Archive for the Direitos Humanos Category

Enojada com quem criou o concurso

Posted in Direitos Humanos, História with tags , , on 15 de Junho de 2009 by gm54

Slide - Sonson Pierre, de sete anos, na lama que invadiu a sua casa após o furacão Ike no Haiti

Por: Jackie Félix (jaquelina_f@hotmail.com)

Sou Portuguesa com muito orgulho pelo meu país, mas fiquei realmente enojada com quem criou o concurso (pode até parecer uma palavra demasiado forte, mas não é).

Nunca escutei uma palavra sobre as pessoas que realmente construíram alguns daqueles edifícios, nem sobre as muitas vidas envolvidas nesta expansão que levou o Português como língua e cultura aos outros povos e que de alguma forma (diferentemente de outros países que também o tentaram) ainda nos mantêm nas suas próprias culturas.

A maioria das pessoas esquece que o passado colonialista das muitas nações do nosso planeta envolveu escravatura.
Ao longo dos séculos foi assim. Os muitos impérios foram construídos com o sangue dos humanos que perdiam batalhas, que eram raptados ou simplesmente vendidos pelas famílias. Este flagelo não deixou de existir só porque os governos a tornaram proibida e a repudiam. Os chefes de estado que referem, são hipócritas, pois a escravatura ainda faz parte da construção dos respectivos países.

Tenho pena de só hoje ter tido conhecimento da vossa petição, mas mesmo assim digo: Obrigada!

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Dono de óculos de Gandhi rejeita oferta do governo indiano

Posted in Direitos Humanos, Religião with tags , on 4 de Março de 2009 by gm54
Gandhi, o romeiro

Gandhi, o romeiro

O homem que afirma possuir os óculos de Mahatma Gandhi, que serão leiloados na próxima quinta-feira, 5, em Nova Iorque, rejeitou uma oferta do governo indiano.

“Recebi um e-mail de alguém do consulado (indiano) em Nova Iorque. Fizeram-me uma oferta, cujo valor não posso revelar porque é tão baixa que não desejo colocá-los em um aperto”, disse à AFP James Otis, um director de documentários que reside em Los Angeles.

Otis afirma possuir os óculos e outros objectos pessoais de Gandhi, como um relógio de bolso, sandálias de tiras de couro, um prato e um copo, que serão leiloados pelo Antiquorum Auctioneers, apesar dos protestos do governo indiano.

“Nada me faria mais feliz que uma oferta generosa do governo indiano (…) Doaria a minha colecção de imediato”, mas não foi o caso, disse Otis à AFP.

A Antiquorum estima que os óculos de Gandhi receberão entre 20 mil e 30 mil dólares no leilão de quinta-feira.

Líder do Kmer Vermelho comparece em tribunal

Posted in Direitos Humanos with tags , on 17 de Fevereiro de 2009 by gm54

No Tribunal, impávido e sereno

No Tribunal, impávido e sereno

No Camboja, trinta anos depois da queda do regime que levou à morte de um milhão e setecentas mil pessoas, um responsável khmer vermelho compareceu hoje pela primeira vez perante um tribunal.

Kaing Guek Eav, mais conhecido por Duch, dirigia a prisão S-21, o centro de tortura do regime que governava então o Camboja.

O tribunal, criado pelo Governo com a ajuda das Nações Unidas, visa julgar os líderes sobreviventes do regime que entre 1975 e 1979 tentou levar à prática a utopia de uma sociedade onde não havia dinheiro, escolas, ou cidades.

Duch é acusado de crimes de guerra, tortura e homicídio.

Escritores e activistas pedem a libertação do dissidente chinês Liu Xiaobo

Posted in Direitos Humanos, Literatura with tags on 24 de Dezembro de 2008 by gm54

Liu Xiaobo

Liu Xiaobo

O dissidente chinês Liu Xiaobo, de 53 anos, foi preso no início deste mês por ter subscrito um manifesto a apelar a mudanças democráticas na China. Ontem, mais de 150 escritores e activistas pediram a sua libertação numa carta enviada ao Presidente chinês, Hu Jintao, entre eles os laureados com o Nobel da Literatura Seamus Heaney e Wole Soyinka e vários outros escritores, como Salman Rushdie e Umberto Eco, para além de académicos e advogados.
Liu Xiaobo é professor de Literatura e um dos mais conhecidos activistas pró-democracia na China. Já tinha sido detido antes, acusado de participar nos protestos de 1989 na Praça de Tiananmen, que resultaram na morte de centenas de civis, sobretudo estudantes.

 


Liu Xiaobo foi detido por subscrever a Carta 08, uma petição assinada por 303 intelectuais chineses e apresentada no âmbito dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O nome é inspirado na Carta 77, assinada por um grupo de intelectuais na então Checoslováquia, em 1977, para apelar a mais liberdades e à democratização do regime.
No documento pede-se que sejam realizadas reformas democráticas na China e defende-se o fim do regime de partido único, que mantém no poder o Partido Comunista chinês. Por causa da Carta 08 houve várias pessoas detidas, mas Liu Xiaobo é o único que continua na prisão.

Saudita de oito anos só pode pedir o divórcio quando chegar à puberdade, decide tribunal

Posted in Direitos Humanos, Religião on 24 de Dezembro de 2008 by gm54

casamentos-forcadosEla não sabe que está casada, mas só poderá pedir o divórcio quando chegar à puberdade. Ela tem oito anos; o marido 58. Foi o pai que a casou e a mãe que contratou um advogado para tentar obter a separação. O advogado da menina, uma saudita da província de Qasim, a norte de Riad, vai recorrer.
“O juiz rejeitou o pedido porque a mãe não tem direito de o apresentar e ordenou que o processo seja posto pela própria rapariga, quando ela chegar à puberdade”, disse à agência AFP o advogado Abdullah Jtili. O pai esteve presente na audiência.
A menina casou sem saber, quando estava prestes a começar as aulas da quarta classe, em Agosto. Continua a viver com a mãe e alguns familiares garantem que o pai acordou verbalmente com o noivo que o casamento só será consumado quando ela fizer 18 anos.
O problema é que não há consenso sobre o que é a puberdade e muitos juízes sauditas insistem que as mulheres, mesmo adultas, lhes falem através de guardiões masculinos.
O homem que casou com esta menina saudita conseguiu que lhe fosse dado um certificado de saúde pré-marital directamente por um hospital, escreveu o site Arab News.
“Há confusão na Arábia Saudita sobre o que constitui ser-se adulto”, afirmou Clarisa Bencomo, da Human Rights Watch.