Archive for the Pop Rock Category

Morreu baixista dos Kinks

Posted in Pop Rock, Word Music with tags , on 2 de Julho de 2010 by gm54

O músico britânico Peter Quaife, fundador do grupo Kinks, um dos mais populares da década de 1960, morreu quinta-feira em Londres, anuncia a BBC.

A causa da morte não foi ainda tornada pública, mas, segundo a BBC, Quaife sofria de problemas renais e fazia hemodiálise há dez anos.

Quaife foi um dos fundadores dos Kinks, grupo britânico pioneiro do hard rock liderado pelo vocalista e guitarrista Ray Davies. Quaife tocou em êxitos do grupo como ‘You Really Got Me’, ‘All Day and all of the Night’ e ‘Everybody’s Gonna Be Happy’, entre outros.

Em 1966 Peter Quaife sofreu um acidente de carro em que partiu uma perna. Em cosequência, o músico foi substituído por John Dalton por alguns meses. De volta à banda, Quaife participou de alguns dos discos mais importantes dos Kinks, casos de ‘Something Else’ e “Village Green Preservation Society’, que Quaife considerava o ponto mais alto da sua carreira.

Cansado dos conflitos entre os irmãos Dave e Ray, o músico saíu dos Kinks em 1969 e tentou ainda formar outra banda, os Maple Oak. No entanto, o grupo fracassou e Quaife passou a dedicar-se a trabalhos gráficos e ilustrações, passando a viver no Canadá e Dinamarca.

Leonard Cohen anuncia novo disco

Posted in Pop Rock, Word Music with tags on 2 de Julho de 2010 by gm54

O cantor canadiano Leonard Cohen anunciou que vai lançar um novo disco, o primeiro em seis anos. Ainda sem título, o álbum chega às lojas no próximo ano.

De acordo com o jornal britânico ‘The Guardian’, o novo disco terá 10 ou 11 canções, que foram compostas antes da digressão mundial de Cohen em 2008 e 2009.

“Na verdade, uma delas foi escrita durante a digressão. Todas as outras foram escritas antes”, explicou Cohen durante a sua introdução no ‘Songwriters Hall of Fame em Nova Iorque, na última quinta-feira.

O novo álbum será produzido pelo próprio Cohen, que contará com as colaborações da cantora de jazz Anjani Thomas e de Sharon Robinson, com quem partilha a autoria de várias canções desde a década de 80.

Mostra em Londres retrata explosão musical dos anos 1960

Posted in Comportamento, Pop Rock, Word Music with tags , , , , on 24 de Outubro de 2009 by gm54
Os primeiros anos mostrados na exposição focam sobretudo os Beatles, Rolling Stones e grupos britânicos menos conhecidos fora do país, como Cilla Black (na foto) e Cliff Richards

Os primeiros anos mostrados na exposição focam sobretudo os Beatles, Rolling Stones e grupos britânicos menos conhecidos fora do país, como Cilla Black (na foto) e Cliff Richards

Uma exposição na National Portrait Gallery de Londres capta a década de 1960 na Grã-Bretanha através de fotos de grupos musicais, desde a apresentação dos Beatles na casa nocturna Cavern até a explosão psicodélica nos anos 1970.

A mostra de 150 fotos, capas de álbuns e de revistas, partituras e outros itens celebra a ascensão do pop britânico e de gigantes do rock como os Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin e Pink Floyd, ao lado de nomes norte-americanos da mesma época como Jimi Hendrix e Bob Dylan.

Os retratos clicados por fotógrafos aclamados como David Bailey, Cecil Beaton, Don McCullin e uma multidão de outros estão organizados em décadas, passando da inocência da juventude no início da década de 1960 para a psicodelia decadente, movida a drogas e a libertação sexual que caracterizaram o “verão do amor” de 1968 e os anos seguintes.

Os primeiros anos mostrados na exposição focam sobretudo os Beatles, Rolling Stones e grupos britânicos menos conhecidos fora do país, como Cilla Black e Cliff Richards, mas Rod Stewart aparece ao lado de Long John Baldry num retrato de grupo chamado Steampacket feito em 1964.

“Quisemos reflectir os maiores astros de cada ano”, disse à Reuters na sexta-feira o curador da exposição, Terence Pepper.

Mas Pepper disse que a mostra também revela a rapidez com que os Beatles, Rolling Stones, David Bowie, Pink Floyd e Led Zeppelin transformaram a paisagem musical e conquistaram o mundo.

“Era tudo completamente novo, estava tudo a acontecer na época. A música pop nem sequer tinha chegado às rádios”.

Alto-falantes tocam sucessos da década para intensificar o ambiente da exposição, que também inclui itens de moda originais dos anos 1960, de Biba e Mary Quant.

A mostra ressalta a rivalidade entre os Beatles e os Rolling Stones em imagens feitas por vários fotógrafos de primeira linha, que os ajudaram a criar e confirmar as suas imagens em transformação.

Pepper disse que o título da exposição ilustra como a década dominada pelos Beatles no seu início acabou por dar lugar a astros como David Bowie, que ganhou força no final dos anos 1960 e ainda mais nos anos 1970.

Outras secções são dedicadas à mini-invasão de astros norte-americanos, entre eles os Walker Brothers e, mais tarde, Jimi Hendrix, que se mudaram para a Inglaterra para lançar as suas carreiras.

Fãs e familiares prestam última homenagem a Michael Jackson

Posted in Pop Rock, Word Music with tags , , on 7 de Julho de 2009 by gm54

MJacksonmemorial

A cerimônia privada com familiares e amigos íntimos de Michael Jackson será às 8 horas da manhã desta terça-feira, 7, (19 no horário de Moçambique), no cemitério Forest Lawn, em Los Angeles, duas horas antes do início da cerimônia pública no Staples Center. Não será permitida a presença de TVs ou imprensa no cemitério. A família não informou se após a cerimônia o corpo de Michael será sepultado ou se seguirá em procissão até o Staples Center. As autoridades locais não recomendam a procissão, pois temem haver comoção pública.

A cerimônia pública vai reunir diferentes gerações de artistas, de Stevie Wonder a Usher, com uma plateia de quase 20 mil pessoas. Mas a sua transmissão ao vivo pelas cadeias NBC, ABC, CNN, MSNBC e E! Entertainment deve atingir uma audiência global de 1 bilhão.

O corpo do astro foi velado pela família no cemitério Forest Lawn

O corpo do astro foi velado pela família no cemitério Forest Lawn

Para essa cerimônia, mais de 1,6 milhão de pessoas se registaram para concorrer aos 8.750 ingressos. As chances de conseguir uma entrada eram poucas.

A lista de artistas anunciados pela família Jackson traz músicos de peso, como Stevie Wonder, Lionel Richie e Smokey Robinson, e outros sem a mesma importância histórica, como Mariah Carey. Segundo o jornal New York Post, Diana Ross e Elizabeth Taylor abririam com um discurso. A lista não trazia nomes como Quincy Jones, Liza Minelli, Paul McCartney e Madonna.

Debbie Rowe, ex-mulher de Jackson e mãe de seus dois filhos mais velhos, desistiu de aparecer por causa da “violência da atenção da mídia”, segundo sua advogada.

Testamento

Por decisão judicial que corrobora o testamento de Michael Jackson feito em 2002, John Branca, advogado do astro, e John McClain, executivo do ramo da música, serão os administradores das suas posses. Com a decisão, foi rejeitado o pedido da mãe do artista, Katherine, que queria obter esse controle.

“É nosso desejo fazer tudo o que pudermos para cumprir os desejos de Michael Jackson”, disse o advogado de Branca, Howard Weitzman. Jackson, morto no dia 25, estava endividado, mas tinha posses estimadas em mais de US$ 500 milhões. Com a decisão, McClain e Branca terão o controle sobre seus bens até 3 de agosto, quando ocorrer nova audiência. Foi revelado que Jackson tinha um testamento anterior, de 1997, mas não há detalhes sobre o seu conteúdo.

Enorme multidão assistirá ao funeral de Michael Jackson em LA

Dezenas de milhares de fãs de Michael Jackson vão se aglomerar no centro de Los Angeles nesta terça-feira, 7, para uma cerimônia em homenagem ao Rei do Pop, cuja morte inesperada há quase duas semanas chocou o mundo.

Cantores da pop music como Mariah Carey, Usher e Jennifer Hudson irão se unir a veteranos do R&B como Smokey Robinson, Lionel Richie e Stevie Wonder, enquanto estrelas do desporto como Kobe Bryant e outras celebridades, como Brooke Shields, também devem estar presentes.

Fãs aglomeram-se em frente ao centro de eventos onde será celebrado o funeral

Fãs aglomeram-se em frente ao centro de eventos onde será celebrado o funeral

Cerca de 18.000 fãs e amigos irão se reunir na arena desportiva Staples Center e num teatro próximo dele para duas horas de cerimônia em homenagem ao popstar Michael Jackson, que morreu no dia 25 de junho após ter sofrido um ataque cardíaco ena sua mansão em Los Angeles.

A polícia avalia que mais de 250.000 pessoas irão se acotovelar do lado de fora da arena para homenagear o cantor de “Thriller” e ex-integrante do lendário Jackson 5, que morreu aos 50 anos.

Uma das pessoas que não estarão na homenagem é a ex-mulher de Michael Jackson, Debbie Rowe, que disse na segunda-feira que sua presença poderia ser uma distração, e a amiga de muito tempo de Jackson.

Elizabeth Taylor chama funeral de Michael Jackson de ‘circo’

A atriz Elizabeth Taylor assegurou nesta segunda-feira, 6, que não participará da homenagem pública a seu amigo íntimo Michael Jackson, por considerar o evento um “circo”.

Michael Jackson com Liz Taylor

Michael Jackson com Liz Taylor

A vencedora de dois prêmios Oscar afirmou, no Twitter, que rejeitou o convite para fazer parte da grande cerimônia que acontece nesta terça-feira, 7, em Los Angeles.

“Me pediram que falasse no Staples Center. Não posso ser parte de um circo público. E não posso garantir que diria algo coerente”, afirmou a artista, que era muito próxima do astro.

“Não acho que Michael quisesse que compartilhasse minha dor com milhões de pessoas. Como me sinto, é algo entre nós, não um evento público. Disse que não iria ao Staples Center e certamente não quero chegar a fazer parte de isso. Amava-o demais”, disse Elizabeth Taylor, de 77 anos.

A homenagem pública a Michael Jackson começará às 10h em Los Angeles (14h de Brasília).

Madonna homenageia Michael Jackson no show de Londres

Cena do Show de Madona em Londres

Cena do Show de Madona em Londres

Madonna fez um show na Arena O2 em Londres com um tributo ao astro pop, exibindo num telão uma foto do cantor quando criança.

Um sósia de Michael entrou no palco usando luvas brancas e dançando como ele, enquanto Madonna e a sua banda cantavam ‘Holiday’.

Naquele mesmo palco, Michael Jackson faria os 50 shows da sua digressão programada para este mês.

No final, Madonna pediu aplausos a um dos “maiores artistas que o mundo já conheceu”.

Michael Jackson tinha dois novos discos em projecto, diz site

O cantor americano Michael Jackson estava a trabalhar em dois novos projectos, inclusive um disco de composições clássicas, afirmou o compositor David Michael Frank ao site Yahoo! Music.

Frank, com quem o cantor trabalhou no tributo a Sammy Davis Jr. Em 1989, foi contactado por Jackson em maio para ajudá-lo nos novos trabalhos. “Ele tinha duas demos que havia escrito, mas não estavam completas. Para uma delas, já tinha toda a melodia pronta na cabeça, só faltava gravar. Ele foi cantarolando enquanto eu a tocava no piano, e fomos montando as notas. Acho que a gravação que eu fiz é a única cópia dessa música”, disse Frank, que se disse surpreso com o conhecimento sobre música clássica do astro.

O compositor revelou também que apenas algumas semanas antes de morrer, Jackson havia ligado para saber como andava o desenvolvimento da música. “Ele também mencionou outras composições instrumentais que gostaria de gravar, incluindo uma de jazz. Espero que sua família um dia decida gravá-la em homenagem ao Michael e mostre para o mundo seus dotes artísticos”, disse Frank.

Além do trabalho instrumental, Michael Jackson também trabalhava em um projeto de música pop.

CNN vê fantasma de Michael Jackson em sala de Neverland

A rede de TV CNN mostrou na noite de segunda-feira, 6, durante o programa de Larry King, aquilo que supôs ser o “fantasma” do cantor Michael Jackson, morto de ataque cardíaco há 10 dias. O evento “miasmático” aconteceu durante visita da CNN ao rancho Neverland, uma espécie de Reino das Fantasias na zona rural de Santa Barbara, Califórnia, que pertenceu ao cantor.

No momento em que o cinegrafista colhia imagens de uma lareira, na sala da propriedade, é possível ver que uma sombra atravessa toda a sala, bem na frente da câmara – a sombra lembra características do cantor, como a postura meio corcunda de perfil e o rabo-de-cavalo no cabelo.

Como a “aparição” atravessa uma área entre a câmera e a lareira, parece tratar-se de uma espécie de holografia – francamente, parece que alguém passou na frente de um holofote em outra sala e a luz projetou a sombra. A emissora garante que não sabe explicar do que se trata. Um velho amigo de Jackson, Miko Brando, viu a imagem e disse: “Eu gostaria que fosse ele”. A imagem foi exibida diversas vezes pela emissora na noite de segunda-feira, véspera do show-funeral de Michael no Staples Center de Los Angeles.

Descobertas fotografias inéditas dos Beatles e dos Rolling Stones

Posted in Fotografia, Pop Rock, Word Music with tags , , , , , on 13 de Março de 2009 by gm54

Mike Jagger vendo TV num quarto de hotel de NIorque

Mike Jagger vendo TV num quarto de hotel de NIorque

Uma colecção com mais de 50 fotografias dos Beatles e dos Rolling Stones foi encontrada depois de estar mais de 45 anos guardada numa mochila que pertencia a Bob Bonis, organizador das digressões dos dois grupos nos Estados Unidos nos anos 60.

As imagens, que retratam momentos íntimos da vida dos músicos, são da autoria de Bonis, que faleceu em 1991, e foram encontradas pelo seu filho Alex.

Algumas das fotografias mostram John Lennon nos bastidores a fumar, Keith Richards a cortar o cabelo a Charlie Watts e Mick Jagger a ver televisão.

As fotografias são mostradas até 14 de Abril na Not Fade Away Gallery, em Nova Iorque, numa exposição intitulada “The British Are Coming: The Beatles and The Rolling Stones 1964/66”.

Citado pelo “The Telegraph” online Larry Marion, director da galeria, disse que as fotografias mostram um momento essencial da carreira dos dois grupos durante as suas primeiras digressões nos Estados Unidos, de 1964 a 1966.

U2 mostram a face de um disco rodeado de segredos

Posted in Pop Rock, Word Music with tags , on 2 de Março de 2009 by gm54

5 mil fãs assistiram os U2 no terraço da BBC

5 mil fãs assistiram os U2 no terraço da BBC

Desde 2004 que não era editado um álbum de originais dos U2. Hoje, 3, chega finalmente o tão aguardado “No Line on the Horizon”, até há pouco tempo rodeado de grandes mistérios. O mesmo acontece, aliás, com a nova digressão, cujas datas e locais serão anunciados na próxima semana

É um dos discos mais esperados do ano. No Line on the Horizon chega hoje às lojas e marca o regresso da banda irlandesa, depois de cinco anos sem novas edições. A expectativa aumenta quando muitos se referem a este disco como uma possível mudança na sonoridade dos U2. O disco tem sido guardado a sete chaves, mas há cerca de duas semanas foi, inevitavelmente, parar às mais variadas plataformas digitais de pirataria online.

Os detalhes dados sobre a digressão de apresentação do disco continuam também a ser uma incógnita, que se resolverá no dia 9 de Março.

Bono revelou à BBC que os novos espectáculos serão ao ar livre e “muito íntimos”. E de forma a combater a crise financeira disse: “Estamos a tentar arranjar uma forma de os bilhetes serem baratos por estarmos em recessão.” Na mesma entrevista, Bono revelou que gostaria que, este ano, os U2 fossem um dos grupos a actuar no Festival Glastonbury, um dos maiores no Reino Unido. Mas ainda nada está certo.

Outras datas têm sido avançadas pela imprensa internacional, mesmo que o grupo não as tenha confirmado nem desmentido. Por exemplo, o jornal Boston Globe anunciou que no dia 20 de Setembro os U2 irão actuar no Gillette Stadium. Já o jornal colombiano El Tiempo revelou que o grupo este ano vai actuar num novo espaço construído em Bogotá, mas não anunciou quaisquer datas. O site venezuelano Noticias24 – http://www.noticias24.com – avançou ainda que o grupo vai dar um concerto de solidariedade no país, no estádio de futebol de Puerto la Cruz. E a rádio polaca Channel 3 adiantou que será de esperar um concerto da banda em Varsóvia, entre os dias 23 e 26 de Julho.

Certo mesmo só o espectáculo surpresa que o grupo deu no terraço do edifício da BBC, em Londres, na sexta-feira. Cinco mil fãs acorreram ao local, avisados por rumores em vários fóruns da Internet. Agora é de esperar que Portugal seja um dos contemplados na nova digressão da banda.

A revolução eléctrica do ‘rock’n’roll’ faz 40 anos

Posted in Pop Rock on 14 de Janeiro de 2009 by gm54

(Ainda) Os mais desejados

(Ainda) Os mais desejados

A 12 de Janeiro de 1969, os Led Zeppelin editavam o seu álbum de estreia. Depois de primeiros concertos que anunciavam uma nova leitura dos “blues”, o disco, homónimo, confirmava as suspeitas. Hoje, 40 anos depois, continuam a cultivar o mesmo título de sempre: os mais desejados.

Apontados como os precursores do “Heavy Metal”

Quando se mostraram ao público pela primeira vez, em 1968, os Led Zeppelin revelavam-se ambiciosos o suficiente para se proporem mudar o percurso da música popular desenhado até então pelos quadrantes guitarra-bateria-baixo-voz. 40 anos após a edição do primeiro álbum, celebrados hoje, a sobranceria transformou-se em realidade evidente, mesmo que o gosto ainda se discuta.
Led Zeppelin, editado a 12 de Janeiro de 1969, foi primeiro fruto de um investimento esforçado e ponto de partida para uma história de sucessos e tragédias milionárias.
Em 1968, e ainda sem disco editado, os Led Zeppelin tinham garantidos 200 mil dólares da americana Atlantic Records. Ahmet Ertegun, apaixonado pela tradição musical americana, reconhecia em Jimmy Page um explorador dos blues, guitarrista inventivo, produtor esclarecido e discípulo do lendário misticismo de Robert Johnson, o bluesman que tinha vendido a alma ao diabo em troca do dote que o tornou mítico.
Page pronunciava-se vítima da separação dos Yardbirds (por onde passaram também Eric Clapton e Jeff Beck) e procurava um novo grupo para fazer desfilar o seu ego consciente. Quis Keith Moon e John Entwistle, ambos dos The Who, como secção rítmica mas a resposta não foi a esperada: um “supergrupo” daquela natureza seria como um dirigível de chumbo (em inglês, lead zeppelin), pronto a despenhar-se – a letra “a” seria excluída do nome para evitar leituras erradas.
Os contactos certos construíram o line up final. No baixo, John Paul Jones, com formação divagante entre Charles Mingus e Rachmaninov, o multi-instrumentista que assinou arranjos para os Rolling Stones ou Donovan. Bateria e voz com John Bonham e Robert Plant, vindos dos Band of Joy e apresentados quase como messias de um novo british blues. Resultado: luta de egos com pouca rivalidade mas boas doses de virtuosismo competitivo, limitado pela referência primeira para cada um: os blues. Este deixou-se rodear de contos britânicos, das mágicas brumas de Avalon e das explícitas referências ao universo criado por Tolkien. Mas foi sempre a personagem principal no enredo assinado pelos Zeppelin.
Ao primeiro álbum, a revolução, mais eléctrica e mais pesada que nunca, da história do rock’n’roll escrito em 12 compassos, ainda que com espaço para as guitarras acústicas e nem sempre (mas quase sempre) cantando as graças abençoadas pela sexualidade. E primeiro passo para a coerente incoerência criativa do grupo, escrevendo e “roubando” (há quem diga que até o fizeram sem aspas) aos standards do Mississippi e ao folclore da velha Albion.
Hoje são vistos como profetas do heavy metal e de quase tudo o que lhes seguiu por entre alguns dos estereótipos da década de 70. Recordes de assistência ao vivo, mais de 300 milhões de discos vendidos e um final sem retorno, ditado pela morte de John Bonham em 1980. Tudo depois do primeiro Led Zeppelin, só depois as lendas de excesso, o mesmo que acompanha os fãs, que continuam a querê-los de volta.