Archive for the Vida Animal Category

Instalação inusitada em Londres

Posted in Vida Animal with tags on 27 de Fevereiro de 2010 by gm54

A galeria Barbican em Londres apresenta uma instalação inusitada: trata-se de um aviário que usa guitarras e baixos no lugar de poleiros, fazendo com que o movimento dos pássaros ao pousar e voar produza notas musicais.

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Estrangeiros detidos por caça ilegal de elefantes

Posted in Vida Animal with tags , , , , on 8 de Julho de 2009 by gm54
Milhares de animais protegidos são abatidos em todo o país por falta de fiscalização

Milhares de animais protegidos são abatidos em todo o país por falta de fiscalização

A Polícia moçambicana (PRM) deteve a 25 de Junho último dois cidadãos estrangeiros, na cidade da Beira, capital da província central de Sofala, por crime de abate ilegal do animal protegido, caça em período de defeso, posse ilegal de armas de fogo e furto de dispositivo electrónico.

Segundo o Departamento de Comunicação do Parque Nacional de Gorongoza (PNG), trata-se de Victor Ildefonso Anselmo, 47 anos, e Juliene Raymond, 56 anos, de nacionalidade portuguesa e francesa respectivamente.

Ambos são indiciados de abate ilegal de um elefante e apoderado indevidamente de um colar – transmissor do sinal via satélite do PNG, no dia 18 ou 19 de Junho último, perto de Chiramba, no distrito de Chemba.

Segundo o director do Departamento de Conservação do PNG, Carlos Lopes Pereira, “o elefante denominado G4, facilmente identificável pelo colar – transmissor de grande porte que levava ao pescoço, movimentava-se, frequentemente, entre o Parque e o rio Zambeze, passando pelas Coutadas de Caça, facto conhecido pelos responsáveis e pelas comunidades”.

Os seus movimentos e a sua posição geográficos eram permanentemente monitorizados a partir do sinal de satélite que emitia. O mesmo dispositivo emitia também o sinal via VHF captável pela radiotelemetria, tecnologia esta que permitiu a localização do acessório, e consequente detenção, na cidade da Beira, dos autores do seu furto e do abate ilícito do paquiderme em alusão, pela Polícia.

No entanto, de acordo com a fonte, entre os dias 12 e 19 de Junho findo, o seu sector notou através de leitura dos movimentos que o animal se deslocava pouco, tendo deduzido que o mesmo estivesse eventualmente ferido.

Mais tarde viria a parar definitivamente, o que levou o PNG a acreditar que o mesmo poderia ter morrido naturalmente ou sido abatido por caçadores furtivos.

As investigações posteriores com vista a aclarar o assunto viriam a confirmar o ferimento do animal no dia 12 de Junho último e sua morte entre 18 e 19 do mesmo mês.

Segundo Pereira, no dia 20 de Junho de 2009, o sinal fornecido pelo satélite movia-se em direcção à uma residência no Chiveve, a Sudoeste do Município da Cidade da Beira.

O mesmo foi transmitido, no dia seguinte, pelas cerca das 22.25 horas, e desaparecido depois, situação que só pode acontecer como resultado da destruição ou ocultação do colar transmissor dentro de contentor ou edifício, explicou Pereira.

Perante estes indícios, no dia 24 e 25 do mesmo mês, o Departamento de Conservação encetou contactos junto à PRM, à Polícia de Investigação Criminal (PIC) e à Procuradoria da República, ao nível da província com vista a localizar os presumíveis responsáveis no abate delituoso do elefante protegido para responderem em juízo sobre os crimes que pesam sobre eles.

Prosseguindo, Pereira disse que, no dia 25 de Junho, com o mandado de busca e apreensão nas mãos, agentes da PIC e elementos do PNG dirigiram-se ao local suspeito na cidade da Beira, e iniciaram as diligências para localizar o dispositivo.

“Quando chegamos nas proximidades do sítio, activamos o sistema VHF, na frequência específica do G4, tendo demonstrado a presença do dispositivo de emissão do sinal na casa sob suspeita”, explicou Pereira.

“Depois de alguma resistência passiva por parte dos ocupantes da moradia alvo de busca, na tentativa de deslocarem o colar para a bagageira de uma viatura fora do apartamento, os polícias conseguiram introduzir-se no seu interior sem, no entanto, usar a força, tendo prendido Victor Anselmo, ligado a empresa Ideal Safaris, e a sua comparsa, Juliene Raymond”, acrescentou a fonte.

Caça furtiva, uma chaga em Moçambique

Caça furtiva, uma chaga em Moçambique

Na ocasião, a Polícia apreendeu seis armas de vários calibres, grande quantidade de munições, um colar transmissor, cinco pontas incluindo os dentes e patas do elefante G4, e vários trofeus de búfalos, sem as respectivas licenças ou documento de propriedade.

Segundo Pereira, um dos marfins confiscados, já devidamente acondicionado conjuntamente com outros produtos de caça para a exportação, pesava 55 kg e media mais de 3,70 metros, tamanho considerado de património nacional e proibido de sair do país.

De acordo com o PNG, os implicados na autoria de crimes de caça ilegal continuam detidos e com a prisão legalizada.

A Administração do PNG alega prejuízos de cerca de 50 mil dólares norte-americanos, correspondentes aos custos de captura, transporte do elefante de África do Sul para Moçambique, e aquisição de equipamento de monitoria para determinar a sua posição geográfica via VHF e satélite.

Por outro lado, a mesma direcção agradece a cooperação e a excelente actuação da Polícia, na localização e detenção dos indiciados no abate do elefante e no furto do colar transmissor.

Refira-se que o elefante morto foi introduzido, ano passado, no PNG, translocado do Parque Nacional do Kruger, num conjunto de seis machos escolhidos de entre os que reuniam melhores características fenotípicas e genotípicas, com o objectivo de regenerar o fundo genético da população existente, largamente sabotada nas décadas de 80 e 90, como resultado dos abates incontrolados.

Segundo Pereira, “o presente caso indica a existência de caça ilegal e indivíduos sem escrúpulos capazes de matarem o que lhes aparece pela frente para fins ilícitos e lucro fácil.”

Enquanto isso, o PNG aguarda o desfecho do caso e o posicionamento das autoridades responsáveis pelo licenciamento de caçadores, coutadas de caça e fazendas do bravio e da emissão de licenças de abate.

Tecnologias para reduzir a morte de cabritos

Posted in Moçambique, Vida Animal with tags , on 17 de Junho de 2009 by gm54
Cabrito pastando junto à estátua de Samora Machel, baixa da cidade de Maputo. "Tanto um como outro tinham as "coisas no lugar"

Cabrito pastando junto à estátua de Samora Machel, baixa da cidade de Maputo. Tanto um como outro tinham as "coisas no lugar"

Um estudo apresentado em Maputo recomenda o uso de tecnologias simples capazes de reduzir a mortalidade do gado caprino, problema que afecta diversos animais jovens do distrito de Angónia, província de Tete, Centro de Moçambique.

Angónia é um dos maiores entrepostos comerciais do gado caprino de Moçambique, sendo a partir deste local que boa quantidade destes animais é vendida ao vizinho Malawi. Em média, uma cabra pode desmamar duas crias por ano e, os dois animais serem colocados no mercado.

Segundo o estudo, em média, cada família deste ponto do país possui cinco cabeças de gado caprino.

O estudo realizado por um grupo de pesquisadores moçambicanos indica que muitos animais morrem ainda jovens devido a doenças respiratórias, ataques por parasitas, falta de leite nas mães (muitas vezes por causa da falta de alimentos), entre outras razões.

“Em função dessas causas, nós recomendamos que os produtores melhores os seus currais, construindo-os um pouco acima para poderem controlar as doenças que atacam os cabritos. O que acontece é que os currais utilizados estão à superfície, onde proliferam parasitas devido à humidade dos solos”, diz a veterinária Olga Fafetine, co-autora da pesquisa.

O grupo de investigadores recomenda igualmente aos produtores para aproveitarem a palha do milho para produzir alimentos para os cabritos durante a época em que os animais são retidos nos currais para evitar que destruam as culturas agrícolas.

Outra intervenção de fácil investimento tem a ver com o plantio de arbustos ricos em proteínas nas proximidades das casas dos produtores para alimentar os animais durante a época seca.

“E essa experiência pode ser expandida para outros pontos do país, sobretudo onde existe um clima igual ao de Angónia”, disse Fafetine, da Universidade Eduardo Mondlane, a maior e mais antiga instituição do ensino superior em Moçambique.

Expedição revela novas espécies em “paraíso perdido” de Moçambique

Posted in Moçambique, Vida Animal with tags , on 24 de Dezembro de 2008 by gm54
98541Uma expedição internacional de 28 cientistas descobriu este Outono a floresta Monte Mabu, no Norte de Moçambique, que tem parecenças com um “paraíso perdido”. Nos seus sete mil hectares, encontrados com a ajuda do Google Earth, os cientistas identificaram, para já, três novas espécies de borboletas e uma de cobra.

Em apenas três semanas, a expedição liderada por uma equipa dos Jardins Botânicos Reais de Kew, no Reino Unido, os cientistas encontraram centenas de espécies diferentes de plantas, novas populações de aves raras, borboletas, macacos e uma nova espécie de cobra gigante. Com os espécimes que recolheram e levaram para casa, os cientistas esperam descobrir novas espécies de plantas.

A floresta na região montanhosa do Norte do país era, até então, desconhecida para a comunidade científica devido aos difíceis acessos e a anos de guerra civil (1975 – 1992).

Em 2005, Julian Bayliss, cientista britânico dos Jardins Botânicos, estava à procura de um possível projecto de conservação no Google Earth, na Internet, quando descobriu aquele “bocado de verde” e decidiu ir conhecê-lo. Depois de algumas primeiras visitas, a expedição de 28 cientistas – do Reino Unido, Moçambique, Malawi, Tanzânia e Suíça – partiu em Outubro com 70 carregadores para a floresta.

Segundo conta o “The Observer”, a estrada levou a expedição até uma antiga quinta de produção de chá, abandonada. Para lá, era a floresta. Foi aí que montaram acampamento durante quatro semanas e encontraram uma riqueza biológica insuspeita, como as centenas de plantas tropicais.

O líder da expedição, o botânico Jonathan Timberlake, considerou ao “Telegraph” que descobrir novas espécies não é importante só para a ciência mas ajuda a salientar a necessidade dos esforços de conservação nas regiões do mundo mais ameaçadas pela desflorestação e pelo rápido desenvolvimento.

Estima-se que os cientistas descrevam, todos os anos, cerca de duas mil novas espécies.