Tecnologias para reduzir a morte de cabritos

Cabrito pastando junto à estátua de Samora Machel, baixa da cidade de Maputo. "Tanto um como outro tinham as "coisas no lugar"

Cabrito pastando junto à estátua de Samora Machel, baixa da cidade de Maputo. Tanto um como outro tinham as "coisas no lugar"

Um estudo apresentado em Maputo recomenda o uso de tecnologias simples capazes de reduzir a mortalidade do gado caprino, problema que afecta diversos animais jovens do distrito de Angónia, província de Tete, Centro de Moçambique.

Angónia é um dos maiores entrepostos comerciais do gado caprino de Moçambique, sendo a partir deste local que boa quantidade destes animais é vendida ao vizinho Malawi. Em média, uma cabra pode desmamar duas crias por ano e, os dois animais serem colocados no mercado.

Segundo o estudo, em média, cada família deste ponto do país possui cinco cabeças de gado caprino.

O estudo realizado por um grupo de pesquisadores moçambicanos indica que muitos animais morrem ainda jovens devido a doenças respiratórias, ataques por parasitas, falta de leite nas mães (muitas vezes por causa da falta de alimentos), entre outras razões.

“Em função dessas causas, nós recomendamos que os produtores melhores os seus currais, construindo-os um pouco acima para poderem controlar as doenças que atacam os cabritos. O que acontece é que os currais utilizados estão à superfície, onde proliferam parasitas devido à humidade dos solos”, diz a veterinária Olga Fafetine, co-autora da pesquisa.

O grupo de investigadores recomenda igualmente aos produtores para aproveitarem a palha do milho para produzir alimentos para os cabritos durante a época em que os animais são retidos nos currais para evitar que destruam as culturas agrícolas.

Outra intervenção de fácil investimento tem a ver com o plantio de arbustos ricos em proteínas nas proximidades das casas dos produtores para alimentar os animais durante a época seca.

“E essa experiência pode ser expandida para outros pontos do país, sobretudo onde existe um clima igual ao de Angónia”, disse Fafetine, da Universidade Eduardo Mondlane, a maior e mais antiga instituição do ensino superior em Moçambique.

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