Biblioteca Dirigital Mundial com acervo moçambicano

Canhoneira no Rio Zambeze

Canhoneira no Rio Zambeze

Se o leitor for à Internet ao sítio www.wdl.org, tem, desde terça-feira, 21, acesso gratuito à Biblioteca Digital Mundial (BDM), um novo programa de informação e divulgação cultural que acaba de ser posto em linha numa iniciativa conjunta da UNESCO, da Biblioteca do Congresso Americano e da Biblioteca de Alexandria.
Nesse novo endereço, entre mais de mil documentos, vai poder encontrar, por exemplo, esta f, tirada na então colónia portuguesa de Moçambique em algum período  do primeiro quarto do século XX, é da Colecção de Frank e Francês Carpenter, na Biblioteca do Congresso.

A imagem acima é de uma Canhoneira utilizada pelo governo colonial português no rio Zambeze, utilizada para, segundo o sítio da UNESCO, “preservar a ordem entre os nativos em Tete”.

Pode ser encontrado também um mapa feito a mão mostrando a fortaleza de São Sebastião da Ilha de Moçambique, que, segundo o sítio “é uma pequena mas estratégia ilha ao largo da costa do continente Africano. A fortaleza foi construída no século XVI pelos Portugueses, que desenvolveram a ilha para se tornar num importante porto de comércio. A estrutura foi construída num estilo italianizado fora de materiais locais, e incorporava um intrincado sistema de colecta de água da chuva, necessário para compensar a ausência de água fresca na ilha.

O mapa abaixo foi desenhado em 1741, como os Portugueses estavam planejando uma renovação da fortaleza para incorporar novas estruturas de defesa. A fortaleza tornou-se Património Histórico Mundial pela UNESCO em 1991.

Mapa da Ilha de Moçambique desenhado a mão

Mapa da Ilha de Moçambique desenhado a mão

Os destinatários desta BDM, disponível em sete línguas, são os estudantes, professores e o público em geral. Dantes, “a escola preparava os jovens para ir à biblioteca, mas, hoje, as bibliotecas tornaram-se digitais”, constata, citado pela AFP, o tunisino Abdelaziz Abid, coordenador deste projecto que, para já, reúne trinta bibliotecas de outros tantos países em todo o mundo (incluindo o Iraque, a Rússia, a China, o Uganda, o Egipto e o Brasil), mas que, até final do ano, quer duplicar os participantes.

O principal responsável por este projecto é James H. Billington, director da Biblioteca do Congresso Americano e ex-professor de História em Harvard. Foi ele que, em 2005, o propôs à UNESCO, assegurando que o espírito da nova biblioteca digital universal não seria “competir” mas complementar dois outros programas congéneres já existentes: o Google Book Search, também lançado em 2005 e que actualmente tem sete milhões de obras acessíveis ao público; e a Europeia, uma biblioteca criada em Novembro do ano passado, que conheceu também um êxito inesperado e já disponibiliza 4,6 milhões de documentos – esperando chegar aos 10 milhões até 2010.

Com a sua nova Biblioteca Digital Mundial, disponível em sete línguas, a UNESCO quer reduzir a “fractura digital” entre os povos

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