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Zeca Tcheco: 42 anos de engenho e arte e a “confusão agradável” em que se encontra a música moçambicana

Posted in Música Moçambicana, Moçambique, Radiodifusão, Word Music with tags , , on 6 de Abril de 2011 by gm54

 

Zeca Tcheco no Estúdio Auditório da Rádio Moçambique em mais um ensaio com o Grpo RM

Por Francisco Manjate

Nasceu há 60 anos e é um dos exímios bateristas que Moçambique produziu. O seu nome há muito que está guindado nos anais da “pauta musical”: Zeca Tcheco! Com 42 anos de carreira, tem um percurso musical de causar inveja. Com as suas baquetas já tocou quase todos os ritmos. Da marrabenta ao jazz, passando pelo rock, afro, bossa nova, samba, rumba. Até fado ele tocou. Nesta entrevista, o baterista faz uma viagem pelo tempo, fala das suas paixões musicais, das amizades e traça um olhar crítico sobre a nossa música, afirmando mesmo que ela, neste momento, encontra-se numa “confusão agradável”. Enfim, um homem maduro e artista experiente, Zeca Tcheco – um dos membros fundadores do conceituado Grupo RM – fala da vida e dos homens.

– Que desafios ainda existem para um artista que já conta com 60 anos de vida e 42 de carreira?

– Os desafios são, naturalmente, muitos. Até porque nós morremos a aprender. Depois, existem projectos que são de longo prazo e ficamos à espera de uma oportunidade para realizá-los. Mas é gratificante quando olhamos para trás e vemos que, ao longo do nosso percurso, fizemos coisas boas…

– Agora, qual é a sua luta?

– A minha luta é, se calhar, numa direcção contrária a de muitos, porque há quem diga que, na arena musical, o maior sonho de um músico é gravar um disco musical. Essa é a ambição de alguns músicos. Mas nem todo o músico é compositor e nem todo o compositor é cantor, por isso, como compositor, faço música e depois vejo a voz que se adapta àquilo que pretendo e vou buscar esse músico para cantar o que fiz. Já fui ter com Mingas, a Zulfa já cantou as minhas músicas, tal como aconteceu também com José Barata. Agora, um álbum meu seria, por exemplo, a selecção dos músicos que dei as minhas canções para cantarem.

– Portanto, assume-se puramente um instrumentista, para lá de outras particularidades?

– Sim, eu não sou cantor e nem quero fazer experiências desse género, embora não saibamos o que poderá acontecer amanhã. Quero sempre, isso sim, fazer música e nos moldes nos quais trabalhei que é ir buscar os músicos que acho que podem cantar muito bem as minhas canções e dar-lhes para fazerem isso.

– Mas muitos ainda não conseguem destrinçar uma coisa da outra.

– O que eu critico é essa falta de clareza. É preciso saber que há compositores que não são cantores e não há vergonha nisso, embora hajam compositores cantores. Por exemplo, a Whitney Houston ou o Michael Jackson e ainda tantas outras lendas da música no mundo cantaram músicas que não foram feitas por eles. Eles têm os seus compositores que fazem as canções e lhes dão para interpretarem. Porque é que um bom cantor não vai procurar um bom compositor ou um bom compositor não procurar um bom cantor.

– Assim forma-se uma equipa multifacetada e mais completa.

– É sim. É como na construção civil onde temos várias equipas de especialistas a trabalharem na mesma obra, há engenheiros de construção civil, de decoração, arquitectos, portanto, um conjunto de pessoas que está ali para pôr o edifício belo, cada qual na sua área, mas a fazerem um trabalho único. Esse é o apelo que faço aos jovens. É bom saberem acasalar todas essas sensibilidades: compositores, cantores, instrumentistas e arranjistas. É que sozinho não é possível fazer tudo isso e ainda querer ser produtor.

– Mas, aos 60 anos de idade, e com 42 anos de carreira, quais são ainda os seus sonhos?

– O que eu gostaria era realizar um grande festival musical, numa dimensão que a mantenho em segredo – porque não quero anunciar isso e depois apropriarem-se das minhas ideias e fazerem de uma forma muito errada e contrária ao que defini. Gostaria também que o Grupo RM tivesse um disco, como Grupo RM. Veja que desde 1979 nós não temos um disco como banda. Participamos no Projecto Orquestra Marrabenta, que basicamente era composto pelo Grupo RM, gravamos um álbum, mas teve o nome de Orquestra Marrabenta. Paris, França, fomos gravar o disco “Baila Maria”, que ficou registado como da banda Moya. Mas esse grupo era formado basicamente pelos elementos do Grupo RM.

– Até porque esses são sonhos realizáveis…

– Penso que sim. Até porque já estamos no fim da gravação de uma série de temas que poderão vir a compor esse projecto de disco. Mas, enquanto nós avançamos com a nossa parte, deparamos com a questão financeira, pois conseguimos gravar porque temos os estúdios da Rádio Moçambique, mas a edição do disco exige fundos. E quando vai aparecer o dinheiro é o que não sabemos. E enquanto não atingir esse objectivo não ficarei satisfeito.

– Quando é que estará concluído pelo menos a parte que vos cabe?

– No geral, nós continuaremos a lutar para que o projecto esteja concluído e o disco seja lançado ainda este ano. O desejável até seria que fosse em Outubro, que é o mês da Rádio Moçambique. Se isso não acontecer teremos que continuar à espera de uma oportunidade financeira qualquer.

– Até porque a ser lançado o disco do Grupo RM, seria um grande brinde para si.

– É verdade, seria um grande brinde. Mas tudo é possível, desde que haja força de vontade, não só minha e dos meus colegas, mas de todos que estão envolvidos no projecto.

Grupo RM actuando em Estoril, Portugal, em 1981

MÚSICA MOÇAMBICANA: UMA “CONFUSÃO AGRADÁVEL”

– Aos 60 anos de idade e com 42 anos de carreira, que olhar tem sobre a música moçambicana?

– Neste momento, essa é minha opinião, há uma “confusão agradável” na música moçambicana, porque estamos numa fase em que temos muitos jovens a fazerem música, alguns dos quais optaram por produzir ritmos como pandza, hip-hop, rap. Por outro lado, há outros jovens que se agarraram à música de raiz. Temos exemplos dos Timbila Muzimba, que fazem música tradicional, a banda Kakana, Djaaka e ou Massukos. Isso para mim é muito bom porque mesmo o pandza tem muito a ver com marrabenta, ela tem uma base muito forte de marrabenta. Portanto, esses jovens que fazem isso não estão muito longe daquilo que é nosso. A música tem várias frentes e isso é muito bom.

– Aliás, temos o exemplo de Denny OG, o seu filho, que está na música, mas não seguiu exactamente a sua perspectiva.

– Sim, o meu filho tem a sua perspectiva. Ele fazia rap e depois saltou para o pandza. É como outros da idade dele que faziam “play-back”, mas hoje vemos que há uma preocupação de quererem trabalhar com bandas. Isso representa uma evolução. A música é como a língua, ela não é estática, daí que não podemos continuar a tocar da mesma maneira a marrabenta tal como tocavam os conjuntos João Domingos ou Djambo. O mais importante é manter isso como nossa grande referência. Eu também que apareci depois do Djambo e sempre procurei mostrar algo diferente. É o que esses jovens estão a fazer.

– Mas, critica-se muito o facto de só recorrerem aos computadores. Tudo muito sintético?

– Sim. Eu também não sou a favor disso. Nunca fui e jamais serei. Quando a música é tocada nos computadores deturpa a essência, vai contra o original. Mas já com banda temos espectáculo e isso é bom, é diferente. O computador mantém a música estática, fica tudo na mesma, enquanto que com banda há uma evolução, pois obriga os instrumentistas a viajarem e a investigarem constantemente.

– E qual é a dica que deixa?

– O que a malta jovem tem que saber é que a música é algo muito séria. É preciso ter sempre exercícios melódicos, exercitar a voz e o canto, as cordas vocais. É como alguém que vai correr e hoje faz 50 metros, mas amanhã vai fazer mais., portanto, evolui. Não basta dormir e acordar dizer que vai fazer música. Isso é um trabalho muito sério.

– Estaremos então no bom caminho?

– A música moçambicana não está tão mal como se pode pensar. Eu penso que o caminho que estamos a trilhar é salutar. Hoje já temos muitos bons compositores, bons instrumentistas e bons músicos, sobretudo cantoras. Há muitas mulheres que cantam muito bem. Acho que elas ganharam coragem e estão a fazer coisas maravilhosas, estão a pesquisar a música e a aprofundar os seus conhecimentos, o que demonstra que elas são capazes.

JAIMITO MALHATINE: UMA ESCOLA!

– Fale de Jaimito Malhatine, essa figura lendária.

– Falar de Jaimito na música é o mesmo que falar de mim ou mesmo de um Pedro Cumaio, porque essas três pessoas foram família na arena musical. Eu cresci na música a trabalhar com essas duas pessoas. E mais tarde o Abel Chemane. Eu aprendi tanta coisa na música com Jaimito e Pedro Cumaio. Estávamos sempre juntos a ouvir música, a ensaiar. Passeávamos sempre juntos.

– Onde ensaiavam?

– Tínhamos um espaço chamado Escola do Acordeão, onde no princípio alugavam-se os estúdios, mas como frequentávamos e ensaiávamos ali chegou uma altura que deixaram de nos cobrar, numa altura em que não era fácil isso. Mesmo quando essa escola passou para onde hoje funciona a messe da Polícia, continuamos a ter acesso aos estúdios…

– É daí que nasce o trio “Experiência”?

– Nós formamos o trio “Experiência” e tocamos juntos durante muitos anos. E até nos separarmos continuamos sempre amigos, porque havia uma grande amizade.

– O que sente quando vês hoje o Jaimito desamparado?

– É muito doloroso e frustrante para mim, não. Não imaginas ver um irmão com quem convivi naquela situação. É doloroso, é chato. Para mim é como se ele estivesse morto porque está inútil. Não faz nada senão aquilo que escreve (em pedaços de papeis em frente a Rádio Moçambique) e cada um interpreta como acha. O que me interessa não é que ele escreva coisas com sentido, mas é ele voltar a ser o que era. Eu fico muito magoado com tudo isso. E se pudéssemos voltar a termos o homem e o grande guitarrista, para que possamos trabalhar como antigamente, embora essa seja como que uma hipótese quase remota. Talvez algum dia alguém o pegue para ser recuperado, pois eu não tenho forças para fazer isso. O que posso fazer é só lamentar.

– E há muita coisa que ele fez e deixou como legado.

– As composições de Jaimito são únicas. Há muita coisa de Jaimito, embora só se conheça o tema instrumental “Magica”. Ele fez muitos temas que foram cantados por Wazimbo e Pedro Ben.

– Tocou com muitos músicos. Isso o ajudou a crescer musicalmente.

– Sim, porque antes de eu, Jaimito e Pedro Cumaio formarmos o “Experiência” tinha o “Soul Band” e quando se desfez o grupo comecei a tocar nos cabarés. Nessa altura não tinha banda, era um músico independente. De dia ensaiava para ir tocar a noite, sempre com grupos diferentes. Toquei tango, pachanga, que é um ritmo de que já não se fala, merengue, bossa nova, samba e até fado que muitas vezes não levava bateria. Isso só me favoreceu porque quando comecei a tocar marrabenta baseei-me naqueles ritmos que já tocava há muito tempo, o que fez com que eu volta à marrabenta. Alguns até diziam que o que eu tocava não era marrabenta, mas insisti e depois a moda pegou. Isso foi produto dessa vida musical que tive, ouvindo muita música e a tocar muito vários ritmos.

UMA PASSAGEM PELO CASINO ESTORIL

Estada em Portugal. Zeca com José Mucavele e Milagre Langa

– Esteve em Portugal, onde tocou no Casino Estoril. Como foi isso?

– Esse projecto nos foi arranjado na altura pelo secretário de Estado da Cultura, Luís Bernardo Honwana, onde fui com Alípio Cruz, Chico António, José Guimarães, José Mucavele, Sox, Izildo Gomes e Milagre Langa. Depois de termos tocado lá e no fim do contrato fiquei mais um tempo a tocar num cabaret lá em Portugal, numa banda onde o líder era brasileiro.

– O que tocavam?

– Ele como brasileiro gostava de tocar ritmos brasileiros. E, o mais engraçado é que eu tinha um domínio sobre esses ritmos e às vezes ele perguntava se eu estivera no Brasil e como aprendi a tocar tudo aquilo. Eu expliquei que foi em Moçambique. Quer dizer, o exercício de aprendizagem que tive cá valeu-me muito lá.

– Uma experiência agradável…

– Uma experiência agradável.

Zeca Tcheco e Sox (Guitarrista), dois dos fundadores do Grupo RM

UMA DISCOTECA, VÁRIOS RITMOS

 

– Tem uma discoteca em casa e o que colecciona?

– Quase tudo. Jazz, afro-jazz, fusão, blues, bossa nova, música moçambicana, que não podia faltar, música africana de Angola, Zimbabwe, África do Sul, Congo, etc.

– São centenas de discos?

– São alguns discos. O mais difícil é comprar discos, porque são caros e quase não existem. A única saída é através da África do Sul ou na Europa, com amigos, porque é sempre bom ter um bom disco original. Mas na impossibilidade pede-se sempre uma cópia a um amigo.

– Há um músico que ouve com regularidade?

– São vários. Gosto, por exemplo, de David Walker, Richard Bona, Dollar Brand. Gosto também de ouvir um pianista, que toca a solo, chamado Kate Gerard, há um grupo africano chamado Ultramarino, aprecio os pianistas sul-africanos…

– Não tem, portanto, um estilo musical padronizado?

– Não, não. Hoje está tudo muito diversificado, por isso gosto de explorar essas possibilidades que se abrem ao mundo.

– Hoje só está no Grupo RM?

– Estou na banda e também sou produtor musical. E quando há trabalhos de pesquisa e recolha de música tradicional eu vou e faço isso. Estou também envolvido nas gravações e nas produções musicais.

– Com uma carreira de 42 anos, deu para acumular dinheiro e ficar rico? (risos)

– Eu estou rico de ideias. Em termos de dinheiro não estou rico e nem estou bem… (risos)

Por Francisco Manjate

Morreu baixista dos Kinks

Posted in Pop Rock, Word Music with tags , on 2 de Julho de 2010 by gm54

O músico britânico Peter Quaife, fundador do grupo Kinks, um dos mais populares da década de 1960, morreu quinta-feira em Londres, anuncia a BBC.

A causa da morte não foi ainda tornada pública, mas, segundo a BBC, Quaife sofria de problemas renais e fazia hemodiálise há dez anos.

Quaife foi um dos fundadores dos Kinks, grupo britânico pioneiro do hard rock liderado pelo vocalista e guitarrista Ray Davies. Quaife tocou em êxitos do grupo como ‘You Really Got Me’, ‘All Day and all of the Night’ e ‘Everybody’s Gonna Be Happy’, entre outros.

Em 1966 Peter Quaife sofreu um acidente de carro em que partiu uma perna. Em cosequência, o músico foi substituído por John Dalton por alguns meses. De volta à banda, Quaife participou de alguns dos discos mais importantes dos Kinks, casos de ‘Something Else’ e “Village Green Preservation Society’, que Quaife considerava o ponto mais alto da sua carreira.

Cansado dos conflitos entre os irmãos Dave e Ray, o músico saíu dos Kinks em 1969 e tentou ainda formar outra banda, os Maple Oak. No entanto, o grupo fracassou e Quaife passou a dedicar-se a trabalhos gráficos e ilustrações, passando a viver no Canadá e Dinamarca.

Leonard Cohen anuncia novo disco

Posted in Pop Rock, Word Music with tags on 2 de Julho de 2010 by gm54

O cantor canadiano Leonard Cohen anunciou que vai lançar um novo disco, o primeiro em seis anos. Ainda sem título, o álbum chega às lojas no próximo ano.

De acordo com o jornal britânico ‘The Guardian’, o novo disco terá 10 ou 11 canções, que foram compostas antes da digressão mundial de Cohen em 2008 e 2009.

“Na verdade, uma delas foi escrita durante a digressão. Todas as outras foram escritas antes”, explicou Cohen durante a sua introdução no ‘Songwriters Hall of Fame em Nova Iorque, na última quinta-feira.

O novo álbum será produzido pelo próprio Cohen, que contará com as colaborações da cantora de jazz Anjani Thomas e de Sharon Robinson, com quem partilha a autoria de várias canções desde a década de 80.

Exposição de fotografias mostra diplomacia do jazz durante Guerra Fria

Posted in Africa, Comportamento, História, jazz, Política, Política Internacional, Word Music with tags , on 9 de Abril de 2010 by gm54

O Departamento de Estado americano usou Duke Ellington, Louis Amstrong, Miles Davis e outros ícones do jazz como embaixadores culturais com fins políticos durante a Guerra Fria, conforme evidencia uma exposição de fotos em Tel Aviv.

Trata-se de uma exposição de 45 fotografias que exemplificam os peculiares e até há pouco desconhecidos esforços diplomáticos empreendidos em 25 países durante um quarto de século pelos astros da música norte-americana.

Intitulada “America’s Jazz Ambassadors Embrace the World” (“Os embaixadores americanos do jazz percorrem o mundo”, em tradução livre), a exibição é fiel reflexo da estratégia de Washington de recorrer às figuras do jazz para cativar os seus inimigos de meados dos anos 50 até fins dos 70.

Tal período inclui eventos históricos como a Crise dos Mísseis em Cuba (1962), a invasão soviética da Tchecoslováquia (1968) e a Guerra do Vietnam (1959-1975). Alguns deles custaram a Washington tensões com Moscovo e, outros, o descrédito em boa parte do mundo.

Para remediar a situação, a diplomacia americana decidiu enviar os gigantes do jazz aos quatro pontos cardeais que então contavam em termos de sedução ideológica: o Islão, a América Latina, a África Subsaariana e o bloco soviético.

O objectivo era apresentar o jazz como a face amável da cultura americana e como sinônimo de liberdade. A exposição apresenta diversas fotos históricas dos personagens retratados e o contexto diplomático de cada situação.

Entre as imagens, há cenas como a de Louis Amstrong a jogar pebolim com Kwame Nkrumah – pai do pan-africanismo e da independência de Gana -, tocando trompete sobre um camelo nas pirâmides de Giza e rodeado de crianças numa escola do Cairo.

Em outras, Dizzy Gillespie dirige uma motocicleta nas ruas de Zagreb, na antiga Jugoslávia de Tito, e utiliza as notas do seu trompete para estimular a dança de uma cobra em Karachi, no Paquistão.

A exposição também mostra o pianista Dave Brubeck a dar um show numa gélida Varsóvia ou a aterrar no aeroporto de uma calorosa Bagdad, por onde Duke Ellington também passou na mesma campanha e onde, além de tocar piano, fumou pela primeira vez um cachimbo d’água.

Ellington também viajou para Adis-Abeba para se reunir com o imperador Halie Selassie e a Dacar para ser condecorado com todas as honras por Leopoldo Sedar Senghor, pai da independência senegalesa e criador do conceito humanístico de “negritude”. Já Miles Davis aparece na exposição com a sua banda encantando o público de Belgrado.

Mas o grande destaque é uma foto na qual Benny Goodman cumprimenta Nikita Khrushchov quando ainda estava longe o reatamento diplomático entre Moscovo e Washington.

Nada era por acaso. Se para as viagens à África Negra se escolhiam músicos afro-americanos, para as visitas à antiga União Soviética se preferia brancos como Goodman, que interpretava jazz mas também música clássica europeia, muito apreciada em Moscovo.

A política do Departamento de Estado de fazer amigos através da música terminou antes do início da década de 80 e devido à oposição republicana de se gastar o dinheiro do contribuinte em empresas culturais e num gênero como o jazz.

Para o organizador da exposição, Doron Polak, “foi um grande êxito. A diplomacia do jazz conseguiu que a cultura americana se espalhasse pelo mundo como algo de todos.

Para melhorar a imagem dos Estados Unidos não havia música melhor para se escolher”.

“Podia ter-se optado pelo country, mas é uma música demasiado local, muito pouco universalista”, disse Polak em declarações à Agência Efe. Segundo ele, “foi uma iniciativa para utilizar a arte com fins políticos e de propaganda”.

Lembrou, no entanto, que “a utilização da arte para esses fins sempre existiu e continuará a existir”.

José Mucavele: o tributo do Clube dos Entas (*), pelo percurso de vida e pela brilhante carreira do cantor

Posted in Comportamento, Moçambique, Radiodifusão, Word Music with tags , , , on 8 de Abril de 2010 by gm54

José Mucavele e Edmundo Galiza Matos, em novembro de 2009(José Mucavele e Edmundo Galiza Matos (um dos autores do Programa “Clube dos Entas”)

José Alfredo Mucavele, natural de Chibuto, Gaza, 1950. Na próxima segunda-feira, 5 de Abril, quando fizermos a reposição destas palavras, um dos maiores compositores e intérpretes do nosso país estará completando 60 anos de vida. Aqui e agora, e certamente traduzindo a vontade do país artístico, e não só, um modesto tributo do «Clube dos Entas» a José Mucavele. Pelo seu percurso de vida e pela brilhante carreira que tem trilhado desde 1969.

Conhecemos o José Mucavele em 1969, trabalhava então como pintor publicitário, ocupação para a qual ingressara em benefício de um curso de desenho tirado na Escola Industrial da então cidade de Lourenço Marques.

Decorria ainda o ano de 1969 quando o vemos integrado no conjunto «Os Escravos», conjunto que, depois, e claramente por razões de ordem política, se viu obrigado a mudar para a designação de «Os Psicadélicos».

Depois dos «Psicadélicos», Mucavele é convidado a integrar o agrupamento «Djambu 70», onde actua como trompetista. Em 1971, faz parte da banda «Conceito», formada por músicos universitários actuando na casa dos Antigos Estudantes de Coimbra e na residencial universitária vulgarmente conhecida por SELF.

Em 1972, Mucavele é visto a tocar com «Os Outros», tão somente a melhor banda de música ligeira de todos os tempos na cidade da Beira. Também tocou para a «Alta Tensão», outra banda de referência dos anos 70.

A partir de 1973, a carreira musical de José Mucavele parece eclipsar-se. É visto a leccionar a 4.ª Classe em Caniçado, Gaza, e depois, em 1974, a engajar-se nas fileiras da Frente de Libertação de Moçambique, para o que teve de fazer treinos militares em Nachingweya, na Tanzânia, juntamente com outros jovens de então como o até recentemente Ministro das Obras Públicas e Habitação, Felício Zacarias.

Só que não foram, nem o professorado, nem as armas que conseguiram sublimar a apetência de José Mucavele pelo campo cultural. Começa por integrar o grupo cénico das então FPLM, para depois, entre 1976 e 1977, na empresa Metochéria Agrícola, em Nampula, onde foi colocado como funcionário, desenvolver uma das suas maiores paixões: a pesquisa etno-cultural ligada à música.

Não nos custa por isso acreditar que é dessas pesquisas que emerge esta autêntica obra-prima de José Mucavele, do qual sobressai o Muthimba, o Tsope e o Tufu. E isto se mais não couber. Que o diga Felício Zacarias, que o ouviu o trmpete de José Mucavale, pela primeira vez, na Tanzânia.

José Mucavele retoma a carreira em 1978, nomeadamente com a sua participação no festival da juventude realizado em Cuba, e sobretudo com a sua integração no projecto que conduziria à criação do Grupo RM, onde actuava como trompetista. A circunstância pode ser aproveitada para breves considerações sobre o Grupo RM.

O cantor e compositor e o autor deste texto, Luís José Loforte(O cantor e compositor, junto com Luís Loforte, autor deste texto do Clube dos Entas)

O projecto do Conjunto RM foi sem dúvida uma ideia interessante, principalmente por ter entretido pessoas e fixado canções até aí reduzidas à sua expressão meramente popular.

Não querendo elaborar muito à volta dessa matéria, manda porém a verdade dizer que quem acompanhou como nós o percurso histórico deste agrupamento da nossa estação, sabe o quanto a sua estrutura orgânica limitava, e muito, os horizontes e a criatividade dos inquietos músicos, entre os quais se conta, sem dúvida, o José Mucavele. Era o problema da constelação de estrelas, mas também, e sobretudo, do burocratismo e da compensação nivelada por baixo, os quais, como sabemos hoje tão bem, não são bons parceiros da cultura. Aliás, como toda a tentativa de dirigir a cultura, ou de fazê-la por decretos.

Estamos em «CLUBE DOS ENTAS», que decidiu, para esta noite, prestar um tributo a José Mucavele, por ocasião dos seus 60 anos de vida.

Dissemos que José Mucavele iniciou a sua carreira em 1969, um ano marcante para a canção internacional, ou seja, o ano do festival de Woodstock.

Sobre isso, e num dos programas com que evocámos os 40 anos desse acontecimento, Hortêncio Langa, outro músico de créditos firmados entre nós, defendeu que praticamente todos os músicos da sua geração, ele próprio incluído, foram fortemente influenciados pelo festival de Woodstock. E para sustentar a sua tese, avançou mesmo que José Mucavele, seu companheiro de percurso,  terá adoptado a técnica de Richie Heavens na forma como toca a sua guitarra. Uma técnica que confudi até grandes compositores nossos conhecidos, como seja, o português Rui Veloso e o moçambicano Roberto Xitsondzo.

Apenas para recuperar o que então dissemos, Richie Heavens abriu o festival de Woodstock no lugar de Joe Cocker, por este ter apanhado uma tremenda pedrada na noite de véspera. Realinhou-se o programa, e lá teve Richie Heaven que subir ao palco.

Beneficiando ou não do impacto que deixam sempre aqueles que inauguram os grandes acontecimentos, a verdade é que Heavens electrizou literalmente a assistência e todos aqueles que o viram em filme rodado sobre Woodstock. Rui Veloso como que nos obrigou a ir à poeira do tempo, onde pudemos verificar que de facto fazia todo o sentido a sua afirmação.

De resto, José Mucavele e Rui Veloso são companheiros de uma já longa estrada, que terão provavelmente vivido as mesmas crises de identidade musical, o que lhes confere alguma autoridade na apreciação de um sobre o outro. O que a nós compete dizer sobre isso é que estranho seria se os bons não se inspirassem nos melhores! De resto, qual é o músico dos anos 60 e 70 que não foi beber do Woodstock?

Nassurdine Adamo (direita), um dos autores do programa, em conversa com outro radiófilo, Emídio Oliveira(Nassurdine Adamo, à direita, o sonoplasta do Clube dos Entas, na companhia de outro radiófilo, Emídio de Oliveira)

Mais à frente veremos como José Mucavele teve as suas próprias opções a partir das matrizes musicais nacionais, aí se tornando, sim, o músico que todos conhecemos, aliás a razão por que o celebramos esta noite.

Influenciado ou não pelo festival de Woodstock, ou se quiserem por Richie Heavens, o mais importante é que José Mucavele veio a encontrar e a seguir o seu próprio caminho, como aliás o prova toda a sua obra.

Interessante também é saber o que pensa José Mucavele sobre a música de outros criadores de Moçambique.

Decorria o ano de 2009 quando num debate, não nos ocorrendo se  na televisão ou na rádio, ouvimos José Mucavele dizer que para ele o maior músico de Moçambique de todos os tempos é Matchonguezy.

Tratando-se sem dúvida de uma afirmação discutível, a nossa opinião sobre ela é de que Mucavele terá sido igual a si próprio. Não fugiu um milímetro da sua forma peculiar de provocar uma polémica: fazer uma afirmação arrojada para deixar as pessoas estupefactas e obrigá-las a pensar. E tal como se esperava, a maior parte das pessoas não sabia quem era o tal Matchonguezy. O moderador incluído.

Na nossa opinião, e sem que nos arrisquemos tanto pela catalogação em excesso, Matchonguezy é, de facto, um ilustre desconhecido do meio musical moçambicano. E se nos é permitida uma comparação também algo arrojada, Matchonguezy estará para a música moçambicana, como Luís de Camões é para a literatura portuguesa. E até pelo percurso de vida de ambos. Morreu no anonimato e na quase indigência, deixando porém atrás de si uma obra de dimensões descomunais. À parte as comparações, julgamos que se impõe um estudo aturado à obra de Matchonguezy. E talvez concluamos o mesmo que concluiu José Mucavele.

Mas aonde pretende chegar o José Mucavele quando qualifica o Matchonguezy como o maior músico de sempre do nosso país? Na nossa modesta opinião, a afirmação de Mucavele não nasce do nada. Tem também por alvo a justificação do caminho que ele próprio resolveu trilhar: a música com tonalidade verdadeiramente moçambicana. Logo, o herói maior tinha de ser a sua nova candeia: Matchonguezy.

(*) O Clube dos Entas é um programa da Rádio Moçambique, de atoria de Edmundo Galiza Matos, Luís Loforte e Nassurdine Adamo. Vai para o AR às quintas-feiras (22H05) e segundas-feiras (02H05) e pode ser ouvido no www.rm.co.mz

O presente texto, de autoria de Luís José Loforte, é uma adaptação do programa dedicado a Zé Mucavele, que dia 5 de Abril completou 60 anos e 41 de carreira.

Beyoncé faz história no Grammy e leva seis prêmios

Posted in Word Music with tags on 1 de Fevereiro de 2010 by gm54

Cantora pop americana tornou-se a maior vencedora da estatueta numa única edição

Beyoncé marcou um novo recorde na premiação do Grammy na noite do domingo, 31. A cantora americana ganhou seis estatuetas numa única noite, inclusive a de melhor canção do ano com a música “Single Ladies”, e com este feito é a mulher que mais foi premiada numa única edição. Mas o principal prêmio da noite, o de melhor álbum, foi para Taylor Swift pelo trabalho ‘Fearless’.

Aos 28 anos, Beyoncé chegou como favorita com dez indicações e viveu a sua grande noite na premiação da 52.ª edição do Grammy, considerado o Oscar da música americana. Venceu, além de melhor canção, como melhor performance de cantora feminina de R&B, com “Single Ladies (Put a Ring On It)”, melhor performance cantora tradicional de R&B, com “At Last”, melhor música de R&B, também por “Single Ladies (Put a Ring On It)”, e melhor álbum de R&B contemporâneo, por “I Am… Sasha Fierse”.

A rainha da festa apresentou o seu número musical logo no início da cerimônia, pouco depois da abertura feita dos performáticos Elton John de óculos prateados e Lady Gaga, ambos com os rostos sujos de tinta, cantaram e tocaram juntos com um piano de frente para o outro um dos maiores hits do cantor e compositor, Your Song. Os pontos altos dos shows foram de Beyoncé e de The Black Eyed Peas, com sua “I Gotta a Feeling’, em noite repleta de apresentações.

“Muito obrigado. Esta foi uma noite incrível para mim”, declarou a cantora, que aproveitou para agradecer a todos os fãs pelo apoio que ela recebeu durante o último ano.

Taylor Swift com seus 3 troféus e Lady Gaga, com 2.

A jovem de 20 anos, Taylor Swift, que vem se destacando no cenário country, surpreendeu a plateia ao levar o prêmio de Melhor Álbum, desbancando as divas Beyoncé e Lady Gaga e disputando ainda com pesos pesados The Black Eyed Peas e Dave Matthews band. A cantora levou também os troféus de melhor interpretação vocal feminina e melhor canção com “White Horse”, todos na modalidade de música country.

Nos seus discursos de agradecimento Taylor lembrou que no colégio as amigas diziam que ainda a veriam no Grammy e nesta noite ela realizava o que considerava “seu sonho impossível”. Dedicou ainda o prêmio ao pai “por sempre ter dito que eu poderia fazer tudo o que quisesse. Essa história eu contarei para os meus netos. Muito obrigada”, disse Taylor Swift ao receber o prêmio.

Já Lady Gaga, que vem sendo chamada de a nova Madonna, e conquistado legião de fãs levou apenas os prêmios de Melhor Gravação de Dance por “Poker Face’ e Melhor Álbum de Dance/Eletrônica, com ‘The Fame’.

Taylor, Beyoncé, Lady Gaga… o Grammy deste ano foi mesmo das mulheres.

Jennifer Hudson, Celine Dion, Smokey Robinson, Usher e Carrie Underwood cantam em tributo a  Michael Jackson no 52.º Grammy. Foto Mike Blake/Reuters

Durante a premiação, um dos momentos mais emotivos da cerimônia foi o tributo especial a Michael Jackson, com imagens em 3D de parte da turnê que o cantor faria antes de morrer em junho do ano passado. Aplaudidos pela platéia em pé, os seus filhos mais velhos, Prince e París, receberam um troféu em homenagem à trajectória do cantor.

Prince disse que eles tinham orgulho de estar ali a representar o seu pai, Michael Jackson. Emocionou-se ao agradecer a Deus por cuidar deles e aos avós pelo apoio nos últimos sete meses. “Também gostaríamos de agradecer aos fãs, a quem nosso o pai amava demais. O nosso pai sempre se preocupou com o planeta e a humanidade e ajudava os outros. Em todas as suas músicas a mensagem era simples: amor. Continuaremos a divulgar a sua mensagem e a ajudar as pessoas”, concluiu Prince. “Era para o meu pai estar aqui hoje, ele ia se apresentar este ano”. Ambos se despediram com um “obrigado, amamos-te pai”.

Confira a lista dos principais vencedores

* Álbum do Ano
’Fearless’ – Taylor Swift

* Música do Ano
’Single Ladies (Put A Ring On It)’ – Beyoncé

* Gravação do Ano
’Use Somebody’ – Kings Of Leon

* Revelação
Zac Brown Band

Categorias Pop

* Melhor Cantora (performances solos)
Beyoncé – “Halo”

* Melhor Cantor (performances solos)
Jason Mraz – “Make It Mine”

* Melhor Performance em dueto ou grupo
The Black Eyed Peas – “I Gotta Feeling”

* Melhor Colaboração Pop com vocais
Jason Mraz e Colbie Caillat – “Lucky”

* Melhor Performance Pop Instrumental
Béla Felck – “Throw Down Your Heart”

* Melhor Álbum Pop Instrumental
”Potato Hole” – Booker T. Jones

* Melhor Álbum Pop Vocal
”The E.N.D.” – The Black Eyed Peas

Categoria Rock

* Melhor Performance Solo
Bruce Springsteen – “Working On A Dream”

* Melhor Performance em dueto ou grupo
Kings of Leon – “Use Somebody”

* Melhor Hard Rock Performance
AC/DC – “War Machine”

* Melhor Performance Metal
Judas Priest – “Dissident Aggressor”

* Melhor Música Rock
”Use Somebody” – Kings Of Leon

* Melhor Álbum Rock
”21st Century Breakdown” – Green Day

Mostra em Londres retrata explosão musical dos anos 1960

Posted in Comportamento, Pop Rock, Word Music with tags , , , , on 24 de Outubro de 2009 by gm54
Os primeiros anos mostrados na exposição focam sobretudo os Beatles, Rolling Stones e grupos britânicos menos conhecidos fora do país, como Cilla Black (na foto) e Cliff Richards

Os primeiros anos mostrados na exposição focam sobretudo os Beatles, Rolling Stones e grupos britânicos menos conhecidos fora do país, como Cilla Black (na foto) e Cliff Richards

Uma exposição na National Portrait Gallery de Londres capta a década de 1960 na Grã-Bretanha através de fotos de grupos musicais, desde a apresentação dos Beatles na casa nocturna Cavern até a explosão psicodélica nos anos 1970.

A mostra de 150 fotos, capas de álbuns e de revistas, partituras e outros itens celebra a ascensão do pop britânico e de gigantes do rock como os Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin e Pink Floyd, ao lado de nomes norte-americanos da mesma época como Jimi Hendrix e Bob Dylan.

Os retratos clicados por fotógrafos aclamados como David Bailey, Cecil Beaton, Don McCullin e uma multidão de outros estão organizados em décadas, passando da inocência da juventude no início da década de 1960 para a psicodelia decadente, movida a drogas e a libertação sexual que caracterizaram o “verão do amor” de 1968 e os anos seguintes.

Os primeiros anos mostrados na exposição focam sobretudo os Beatles, Rolling Stones e grupos britânicos menos conhecidos fora do país, como Cilla Black e Cliff Richards, mas Rod Stewart aparece ao lado de Long John Baldry num retrato de grupo chamado Steampacket feito em 1964.

“Quisemos reflectir os maiores astros de cada ano”, disse à Reuters na sexta-feira o curador da exposição, Terence Pepper.

Mas Pepper disse que a mostra também revela a rapidez com que os Beatles, Rolling Stones, David Bowie, Pink Floyd e Led Zeppelin transformaram a paisagem musical e conquistaram o mundo.

“Era tudo completamente novo, estava tudo a acontecer na época. A música pop nem sequer tinha chegado às rádios”.

Alto-falantes tocam sucessos da década para intensificar o ambiente da exposição, que também inclui itens de moda originais dos anos 1960, de Biba e Mary Quant.

A mostra ressalta a rivalidade entre os Beatles e os Rolling Stones em imagens feitas por vários fotógrafos de primeira linha, que os ajudaram a criar e confirmar as suas imagens em transformação.

Pepper disse que o título da exposição ilustra como a década dominada pelos Beatles no seu início acabou por dar lugar a astros como David Bowie, que ganhou força no final dos anos 1960 e ainda mais nos anos 1970.

Outras secções são dedicadas à mini-invasão de astros norte-americanos, entre eles os Walker Brothers e, mais tarde, Jimi Hendrix, que se mudaram para a Inglaterra para lançar as suas carreiras.