Arquivo de Música

Mostra em Londres retrata explosão musical dos anos 1960

Posted in Comportamento, Pop Rock, Word Music with tags , , , , on 24 de Outubro de 2009 by gm54
Os primeiros anos mostrados na exposição focam sobretudo os Beatles, Rolling Stones e grupos britânicos menos conhecidos fora do país, como Cilla Black (na foto) e Cliff Richards

Os primeiros anos mostrados na exposição focam sobretudo os Beatles, Rolling Stones e grupos britânicos menos conhecidos fora do país, como Cilla Black (na foto) e Cliff Richards

Uma exposição na National Portrait Gallery de Londres capta a década de 1960 na Grã-Bretanha através de fotos de grupos musicais, desde a apresentação dos Beatles na casa nocturna Cavern até a explosão psicodélica nos anos 1970.

A mostra de 150 fotos, capas de álbuns e de revistas, partituras e outros itens celebra a ascensão do pop britânico e de gigantes do rock como os Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin e Pink Floyd, ao lado de nomes norte-americanos da mesma época como Jimi Hendrix e Bob Dylan.

Os retratos clicados por fotógrafos aclamados como David Bailey, Cecil Beaton, Don McCullin e uma multidão de outros estão organizados em décadas, passando da inocência da juventude no início da década de 1960 para a psicodelia decadente, movida a drogas e a libertação sexual que caracterizaram o “verão do amor” de 1968 e os anos seguintes.

Os primeiros anos mostrados na exposição focam sobretudo os Beatles, Rolling Stones e grupos britânicos menos conhecidos fora do país, como Cilla Black e Cliff Richards, mas Rod Stewart aparece ao lado de Long John Baldry num retrato de grupo chamado Steampacket feito em 1964.

“Quisemos reflectir os maiores astros de cada ano”, disse à Reuters na sexta-feira o curador da exposição, Terence Pepper.

Mas Pepper disse que a mostra também revela a rapidez com que os Beatles, Rolling Stones, David Bowie, Pink Floyd e Led Zeppelin transformaram a paisagem musical e conquistaram o mundo.

“Era tudo completamente novo, estava tudo a acontecer na época. A música pop nem sequer tinha chegado às rádios”.

Alto-falantes tocam sucessos da década para intensificar o ambiente da exposição, que também inclui itens de moda originais dos anos 1960, de Biba e Mary Quant.

A mostra ressalta a rivalidade entre os Beatles e os Rolling Stones em imagens feitas por vários fotógrafos de primeira linha, que os ajudaram a criar e confirmar as suas imagens em transformação.

Pepper disse que o título da exposição ilustra como a década dominada pelos Beatles no seu início acabou por dar lugar a astros como David Bowie, que ganhou força no final dos anos 1960 e ainda mais nos anos 1970.

Outras secções são dedicadas à mini-invasão de astros norte-americanos, entre eles os Walker Brothers e, mais tarde, Jimi Hendrix, que se mudaram para a Inglaterra para lançar as suas carreiras.

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Pastor anglicano está farto de escutar Tina Turner nos funerais

Posted in Comportamento, Religião, Word Music with tags , , on 24 de Outubro de 2009 by gm54

M⁄SICA/TINA TURNER

Um pastor anglicano declarou no seu blog que está farto de realizar funerais ao som de canções de Tina Turner e outros ídolos da música pop.

Ed Tomlinson, de 35 anos, queixa-se que “as mensagens doces das estrelas do pop tenham substituído os hinos e as orações do passado”, informou o jornal The Daily Telegraph.

Segundo o sacerdote, embora os partidários de uma sociedade laica acreditem ter conseguido uma vitória sobre a Igreja, os infiéis “vão acabar na fogueira sem esperança alguma de ressurreição”.

“Pensei em assistir a uma cremação como um limão e perguntar-me que fazia eu num funeral durante o qual os alto-falantes vomitavam melodias de Tina Turner ou outras sentimentais de algum poeta humanista”, comentou no seu blog.

Segundo o sacerdote, o aumento do número de funerais laicos é um sinal da actual marginalização da Igreja.

“É preocupante o facto de que o cuidado pastoral fique nas mãos de pessoas cujo único objectivo é fazer dinheiro”, afirma.

Uma tremenda farra

Posted in Uncategorized with tags , , , on 18 de Outubro de 2009 by gm54

Erasmo Carlos

Os parceiros musicais Roberto e Erasmo Carlos já declararam a sua afeição mútua na antológica canção “Amigo”. Na vida privada, as proclamações de amizade são menos convencionais. Nos anos 80,  num restaurante de Los Angeles, Roberto repreendeu Erasmo pela sua suposta falta de asseio: o Tremendão – como é conhecido desde os tempos da jovem guarda, movimento que lançou o rock brasileiro nos anos 60 – não havia lavado as mãos antes de ir aos lavabos. Hipocondríaco, conhecido pelas suas estranhas manias, Roberto Carlos tentou convencer o parceiro de que o órgão sexual masculino é uma peça frágil, susceptível a todo tipo de infecção – tocá-lo com as mãos sujas indicaria descuido com o próprio corpo.

Para provar a sua sintonia com o corpo, Erasmo embarcou numa candente defesa do próprio instrumento (não musical, bem entendido). “Ele obedece-me, entende-me, está sempre pronto para a guerra. É o meu melhor amigo”, disse. “Ele já te emprestou dinheiro?”, perguntou Roberto. E, diante da negativa de Erasmo, concluiu: “Então eu sou o seu melhor amigo”. Esse diálogo esquisito é uma das muitas anedotas incluídas por Erasmo em “Minha Fama de Mau”, que chega a partir de sexta-feira às livrarias.

Despretensioso e muito bem-humorado, o livro, com texto final do jornalista Leonardo Lichote, não é uma autobiografia minuciosa do cantor – trata-se antes de uma espécie de álbum de memórias, uma reunião de casos vividos por Erasmo em cinquenta anos de carreira, com flagrantes impagáveis da música brasileira do período.

Bee Gees reúnem-se para concertos, seis anos após a morte do irmão

Posted in Word Music with tags , , , , on 9 de Setembro de 2009 by gm54

Bee Gees

Robin e Barry Gibb têm planos para novos concertos, seis anos após a morte de Maurice, o terceiro elemento dos Bee Gees. O anúncio foi feito pelo próprio Robin à BBC, dizendo que os dois irmãos estiveram juntos recentemente em Miami, onde terão acordado ensaios e uma série de concertos agendados para muito breve.

The Beatles: integral remasterizada e jogo hoje nas lojas

Posted in Word Music with tags , , , on 9 de Setembro de 2009 by gm54

beatles-for-sale-270

A edição integral das canções remasterizadas digitalmente dos Beatles chega hoje ao mercado, acompanhada por textos que contextualizam a evolução da banda e fotos inéditas, tal como o jogo de vídeo “The Beatles: Rock Band”.

“A ideia que presidiu à feitura dos textos foi contextualizar historicamente cada álbum, isto é, dar a conhecer além da informação relacionada com o álbum, as outras coisas que os Beatles estavam a fazer como digressões, espectáculos para a rádio e para a televisão, digressões, etc..”, disse Kevin Howlett, um dos autores dos textos.

Outro autor dos textos é Mike Heatley, que sublinhou que os “fabulous four” tinham “uma agenda cheia e eram muito solicitados, acrescentando a tudo isto o facto de terem gravado dois álbuns por ano”.

“Procurou-se dar uma cronologia tão exaustiva quanto possível, e, por outro lado, às fotografias já conhecidas da edição de 1987 juntar mais fotografias, algumas inéditas”, disse Heatley.

“O que fizemos foi tentar acompanhar o grupo, e há muito material de arquivo que permite perceber a sua evolução, até das canções, e logo ter um ideia mais próxima do seu modo de trabalhar”, disse Howlett.

O investigador referiu que “há por exemplo as ‘masters’ de cada fase de gravação de uma canção, permitindo perceber assim como a foram construindo”.

Para este trabalho “foi essencial o arquivo dos Beatles nos estúdios de Abbey Road, a cargo de Alan Ralph”, disse Howlett.

Os textos permitirão, segundo os investigadores, “conhecer algumas curiosidades da banda de Liverpool, e sistematizar a sua história”.

Mike Heatley referiu que os álbuns editados pelos Beatles no reino Unido e na Europa eram diferentes dos editados nos Estados Unidos, “havendo variações por exemplo no alinhamento. Só a partir do álbum ‘Sergent Peper’s'[Junho de 1967] é que passaram a ser iguais”.

Neste caso os Beatles não se distinguiram de outros artistas, pois segundo Heatley “isso acontecia frequentemente com outros artistas na década de 1960”.

“Para se ser grande nos Estados Unidos é preciso ter-se um comportamento e atitude diferente da que se tem no seu país de origem”, referiu o investigador.

Heatley deu ainda outros exemplos como singles editados nos Estados Unidos que não o foram no Reino Unido, caso de “Let it be”, ou vice-versa.

A canção “Eight days a week”, outro exemplo, foi single nos Estados Unidos, sem nunca ter entrado em qualquer álbum, contou.

A EMI e a Apple disponibilizam a discografia completa em duas caixas e também os CD avulso.

Uma caixa completa com a remasterização digital em estéreo, constituída por 16 CD, dois deles duplos, e um DVD, no valor de 230 euros, e outra, intitulada “The Beatles in Mono” que reúne todas as gravações do grupo que foram misturadas para edições em mono na década de 1960, e o DVD, com o custo de 270 euros.

Os fãs dos Beatles na Coreia do Sul já começaram a corrida às lojas de Música

Os fãs dos Beatles na Coreia do Sul já começaram a corrida às lojas de Música

Vendidos à unidade, os CD custarão cada um, 16.95 euros, enquanto os dois CD duplos, “White album” e “Past masters”, 24.95.

Os dois investigadores concordam que “todas as gerações acabam à sua maneira por descobrir a música dos Beatles, que é de excelente qualidade. Se era boa na década de 1960, é também agora e será sempre”

Jimi Hendrix vai ter um “biopic”

Posted in Word Music with tags , , , on 1 de Setembro de 2009 by gm54

Jimi Hendrix 2

Desta vez parece que nem a meia-irmã, Janie, vai impedir que a coisa avance (pelo menos até certo ponto): depois de vários projectos recusados pela entidade gestora do legado de Jimi Hendrix, presidida por Janie, a Legendary Pictures vai avançar com um “biopic” sobre aquele que foi o maior guitarrista “rock” de sempre (“Rolling Stone” dixit). Dados os exemplos do realizador John Hillman e da Dragonslayer Films, em 2006 (não conseguiram direitos da música), a ideia é inverter o processo: arrancar com o filme primeiro e conseguir autorização depois.

A chegar aos cinemas, segundo a “Variety”, o filme deve retratar a vida do músico desde a sua passagem pelo exército norte-americano e o super-estrelato atingido em Woodstock até à morte, a sua pouco explicada morte num hotel de Londres em 1970, com compridos e álcool à mistura.

Depois dos planos abortados em anos recentes envolvendo músicos como Lenny Kravitz e Andre Benjamin dos Outkast, não houve ainda comentários sobre o elenco. Sabe-se apenas que Thomas Tull e Bill Gerber seriam os produtores e que o argumento é de Max Borenstein.

Morte de ex-guitarrista dos Rolling Stones investigada novamente

Posted in Word Music with tags , , , , , , , on 1 de Setembro de 2009 by gm54

"Stoned", de Stephen Wolley, contém uma das teorias segundo a qual Jones terá sido assassinado

"Stoned", de Stephen Wolley, contém uma das teorias segundo a qual Jones terá sido assassinado

A morte do antigo guitarrista dos Stones está a ser novamente analisada, noticia a BBC. Brian Jones, que morreu com 27 anos, foi encontrado no fundo duma piscina em Hartfield, em Sussex (Reino Unido), em 1969. Na altura, a investigação concluiu que a morte tinha sido acidental, excluindo os rumores de assassinato. No entanto, surgem agora novas provas que levam os investigadores a reapreciar o caso. A polícia afirma que é demasiado cedo para comentar o assunto.

Segundo o jornal “El Mundo”, há várias teses sobre a morte do músico, todas elas apontando para o cenário de homicídio. A primeira remete para o filme “Stoned” (2006), de Stephen Woolley, segundo o qual o músico tinha uma dívida de mais de 9000 euros (8000 libras na altura) para com um construtor chamado Frank Thorogood. Como forma de intimidação para que Jones pagasse a dívida, o construtor terá metido a cabeça do músico debaixo de água, acabando por afogá-lo.

A segunda teoria é de Trevor Hobley, fundador de um clube de fãs de Brian Jones, que compilou uma série de documentos, alegando serem provas de um homicídio. Segundo o jornal espanhol, Hobley assegura que os assassinos colocaram a cabeça de Jones dentro de um balde com água para o afogar, vestindo-o de seguida de fato de banho. No final, colocaram o corpo dentro da piscina. Todas estas teses foram ignoradas ao longo dos anos pelos responsáveis pela investigação, convictos de que a morte fora acidental.

Brian Jones foi um dos fundadores dos Rolling Stones e tocou com a banda durante a década de 60. Morreu pouco depois de ter abandonado o grupo de Mick Jagger, Keith Richards e Ian Stewart.