na estrada até Dezembro.

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