Arquivo de Michael Jackson

Autoridades dizem que morte de Michael Jackson foi homicídio

Posted in Word Music with tags , , , on 31 de Agosto de 2009 by gm54
Foto mostra o "rei do pop" doas antes de morrer

Foto mostra o "rei do pop" doas antes de morrer

O Instituto de Medicina Legal de Los Angeles anunciou sexta-feira que considera a morte de Michael Jackson, ocorrida em 25 de junho, como “homicídio”, causado por uma “intoxicação aguda por propofol” e outros cinco remédios. O artista completaria 51 anos no sábado, 29.

Além do propofol, sedativo de acção rápida usado para anestesia geral, a autópsia determinou que havia no corpo de Jackson “benzodiazepina”, um psicotrópico que produz efeitos sedativos e hipnóticos, ansiolíticos, anticonvulsivos, amnésicos e um relaxante muscular.

“Propofol e lorazepam foram identificados como as principais drogas responsáveis pela morte”, diz o comunicado do instituto. “Outras detectadas foram: midazolam, diazepam, lidocaína, efedrina.” O informe final dos legistas inclui o exame toxicológico completo, que será mantido como documento confidencial a pedido da Polícia e da Promotoria de Los Angeles.

A família Jackson afirmou, em nota, esperar “ansiosamente o dia em que se faça justiça”.

Show em Toronto, Canadá, em 1984

Show em Toronto, Canadá, em 1984

Na segunda-feira passada, documentos judiciais revelaram que o astro tinha “níveis letais” de propofol e indicaram que Murray, vinha administrando no astro remédios fortes para tratar a sua insônia. Murray havia admitido que começou por injectar 50 miligramas de propofol e nos dias seguintes foi baixando a dose.

Quando a dose chegou à metade, ele decidiu adicionar lorazepam e midazolam, também sedativos. Murray teria parado de dar propofol ao músico dois dias antes de sua morte. Mas, no dia 25, ele voltou a administrar a droga, após já ter injectado Valium e lorazepam.

Após aplicar o propofol, Murray se ausentou do quarto do cantor por alguns minutos e, quando voltou, viu que Jackson não mais respirava. Ele afirmou ter tentado reanimá-lo e chamado os paramédicos, que levaram o astro ao hospital da Universidade da Califórnia, onde foi declarada a sua morte.

O enterro do artista está previsto para a próxima quinta-feira, com uma cerimônia privada no cemitério Forest Lawn.

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Leilão de retrato de Michael Jackson pintado por Andy Warhol adiado por excesso de licitações

Posted in Artes Plásticas, Word Music with tags , , , on 14 de Julho de 2009 by gm54
A venda do quadro, que estava prevista para o passado domingo, pode alcançar os 10 milhões de dólares

A venda do quadro, que estava prevista para o passado domingo, pode alcançar os 10 milhões de dólares

Uma galeria de Nova Iorque anunciou hoje o adiamento de um leilão de um retrato de Michael Jackson pintado por Andy Warhol em 1984, devido ao grande número de licitadores que se mostraram interessados na obra.

“O leilão despertou grande interesse e comprovar que todos os participantes dispõem de fundos bancários exige tempo”, explicou Vered, a artista e co-proprietária da galeria que tem o seu nome, adiantando que o leilão se vai manter até ao dia 15 de Agosto.

O quadro – que, segundo Vered, teve ofertas que alcançaram um milhão de dólares – reproduz numa tela de 76 por 66 centímetros um Michael Jackson sorridente envergando o emblemático traje vermelho que o popularizou com o album “Thriller”.

Trata-se de um retrato do “rei da pop” pintado pelo “rei da arte pop”, que em cinco anos duplicará o preço. É um grande investimento”, assegurou Vered.

A galeria obteve a obra de um colecionador privado, após a morte do cantor no passado dia 25 de Junho.

A venda do quadro, que estava prevista para o passado domingo, pode alcançar os dez milhões de dólares.

“Sei quem assassinou Michael”, diz Latoya Jackson

Posted in Word Music with tags , , , on 12 de Julho de 2009 by gm54
Janet (e) e Latoya Jackson (d) participando no tributo a Michael ao lado de Paris e Prince Michael II

Janet (e) e Latoya Jackson (d) participando no tributo a Michael ao lado de Paris e Prince Michael II

Latoya Jackson é a capa neste domingo, 12, de dois dos principais jornais sensacionalistas britânicos, o “News of the World” e “The Mail on Sunday”, nas quais a irmã do “rei do pop” assegura que Michael foi assassinado e que ela sabe quem são os assassinos.

No “News of the World” Latoya afirma que são várias as pessoas responsáveis pela morte do seu irmão e que a razão foi “uma conspiração para ficar com o dinheiro de Michael”. As suas declarações foram feitas dois dias depois que o chefe da polícia de Los Angeles admitiu que o assassinato era uma das linhas de investigação, algo sobre o que Latoya não tem dúvidas.

“Houve uma conspiração. Acho que foi tudo pelo dinheiro. Michael valia mais de US$ 1 bilhão em ativos por direitos de difusão musical e alguém o matou por isso. Valia mais morto que vivo”, diz a irmã mais velha do cantor, que não dá nomes em nenhum momento sobre quem possam ser os assassinos.

Latoya assegura que esse “grupo de pessoas” roubou US$ 2 milhões em dinheiro e várias joias da casa do seu irmão, que o viciaram nas drogas, que o isolaram da sua família e amigos “para que se sentisse só e vulnerável”, e que o obrigaram a trabalhar “até a extenuação” para continuar a ganhar dinheiro.

Michael, segundo o testemunho de Latoya, não queria dar a série de 50 shows que deviam ter começado nesta segunda-feira em Londres. “Há menos de um mês, eu disse que pensava que Michael ia morrer antes das actuações de Londres porque estava rodeado de gente que não abrigava as melhores intenções no seu coração”, diz Latoya, que define o seu irmão como uma pessoa “muito dócil, calada e carinhosa, da qual as pessoas se aproveitavam”.

“Nunca achei que Michael vivesse até ficar idoso”, assinala a entrevistada, convencida de que Michael Jackson era “a pessoa mais só do mundo” e que “antes ou depois ia lhe acontecer algo terrível”.

Nas entrevistas revela outros detalhes, como que o cantor não morreu na sua cama, mas na do médico que vivia com ele, Conrad Murray, o qual acusa de desaparecer do hospital ao qual foi levado o cantor quando ela começou a fazer-lhe perguntas. Latoya assegura que foi ela quem insistiu em que fosse feita uma segunda autópsia no cadáver após ver que “tinha marcas de picadas no pescoço e nos braços”, e antecipou que conhecer os resultados finais “será um choque” para todo mundo.

Também afirma que espera que se encontre um testamento do seu irmão posterior ao de 2002, no qual Michael Jackson expressa o seu desejo que os seus filhos vivam com Diana Ross, e que “as histórias que o seu coração foi tirado (durante a autópsia) não são verdade”.

Sobre o futuro dos filhos do “rei do pop”, Latoya declara que nunca deixará que vão viver com sua mãe biológica, Debbie Rowe, à qual acusa de fazer parte do tipo de pessoas que “esteve junto a Michael só porque lhe interessava o seu dinheiro”. Latoya acredita que as crianças continuem com os Jackson e dá alguns detalhes de como reagiram à morte do seu pai. Segundo o seu relato, as crianças não pararam de chorar até que puderam passar 30 minutos junto ao corpo do seu pai e puderam se despedir dele.

Fãs e familiares prestam última homenagem a Michael Jackson

Posted in Pop Rock, Word Music with tags , , on 7 de Julho de 2009 by gm54

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A cerimônia privada com familiares e amigos íntimos de Michael Jackson será às 8 horas da manhã desta terça-feira, 7, (19 no horário de Moçambique), no cemitério Forest Lawn, em Los Angeles, duas horas antes do início da cerimônia pública no Staples Center. Não será permitida a presença de TVs ou imprensa no cemitério. A família não informou se após a cerimônia o corpo de Michael será sepultado ou se seguirá em procissão até o Staples Center. As autoridades locais não recomendam a procissão, pois temem haver comoção pública.

A cerimônia pública vai reunir diferentes gerações de artistas, de Stevie Wonder a Usher, com uma plateia de quase 20 mil pessoas. Mas a sua transmissão ao vivo pelas cadeias NBC, ABC, CNN, MSNBC e E! Entertainment deve atingir uma audiência global de 1 bilhão.

O corpo do astro foi velado pela família no cemitério Forest Lawn

O corpo do astro foi velado pela família no cemitério Forest Lawn

Para essa cerimônia, mais de 1,6 milhão de pessoas se registaram para concorrer aos 8.750 ingressos. As chances de conseguir uma entrada eram poucas.

A lista de artistas anunciados pela família Jackson traz músicos de peso, como Stevie Wonder, Lionel Richie e Smokey Robinson, e outros sem a mesma importância histórica, como Mariah Carey. Segundo o jornal New York Post, Diana Ross e Elizabeth Taylor abririam com um discurso. A lista não trazia nomes como Quincy Jones, Liza Minelli, Paul McCartney e Madonna.

Debbie Rowe, ex-mulher de Jackson e mãe de seus dois filhos mais velhos, desistiu de aparecer por causa da “violência da atenção da mídia”, segundo sua advogada.

Testamento

Por decisão judicial que corrobora o testamento de Michael Jackson feito em 2002, John Branca, advogado do astro, e John McClain, executivo do ramo da música, serão os administradores das suas posses. Com a decisão, foi rejeitado o pedido da mãe do artista, Katherine, que queria obter esse controle.

“É nosso desejo fazer tudo o que pudermos para cumprir os desejos de Michael Jackson”, disse o advogado de Branca, Howard Weitzman. Jackson, morto no dia 25, estava endividado, mas tinha posses estimadas em mais de US$ 500 milhões. Com a decisão, McClain e Branca terão o controle sobre seus bens até 3 de agosto, quando ocorrer nova audiência. Foi revelado que Jackson tinha um testamento anterior, de 1997, mas não há detalhes sobre o seu conteúdo.

Enorme multidão assistirá ao funeral de Michael Jackson em LA

Dezenas de milhares de fãs de Michael Jackson vão se aglomerar no centro de Los Angeles nesta terça-feira, 7, para uma cerimônia em homenagem ao Rei do Pop, cuja morte inesperada há quase duas semanas chocou o mundo.

Cantores da pop music como Mariah Carey, Usher e Jennifer Hudson irão se unir a veteranos do R&B como Smokey Robinson, Lionel Richie e Stevie Wonder, enquanto estrelas do desporto como Kobe Bryant e outras celebridades, como Brooke Shields, também devem estar presentes.

Fãs aglomeram-se em frente ao centro de eventos onde será celebrado o funeral

Fãs aglomeram-se em frente ao centro de eventos onde será celebrado o funeral

Cerca de 18.000 fãs e amigos irão se reunir na arena desportiva Staples Center e num teatro próximo dele para duas horas de cerimônia em homenagem ao popstar Michael Jackson, que morreu no dia 25 de junho após ter sofrido um ataque cardíaco ena sua mansão em Los Angeles.

A polícia avalia que mais de 250.000 pessoas irão se acotovelar do lado de fora da arena para homenagear o cantor de “Thriller” e ex-integrante do lendário Jackson 5, que morreu aos 50 anos.

Uma das pessoas que não estarão na homenagem é a ex-mulher de Michael Jackson, Debbie Rowe, que disse na segunda-feira que sua presença poderia ser uma distração, e a amiga de muito tempo de Jackson.

Elizabeth Taylor chama funeral de Michael Jackson de ‘circo’

A atriz Elizabeth Taylor assegurou nesta segunda-feira, 6, que não participará da homenagem pública a seu amigo íntimo Michael Jackson, por considerar o evento um “circo”.

Michael Jackson com Liz Taylor

Michael Jackson com Liz Taylor

A vencedora de dois prêmios Oscar afirmou, no Twitter, que rejeitou o convite para fazer parte da grande cerimônia que acontece nesta terça-feira, 7, em Los Angeles.

“Me pediram que falasse no Staples Center. Não posso ser parte de um circo público. E não posso garantir que diria algo coerente”, afirmou a artista, que era muito próxima do astro.

“Não acho que Michael quisesse que compartilhasse minha dor com milhões de pessoas. Como me sinto, é algo entre nós, não um evento público. Disse que não iria ao Staples Center e certamente não quero chegar a fazer parte de isso. Amava-o demais”, disse Elizabeth Taylor, de 77 anos.

A homenagem pública a Michael Jackson começará às 10h em Los Angeles (14h de Brasília).

Madonna homenageia Michael Jackson no show de Londres

Cena do Show de Madona em Londres

Cena do Show de Madona em Londres

Madonna fez um show na Arena O2 em Londres com um tributo ao astro pop, exibindo num telão uma foto do cantor quando criança.

Um sósia de Michael entrou no palco usando luvas brancas e dançando como ele, enquanto Madonna e a sua banda cantavam ‘Holiday’.

Naquele mesmo palco, Michael Jackson faria os 50 shows da sua digressão programada para este mês.

No final, Madonna pediu aplausos a um dos “maiores artistas que o mundo já conheceu”.

Michael Jackson tinha dois novos discos em projecto, diz site

O cantor americano Michael Jackson estava a trabalhar em dois novos projectos, inclusive um disco de composições clássicas, afirmou o compositor David Michael Frank ao site Yahoo! Music.

Frank, com quem o cantor trabalhou no tributo a Sammy Davis Jr. Em 1989, foi contactado por Jackson em maio para ajudá-lo nos novos trabalhos. “Ele tinha duas demos que havia escrito, mas não estavam completas. Para uma delas, já tinha toda a melodia pronta na cabeça, só faltava gravar. Ele foi cantarolando enquanto eu a tocava no piano, e fomos montando as notas. Acho que a gravação que eu fiz é a única cópia dessa música”, disse Frank, que se disse surpreso com o conhecimento sobre música clássica do astro.

O compositor revelou também que apenas algumas semanas antes de morrer, Jackson havia ligado para saber como andava o desenvolvimento da música. “Ele também mencionou outras composições instrumentais que gostaria de gravar, incluindo uma de jazz. Espero que sua família um dia decida gravá-la em homenagem ao Michael e mostre para o mundo seus dotes artísticos”, disse Frank.

Além do trabalho instrumental, Michael Jackson também trabalhava em um projeto de música pop.

CNN vê fantasma de Michael Jackson em sala de Neverland

A rede de TV CNN mostrou na noite de segunda-feira, 6, durante o programa de Larry King, aquilo que supôs ser o “fantasma” do cantor Michael Jackson, morto de ataque cardíaco há 10 dias. O evento “miasmático” aconteceu durante visita da CNN ao rancho Neverland, uma espécie de Reino das Fantasias na zona rural de Santa Barbara, Califórnia, que pertenceu ao cantor.

No momento em que o cinegrafista colhia imagens de uma lareira, na sala da propriedade, é possível ver que uma sombra atravessa toda a sala, bem na frente da câmara – a sombra lembra características do cantor, como a postura meio corcunda de perfil e o rabo-de-cavalo no cabelo.

Como a “aparição” atravessa uma área entre a câmera e a lareira, parece tratar-se de uma espécie de holografia – francamente, parece que alguém passou na frente de um holofote em outra sala e a luz projetou a sombra. A emissora garante que não sabe explicar do que se trata. Um velho amigo de Jackson, Miko Brando, viu a imagem e disse: “Eu gostaria que fosse ele”. A imagem foi exibida diversas vezes pela emissora na noite de segunda-feira, véspera do show-funeral de Michael no Staples Center de Los Angeles.

Michael Jackson: sucesso, polémica e inúmeros adjectivos

Posted in Word Music with tags , , on 27 de Junho de 2009 by gm54

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Rei do pop, dono do disco mais vendido da história, inventor do videoclipe, maior entertainer vivo. Muitos são os aditivos para se referir a Michael Joseph Jackson, que morreu nesta quinta-feira, 25, aos 50 anos, após sofrer uma paragem cardíaca em Los Angeles. O artista, que vendeu 750 milhões de álbuns e venceu 13 prémios Grammy, encarou os holofotes muito cedo, e teve uma vida marcada por duas constantes, com a mesma grandeza e proporção: sucesso e polémica.

O astro nasceu em 29 de agosto de 1958, em Gary, cidade norte-americana do Estado de Indiana. Ele tinha três filhos: Michael Joseph Jackson Jr., Paris Michael Katherine Jackson e Prince Michael Jackson II. O cantor saiu do anonimato ao lado dos seus quatro irmãos – Jackie, Tito, Jermaine, Marlon – à frente do grupo Jackson Five, que arrebatou consecutivos sucessos nas paradas durante as décadas de 1960 e 1970.

 

Os Jackson Five
Os Jackson Five

Mas foi sozinho que Jackson viveu o auge e a decadência da sua carreira.

Em 1979, com o lançamento do álbum Off The Wall – o primeiro a solo, que arrancou elogios da crítica ao combinar R&B, Black Music e Disco – o cantor começou a experimentar uma exposição cada vez maior na comunicação social, que viria a culminar em 1982, com Thriller, até hoje o CD mais vendido do mundo, com cerca de 100 milhões de cópias. A 16 de maio de 1983, Jackson apresentou ao mundo o “Moonwalk”, passo de dança em que o cantor deslizava sobre o palco, durante a canção Billie Jean, num show em Los Angeles. Estava imortalizada a sua marca registada.

Com Thriller também começou a era de videoclipes na MTV, emissora que começara a despontar. Em 1984, Jackson recebeu das mãos de Ronald Reagan, então presidente americano, um prémio pelas suas acções filantrópicas. No ano seguinte, adquiriu, por 47,5 milhões de dólares, os direitos sobre as músicas dos Beatles (uma década depois, ele vendeu 50% do catálogo para a Sony Music). O emblemático gesto foi visto mais do uma simples demonstração de poder financeiro: era uma lenda pop a comprar a obra de outra. Nesta época, o cantor também gravou parcerias com o ex-Beatle Paul McCartney. (The Girl is Mine e Say Say Say). 

Antes de lançar o seu próximo álbum, Jackson juntou-se a 44 celebridades para gravar a canção We Are The World, com o objectivo de angariar fundos para a África. Como resultado, além dos 200 milhões de dólares arrecadados para a campanha USA For África, o astro levou mais dois Grammys.

Em 1987, entre uma e outra digressao, veio o seu terceiro álbum a solo, Bad. Apesar de não repetir o sucesso monstruoso do anterior – vendendo “apenas” cerca de 30 milhões de cópias – o disco manteve Jackson em rotação máxima nas rádios e televisões do planeta. Foi nessa época que as especulações sobre quantas cirurgias plásticas o cantor já teria feito começaram a ofuscar a atenção da sua música. O astro aparecia cada vez mais branco e as suas feições já estavam diferentes. As mudanças não passaram despercebidas pela imprensa e anos depois, em 1993, Jackson admitiu na televisão americana que a sua “nova cor” era consequência de vitiligo – explicação que foi contestada por muitos.

Dos palcos aos tribunais

Em 1991, Jackson lançou Dangerous, álbum cujo título parecia prenunciar o perigoso declínio que a carreira do astro estava prestes a enfrentar. Logo no primeiro single, Black Or White, o cantor brincava com a discussão sobre a mudança da cor da sua pele (“Se você estiver a pensar em ser minha, não importa se é branca ou preta”, dizia o refrão), mas o disco não emplacou no mercado americano da mesma maneira que os anteriores, pelas mudanças trazidas pelo grunge de Nirvana e Pearl Jam, que agora comandavam paradas. Resultado: “só” 7 milhões de álbuns vendidos nos EUA.

Dois anos depois, Jackson estava ocupado na digressão de promoção do disco quando uma denúncia veio à tona. O pai de Jordan Chandler, de 13 anos, afirmava que o cantor havia molestado o seu filho no rancho de Neverland, excêntrica residência do artista que contava com o seu próprio parque de diversões. Jackson negou veementemente as acusações na televisão americana e fez um acordo judicial de 22 milhões de dólares com a família de Chandler para tentar encerrar a polémica. Não conseguiu: nos próximos anos, mais denúncias de pedofilia iriam obscurecer o seu prestígio artístico.

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Em 1994, casou-se com Lisa Marie Presley, filha do rei do rock, Elvis, num matrimónio que durou dois anos e foi visto pela imprensa como uma tentativa de deixar para trás a má fase vivida pelas denúncias do escândalo de pedofilia. Um ano depois, lançou um disco duplo (HIStory: Past, Present and Future) que teve a maior campanha de marketing já usada na indústria fonográfica e, mesmo vendendo cerca de 30 milhões de cópias, decepcionou a gravadora. Em 1996, casou-se com a dermatologista Deborah Rowe, com quem teve dois filhos: Michael Joseph Jackson Jr e Paris Katherine Jackson. Terminado o relacionamento, Deborah abriu mão da guarda das crianças para Jackson.

Último disco, novas denúncias

Nos anos seguintes, novamente a polémica tomaria o lugar do sucesso. Em 2001 veio Invincible, disco que resultou numa queda de braço com a Sony, que tomou decisões sobre a divulgação do trabalho a contragosto do cantor. Jackson alegou preconceito por ser um artista negro e o CD vendeu apenas 8 milhões de cópias em todo o mundo, tornando-se o menos vendido da sua carreira.

Em 2002, o cantor teve o seu terceiro filho, Prince Michael Jackson II, cuja mãe foi mantida em segredo. Um ano depois, outra denúncia de pedofilia: a família do adolescente Gavin Arvizo acusou o astro de ter molestado o filho em Neverland. Em junho de 2005, Jackson foi absolvido pela Justiça americana por falta de provas.

De lá para cá, foram raras as aparições do cantor, embora o seu catálogo estivesse a ser amplamente explorado pela Sony, que lançou várias colectâneas.

 

O princípio do fim do "Rei"
O princípio do fim do “Rei”

Neste ano, anunciou 50 shows em Londres, cujos ingressos se esgotaram em questão de horas. Segundo Jackson, seriam as suas últimas apresentações. A morte, porém, não permitiu que o rei do pop se despedisse oficialmente dos palcos, e veio da mesma maneira que seu sucesso: fugaz, precoce e incontestável.

Manu Dibango vai processar Michael Jackson e Rihana

Posted in Word Music with tags , , on 4 de Fevereiro de 2009 by gm54

"A César o que é de César"

"A César o que é de César"

O músico camaronês Manu Dibango entrou com um processo nesta terça-feira, 3, contra as gravadoras dos cantores Michael Jackson e Rihanna, num tribunal de Paris, pelo uso indevido de uma das suas canções.

A sentença será divulgada no dia 17 de fevereiro.

Nos anos 80, Michael Jackson incluiu no seu álbum “Thriller” a canção “Wanna be Startin’ Something”, que possui um fragmento de “Soul Makossa”, de Manu Dibango. Na época, ele denunciou o cantor americano e o assunto foi encerrado amistosamente com um acordo econômico.

O caso, no entanto, voltou à justiça depois que a cantora Rihanna recebeu, em 2007, permissão de Jackson para utilizar o mesmo fragmento na sua canção “Please don’t stop the music”. Aparentemente, a cantora de não sabia nada sobre o plágio.

Dibango, de 75 anos, pede uma indenização de meio milhão de euros por danos. Além disso, os seus advogados pediram ao juiz o bloqueio da renda proveniente da canção para as gravadoras Sony BMG, EMI e Warner até a divulgação do veredicto.

“Thriller” irá aterrorizar a Broadway

Posted in Word Music with tags on 28 de Janeiro de 2009 by gm54
Michael Jackson ajudara a producao do novo musical

Michael Jackson ajudara a producao do novo musical

Um musical baseado no vídeo de “Thriller” vai estrear na Broadway em Nova Iorque, revelou James L. Nederlander, proprietário de nove teatros da Broadway, à BBC. O projecto contará com a ajuda de Michael Jackson, que irá participar em “todos os aspectos do processo criativo”. O musical da Broadway não é o primeiro a inspirar-se no êxito de 1983, já que estreou em Janeiro, em Londres, o musical “Thriller Live”.

O vídeo de “Thriller”, onde Jackson se transforma em lobisomem e dança com um grupo de zombies, foi lançado em 1983. Passou a ser um dos marcos históricos da produção de videoclips e um ícone dos anos 80. O realizador foi John Landis.

Apesar de nenhuns pormenores sobre o espectáculo da Broadway terem sido revelados, deverá incluir canções dos álbuns de Jackson “Off the Wall”, de 1979, e “Thriller”, de 1982, revelou a BBC.