Brasileiro que fotografou independência de Moçambique expõe em Tóquio

Posted in Africa, Fotografia with tags , , , , on 24 24UTC Outubro 24UTC 2009 by gm54

SEBASTIAO SALGADO/ENTREVISTA

O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado apresentou nesta sexta-feira (23) no Japão a sua mostra “África”, um trabalho de mais de 30 anos no continente.  Com as suas fotografias, ele diz querer “contar histórias” que necessitam do compromisso da imprensa e das ONG para poderem ser mudadas.

A exposição “África” começa este sábado e vai até o dia 13 de dezembro, no Museu Metropolitano de Fotografia de Tóquio. Salgado, de 65 anos, viajou por todo o mundo fotografando pessoas e lugares com as suas  imagens em preto e branco e que já lhe renderam diversos prêmios internacionais, consideradas por ele “mais intensas” que as composições em cor.

Na sua opinião, os protagonistas de suas fotos “podem ser pessoas empobrecidas, mas não deprimidas, nem miseráveis”. Nas suas viagens por África, Salgado teve a oportunidade de retratar o processo de independência de Angola e Moçambique e tragédias humanitárias como a crise de fome na África Central ou os deslocamentos de comunidades no Ruanda.

O fotógrafo brasileiro disse que o fotojornalista actual precisa “emoldurar o seu trabalho na realidade. Para isso, é necessário ter conhecimentos amplos em economia, sociologia e geopolítica”, e não somente um domínio técnico.

O fotógrafo disse ainda que o jornalismo tem que ser honesto, ter controle e não fomentar estereótipos, diferente do que acontece actualmente.

Na opinião de Salgado, os protagonistas das suas fotos "podem ser pessoas empobrecidas, mas não deprimidas, nem miseráveis".

Na opinião de Salgado, os protagonistas das suas fotos "podem ser pessoas empobrecidas, mas não deprimidas, nem miseráveis".

Para Salgado, continentes como a África ou a América Latina estão a viver uma época de desenvolvimento e crescimento, como é o caso de Botswana e África do Sul ou Argentina e Brasil.

“A África não é um continente subdesenvolvido, tem o desenvolvimento que tem. Está a procura da sua identidade. Os pobres não necessitam de piedade ou de caridade, mas compressão e assistência”, ressaltou Salgado.

O fotógrafo disse ainda que com a chegada dos Jogos Olímpicos ao Rio de Janeiro em 2016 “será feita justiça”, pois é necessário que o hemisfério sul e a América Latina organizem aquele acontecimento mundial.

Mostra em Londres retrata explosão musical dos anos 1960

Posted in Comportamento, Pop Rock, Word Music with tags , , , , on 24 24UTC Outubro 24UTC 2009 by gm54
Os primeiros anos mostrados na exposição focam sobretudo os Beatles, Rolling Stones e grupos britânicos menos conhecidos fora do país, como Cilla Black (na foto) e Cliff Richards

Os primeiros anos mostrados na exposição focam sobretudo os Beatles, Rolling Stones e grupos britânicos menos conhecidos fora do país, como Cilla Black (na foto) e Cliff Richards

Uma exposição na National Portrait Gallery de Londres capta a década de 1960 na Grã-Bretanha através de fotos de grupos musicais, desde a apresentação dos Beatles na casa nocturna Cavern até a explosão psicodélica nos anos 1970.

A mostra de 150 fotos, capas de álbuns e de revistas, partituras e outros itens celebra a ascensão do pop britânico e de gigantes do rock como os Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin e Pink Floyd, ao lado de nomes norte-americanos da mesma época como Jimi Hendrix e Bob Dylan.

Os retratos clicados por fotógrafos aclamados como David Bailey, Cecil Beaton, Don McCullin e uma multidão de outros estão organizados em décadas, passando da inocência da juventude no início da década de 1960 para a psicodelia decadente, movida a drogas e a libertação sexual que caracterizaram o “verão do amor” de 1968 e os anos seguintes.

Os primeiros anos mostrados na exposição focam sobretudo os Beatles, Rolling Stones e grupos britânicos menos conhecidos fora do país, como Cilla Black e Cliff Richards, mas Rod Stewart aparece ao lado de Long John Baldry num retrato de grupo chamado Steampacket feito em 1964.

“Quisemos reflectir os maiores astros de cada ano”, disse à Reuters na sexta-feira o curador da exposição, Terence Pepper.

Mas Pepper disse que a mostra também revela a rapidez com que os Beatles, Rolling Stones, David Bowie, Pink Floyd e Led Zeppelin transformaram a paisagem musical e conquistaram o mundo.

“Era tudo completamente novo, estava tudo a acontecer na época. A música pop nem sequer tinha chegado às rádios”.

Alto-falantes tocam sucessos da década para intensificar o ambiente da exposição, que também inclui itens de moda originais dos anos 1960, de Biba e Mary Quant.

A mostra ressalta a rivalidade entre os Beatles e os Rolling Stones em imagens feitas por vários fotógrafos de primeira linha, que os ajudaram a criar e confirmar as suas imagens em transformação.

Pepper disse que o título da exposição ilustra como a década dominada pelos Beatles no seu início acabou por dar lugar a astros como David Bowie, que ganhou força no final dos anos 1960 e ainda mais nos anos 1970.

Outras secções são dedicadas à mini-invasão de astros norte-americanos, entre eles os Walker Brothers e, mais tarde, Jimi Hendrix, que se mudaram para a Inglaterra para lançar as suas carreiras.

Pastor anglicano está farto de escutar Tina Turner nos funerais

Posted in Comportamento, Religião, Word Music with tags , , on 24 24UTC Outubro 24UTC 2009 by gm54

M⁄SICA/TINA TURNER

Um pastor anglicano declarou no seu blog que está farto de realizar funerais ao som de canções de Tina Turner e outros ídolos da música pop.

Ed Tomlinson, de 35 anos, queixa-se que “as mensagens doces das estrelas do pop tenham substituído os hinos e as orações do passado”, informou o jornal The Daily Telegraph.

Segundo o sacerdote, embora os partidários de uma sociedade laica acreditem ter conseguido uma vitória sobre a Igreja, os infiéis “vão acabar na fogueira sem esperança alguma de ressurreição”.

“Pensei em assistir a uma cremação como um limão e perguntar-me que fazia eu num funeral durante o qual os alto-falantes vomitavam melodias de Tina Turner ou outras sentimentais de algum poeta humanista”, comentou no seu blog.

Segundo o sacerdote, o aumento do número de funerais laicos é um sinal da actual marginalização da Igreja.

“É preocupante o facto de que o cuidado pastoral fique nas mãos de pessoas cujo único objectivo é fazer dinheiro”, afirma.

Mundinho: um falcão entre a luz e a penunbra

Posted in Uncategorized with tags , , , on 19 19UTC Outubro 19UTC 2009 by gm54

mundinho

Mundinho será daqueles músicos que nunca tocará nada sem ter a certeza daquilo que vai fazer. É um homem com o qual se deve ter cuidado na conversa, porque, como nas claves, que sustentam toda a sua vida, exigirá que as palavras sejam talhadas com responsabilidade. Está agora a caminho dos 70 – completa- os no dia 1 de Fevereiro de 2010 – e vive entre a luz e a penumbra, ou seja, é conhecido por muitos, mas muitos mais ainda o desconhecem. Por causa de mal-entendidos de algumas pessoas intelectualmente despreparadas, em certas ocasiões fi ca com medo de exprimir a sua opinião honesta. “Por vezes aparece alguém a perguntar-me se o fulano ou sicrano toca bem ou não determinado instrumento e eu respondo: sim, toca bem, mesmo sabendo que isso não é verdade.

O problema é que as pessoas não querem ouvir as verdades e eu também já não tenho idade para aguentar as farpas que virão depois disso”. Toca jazz standard, sem que isso lhe impeça de passar por outros estilos, como por exemplo a bossa nova, que ele nunca desgostou. “A bossa nova tem uma harmonia fantástica, como tem harmonia toda a música que é feita pelos brasileiros”, e Mundinho deixase cair facilmente nessa tentação. Mas será no jazz onde vamos encontrar a forte marca deste homem que vive hoje tranquilamente no bairro do Aeroporto, na cidade de Maputo.

Fomos à sua casa num dia desses, tendo como mote uma série de manifestações que estão sendo organizadas por um dos seus fi lhos: Adeodato, com vista a assinalar os 70 anos de vida de um homem que passou a vida inteira a cantar o tempo com instrumentos musicais. Um verdadeiro falcão que se revolta quando, no palco, no seu desempenho, é interrompido por indivíduos que não têm nenhuma cultura de jazz. “Como é que você vai fazer barulho, falando mais alto que os instrumentos, numa sessão de jazz? O jazz não é para qualquer pessoa. Fiquei desapontado no “Gil Vicente” quando, ao tocarmos, vezes sem conta apareciam ali pessoas embriagadas a manifestarem-se de forma negativa. Acho que se devem equilibrar os comportamentos para cada lugar”.

No semblante deste homem nota-se facilmente o sentido de vida. Parece um tigre que perscruta. Ou seja, recebeu-me com desconfiança na sua casa e eu percebi isso. Porém, passado pouco tempo de conversa, sentiuse impelido a abrir-se. Levou-me ao seu arsenal, onde, para além do piano vertical que me mostrou, deixoume contemplar mais cinco pianos eléctricos, um violão, uma bateria, uma guitarra e dois instrumentos de sopro. “Quando acordo fico sem saber que instrumento tocar para preencher os meus sentimentos. Se eu não toco não vivo”. E Mundinho toca aqueles instrumentos todos. O cachimbo é um adereço que faz parte do status deste artista. Fica mais tempo nas mãos do que propriamente nos lábios.

“Mas eu venho fumando desde os meus 20/22 anos, intercalando com cigarrilhas e charutos”. E isso é espantoso porque quando olhamos para o rosto do jazz-man, ele não está degradado. “Nunca tive problemas de saúde por causa do tabaco”

70 ANOS

pianistaSobre os eventos que Adeodato está a organizar em homenagem ao seu pai, Mundinho diz sentir-se bastante honrado. “Estou naturalmente feliz por esta iniciativa do meu fi lho. É uma forma de mostrar às pessoas que eu existo e fazer com que os que não me conhecem saibam quem é Mundinho”. Este músico apresenta-se em público pela primeira vez em 1956, com apenas 16 anos, no “Aquário” (uma casa de pasto famosa na altura, na então cidade de Lourenço Marques).

E daí para a frente foi uma espécie de turbilhão, que nunca mais parou de perfurar. Misturou-se, no seu percurso, com grandes nomes desse tempo, os quais se confundem até hoje, com o seu sucesso. Estamos a falar, por exemplo, de João Franco Dantier, Luís Franco Dantier, Fernando Chichorro, Mário Confaque, Alex Govers, Joel Libombo e o grande Daíco, um guitarrista alucinante que recebeu, pela Associação Africana, a primeira guitarra eléctrica em Moçambique. Mas estes são apenas alguns nomes de uma enxurrada deles, daquele tempo de mitos, porque hoje podemos encontrar Mundinho entre a nata dos melhores jazistas deste tempo. Apesar de Mundinho ser um pianista por excelência, e bom executante de outros instrumentos, poucas vezes – para um músico do seu gabarito – aparece em casas de especialidade.

“Já não tenho idade para tocar por meia dúzias de amendoins. Não vou porque não querem pagar. Os músicos devem ser bem pagos e aqui no nosso país, infelizmente, não está a acontecer isso”. Ainda na senda dos pagamentos, Mundinho recorda- nos que é afi nador de pianos. “Uma vez chamaram- me para o Hotel Polana e perguntaram-me quanto é que queria que me pagassem para afi nar um piano que estava parado há bastante tempo. Pedi 500 dólares e eles dispensaram os meus serviços. Foram contratar um sul-africano que, de certeza absoluta, pediu muito mais do que eu.

O resto você pode perceber o que é que signifi ca”. O músico sente-se – apesar de estar realizado de uma forma geral – desapontado com algumas situações do seu país, onde se nota facilmente que o músico não é devidamente valorizado. Mundinho tem um disco gravado – ainda sem título – com os músicos Filipinho e Edgar Wilson. “Esta obra ainda tem de ser aperfeiçoada. Vai sair no seu devido tempo”. E enquanto o disco não sai, Mundinho está a caminho dos 70 e, quando olha para trás, deixou um caminho feito de trabalho e música bem feita.

Capitão Mário Wilson já tem 80 anos

Posted in Uncategorized with tags , , , , on 19 19UTC Outubro 19UTC 2009 by gm54

Por Carlos Rias (jornal “A Bola”, 18/outubro/2009)

Mario Wilson

É um nome incontornável na história do futebol português. Confessa, ainda hoje, que tem dois amores- o Benfica e a Académica. Mas tudo começou em Moçambique, há 80 anos. Mário Wilson está de parabéns e celebra o aniversário com uma entrevista a A BOLA.

- Lembra-se de Moçambique, das primeiras brincadeiras?- Perfeitamente. Tanto na rua, como nos recreios, manifestava a minha enorme paixão pelo futebol, identificava-me com ele. Quer calçado ou descalço, queria era jogar.
- E o cheiro da terra de África?
- Tenho-o comigo, imortalizei-o na minha memória. E a memória tem-me sido benéfica para coisas que são prioritárias.
- Chegou a constituir uma equipa com os amigos, os «Fura-redes»…
- Isso foi no Alto Maé. Era uma zona de transição, aí já funcionava a sociedade moçambicana. Tive a sorte de ser neto de Henry Wilson…
- Que era americano. E teve uma avó que era rainha…
- Chamávamos-lhe a rainha de Tembe, mas não era bem rainha, era uma princesa, porque era filha de um dos primeiros régulos, que vivia na Catembe. Foi aí que o meu avô, no seu percurso comercial, chegou e a viu. Os régulos tinham filhas que nunca mais acabavam! O meu avô fez uma opção: casar.
- E Henry Wilson…
- Era espectacular. Pegou na minha avó em Tembe e transportou-a para Lourenço Marques. É como ir buscá-la a Almada e trazê-la para Lisboa. Dela teve seis filhos. E educou-os na África do Sul. Isso fez com que aparecesse uma mentalidade diferente em toda a família Wilson. O meu pai também era um dos que ia para lá estudar.
- O seu avô era branco?
- Branquinho! No meu ginásio, o «Mister Wilson», está a minha fotografia, mas para mim é o meu avô que lá está. Há qualquer coisa muito profunda, com raízes espectaculares. Disso não me livro.
- Que fazia o seu pai?
- Quando regressou da Africa do Sul beneficiou da situação privilegiada que o pai tinha. E instalou-se nas oficinas de electricidade e outras que este já possuía. A minha ida para Coimbra tem muito a ver com esta filosofia familiar, com o sentimento de que era preciso estudar, ter cultura, ser independente.
- Jogou numa filial do Benfica, o Desportivo de Lourenço Marques…
- É daí que aparece a minha tendência benfiquista, mais ainda quando começo a ler uma revista, a Stadium. Nessa revista aparecem fulanos africanos, o Paquete, campeão de 100 metros, o Matos Fernandes, campeão barreirista, o Espírito Santo, que era do salto em altura e da velocidade…Todos eles fizeram aparecer em mim esse primeiro amor.
- Mas vem para o Sporting!
- Eu e o Juca éramos da selecção e gozávamos de ser elementos de eleição. Já aí começa a aparecer o Costa Pereira, no Ferroviário. E há um fulano do Sporting, que tinha a papelaria Progresso, que disse: «Estes dois vão para o meu Sporting». E trouxe-nos. Em Lisboa treinava três vezes por semana e ia estudar ali para os lados dos Olivais. Morava na Praça do Chile. O meu pai, pela formação que tinha, sabia que o futebol era coisa passageira.
- Quantos irmãos tem?
- Comigo somos seis.
- Todos formados?
- Os mais novos é que vieram para Portugal formar-se. Eu, um que é psiquiatra e outro que é radiologista, viajámos para cá e é por causa dos estudos que deixo o Sporting, quando tinha acabado de ser campeão nacional. E vou para a Académica. Em Coimbra instalo-me na «república» onde estava o Almeida Santos, já com o meu irmão lá.
- Em Moçambique era conhecido por Corina!
- Corina! Isso aparece de uma forma curiosa. Quando nasço, entra em voga em Moçambique uma música portuguesa. Ainda hoje a canto: «Corina, Mário morreu»E como tive o nome de Mário, a minha madrinha chamava-me de Corina.
- Ainda o conhecem por Corina?
- Quando dizem Corina sei que estou a falar com um moçambicano. Da velha guarda, pois claro!

Campeão no Sporting

- Não veio contrafeito para o Sporting, rival do seu Benfica?
- Não, porque a minha base era os novos horizontes que Portugal me abria. Mais, vinha para substituir o Peyroteo, um dos cinco violinos. A clubite doentia nunca foi muito apanágio meu. Continuo a ter os meus dois amores (Benfica e Académica), mas libertei-me cedo da forma doentia de sentir e dizer «sou deste e não posso ver os outros».
- A viagem para Portugal levou um mês, não foi?
- Viemos no Mouzinho de Albuquerque, eu e o Juca. O Juca era um bonitão, de uma elegância fantástica, ainda por cima de raça branca. Era um dos engatatões nessa viagem. Nos bailaricos lá estava o Juca. Nós, os africanos de côr, ainda que eu tivesse uma estatura agradável, éramos segregados, punham-nos de parte de forma violenta.
- Chega a Alvalade com 19 anos, para substituir um ídolo, também moçambicano.
- E fui o melhor marcador do Sporting logo no primeiro ano e o segundo melhor do campeonato (o Julinho, do Benfica, ficou em primeiro) e campeão nacional na segunda época. Mas quando apareci, creio que nem fiz os jogos todos, não entrei logo de caras.
- Como é que passou a defesa-central?
O Sporting vai jogar uma Taça Latina e lesiona-se o Passos. Não tinham outro defesa-central, eu até era polivalente e disseram-me: «É menino para fazer o lugar do Passos?» Claro, disse que sim. E aceitei, porque antes, na despedida do Peyroteu, num jogo particular, puseram-me a defesa-central e eu abri o livro. Foi no Sporting que comecei nesse lugar. Quando vou para a Académica já vou com a sensibilidade do lugar. Não estranhei ocupar essa posição.

Na académica com ajuda do ministro

- É verdade que a sua transferência para Coimbra meteu a cunha do ministro da Educação?
- É verdade, em absoluto. Havia a famosa Lei de Opção, mas porque eu era estudante, o ministério abriu um precedente que me beneficiou. Depois apareceram outros jogadores, como o Peres, que se transferiram da mesma forma.
- Em Coimbra começa a viver num ambiente subversivo, contra o regime fascista…
- Antes vivi com o Agostinho Neto, em Lisboa. Tinhamos uma intimidade profunda. Nós, os africanos, não nos libertávamos do espírito de independência. Nessa altura reunia com Agostinho Neto, Mário Miranda, Marcelino dos Santos (que fez atletismo comigo) e outros ligados à Guiné e a Cabo-Verde. Juntávamo-nos na Praça do Chile à 2ª feira, era infalível, e íamos numa romaria até aos Restauradores. Em Coimbra junto-me a Chipenda e ao Araújo. Eles acabam por fazer a sua luta, mas entra em acção a PIDE e são presos. Depois são libertados, um pouco por minha influência. Os da PIDE chamaram-me, porque era o capitão da Académica e disseram-me: «Estes tipos queriam fugir e a gente apanhou-os a caminho da Figueira da Foz. É importante que o Capitão faça com que eles abandonem essa ideia. E diga ao Chipenda, que se quiser, deixamo-lo ir fazer os exames que tem marcados na universidade» E foi mesmo, no Mercedes da PIDE, com chaufer e tudo. Mais tarde dá-se um conflito académico de monta, que origina a paragem do campeonato por uma jornada, como forma de protesto contra a colonização. Surgem os militares e somos chamados à Praça da República para definir a nossa posição. Fui o primeiro a ser ouvido, mais uma vez por ser o capitão. «O senhor joga ou não joga?», perguntaram-me. «Desculpem, mas preciso de falar à parte com os jogadores», respondi. Juntámo-nos todos numa sala e falei: «Temos tempo para as nossas lutas, não vamos suicidar-nos colectivamente. Acho que devemos dizer que vamos jogar. E o Chipenda,o Araújo, o N’dalo França e os demais disseram que sim. Mais tarde fugiram e entraram na luta da independência.
- Em Coimbra passa a ser o Velho Capitão…
- Foi a alcunha que mais perdurou. Porquê? Porque em Coimbra fui o eterno capitão, pela minha postura e maneira de ser. Era capitão na Académica quem tinha as habilitações mais elevadas. Até que apareceu Cândido de Oliveira e o Oscar Tellechea e disseram. «Não, o fulano que tem o perfil de capitão que nós imaginamos é Mário Wilson.» E fui capitão para sempre.
- Conheceu Mestre Cândido. Como era o homem, o treinador?
- Tive um convívio extremamente forte com ele. Foi sempre impecável. Ia para o hotel Astoria, onde vivia e falávamos horas a fio de futebol. Era um homem de grande dignidade, que gostava do bom convívio. Era uma delícia ouvi-lo. E era profundo, humano e inteligente no que defendia. Foi um dos catedráticos do futebol. Havia um grupo de doutores no café Arcádia que requisitava o Cândido e ele presidia a essas reuniões como um autêntico catedrático, com um domínio cultural impressionante sobre tudo o que se passava.
- Iniciou a sua carreira de treinador como adjunto dele, não foi?
- Sim, ainda era jogador, quando fui seu adjunto.
- Em 1963 acaba como jogador. Passa a adjunto de Otto Bumbel, depois de Janos Biri e de Mário Imbelloni e a fechar este ciclo é adjunto de Pedroto.
- Quando o Pedroto sai é que eu assumo o lugar de treinador da Académica. O Pedroto era intratável. Tinha atitudes que roçavam o racismo. Ele queria sempre ser o big boss.
«Pedroto era ele, ele e só ele»
- As grandes lutas Norte-Sul começam entre Pedroto e Wilson. E são lutas duras…
- São, são… Mas em Coimbra eu era o Capitão e os jogadores andavam à minha volta, pouco ligavam ao Pedroto. Eu era o espírito académico, o Pedroto era ganhar, ganhar…tinha uma determinação própria, um pouco a destoar daquele ambiente de Coimbra.
- Pedroto deixa a Académica por dar uma punhada num jornalista de Coimbra, não é?
- Exactamente. Ele foi acumulando pequenos ódios. Tinha coisas tal como o Pinto da Costa, de uma determinação inabalável. Uma das máximas do Pedroto era: «Morrer por morrer, que morra o meu pai, que é mais velho». Isto era Pedroto.
- Ia falar da saída de Pedroto…
- O Porto foi jogar a Coimbra e esse tal jornalista, depois do jogo, escreveu: «Este jogo antes de começar já estava perdido.» O Pedroto não esperou, foi ao café onde se reuniam os teóricos, viu o jornalista e perguntou-lhe: «Foi você que escreveu isto?». – «Fui, porquê?» E Pedroto respondeu-lhe com um soco nos queixos. Isto era Pedroto.

Uma tremenda farra

Posted in Uncategorized with tags , , , on 18 18UTC Outubro 18UTC 2009 by gm54

Erasmo Carlos

Os parceiros musicais Roberto e Erasmo Carlos já declararam a sua afeição mútua na antológica canção “Amigo”. Na vida privada, as proclamações de amizade são menos convencionais. Nos anos 80,  num restaurante de Los Angeles, Roberto repreendeu Erasmo pela sua suposta falta de asseio: o Tremendão – como é conhecido desde os tempos da jovem guarda, movimento que lançou o rock brasileiro nos anos 60 – não havia lavado as mãos antes de ir aos lavabos. Hipocondríaco, conhecido pelas suas estranhas manias, Roberto Carlos tentou convencer o parceiro de que o órgão sexual masculino é uma peça frágil, susceptível a todo tipo de infecção – tocá-lo com as mãos sujas indicaria descuido com o próprio corpo.

Para provar a sua sintonia com o corpo, Erasmo embarcou numa candente defesa do próprio instrumento (não musical, bem entendido). “Ele obedece-me, entende-me, está sempre pronto para a guerra. É o meu melhor amigo”, disse. “Ele já te emprestou dinheiro?”, perguntou Roberto. E, diante da negativa de Erasmo, concluiu: “Então eu sou o seu melhor amigo”. Esse diálogo esquisito é uma das muitas anedotas incluídas por Erasmo em “Minha Fama de Mau”, que chega a partir de sexta-feira às livrarias.

Despretensioso e muito bem-humorado, o livro, com texto final do jornalista Leonardo Lichote, não é uma autobiografia minuciosa do cantor – trata-se antes de uma espécie de álbum de memórias, uma reunião de casos vividos por Erasmo em cinquenta anos de carreira, com flagrantes impagáveis da música brasileira do período.

Filme “A Ilha dos Espíritos” apresentado na sede da UNESCO em Paris

Posted in Africa, Cinema, História with tags , , , on 14 14UTC Outubro 14UTC 2009 by gm54
A película aborda a história da Ilha de Moçambique, que muito antes de dar o nome ao país, durante séculos, teve um papel fundamental no Oceano Índico, como ponto de escala para navegadores do Oriente e do Ocidente que procuravam alargar as fronteiras do mundo

A película aborda a história da Ilha de Moçambique, que muito antes de dar o nome ao país, durante séculos, teve um papel fundamental no Oceano Índico, como ponto de escala para navegadores do Oriente e do Ocidente que procuravam alargar as fronteiras do mundo

O filme moçambicano, “A Ilha dos Espíritos”, sobre a Ilha de Moçambique, foi projectado para um auditório constituído pelos participantes da 35ª. Conferência Geral da Organização para a Educação, Ciência e Cultura das Nações Unidas (UNESCO), que decorreu na sua sede, Paris, semana passada. A projecção fez parte de uma sessão especial sobre Moçambique, que teve como tema a “Diversidade Cultural e Desenvolvimento Sustentável”.

“A Ilha dos Espíritos”, um documentário de 63 minutos, foi realizado por Licínio de Azevedo e co-produzido pela Ebano Multimédia e Technoserve. Foi estreiado durante o IV Dockanema, Festival do Filme Documentário, que decorreu em Maputo de 11 a 20 de setembro último.

A película aborda a história da Ilha de Moçambique, que muito antes de dar o nome ao país, durante séculos, teve um papel fundamental no Oceano Índico, como ponto de escala para navegadores do Oriente e do Ocidente que procuravam alargar as fronteiras do mundo conhecido até então. Nela (película) intervêem um historiador especializado na ilha e um arqueólogo marítimo que traz à superfície tesouros há muito perdidos em naufrágios.

O quotodiano dos habitantes da Ilha de Moçambique, actividades, hábitos, cultura, é nos dado a conhecer por inúmeros outros personagens: um pescador que relata as aventuras na sua frágil embarcação; o “porteiro” da ilha que controla quem entra e sai dela pela ponte que a liga ao continente; uma famosa dançarina e animadora cultural; uma coleccionadora de capulanas e jóias antigas; uma conhecedora dos seres mágicos que povoam o imaginário colectivo dos ilheus.

Empresa americana lança boneca de Michelle Obama

Posted in Artes Plásticas, Comportamento with tags , on 14 14UTC Outubro 14UTC 2009 by gm54

Miniatura reproduz os braços descobertos como traço característico da primeira-dama dos EUA

EE.UU. GENTEA fabricante de brinquedos americana Jailbreak Toys lançou nesta semana uma boneca da primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama. A miniatura reproduz um traço característico de Michelle: os braços descobertos.

EE.UU. GENTE

A boneca tem 15 centímetros de altura e será vendida por 12,99 dólares. A empresa também já lançou modelos do presidente Barack Obama e das filhas do casal, Sasha e Malia.

Fotojornalismo mundial na Fortaleza de Maputo

Posted in Fotografia on 29 29UTC Setembro 29UTC 2009 by gm54
Estivador

Estivador

A Embaixada do Reino dos Países Baixos em Maputo traz pelo terceiro ano consecutivo a exposição da “World Press Photo” a Moçambique. A exposição estará patente de 3 a 22 de Outubro próximo na Fortaleza em Maputo.

Esta exposição móvel é única, e resulta de um concurso anual de fotografia jornalística. A abertura oficial será presidida pelo Sr. Frans Bijvoet, Embaixador do Reino dos Países Baixos em Moçambique.

Na amostra será exibido um total de 196 fotografias, incluindo a fotografia vencedora do ano, uma imagem a preto e branco do fotógrafo americano Anthony Suau, e as outras imagens vencedoras de cada uma das dez categorias.

Anualmente, um júri internacional e independente, consistindo de treze membros, avalia as entradas em 10 categorias diferentes, submetidas por fotojornalistas, agências, jornais e revistas de todos os cantos do mundo. A competição deste ano atraiu mais de 5508 fotógrafos de 124 países. No total 96 268 imagens deram entrada para o concurso.

Este ano o júri seleccionou uma imagem a preto e branco do fotógrafo americano Anthony Suau como a fotografia vencedora da “World Press Photo”, cujo tema é a crise financeira mundial. A imagem mostra um polícia armado do Departamento de Xerife do Condado de Cuyahoga a caminhar numa casa em Cleveland, Ohio, após os ocupantes terem sido despejados como resultado de falta de pagamento. Os polícias têm de assegurar que a casa está livre de armas, e que os residentes saíram da casa.

Velho Ngomane, prováveis 95 anos, da aldeia Germantine, Namaacha, Moçambique

Velho Ngomane, prováveis 95 anos, da aldeia Germantine, Namaacha, Moçambique

A fotografia vencedora, tirada em Março de 2008, integra-se numa história comissionada pela revista “Times”. A história fotográfica completa ganhou o segundo prémio na categoria de Vida Quotidiana deste concurso.

A “World Press Photo” é uma organização independente e sem fins lucrativos. Os seus escritórios são em Amesterdão, onde a “World Press Photo” foi fundada em 1955. O seu principal objectivo é apoiar e promover internacionalmente o trabalho de jornalistas fotográficos profissionais. Ao longo dos anos a “World Press Photo” tem evoluído para uma plataforma independente para fotojornalismo e troca de informação gratuita.

De forma a atingir os objectivos, a “World Press Photo” organiza anualmente o maior e mais prestigiado concurso de fotografia jornalística mundial. Projectos educacionais desempenham um papel importante nas actividades da “World Press Photo”. Seminários e “workshops” estão abertos a fotógrafos individuais, agências fotográficas e editores fotográficos estão organizados em países em desenvolvimento. A Masterclass do conceituado fotógrafo Joop Swart, é tida anualmente nos Países Baixos, direccionada a fotógrafos com talento no início das suas carreiras. Recebem instruções práticas e conselhos profissionais de chefes nesta profissão.

De referir que a exposição anual da “World Press Photo” é exibida em cerca de 100 lugares em todo o mundo.

Músicos moçambicanos escalam Dinamarca

Posted in Moçambique with tags , , , , on 29 29UTC Setembro 29UTC 2009 by gm54
Deodato Siquir, na forja o CD "Mandamentos da vida"

Deodato Siquir, na forja o CD "Mandamentos da vida"

Um grupo de músicos moçambicanos encontra-se desde segunda-feira, 28, na Dinamarca, onde vai participar na “Semana de Moçambique”, um evento de intercâmbio cultural a decorrer naquele reino de 5 a 9 de Outubro próximo.

A comitiva integra os músicos Eduardo Maciel (Dua), Paulo Wilson, Raimundo Mauele, Fanuel Macuácua (Sacre), Orlando Venhereque, João Cabral, Hélder Gonzaga, Samuel Matsinhe (Samito), Celso Paco e Deodato Siquir, estes dois últimos radicados na Suécia.

Durante a sua estadia na Dinamarca, os músicos vão participar, dentre vários eventos, em “workshops”, nos quais artistas irão transmitir os seus conhecimentos de música moçambicana a estudantes locais, além de realizar concertos musicais.

O intercâmbio cultural “Semana de Moçambique” é da iniciativa do Conservatório Rítmico de Copenhaga, em colaboração com o músico Deodato Siquir, que, apesar de estar radicado na Suécia, tem estado a expandir as suas actividades em diversos pontos da Europa.

Depois deste evento, Siquir e outros músicos moçambicanos integrantes da Banda de Maputo irão fazer digressão pela Dinamarca e Suécia, realizando três espectáculos musicais, dois deles no primeiro país.

Vencedor do prémio “Revelação” do concurso “Ngoma Moçambique”, a maior parada musical no país promovida pela Rádio Moçambique, Siquir lançou, em 2007, em Copenhaga, o seu primeiro CD a solo intitulado “Balanço”.

Stewart Sukuma, na Dinamarca, aqui com Edmundo Galiza Matos

Stewart Sukuma, aqui com Edmundo Galiza Matos, participa no CD de Deodato Siquir, "Mandamentos da Vida"

Neste momento, ele está a preparar o seu segundo disco entitulado “Mandamentos da Vida”, encontrando-se agora na fase de misturas.

“Mandamentos da Vida” conta com a participação especial dos artistas Hélder Gonzaga, Dua, Sacre, Valter Mabas, Rahima, Stewart Sukuma, Etienne Mbappe, Soweto Kinch, Preben Carlsen, Soren Heller e Phong Le.(X)

Sivuca: O “Mestre da Sanfona” na RM

Posted in Uncategorized on 2 02UTC Dezembro 02UTC 2008 by gm54

Sivuca

Esta quinta-feira, 4, vai para o ar na estação “Antena Nacional” da Rádio Moçambique, o programa “O Clube dos Entas“, já na sua décima nona edição.

Sivuca e a banda Jamaica Jazz Allstars, são os destaques.

 Sivuca, através do seu CD “Live At The Village Gate”, onde se pode ouvir um espectáculo realizado na cidade norte-americana de Los Angels em 1973. Trata-se de um dos melhores jazistas que o Brasil já produziu. Não é por acaso que o apelidaram de “O Mestre da Sanfona”.

Quanto ao Jamaica Jazz Allstars: confesso que não conhecia nada do jazz produzido naquela ilha do Caribe. Tanto eu quanto os ouvintes, sobretudo dos de Moçambique, tomaremos contacto com esta banda pela primeira vez. Vale a pena ouvir.

O Programa “Clube dos Entas”, destina-se a um vasto auditório, como não podia deixar de ser, mas o seu enfoque principal vai para a faixa etária dos que nasceram nas décadas 50, 60 e 70.

Poderá ser escutado em Maputo na frequência 92.3 (FM) ou nos emissores da Rádio Moçambique espalhados pelo país; ou então na internet no site www.rm.co.mz, nos seguintes dias (horas) da semana: segunda-feira (22H05) e reposição quinta-feira (02H05).

Muito me agradaria receber informações sobre o programa: as condições em que ele é ouvido, a sua qualidade técnica, o conteúdo e, o que é importante, sugestões para melhorá-lo.

Maputo: Fourplay sob as acácias rubras

Posted in Uncategorized with tags on 3 03UTC Dezembro 03UTC 2008 by gm54

fourplay-50th-grammy-celebration-021 

Os “Fourplay” apresentam-se sexta-feira, no jardim municipal da Matola, cidade-satélite da capital moçambicana Maputo, a cidade que inspirou o baixista Marcus Miller a compor o tema “Maputo” nos 1980, em parceria com o tecladista Bob James e o saxofonista David Sanborn.

Este quarteto de jazz integra exímios instrumentistas: Bob James (tecladista), Nathan East (baixista), Larry Carlton (guitarrista) e Harvey Mason (baterista).

“Nascido de uma pequena ideia” que passou pela cabeça de Bob James de viver e tocar o jazz a quatro, a banda desembarca quinta, 4, depois de ter actuado semana passada no México. Ruma depois para Johanesburgo, a capital económica da África do Sul.

Quem já se encontra a respirar os aromas da cidade das acácias (o nosso dezembro é rubro) é Bob James para, como declarou ao jornal “Notícias”,  “aproveitar sentir o pulsar de uma terra a que  venho pela primeira vez”, embora a palavra “Maputo” tenha estado na ponta da sua lingua nos dias que antecederam ao arranjo final do tema proposto por Marcus Miller.

Muita produção musical do “Fourplay” ou de cada um dos seus integrantes vai “girar” no palco do jardim municipal da Matola (de que sou vizinho). Uma miscelânia para ser mais exacto: “Elixir”, “A Summer Child”, “Between The Sheets”, entre outras.

Os seus fãs moçambicanos sabem que a sua carreira estende-se por mais de quatro décadas, marcada no início pela memorável actuação no Festival de Jazz de Notre Dame, em 1962.

 

FOURPLAY

 

Tecladista, produtor, arranjista e compositor. Os seus fãs moçambicanos sabem que a sua carreira estende-se por mais de quatro décadas, marcada no início pela memorável actuação no Festival de Jazz de Notre Dame, em 1962. Um músico de estúdio por excelência bastante requisitado por tantos músicos, Earl Klug e David Sanborn. Até mesmo como director musical da insuperável Sarah Vaughan. 27 albuns a solo, três produções clássicas – aqui tem BOB JAMES.

 

“With a Little From My Friends” é a mais importante obra do guitarrista LARRY CARLTON. “Parida” há quarenta anos exactos. Breve passagem pelo “The Crusaders”, seguida de uma carreira a solo e as inevitáveis solicitações de parcerias, entre elas,  Barbara  Streisand e Joni Mitchel, esta celebrizada, entre outros temas por “Big Yellow Taxi”. Carlton entrou para o quarteto pela vaga deixada por Lee Ritenour.

 

Phill Collins, Eric Clapton, Michael Jackson e Babyface, esses “monstros” da World Music podem testemunhar que alguns dos seus sucessos  foram escritos por NATHAN EAST. A mão deste baixista “mexeu” no “Unplugged In NYC” do BFace, 1997,   participado por EClapton, Stevie Wonder, Shanice Wilson, os Boyz II Man.  Os feitos do Nat não cabem aqui, mas aí vai mais um: digressões mundiais com Clapton durante anos tocando o “superplatinado” álbum “Unplugged”.

 

Poucos serão certamente aqueles que tiveram o privilégio de trabalhar com gigantes do jazz como Duke Ellington e Errol Garner.  Viu e viveu o nascimento e posterior “explosão” da mítica editora “Jazz Blue Note”,  “rufou” a bateria no Herbie Hancock qnd The Headhunters e em várias outras bandas, vencedoras umas de discos de ouro e outras de platina e, vejam só, tocou em 150 trilhas musicais de filmes e actuou em 11 festas de premiação dos Óscares. HARVEY MASON, de seu nome.

 

Este é o FOURPLAY  que Maputo (Matola) vai ouvir sexta-feira.  Fundado em 1991. Mais de dez álbuns, um milhão de cópias vendidas pelo mundo inteiro: clássicos, jazz, pop, rock, blues e R&B, tudo isso, é suficiente para alegrar até ao rubro as acácias da “Pérola do Índico”.  

Grutas da Maringanhana: os sussuros são audíveis

Posted in Turismo with tags , on 8 08UTC Dezembro 08UTC 2008 by gm54

Gruta na praia de Maringana, Pemba, Moçambique

Gruta na praia de Maringana, Pemba, Moçambique

Moçambique pode ser considerado um país com um inesgotável manancial de recursos naturais, destacando-se entre eles, a natureza, ainda em estado “virgem”.

Tanto no interior, quanto na sua orla marítima de mais de 2.700 km, o país possui centenas de praias, em algumas das quais a presença humana é rara, com areais brancas, aguas cristalinas e onde a fauna marinha não conhece o depredador ”homem”. Muitas são as ilhas e ilhotas onde a presença do homem ainda não se fez sentir.

Este “acordar” do real potencial turístico moçambicano só agora começa a vir ao de cima através de uma “agressiva” publicitação internacional desencadeada nos últimos anos pelas entidades governamentais em parceria com operadores privados: muitas unidades hoteleiras já se encontram a funcionar, ilhas antes desabitadas já possuem infra-estruturas de primeira linha, algumas das quais estão a acolher visitas mais ou menos discretas de personalidades famosas do mundo político, empresarial e artístico internacional.

No interior, o Parque da Gorongoza, na província central de Sofala, começa a renascer das cinzas, com a fauna bravia a recompor-se após a devastação causada pela guerra que se abateu sobre Moçambique durante 16 anos.

No Lago Niassa, embora ainda que de forma tímida, algo está a ser feito para atrair os turistas, para rivalizar com o que o vizinho Malawi já realizou. Nesta região do norte de Moçambique, a Reserva de Mecula, está também a atrair os turistas que apreciam a caça e colecção de troféus.

Para não falar das praias das províncias de Gaza e Maputo, no sul,  já bastante conhecidas internacionalmente: Bilene, Zongoene, Togo, Závora, Bazaruto, etc.

Rádio Moçambique: As velhas máquinas ainda funcionam … e bem!

Posted in Radiodifusão with tags on 8 08UTC Dezembro 08UTC 2008 by gm54

Gravadores de fita magnética "RevoxA primeira emissão de Rádio em Moçambique foi transmitida no dia 18 de Março de 1933, por iniciativa dum grupo de entusiastas. Naquele distante ano, a primeira Sede foi instalada num prédio denominado JA ASSAM (onde hoje  funciona o Centro de Estudos Brasileiros).

Funcionando em pequenos períodos de emissão, e por decisão do Governo da época, esta Estação Emissora foi designada de Grémio dos Radiófilos de Moçambique.

Com o aumento dos horários de transmissão de programas, que consistiam basicamente em noticiários e música, foi necessário mudar de instalações, facto que levou os mentores do projecto a se transferirem da Av. da República (hoje Av. 25 de Setembro) para a Rua Araújo (hoje Rua de Bagamoyo).

Alguns anos depois e pela via de contribuição dos ouvintes, foi construído o Edifício Sede da Rádio, o edifício onde nos encontramos instalados hoje. Nessa altura muda-se a designação. Aquilo que era o Grémio de Radiófilos, passa a chamar-se Rádio Clube de Moçambique, uma designação que se mantém até 02 de Outubro de 1975.

Na ocasião o Governo Moçambicano decide nacionalizar as estações existentes (Rádio Clube de Moçambique, Voz de Moçambique, Emissora do Aero Clube da Beira e Rádio PAX) e criar a Rádio Moçambique.

Durante muitos anos a RM funcionou como Empresa do Estado, tendo passado a Empresa Pública a 16 de Junho de 1994.

A RM possui um efectivo de 902 trabalhadores à escala nacional, que exercem as mais variadas profissões da área da comunicação social, que são apoiadas por outros profissionais, ligados aos serviços técnicos, administração, finanças, publicidade e pessoal oficinal.

A RM transmite em português, em inglês e em 20 Línguas Moçambicanas.

Para além do Canal Nacional, da Rádio Cidade, do RM Desporto e do Maputo Corridor Radio (que difunde em língua inglesa), a Rádio Moçambique tem instalado um Emissor em cada uma das nossas capitais provinciais.

Guitarrista moçambicano lança CD

Posted in Uncategorized on 10 10UTC Dezembro 10UTC 2008 by gm54
Amável Pinto roqueiro na Marrabenta

Amável Pinto roqueiro na Marrabenta

O GUITARRISTA Amável Pinto (Amável) lança esta sexta-feira, 12, em concerto, o seu segundo disco de originais, intitulado “Uni Verso”, o mesmo que verso único, palavra única, um mundo único. O disco é composto por 14 temas e sai três anos depois do seu primeiro que leva o nome de “Meta Mor Fozes”. O concerto de lançamento do disco “Uni Verso” será às 20:00 horas, no Centro Cultural Universitário da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo. Na manhã de sábado Amável tocará em frente à loja Gringo. No dia 19 deste mês, Amável vai lançar o seu disco na cidade da Beira, em Sofala, no espaço Miramar.

Em palco Amável estará com Paito Tcheco, que vai tocar bateria; Nádia, que estará com a segunda guitarra, e Gerson que cuidará da viola baixo.

Paito Tcheco trabalhou ao lado de Amável para a produção do disco e tocou bateria, viola baixo e fez percussão. Amável fez todas as guitarras e Nádia teve a participação com guitarra ritmo, para além de o disco contar com um tema seu. Por outro lado, participaram os italianos Giuseppe Millici e Gaeteano, que tocaram harmónica e saxofone, respectivamente.

Para o músico, a diferença que há entre o primeiro e o segundo discos reside no facto de o primeiro ter sido a súmula de uma carreira de cerca de 20 anos, enquanto que o mais recente é a experiência de três anos de um trabalho com muita intensidade, vigor e vontade de querer continuar a trabalhar mais e melhor. “A partir daqui é só empreender uma viagem sem regresso. Já não pode haver mais paragens. Não temos que esperar mais ou aguentar mais de 20 anos”, diz Amável.

“A Marrabenta está aqui, comigo. Ela vive comigo, por isso o Fanny Mpfumo está também presente e visível, porque ele é um clássico e eu o admiro. O Rock eu o conheço perfeitamente, pois foi a minha primeira escola. Quanto à música Clássica, essa foi o que sempre quis e pesquisei muito. Esses três ritmos estão presentes e sempre me acompanham”, comenta.

O disco tem vários temas, entre os quais “Minha Terra”, “Rascunho”, “A Voz”, “Tocar Viola”, “Ventos do Além”, “Then you Came”, “Uni Verso”, “Mamana Elidia”, “Nádia Marrabenta” e “Depois da Dor”.

Actualmente, Amável está a dar aulas de guitarra clássica na Escola de Comunicação e Artes (ECA) na Universidade Eduardo Mondlane. Ele está ligado àquela instituição de ensino superior desde Março, altura em que foi contratado. “A guitarra clássica foi o que me faltou quando comecei o meu projecto e me faltou. Já tinha ritmos como Rock e Marrabenta, mas para completar o meu projecto me faltava a guitarra clássica”.

Amável Pinto é formado em Guitarra Clássica pela Universidade da África do Sul (UNISA).

Música – TIMBILA TA GWEVANE : Viagem pelo Índico à busca de intercâmbio

Posted in Uncategorized with tags , , on 10 10UTC Dezembro 10UTC 2008 by gm54
Timbila de Moçambique, património da humanidade

Timbila de Moçambique, património da humanidade

UM grupo de jovens dançarinos e tocadores moçambicanos deslocou-se recentemente para a Ilha Reunião numa digressão que tinha como objectivo a troca de experiências e o intercâmbio cultural entre os artistas que fazem parte dos países banhados pelo Índico.
Numa viagem em que estiveram fora do país por mais de 10 dias, o grupo começou por se deslocar à Suazilândia, onde trabalhou com artistas locais, particularmente dançarinos. Depois, com os suazis partiram para a África do Sul, tendo ficado a trabalhar com vários grupos de canto e dança daquele país. Os trabalhos iniciaram na cidade de Durban e depois todos se deslocaram para Joanesburgo, donde depois partiram para a Ilha Reunião. O grupo moçambicano era composto por oito elementos, sendo seis homens e duas mulheres e tinha como chefe da equipa Bob Mahuaie, líder da banda Timbila ta Gwevane. Bob Mahuaie explicou que uma das razões que motivou esta digressão para a participação num festival que já tem tradição na Ilha Reunião no mês de Novembro tem a ver com a necessidade de manutenção dos ritmos e sistemas tradicionais, sobretudo aqueles que são assentes no toque, no canto e na dança e nos motivos que há por detrás da preparação dos instrumentos tradicionais utilizados nessas manifestações culturais.

Ganhos da participação

De Moçambique, o prato forte que os jovens levavam era a Timbila, os Tambores e várias danças tradicionais.
O nosso interlocutor observa que países como a África do Sul, a Suazilândia, e outros ilheus como Mayotte e Seychelles tem uma componente forte na preservação da sua cultura tradicional, comparativamente ao que tem acontecido nos últimos anos entre nós. A tendência no nosso país, diz, é de uma estilização daquilo que é tradicional para dar azo a coisas fúteis e supérfluas que não têm enquadramento naquilo que é de raiz.
“O que nós descobrimos é que esses são países que se preocupam em preservar o seu rico e vasto património cultural. Por outro lado, eles têm diversos festivais, alguns até que chegam às localidades, aos distritos e às províncias. E nós não temos esse tipo de eventos, para além de que dependemos somente de efeméride para sair à rua e realizar coisas pequenas”, lamenta.
Refere que foram ovacionados os grupos culturais da África do Sul e da Suazilândia, sobretudo pela sua performance não só no palco, como pelos motivos que apresentaram uma vez que tanto o canto, como a dança, os instrumentos, a mensagem e a indumentária personalizam a vida cultural tradicional dos seus países. Nada está estilizado.
Para além dos tambores, que são os tradicionais batuques, e da timbila, o grupo levava consigo uma relação da timbila, do batuque com viola baixo, perfeitamente executada por Neuza Naiene.
Aliás, esta exímia baixista, Neuza Naiene, desloca-se ainda este mês para França, onde vai participar num festival cultural de música, canto e dança tradicionais. Neuza vai viajar em nome da banda Timbila ta Gwevane, que é um grupo que se dedica à produção de música tradicional. Neuza escalará aquele país europeu com mais uma colega, sendo que a sua partida está agendada para o dia 14 e o regresso a 24 do mês em curso.
“Esta viagem é produto da entrega e dedicação da nossa banda – Timbila ta Gwevane – , em parceria com o Município da Matola. Nós temos vindo a trabalhar juntos nossos últimos tempos, o que agradecemos sobretudo o apoio que temos recebido por parte do Município”, conta Bob Mahuaie.
Entretanto, um dos principais nós de estrangulamento desta banda é o facto de receber muitos convites para digressões no estrangeiro e mesmo para algumas províncias dentro do país, entretanto, não ter como dar encaminhamento a isso.
“Quando a gente mostra os convites para representarmos o país fora muito dizem que nós somos um grupo desconhecido. E nós nos perguntamos afinal não é trabalhando que nos vamos tornar conhecidos?”, questiona, ao mesmo tempo que revela que a sua banda já tem estatutos elaborados faltando apenas proceder ao registo no cartório notarial.
Quanto aos projectos futuros, o nosso entrevistado referiu que, para além de música tradicional, eles formaram um colectivo que está a trabalhar para a preservação do canto, dança e instrumentos tradicionais. Com esta equipa eles lutam pela preservação dessa componente tradicional.
Mas, também tem desenvolvido outras potencialidades, como a música de fusão, por exemplo, mas sem perder a base tradicional.
Actualmente, Timbila ta Gwevane é composto por 10 músicos, num grupo que conta já com uma formação de juniores, no qual estão petizes de 8 a 16 anos, entre bailarinos e músicos, ainda numa fase de aprendizagem.

Wazimbo: 60 anos ao serviço da música moçambicana

Posted in Uncategorized with tags on 12 12UTC Dezembro 12UTC 2008 by gm54

"Waz" para os amigos

"Waz" para os amigos

No passado dia 11 de novembro, Wazimbo, nome artístico de Humberto Carlos Benfica, completou 60 anos. Quarenta ao serviço da cultura moçambicana, particularmente da música.

 

O Waz – assim o chamam os seus amigos – nasceu no emblemático bairro da Mafalala. Aos oito anos ruma para o distrito de Chigubo, no então distrito de Gaza, onde inicia os primeiros passos para a sua actual carreira ao lado de nomes sonantes da música moçambicana, entre eles Hortêncio Langa, José Mucavele e Miguel Matsinhe.

 

Ainda década de 50, juntamente com Hlanga (irmão de Pedro Langa), JMucavele e Mmatsinhe, decidem formar “Os Rebeldes do Ritmo”, disignação abandonada pouco tempo depois com a adopção de “Silver Stars” e, já na entrada da década de 60, optam por um outro nome: “Geysers”.

 

Já com o guitarrista Pedro Nhantumbo, os “Geysers” conquistam o quarto lugar na única olimpíada musical realizada na então capital da colónia de Moçambique, Lourenço Marques, evento realizado no Cinema Nacional, hoje transformado em centro cultural universitário.

 

Dá-se então uma virada importante na carreira do Wazimbo: os seus companheiros são chamados para a “tropa”. Desfaz-se o grupo; o hoje sexagenário aceita, em 1972, um convite para se exibir em terras angolanas, aventura que durou dois anos.

 

Com outras vivências e experiências e amizades, Wazimbo regressa ao seu país em 1974, trabalha com artistas integrados na Associação Africana, iniciando assim uma meteórica ascensão no panorama musical de Moçambique já independente.

 

Em finais da década de 70 Humberto Carlos Benfica responde positavamente ao convite da Rádio Moçambique para integrar a banda desta estação emissora, o Grupo RM, a que se juntam outros “velhos” companheiros: Sox (guitarra), Zeca Tcheco (bateria), Milagre Langa (guitarra), José Mucavele (guitarra), Pedro Ben (vocais), entre outros. Foi uma verdadeira “Big Band” que, quanto a mim, imprimiu novos caminhos para a música ligeira moçambicana e ajudou a divulgar o nome de Moçambique nos palcos internacionais.

 

O Grupo RM desintegra-se ainda na primeira metade da década de oitenta, e muitos dos seus integrantes, entre eles Wazimbo, juntam-se a uma outra “Big Band”, a Marrabenta Star, integrada com duas vozes femininas de ouro: Mingas e Dulce.

 

A “Marrabenta Star” produz a famosa obra “Independence Marrabenta”, onde a marca “Waz” é reconhecida por bonitas interpretações, entre elas, “A Wapfana wa Wetela” e “Marosana”, bastante tocadas em barracas, bares e locais de entretenimento “chic”.

 

Em 1998, Wazimbo, já a solo, lança o seu disco, “Makwero”, gravado na África do Sul, país para onde pretendeu ir estabelecer-se a certa altura. Hoje, faz parte de um novo “Grupo RM”, apenas com dois nomes da primeira banda: Zeca Tcheco e Sox.

 

Wazimbo considera que o momento mais alto da sua carreira aconteceu em 1987 quando viaja e trabalha na Holanda e França, jornada que resultou na edição de dois discos “Independence” e “Pequinique”. Para tristeza do nosso sexagenário,  os dois albuns nunca foram publicados e vendidos em Moçambique.

Rádio Moçambique: Memórias de um doce calvário

Posted in Radiodifusão with tags on 12 12UTC Dezembro 12UTC 2008 by gm54

Edificio-sede da Rádio Moçambique em Maputo

Edifício-sede da Rádio Moçambique em Maputo

Para Silvestre Sechene, jurista, a leitura deste livro de autoria de Luís Loforte, “proporcionará aos que se interessam pelas matérias da radiodifusão, e não apenas a estes, a oportunidade de se informarem sobre a história recente da rádio, particularmente no período de transição de Rádio Clube de Moçambique para a actual Rádio Moçambique”.

 

Assim escreveu aquele jurista no prefácio daquela obra publicada em 2007.

Trata-se de uma incursão em que, cito de novo Sechene, “habilidoso, Luís Loforte, agacha-se na noite das memórias e oferece-nos o que podem ser considerados aspectos preciosos da história da radiodifusão em Moçambique”.

 

O livro, que recomendo vivamente aos radiófilos de todos os quadrantes, pode ser adquirido em algumas livrarias da cidade de Maputo – fora da capital não se conhecem livrarias – ao preço de 250,00 Meticais (Usd10).

 

Não resisto em reproduzir um excerto do capítulo Rádio Clube de Moçambique, esperando eu que o seu conteúdo sirva para “aguçar” a curiosidade dos bloguistas e a pertinência de ter nas suas prateleiras uma obra de tão elevado valor.

 

“O RCM era a maior e a mais antiga das tres estações emissoras que entraram na constituição da Rádio Moçambique, mas não e a ele, pelo menos com essa denominação, que se devem as primeiras transmissões radiofónicas em Moçambique. As primeiras emissões experimentais de rádio, conhecidas em Moçambique, datam de 16 de fevereiro de 1933, uma quinta-feira. Formalmente, porém, as emissões arracaram a 18 de Marco do mesmo ano, um sábado, naquilo que foi o primeiro sinal do Grêmio, lançado a partir de um prédio situado na então Avenida da Republica, hoje 25 de Setembro, antes de passar a emitir a partir de instalações igualmente alugadas na então Rua Araújo, hoje Rua de Bagamoyo, em Março de 1939. Por decisão dos seus associados, o Grêmio passou a chamar-se Rádio Clube de Moçambique, em 29 de julho de 1937, uma quinta-feira, num ano em que em toda a colónia apenas existiam mil e quatrocentos receptores de rádio, metade dos quais na cidade de Lourenço Marques (Maputo, hoje). Até aí, na colónia apenas se escutavam de forma regular as emissões da União Africana, e da Europa e América do Norte quando calhava”.

 

“A ideia da criação do “Grêmio” partiu de dois radioamadores, nomeadamente Augusto das Neves Gonçalves e Firmino Jose Sarmento, aos quais, mais tarde, se juntaria Aniano Serra, contando com o apoio cúmplice dos comerciantes dos receptores e materiais afins”. (…)

 

“ …. Em 1937 o “Grêmio” passou a chamar-se Rádio Clube de Moçambique. Na verdade, só a responsabilidade de se chamar “Rádio Clube de Moçambique” pertcenceu aos associados, porquanto a da alteração coube às autoridades políticas de então, provavelmente porque a designação de “Grêmio” carregava consigo uma conotação corporativa e, portanto, algo do foro político e industrial. O “Estado Novo” classificava tudo em função dos fins. Pela natureza e fins perseguidos, uma associação de radiófilos não podia ser um grêmio. Grêmio eram, por exemplo, as associações industriais de óleos vegetais, das indústrias de transportes e automóveis pesados ou dos indústriais gráficos. Organização corporativa viria também a ser a União Nacional, o partido do ditador António de Oliveira Salazar. Impôs-se, portanto, que o “Grêmio” adoptasse uma designação do foro das “Sociedades de Recreio”, como o Clube Militar …”.

 

Se, ao tempo do Rádio Clube, o locutor dizia, depois do gongo, “Aqui Portugal Moçambique, fala-vos o Rádio Clube de Moçambique, dos seus estúdios em Lourenço Marques”, o do Grêmio, em português e inglés, referia: “Aqui Lourenço Marques CR7AA, estação emissora do Grêmio dos Radiófilos, trabalhando na frequência dos 6137 quilocíclos, onda de quarenta e oito metros e oito centímetros…”. CR7AA designava o primeiro emissor do “Grêmio” e correspondia à codificação imposta aos radioamadores desta região. Contrariamente ao que se possa pensar, o CR7AA não foi um emissor importado, mas construido em Moçambique por Augusto Gonçalves e A.J.Morais. O emissor ainda existe e é uma relíquia que a Rádio Moçambique tem sabido, felizmente, preservar, cumprindo assim o desejo manifestado pelos fundadores do “Grêmio” quando aquele emissor foi reformado: “Que descanse em paz sob os louros, a velha reíiquia, guardada religiosamente nas salas do Grêmio para marcar uma época da história da radiodispersão na colónia”. Hoje não somos colónia, mas cumpre-nos o dever civilizacional de preservar a nossa memória colectiva”.

…..

 

“ … A partir da então Lourenço Marques, o RCM mantinha em funcionamento quarto emissões independentes, sendo trés em português (Programas A,C e D), e uma em inglés e Afrikaans (B Station ou simplesmente LM Radio). À excepção de Gaza, todos os então chamados distritos do Estado de Moçambique tinham em funcionamento os seus emissores regionais, …”.

 

Não resisto em transcrever o último parágrafo desta obra de Luís Loforte: “Estou há quase uma vida na radiodifusão. Dela me apresto a sair, estou no umbral da porta de saida. Perguntarão os mais novos o que teria para lhes transmitir e eu direi que pouco e muito ao mesmo tempo. Talvez lhes seja útil, apenas, o conselho de que os verdadeiros radiófilos são aqueles que ficam felizes quando alguém, um dia, lhes venha a dizer que um, um que seja, dos nobres objectivos da radiodifusão terá sido conseguido contando com a sua colaboração. Não serei uma excepção. E porque não serão muitos aqueles que se resolvem dar à estampa as suas memórias, neste caso também gostaria que, ao lerem este modesto livro, soubessem que percorri o meu ciclo radiofónico num misto de muita felicidade e de alguma amargura, razão pela qual resolvi escolher a frase que dá título a este livro: “Rádio Moçambique – as memórias de um doce calvário”.

 

Para os interessados na obra, em baixo os contactos:

luisloforte@rm.co.mz

eagmatos@gmail.com

 

Foto de Marilyn Monroe pode quebrar recorde de preço em leilão

Posted in Cinema with tags on 13 13UTC Dezembro 13UTC 2008 by gm54
marilynmonroe1Apesar da recessão econômica e das quedas recentes nos preços pagos por arte, uma foto de Marilyn Monroe poderá atingir preço recorde quando for leiloada na próxima semana, disse a Christie’s na sexta-feira.

A imagem feita por Bert Stern, uma das últimas fotos da actriz antes da sua morte, pode quebrar o recorde de 63 mil dólares marcado em 1994, diz a casa de leilões.

A Christie’s também espera marcar um recorde mundial para um trabalho de Helmut Newton, o mais caro dos quais foi vendido por 380.725 dólares no ano passado.

Ambos fazem parte da colecção Constantiner, que inclui o maior grupo de fotos de Monroe a chegar ao mercado em qualquer tempo – mais de 100 ao todo.

“Ela é a personificação da idéia do glamour”, disse Philippe Garner, director internacional de fotografia da Christie’s.

A colecção acompanha a progressão de Monroe, disse ele à Reuters, “de garota jovem, ambiciosa e de cara lavada que queria fazer sucesso em Hollywood a essa mulher mais madura, mas de algumas maneiras confusa e problemática, que enfrentava o dilema de diferenciar a sua identidade das expectativas do público”.

Marilyn ainda era uma adolescente chamada Norma Jean Baker quando primeiro posou para o fotógrafo André de Dienes, que ajudou a levá-la à carreira de modelo e, mais tarde, ao estrelato.

Uma das primeiras sessões de fotos resultou num retrato clássico de Marilyn – ainda morena na época – diante de uma casa de fazenda, com feno a seus pés descalços, sorrindo para alguém que estava atrás da câmera.

Leon e Michaela Constantiner começaram a comprar fotos de ícones do glamour e do estilo no início dos anos 1990. A sua colecção inclui obras de William Klein, Herb Ritts e Irving Penn, além de dezenas de fotos de Newton, incluindo vários nus em tamanho natural estimados em até 600 mil dólares.

Warner exige retirada dos seus vídeos do YouTube

Posted in Uncategorized with tags on 22 22UTC Dezembro 22UTC 2008 by gm54

YouTube sem os videos da Warner

YouTube sem os vídeos da Warner

O grupo Warner Music exigiu que o YouTube retirasse todos os vídeos de artistas seus do portal, depois de as negociações para revisão do contrato entre ambos terem falhado. Esta decisão vai afectar milhares de vídeos de artistas como Led Zeppelin, Madonna, Red Hot Chili Peppers ou Sheryl Crow. Não serão porém os únicos. Todos os vídeos relacionados com as filiais do grupo, como os da Warner/Chappell, também serão retirados. A Warner rompeu as negociações este sábado por pretender ficar com uma percentagem mais alta dos lucros do portal do que a estipulada. Os videoclips dos artistas da Warner entraram para o YouTube em 2006, sendo este o primeiro grande contrato do portal com uma editora discográfica. Até aqui, a Warner (tal como a Universal Music e a Sony Music), recebia uma parte das receitas da publicidade associada aos vídeos da sua empresa, mais um valor de cada vez que alguém acedia às imagens.

Taslima Nasreen: Poeta, escritora, médica e activista

Posted in Literatura with tags , on 22 22UTC Dezembro 22UTC 2008 by gm54
Vivo em lado nenhum

Vivo em lado nenhum

Já foi ameaçada de morte por grupos fundamentalistas islâmicos, mas isso não a impediu de escrever cerca de 30 livros de poesia, ensaios, novelas e pequenas histórias, quase sempre no exílio. Taslima Nasreen, de 46 anos, tem denunciado as violações dos direitos das mulheres em países muçulmanos, e a sua obra fez com que fosse distinguida com o Prémio Sakharov para a liberdade de pensamento do Parlamento Europeu, em 1994, e em 2008 com o Prémio Simone de Beauvoir.
O seu livro mais polémico foi Lajja, que em bengali quer dizer “vergonha”. Foi por causa dele, e dos protestos que gerou, que acabou por deixar o Bangladesh em 1995. O livro foi banido, alegadamente por ofender os muçulmanos. Durante alguns meses, Nasreen viveu sob fortes medidas de segurança em Daca, mas depois acabou por exilar-se na Suécia. Um livro autobiográfico, A Minha Infância, acabou por também ser banido, e um tribunal do Bangladesh condenou-a a um ano de prisão.
Taslima Nasreen foi para Calcutá, mas os protestos continuaram. Diz que foi pressionada a deixar a Índia e hoje vive exilada na Europa.

Leia entrevista com a escritora em: wwwnantchite.blogspot.com

Morreu o realizador norte-americano Robert Mulligan

Posted in Cinema with tags on 23 23UTC Dezembro 23UTC 2008 by gm54

Filme "Verão de 42"

Filme "Verão de 42"

O realizador norte-americano Robert Mulligan, que foi nomeado para um Óscar em 1962, com o filme “Na Sombra e no Silêncio” (To Kill a Mocking Bird, no original), morreu aos 83 anos na sua casa, no estado do Connecticut, Estados Unidos.
Apesar de não ter ganho o Óscar de melhor realizador, dirigiu vários actores que o conquistaram, como Gregory Peck, nesse filme de 1962, em que desempenha o papel de um advogado que defende um homem negro acusado de violar uma mulher branca. Este filme adapta ao cinema um livro de Harper Lee, “Por Favor Não Matem a Cotovia”, premiado com o Prémio Pulitzer.
O seu irmão mais velho era o actor Richard Mulligan. Quanto a Robert, nascido a 23 de Agosto de 1925, iniciou-se na realização nos programas televisivos transmitidos em directo de Nova Iorque, no início da década de 1950, como Studio One e Playhouse 90, antes de se estrear no cinema em 1957, com Fear Strikes Out.
Discreto, com tendência a desaparecer por trás do seu trabalho, não terá recebido a aclamação de outros realizadores seus contemporâneos, e que também iniciaram a carreira na televisão, como Sidney Lumet, Arthur Penn e John Frankenheimer. “Dá-se demasiada atenção aos realizadores, o que é agradável mas exagerado”, disse numa entrevista ao jornal nova-iorquino Village Voice, em 1978.
Os seus filmes eram mais populares entre o público frequentador das salas de cinema do que entre os críticos, que o acusavam de não ter um estilo próprio.
No entanto, o realizador francês François Truffaut era um admirador confesso de Mulligan, defendendo-o dos que consideravam que o americano não tinha um estilo.
O próprio Mulligan respondia a estas críticas: “Não sei o que possa ser ‘o estilo Mulligan’”, disse ele na mesma entrevista ao Village Voice em 1978. “Se não o descobrem, bem, esse é o vosso trabalho”, atirou, em jeito de resposta aos críticos.
A qualidade do seu trabalho com actores foi reconhecida por vários Óscares, mas é recordado também por ter entrevistado pessoalmente 500 jovens estudantes de liceu de Nova Iorque, em audições para o filme Up the Down Staircase. Reuters
Robert Mulligan começou na televisão, nos anos 50, e tinha entre os seus admiradores o francês François Truffaut.

 

Um bom pacote de jazz, rock, soul e MPB

Posted in Uncategorized on 23 23UTC Dezembro 23UTC 2008 by gm54

Miles Davis

Miles Davis

Na hora de dar música de presente, principalmente se for para um apreciador exigente e adulto, o mais certeiro é apostar nos estilos e artistas clássicos. Até porque o ano que se encerra não ficou marcado por muitos lançamentos daqueles que todo mundo deseja. De olho no consumidor que ainda cultiva o hábito de comprar CDs, as multinacionais tiraram alguns ases da manga neste fim de ano. São caixas, compilações e colecções de títulos originais com atrativos extras. A seguir, algumas sugestões de jazz, rock, soul e MPB.

O INÍCIO DO U2

Há várias raridades nas edições duplas dos três primeiros álbuns da banda irlandesa U2. Boy (1980), October (1981) e War (1983) são da gravadora Universal. Além do álbuns originais remasterizados e dos encartes recheados de fotos raras, o atrativo é o CD bônus que acompanha cada um deles, com takes alternativos, lados B e registros ao vivo e/ou nunca lançados.

Boy tem faixas inéditas como Speed of Life e Saturday Night e um mix diferente de I Will Follow e faixas ao vivo. A banda ainda era meio crua, mas já mostrava todo o potencial em canções como 11 O?Clock Tick Tock e The Electric Co. O álbum seguinte, October, não foi muito bem-sucedido, mas tem algumas boas canções como a faixa-título, Fire e Gloria, esta com uma gravação ainda melhor, ao vivo, no CD bônus. Já War representa a primeira grande virada na carreira da banda, emplacando hits como Sunday Bloody Sunday e New Years? Day. O CD bônus tem versões alternativas desta última e de Two Hearts Beat as One, além da inédita Angels Too Tied to the Ground.

40 ANOS DE CREEDENCE

Outro quarteto de peso, que fez história no rock antes do U2, é o americano Creedence Clearwater Revival. Aproveitando os 40 anos de criação da banda, a gravadora Universal relançou seis de seus álbuns de sua formação original com áudio remasterizado, faixas bônus e novo material gráfico, mas mantendo as artes originais das capas.

Na virada dos anos 1960 para os 70, o Creedence era uma fábrica de hits avassaladores. O mais espantoso é que cinco destes seis títulos foram lançados apenas em dois anos – 1969 (Bayou Country, Green River e Willie & The Poor Boys) e 1970 (Cosmo’s Factory e Pendulum). O primeiro, que levava apenas o nome da banda, saiu em 1968, emplacando duas clássicas releituras de Susie Q e I Put a Spell on You.

Combinando elementos do country, do rock, do blues e da soul music, o quarteto chegou ao auge com Cosmo’s Factory.

O penúltimo álbum da formação original (com Tom Fogerty), tem clássicos como Looking Out my Back Door, Travelin’ Band, Who’ll Stop the Rain e I Heard it Through the Gravepine.

MICHAEL/JACKSON 5
No mesmo período do Creedence, a soul music revelava aquele que se autoproclamaria o rei do pop. Ainda criança, Michael Jackson dava os primeiros passos, soltando a poderosa voz ao lado dos irmãos no Jackson 5. A sensacional compilação tripla The Motown Years reúne os seus antigos clássicos como ABC e Never Can Say Goodbye (no CD 1), revelando já o seu poder de influência, até em faixas menos populares como Forever Came Today, The Life of the Party e Doctor my Eyes.

O CD 2 abre com a pedrada I Want You Back e traz na esteira outras maravilhas, como Sugar Daddy, Little Bitty Pretty One e Going Back to Indiana, além de mais pérolas obscuras. O lado mais romântico de Michael, destacando-se mais em solos, é ressaltado no terceiro CD, em faixas como as pegajosas Ben, One Day in Your Life, Music and Me e Got to Be There, que tocaram à exaustão na época do lançamento.

Há ainda releituras de You’ve Got a Friend (James Taylor), My Girl (Smokey Robinson) e Ain’t no Sunshine (Bill Whiters).
 

 

PACOTÃO DE JAZZ

 

 

Para os apreciadores (ou iniciantes) do jazz nas suas diversas fases e variantes, há muito o que explorar no pacotão de bons títulos de discoteca básica da série Jazz Collection, que contempla os grandes criadores do gênero, dentro do catálogo da Sony/BMG. Os destaques são os nove boxes, cada um com cinco CDs, dedicados a Miles Davis, Thelonious Monk, Duke Ellington, Sonny Rollins, George Benson, John McLaughlin, Stanley Clarke e os grupos Weather Report e Mahavishnu Orchestra.

Alguns destes artistas também têm outros títulos relançados entre os 61 avulsos da colecção. Além de gigantes americanos como Billie Holiday, Herbie Hancock, Count Basie e Bill Evans, há os brasileiros Eumir Deodato (Prelude), Milton Nascimento (com Wayne Shorter em Native Dancer) e João Gilberto e Miúcha (convidados de Stan Getz em The Best of Two Worlds).

 O CAMALEÃO NEY

Alguns dos álbuns mais importantes de Ney Matogrosso, como Água, Céu,Pássaro (1975), Bandido (1976) e Pecado (1977) nunca tinham saído em CD. Agora eles estão reunidos, ao lado de outros 14 títulos na luxuosa caixa Camaleão, edição conjunta das gravadoras Universal, Warner e Sony/BMG.

Além de jogar luz numa das fases mais produtivas e ousadas do cantor (a dos anos 1970), a caixa também reprocessa o período de maior popularidade (os famigerados anos 80), não tão bom. Há ainda três álbuns ao vivo e a compilação Pérolas Raras, reunindo gravações avulsas e pouco conhecidas. O projecto é do pesquisador Rodrigo Faour, que entrevistou o cantor para escrever os encartes, cheios de curiosidades sobre as músicas. Um presentaço para os fãs.

 

Papa Bento XVI: a homessexualidade é contra o trabalho de Deus

Posted in Religião with tags on 23 23UTC Dezembro 23UTC 2008 by gm54

O Papa Bento XVI indicou ontem que salvar a humanidade de comportamentos homossexuais ou transexuais é tão importante como salvar as florestas tropicais da destruição.

O Sumo Pontífice acrescentou que a Igreja deverá proteger o homem de se destruir a ele mesmo, sublinhando “é preciso uma espécie de ecologia do Homem”.

Bento XVI discursava perante a Cúria Romana, a administração central do Vaticano.

Para a Igreja Católica, a homossexualidade em si não é pecado, mas os actos homossexuais são-no.

O Vaticano opõe-se aos casamentos gay e, em Outubro, um alto responsável da Igreja indicou que a homossexualidade é “um desvio, uma irregularidade, uma ferida”.
O Papa disse ainda que a humanidade precisa de “escutar a linguagem da Criação” para entender os papéis do homem e da mulher e comparou as relações diferentes das heterossexuais como “a destruição do trabalho de Deus”.
“Aqui trata-se da fé no Criador e da escuta da linguagem da Criação, cujo desprezo significaria uma autodestruição do homem e, portanto, da própria obra de Deus”, alertou o Papa.

Papa "Pop Star?"

Papa "Pop Star?"

No mesmo discurso, um dos mais importantes do ano religioso, o Papa aproveitou ainda para se demarcar da imagem de “estrela rock” que se colou à pele do seu antecessor, João Paulo II, durante as Jornadas Mundiais da Juventude.
O Papa evocou o que chama de “análises em voga” que, segundo ele, “tendem a considerar essas jornadas como uma variante da cultura jovem moderna, como uma espécie de festival rock modificado, num sentido eclesiástico, com o Papa como estrela”.
As aparições do Papa João Paulo II, que morreu em 2005, nessas Jornadas suscitavam um entusiasmo próximo da histeria.

O Papa polaco, que cultivava os contactos directos com as multidões, nunca combateu o fenómeno de adulação que causava alguma indisposição no seio da Igreja Católica.
Bento Dezasseis admitiu, porém, que há vozes católicas que vêm nestas iniciativas um “grande espectáculo, belo, mas de pouco significado para a questão sobre a fé e a presença do Evangelho neste tempo”

Opinião: Enquanto só for conversa

Posted in Religião with tags on 24 24UTC Dezembro 24UTC 2008 by gm54

E o celibato?

E o celibato?

Por: Ferreira Fernandes, DN 24/12/08

 

O Papa tem o direito de dizer que os heterossexuais estão em risco de desaparecer como a floresta amazónica. Os que acham isso tolo têm o direito de lembrar que o celibato dos padres, esse, é que não só extinguiria os heterossexuais como todo o género humano. O Papa tem o direito em afirmar a sua verdade, a da Bíblia, onde união sexual é entre “homem” e “mulher”, e só. Os anticatólicos têm o direito de lembrar os casos de papas homossexuais. Eu, com saudades da minha adolescência quando os filmes eram de cowboys que cavalgavam rumo ao pôr do Sol sem segundas intenções, tenho direito em dizer que me incomoda um filme em que dois cowboys se beijam. Dois cowboys da vida real têm direito de se beijar e dizerem estar-se nas tintas para os meus incómodos. O Papa, eu, os anticatólicos, os homossexuais militantes e os cowboys temos o direito de dizer o que queremos. Bom é que não tenhamos o poder para impor aos outros o que eles não querem. Seria bom também que toda esta liberdade de dizer tivesse em conta que há lugares em que homens e mulheres – que são o objecto da nossa conversa – são impedidos de ser aquilo que querem ser, homossexuais.

Corrida aos sapatos “Bye Bye Bush”

Posted in Política with tags on 24 24UTC Dezembro 24UTC 2008 by gm54

 

Aumenta procura dos sapatos

Aumenta procura dos sapatos

Os sapatos que quase acertaram na cara de George W. Bush estão a tornar-se um sucesso comercial a nível planetário. A empresa turca que alegadamente fabricou o par lançado pelo jornalista iraquiano Muntazer al-Zaidi contra o Presidente dos EUA revelou ontem que se viu obrigada a contratar cem novos empregados para responder ao aumento das encomendas do modelo 271 já devidamente rebaptizado Sapato Bush ou Bye Bye Bush.

Segundo o chefe de vendas da Baydan Shoes, sediada em Istambul, os pedidos dispararam e vêm de todo o mundo, incluindo o Iraque e os EUA. Desde o dia em que Al-Zaidi arremessou os sapatos contra Bush, durante uma conferência de imprensa em Bagdad, a empresa recebeu encomendas para 370 mil pares. Normalmente vendia 15 pares por ano.

Oner Bogatekin, responsável pelas exportações da Baydan Shoes, disse à BBC que os trabalhadores reconheceram logo o modelo. “Vimos na TV. Há dez anos que produzimos este sapato, por isso foi fácil para nós reconhecê-lo.” Bogatekin revelou ainda que os sapatos são leves e não magoariam Bush se lhe acertassem.

O sucesso da empresa turca já motivou críticas da família do jornalista. Durgham al-Zaidi atacou aqueles que estão a lucrar à custa do irmão. “Não faz qualquer sentido! Estas pessoas estão a tirar partido daquilo que o meu irmão fez,” disse Durgham, citado pelo jornal britânico Telegraph. “Os sírios dizem que os sapatos foram produzidos na Síria. Os turcos dizem que foram eles a fazê-los. Há quem diga que o meu irmão os comprou no Egipto. Mas tanto quanto sei, ele comprou-os numa loja em Bagdad e são feitos no Iraque.”

Apesar das incontáveis manifestações de apoio por todo o mundo árabe, que o vê como um herói da resistência, Al-Zaidi continua detido. O jornalista que é acusado de tentativa de agressão a um Chefe de Estado estrangeiro vai a julgamento no dia 31 deste mês. Uma condenação pode fechá-lo 15 anos na prisão.

A família disse que Al-Zaidi não está arrependido e que voltaria a atacar Bush tal é o seu ódio ao Presidente que ordenou a invasão do Iraque. Segundo Uday al-Zaidi, outro dos irmãos, o jornalista foi obrigado a escrever a carta em que pede clemência ao primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki.

Uday confirmou ainda que Al-Zaidi sofreu agressões dos guardas. O iraquiano disse que encontrou o irmão com um dente partido e com marcas de queimaduras de cigarros nas orelhas quando o visitou na prisão, domingo.

Saudita de oito anos só pode pedir o divórcio quando chegar à puberdade, decide tribunal

Posted in Direitos Humanos, Religião on 24 24UTC Dezembro 24UTC 2008 by gm54

casamentos-forcadosEla não sabe que está casada, mas só poderá pedir o divórcio quando chegar à puberdade. Ela tem oito anos; o marido 58. Foi o pai que a casou e a mãe que contratou um advogado para tentar obter a separação. O advogado da menina, uma saudita da província de Qasim, a norte de Riad, vai recorrer.
“O juiz rejeitou o pedido porque a mãe não tem direito de o apresentar e ordenou que o processo seja posto pela própria rapariga, quando ela chegar à puberdade”, disse à agência AFP o advogado Abdullah Jtili. O pai esteve presente na audiência.
A menina casou sem saber, quando estava prestes a começar as aulas da quarta classe, em Agosto. Continua a viver com a mãe e alguns familiares garantem que o pai acordou verbalmente com o noivo que o casamento só será consumado quando ela fizer 18 anos.
O problema é que não há consenso sobre o que é a puberdade e muitos juízes sauditas insistem que as mulheres, mesmo adultas, lhes falem através de guardiões masculinos.
O homem que casou com esta menina saudita conseguiu que lhe fosse dado um certificado de saúde pré-marital directamente por um hospital, escreveu o site Arab News.
“Há confusão na Arábia Saudita sobre o que constitui ser-se adulto”, afirmou Clarisa Bencomo, da Human Rights Watch.

Escritores e activistas pedem a libertação do dissidente chinês Liu Xiaobo

Posted in Direitos Humanos, Literatura with tags on 24 24UTC Dezembro 24UTC 2008 by gm54

Liu Xiaobo

Liu Xiaobo

O dissidente chinês Liu Xiaobo, de 53 anos, foi preso no início deste mês por ter subscrito um manifesto a apelar a mudanças democráticas na China. Ontem, mais de 150 escritores e activistas pediram a sua libertação numa carta enviada ao Presidente chinês, Hu Jintao, entre eles os laureados com o Nobel da Literatura Seamus Heaney e Wole Soyinka e vários outros escritores, como Salman Rushdie e Umberto Eco, para além de académicos e advogados.
Liu Xiaobo é professor de Literatura e um dos mais conhecidos activistas pró-democracia na China. Já tinha sido detido antes, acusado de participar nos protestos de 1989 na Praça de Tiananmen, que resultaram na morte de centenas de civis, sobretudo estudantes.

 


Liu Xiaobo foi detido por subscrever a Carta 08, uma petição assinada por 303 intelectuais chineses e apresentada no âmbito dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O nome é inspirado na Carta 77, assinada por um grupo de intelectuais na então Checoslováquia, em 1977, para apelar a mais liberdades e à democratização do regime.
No documento pede-se que sejam realizadas reformas democráticas na China e defende-se o fim do regime de partido único, que mantém no poder o Partido Comunista chinês. Por causa da Carta 08 houve várias pessoas detidas, mas Liu Xiaobo é o único que continua na prisão.

Expedição revela novas espécies em “paraíso perdido” de Moçambique

Posted in Moçambique, Vida Animal with tags , on 24 24UTC Dezembro 24UTC 2008 by gm54
98541Uma expedição internacional de 28 cientistas descobriu este Outono a floresta Monte Mabu, no Norte de Moçambique, que tem parecenças com um “paraíso perdido”. Nos seus sete mil hectares, encontrados com a ajuda do Google Earth, os cientistas identificaram, para já, três novas espécies de borboletas e uma de cobra.

Em apenas três semanas, a expedição liderada por uma equipa dos Jardins Botânicos Reais de Kew, no Reino Unido, os cientistas encontraram centenas de espécies diferentes de plantas, novas populações de aves raras, borboletas, macacos e uma nova espécie de cobra gigante. Com os espécimes que recolheram e levaram para casa, os cientistas esperam descobrir novas espécies de plantas.

A floresta na região montanhosa do Norte do país era, até então, desconhecida para a comunidade científica devido aos difíceis acessos e a anos de guerra civil (1975 – 1992).

Em 2005, Julian Bayliss, cientista britânico dos Jardins Botânicos, estava à procura de um possível projecto de conservação no Google Earth, na Internet, quando descobriu aquele “bocado de verde” e decidiu ir conhecê-lo. Depois de algumas primeiras visitas, a expedição de 28 cientistas – do Reino Unido, Moçambique, Malawi, Tanzânia e Suíça – partiu em Outubro com 70 carregadores para a floresta.

Segundo conta o “The Observer”, a estrada levou a expedição até uma antiga quinta de produção de chá, abandonada. Para lá, era a floresta. Foi aí que montaram acampamento durante quatro semanas e encontraram uma riqueza biológica insuspeita, como as centenas de plantas tropicais.

O líder da expedição, o botânico Jonathan Timberlake, considerou ao “Telegraph” que descobrir novas espécies não é importante só para a ciência mas ajuda a salientar a necessidade dos esforços de conservação nas regiões do mundo mais ameaçadas pela desflorestação e pelo rápido desenvolvimento.

Estima-se que os cientistas descrevam, todos os anos, cerca de duas mil novas espécies.

Freddie Hubbard: morreu um dos maiores trompetistas da história

Posted in Uncategorized with tags on 5 05UTC Janeiro 05UTC 2009 by gm54

O virtuoso

O virtuoso

Tocou em mais de 300 discos e colaborou com nomes lendários do jazz como Thelonious Monk, Miles Davis, John Coltrane, Herbie Hancock, Sonny Rollins, Eric Dolphy, Ornette Coleman ou Cannonball Adderley, foi membro dos Art Blakey Jazz Messengers durante 4 anos, ganhou um Grammy em 1972 pelo disco First Light, e marcou a geração de trompetistas que lhe sucedeu.

Freddie Hubbard, o trompetista americano famoso pela sua contribuição para o chamado “som Blue Note” de início dos anos 60, morreu em Los Angeles, dia 29 de dezembro último, de complicações relacionadas com um ataque cardíaco que tinha sofrido em Novembro. Contava 70 anos.

Declarou à agência AP o trompetista Wynton Marsalis: “Ele influenciou todos os trompetistas seguintes. Claro que o ouvi muito. Todos o ouvimos. Tinha um grande som e um grande sentido do ritmo e do tempo, e a exuberância é a grande característica do seu estilo”.

De acordo com Peter Keepnews, do The New York Times, Freddie Hubbard “maravilhava o público com o seu virtuosismo, o seu sentido melódico e a sua energia contagiosa em simultâneo”.

Para este crítico de jazz, apesar de Hubbard nunca ter sido “um vanguardista por temperamento, participou em três dos discos de referência do jazz de vanguarda dos anos 60: Free Jazz, de Ornette Coleman, Out to Lunch, de Eric Dolphy, e Ascension, de John Coltrane”.

Hubbard recordou à revista Downbeat, em 1995, o seu encontro com Coltrane: “Encontrei o Trane numa jam session no clube do Count Basie no Harlem, em 1958. Ele disse-me ‘Porque é que não apareces lá em casa e vamos ensaiar um bocado juntos?’ Quase que fiquei maluco. Ali estava um miúdo de 20 anos a ensaiar com o John Coltrane. Ele ajudou-me muito e acabámos por tocar várias vezes juntos”.

Nascido em Indianapolis, Frederick Dewayne Hubbard começou a tocar na banda da escola. Em 1958 mudou-se para Nova Iorque, gravou o seu primeiro álbum, Open Sesame, e impôs-se logo nos círculos do jazz. Foi contratado pela Blue Note em 1960. Em 1961, Hubbard juntou-se aos Jazz Messengers, que deixaria em 1964, formando o seu grupo em 1966. Mas foram as gravações com Herbie Hancock nos meados da década de 60 que o colocaram entre os mais destacados trompetistas de hard bop, e que segundo alguns o tornaram no igual de John Coltrane.

O sucesso mais mainstream de Freddie Hubbard aconteceu na década de 70, graças a vários discos a solo, caso de Red Clay, Straight Life e o referido e premiado First Light, todos para a editora CTI. Começou então a incluir nos seus discos instrumentos eléctricos, ritmos funk e rock, arranjos para cordas e até canções fora do âmbito do jazz, aderindo à moda da fusão típica da década.

Hubbard voltou às raízes nos anos 80, mas em 1992 magoou-se seriamente no lábio superior, e a partir daí só tocou esporadicamente e já sem o fogo de outrora. Em 2007, comentou numa entrevista: “Aconselho qualquer jovem trompetista a não fazer o que eu fiz, porque este estilo pode ser prejudicial à saúde”. - E.B., com ‘The Guardian’, BBC e ‘The New York Times’

Direitos sobre obras de Gandhi serão públicos

Posted in Literatura, Religião with tags on 6 06UTC Janeiro 06UTC 2009 by gm54

Gandhi contra direitos autorais

Gandhi contra direitos autorais

As obras literárias de Mahatma Gandhi, o ícone da luta pela libertação da Índia do domínio colonial britânico, devem entrar para o domínio público este mês, quando terminar a vigência dos direitos autorais sobre os seus escritos e discursos.

Qualquer pessoa poderá então publicar os escritos e discursos do líder legendário, conhecido como “pai da nação”, já que o direito sobre eles termina 60 anos após a sua morte.

Gandhi, pioneiro da filosofia de resistência não violenta à ocupação britânica da Índia, foi assassinado por um radical hindu em 30 de janeiro de 1948 em Nova Délhi.

Gandhi entregou as suas obras à Fundação Navajivan, de Gujarat, que ele próprio fundou, mas, segundo a Lei de 1957 sobre copyright, as obras de uma pessoa entram para o domínio público 60 anos após a sua morte.

Os responsáveis pela fundação disseram que, com base na filosofia de Gandhi, não querem pedir ao governo indiano a extensão dos direitos autorais.

“Considerando o espírito do pensamento de Gandhi, não se deve pedir essa extensão. Já reflectimos sobre a questão e não vamos pedir a extensão”, disse à Reuters Television Jitendra Desai, curador administrativo da Fundação Navajivan.

Desde sua criação, a fundação já publicou cerca de 300 volumes das obras de Gandhi, incluindo artigos, cartas, discursos e traduções da sua autobiografia.

Embora Gandhi tenha entregue os direitos autorais das suas obras à fundação, ele próprio nunca subscreveu a idéia do copyright.

“Gandhi nunca apoiou a idéia do direito autoral. Mas, devido a algumas instâncias em que as suas idéias foram mal interpretadas, ele foi obrigado a ceder à insistência daqueles que o prezavam e o exortavam a proteger as suas obras com direito autoral”, disse outro membro da fundação, Amrut Modi.

Os estudiosos de Gandhi querem que o direito autoral seja reativado pelo governo, temendo que o uso livre das suas obras possa levar outras editoras a fazer interpretações equivocadas dos seus textos.

“Quando o copyright terminar, os preços das obras certamente vão subir. A tarefa de levar o pensamento de Gandhi ao povo também pode ser prejudicada”, disse Dhimant Badiya, estudioso de Gandhi em Ahmedabad.

De qualquer maneira, a Fundação Navajivan vai continuar a publicar as obras de Gandhi a preços subsidiados, mesmo depois do fim do direito autoral.

New York Times vende espaço de anúncios na primeira página

Posted in Imprensa, Jornais with tags on 6 06UTC Janeiro 06UTC 2009 by gm54

Os efeitos da crise

Os efeitos da crise

O jornal The New York Times anunciou que vai vender espaços para anúncios com textos e imagens na sua primeira página, na mais recente medida em busca por novas maneiras de ganhar dinheiro, enquanto enfrenta a queda prolongada da sua receita publicitária.

O primeiro anúncio, que saiu na parte inferior da primeira página da edição desta segunda-feira, é da emissora CBS.

Uma porta-voz do jornal negou revelar quanto o jornal cobrou pelo anúncio e quanto espera receber anualmente pelo espaço publicitário. Não foi possível obter declarações imediatas de uma representante da CBS.

O anúncio, um rectângulo de 2,5 polegadas de altura, cobriu a parte inferior da primeira página. O NYT já publicou anúncios classificados na sua primeira página, geralmente algumas linhas de texto posicionados discretamente na página. Não ficou claro, de imediato, se anúncios com texto e imagens já apareceram na primeira página antes na história do jornal.

Devido a seu posicionamento destacado, esses anúncios frequentemente podem render muito mais dinheiro que os publicados nas páginas internas do jornal.

Alguns jornalistas do Wall Street Journal, pertencente à News Corporation, de Rupert Murdoch, fizeram objecções à decisão do jornal de publicar anúncios com texto e imagens na primeira página, mas eles raramente chamam a atenção hoje. O USA Today, maior jornal norte-americano em termos de circulação, pertencente à Gannett Co Inc, também publica anúncios de primeira página.

Como outras editoras de jornais dos EUA, a The Times está a esforçar-xe para manter a sua saúde financeira e saldar dívidas, ao mesmo tempo em que a crise financeira mundial exacerba um declínio já alarmante na receita publicitária.

A empresa está a tentar vender a sua participação de 17,5 por cento na holding que é dona do time Boston Red Sox, disse à Reuters no final do mês passado uma fonte. Pelo menos uma pessoa já abordou a Times para discutir a possibilidade de comprar o jornal The Boston Globe, disse à Reuters na semana passada uma fonte bem informada sobre o assunto.

Roberto Carlos, meio século de reinado na música

Posted in Uncategorized with tags on 14 14UTC Janeiro 14UTC 2009 by gm54
É obra

É obra

Roberto Carlos, meio século no reinado da música popular brasileira, que começou em 1959, como crooner da Boate Plaza, do Rio de Janeiro.

Falso poema atribuído a Neruda é da brasileira Martha Medeiro

Posted in Poesia with tags on 14 14UTC Janeiro 14UTC 2009 by gm54

MMedeiros e PNeruda

MMedeiros e PNeruda

O poema Muere Lentamente (Morre Lentamente), atribuído por engano a Pablo Neruda, circula há anos na Internet sem que nada nem ninguém seja capaz de deter a bola de neve, ao ponto de, na Espanha, muitas pessoas terem recebido esses versos como votos online de um feliz ano-novo.

Morre lentamente quem não viaja,/ quem não lê,/ quem não ouve música,/ quem não encontra graça em si mesmo./ Morre lentamente/ quem destroi seu amor próprio,/ quem não se deixa ajudar…

Assim começa o poema que não se chama Morre Lentamente, mas A Morte Devagar, e não é do poeta chileno como assegurou à EFE a Fundação Pablo Neruda, mas da escritora e poeta brasileira Martha Medeiros.

Este verso e outros mais circulam na internet há muito tempo e “não sabemos quem os atribuiu a Neruda, mas os nerudianos que temos consultado não os conhecem”, afirma Adriana Valenzuela, bibliotecária da Fundação.

Porque não é apenas Muere Lentamente o único o “falso Neruda” que encontram os internautas. Também costumam atribuir ao autor do Canto Geral os poemas Queda Prohibido, que é de Alfredo Cuervo, escritor e jornalista espanhol, e Nunca Te Quejes, de autor ignorado pela Fundação.

O director executivo da Fundação, Fernando Sáez, diz que não é a primeira vez nem será a última, que as pessoas imputem a um poeta famoso textos que ele jamais escreveu e  cuja autoria é desconhecida.

Um dos enganos do gênero aconteceu com um famoso texto atribuído a Borges sobre as maravilhas da vida, que nem com a sua maior ironia ele teria suportado e menos ainda escrito. O suposto poema de Borges, Instantes, segundo esclareceu a viúva do escritor, María Kodama, é de autoria da escritora norte-americana Nadine Stair.

Mais estrondoso ainda foi o falso apócrifo atribuído a Gabriel García Márquez, La Marioneta, com o qual o prêmio Nobel de Literatura colombiano se despedia de seus amigos, após saber que estava com um cancro. “Se por um instante Deus se esqueceu de que sou um marionete de pano e me presenteasse com um pouco mais de vida, aproveitaria esse tempo o mais que pudesse…” diz o texto cuja “autoria” quase matou de verdade García Márquez, como ele mesmo disse ao desmentir que o poema fosse criação sua.

“O que pode me matar é a vergonha de que alguém acredite de verdade que fui eu que escrevi”, disse Gabo.

Muere Lentamente é uma poesia da escritora brasileira Martha Medeiros, autora de numerosos livros e cronista do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, conforme informou à EFE a Fundação Neruda.

Cansada de ver as pessoas a dizer que o poema é do poeta chileno, a própria escritora entrou em contacto com a Fundação Neruda para esclarecer a autoria do texto, pois os versos coincidem em grande parte com o seu texto A Morte Devagar, publicado em 2000, às vésperas do Dia dos Mortos.

Em declarações à EFE, Martha reconhece que não sabe como o poema começou a circular na internet, já que há “muitos textos” seus que estão na rede “como se fossem de outros autores”. “Infelizmente, não há nada a fazer”, acrescenta.

A poeta e romancista brasileira de 47 anos admira profundamente o poeta chileno Pablo Neruda, de quem se declara uma fã, mas prefere que “cada um tenha seu trabalho reconhecido”. No entanto, não perde o sono com essas coisas e assegura que tem “humor suficiente para rir de tudo isso”.

A Fundação concorda com Martha e afirma que pouco pode ser feito para deter esta bola de neve na rede, já que ao fazermos uma busca no Google sobre o poema Muere Lentamente associado ao nome do poeta Pablo Neruda, vão aparecer milhares de referências ao poema associado ao nome do poeta.

Morreu Claude Berri, o “padrinho” do cinema francês

Posted in Cinema on 14 14UTC Janeiro 14UTC 2009 by gm54
O "padrinho" do cinema francês

O "padrinho" do cinema francês

Os jornais do país referem-se-lhe como “o padrinho”, “o chefe da tribo”, “o último nababo” do cinema francês. Claude Berri (1934-2009) morreu segunda-feira num hospital de Paris, onde tinha sido internado na madrugada anterior padecendo de um hematoma craniano – o realizador e produtor tinha já sofrido um AVC em 2006.
Claude Berri desaparece, aos 74 anos, quando nos cinemas corre ainda a sua produção Bem-vindo ao Norte (está também nas salas portuguesas), realizada por Danny Boon, que em França conquistou um êxito de 20 milhões de espectadores.
De enormes êxitos públicos foi feita, aliás, a parte mais notória da sua carreira, tanto de produtor como de realizador. Exemplos mais recentes: as primeiras produções de Astérix e Obélix Contra César (1999) e Missão Cleópatra (2002); e, lá mais para trás, a adaptação ao grande ecrã, com realização sua, de clássicos da literatura francesa, como Germinal (1993), de Émile Zola (com Miou-Miou e Gérard Depardieu), Manon des Sources e Jean de Florette (ambos feitos em 1986, a partir de romances de Marcel Pagnol, e com stars do cinema gaulês, como Yves Montand, Daniel Auteuil, Gérard Depardieu ou Emmanuelle Béart).
A partir de certa altura, Berri parece ter transferido as suas energias mais desafiadoras para o ofício de produtor, cabendo-lhe arriscar em projectos como Je T’Aime Moi Non Plus (1976), de Serge Gainsbourg, Tess (1979), de Roman Polanski, A Rainha Margot (1994), de Patrice Chereau, e os primeiros filmes de Almodóvar, segundo a AFP.
Na sua autobiografia, justifica a sua aventura na realização e, depois, na produção, por achar ter falhado como actor. Nos anos mais recentes, apesar de continuar a investir no cinema, e a realizar ou produzir um filme por ano, Berri virou-se mais para a arte, de que era grande coleccionador, e abriu mesmo uma galeria, com o seu nome, no bairro parisiense do Marais. “Já não sei o que posso aprender com o cinema, mas na pintura aprendo coisas novas todos os dias”, disse em 2003.

A revolução eléctrica do ‘rock’n'roll’ faz 40 anos

Posted in Pop Rock on 14 14UTC Janeiro 14UTC 2009 by gm54

(Ainda) Os mais desejados

(Ainda) Os mais desejados

A 12 de Janeiro de 1969, os Led Zeppelin editavam o seu álbum de estreia. Depois de primeiros concertos que anunciavam uma nova leitura dos “blues”, o disco, homónimo, confirmava as suspeitas. Hoje, 40 anos depois, continuam a cultivar o mesmo título de sempre: os mais desejados.

Apontados como os precursores do “Heavy Metal”

Quando se mostraram ao público pela primeira vez, em 1968, os Led Zeppelin revelavam-se ambiciosos o suficiente para se proporem mudar o percurso da música popular desenhado até então pelos quadrantes guitarra-bateria-baixo-voz. 40 anos após a edição do primeiro álbum, celebrados hoje, a sobranceria transformou-se em realidade evidente, mesmo que o gosto ainda se discuta.
Led Zeppelin, editado a 12 de Janeiro de 1969, foi primeiro fruto de um investimento esforçado e ponto de partida para uma história de sucessos e tragédias milionárias.
Em 1968, e ainda sem disco editado, os Led Zeppelin tinham garantidos 200 mil dólares da americana Atlantic Records. Ahmet Ertegun, apaixonado pela tradição musical americana, reconhecia em Jimmy Page um explorador dos blues, guitarrista inventivo, produtor esclarecido e discípulo do lendário misticismo de Robert Johnson, o bluesman que tinha vendido a alma ao diabo em troca do dote que o tornou mítico.
Page pronunciava-se vítima da separação dos Yardbirds (por onde passaram também Eric Clapton e Jeff Beck) e procurava um novo grupo para fazer desfilar o seu ego consciente. Quis Keith Moon e John Entwistle, ambos dos The Who, como secção rítmica mas a resposta não foi a esperada: um “supergrupo” daquela natureza seria como um dirigível de chumbo (em inglês, lead zeppelin), pronto a despenhar-se – a letra “a” seria excluída do nome para evitar leituras erradas.
Os contactos certos construíram o line up final. No baixo, John Paul Jones, com formação divagante entre Charles Mingus e Rachmaninov, o multi-instrumentista que assinou arranjos para os Rolling Stones ou Donovan. Bateria e voz com John Bonham e Robert Plant, vindos dos Band of Joy e apresentados quase como messias de um novo british blues. Resultado: luta de egos com pouca rivalidade mas boas doses de virtuosismo competitivo, limitado pela referência primeira para cada um: os blues. Este deixou-se rodear de contos britânicos, das mágicas brumas de Avalon e das explícitas referências ao universo criado por Tolkien. Mas foi sempre a personagem principal no enredo assinado pelos Zeppelin.
Ao primeiro álbum, a revolução, mais eléctrica e mais pesada que nunca, da história do rock’n'roll escrito em 12 compassos, ainda que com espaço para as guitarras acústicas e nem sempre (mas quase sempre) cantando as graças abençoadas pela sexualidade. E primeiro passo para a coerente incoerência criativa do grupo, escrevendo e “roubando” (há quem diga que até o fizeram sem aspas) aos standards do Mississippi e ao folclore da velha Albion.
Hoje são vistos como profetas do heavy metal e de quase tudo o que lhes seguiu por entre alguns dos estereótipos da década de 70. Recordes de assistência ao vivo, mais de 300 milhões de discos vendidos e um final sem retorno, ditado pela morte de John Bonham em 1980. Tudo depois do primeiro Led Zeppelin, só depois as lendas de excesso, o mesmo que acompanha os fãs, que continuam a querê-los de volta.

Óscares: Divulgada pré-lista para Melhor Filme Estrangeiro

Posted in Cinema with tags on 14 14UTC Janeiro 14UTC 2009 by gm54
Benoit Pilon

Benoit Pilon

Nove finalistas, de uma lista inicial de 65, foram divulgados pela Academia de Cinema de Hollywood. Os filmes seguem agora para a próxima fase de selecção, que vai escolher os cinco nomeados para Melhor Filme Estrangeiro na 81ª edição dos Oscares, que acontece no dia 22 de Fevereiro.

Os membros do comité vão passar o próximo fim-de-semana a assistir aos nove candidatos e anunciarão, no próximo dia 22 de Janeiro, os cinco nomeados finais à estatueta dourada.

Segue a lista dos nove finalistas:

Áustria: «Revanche», de Gotz Spielmann
Canadá: «The Necessities of Life», de Benoit Pilon
França: «The Class», de Laurent Cantet
Alemanha: «The Baader Meinhof Complex», de Uli Edel
Israel: «Valsa com Bashir», de Ari Folman
Japão: «Departures», de Vojiro Takita
México: «Arrancáme la Vida», de Roberto Sneider
Suécia: «Everlasting Moments», de Jan Troell
Turquia: «3 Macacos», de Nuri Bilge Ceylan

Casa Branca: troca de guarda

Posted in Política with tags , on 14 14UTC Janeiro 14UTC 2009 by gm54

bushc2A imagem acima ilustra a troca de chefia que se aproxima na Casa Branca, sede do governo americano. Um membro da atual equipe de governo retira do edifício um retrato do atual presidente, George W. Bush. Na próxima terça-feira, Barack Obama assume o posto, como 44º presidente americano.

Filme indiano pode levar Oscar

Posted in Cinema with tags on 14 14UTC Janeiro 14UTC 2009 by gm54

Danny Boyle

Danny Boyle

As quatro premiações do filme Slumdog Millionaire na 66ª edição do Globo de Ouro, no domingo, o tornaram um forte candidato a levar o Oscar, em fevereiro. A produção venceu na categoria Melhor Drama com a história de um jovem da periferia em busca do amor e prestes a se tornar milionário em um programa de televisão.

Ambientado em Mumbai, na Índia, o filme tem como director o britânico Danny Boyle, além de um orçamento de 14 milhões de dólares, valor considerado alto. A produção é considerada realista por retratar a esperança num cenário de pobreza – na Índia, aproximadamente 400 milhões de pessoas vivem com menos de 1 dólar por dia (26,00 meticais).

Elton John anima o público e até faz a chuva parar em São Paulo, Brasil

Posted in Word Music with tags on 18 18UTC Janeiro 18UTC 2009 by gm54

Elton John faz acrobacia no piano no show de Anhebi

Elton John faz acrobacia no piano no show de Anhebi

De fato preto com bordados coloridos sobre uma camisa amarela e óculos lilás, sentou-se ao piano para tocar Funeral for a Friend/Love Lies.

Só ao fim da segunda música, Bitch Is Back, cumprimentou o público de maneira polida e disse estar feliz por voltar, este sábado, 17, a se apresentar no Brasil depois de 14 anos.

Barack Obama falou da América para o mundo (*)

Posted in Política Internacional with tags , on 22 22UTC Janeiro 22UTC 2009 by gm54

Discurso dirigido para a América e para o mundo

Discurso dirigido para a América e para o mundo

O discurso de tomada de posse de Barack Obama não foi uma peça de oratória brilhante, iluminada, como algum romantismo poderia desejar, mas cumpriu com o que, realisticamente, se devia esperar: palavras fortes, ideias claras, uma comunicação da nova era global dirigida da América para o mundo.

Em cerca de 20 minutos, o 44. º Presidente dos Estados Unidos bateu substantivamente em todas as áreas delicadas deste seu princípio de mandado, internas e externas.

Obama falou com a dimensão que as suas origens lhe permitem e com o modernismo que lhe está associado. Foi religiosamente pluralista, aludindo às várias crenças americanas (cristãos, muçulmanos, judeus e hindus); mostrou as preocupações ambientais e energéticas que dominam a actualidade (pedindo as apostas no uso da energia do sol, do mar e do vento); e, sobretudo, insistiu no diálogo com todos os países democráticos e pacíficos para se encontrarem soluções globais para problemas globais, entre eles os da segurança e os da fome.

Após as promessas de campanha, foi também notório que o novo Presidente quis desfazer algumas das ilusões que existiam em seu redor, porque está consciente da dura realidade que o espera perante a mais grave crise económico-financeira dos últimos 80 anos e sabe que os Estados Unidos já não são o único país que reboca o mundo.

Durante o discurso viu-se igualmente um líder que apostou em pequenos sinais para mostrar quem é e o que quer ser. O Presidente da era tecnológica, de PDA na mão, que vai construir o futuro a partir do seu passado, quando o pai não conseguia entrar em alguns restaurantes. Dessa preocupação com os sinais nasceu a escolha de uma cubana para estilista da mulher e a selecção dos dois momentos musicais da tarde, com Aretha Franklin, a voz da soul, símbolo da América negra, e uma orquestra mista com uma hispânica ao piano, um asiático no violoncelo, um negro no clarinete e um judeu no violino.

A essência do discurso mostrou um Obama realista, que não assume sozinho a responsabilidade de resolver todos os problemas actuais. Fazendo uma reinterpretação da frase mítica de John F. Kennedy — “não perguntem o que o vosso país pode fazer por vocês; perguntem o que podem fazer pelo vosso país” -, apelou à cidadania e à mobilização de todos como única forma de restabelecer a confiança na economia e no sistema financeiro, assumindo que é preciso a consciência de estarmos a viver uma nova era. O mundo mudou e é preciso que todos repensem o seu papel de cidadãos livres.

O novo Presidente americano pode, ainda, sentir-se orgulhoso da participação que conseguiu incutir aos seus compatriotas. Washington assistiu ontem ao terceiro maior movimento de massas expontâneo da história moderna com mais de um milhão de pessoas. De semelhante, antes, só a confraternização dos cidadãos das duas Alemanhas logo após a queda do muro de Berlim e a mobilização, apesar dos riscos, dos timorenses para o referendo.

O discurso, tudo somado, esteve à altura do momento histórico que estamos a viver. Teve esperança, mas não vendeu ilusões, que seriam tão desnecessárias quanto absurdas. E algumas das suas palavras, sobretudo as dedicadas à participação dos cidadãos no afrontar dos problemas, são válidas e oportunas em todos os cantos do mundo.

(*) Editorial do Diário de Notícias, 21/01/09

Com Obama, surge a Casa Branca 2.0

Posted in Novas tecnologias, Política Internacional with tags , on 22 22UTC Janeiro 22UTC 2009 by gm54

uma presidência aberta e participativa

Obama: uma presidência aberta e participativa

Na internet, a transição para a gestão de Barack Obama aconteceu em tempo real. Poucos instantes após o fim do juramento de Barack Obama, o site da Casa Branca já estava sob nova direção. Agora, o Executivo americano tem um blog no qual serão publicadas notícias e outras informações sobre o governo. Obama também disponibilizará no site um videocast semanal aos sábados para se comunicar com os americanos.

Entre outras mudanças, saíram os perfis de George W. Bush, Laura, Barney (o cão do ex-presidente), Dick e Linn Cheney, e entraram os de Obama, a primeira-dama, Michelle, do vice-presidente Joe Biden, e da sua esposa, Jill.

O site também ganhou quatro destaques em flash na parte principal. A secção com a história dos presidentes americanos e com curiosidades da Casa Branca foi reformulada e ganhou mais navegabilidade. A íntegra e o vídeo do discurso de posse já foram disponibilizados no site. Todo o programa do governo de Obama também está disponível na rede.

Segundo Macon Philips, director de novas mídias para a Casa Branca, e um dos “blogueiros” oficiais do site, Obama pretende conectar-se com o mundo e com os EUA por meio do portal. O americano poderá informar-se sobre as principais decisões do governo por meio do RSS do blog e receber alertas por e-mail.

“O presidente Obama está comprometido a tornar a administração mais aberta e transparente da história”, postou Phillips. Os internautas também podem participar mandando sugestões e trabalhando em conjunto para inserir novas funcionalidades ao site.

Internet e a campanha

A relação de Obama com a internet foi um dos factores decisivos para o sucesso da sua campanha. O democrata usou os repositórios de vídeos, como o You Tube, de fotos, como o Flickr, e sites de relacionamento, como o My Space, como ferramenta para arregimentar seguidores e doações.

Em parte graças a isso, o democrata bateu todos os recordes de financiamento de campanha. Obama arrecadou 742 milhões de dólares, segundo o Center for Responsive Politics, uma ONG americana que fiscaliza o custo das campanhas eleitorais. Pelo menos 54% deste dinheiro veio de doações menores de 200 dolares, geralmente feitas pela internet

Blackberry

Obama também é viciado em tecnologia. O seu parceiro inseparável durante a campanha foi um celular Blackberry, com o qual disparava e-mails para contactos importantes. Agora presidente, ele terá de se afastar do companheiro. Embora possa manter arquivos sobre a sua vida privada, a lei americana é bastante restrita sobre informações confidenciais. Assim, Obama deu adeus ao seu gadget favorito.

Stewart na Festival de Jazz da cidade do Cabo

Posted in Uncategorized with tags on 22 22UTC Janeiro 22UTC 2009 by gm54

"Nkuvu" na cidade do Cabo

"Nkuvu" na cidade do Cabo

O compositor e intérprete moçambicano, Stewart Sukuma, vai actuar na próxima edição do Festival Internacional de Jazz da Cidade do Cabo, que anualmente se realiza no último fim de semana de março naquela cidade sul-africana.

Os organizadores do evento, a crer no jornal “Notícias” da capital moçambicana, terão visto em Stewart um músico de grandeza suficiente para tomar parte num evento daquela envergadura, onde também desfilam nomes destacados do jazz internacional – e de ritmos enquadráveis, como os explorados pelo músico moçambicano.

Os produtores do festival do Cabo apreciaram também a performance de Stewart Sukuma durante a primeira edição do Moçambique Jazz Festival, realizado no ano passado na cidade da Matola, arredores da capital moçambicana.

Em 2008, Stewart fez vários espectáculos, na maioria virados para a promoção do seu disco “Nkuvu”, editado em 2007.

Num nível mais particular, 2008 foi fabuloso para Stewart porque foi capaz de concentrar em si toda a popularidade que podia ser dedicada a um só músico. A sua cação “Fesliminha”, do disco “Nkuvu”, destacou-se como a mais preferida dos ouvintes da Rádio Moçambique, que a escolheram para o prêmio Canção Mais Popular do ano no Top Ngoma, a principal parada musical do país.

Estação central dos CFM sétima mais bela do mundo

Posted in Uncategorized with tags , on 22 22UTC Janeiro 22UTC 2009 by gm54

O centenário será no próximo ano

O centenário será no próximo ano

A estação central dos Caminhos de Ferro de Moçambique, na cidade de Maputo (capital do país), foi escolhida pela prestigiada revista norte-americana “Newsweek” como a sétima mais bela do mundo, num “ranking” que incluiu todas as infra-estruturas do género em todo o mundo, das mais “modestas” às mais famosas.

A pesquisa da “Newsweek” tomou em consideração o traçado arquitectónico e o seu nível de conservação, algo que, no caso da imponente obra, casa a história com o empenho da instituição que a tutela, a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, em conservá-la.

A estação ferroviária de Maputo é uma obra secular concebida pelo arquitecto francês Gustave Eiffel, célebre por ser o criador de várias obras no mundo e que têm como traço comum o uso do ferro na sua execução. O seu nome ficou eternizado – e projectado – pela famosa torre parisiense que leva o seu nome.

Em Moçambique, as obras de Gustave Eiffel não se ficam pela estação ferroviário que é também património da cidade de Maputo. Foi o francês que concebeu também a Casa de Ferro, implantada nas proximidades do jardim botânico Tunduru e em que funciona hoje uma direcção do Ministério da Cultura.

A estação central dos Caminhos de Ferro foi inaugurada em março de 1910, dois anos depois do início da sua construção. Contudo, a imponência com que se lhe conhece hoje só se verificaria a partir de 1916.

Hoje, para além de estação ferroviária por onde passam milhares de passageiros e mercadorias de e para Maputo (também para os vizinhos Zimbabwe e Africa do Sul), é também um local de cultura. Nela, vários eventos de carácter cultural e artístico têm sido promovidos, ao mesmo tempo que a empresa que a tutela (CFM) agenda implantar nela um museu ferroviário.

A mais bela estação ferroviária do mundo é, segundo a revista Newsweek”, a londrina de St. Pancras, seguida pela nova-iorquina Grand Central Terminal.

Obama vai manter o BlackBerry mas deverá ser um dispositivo “blindado”

Posted in Política Internacional with tags on 23 23UTC Janeiro 23UTC 2009 by gm54

Barack Obama, fã do Blackberry

Barack Obama, fã do Blackberry

Para a maioria das pessoas, manter o dispositivo electrónico de bolso que adora só tem um segredo: estimá-lo. Mas para o Presidente norte-americano Barack Obama, a questão é muito mais complicada. Obama é fã do BlackBerry, que mistura as funções de telemóvel com as de um computador. Usou-o durante toda a campanha, mas as preocupações relacionadas com a segurança são mais do que muitas. O seu porta-voz, Robert Gibbs, anunciou que irá mantê-lo, mas que apenas o poderá usar para contactar com alguns dos principais colaboradores e amigos.

O ex-Presidente George W. Bush foi impedido de usar correio electrónico e o antecessor Bill Clinton só o fez duas vezes, uma para verificar o sistema e outra para saudar o astronauta veterano John Glenn, antes da sua viagem de regresso ao espaço, em 1998, na primeira missão para a construção da Estação Espacial Internacional. E essa parcimónia no uso dos telemóveis não foi opção dos presidentes. Temia-se, como agora, que as mensagens fossem captadas por piratas informáticos e aparecessem depois nas televisões ou nos jornais. No caso do BlackBerry, uma das preocupações é que “hackers” astutos consigam detectar, através do sistema GPS, qual é a localização do Presidente, com poucos metros de margem de erro.

Obama já dera a entender que teriam de lhe tirar o BlackBerry das mãos e que queria estar em contacto com a América para lá da Casa Branca. “Se eu fizer qualquer coisa idiota, quero que alguém em Chicago me possa enviar um e-mail a perguntar: o que é que está a fazer?”, chegou a dizer.

Agora soube-se que o pedido de Obama foi atendido. No site da revista “The Atlantic”, Marc Ambider já tinha noticiado, num artigo que depois foi citado pela CNN, que a Agência Nacional de Segurança (NSA) norte-americana aprovara um dispositivo portátil com fortes capacidades de cifragem que Obama poderia usar. É o Sectera Edge, da General Dynamics, que permite comunicações de voz cifradas e custa 3.350 dólares. Mas quanto ao uso de mensagens instantâneas, por exemplo, a reposta é “nem pensar”.

O site da Casa Branca mudou logo a seguir à tomada de posse, mas quem lá irá trabalhar deparou-se com vários problemas tecnológicos. “Linhas telefónicas desligadas, ‘software’ desactualizado e regulamentação de segurança a proibir contas de e-mail externas”, descreveu o “Washington Post”. O porta-voz de Obama, Bill Burton, disse mesmo que “foi como passar da [consola de jogos] Xbox para [um velho computador] Atari”. No site não foi actualizada, nas primeiras horas, a informação sobre o primeiro dia de Obama na presidência, adiantou o Post. “Ninguém pôde explicar o problema, mas prometeram que será resolvido”.

Ledger pode levar Oscar póstumo; veja todos os indicados

Posted in Óscares with tags , , on 23 23UTC Janeiro 23UTC 2009 by gm54

Oscar - 22 de fevereiro, o dia D

Oscar - 22 de fevereiro, o dia D

O Oscar será entregue em 22 de fevereiro, em cerimônia que será apresentada pelo actor Hugh Jackman, uma alteração importante, pois a festa sempre teve no comando um comediante.

O Curioso Caso de Benjamin Button é o grande favorito, liderando a lista dos indicados da Academia com 13 indicações, incluindo a de melhor filme. Rendeu ainda uma indicação a Brad Pitt como melhor actor, a Taraji P. Henson como coadjuvante e a David Fincher de melhor director.  O filme chega perto de outros recordistas de indicações: All About Eve, de Joseph L. Mankiewicz, com Bette Davis, que em 1951 ganhou cinco estatuetas, mas teve 14 indicações, mesmo número obtido por Titanic, de James Cameron, em 1997, quando levou 11 prêmios.

Outro favorito desta 81.ª edição do Oscar é Quem Quer Ser um Milionário?, o filme vencedor de quatro Globos de Ouro, incluindo o de melhor filme. Foi indicado em nove categorias e ainda disputa com duas composições na categoria de melhor canção: ‘Jai Ho’ e ‘O Saya’.  Com oito indicações aparecem Milk – A Voz da Liberdade e Batman – O Cavalheiro das Trevas, enquanto O Leitor e A Dúvida, ficaram com cinco cada um. Todos estão indicados na categoria melhor filme, incluindo ainda Froost/Nixon.

A primeira categoria anunciada foi a de melhor actriz coadjuvante. Sem surpresas, entra na disputa a actriz espanhola Penélope Cruz, por Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen. É a segunda indicação da actriz ao Oscar, que disputou como melhor actriz com Volver, de Almodóvar, em 2006. As outras concorrentes da categoria são Viola Davis(A Dúvida), Taraji P. Henson (O Curioso Caso de Benjamin Button), Amy Adams (A Dúvida) e Marisa Tomei (O Lutador).

Meryl Streep, a recordista de indicações, vai subir ao palco da cerimônia do Oscar pela 15.ª vez, pelo seu desempenho em A Dúvida, que promete ser um show de interpretação, pois também rendeu uma indicação de melhor actor coadjuvante a Philip Seymour Hoffman e de melhor actriz coadjuvante a duas actrizes do filme: Amy Adams e Viola Davis. Meryl concorre na categoria de melhor actriz com Angelina Jolie (A Troca),  Anne Hathaway (O Casamento de Rachel), Melissa Leo (Frozen River) e Kate Winslet, a vencedora do Globo de Ouro por seu papel no filme O Leitor .

O actor Heath Ledger poderá ganhar o primeiro Oscar póstumo da história do prêmio, pela sua interpretação do vilão Coringa, de Batman – O Cavalheiro das Trevas. Hoje, 22, faz um ano que o australiano Ledger, de 28 anos, foi encontrado morto no seu quarto por uma overdose de remédios. Ledger foi indicado ao Oscar em 2006 pelo seu papel de destaque como o caubói gay em O Segredo de Brokeback Mountain, de Ang Lee. Perdeu para Philip Seymour Hoffman, vencedor por Capote. Hoffman concorre este ano com Ledger na categoria de melhor actor coadjuvante pelo filme A Dúvida. Também concorrem nesta categoria os actores Robert Downey Jr. (Trovão Tropical), Josh Brolin (Milk) e Michael Shannon (Foi Apenas um Sonho).

O troféu de melhor actor será disputado por Brad Pitt (O Curioso Caso de Benjamin Button), Richard Jenkis (The Vistor), Frank Langella (Frost/Nixon), Sean Penn (Milk – A Voz da Liberdade) e Mickey Rourke (O Lutador).

U2 apresenta capa e faixas do novo CD

Posted in Word Music with tags , on 23 23UTC Janeiro 23UTC 2009 by gm54

U2 - encontro entre o mar e o horizonte

U2 - encontro entre o mar e o horizonte

O U2 divulgou nesta sexta-feira o nome das músicas e a capa (foto) do seu novo álbum, No Line on The Horizon, que chega às lojas no início de março. O primeiro single Get Your Boots On será lançado em formato digital no dia 15 de fevereiro - as demais canções, no dia 16. A capa foi feita pelo artista e fotógrafo japonês Hiroshio Sugimoto e traz a imagem do encontro do mar com o horizonte. A produção, que tem  11 faixas, foi gravada no Marrocos, Alemanha, Estados Unidos e Inglaterra.

No Line on The Horizon será lançado em cinco formatos, que variam desde o mais simples – CD e um encarte com 24 páginas – até o mais sofisticado, que conta com uma caixa com o CD, DVD com o filme Linear, assinado pelo fotógrafo e cineasta Anton Corbijn, livro de 64 páginas e pôster. Em entrevista à revista americana Rolling Stone, o vocalista Bono disse que as músicas foram inspiradas nos recentes acontecimentos do mundo, caso da faixa Cedars of Lebanon – que fala sobre um correspondente de guerra.

Quincy Jones: coluna no Nwe York Times

Posted in Jornais, Word Music with tags , on 23 23UTC Janeiro 23UTC 2009 by gm54

E a música?

E a música?

O compositor e produtor Quincy Jones, de 75 anos, estreou nesta segunda-feira uma coluna no jornal americano New York Times, falando sobre suas expectativas em relação ao governo de Barack Obama – que assumiu a presidência americana dia 20, terça-feira. Jones não é o primeiro personagem do universo da música a arriscar-se pelas páginas do mais importante jornal do mundo: recentemente, Bono, líder da banda irlandesa U2, passou a assinar uma coluna para a publicação.

A decisão de convidar famosos para escrever colunas opinativas para o jornal pretende atrair mais leitores para o New York Times, revertendo as perdas provocadas pela diminuição da receita publicitária. Os responsáveis pelo jornal acreditam que ícones como Jones e Bono têm perspectivas de vida que farão com que a leitura das suas colunas seja uma óptima experiência.

Roberto e Caetano: o Show pode parar

Posted in Uncategorized with tags , , on 23 23UTC Janeiro 23UTC 2009 by gm54

Nem o prestigio valeu-lhes

Nem o prestígio valeu-lhes

Os produtores de Roberto Carlos e Caetano Veloso bateram em várias portas, mas afinal acabaram por desistir: não haverá mesmo temporada popular do show de Bossa Nova da dupla - o mesmo espectáculo apresentado no Rio de Janeiro e em São Paulo em setembro e que virou CD e DVD.

Nem para o prestígio de Roberto e Caetano os patrocinadores abriram os seus cofres… Está feia a coisa na área de shows.

Agora, Roberto Carlos concentra seus esforços para viabilizar patrocpinios para as comemorações, que começam em abril, dos seus 50 anos de carreira.

Poema declamado na cerimónia de Obama tornou-se “best-seller”

Posted in Literatura with tags , , on 24 24UTC Janeiro 24UTC 2009 by gm54

Nem todos apreciaram o poema

Nem todos apreciaram o poema

Elizabeth Alexander foi uma das pessoas escolhidas para subir ao palco durante a cerimónia de inauguração de Barack Obama. A professora de Estudos Afro-Americanos na Universidade de Yale e amiga de Obama declamou o poema “Praise Song for the Day” para milhões de pessoas que assistiram à cerimónia em todo o mundo. Apesar de “Praise Song for the Day” apenas ser publicado dia 6 de Fevereiro, as vendas deste poema e do seu livro de 2005, “American Sublime”, subiram em flecha e ocupam agora o primeiro e terceiro lugar de mais vendidos na livraria online “Amazon”.

A poeta americana é a quarta a ser escolhida para participar numa cerimónia de inauguração americana, quinta se contarmos com a participação de James Dickey na gala de inauguração do presidente Jimmy Carter, mas não na inauguração em si, refere o “New York Times”. O Presidente Clinton foi honrado pelos poetas Miller Williams e Maya Angelou nas tomadas de posse dos seus dois mandatos e Robert Frost declamou um poema para o Presidente Kennedy.

Apesar do sucesso de vendas, “Praise Song for the Day” não foi apreciado por todos. Adam Kirsch, do jornal “The New Republic”, considerou o poema demasiado “burocrático” para uma situação que era, por si própria, poética. Já,David L Ulin do “Los Angeles Times” considerou que o poema não chegava “ao nível” dos que o antecederam. Miller Williams, cujo poema “Of History and Hope” fez parte da segunda tomada de posse de Clinton em 1997, comentou à Associated Press que não fazia críticas ao poema, mas achava que Elizabeth Alexander poderia ter feito algo que mostrasse que o poema tinha acabado. Se tivesse a oportunidade de a aconselhar, teria dito para “levantar a voz no final” e dizer um “obrigado” quando terminasse, acrescentou.

 

 

Fidel começa a preparar cubanos para a sua morte

Posted in Política Internacional with tags , on 24 24UTC Janeiro 24UTC 2009 by gm54

 

Fidel e a Presidente da Argentina, Cristina Kriscner

Fidel e a Presidente da Argentina, Cristina Kriscner

Fidel Castro referiu-se ontem pela primeira vez à sua morte iminente, escrevendo que nenhum elemento do “Partido e do Estado” se deve “sentir obrigado pelas minhas eventuais reflexões, pela minha doença ou morte”.

Num comentário à tomada de posse de Barack Obama, Fidel dedica três dos sete parágrafos do texto a considerações que indiciam o seu fim próximo. “Reduzi as Reflexões como decidira, a fim de não interferir nem estorvar os companheiros do Partido e do Estado nas decisões constantes que devem tomar face às dificuldades objectivas resultantes da crise económica mundial. Eu estou bem, mas insisto que nenhum deles se deve sentir obrigado pelas minhas eventuais reflexões, pelo agravamento do meu estado de saúde ou a minha morte”, refere ao introduzir este tema, após algumas considerações sobre Obama.

O texto, anunciado na primeira página do órgão do PC cubano, Granma, e reproduzido na página dois do jornal, prossegue em mais dois parágrafos em que se torna claro o anúncio aos cubanos da sua morte.”Estou a rever os discursos e textos que elaborei ao longo de mais de meio século. (…) Continuo a estar informado e medito tranquilamente sobre os acontecimentos. Espero não desfrutar deste privilégio dentro de quatro anos, quando terminar o primeiro mandato presidencial de Obama” – é neste tom que Fidel termina as suas reflexões.

Desde que o antigo presidente cubano abandonou o poder, em Julho de 2006, para ser submetido a uma intervenção cirúrgica, não voltou a ser visto em público. Apenas são divulgadas fotografias suas, em regra na presença de dirigentes estrangeiros, como sucedeu ontem em que Fidel é mostrado ao lado de Cristina Kirchner, imagem não divulgada em Cuba.

O texto de Fidel principia com considerações sobre o “11.º presidente dos EUA desde o triunfo da Revolução Cubana, em Janeiro de 1959″. Para Fidel, Obama possui “um rosto inteligente e nobre”, que passou já diversas provas. O antigo líder cubano duvida, contudo, que o novo Presidente americano seja capaz de “superar as insolúveis contradições antagónicas do sistema”, expressão com que pretende caracterizar em tom negativo o sistema político-económico dos EUA.

Antes de abordar a sua situação pessoal, Fidel conclui as considerações sobre Obama, escrevendo que, “sob inspiração de Abraham Lincoln e Martin Luther King”, o novo Presidente soube tornar-se um “símbolo vivo do sonho americano”.

Um novo Tio Sam

Posted in Política Internacional with tags , on 24 24UTC Janeiro 24UTC 2009 by gm54

Figura de Obama espalhou-se com a mesma força do mitico Tio Sam

Figura de Obama espalhou-se com a mesma força do mítico Tio Sam

Sem ter saído do imaginário hollywoodesco nem se limitar ao país que esculpiu quatro rostos de presidentes no monte Rushmore, esta actual obamania, que já deu volta ao globo, só se pode comparar ao universo que criou ícones americanos como Marilyn e Madonna, Sinatra e Elvis, Charlot e Mickey

E, de súbito, com a força universal da capa de um disco de Dylan ou de Madonna, de um poster de Marilyn ou de James Dean, de uma BD do Batman ou do Charlie Brown, um novo rosto encheu todas as pupilas, da América Central ao Extremo Oriente, do Norte da Europa ao Sul da África, multiplicado em pins de propaganda e moedas comemorativas, como figura de cera nos museus da Madame Tussaud ou modelo do boneco Action-Man. A tão falada obamania parece ter ultrapassado tudo o que antigamente era previsível, com o novo líder americano, antes ainda de prestar juramento, a surgir no planeta como se fosse o sucessor dessa galeria de ícones que os States impuseram ao mundo: John Wayne e Marlon Brando, Muhammad Ali e Michael Jordan, Frank Sinatra e Elvis Presley, Charlie Chaplin e Woody Allen, o rato Mickey e o leão da MGM, a Estátua da Liberdade e a garrafa de Coca-Cola. Mas com a diferença de não se tratar agora de uma imagem saída do imaginário hollywoodesco, da cultura pop, do lado frívolo da vida. Não seria de espantar se o culto se resumisse a uma espécie de aclamação interna num país em que Gutzon Borglum moldou numa montanha do Dakota do Sul, o agora famoso Monte Rushmore, os rostos de Washington, Jef-ferson, Theodore Roosevelt e Lincoln. O que se estranha é que a figura de Barack Obama se tenha espalhado com a força do mítico Tio Sam, esse velho de barba branca, cartola de listas azuis e vermelhas e faixa com estrelas, casaca e calças também com as cores da bandeira The Stars and Stripes. Mas, ao contrário da versão mais celebrizada do Uncle Sam, desenhada por James Flagg em 1917 para o recrut amento de soldados para a Primeira Guerra Mundial, o novo Presidente americano não é representado com cara zangada nem de dedo imperativo em riste. Pelo contrário: tem sempre um sorriso simpático e um aspecto afável. E a dúvida deste tempo é se esta imagem serena se fixará assim no imaginário da História, como as ilustrações de Norman Rockweel, as telas de Edward Hop-per, as serigrafias de Andy Warhol. Ou, pelo contrário, o cartaz de Shepard Fairey dentro em breve terá acrescentado um bigode à Hitler e a efígie de Obama será queimada em manifestações anti–americanas.

 

Obama escolhe canal árabe para 1ª entrevista na televisão

Posted in Imprensa, Política Internacional with tags on 27 27UTC Janeiro 27UTC 2009 by gm54

Os americanos não são inimigos dos muçulmanos

Obama: Os americanos não são inimigos dos muçulmanos

Num sinal do seu desejo de reparar os danos causados por George W. Bush na diplomacia dos EUA, o presidente Barack Obama optou por dar a sua primeira entrevista televisionada como mandatário para um canal de televisão árabe.

Em declarações à al-Arabiya, de Dubai, Obama afirmou que EUA cometem erros algumas vezes, mas ressaltou que a sua administração pretende ter uma aproximação mais diplomática do que o seu antecessor e reiterou que ao mundo muçulmano que “os americanos não são seus inimigos”

O presidente reiterou o compromisso dos EUA com Israel como aliado, e o seu direito de defesa; mas sugeriu que os israelitas devem tomar decisões duras e que o seu governo pressionará para que isso seja feito. “Não podemos dizer nem aos israelitas ou aos palestinos o que é melhor para eles. Eles terão que tomar algumas decisões. Mas acredito que é o momento oportuno para que ambos se deem conta de que o caminho em que estão não levará à prosperidade e à segurança para seu povo”. Obama acrescentou: “há israelitas que reconhecem que é importante alcançar a paz. Eles estão dispostos a fazer sacrifícios se o momento for adequado e existir uma colaboração séria da outra parte”.

Mundo muçulmano

Obama renovou o seu apelo durante a entrevista, ressaltando que viveu na Indonésia por muitos anos – o maior país de população muçulmana – e afirmou que as suas viagens aos países islâmicos o convenceram de que, apesar da fé, as pessoas têm esperanças e sonhos em comum. “O meu trabalho com o mundo muçulmano é comunicar que os americanos não são seus inimigos. Nós cometemos erros algumas vezes. Nós não temos sido perfeitos”, afirmou.

Durante a entrevista, o presidente dos Estados Unidos ainda afirmou que o Irão “agiu de um modo que não conduz à paz e à prosperidade da região”, mas não descartou a hipótese de dialogar com o país. “As suas ameaças contra Israel, a sua busca por uma arma nuclear e o seu apoio a organizações terroristas, nada disso ajudou”, disse. “Mas eu acho que é importante que estejamos abertos para negociar com o Irão, para expressar de maneira clara nossas diferenças e descobrir os potenciais caminhos para o progresso. (…). Como eu disse no meu discurso de posse, se os países como o Irão quiserem abrir os seus punhos, encontrarão a nossa mão estendida”, afirmou o presidente.

Yusuf Islam grava canção em benefício a vítimas em Gaza

Posted in Word Music with tags , , on 27 27UTC Janeiro 27UTC 2009 by gm54

Yussuf Islam, o legado do amor e da paz para o Médio Oriente

Yussuf Islam, o legado do amor e da paz para o Médio Oriente

O cantor britânico Yusuf Islam lançou na segunda-feira uma canção criada para fins beneficentes e cuja receita será doada a uma agência das Nações Unidas que ajuda refugiados na Faixa de Gaza.

O cantor, que mudou seu nome original, Cat Stevens, para Yusuf Islam quando tornou-se muçulmano, vai doar o dinheiro obtido com “The Day the World gets Round” à UNRWA, a agência das Nações Unidas de assistência aos refugiados palestinos, e à organização Save the Children, para ajudar famílias na Faixa de Gaza, anunciou a UNRWA em comunicado.

Gravada originalmente pelo falecido ex-beatle George Harrison, a canção tem Islam nos vocais e Klaus Voorman, conhecido por muitos como o “quinto beatle”, no baixo.

Islam disse que espera que a música “ajude a lembrar às pessoas do imenso legado de amor, paz e felicidade que podemos compartilhar quando reflectimos sobre as guerras e os preconceitos inúteis da humanidade e começamos a mudar nossos hábitos tolos”.

A agência da ONU também está exercendo papel de liderança nos esforços de recuperação depois da guerra, além de fornecer educação, atendimento de saúde e serviços sociais. Isso inclui escolas para mais de 196 mil crianças e assistência alimentar a mais de 750 mil refugiados.

A canção está disponível para download no endereço http://www.jamalrecords.com/cgi-bin/commerce.cgi?display=home.

Yusuf Islam grava canção em benefício a vítimas em Gaza

Posted in Word Music with tags on 27 27UTC Janeiro 27UTC 2009 by gm54

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Fim da linha para o autor que fez um Coelho corer

Posted in Literatura with tags on 28 28UTC Janeiro 28UTC 2009 by gm54

Uma das escritas que melhor descreveram a America

Uma das escritas que melhor descreveram a America

O escritor John Updike faleceu ontem aos 76 anos. Acusado de racista, misógino e pró-sistema no pós-guerra do Vietname, o autor fecha mais um capítulo dos grandes criadores norte-americanos do século XX. Ganhou dois Pulitzer e seduziu milhões de leitores com narrativas sobre sexo, religião e arte.

Gostava de escrever para as clássicas revistas literárias como a The New Yorker e a The New York Review of Books mas, ontem, foi no mundo virtual que a biografia de John Updike foi actualizada quase imediatamente ao ser-lhe acrescentada à data 18 de Março de 1932 aquela que ainda faltava: 27 de Janeiro de 2009. A notícia da morte de um dos mais prolixos escritores norte-americanos não foi inesperada porque era conhecida a sua luta de há algum tempo contra um cancro de pulmão.

Com o anúncio da morte de John Updike cala-se uma das escritas que melhor descreveram a América durante o século XX e que fazia questão de afirmar abertamente que se posicionava ao centro nas questões que afligiram o cidadão médio do seu país. “Gosto de estar ao meio, é aí que os extremos se anulam e onde a ambiguidade não governa”, dizia quando o questionavam sobre os assuntos que mais dividiram o seu tempo.

John Updike utilizou várias expressões literárias. Foi romancista, novelista, ensaísta, autor infantil e poeta. Apesar de ser escritor não deixou de se pronunciar sobre as obras de outros autores ao longo de uma carreira que também se ocupou da crítica literária. A atestar a sua originalidade está o facto de ser dos poucos que bisou o Prémio Pulitzer e o National Book Awards mas, apesar da uma extensa produção, John Updike não se livrou da forte marca da sua série protagonizada pelo senhor Harold “Rabitt” Angstrom e foram os títulos com o “Coelho” que o popularizaram em todo o mundo.

Os romances sobre este Coelho incorporavam as dúvidas que o próprio, na sua autobiografia, referia como sendo as mais importantes para o ser humano: a arte, a religião e o sexo. Nesse quarteto iniciado com Corre, Coelho (Rabbit, Run), Updike fez o retrato do percurso de um homem ao radiografar as tradicionais situações do emprego, do casamento, dos casos extraconjugais, dos pequenos sucessos de uma vida e, finalmente, da morte.

Antes de chegar o reconhecimento mundial com esta série, o escritor publicou pela primeira vez, em 1959, o título The Poorhouse Fair. Depois, a vida nos subúrbios americanos, os efeitos da Depressão económica, a herança moral da II Guerra Mundial dominaram a sua obra. Os conflitos sociais originados com a guerra do Vietname, as lutas dos estudantes, a emancipação das mulheres e os direitos dos negros encaixaram-no no sistema e foi violentamente criticado por ser “racista” e “misógino”. Antes de se dedicar à escrita, profissão em que jurou escrever todos os anos um livro, John Updike foi jornalista. Tinha 76 anos.

“Thriller” irá aterrorizar a Broadway

Posted in Word Music with tags on 28 28UTC Janeiro 28UTC 2009 by gm54
Michael Jackson ajudara a producao do novo musical

Michael Jackson ajudara a producao do novo musical

Um musical baseado no vídeo de “Thriller” vai estrear na Broadway em Nova Iorque, revelou James L. Nederlander, proprietário de nove teatros da Broadway, à BBC. O projecto contará com a ajuda de Michael Jackson, que irá participar em “todos os aspectos do processo criativo”. O musical da Broadway não é o primeiro a inspirar-se no êxito de 1983, já que estreou em Janeiro, em Londres, o musical “Thriller Live”.

O vídeo de “Thriller”, onde Jackson se transforma em lobisomem e dança com um grupo de zombies, foi lançado em 1983. Passou a ser um dos marcos históricos da produção de videoclips e um ícone dos anos 80. O realizador foi John Landis.

Apesar de nenhuns pormenores sobre o espectáculo da Broadway terem sido revelados, deverá incluir canções dos álbuns de Jackson “Off the Wall”, de 1979, e “Thriller”, de 1982, revelou a BBC.

Manu Dibango vai processar Michael Jackson e Rihana

Posted in Word Music with tags , , on 4 04UTC Fevereiro 04UTC 2009 by gm54

"A César o que é de César"

"A César o que é de César"

O músico camaronês Manu Dibango entrou com um processo nesta terça-feira, 3, contra as gravadoras dos cantores Michael Jackson e Rihanna, num tribunal de Paris, pelo uso indevido de uma das suas canções.

A sentença será divulgada no dia 17 de fevereiro.

Nos anos 80, Michael Jackson incluiu no seu álbum “Thriller” a canção “Wanna be Startin’ Something”, que possui um fragmento de “Soul Makossa”, de Manu Dibango. Na época, ele denunciou o cantor americano e o assunto foi encerrado amistosamente com um acordo econômico.

O caso, no entanto, voltou à justiça depois que a cantora Rihanna recebeu, em 2007, permissão de Jackson para utilizar o mesmo fragmento na sua canção “Please don’t stop the music”. Aparentemente, a cantora de não sabia nada sobre o plágio.

Dibango, de 75 anos, pede uma indenização de meio milhão de euros por danos. Além disso, os seus advogados pediram ao juiz o bloqueio da renda proveniente da canção para as gravadoras Sony BMG, EMI e Warner até a divulgação do veredicto.

“Quem quer ser bilionário?” foi filmado no bairro da lata

Posted in Cinema, Óscares with tags , on 4 04UTC Fevereiro 04UTC 2009 by gm54

o realismo

Danny Boule: o realismo

“Quer Ser Bilionário?”, o filme de Danny Boyle que parece cada vez mais ser um dos grandes favoritos para os Óscares. O Diário de Notícias de Portugal falou com o realizador, sobre esta esta experiência indiana. A entrevista foi publicada na edição desta quarta-feira, 4 de Fevereiro.

Como definiria a cidade de Bombaim?
A cidade é construída sobre dois grandes pilares. Um é o negócio, como em Nova Iorque: toda a gente está a fazer algum negócio, incluindo os mais pobres. O outro é o sonho, a dança dos filmes de Bollywood. É tudo isso que lhe dá a sua energia tão especial.
Houve alguns filmes sobre a Índia que lhe tivessem servido de referência ou inspiração?
Vi alguns filmes (que não mencionarei) que detestei e, de alguma maneira, foram uma grande ajuda: tinham precisamente o que eu não queria fazer. Aliás, faço questão em dizer que eu fiz um filme desses chamado A Praia, na Tailândia [produção de 2000, com Leonardo DiCaprio ]. Levei uma equipa de 150 pessoas, ocidentais, e eram como um exército invasor: chegam e limitam-se a fazer o filme que já levam na cabeça. Desta vez, levámos umas dez pessoas e, no essencial, fizemos tudo com uma equipa de Bollywood. Não faz sentido encarar as coisas com o olhar ocidental, julgando que a cidade não funciona: de facto, funciona, mas não de acordo com os nossos padrões. É preciso saber utilizar isso. E foram 20 horas por dia…
Qual foi o papel de Loveleen Tandan, a co-realizadora do filme?
Na origem, ela era directora de casting. E convém lembrar que esse foi um processo muito demorado, quanto mais não seja porque cada uma das duas personagens principais tem três intérpretes. Daí que tenha estabelecido com ela uma relação muito para além do casting, envolvendo também o argumento e as suas opções. Acabou por funcionar como minha consultora: ajudou-me imenso a corrigir os erros que o argumento continha, erros resultantes de um olhar ocidental. Além do mais, Loveleen é alguém que tem a ambição de vir a realizar filmes e, neste caso, acabei mesmo por lhe entregar a direcção da segunda equipa de filmagens.
O modo de filmagem tem algo de documental. Como foi, em particular, o tratamento do som?
O som em Bombaim é um fenómeno incrível de camadas e camadas… É o tipo de som que não é possível fabricar em estúdio. Claro que podíamos sempre corrigir uma ou outra fala dos actores, mas o ruído tem infinitos contrastes. Por exemplo, na confusão do trânsito, ao contrário do que estamos habituados, quem conduz está-se nas tintas para quem vem atrás; por isso mesmo, quem vem atrás tem por obrigação buzinar, de três em três segundos, para lembrar ao da frente que está ali. Bip! Bip! Para nós, quando ouvimos aquilo a primeira vez, temos a tradicional reacção ocidental de agressividade: “Que é que o fulano quer?” Mas depois percebemos que é apenas uma questão de delicadeza: “Bip! Bip! Lembra-te que eu estou aqui!”
Seja como for, os modos de filmagem não foram típicos de Bollywood.
A atitude normal em Bollywood é: “Querem um bairo da lata? Então construímos o bairro da lata no estúdio.” Mas neste caso a atitude era: “Queremos filmar no próprio bairro da lata.” E filmámos mesmo, incluindo na zona imensa onde são lançados os excrementos. Houve mesmo um elemento da equipa de som que caíu na vala… A dimensão britânica do filme passa por esse realismo: porque eu sou britânico, claro, mas também porque a nossa tradição é mais realista. Em Bollywood, estão-se nas tintas: o que conta é o sonho. Por alguma razão, os realizadores são conhecidos como “mercadores de sonhos”.

Filme de animação israelita candidato ao Oscar atrai árabes

Posted in Cinema, Óscares with tags , , , on 4 04UTC Fevereiro 04UTC 2009 by gm54

Cena do Valsa com Bashir

Cena do Valsa com Bashir

Valsa com Bashir não pode ser assistido legalmente no Líbano, mas é possível comprar cópias do filme antiguerra israelita, indicado ao Oscar, no distrito de Hamra, em Beirute, onde o director Ari Folman viu a sua vida mudar 26 anos atrás.

É um dos maiores filmes que já vi na vida“, disse Lokman Slim, activista da organização libanesa UMAM, que visa preservar as memórias de guerra do país exibindo filmes relacionados com as suas décadas de conflitos.

Sinto ciúmes porque aqueles que devemos considerar nossos inimigos têm a coragem de tratar de factos nos quais tomaram parte, enquanto nós, libaneses, mantemos um silêncio interminável em relação a nossa história“, disse Lokman à Reuters, em Beirute.

Valsa com Bashir – o título faz referência à aliança de Israel com o líder cristão libanês da época, Bashir Gemayel – mistura documentário e animação para mostrar o trauma da invasão israelita de 26 anos atrás para expulsar guerrilheiros palestinos.

O filme termina com o massacre de centenas de palestinos pelos aliados libaneses de Israel nos campos de refugiados de Sabra e Shatila, em Beirute.
Num relato baseado nas recordações de antigos companheiros de farda, Folman mostra a guerra nas cores berrantes de um livro de quadrinhos – até os momentos finais, quando se vêem cenas chocantes e reais de pilhas de corpos.

Filme de Ari Folman trata do massacre de palestinos em Sabra e Shatila
Filme de Ari Folman trata do massacre de palestinos em Sabra e Shatil

Cerca de 600 mulheres, crianças e idosos palestinos em Sabra e Shatila foram massacrados sob a luz de foguetes de iluminação disparados sobre Beirute pela unidade do exército israelita do qual Folman fazia parte, que recebera a ordem de ajudar a milícia falangista cristã a impor a ordem nos campos.

Folman era um recruta de 19 anos na época. O seu filme recebeu o Globo de Ouro de melhor filme em língua estrangeira de 2008 e foi indicado ao Oscar 2009 também na categoria de melhor filme estrangeiro.

Proibido no Líbano

Valsa com Bashir é proibido no Líbano devido às leis que impedem o comércio com Israel. Mas o interesse pelo filme é enorme.

Cópias em DVD pirateadas estão a senr vendidas por US$ 2 cada no distrito de Hamra, que aparece no filme como local de batalhas violentas entre guerrilheiros palestinos e a unidade de Folman no Exército.

Nem todos os libaneses estão satisfeitos com a versão de Folman da história.

“O filme mostra só uma parte da verdade. É como se o director dissesse ‘nós, israelitas, não cometemos esse crime – foram os falangistas’”, disse Ziad Moussa, professor aposentado em Ramallah, na Cisjordânia, onde Valsa foi exibido num centro cultural franco-alemão.

Mesmo assim, Moussa disse que o filme é “um passo na direcção certa” para sanar o passado sangrento entre israelitas e palestinos.

O massacre de Sabra e Shatila suscitou ultraje mundial, e uma comissão de inquérito formada em Israel responsabilizou indirectamente o então ministro da Defesa Ariel Sharon, forçando-o a renunciar do seu cargo.

A comissão concluiu que Sharon, que mais tarde se tornaria primeiro-ministro, ignorou os avisos de que os falangistas massacrariam os refugiados palestinos para vingar-se da morte de centenas de civis cristãos por guerrilheiros palestinos no sul do Líbano, seis anos antes.

Colecção de raridades da ficção científica vai a leilão

Posted in Cinema with tags , , on 5 05UTC Fevereiro 05UTC 2009 by gm54
O anel de Bela Lugosi como Drácula

O anel de Bela Lugosi como Drácula

Ele sempre jurou que só morreria se pudesse levar tudo com ele. Mas agora Forrest J. Ackerman realmente partiu, e o acervo do grão-mestre dos coleccionadores de ficção científica está à venda.

Milhares de itens, incluindo o anel usado por Bela Lugosi para compor o seu personagem em Drácula, a capa de vampiro que Lugosi usou por décadas – e até mesmo o figurino que o actor usou no que é chamado de “pior filme de todos os tempos”, o indescritível Plano 9 do Espaço – vão a leilão.

A colecção de Ackerman inclui ainda preciosidades como uma primeira edição autografada do romance Frankenstein, de Mary Shelley; e um exemplar da primeira edição de Drácula assinado não apenas pelo autor, Bram Stoker, mas também por Lugosi, Boris Karloff e diversas outras celebridades do cinema de terror.

Ackerman, que foi escritor, editor e agente literário, passou a vida colecionando objectos ligados à ficção científica, do irrelevante ao precioso. Ele morreu em dezembro, aos 92 anos.

World Music Center promove curso em Maputo

Posted in Uncategorized with tags , , on 5 05UTC Fevereiro 05UTC 2009 by gm54

preocupação com a música moçambicana

Gimo: preocupação com a música moçambicana

O projecto dinarmarquês World Music Center desenvolvido pela Aarhus Music School daquele pais europeu, acaba de escalar Moçambique para ministrar um curso de formação de professores de música tradicional.

Apadrinhado pelo músico moçambicano, Gimo Remane, radicado na Dinamarca há mais de vinte anos, o projecto visa igualmente fazer a advocacia da necessidade de se apostar na inclusão da disciplina musical no ensino em Moçambique.

Comparativamente à Dinamarca, Moçambique é um pais que ainda tem muito que fazer para que a educação musical seja uma realidade. Com mais de 20 milhões de habitantes, Moçambique apenas tem uma única escola de musica: a Escola Nacional de Musica. Já a Dinamarca, segundo Lance D’Souza, Director do Projecto World Music Center, com apenas 5 milhões de habitantes, tem mais de 300 escolas de musica, cinco universidades, cinco conservatórias de musica clássica e cinco orquestras sinfónicas.

Para Gimo Remane, a musica moçambicana esta a perder os seus valores tradicionais dai a necessidade de se apostar na introdução da disciplina de educação musical desde o ensino básico (primário) ate ao superior.

Ele nasceu na província de Nampula (norte do pais) mas foi na Ilha de Moçambique onde cresceu influenciado pela sua diversidade musical fruto do cruzamento de culturas de povos africanos e árabes. Muito cedo mostrou os seus dotes musicais, tocando com grupos culturais dos bairros da ilha e, desde 1974, embalado pelos ventos da independência nacional, começou a compor e a cantar musicas na sua própria língua, o macua.

Artista determinado, fundou em 1985, na companhia de outros músicos, entre os quais Salvador Maurício, a banda Eyuphuru (vendaval), que muitos sucessos e alegria proporcionou aos amantes da musica de Moçambique, dentro e fora do pais.

Moçambique: Malangatana mostra 40 obras suas em Coimbra (Portugal)

Posted in Uncategorized on 5 05UTC Fevereiro 05UTC 2009 by gm54

Embaixador cultural de Moçambique

Embaixador cultural de Moçambique

Quarenta obras do pintor moçambicano Malangatana vão estar expostas na Casa Municipal da Cultura da cidade portuguesa de Coimbra a partir de sábado, 7, no âmbito das comemorações do Dia dos Heróis Moçambicanos.

A mostra, patente até 21 de Fevereiro, intitula-se Homenagem a Eduardo Chivambo Mondlane – Pastor de Manjacaze e é uma iniciativa da Câmara de Coimbra, da Embaixada de Moçambique em Portugal e da Organização da Mulher Moçambicana. Na exposição pode apreciar-se 18 telas e 22 ilustrações do artista plástico e poeta, considerado “o maior embaixador da cultura moçambicana”.

O vereador da Cultura da Câmara de Coimbra, Mário Nunes, considera que a exposição tem três objectivos: homenagear Eduardo Mondlane, assinalar e comemorar o 3 de Fevereiro, data alusiva aos Heróis Moçambicanos, e proporcionar ao público de Coimbra o contacto com a obra deste embaixador cultural.

Uma das telas expostas é a obra O Julgamento dos Militares da 4.ª Região da Frente de Libertação de Moçambique, datada de 1966, da colecção privada do antigo presidente da Assembleia da República Almeida Santos, que a cedeu para a iniciativa.

Malangatana Valente Ngwenya nasceu em Matalana, Moçambique, a 6 de Junho de 1936 e pertenceu à Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), que liderou a luta armada contra a dominação colonial portuguesa até à proclamação da independência, em 1975.

O traço único de Malangatana

O traço único de Malangatana

A sua obra é “reconhecida em todo o mundo”, tendo participado em múltiplas exposições individuais e colectivas e integrado diversos júris em Moçambique e no estrangeiro. Foi premiado inúmeras vezes e recebeu várias distinções.

Pintor, ceramista, cantor, actor, dançarino, “Malangatana é uma presença assídua em numerosos festivais, afirmando sempre a sua origem africana e moçambicana”.

O “jet-set” moçambicano visto por Mia Couto

Posted in Comportamento, Sociedade with tags on 5 05UTC Fevereiro 05UTC 2009 by gm54

um olhar critico mordaz

Mia Couto: um olhar crítico mordaz

Já vimos que, em Moçambique, não é preciso ser rico. O essencial é parecer rico. Entre parecer e ser vai menos que um passo, a diferença entre um tropeço e uma trapaça.
No nosso caso, a aparência é que faz a essência. Daí que a empresa comece pela fachada, o empresário de sucesso comece pelo sucesso da sua viatura, a felicidade do casamento se faça pela dimensão da festa. A ocasião, diz-se, é que faz o negócio. E é aqui que entra o cenário dos ricos e candidatos a ricos: a encenação do nosso “jet-set”.
O “jet-set” como todos sabem é algo que ninguém sabe o que é. Mas reúne a gente de luxo, a gente vazia que enche de vazio as colunas sociais.
O jet-set moçambicano está ainda no início. Aqui seguem umas dicas que, durante o próximo ano, ajudarão qualquer pelintra a candidatar-se a um jet-setista. Haja democracia! As sugestões são gratuitas e estão dispostas na forma de um pequeno manual por desordem alfabética:

Anéis – São imprescindíveis. Fazem parte da montra. O princípio é: quem tem boa aparência é bem aparentado. E quem tem bom parente está a meio caminho para passar dos anéis do senhor à categoria de Senhor dos Anéis O jet-setista nacional deve assemelhar-se a um verdadeiro Saturno, tais os anéis que rodeiam os seus dedos. A ideia é que quem passe nunca confunda o jet-setista com um magaíça*, um pobre, um coitado. Deve-se usar jóias do tipo matacão, ouros e pedras preciosas tão grandes que se poderiam chamar de penedos preciosos. A acompanhar a anelagem deve exibir-se um cordão de ouro, bem visível entre a camisa desabotoada.
Boas maneiras – Não se devem ter. Nem pensar. O bom estilo é agressivo, o arranhão, o grosseiro. Um tipo simpático, de modos afáveis e que se preocupa com os outros? Isso, só uma pessoa que necessita de aprovação da sociedade. O jet-setista nacional não precisa de aprovação de ninguém,
já nasceu aprovado. Daí os seus ares de chefe, de gajo mandão, que olha o mundo inteiro com superioridade de patrão. Pára o carro no meio da estrada atrapalhando o trânsito, fura a bicha**, passa à frente, pisa o cidadão anónimo. Onde os outros devem esperar, o jet-setista aproveita para
exibir a sua condição de criatura especial. O jet-setista não espera: telefona. E manda. Quando não desmanda.
Cabelo – O nosso jet-setista anda a reboque das modas dos outros. O que vem dos americanos: isso é que é bom. Espreita a MTV e fica deleitado com uns moços cuja única tarefa na vida é fazer de conta que cantam. Os tipos são fantásticos, nesses vídeo-clips: nunca se lhes viu ligação alguma com o trabalho, circulam com viaturas a abarrotar de miúdas descascadas. A vida é fácil para esses meninos.
De onde lhes virá o sustento? Pois esses queridos fazem questão em rapar o cabelo à moda militar, para demonstrar a sua agressividade contra um mundo que os excluiu mas que, ao que parece, lhes abriu a porta para uns tantos luxos. E esses andam de cabelo rapado. Por enquanto.
Cerveja – A solidez do nosso matreco vem dos líquidos. O nosso candidato a jet-setista não simplesmente bebe. Ele tem de mostrar que bebe. Parece um reclame publicitário ambulante. Encontramos o nosso matreco de cerveja na mão em casa, na rua, no automóvel, na casa de banho. As obsessões do matreco nacional variam entre o copo e o corpo (os tipos ginasticam-se bem). Vazam copos e enchem os corpos (de musculaças). As garrafas ou latas vazias são deitadas para o meio da rua. Deitar a lata no depósito do lixo é uma coisa demasiado “educadinha”. Boa educação é para os pobres. Bons modos são para quem trabalha. Porque a malta da pesada não precisa de maneiras. Precisa de gangs. Respeito? Isso o dinheiro não compra. Antes vale que os outros tenham medo.
Chapéu – É fundamental. Mas o verdadeiro jet-setista não usa chapéu quando todos os outros usam: ao sol. Eis a criatividade do matreco nacional: chapéu, ele usa na sombra, no interior das viaturas e sob o tecto das casas. Deve ser um chapéu que dê nas vistas. Muito aconselhável é o
chapéu de cowboy, à la Texana. Para mostrar a familiaridade do nosso matreco com a rudeza dos domadores de cavalos. Com os que põem o planeta na ordem. Na sua ordem.
Cultura – O jet-setista não lê, não vai ao teatro. A única coisa que ele lê são os rótulos de uísque. A única música que escuta são umas “rapadas e hip-hopadas” que ele generosamente emite da aparelhagem do automóvel para toda a cidade. Os tipos da cultura são, no entender do matreco nacional, uns desgraçados que nunca ficarão ricos. O segredo é o seguinte: o jet-setista nem precisa de estudar. Nem de ter Curriculum Vitae. Para quê? Ele não vai concorrer, os concursos é que vão ter com ele. E para abrir portas basta-lhe o nome. O nome da família, entenda-se.
Carros – O matreco nacional fica maluquinho com viaturas de luxo. É quase uma tara sexual, uma espécie de droga legalmente autorizada. O carro não é para o nosso jet-setista um instrumento, um objecto. É uma divindade, um meio de afirmação. Se pudesse o matreco levava o automóvel para a cama. E, de facto, o sonho mais erótico do nosso jet-setista não é com uma Mercedes. É, com um Mercedes.
Fatos – Têm de ser de Itália. Para não correr o risco do investimento ser em vão, aconselha-se a usar o casaco com os rótulos de fora, não vá a origem da roupa passar despercebida. Um lencinho pode espreitar do bolso, a sugerir que outras coisas podem de lá sair.
Óculos escuros – Essenciais, haja ou não haja claridade. O style – ou em português, o estilo – assim o exige. Devem ser usados em casa, no cinema, enfim, em tudo o que não bate o sol directo. O matreco deve dar a entender que há uma luz especial que lhe vem de dentro da cabeça. Essa a razão do chapéu, mesmo na maior obscuridade.
Simplicidade – A simplicidade é um pecado mortal para a nossa matrecagem. Sobretudo, se se é filho de gente grande. Nesse caso, deve-se gastar à larga e mostrar que isso de país pobre é para os outros.
Porque eles (os meninos de boas famílias) exibem mais ostentação que os filhos dos verdadeiros ricos dos países verdadeiramente ricos. Afinal, ficamos independentes para quê?
Telemóvel – Ui, ui, ui! O celular ou telemóvel já faz parte do braço do matreco, é a sua mais superior extremidade inferior. A marca, o modelo, as luzinhas que acendem, os brilhantes, tudo isso conta. Mas importa, sobretudo, que o toque do celular seja audível a mais de 200 metros. Quem disse que o jet-setista não tem relação com a música clássica? Volume no máximo, pelo aparelho passam os mais cultos trechos: Fur Elise de Beethoven, a Rapsódia Húngara de Franz Liszt, o Danúbio Azul de Strauss. No entanto, a melodia mais adequada para as condições higiénicas de Maputo é o Voo do Moscardo.
Última sugestão: nunca desligue o telemóvel! O que em outro lugar é uma prova de boa educação pode, em Moçambique, ser interpretado como um sinal de fraqueza. Em Conselho de Ministros,
na confissão da Igreja, no funeral do avô: mostre que nada é mais importante que as suas inadiáveis comunicações. Você é que é o centro do universo!

Spike Lee quer incendiar Los Angeles

Posted in Cinema with tags on 6 06UTC Fevereiro 06UTC 2009 by gm54

spike-leeSpike Lee (“Malcom X”,”O Infiltrado”) quer realizar um filme sobre os motins de Los Angeles em 1992. Esses dias de violência urbana foram provocados pela decisão dos tribunais de ilibar os agentes da polícia que tinham sido acusados de agredir o afro-americano Rodney King. Durante seis dias a violência invadiu a cidade, várias pessoas foram agredidas e assassinadas e várias lojas foram pilhadas e incendiadas.

Este projecto faz parte dos projectos de Lee desde 2006, mas ainda não encontrou os produtores indicados. Tem ainda um problema com o orçamento disponível, que não lhe permite realizar o filme como pretende. “O projecto não está morto, mas a dormir”, diz o realizador, citado pela revista “Les Inrockuptibles”

Spike Lee está neste momento envolvido em vários projectos: a sequela de “O Infiltrado”, um “biopic” sobre a vida de James Brown, com Wesley Snipes no papel de Brown, e um documentário sobre Michael Jordan. O realizador comprou recentemente os direitos para produzir “Now the Hell Will Start”, a história de uma soldado negro que mata o seu superior na II Guerra Mundial e é obrigado a fugir para a selva birmanesa. É o segundo projecto de Lee baseado na II Guerra Mundial, depois de ter realizado “Miracle at Santa-Anna” no ano passado.

“The International” abre o 59.º Festival de Cinema de Berlim

Posted in Cinema with tags on 6 06UTC Fevereiro 06UTC 2009 by gm54

386 filmes para ver em 11 dias

386 filmes para ver em 11 dias

O festival de cinema anual de Berlim , também conhecido como Berlinale, arrancou nesta quinta-feira, 5,  com a exibição do filme The International, um suspense do director alemão Tom Tykwer (Corra Lola, Corra). A trama envolve um agente da Interpol na sua luta para derrubar um poderoso banco que estaria a realizar actividades ilícitas.

The International é um dos 17 filmes que fazem a sua estreia mundial na Berlinale. O festival, na sua 59.ª edição é o primeiro dos grandes festivais europeus do ano. O ano passado o prêmio máximo, o Urso de Ouro, foi para Tropa de Elite, do director brasileiro José Padilha, que exibe na sessão Panorama, fora da competição, o seu novo documentário Garapa..

A abertura do evento com The International, segundo Tykwer, não tem nada a ver com a crise financeira internacional. Para o director foi apenas uma coincidência e ele afirmou sentir-se emocionado “com a ideia de que o banco represente o vilão num filme de suspense”.

Clive Owen interpreta o herói do filme, Louis Salinger, e Naomi Watts faz o papel de uma fiscal do distrito de Nova York que se une a ele para rastrear transações que financiam terroristas.

Owem disse que o seu personagem “viaja literalmente por todo o mundo atrás deste banco e na tentativa de derrubá-lo”.

Tykwer assinalou numa entrevista que “o tema do filme é um sistema e um princípio sobre os quais se construiu a nossa sociedade… Que surgiu com a ideia de intercambio de bens que agora estamos a começar a questionar”.

Um júri de sete membros presidido pela actriz britânica Tilda Swinton vai anunciar o vencedor em 14 de fevereiro. “Minhas expectativas? Não ter absolutamente nenhuma expectativa”, disse.

O director do festival, Dieter Kosslick afirmou que não espera que a crise econômica tenha um efeito directo sobre a Berlinale, que tradicionalmente conta com menos estrelas que os festivais de Cannes e Veneza, mas que se orgulha de ser acessível ao público em geral, e deve viver 11 dias de muito glamour, com a  exibição de 386 filmes.

Lil’Wayne e Coldplay são os favoritos aos Grammys

Posted in Word Music with tags , on 8 08UTC Fevereiro 08UTC 2009 by gm54

grammy13

A cerimónia de entrega dos principais prémios da indústria discográfica norte-americana decorre hoje à noite em Los Angeles. Serão distinguidos artistas em 110 categorias. A nomeação de ‘Paper Planes’ da cantora M.I.A. para Disco do Ano continua a ser uma das grandes surpresas

Artistas britânicos dominam principais categorias

Logo à noite vai para o ar a 51.ª edição dos Grammys dominada por artistas britânicos, com 13 nomeações, de entre 20 possíveis, nas quatro principais categorias (Disco do Ano, Álbum do Ano, Canção do Ano e Artista Revelação). Os ingleses Coldplay são também a banda que pode arrecadar mais prémios, com um total de sete nomeações, incluindo em três das quatro principais categorias, graças ao álbum Viva la Vida or Death and all His Friends, de 2008.

Não obstante, o rapper norte-americano Lil’ Wayne, que editou Tha Carter III em 2008, é o grande favorito. No total, pode vencer oito prémios, incluindo Melhor Álbum, e os outros sete no campo do hip hop. Além de Lil’ Wayne, existem outros rappers com um total de seis nomeações, incluindo Ne-Yo, Kanye West e Jay-Z. Logo a seguir, surgem Jazmine Sullivan, John Mayer, Robert Plant & Alison Krauss e os Radiohead, que podem conquistar até cinco “grafonolas”.

Coldplay, os favoritos
Coldplay, os favoritos

Contudo, quando a lista dos nomeados foi revelada em Dezembro, a maior surpresa foi a presença da cantora britânica M.I.A., ao lado de nomes como Adele, Coldplay, Leona Lewis ou a dupla Robert Plant & Alison Krauss, candidatos na principal categoria. Hoje, pode conquistar o maior prémio da noite se o single Paper Planes for eleito Disco do Ano.

De resto, e como é habitual, a lista é dominada por artistas anglo- -saxónicos. As principais excepções surgem no campo das músicas do mundo. O maliano Toumani Diabaté está nomeado na categoria de Melhor Álbum de World Music Tradicional, graças ao disco The Mandé Variations. Já a cantora mexicana Lila Downs e o músico brasileiro Gilberto Gil são candidatos ao prémio de Melhor Álbum de World Music Contemporâneo.

Este ano os prémios Grammy, organizados pela Academia das Artes e das Ciências do Disco, sediada em Los Angeles, distinguem 110 discos e artistas. As várias categorias, que se dividem por estilos musicais como o rap e o heavy metal, a música clássica e a música alternativa. Nesta última categoria, grupos como Beck, Death Cab for Cutie, Gnarls Barkley, My Morning Jacket ou Radiohead competem pelo título de Melhor Álbum. Convém lembrar que os candidatos são escolhidos a partir de uma lista de álbuns editados nos Estados Unidos entre 1 de Outubro de 2007 e 30 de Setembro de 2008.

“Quem quer ser Bilionário?” domina os BAFTA com vitória em sete categorias

Posted in Cinema on 9 09UTC Fevereiro 09UTC 2009 by gm54

Os protagonistas de "Quem quer ser Bilionário"

Os protagonistas de "Quem quer ser Bilionário"

A noite dos prémios de cinema da Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas (BAFTA na sigla inglesa) foi uma sucessão de confirmações com apenas um par de surpresas. “Quem quer ser Bilionário?” foi melhor filme e tem outros seis prémios, revalidando a vaga de popularidade rumo aos Óscares. Mickey Rourke viu o seu regresso certificado como melhor actor, Heath Ledger foi recordado como melhor actor secundário e Kate Winslet foi a melhor actriz.

As surpresas foram “I’ve Loved You So Long”, de Philippe Claudel, premiado como o Melhor Filme Não Falado em Inglês, e a vitória do documentário “Homem no Arame”, de James Marsh, foi considerado pela Academia britânica o Melhor Filme Britânico do ano. O prémio foi anunciado na primeira metade da cerimónia e permitiu antecipar que o favoritismo de “Quem quer ser Bilionário?” se iria confirmar. É que o filme de Danny Boyle (“Trainspotting”) estava também na lista de candidatos nessa categoria, pelo que quase se anunciava que iria ser o vencedor do troféu de melhor filme.

Dos sete BAFTA de “Quem quer ser Bilionário?” destacam-se os prémios para o realizador Danny Boyle, para o argumentista Simon Beaufoy e para o compositor da banda sonora, o indiano A.R. Rahman, todos premiados nos Globos de Ouro e nomeados para os Óscares de 22 de Fevereiro. O grande derrotado da noite foi “O Estranho Caso de Benjamin Button”, nomeado para onze prémios e que não venceu em qualquer das categorias principais. O filme de David Fincher, protagonizado por Brad Pitt (que estava nomeado para melhor actor e ainda para melhor actor secundário por “Destruir Depois de Ler”, dos irmãos Coen) arrecadou apenas três BAFTA, para o melhor “production design”, caracterização e efeitos visuais.

Kate Winslet recebeu um dos dois BAFTA possíveis para que estava nomeada – havia duas Winslet na categoria de melhor actriz, a de “Revolutionary Road” e a de “O Leitor”. Venceu a última. Nos Globos de Ouro, ambas foram vencedoras. Para os Óscares, a actriz britânica está nomeada excactamente por “O Leitor.

Um dos momentos da noite de prémios de ontem, 8, na Royal Opera House de Londres, foi a vitória, também já muito antecipada, de Mickey Rourke como Melhor Actor por “O Wrestler”. “Obrigado à BAFTA, à Optimum Pictures, à Fox Searchlight e a Darren Aronofsky (realizador), que me deu uma segunda oportunidade depois de ter lixado a minha carreira durante 15 anos”. “É um prazer estar aqui, fora da escuridão”.

Os prémios distinguiram ainda Penélope Cruz, que venceu como actriz secundária pela interpretação de uma artista tempestuosa e sensual em “Vicky Cristina Barcelona”, de Woody Allen (a actriz espanhola está também nomeada para Óscar na mesma categoria). O BAFTA póstumo para Heath Ledger pelo seu Joker em “O Cavaleiro das Trevas”, de Christopher Nolan, repete o prémio atribuído nos Globos de Ouro e antecipa uma possível vitória nos Óscares de 22 de Fevereiro.

Na cerimónia, o realizador e Monty Python Terry Gilliam recebeu um prémio de carreira.

Veteranos vencem as principais categorias do jazz no Grammy

Posted in Word Music with tags , , , , , , , , on 9 09UTC Fevereiro 09UTC 2009 by gm54

Após 12 anos de silêncio

Cassaandra Wilson: Após 12 anos de silêncio

Assim como acontece todo os anos, as premiações das chamadas “categorias principais” são as grandes estrelas na noite de entrega dos prêmios Grammy. Pelo menos este ano, na sua 51ª edição, os artistas de r&b e rap não levaram a maioria dos gramofones dourados. Essa honra ficou com a dupla Robert Plant e Allison Krauss, com o álbum “Raising Sand”, que reuniu o ex-vocalista do Led Zeppelin e a rainha do bluegrass. A dupla ficou com os dois principais prêmios da noite, – álbum do ano e gravação do ano, pela canção “Please Read The Letter” – além de conquistar as categorias colaboração pop com vocais, colaboração country com vocais e disco folk contemporâneo.

Na categoria jazz, os veteranos Gary Burton e Chick Corea ficaram com o principal prêmio, o de melhor disco de jazz, pelo álbum “The New Crystal Silence”. Vale lembrar que a dupla também ganhou este mesmo Grammy em 1979, pelo disco Crystal Silence. A nova versão – um CD duplo – traz o vibrafone de Burton e o piano de Corea em dois momentos: ao vivo com a sinfonia de Sydney e em dueto introspectivo, com destaque para a regravação de “Señor Mouse”.

Depois de um hiato de 12 anos, quem também levou o seu Grammy para casa foi a cantora Cassandra Wilson, que ficou com o prêmio de melhor disco de jazz vocal pelo álbum Loverly. A cantora derrotou nomes como Karrin Allyson e Stacey Kent.  Na categoria melhor gravação de jazz, o trompetista Terence Blanchard ficou com o prêmio pelo tema Be-bop, que faz parte do disco “50th Anniversary All-Stars – Live At The 2007 Monterey Jazz Festival”. O jazz latino também foi premiado. O pianista Arturo O’Farrill ganhou com o disco “Song For Chico”, no qual faz uma homenagem ao seu pai, o músico cubano Chico O’Farrill.

Quem também pôde comemorar é a música brasileira, que perdeu com Gilberto Gil na categoria world music, mas “venceu” com o disco “Randy In Brasil”, do trompetista Randy Brecker. O CD ficou com o prêmio de melhor disco de jazz contemporâneo. Além da participação de músicos brasileiros, como Teco Cardoso, Andre Mehmari, Ricardo Silveira e Robertinho Silva, o disco foi produzido pelo brasileiro Ruriá Duprat. Para terminar, na categoria de melhor disco de jazz com orquestra, a tradicional The Vanguard Jazz Orchestra ficou o prêmio pelo disco “Monday Night Live At The Village Vanguard”.

Na duas categorias do blues, o veterano guitarrista B.B. King ficou com o prêmio de melhor disco de blues tradicional (One Kind Favor) – e o pianista de Nova Orleans Dr. John ganhou o de melhor disco de blues contemporâneo (City That Care Forgot).

Principais ganhadores do Grammy 2008

Posted in Word Music with tags , on 9 09UTC Fevereiro 09UTC 2009 by gm54

Robert Plant e Alison Krauss melhor Disco do Ano (Raising Sand)

Robert Plant e Alison Krauss melhor Disco do Ano (Raising Sand)

Confira a lista de ganhadores nas principais categorias da 51a edição dos prêmios Grammy. Veja a lista completa em http://www.grammy.com

DISCO DO ANO

Raising Sand – Robert Plant & Alison Krauss

GRAVAÇÃO DO ANO

Please Read The Letter – Robert Plant & Alison Krauss

CANÇÃO DO ANO

Viva La Vida – Composta por Guy Berryman, Jonny Buckland, Will Champion & Chris Martin (Coldplay)

ARTISTA REVELAÇÃO

Adele

MELHOR PERFORMANCE VOCAL POP FEMININA

Chasing Pavements – Adele

MELHOR PERFORMANCE VOCAL POP MASCULINA

Say – John Mayer

MELHOR DISCO POP

Rockferry – Duffy

MELHOR PERFORMANCE DE ROCK SOLO

Gravity – John Mayer

MELHOR DISCO DE ROCK

Viva La Vida Or Death And All His Friends – Coldplay

BEST CANÇÃO DE ROCK

Girls In Their Summer Clothes – Bruce Springsteen

MELHOR DISCO DE MúSICA ALTERNATIVA

In Rainbows – Radiohead

MELHOR DISCO DE R&B

Jennifer Hudson -Jennifer Hudson

MELHOR DISCO DE R&B CONTEMPORÂNEO

Growing Pains – Mary J. Blige

MELHOR DISCO DE RAP

Tha Carter III – Lil Wayne

MELHOR DISCO DE COUNTRY

Troubadour – George Strait

MELHOR DISCO DE MÚSICA CLÁSSICA

Weill: Rise And Fall Of The City Of Mahagonny – James Conlon, regente; Anthony Dean Griffey, Patti LuPone & Audra McDonald; Fred Vogler, produtor (Donnie Ray Albert, John Easterlin, Steven Humes, Mel Ulrich & Robert Woerle; Coral da Ópera de Los Angeles; Orquestra da Ópera de Los Angeles)

PRODUTOR DO ANO, MÚSICA CLÁSSICA

David Frost

PRODUTOR DO ANO, NÃO-CLÁSSICA

Rick Rubin

Com a morte de Orlando “Cachaito” Lopez, os Buena Vista Social Club perderam o seu “batimento cardíaco”

Posted in Word Music with tags , on 11 11UTC Fevereiro 11UTC 2009 by gm54

O "Batimento cardiáco" do Buena Vista Social Club

O "Batimento cardiáco" do Buena Vista Social Club

O “batimento cardíaco” dos Buena Vista Social Club, o contrabaixista Orlando “Cachaito” Lopez, morreu segunda-feira, 9, na sequência de complicações após uma cirurgia, em Cuba. Depois das mortes, nos últimos anos, dos cantores Compay Segundo Pio Leyva e Ibrahim Ferrer e do pianista Rubin Gonzalés, os Buena Vista ficam irremediavelmente mais pobres.

Também a música cubana fica a perder, diz Amado Valdes, outro dos elementos da banda de músicos da era clássica do som cubano, formada pelo produtor e guitarrista norte-americano Ry Cooder em 1996. “É uma perda insubstituível para a música cubana, ele é o último sobrevivente da dinastia de contrabaixistas”. Na família Lopez, reza a lenda, contam-se pelo menos 30 contrabaixistas. Mas o Guardian cita o músico, feliz por que a filha e a neta também tocarem contrabaixo, a esclarecer: “Dezassete de nós foram contrabaixistas!”

Um contrabaixista “soberbo”, recorda o trompetista dos Buena Vista Manuel “Guajiro” Mirabal, à Associated Press. “Maravilhoso tanto na sua música quanto pessoa”, elogia o músico cubano Manuel Galban. Nas palavras de Cachaito, viveu “sempre com swing”, como cita o Guardian.

O músico, nascido em Havana em 1933, tinha formação clássica. O seu tio era o mítico contrabaixista Israel “Cachao” Lopez. Por insistência do avô, que queria prolongar a linhagem do instrumento na família, aprendeu a tocar contrabaixo – num violoncelo. Aos 14 anos, fundou a sua própria charanga (os grupos de música tradicional cubana). Em 1957, já tocava com a big band cubana Riverside e, três anos depois, era contrabaixista da Sinfonia Nacional cubana, como o pai tinha sido.

Tal como os restantes membros dos Buena Vista Social Club, Cachaito atingiu a fama internacional já depois dos 60 anos e graças ao filme homónimo de Wim Wenders (1999), nomeado para um Óscar, que os tornou no projecto musical cubano mais celebrado e transversal dos últimos 50 anos. Mas Orlando “Cachaito” Lopez tinha uma vida artística independente – o seu primeiro álbum a solo, Cachaito (2001), recebeu vários prémios.

Rap completa 3 décadas ocupando lugar de destaque no Grammy

Posted in Comportamento, Word Music with tags on 11 11UTC Fevereiro 11UTC 2009 by gm54

Lil Wayne, o "Novo rei do Rap"

Lil Wayne, o "Novo rei do Rap"

O rap completa este ano três décadas, num momento em que o ritmo volta ao seu auge, convertido num fenômeno de massas, como mostra os prémios obtidos na última edição dos Grammy (8 de fevereiro).

Só um artista, Lil Wayne, recebeu oito indicações, o que revela que este é um gênero musical que nada deixa a desejar ao pop e ao rock.

O rapper obteve o maior número de indicação ao Grammy e o seu album Tha Carter III, com mais de 2.7 milhões de cópias vendidas em seis meses nos Estados Unidos, venceu a categoria Melhor Album do Género.

Derivado do hip-hop, o rap tornou-se um dos pilares fundamentais desse movimento social e cultural, que tomou forma nos anos 1970 e que tinha também como marcos de identidade o grafite, o break e o ritmo imposto pelos djs das boates da periferia de Nova York.

Nomes como Grandmaster Flash, Afrika Bambaataa e Kool Herc foram as referências do rap nos primórdios, e definiram o estilo de crônica social recitada que caracterizou o gênero até meados dos anos 1980.

Aos 26 anos, Lil Wayne consagrou-se no Grammy como novo o “rei” do rap, um estilo musical quase desconhecido há três décadas, quando, em 1979, o grupo The Sugarhill Gang transformou a música “Rapper’s Delight” num sucesso de vendas.

A música foi considerada o primeiro grande sucesso comercial do rap, com mais de oito milhões de cópias vendidas, e serviu para apresentar a canção às massas.

Os resultados do The Sugarhill Gang demoraram a fazer efeito em termos de reconhecimento da indústria fonográfica dos Estados Unidos. Um exemplo disso é que somente em 1988 foi criada uma categoria específica de rap no Grammy.

Nesse ano foi concedido o prêmio de melhor apresentação de rap de 1987, que foi conquistado por DJ Jazzy Jeff (Jeff Townes) & The Fresh Prince (Will Smith, agora astro de Hollywood) pela interpretação da música “Parents just don’t understand”.

Na época, o gênero já fazia sucesso pelas mãos de artistas como Schoolly D ou Ice T, e era conhecido como “gangsta rap” (derivado da palavra gângster), após ter sido criado no litoral oeste dos Estados Unidos.

Uma variedade de rap com letras violentas, alusões sexuais, drogas e armas que ficaria popular no final dos anos 1980 e 1990, e que criaria tanta atracção entre grupos de jovens quanto animosidade entre os adultos.

Tupac Shakur morreu ainda "promissor" no Rap

Tupac Shakur morreu ainda "promissor" no Rap

Durante os últimos anos do século XX houve tensões entre os rappers das duas costas dos EUA, e vários artistas promissores do gênero, como Tupac Shakur ou Notorious BIG, morreriam em brigas.

Já ícones do momento, como Dr. Dre e Sean “Puff Daddy” Combs, seriam alçados à fama e se tornariam sucesso fonográfico.

No seio deste cenário surgiu Eminem, um artista branco que, na década de 1990, romperia barreiras num meio popularizado por rappers negros, o que ajudaria a aumentar a popularidade do gênero.

Este rapper, também conhecido como Slim Shady, chegou a fazer quatro filmes e conquistou, entre 1993 e 2003, nove Grammy, um prêmio que só criou as actuais categorias de música de hip-hop em 2004.

Artista americano move acção para defender uso da imagem de Obama

Posted in Artes Plásticas with tags on 11 11UTC Fevereiro 11UTC 2009 by gm54

AP acusa artista de usar foto da agência para criar poster

AP acusa artista de usar foto da agência para criar poster

Numa ofensiva adiantada, o artista de rua Shepard Fairey entrou na segunda-feira, 9, com uma acção contra a agência de notícias Associated Press, pedindo que um juiz federal o declare isento da infracção dos direitos autorais sobre a foto usada no famoso pôster de campanha do presidente Barack Obama.

A acção foi movida no tribunal federal de Manhattan depois que a Associated Press disse ter determinado a sua propriedade sobre a imagem que Fairey usou para criar pôsteres e adesivos distribuídos de maneira popular no último ano durante a campanha eleitoral.


A foto, que mostra Obama no Clube de Imprensa Nacional em abril de 2006, foi tirada por um dos fotógrafos freelance da AP, Mannie Garcia.

De acordo com a acção, oficiais da AP entraram em contacto com o estúdio de Fairey no final do mês passado exigindo o pagamento pelo uso da imagem e parte dos lucros que obteve com ela.

Fairey, 38, tornou-se um dos mais proeminentes artistas praticantes da arte de guerrilha, que saiu da cena do grafite mas foi além das tintas para incluir inúmeras técnicas e materiais, produzindo trabalhos que geralmente são expostos ilegalmente em prédios e outdoors.

Fairey decidiu criar a imagem por si mesmo antes de entrar em contacto com a campanha de Obama, que recebeu bem o pôster mas nunca o adoptou oficialmente por preocupações com os direitos autorais.

Antes da eleição, Fairey era mais conhecido pelos seus adesivos e pôsteres de propagandas falsas, colados em cidades de todo o país, mostrando a sinistra imagem abstrata do lutador “André, o Gigante” com a palavra “Obey” (Obedeça, em português).

No Zimbabwe, Tsvangirai toma posse como primeiro-ministro

Posted in Política Internacional with tags , , on 11 11UTC Fevereiro 11UTC 2009 by gm54

Tsvangirai toma posse perante Mugabe

Tsvangirai toma posse perante Mugabe

O líder de oposição zimbabweano Morgan Tsvangirai foi empossado primeiro-ministro em cerimônia realizada nesta quarta-feira, 11, sob um acordo de divisão do poder com o presidente Robert Mugabe num governo de unidade nacional.

A posse encerra um período de quase um ano de turbulência iniciado em março de 2008, quando uma onda de violência política varreu o país depois de Tsvangirai ter vencido a primeira volta da eleição presidencial. Os dois concordaram em dividir o poder no ano passado, com o objectivo de encerrar um impasse político, mas a desconfiança mútua e os desentendimentos contínuos despertaram dúvidas sobre quão bem eles podem trabalhar juntos para o bem do país, que passa por uma grande crise econômica e humanitária.

O ex-presidente sul-africano Thabo Mbeki, que mediou as complicadas negociações de partilha de poder entre Mugabe e Tsvangirai, o presidente de Moçambique, Armando Guebuza, e o rei Mswati III da Suazilândia estavam entre os dignitários presentes.

A decisão de Tsvangirai de lever o seu Movimento para a Mudança Democrática (MMD) para um governo de unidade nacional foi recebida com desconfiança no exterior, especialmente entre potências ocidentais contrárias a Mugabe, e foi tema de acirrado debate dentro da própria agremiação.

Tsvangirai é ex-líder sindicalista conhecido pelos discursos inflamados, mas o seu talento na liderança ainda não foi testado no governo. Os zimbabweanos esperam que o novo governo traga políticas que reanimem o país, que sofre com a hiperinflação, o desemprego acima de 90%, a falta de comida e uma epidemia de cólera que já matou quase 3.500 pessoas.

Charles Aznavour será embaixador suíço na Armênia

Posted in Word Music with tags on 13 13UTC Fevereiro 13UTC 2009 by gm54

Da música para a diplomacia

Da música para a diplomacia

O cantor francês Charles Aznavour disse nesta quinta-feira que concordou em se tornar embaixador da Suíça na terra de seus antepassados, a Armênia.

Aznavour, 84 anos, nasceu na França de pais armênios e consolidou uma carreira internacional como cantor. Ele continua a fazer apresentações pelo mundo.

“No começo, eu hesitei porque achei que não seria fácil. Mas depois pensei que, no final, o que é importante para a Armênia é importante para todos nós”, disse Aznavour em comentários transmitidos pela televisão armênia.

“Eu aceitei o convite com prazer, alegria e grande honra”, afirmou Aznavour, que recebeu a cidadania norte-americana em dezembro de 2008.

“Monstros” da guitarra voltam às origens em documentário

Posted in Cinema, Word Music with tags , , , , , , on 13 13UTC Fevereiro 13UTC 2009 by gm54

The Edge dos U2

The Edge dos U2

Para três dos maiores guitarristas do mundo, os seus instrumentos foram uma passagem para deixar a pobreza e a vida dura. É isso que mostra o documentário “It Might Get Loud” (“Poderia para ficar alto”), de Davis Guggenheim, sobre Jimmy Page (ex-Led Zeppelin), The Edge (U2) e Jack White (The White Stripes e The Raconteurs).

O trio conta como começou a tocar guitarra, quais foram as suas influências e por que o seu estilo de tocar é diferente dos demais. O documentário culmina com um encontro num cavernoso estúdio de Hollywood, onde eles conversam e terminam juntando guitarras eléctricas e violões acústicos.

A trajectória dos três até o estrelato difere bastante, até mesmo por se tratar de continentes e gerações diferentes. Mas eles têm em comum o facto de terem usado a guitarra para abrir um mundo de possibilidades numa época em que as alternativas pareciam sombrias.

O grisalho Page, 65 anos, lembra como sentia o peso da rotina sendo músico de estúdio, fazendo a base para canções pop e jingles. Mas então ele entrou para a banda The Yardbirds, e depois participou na formação do Led Zeppelin, um dos grandes nomes do rock a década de 1970.

Para The Edge, 47 anos, tocar numa banda irlandesa do final da década de 1970 e começo da de 80 era a chance de escapar da miséria ao seu redor.

Jack White, 33 anos, trabalhava como estofador na adolescência, mas já se interessava por música, e um dos seus primeiros discos foi lançado em conjunto com um colega de trabalho.

Guggenheim, director do premiado documentário ambiental “Uma Verdade Inconveniente”, mistura imagens do encontro, entrevistas individuais e material de arquivo dos guitarristas.

The Edge (ou David Evans), obcecado por tecnologia, recorda-se da sala de aula onde o U2 ensaiava nos seus primórdios. “Nenhum de nós sabia tocar àquela altura. Era realmente muito ruim.”

Page volta a Headley Grange, na Inglaterra, onde o clássico do Led Zeppelin “Stairway to Heaven” foi gravado.

Na sua casa, cercado por milhares de discos, um radiante Page toca “Air guitar” enquanto escute “Rumble”, de Link Wray, que lhe causou uma profunda impressão como guitarrista.

Numa antiga reportagem de TV, o músico-estudante é questionado sobre o que gostaria de fazer na vida. “Quero fazer pesquisa biológica”, diz.

White produz uma “guitarra” com pregos, fios, madeira, uma garrafa e um amplificador, e diz: “Quem disse que você precisa comprar uma guitarra?”

Guggenheim afirmou que “It Might Get Loud”, exibido nesta semana no Festival de Berlim, onde cerca de mil pessoas se juntaram para ver The Edge, é diferente de outros “rockumentários”.

“A maioria dos documentários de rock and roll aborda os acidentes de carro e as overdoses”, disse ele em notas da produção para o filme. “Quisemos focar as histórias e a trajectória do artista, queríamos ir mais fundo abaixo da superfície.”

Parlamento argentino decide até ao final do mês se repatria restos mortais de Jorge Luís Borges

Posted in Literatura with tags , on 13 13UTC Fevereiro 13UTC 2009 by gm54

Querem-no de volta a casa

Querem-no de volta a casa

Uma deputada do Partido Justicialista argentino, da Presidente, Cristina Kirchner, vai apresentar este mês um projecto de lei para fazer regressar à Argentina os restos mortais do escritor Jorge Luís Borges, sepultado em Genebra (Suíça).

María Beatriz Lenz defende que o momento ideal para a transladação seria Agosto, quando se completam 110 anos sobre o nascimento do autor de Ficções. A deputada cita, em comunicado, uma frase de Borges para ilustrar que o próprio escritor manifestou o desejo de ser sepultado no elegante Cemitério da Ricoleta, em Buenos Aires. “Não passo pela Ricoleta sem recordar que ali está sepultado o meu pai, os meus avós, tetravós, e que eu também estarei“, sublinhou em declarações que estão agora publicadas em antologias pessoais.

A ideia, que divide opiniões de Buenos Aires, é contestada pela viúva do escritor, Maria Kodama. “Numa democracia, nenhuma pessoa de nenhum partido pode dispor ou tentar dispor do corpo de outro ser humano, que é o mais sagrado, perante outra que continua a dedicar a sua vida ao amor“, declarou a uma rádio da capital argentina.

Jorge Luís Borges faleceu a 14 de Agosto de 1986, em Genebra, na Suíça. Kodama frisou que a vontade de autor de Livro de Areia era apenas “descansar em paz“. “Estou terrivelmente triste com tudo isto que está a acontecer“, manifestou a escritora.

Em sentido oposto, o presidente da Sociedade Argentina de Escritores, Alejandro Vaccaro, sustenta que “a repatriação de Borges” é uma “dívida que a Argentina há muito tem para com o escritor“.
O projecto defendido pela deputada María Beatriz Lenz conta já com o apoio do presidente do Parlamento, Alfredo Fellner.

Site elege os piores casais do cinema

Posted in Cinema on 13 13UTC Fevereiro 13UTC 2009 by gm54
Hayden Christensen e Natalie Portman

O "Pior" casal: Hayden Christensen e Natalie Portman

O site especializado em celebridadesI’m Not Obsessed elegeu os piores casais da história do cinema. Lidera a lista a dupla formada por Natalie Portman e Hayden Christensen no filme Star Wars: Episódio 2 – Ataque dos Clones (foto). Confira a relação completa:

1- Natalie Portman e Hayden Christensen - Star Wars: Ataque dos Clones
2 – Tom Hanks e Audrey Tautou - O Código Da Vinci
3 – Brad Pitt e Cate Blanchett – O Curioso Caso de Benjamin Button
4 – Pierce Brosnan e Linda Hamilton – O Inferno de Dante
5 – Ralph Fiennes e Jennifer Lopez – Encontro de amor
6 – Andy Garcia e Sofia Coppola – O Poderoso Chefão 3
7 – Brad Pitt e Angelina Jolie – Sr. & Sra. Smith
8 – Jennifer Connelly e Jared Leto – Requiém Para Um Sonho
9 – Madonna e Sean Penn – Surpresa de Shanghai
10 – Ed Norton e Liv Tyler – O Incrível Hulk
11 – Will Farrell e Nicole Kidman – A Feiticeira
12 – Ben Affleck e Kate Beckinsale – Pearl Harbor
13 – Madonna e Adriano Giannini – Destino Insólito
14 – Adam Sandler e Kevin James – Eu os Declaro Marido e… Larry!
15 – Anne Heche e Harrison Ford – Seis Dias, Sete Noites
16 – Ashton Kutcher e Cameron Diaz – Jogo de Amor em Las Vegas
17 – Tom Hanks e Meg Ryan – Mensagem Para Você
18 – Jennifer Lopez e Ben Affleck – Contacto de Risco
19 – Katie Holmes e Christian Bale – Batman Begins
20 – Mark Wahlberg e Zoey Deschanel – Fim dos Tempos

Disputa de terras na Amazônia leva World Press Photo

Posted in Uncategorized with tags on 13 13UTC Fevereiro 13UTC 2009 by gm54

Fotojornalismo brasileiro premiado

Fotojornalismo brasileiro premiado

O brasileiro Luiz Vasconcelos foi o vencedor da categoria “Notícias Gerais” do World Press Photo 2009, o maior prêmio do fotojornalismo. A foto premiada foi publicada originalmente no jornal A Crítica, de Manaus, em 10 de março de 2008, e mostra uma mulher indígena a enfrentar um batalhão de polícias numa disputa por terras.

O principal prêmio, o de Melhor Foto do Ano, foi para o americano Anthony Suau, com o registo de um momento dramático provocado pela crise económica nos Estados Unidos.

Segundo a BBC, a imagem, em que um polícia faz uma inspecção numa casa de Cleveland, após os proprietários serem despejados, fez parte de uma reportagem publicada em março de 2008 pela revista Time.

A entrega dos prêmio vai ocorrer no dia 3 de março em Amsterdão, na Holanda. As fotos serão exibidas ao público a partir de 4 de maio na cidade, antes de passarem por mais de 100 localidades em todo o mundo.

Esta é a fotografia vencedora do World Press Photo 2008

Posted in Uncategorized with tags on 13 13UTC Fevereiro 13UTC 2009 by gm54
A crise económica nos EUA a dominar o World Press Photo

A crise económica nos EUA a dominar o World Press Photo

O americano Anthony Suau é o vencedor do Prémio World Press Photo 2008, por uma fotografia que ilustra a crise do subprime nos Estados Unidos, anunciou hoje em Amsterdão a organização do prestigiado prémio de fotojornalismo.

Cartoonista norte-americano diz que “Bush foi um equívoco” e que “Obama é um livro aberto”

Posted in Uncategorized with tags , on 13 13UTC Fevereiro 13UTC 2009 by gm54
um acidente da história?

George W. Bush: um acidente da história?

O cartoonista político norte-americano Steve Brodner apelida George W. Bush de “equívoco” e um “acidente da história”, descrevendo Barack Obama como “um livro aberto”.

O ilustrador, de 54 anos e com trabalhos publicados em órgãos como o “The New Yorker”, “Rolling Stone”, “Esquire”, “The New York Times” e “The Village Voice”, descreveu George W. Bush como “um equívoco”. “Foi um acidente da história. Bush é uma pessoa sem qualificações para ser presidente do que quer que seja. Conheci-o antes de ser eleito presidente dos EUA e gostei muito dele, no sentido em que pensei que poderia ser uma pessoa muito interessante para gerir um negócio de venda de carros usados”, sublinha.

Já sobre Barack Obama, actual presidente norte-americano, o ilustrador interpreta-o como “um livro aberto”. “Não sabemos, enquanto cartoonistas, o que fazer dele. Muitas pessoas esperam boas coisas da sua governação. Obama terá de balancear o poder que existe nos EUA nas mãos de pessoas poderosas com as necessidades das pessoas comuns. A questão é saber se tem capacidade para gerir tudo isto”, acrescentou.

Steve Brodner descreveu a profissão de ilustrador como a de “Artista narrativo”. “Há poucas diferenças entre o nosso trabalho e o dos cineastas, escritores ou artistas de comics, todos envolvidos em contar uma história. Ao narrar uma história temos de organizar os elementos de forma a fazer o maior sentido na mente de um estranho. É combinando todos estes elementos que se atinge o poder e a magia”, remata.

O autor descreve a opção por trabalhos de cariz político como resultado de sempre ter sido “politicamente alerta e consciente, talvez por ter crescido nos anos 60, altura de grande preocupação sobre situações que estavam a correr de forma terrivelmente errada. Cresci rodeado por pessoas sem medo de se oporem à guerra no Vietname, de se revoltarem contra a opressão de minorias, promovendo ao mesmo tempo direitos civis e de igualdade, é desse meio que venho”, esclarece.

Steve Brodner acredita que os cartoons têm evoluído por “caminhos muito interessantes”. O norte-americano afirmou estarmos actualmente na presença de “um movimento muito vigoroso na área dos comics e novelas gráficas, poderosíssimas em todo o mundo e que se ligam a filmes, que por sua vez se ligam à Internet, ao cinema, etc. Existe uma grande complementaridade entre tudo isto”.

Woodstock celebra 40 anos na Alemanha

Posted in Word Music with tags on 13 13UTC Fevereiro 13UTC 2009 by gm54

40 anos depois?

Woodstock: 40 anos depois?

Produtor de Woodstock, o nova-iorquino Michael Lang pretende comemorar os 40 anos do mais marcante festival de rock da história do outro lado do Atlântico, mais especificamente na Alemanha, no antigo aeroporto de Tempelhof, anunciou a empresa responsável, Media Consulta Sport & Entertainment (MC).

Sob o lema “Por um Mundo Verde”, Lang, afirma que pretende estimular fomentar a consciência ecológica e chamar todas os músicos ainda vivos do Woodstock original, realizado numa fazenda próxima de Nova Iorque, sob o mote original de “Três Dias Música, paz e Amor”.

Entre eles, estão o guitarrista mexicano Carlos Santana, o cantor inglês Joe Cocker e a americana Joan Baez.

Alguns dos grupos que tocaram em 1969 também continuam a actuar, embora desfalcados de alguns dos seus integrantes, que morreram.

É o caso do Grateful Dead, que perdeu o seu líder, o cantor e guitarrista Jerry Garcia, morto em 1995, e do The Who, do qual morreram o baterista Keith Monn, em 1978, e o baixista John Entwistle, em 2002.

Já o quarteto Crosby, Stills, Nash and Young, ainda tem vivos todos os seus integrantes, que se reúnem esporadicamente, pois dedicam-se principalmente às suas carreiras individuais.

Filme peruano ganha Urso de Ouro em Berlim

Posted in Cinema with tags , on 16 16UTC Fevereiro 16UTC 2009 by gm54

Arrebatou o prémio máximo da Berlinale

Claudia Llosa: Arrebatou o prémio máximo da Berlinale

Tinha ganho na sexta-feira o Prémio Internacional da Crítica-Fipresci, não-oficial, e falava-se dele como podendo causar uma surpresa na premiação do 59º Festival de Berlim, que fechou este domingo, 15.

O filme La Teta Asustada, estreia na realização da peruana Claudia Llosa, de 32 anos venceu o Urso de Ouro do certame, batendo títulos apresentados como mais favoritos, caso de London River, do franco-argelino Rachid Bouchareb, The Messenger, do americano Oren Moverman, Storm, do alemão Hans-Christian Schmidt, ou About Elly, do iraniano Asghar Farhadi.

Parcialmente falado em quechua, La Teta Asustada relata o drama das mulheres violadas no Peru nas décadas de 80 e 90, durante os conflitos entre as forças governamentais e a guerrilha do Sendero Luminoso. O filme centra-se numa rapariga que procura dar um enterro condigno à mãe, uma dessas mulheres.

A realizadora fez subir toda a equipa do filme ao palco, ao receber o Urso de Ouro, e Magali Solier, a principal intérprete de La Teta Asustada, agradeceu à mãe, dedicou-lhe, e a todo o Peru, o prémio máximo da Berlinale, e cantou na sua língua natal, o quechua.

O Urso de Prata de Melhor Realizador foi entregue a Asghar Farhadi, pelo referido About Elly, um drama sobre uma família da classe média iraniana que vai de férias para o Mar Cáspio.

O actor maliano Sotigui Kouyaté, um dos dois principais intérpretes de London River, recebeu o Urso de Prata de Melhor Actor, ao qual era um dos favoritos, juntamente com o americano Woody Harrelson, em The Messenger. Kouyaté personifica um idoso muçulmano africano que vive em França e viaja para Inglaterra em busca do filho, desaparecido na sequência dos atentados terroristas de Londres.

O Urso de Prata de Melhor Actriz foi para as mãos da austríaca Birgit Minichmayr, em Alle Anderen, contrariando o favoritismo da britânica Brenda Blethyn em London River.

Outros vencedores foram Gigante, do argentino Adrian Biniez, e Sweet Rush, do polaco Andrzej Wajda (Prémio Alfred Bauer, ex aequo), Jade, do britânico Daniel Elliot (Urso de Prata da Melhor Curta-Metragem), ou My Suicide, do americano David Lee Miller (Urso de Cristal da secção Generation).

Salman Rushidie e a somba da “Fatwa”

Posted in Literatura, Religião with tags , on 16 16UTC Fevereiro 16UTC 2009 by gm54

A "Fatwa" não foi um incidente isolado

Salman Rushidie: A "Fatwa" não foi um incidente isolado

Fez 20 anos que no Irão, o “ayatollah” Khomeini condenava à morte Salman Rushdie por causa do seu livro “Os Versículos Satânicos”, julgado “blasfemo contra o islão”

Vinte anos depois do ayatollah Khomeini ter proclamado, na Rádio Teerão, uma fatwa (decreto islâmico) de condenação à morte do escritor indo-britânico Salman Rushdie por causa do carácter “blasfemo contra o Islão” do seu livro Os Versículos Satânicos, as autoridades iranianas anunciaram semana passada que aquela disposição, datada de 14 de Fevereiro de 1989, continuava válida.

“Em nome de Deus todo-poderoso… Quero informar todos os muçulmanos que o autor do livro Os Versículos Satânicos… foi condenado à morte. Apelo a todos os muçulmanos zelosos a executar este decreto rapidamente. Que Deus vos abençoe a todos.”

Foi assim que há exactamente 20 anos, Khomeini, o guia supremo da revolução islâmica (falecido logo a seguir, em Junho), pronunciou a sua sentença contra Salman Rushdie. E foi oferecida uma recompensa a quem matasse o escritor, que vivia na Grã-Bretanha e teve que mergulhar na clandestinidade, passando a estar sob protecção policial e transformando-se num símbolo da liberdade de expressão. Desde então, Rushdie, de 61 anos, ainda recebe, todos os anos, nesta data, “uma espécie de cartão do Dia dos Namorados” do Irão, para lhe recordar que não foi esquecido o voto de morte.

Publicado em Setembro de 1988, Os Versículos Satânicos (o título refere-se a uma discutida tradição muçulmana segundo a qual Maomé acrescentou versículos de inspiração diabólica ao Alcorão, que mais tarde retirou, ao perceber a sua maléfica influência) causou controvérsia imediata no mundo islâmico, pelo que diziam ser uma representação irreverente e blasfema do profeta Maomé, entre outros elementos gravemente ofensivos.

A obra foi banida em muitos países com grandes comunidades islâmicas, e a sua publicação, acrescentada à fatwa, desencadeou protestos, manifestações e actos de violência em todo o mundo, incluindo o incêndio de livrarias e queimas do livro “blasfemo”. Em Março de 1989, o Irão e a Grã-Bretanha romperam relações diplomáticas por causa de Salman Rushdie. Em 1998, as autoridades iranianas disseram que não iriam aplicar a fatwa, e Rushdie saiu enfim da sombra. O autor, que rejeitou o Islão na adolescência, diz que nunca lamentou ter escrito Os Versículos Satânicos e que a fatwa não foi um “incidente isolado”, mas sim “o prólogo” de uma longa história que começou com o 11 de Setembro de 2001, nos EUA, e cujo capítulo mais recente são os atentados de Bombaim, em Novembro de 2008.

Simon e Garfunkel se reúnem em Nova York

Posted in Word Music with tags , , on 16 16UTC Fevereiro 16UTC 2009 by gm54

Simon & Garfunkel, juntos por momentos

Simon & Garfunkel, juntos por momentos

Paul Simon e Art Garfunkel protagonizaram uma reunião surpresa na sexta-feira, 14, em Nova Iorque, cantando três músicas durante o show de Simon no Beacon Theater. Os dois, que já foram adversários, cantaram juntos “The Sound of Silence”, “The Boxer” e “Old Friends”, no que deve ter sido a terceira reunião desde a digressão que ambos fizeram em 2004.

O encontro deu um brilho extra à noite, que contou com personalidades como o prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg, Paul McCartney, Jon Bon Jovi e Jimmy Falton, e apresentou o interior redecorado do Beacon e o seu novo sistema de som.

Simon apresentou um show eclético com duas partes, passando desde clássicos como “Me and Julio Down by the “Schoolyard”, “Slip Slidin’ Away” e “Graceland” até composições do seu musical na Broadway “The Capeman” e materiais mais novos como “Father and Daughther” e “Amulet”, uma parceria com a cantora brasileira Luciana Souza.

Ele também surpreendeu com músicas como “Duncan”, que remetia às raízes folk de Simon, “Train in the Distance”, do marginalizado álbum “Hearts & Bones” de 1983, e “Loves me Like a Rock”, uma canção de 1973 precursora da futura incursão de Simon pela música africana.

Líder do Kmer Vermelho comparece em tribunal

Posted in Direitos Humanos with tags , on 17 17UTC Fevereiro 17UTC 2009 by gm54

No Tribunal, impávido e sereno

No Tribunal, impávido e sereno

No Camboja, trinta anos depois da queda do regime que levou à morte de um milhão e setecentas mil pessoas, um responsável khmer vermelho compareceu hoje pela primeira vez perante um tribunal.

Kaing Guek Eav, mais conhecido por Duch, dirigia a prisão S-21, o centro de tortura do regime que governava então o Camboja.

O tribunal, criado pelo Governo com a ajuda das Nações Unidas, visa julgar os líderes sobreviventes do regime que entre 1975 e 1979 tentou levar à prática a utopia de uma sociedade onde não havia dinheiro, escolas, ou cidades.

Duch é acusado de crimes de guerra, tortura e homicídio.

Mundo do cinema volta a sua mira contra o capitalismo e a crise

Posted in Cinema, Economia, Política Internacional on 17 17UTC Fevereiro 17UTC 2009 by gm54
um olhar critico sobre os bancos e empresas

Cinema: um olhar crítico sobre os bancos e empresas

O comunismo e o terrorismo disputaram durante anos o título de vilão favorito do cinema. Agora o capitalismo, tendo como assistente malévolo a globalização, parece estar disposto a arrancar deles esse lugar.

Pelo menos 11 dramas e documentários exibidos no Festival de Cinema de Berlim deste ano lançam um olhar sobretudo crítico sobre o mundo dos bancos e das grandes empresas, a disparidade às vezes chocante entre ricos e pobres e a realidade áspera das migrações econômicas.

Ao questionar a ideia longamente tida como natural no Ocidente de que o livre mercado é o caminho para o progresso e a globalização é uma força para o bem, os filmes encontraram eco junto de plateias cada vez mais cépticas, cientes da tempestade econômica que está a agravar-se no mundo real.

O Festival de Berlim, que todos os anos destaca centenas de filmes novos, foi aberto este ano com “Trama Internacional”, thriller estrelado por Clive Owens e Naomi Watts. Ao apontar como vilão um banco que manipula dívidas no mercado, o filme deu o tom do festival.

Para o seu director, Tom Tykwer, o facto de o filme ter se antecipado à realidade econômica acabou sendo uma coincidência lamentável.

Como outros em Berlim, o cineasta alemão tinha consciência da ironia do facto de o seu filme ter sido feito com dinheiro de uma grande instituição financeira, admitindo que “é quase impossível rastrear a origem real do dinheiro”.

Críticos acham que, ao tratar da crise econômica, os directores estão a levar adiante o tipo de cinema político que ganhou força no final da presidência de George W. Bush, marcada por filmes sobre questões como a guerra do Iraque e a saúde pública.

“Eu diria que o cinema já estava bastante político, especialmente a partir do final do mandado de Bush”, disse Jay Weissberg, da publicação especializada Variety.

Charge causa protestos de negros

Posted in Artes Plásticas, Comportamento, Jornais with tags on 19 19UTC Fevereiro 19UTC 2009 by gm54

Uma charge perturbadora

Uma charge perturbadora

Uma charge publicada na edição desta quarta-feira do jornal americano The New York Post provocou uma grande polêmica no país, incluindo vários protestos da comunidade negra. Os críticos acusam a ilustração de comparar o presidente Barack Obama a um macaco.

A charge, que o jornal define como uma paródia da política americana, mostra um polícia a atirar contra um chimpanzé sob a legenda: “Eles terão de encontrar outra pessoa para escrever o próximo pacote de estímulo econômico“.

Na terça-feira, um chimpanzé de estimação foi abatido pela polícia após ferir gravemente uma mulher. No mesmo dia, Obama sancionou um pacote de estímulo econômico no valor de 787 bilhões de dólares recém-aprovado pelo Congresso. O presidente empenhou-se na aprovação das medidas desde que tomou posse, no dia 20 de janeiro. Os críticos argumentam que a charge mistura os dois episódios com o intuito de ofender o primeiro presidente negro dos EUA.

“A charge no New York Post é, na melhor das hipóteses, perturbadora, dado o histórico de ataques racistas nos quais os negros são chamados de macacos”, disse o activista pró-direitos humanos Al Sharpton. Qualificando o desenho de “ofensivo e divisivo”, ele prometeu promover uma manifestação esta quinta-feira, 19, diante da redacção do Post. O vereador Leroy Comrie disse ter recebido vários telefonemas de cidadãos indignados. “Publicar uma charge tão violenta e racista é um insulto a todos os nova-iorquinos”, disse Comrie.

Simon e Garfunkel preparam nova digressão

Posted in Word Music with tags , , on 19 19UTC Fevereiro 19UTC 2009 by gm54

De novo juntos: cinco anos depois

De novo juntos: cinco anos depois

Paul Simon e Art Garfunkel estão a planear uma nova digressão conjunta, a primeira realizada em cinco anos. E, a avaliar pela reacção do público ao seu mais recente (e inesperado) reencontro em palco, a nova digressão promete lotações esgotadas.

Embora ainda sem datas e locais agendados, o futuro regresso à estrada foi dado como certo por Art Garfunkel, poucos dias após a reunião- -surpresa que o levou a interpretar as três últimas canções num concerto de Paul Simon, na reabertura do (agora restaurado) Beacon Theatre, em Nova Iorque. Segundo a imprensa americana, o reencontro inesperado dos dois músicos, ocorrido na passada sexta-feira, foi recebido com uma chuva de aplausos, tal como os temas, icónicos na trajectória do duo, que encerraram a noite: The Sounds of Silence, The Boxer e Old Friends.

“O público teve uma reacção extraordinária. De facto, não esperava que, tantos anos depois, ainda se interessasse por nós desta forma. Tocou-me profundamente”, afirmou Art Garfunkel à BBC News.

A última digressão conjunta, justamente intitulada Old Friends (Velhos Amigos) e envolvendo espectáculos nos Estados Unidos e na Europa, realizara-se em 2003, ano em que actuaram também na cerimónia de entrega dos Prémios Grammy. A tournée prolongou-se por 2004, tendo ficado célebre a enchente que os esperava – mais de 600 mil pessoas – no concerto gratuito então dado junto ao Coliseu de Roma, em Itália.

Amigos desde os tempos de escola, com uma primeira experiência de parceria nos anos 50 – data de gravação do primeiro trabalho, ainda sob o nome Tom and Jerry -, os dois músicos puseram em 1970 termo ao duo que mais tarde os celebrizou. Em 1981, voltaram a actuar juntos, num histórico concerto no Central Park.

Estátuas gigantes do Oscar chegam a NY para cerimônia paralela

Posted in Cinema, Óscares with tags on 19 19UTC Fevereiro 19UTC 2009 by gm54
éplicas com 2,5 metros de altura

éplicas com 2,5 metros de altura

Duas estátuas gigantes que representam as estatuetas do Oscar chegaram nesta quarta-feira, 18, a Nova York, onde ocorrerá uma cerimônia paralela à festa oficial no Teatro Kodak de Los Angeles para os membros da Academia que estiverem na costa leste americana.

A três vezes vencedora do Emmy Elaine Stritch recebeu as estátuas de 2,5 metros de altura cada, que percorreram as ruas nova-iorquinas num caminão antes de chegar ao hotel onde a cerimônia será realizada.

A Academia das Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos realiza desde 1990 uma cerimônia em Nova York, que reúne vários membros da instituição, muitos deles vencedores e indicados à estatueta.

A 81ª edição da premiação ocorrerá no dia 22 de fevereiro no Teatro Kodak de Los Angeles.

Chapéu do Papa voa

Posted in Religião with tags on 19 19UTC Fevereiro 19UTC 2009 by gm54

papa

Solidéu do Papa Bento XVI é levado pelo vento durante sua audiência semanal  na Praça de São Pedro, no Vaticano

Sean Penn se supera em “Milk” , o melhor filme da temporada

Posted in Cinema, Comportamento, Óscares with tags , , , , on 19 19UTC Fevereiro 19UTC 2009 by gm54
Penn conquistou a sua quinta indicação ao Oscar

Penn conquistou a sua quinta indicação ao Oscar

Por A. O. Scott – Uma das primeiras cenas do filme “Milk” mostra uma paquera numa estação do metro nova-iorquino. É o ano de 1970, e um executivo da área de seguros, vestido de fato e gravata, avista um homem mais jovem em roupas surradas – a expressão “hippie com cara de anjo”, alusiva a Jack Kerouak,  surge na sua mente – e o provoca com um gracejo ao subir as escadas. O clima é sexy e descontraído e a cena acaba com os dois homens comendo um bolo de aniversário na cama.

O tom de brincadeira provocativa do momento é, de certa forma, afável, dadas as expectativas de um filme sério e importante baseado em factos históricos. Com direcção de Gus Van Sant e roteiro de Dustin Lance Black, “Milk” certamente é este tipo de filme, porém consegue fugir de muitas das armadilhas presentes em outros filmes que retratam a época, graças ao encanto e à tenacidade do seu personagem título.

Harvey Milk (interpretado por Sean Penn), um activista de bairro que acaba por ingressar na carreira política em San Francisco em 1977, é assassinado juntamente com o então prefeito da cidade, George Moscone (Victor Garber), por um ex-inspector chamado Dan White (Josh Brolin) no ano seguinte. Apesar da modéstia do seu cargo e do trágico encurtamento do seu mandato, Milk, um dos primeiros políticos a assumir a homossexualidade nos Estados Unidos, teve um impacto profundo na política nacional e influenciou a cultura do país, confirmando assim o seu status de pioneiro e mártir.

A sua curta carreira inspirou uma ópera de Stewart Wallace, um excelente documentário (“The Times of Harvey Milk”, de Rob Epstein, 1984) e agora o longa-metragem “Milk”,o melhor filme americano do circuito comercial que vi este ano. A propósito, não estou a jogar confete nesta produção, embora 2008 tenha sido um ano bastante medíocre para Hollywood. “Milk” é um filme acessível e instrutivo, uma crônica ardilosa sobre a política de cidade grande e o retrato de um guerreiro cuja paixão se equiparava à sua generosidade e ao seu bom humor. Sean Penn, actor de intensidade emocional e disciplina física incomparáveis, consegue se superar neste filme, interpretando um papel diferente de todos que já fez anteriormente.

É muito mais uma questão de temperamento do que de sexualidade: um actor heterossexual no papel de um homossexual não é mais nenhuma novidade. Bem diferente do seu personagem em “Sobre Meninos e Lobos” (Clint Eastwood), o ex-condenado Jimmy Markum, Harvey Milk é extrovertido e irônico, um homem cuja auto-imagem expansiva e às vezes até piegas camufla uma mente incisiva e uma vontade ferozmente obstinada. Sem fazer esforço, Senn consegue capturar tudo isso através da sua voz e gestual. Porém, o mais impressionante é a maneira como o actor consegue transmitir o princípio essencial da afabilidade de Milk, uma virtude pessoal que também funciona como princípio político.

Isso não quer dizer que “Milk” seja um daqueles filmes fáceis, que nos fazem sair do cinema com uma sensação boa, tampouco que o seu herói seja um tímido santo liberal. O filme traz uma raiva justificada e também um lirismo melancólico surpreendente. Van Sant sempre praticou um tipo de romantismo desinteressado, deixando as suas histórias se desenrolarem de maneira prosaica, ao mesmo tempo em que vai introduzindo toques de beleza melancólica (neste filme ele é ajudado pela musicalidade elegante de Danny Elfman e pela fotografia expressiva de Harris Savides, cujas habilidades de enquadramento e foco poderiam ser chamadas de carinho).

Nos anos posteriores a “Encontrando Forrester” (2000), Van Sant se dedicou a projectos menores, alguns deles (como o filme “Elefante”, vencedor da Palma de Ouro) com actores amadores, e nenhum deles com a preocupação de atender a aprovação do público de massa. “Uma Voz nas Sombras”, “Elefante”, “Últimos Dias” e “Paranoid Park” são ligados pelo espírito de exploração formal – elementos do estilo experimental de Van Sant incluem tomadas longas, narrativas fragmentadas e evasivas e uma maneira de compor as cenas enfatizando a textura visual e auricular sobre a exposição dramática convencional – além de uma preocupação com a morte.

James Franco forma par com Sean Penn em "Milk"

James Franco forma par com Sean Penn em "Milk"

Como nos filmes “Elefante” (inspirado no massacre ocorrido na escola Columbine High) e “Últimos Dias” (inspirado no suicídio de Kurt Cobain), “Milk” é a crônica da morte anunciada. Antes daquele encontro na estação de metro, já vimos vídeos reais a mostrar as consequências do assassinato de Milk, bem como fotos de homossexuais sendo detidos pela polícia. Estas imagens não estragam a intimidade entre Harvey, o executivo engomadinho, e Scott Smith (James Franco), o hippie com quem passa a ter um relacionamento marital e se torna o seu principal assessor de campanha. Ao invés disso, o constante risco de assédio, humilhação e violência é o contexto que define tal intimidade.

E a sua recusa em aceitar isso como um facto da vida, a sua insistência em ser quem ele é sem segredos ou vergonha, é o que faz o Milk boêmio, dono de uma loja de artigos fotográficos, transformar-se (depois de deixar Nova York e o segmento de seguros) num líder político.

Cinema biográfico, de política a sexo

“Meu nome é Harvey Milk e eu quero recrutá-lo”. Era com esta frase que Milk geralmente começava as suas palestras para quebrar a tensão entre o público hetero, mas o filme mostra-o apresentando a mesma introdução também para multidões dominantemente homossexuais, com uma inflexão ligeiramente diferente. Ele quer recrutá-los para a política democrática, para persuadi-los de que o estigma e a discriminação com os quais estão acostumados a aguentar em silêncio, e até mesmo com culpa, podem sem abordados através do voto, através da demonstração, através da reivindicação da parcela de poder que é de direito e responsabilidade de todo cidadão.

O roteiro de Black é forte por conseguir captar tanto o radicalismo da ambição política de Milk quanto o pragmatismo dos seus métodos. Para Milk, a política moderna prospera na intersecção confusa e muitas vezes gloriosa dos interesses sujos e dos ideais nobres. Pouco depois de mudar-se com Scott de Nova York para o bairro de Castro, em São Francisco, Milk começa a organizar os residentes gays da vizinhança, procurando aliados entre empresários, sindicatos e outros grupos.

A elite gay da cidade, incomodada por suas tácticas de confronto, o mantém à distância, deixando para ele a função de construir um movimento desde a base, com a ajuda de um jovem demagogo e um ex-michê chamado Cleve Jones (Emile Hirsch).

Por mais de duas horas intensas e animadas, Milk age de acordo com muitas das convenções do cinema biográfico, mesmo que nem sempre com os detalhes precisos da biografia do herói. O incansável comprometimento político de Milk acaba afectando os seus relacionamentos, primeiramente com Scott e depois com Jack Lira – um jovem instável e impulsivo vivido por Diego Luna com um entusiasmo lírico.

Filme retrata engajamento em São Francisco na década de 1970

Filme retrata engajamento em São Francisco na década de 1970

Entretanto, questões relativas à cidade de São Francisco são ofuscadas por um referendo estatal em prol dos direitos anti-gay e da cruzada nacional para derrubar leis municipais anti-discriminatórias, liderada pela garota propaganda dos comerciais de sumo de laranja Anita Bryant. É o desabrochar da guerra cultural, e Milk encontra-se no meio do campo de batalha (assim como 30 anos depois, no encalço da “Proposition 8”, referendo que eliminou o direito de casamento entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia).

O filme “Milk” é uma fascinante lição de história cheia de nuances. Guardadas as proporções e variedades visuais, ao assisti-lo temos a impressão de ver um filme de Oliver Stone um pouco mais calmo, sem as hipérboles e melodramas edipianos. Porém, também é um filme que se assemelha a outros trabalhos recentes de Van Sant – e, curiosamente, também ao filme “Zodíaco”, de David Fincher, que gira em torno de outro facto ocorrido em São Francisco nos anos 70 – ao respeitar os limites da explanação psicológica e sociológica.

Dan White, antigo colega de Milk e o seu eventual assassino, assombra o filme representando tanto a banalidade quanto o enigma da maldade. Brolin o faz parecer ao mesmo tempo desprezível e assustador, sem fazê-lo parecido com um monstro ou com um palhaço. Motivos para o crime de White são sugeridos no filme, mas um relato claro demais dos mesmos poderia distorcer a terrível veracidade da estória, minando assim a força do filme.

Esta força encontra-se no seu estranho equilíbrio entre proporção e matiz, na sua habilidade de abordar praticamente tudo – amor, morte, política, sexo, modernidade – sem perder de vista as particularidades íntimas da sua história. Harvey Milk foi uma figura intrigante e inspiradora. “Milk” é um filme genial.

“Quem quer ser Bilionário?” é o Melhor Filme e o grande vencedor da noite dos Óscares

Posted in Cinema, Óscares with tags , , , , on 23 23UTC Fevereiro 23UTC 2009 by gm54
8 estatuetas para "Quem Quer Ser Bilionário"

8 estatuetas para "Quem Quer Ser Bilionário"

Quem quer ser Bilionário?” conquistou o Óscar de Melhor Filme, terminando a noite da 81.ª edição dos prémios da Academia como a película mais premiada, com oito estatuetas douradas, entre as quais a de Melhor Realizador (Danny Boyle) e Melhor Argumento Adaptado. Sean Penn, Kate Winslet, Penélope Cruz e o falecido Heath Ledger levaram os prémios de interpretação.

A história de um rapaz dos bairros de lata de Mumbai que ganha um prémio milionário num concurso de televisão conquistou a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, deixando de fora dos principais prémios o recordista das nomeações do ano “O Estranho Caso de Benjamin Button” (13), que conquistou apenas três estatuetas, todos em categorias técnicas (caracterização, efeitos visuais e direcção artística).

“Quem quer ser Bilionário” venceu ainda nas categorias de Melhor Fotografia, Som, Montagem, Banda Sonora Original e Canção Original.

O segundo filme a receber mais estatuetas foi “O Estranho Caso de Benjamin Button”, que levou para casa três prémios, os relativos a Melhor Cenografia, Maquilhagem e Efeitos Visuais. A película protagonizada por Brad Pitt, que saiu derrotado na categoria de Melhor Actor, tinha o maior número de nomeações, 13 no total.

Numa cerimónia apresentada por Hugh Jackman, que rompeu com uma longa tradição de serem comediantes a desempenharem esse papel, “Bilionário” confirmou no Kodak Theatre em absoluto o seu favoritismo, tal como Kate Winslet, que com o seu papel de freira em “O Leitor” conquistou o seu primeiro Óscar, apenas à sua sexta nomeação, derrotando, entre outras, Meryl Streep que, com “Dúvida”, somava este ano a sua 15ª nomeação.

Menos esperado foi o triunfo de Sean Penn, que foi considerado o melhor actor por “Milk”, em prejuízo de Mickey Rourke, que era o grande favorito entre os nomeados pelo seu “comeback” como lutador envelhecido em “O Wrestler”.

O momento mais emotivo da noite aconteceu com a entrega do Óscar de melhor actor secundário a Heath Ledger, falecido há pouco mais de um ano com overdose de medicamentos, pelo seu Joker de “O Cavaleiro das Trevas”. Ledger foi o segundo a receber um Óscar póstumo de interpretação, depois de Peter Finch, considerado o melhor actor de 1976 em “Escândalo na TV” dois meses depois da sua morte. A receber o prémio em nome de Heath Ledger esteve o seu pai, Kim.

Penélope Cruz, por “Vicky Christina Barcelona”, triunfou na categoria de melhor actriz secundária.

A película “Departure” (Japão) foi distinguida com o Óscar para melhor filme em língua estrangeira.

Poucos americanos entre os vencedores

Foram 24 os prémios atribuídos, mas poucos foram para norte-americanos. Os quatro prémios de interpretação foram para actores de quatro nacionalidades diferentes e apenas um foi norte-americano, Sean Penn (melhor actor). Os outros foram para uma inglesa (Kate Winslet, “O Leitor”, uma espanhola (Penélope Cruz, “Vicky Christina Barcelona”) e um australiano (Heath Ledger, “O Cavaleiro das Trevas”).

Nas outras categorias principais, o melhor filme “Quem quer ser Bilionário” é uma produção inglesa, e o seu realizador (Boyle) e argumentista (Simon Beaufoy) também britânicos. Quanto ao melhor argumento original, o Óscar foi para um norte-americano, Dustin Lance Black, por “Milk”.

Lista completa dos vencedores nas 24 categorias


Actriz secundária: PENELOPE CRUZ, VICKY CRISTINA BARCELONA

Argumento original: DUSTIN LANCE BLACK, MILK

Argumento adaptado: SIMON BEAUFOY, QUEM QUER SER BILIONÁRIO?

Longa-metragem de animação: WALL-E

Curta-metragem de animação: LA MAISON EN PETITS CUBES

Cenografia: O ESTRANHO CASO DE BENJAMIN BUTTON

Figurinos: A DUQUESA

Maquilhagem: O ESTRANHO CASO DE BENJAMIN BUTTON

Fotografia: ANTHONY DOD MANTLE, QUEM QUER SER BILIONÁRIO?

Curta-metragem: THE PIG

Actor secundário: HEATH LEDGER, O CAVALEIRO DAS TREVAS

Documentário de longa-metragem: HOMEM NO ARAME

Documentário de curta-metragem: SMILE PINKY

Efeitos Visuais: O ESTRANHO CASO DE BENJAMIN BUTTON

Efeitos Sonoros: O CAVALEIRO DAS TREVAS

Som: QUEM QUER SER BILIONÁRIO?

Montagem: QUEM QUER SER BILIONÁRIO?

Banda Sonora Original: QUEM QUER SER BILIONÁRIO?

Morre o radialista Walter Silva, o Pica-Pau

Posted in Radiodifusão, Word Music with tags on 28 28UTC Fevereiro 28UTC 2009 by gm54

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Morreu na tarde de ontem aos 75 anos, em São Paulo, o jornalista e produtor musical Walter Silva, mais conhecido como Pica-Pau. Um dos principais incentivadores da bossa nova, que ajudou a lançar com o célebre programa Pick-Up do Pica-Pau, ele apresentou um quadro de pneumonia no final do ano e seu estado se agravou por causa da diabete e de problemas cardíacos. Ele estava internado no Incor.

A relação de Walter Silva com a rádio começou cedo. “O meu avô era português e eu ficava com ele a ouvir a Emissora Nacional de Lisboa, a BBC de Londres. O meu jeito de falar, minha pronúncia, minha articulação das palavras, é tudo tirado da rádio. Eu policio-me quando falo, procuro usar a língua culta e sem o sotaque paulistano da Mooca”.

Não por acaso, aos 10 anos, começou a apresentar um programa de calouros e narrar lutas de boxe numa rádio pirata montada por um primo. Profissionalmente, o primeiro emprego de expressão foi na Rádio Marabá, de Mogi das Cruzes; pouco depois, ingressava na Rádio Nove de Julho, em São Paulo. A fama viria na Rádio Bandeirantes, onde começou em dezembro de 1958, contratado para apresentar o programa Pick-Up do Pica-Pau.

O programa foi sucesso. Nele, lançou artistas como Elis Regina, sobre quem disse: “Menina, você vai ser a maior cantora do Brasil.” Também João Gilberto teve o seu Chega de Saudade, o primeiro disco da bossa nova, tocado pela primeira vez no programa. Por tudo isso, Silva costumava ficar uma fera quando artistas ou jornalistas ignoravam a participação de São Paulo na divulgação e consolidação da bossa nova. “O Nelson Motta diz que o Rio fez alguns shows memoráveis de bossa nova. Pois São Paulo fez uns 200… Pôs João Gilberto em primeiro lugar nas paradas de sucesso, com Chega de Saudade, em 1960″, disse ele.

Em 2002, lançou o livro Vou Te Contar – Histórias de Música Popular Brasileira, em que repassava a sua trajectória profissional ao lado de alguns dos principais artistas da música popular brasileira. Em 2003, vendeu o seu acervo para o Instituto Moreira Salles. Entre as preciosidades garimpadas ao longo de mais de 50 anos de carreira estão as primeiras gravações de músicas como Garota de Ipanema e Insensatez.

Yusuf Islam: Memória do existencialismo pop nos tempos de Cat Stevens

Posted in Religião, Word Music with tags on 28 28UTC Fevereiro 28UTC 2009 by gm54

Em 1970, Cat Stevens editou “Tea for the Tillerman”, um conjunto de canções que serviram de primeira profecia: este era um músico inquieto, rodeado por problemáticas existenciais sem resposta aparente. Era o início de um percurso que o levou à conversão muçulmana e à mudança de identidade

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1970 foi revelador: Bitches Brew (Miles Davis), John Lennon/Plastic Ono Band, Bryter Later (Nick Drake), All Things Must Pass (George Harrison) ou The Madcap Laughs (Syd Barrett) afirmavam em conjunto que o sonho de 60 terminara, longe de concretizado. Baralhavam-se referências e descobriam-se novas inspirações. Mas permanecia a crença numa mudança futura, lado a lado com protagonistas como a Guerra do Vietname. Cat Stevens descobria o seu caminho artístico neste entretanto, com Tea for the Tillerman – punhado de canções sobre dúvidas espirituais, dores de crescimento e questionamento ecológico. O disco é agora reeditado, revelando como foi início da conversão deste Cat para Yusuf Islam, transformado em filantropo espiritual durante três décadas.

Poucas vezes é apontado como referência – nunca cultivou mistérios suficientes para ser estrela pop para idolatrar. Mesmo agora, quando volta a apresentar Tea for the Tillerman (em formato remisturado e ampliado), prefere não esconder nada. Num texto assinado com um simples “Yusuf” (deixou de usar o Islam, diz que a palavra não necessita de “propaganda gratuita”), Steven Demetre Georgiou (baptizado a 21 de Julho de 1948 por uma ascendência grega cipriota e sueca) recorda que escreveu Father and Son porque o preocupava o diálogo com a realidade transcendental, que Wild World é um desgosto de amor – assunto intemporal, tal como a existência. Em 1968, Cat Stevens experimentava os primeiros sabores de uma receita de sucesso, a mesma que ia invadindo as ruas de Londres. No entanto, cedeu a uma tuberculose de difícil recuperação, que o levou a compor como nunca tinha feito até então, escrevendo títulos como But I Might Die Tonight ou On The Road To Find Out. Entre hospitais e estúdios de gravação sentiu ausências e descobriu motivações.

Só em 1978 se converteu ao islão, depois de uma experiência de quase morte no mar da costa da Califórnia. Revelou em diferentes entrevistas que, entre ondas e correntes, exclamou “meu Deus, se me salvares entrego-te a minha vida”. Descobriu mais tarde, numa viagem a Marrocos, o que chamavam de “música para Deus”. Pouco depois era leitor do Alcorão e desistia da carreira de músico no auge do sucesso: era o mais importante nome do catálogo da Island Records, com 60 milhões de discos vendidos. A música tornava-se mero instrumento de adoração, em que a voz deveria ser acompanhada apenas por percussão. Uma simplicidade próxima de Tea for the Tillerman, na verdade, documento assente nas harmonias de guitarras acústicas que nunca se sobrepõem às palavras cantadas. Era folk britânica transformada em pop, despojada mas, ainda assim, excessiva para um homem que agora era Yusuf, por paixão a José, filho de Jacob, exemplo dado pelo Alcorão.

Leiloou os seus instrumentos e afastou-se, acreditando que a cultura do ego que a pop exigia era proibitiva. Dedicou-se por inteiro ao seu novo ser muçulmano, fundando a Islamia Primary School, escola muçulmana de Londres. No entanto, não fugiu a novos ódios, quando no final dos anos 80 foi tido como apoiante da condenação à morte de Salman Rushdie, autor dos Versículos Satânicos. Nos anos 90, a mediatização das suas lutas por causas como as vítimas da guerra dos Balcãs trouxe-lhe novo alento junto de um público que continuou a ser-lhe fiel – Yusuf vende, ainda hoje, cerca de milhão e meio de discos por ano. A luta por uma maior compreensão e tolerância face ao Islão por parte do Ocidente transformou- -se em prioridade, sobretudo depois do 11 de Setembro, que publicamente condenou.

Rendeu-se às evidências em 2006, com a edição de An Other Cup. A música, na sua abrangência instrumental, era-lhe essencial. Voltou aos discos, num regresso que motivou também a reapresentação da obra que dele fez músico de corpo inteiro. Tea for the Tillerman é reedição óbvia ao representar uma visão quase profética da mudança que diz ter resultado no cumprimento de um “ciclo completo”.

U2 faz show no telhado do prédio da rede BBC

Posted in Word Music with tags on 28 28UTC Fevereiro 28UTC 2009 by gm54

A banda britânica U2 deu nesta sexta-feira, 27, um show no tecto do prédio da rede britânica BBC, em Londres. O novo álbum do grupo inglês, No Line On The Horizon, tem lançamento mundial marcado para a próxima segunda-feira.

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Presidente da Guiné-Bissau é assassinado por militares

Posted in Política Internacional with tags , , on 2 02UTC Março 02UTC 2009 by gm54

Destino ligado a Tagmé Na Wae?

Destino ligado a Tagmé Na Wae?

O presidente da Guiné Bissau, João Bernardo Vieira, foi morto nesta segunda-feira por efectivos militares na sua residência em Bissau, capital do país.

O assassinato aconteceu algumas horas depois da morte do chefe do Estado-Maior do Exército e crítico do governo de Vieira , general Batista Tagme Na Wai, que foi morto num ataque na noite de domingo que também destruiu parte do quartel-general das Forças Armadas.

Vieira é um antigo combatente da luta armada de libertação da Guiné-Bissau que governou o país até ser deposto numa guerra civil no final década de 1990, retornando ao poder numa eleição em 2005.

O presidente vinha entrando em choque com o general Na Wai.

Foi assassinado quando tentava sair de casa, cercada por soldados do Exército.

“A morte do chefe de Estado João Bernardo Vieira está confirmada. A sua mulher está na embaixada angolana”, disse à agência Reuters Sandji Fati, um coronel aposentado do Exército.

Fati acrescentou que Nino Vieira recusou-se a deixar a sua residência quando diplomatas da embaixada angolana foram apanhá-lo e à sua mulher para um local seguroti.

Uma fonte de segurança disse que soldados da etnia balante, a mesma de Tagme Na Wai, lideraram o ataque a Vieira, e saquearam sua casa.

Tagme sempre disse que o seu destino e o do presidente estavam ligados. E que, se ele morresse, o presidente também morreria, disse a fonte.

Tiroteios e explosões ressoaram na cidade de Bissau nas primeiras horas desta segunda-feira e a maior parte dos moradores ficou em casa, e não estava claro quem controlaria o país.

O atentado que causou a morte na noite de domingo do general Na Wai foi realizado com uma bomba colocada na sede do Estado-Maior do Exército, que também causou cinco feridos, entre eles dois graves, ao mesmo tempo em que derrubou parte do prédio.

Após o atentado, altos comandos militares ordenaram que as emissoras de rádio privadas da capital interrompessem as suas transmissões e a televisão pública também ficou fora do ar.

“Para a segurança dos jornalistas, deve-se fechar a emissora e deixar de transmitir”, afirmou o porta-voz militar aos funcionários de uma das rádios.

O general Na Wai fez parte de um grupo golpista que derrubou o governo de Nino Vieira na década de 1990. Após um tempo exilado, Vieira foi eleito para o cargo novamente em 2005. Desde então, o general Na Wai mostrou-se bastante crítico em relação ao presidente. Denunciou em janeiro um atentado frustrado do qual responsabilizou membros da guarda do presidente, que disse que abriram fogo durante a passagem de seu veículo diante do Palácio Presidencial.

Em 23 de novembro de 2008 um grupo de militares atacou à noite a residência do presidente Vieira, deixando um saldo de dois mortos.

A Guiné-Bissau é um dos países mais pobres do mundo e, desde que obteve a independência de Portugal em 1974, sofreu vários golpes de Estado.

Nos últimos anos, a Guiné-Bissau transformou-se num centro da rota do tráfico de cocaína da América do Sul para a Europa e altos cargos do governo e chefes militares foram acusados de participar neste negócio ilegal.


Nino Vieira: perfil

Destino ligado a Tagmé Na Wai?

Destino ligado a Tagmé Na Wai?

Nino-Vieira foi um dos rostos da implementação da democracia na Guiné-Bissau tendo sido o primeiro Presidente da Guiné-Bissau democraticamente eleito.

João Bernardo Vieira, mais conhecido por Nino Vieira, nasceu em Bissau a 27 de Abril de 1939.

Eletricista de formação, Nino Vieira filiou-se em 1960 ao Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), de Amílcar Cabral, e rapidamente tornou-se numa peça-chave da guerrilha do país contra o regime colonialista português.

Durante a guerra demonstrou uma grande habilidade como líder militar e rapidamente subiu na cadeia de comando. Em 1972 ocupou o cargo de Presidente da Assembleia Nacional Popular.

Em 1978 foi nomeado primeiro-ministro da Guiné-Bissau.

Dois anos depois Nino Vieira participou num golpe militar que derrubou o Governo de Luis Cabral. Desvinculou-se do PAIGC e formou o Conselho Militar da Revolução, por ele liderado. Em 1984 foi aprovado uma nova constituição que repôs o regime civil na Guiné-Bissau.

Nos início anos 90, a Guiné-Bissau acabou com a proibição da formação de partidos políticos e realizou as primeiras eleições em 1994. Nino Vieira ganhou as eleições e tornou-se o primeiro presidente democraticamente eleito da Guiné-Bissau (29 de Setembro de 1994).

Em Junho de 1998, uma tentativa fracassada de golpe de estado contra o governo de Nino Vieira provocou uma guerra civil entre as suas forças e a de um grupo rebelde comandado por Ansumane Mané.

A 7 de Maio de 1999, os rebeldes liderados por Mané depõem Nino Vieira que é obrigado a refugiar-se em Portugal.

Depois de outro golpe militar derrubar o presidente Kumba Yalá em 2005, Nino Vieira regressou a Bissau e candidatou-se às eleições presidênciais de 2005. Na primeira volta das eleições fica em segundo lugar, tendo ganho a segunda volta com quase 53 por cento dos votos. Toma posse como presidente em Outubro desse ano.

Em 28 de outubro de 2005, Nino Vieira anunciou a dissolução do governo chefiado pelo Primeiro-Ministro Carlos Gomes Junior, alegando a necessidade de manter a estabilidade no país.

A 2 de Março de 2009 é assassinado na sua casa por militares das Forças Armadas da Guiné-Bissau.

U2 mostram a face de um disco rodeado de segredos

Posted in Pop Rock, Word Music with tags , on 2 02UTC Março 02UTC 2009 by gm54

5 mil fãs assistiram os U2 no terraço da BBC

5 mil fãs assistiram os U2 no terraço da BBC

Desde 2004 que não era editado um álbum de originais dos U2. Hoje, 3, chega finalmente o tão aguardado “No Line on the Horizon”, até há pouco tempo rodeado de grandes mistérios. O mesmo acontece, aliás, com a nova digressão, cujas datas e locais serão anunciados na próxima semana

É um dos discos mais esperados do ano. No Line on the Horizon chega hoje às lojas e marca o regresso da banda irlandesa, depois de cinco anos sem novas edições. A expectativa aumenta quando muitos se referem a este disco como uma possível mudança na sonoridade dos U2. O disco tem sido guardado a sete chaves, mas há cerca de duas semanas foi, inevitavelmente, parar às mais variadas plataformas digitais de pirataria online.

Os detalhes dados sobre a digressão de apresentação do disco continuam também a ser uma incógnita, que se resolverá no dia 9 de Março.

Bono revelou à BBC que os novos espectáculos serão ao ar livre e “muito íntimos”. E de forma a combater a crise financeira disse: “Estamos a tentar arranjar uma forma de os bilhetes serem baratos por estarmos em recessão.” Na mesma entrevista, Bono revelou que gostaria que, este ano, os U2 fossem um dos grupos a actuar no Festival Glastonbury, um dos maiores no Reino Unido. Mas ainda nada está certo.

Outras datas têm sido avançadas pela imprensa internacional, mesmo que o grupo não as tenha confirmado nem desmentido. Por exemplo, o jornal Boston Globe anunciou que no dia 20 de Setembro os U2 irão actuar no Gillette Stadium. Já o jornal colombiano El Tiempo revelou que o grupo este ano vai actuar num novo espaço construído em Bogotá, mas não anunciou quaisquer datas. O site venezuelano Noticias24 – www.noticias24.com – avançou ainda que o grupo vai dar um concerto de solidariedade no país, no estádio de futebol de Puerto la Cruz. E a rádio polaca Channel 3 adiantou que será de esperar um concerto da banda em Varsóvia, entre os dias 23 e 26 de Julho.

Certo mesmo só o espectáculo surpresa que o grupo deu no terraço do edifício da BBC, em Londres, na sexta-feira. Cinco mil fãs acorreram ao local, avisados por rumores em vários fóruns da Internet. Agora é de esperar que Portugal seja um dos contemplados na nova digressão da banda.

Dono de óculos de Gandhi rejeita oferta do governo indiano

Posted in Direitos Humanos, Religião with tags , on 4 04UTC Março 04UTC 2009 by gm54
Gandhi, o romeiro

Gandhi, o romeiro

O homem que afirma possuir os óculos de Mahatma Gandhi, que serão leiloados na próxima quinta-feira, 5, em Nova Iorque, rejeitou uma oferta do governo indiano.

“Recebi um e-mail de alguém do consulado (indiano) em Nova Iorque. Fizeram-me uma oferta, cujo valor não posso revelar porque é tão baixa que não desejo colocá-los em um aperto”, disse à AFP James Otis, um director de documentários que reside em Los Angeles.

Otis afirma possuir os óculos e outros objectos pessoais de Gandhi, como um relógio de bolso, sandálias de tiras de couro, um prato e um copo, que serão leiloados pelo Antiquorum Auctioneers, apesar dos protestos do governo indiano.

“Nada me faria mais feliz que uma oferta generosa do governo indiano (…) Doaria a minha colecção de imediato”, mas não foi o caso, disse Otis à AFP.

A Antiquorum estima que os óculos de Gandhi receberão entre 20 mil e 30 mil dólares no leilão de quinta-feira.

Universidade lança mestrado sobre os Beatles

Posted in Word Music with tags on 4 04UTC Março 04UTC 2009 by gm54

beatles1A Liverpool Hope University, na Inglaterra, vai oferecer a partir de setembro um mestrado sobre os Beatles, intitulado “Os Beatles, a Música Pop e a Sociedade”.

A idéia é que o curso, com duração de um ano (4 módulos de 12 semanas), ganhe dimensões internacionais e permita aos alunos o contacto com pessoas que conviveram com John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr.

QUANDO FALAR ERRADO VIRA ARTE

Posted in Word Music with tags , , on 4 04UTC Março 04UTC 2009 by gm54

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Em 1910, nasceu em Valinhos, interior de Sampa, uma voz rouca e melodiosa.  Uma alma boêmia e de poesia marginal. João Rubinato conheceu as misérias da vida e a rejeição dos que têm de lutar até à última fibra dos ossos para ter seu talento reconhecido. Foi entregador de marmitas, vendedor de tecidos e participou de muitos shows de calouros no rádio.  Não foi fácil a vida para o sambista conhecido como Adoniran Barbosa.  Criador de Trem das Onzes, Samba do Arnesto, Saudosa Maloca, Tiro ao Álvaro, entre outros. Morreu em 1982 devido a uma parada cardíaca.

Adoniran por ele mesmo:

Falar errado é uma arte, senão vira deboche.”

Eu sempre gostei de samba. Sou um sambista nato. Gosto de samba e pouco me importa se custaram a me aceitar assim. Implicavam com as minhas letras, com os nóis fumo, nóis vamu, nóis semu etc. etc… O que eu escrevo está lá direitinho no Bexiga. Lá é engraçado… o crioulo e o italiano falam igualzinho…

O Haver

Posted in Literatura, Poesia with tags , on 4 04UTC Março 04UTC 2009 by gm54

Essa intimidade perfeita com o silêncio

Essa intimidade perfeita com o silêncio

Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
- Perdoai! eles não têm culpa de ter nascido…

Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo que existe.

Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer balbuciar o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.

Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.

Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem memória.

Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera cega em face da injustiça e do mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de sua inútil poesia e de sua força inútil.

Resta esse sentimento da infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa tola capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem de comprometer-se sem necessidade.

Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será e virá a ser
E ao mesmo tempo esse desejo de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não têm ontem nem hoje.

Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante.

E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.

Resta essa obstinação em não fugir do labirinto
Na busca desesperada de uma porta quem sabe inexistente
E essa coragem indizível diante do grande medo
E ao mesmo tempo esse terrível medo de renascer dentro da treva.

Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem história
Resta essa pobreza intrínseca, esse orgulho, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.

Resta essa fidelidade à mulher e ao seu tormento
Esse abandono sem remissão à sua voragem insaciável
Resta esse eterno morrer na cruz de seus braços
E esse eterno ressuscitar para ser recrucificado.

Resta esse diálogo cotidiano com a morte, esse fascínio
Pelo momento a vir, quando, emocionada
Ela virá me abrir a porta como uma velha amante
Sem saber que é a minha mais nova namorada.

Vinicius de Moraes

NINO MORREU A GOLPES DE CATANA

Posted in Política Internacional with tags , , , on 4 04UTC Março 04UTC 2009 by gm54

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Está reforçada a explicação de ajuste de contas na Guiné. O general Tagmé Na Waie esperava um atentado e avisou os oficiais balantas: “Eu morro de manhã e o Nino morre à noite”

Vingança teve momentos de grande violência

O Presidente Nino Vieira foi assassinado com grande brutalidade pelos militares leais ao chefe do Estado-Maior Tagmé Na Waié, que fora por sua vez morto horas antes num atentado à bomba. Nino foi morto à catanada. Sofreu golpes violentíssimos que o desfiguraram e já tinha profundas fracturas no crânio quando lhe deram o tiro de misericórdia.

Segundo fontes contactadas pelo jornal português Diário de Notícias (DN) em Bissau, a morte dos dois homens-fortes da Guiné teve na origem a velha rivalidade entre Tagmé e Nino, um ódio que remontava aos anos 80. O chefe do Estado-Maior sabia da iminência de um atentado contra a sua vida e deu instruções aos militares balantas que lhe eram fiéis: “Eu morro de manhã e o Nino morre à noite”, terá dito o general, segundo garantiu ao DN um antigo ministro guineense.

“Tagmé teria conhecimento de que chegara uma bomba”, garantiu esta fonte, que sublinhou a sofisticação do atentado contra o general. O profissionalismo do ataque (que foi inédito na Guiné e transcende as capacidades das forças armadas locais) sugere a ajuda das redes de narcotráfico, que são controladas por sul-americanos.

As fontes guineenses atribuem a Nino Vieira o atentado contra Tagmé Na Waié. A explicação é a seguinte: Nino controlava a presidência e parte do poder civil, mas teve uma importante derrota nas eleições legislativas de Novembro, que o PAIGC liderado por Carlos Gomes Júnior ganhou com maioria absoluta, elegendo 67 dos 100 deputados. O partido apoiado por Nino Vieira, o PRID, que era liderado pelo antigo primeiro-ministro Aristides Pereira, conseguiu apenas 3 eleitos.

O poder militar é aquele que verdadeiramente conta na Guiné-Bissau e o Presidente tinha aí uma séria desvantagem, pois contava apenas com alguns apoios na marinha. Logo após o atentado contra Tagmé, Nino Vieira convocou o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior para uma reunião onde lhe seria imposto um novo chefe de Estado-maior da facção ninista. Mas o presidente terá cometido um erro de precipitação, ao convocar o primeiro-ministro escassos minutos depois do atentado, traindo o seu conhecimento do mesmo: Carlos Gomes recusou-se a comparecer. Também se afirma que Nino esperava a protecção da marinha e que esta não se concretizou.

Neste ponto dos relatos sobre os acontecimentos da madrugada de domingo surge um mistério: por que razão Nino Vieira não tentou fugir mais cedo? O presidente teve muitas horas para escapar, mas não o fez.

O actual poder da Guiné-Bissau está nas mãos dos militares fiéis a Tagmé Na Waié, uma nova geração de oficiais. O novo homem-forte será Zamora Induta, mas o poder militar não está clarificado. De qualquer forma, a situação parece estável.

O poder civil encontra-se nas mãos do PAIGC. O Presidente interino, Raimundo Pereira, exercia o cargo de presidente do Parlamento. De 52 anos, é um jurista formado em Portugal.

A sequência da situação política na Guiné-Bissau tem inúmeras incógnitas. Para alguns “é o fim de uma Era” dominada pelo impiedoso Nino Vieira. Mas no horizonte há problemas. O maior deles parece ser o narcotráfico e a corrupção. Também não se pode esquecer a questão da balantização das forças armadas, facto que as outras etnias observam com extrema preocupação.

A presidência de Raimundo Pereira também poderá ser breve. A Constituição prevê eleições em dois meses, mas será impossível cumprir o prazo. Os outros partidos temem a hegemonia do PAIGC e quererão negociar um presidente transitório consensual.

Jornalista que atirou sapatos em Bush pega 3 anos de prisão

Posted in Política Internacional, Religião with tags on 12 12UTC Março 12UTC 2009 by gm54

O homem da sapatada contra Bush

O homem da sapatada contra Bush

Um tribunal de Bagdad condenou o repórter iraquiano que atirou os seus sapatos contra o ex-presidente dos EUA George W. Bush a três anos de prisão.

Muntazer al-Zaidi ganhou fama mundial em dezembro, quando atirou os seus sapatos contra o então presidente norte-americano, que liderou a invasão de 2003 que depôs o regime de Saddam Hussein, chamando-o de “cachorro” numa conferência de imprensa.

“Esta sentença é severa e não está em harmonia com a lei, e eventualmente a defesa irá recorrer no tribunal de apelações”, disse Dhiaa al-Saadi, advogado que chefia a equipe de defesa do jornalista.

Do lado de fora do tribunal, a irmã de Zaid Ruqaiya começou a chorar ao ouvir o veredicto, e gritou: “Abaixo Maliki, o agente dos americanos”.

Zaidi, um repórter da TV al-Baghdadiya, despertou opiniões divididas no Iraque, onde a invasão liderada pelos EUA levou a anos de derramamento de sangue por causa do sectarismo, com a morte de dezenas de milhares de iraquianos.

Alguns disseram que um convidado no Iraque jamais deveria ser insultado, e que o incidente constrangeu o país e seus jornalistas.

Mas a ação de Zaidi contra Bush foi recebida por muitos como um acto de protesto, e o gesto de atirar os sapatos espalhou-se em manifestações em todo o mundo.

Radiohead e outros artistas defendem fãs que baixam músicas

Posted in Word Music with tags , , on 12 12UTC Março 12UTC 2009 by gm54

Ed Obrien dos Radiohead

Ed Obrien dos Radiohead

Um grupo de músicos formado pelo guitarrista Ed O’Brien, do Radiohead, e pelos cantores Robbie Williams, Annie Lennox e Billy Bragg criticaram nesta quinta-feira, 12, uma proposta que quer tornar crime o acto de baixar músicas pela internet. Na noite de quarta-feira, a The Featured Artists Coalition, que reúne mais de 140 bandas ou cantores, votou maioritariamente contra o processamento judicial de fãs por esse motivo.

Os músicos transferirão essa opinião maioritária ao secretário de Estado para as Comunicações britânico, lorde Carter, que sugeriu a possibilidade de tipificar essas acções como crime, segundo informa hoje o jornal The Independent. Um dos músicos, Billy Bragg, declarou ao jornal que “a indústria musical não pode seguir por esse caminho” com medidas proteccionistas que equivalem “a colocar a pasta de dente outra vez no tubo”.

A coligação, criada para defender os direitos dos músicos no mundo digital, também quer que empresas como YouTube e MySpace remunerem os músicos quando usarem as suas composições em publicidade. “Os artistas deveriam ser titulares dos direitos e poder decidir quando a sua música pode ser usada gratuitamente e quando é preciso pagar por ela”, disse Bragg.

“Sem Poupar Coração” é o novo álbum de Nana Caymmi

Posted in Word Music with tags , on 12 12UTC Março 12UTC 2009 by gm54

Nana pensou em deixar de cantar após a morte dos pais em agosto de 2008

Nana pensou em deixar de cantar após a morte dos pais em agosto de 2008

O novo álbum da cantora brasileira Nana Caymmi, “Sem Poupar Coração”, editado pela Som Livre, vai ser lançado no Brasil no final deste mês ou no começo de Abril. Depois de ter perdido, em Agosto de 2008, o pai, Dorival Caymmi, e a mãe, Stella Maris, a cantora pensou em interromper a carreira que já tem quase 50 anos.

O álbum conta com a participação dos dois irmãos da cantora, Dori e Danilo Caymmi, que contribuem com composições e arranjos, actuando ainda como instrumentistas. Dori na viola e Danilo na flauta.

Nana Caymmi incluiu também no CD, cujas gravações foram finalizadas antes do Carnaval, canções de Fátima Guedes “Pra Quem Ama Demais”; de Sueli Costa “Violão”, com Paulo César Pinheiro; de João Donato e Ronaldo Bastos “Caju em Flor”; de Cristóvão Bastos e Aldir Blanc “Contradições”; de Rosa Passos e Fernando Oliveira “Esmeraldas” e de Guinga e Paulo César Pinheiro “Senhorinha”. As gravações foram feitas com músicos que já trabalham com Nana há anos, informa o “Estado de São Paulo” online.

Descobertas fotografias inéditas dos Beatles e dos Rolling Stones

Posted in Fotografia, Pop Rock, Word Music with tags , , , , , on 13 13UTC Março 13UTC 2009 by gm54

Mike Jagger vendo TV num quarto de hotel de NIorque

Mike Jagger vendo TV num quarto de hotel de NIorque

Uma colecção com mais de 50 fotografias dos Beatles e dos Rolling Stones foi encontrada depois de estar mais de 45 anos guardada numa mochila que pertencia a Bob Bonis, organizador das digressões dos dois grupos nos Estados Unidos nos anos 60.

As imagens, que retratam momentos íntimos da vida dos músicos, são da autoria de Bonis, que faleceu em 1991, e foram encontradas pelo seu filho Alex.

Algumas das fotografias mostram John Lennon nos bastidores a fumar, Keith Richards a cortar o cabelo a Charlie Watts e Mick Jagger a ver televisão.

As fotografias são mostradas até 14 de Abril na Not Fade Away Gallery, em Nova Iorque, numa exposição intitulada “The British Are Coming: The Beatles and The Rolling Stones 1964/66″.

Citado pelo “The Telegraph” online Larry Marion, director da galeria, disse que as fotografias mostram um momento essencial da carreira dos dois grupos durante as suas primeiras digressões nos Estados Unidos, de 1964 a 1966.

Bob Dylan lança álbum “Together through life” no dia 28 de abril

Posted in Uncategorized with tags , , on 20 20UTC Março 20UTC 2009 by gm54

bob-dylanO cantor Bob Dylan lançará no dia 28 de abril o seu novo álbum, “Together through life”, um trabalho no qual se aproxima do som dos estúdios de gravação dos anos 1950.

O artista faz o anúncio em seu site oficial, onde aparece uma entrevista com o autor de “Blowin’ in the wind”.

O músico conta que o álbum começou a ganhar forma com a canção “Life is hard”, composta para fazer parte da trilha sonora do último filme do director francês Olivier Dahan, “My own love song”, protagonizada por Renée Zellweger e Forest Whitaker.

“No ano passado, Dahan me propôs compor algumas canções para um filme que estava escrevendo e dirigindo sobre uma viagem de autodescoberta que acontece no sul da América”, explica Dylan, que confessa que nem todas as canções de “Together through life” foram escritas especialmente para o longa-metragem.

“Após começar com ‘Life is hard’, o resto do álbum tomou a sua própria direcção”, acrescenta o músico, para quem o som dos estúdios de gravação dos anos 1950, com exemplos como Chess Records ou Sun Records, foram uma referência no seu novo disco. O autor reconhece nos sons desses anos “intensidade” e “vibração”.

Lenine apresenta novo álbum, ‘Labiata’, em Paris

Posted in Uncategorized with tags , , on 20 20UTC Março 20UTC 2009 by gm54
O cantor Lenine

O cantor Lenine

O cantor e compositor pernambucano Lenine apresentou esta quinta-feira, 19, o seu mais recente álbum, Labiata, num show único na tradicional casa parisiense Olympia. Em entrevista ao jornal francês Le Monde, Lenine fala que sempre foi bem recebido em França, país onde tem tocado com frequência nos últimos anos.

Uma amostra dos laços de Lenine com a França é o hino que compôs para a celebração do ano do Brasil na França em 2005. Desta vez, o pernambucano trabalha com o músico francês Arthur H. na composição do hino do ano da França no Brasil em 2009. Em 2004, Lenine fez uma série de shows na Cidade da Música de Paris, os quais foram compilados em um DVD intitulado Lenine in Cité.

O artista ainda disse ao Le Monde se considerar a salvo da pirataria por ser “um artesão” da música. “Tenho 70 mil fãs no Brasil que compram tudo o que faço. Estou a salvo. Não dependo nem da indústria, nem da crítica, nem do marketing. Meus admiradores querem que eu me arrisque, que experimente, que me jogue do 20º andar, se necessário”, afirmou o pernambucano.

Lenine ainda afirmou que “os efeitos depressivos e paralisantes da crise econômica” são mais notáveis na Europa, dizendo que no Brasil se nasce “com a ideia da instabilidade, a perspectiva da crise faz nascer outros sistemas, a solidariedade”.

O cantor assegurou que o Brasil assiste a um renascimento cultural que vai além do que é feito no eixo Rio-São Paulo e que inclui “o Sul, com sua estética do frio”, e o Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas. “O Brasil tem problemas para se mostrar como é. A sua imagem muda, mas está na situação de um adolescente que descobre ter acne diante do espelho e se acha horroroso”, concluiu Lenine.

Canções dos Beatles poderão ser vendidas num site próprio

Posted in Uncategorized with tags , , on 20 20UTC Março 20UTC 2009 by gm54

Dhani Harrison, o filho de George Harrison, revelou que os proprietários dos direitos dos Beatles planeiam criar um site para vender os temas da banda.

As partes interessadas preferem disponibilizar os temas através de um novo serviço, que colocá-los no iTunes. “O Steve Jobs acha que um tema vale 99 cêntimos, mas nós não concordamos”, explicou Dhani.

O filho do Beatle garantiu também à Billboard que a versão dos Beatles do jogo Rock Band, a editar em Setembro, vai incluir material inédito da banda.

Não obstante, recusou-se a divulgar quaisquer outros pormenores, para além do facto do videojogo apresentar “coisas que nunca ninguém ouviu, que nunca foram editadas”.

Discos Vinil : A segunda vida dos discos de vinil

Posted in Uncategorized with tags , , on 20 20UTC Março 20UTC 2009 by gm54

vinil

Com a proliferação do formato CD, durante a década de 90, as vendas de discos de vinil começaram a diminuir até quase desaparecer.

As grandes rodelas negras passaram a ser um objecto de culto, acarinhado por coleccionadores e melómanos, mas sem grande visibilidade comercial. As feiras e lojas dedicadas exclusivamente ao vinil nunca desapareceram, mas durante muitos anos as principais editoras deixaram de editar novidades neste formato. Nos últimos tempos, porém, a situação tem vindo a inverter-se.

Hoje, desde selos independentes como a Domino Records até grandes multinacionais como a Universal, são muitas as editoras que voltaram a apostar neste suporte com história. Simultaneamente, são reeditados, em versões remasterizadas e edições especiais, álbuns que durante anos só estiveram disponíveis em CD. Tudo porque,  num tempo em que, para muitos, a música está a perder um suporte físico, o gosto por ter algo palpável nas mãos não desapareceu de todo…

Os novos compradores de vinil são, sobretudo,  jovens amantes de música, em busca dos sons do presente. Uma situação claramente distinta da procura de coleccionadores ou de donos de velhos gira-discos, poucos certamente, que nunca se renderam ao digital.

Independentemente das razões por trás deste regresso, a verdade é que os profissionais do sector testemunharam um aumento significativo do volume de vendas nos últimos anos. Os LP têm assim um lugar de destaque em pequenas lojas independentes como em grandes cadeias multinacionais.

Em 2008, nos EUA venderam-se perto de 1,88 milhões destas rodelas negras. Este número pode parecer modesto, mas  corresponde a uma subida de 88% em relação a 2007, quando se vendeu apenas um milhão de unidades. De acordo com dados fornecidos pela Associação Fonográfica Portuguesa (AFP), em Portugal, a venda de discos de vinil também registou “um significativo aumento” nos últimos anos.

Pôster de Obama é eleito design do ano

Posted in Uncategorized with tags , , on 20 20UTC Março 20UTC 2009 by gm54

O cartaz foi uma iniciativa do próprio artista para a campanha de Obama

O cartaz foi uma iniciativa do próprio artista para a campanha de Obama

O famoso poster de campanha do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de autoria do artista de rua de Los Angeles Shepard Fairey foi o vencedor do prêmio de design britânico Brit Insurance Design Award 2009. O retrato de Obama em vermelho, branco e azul venceu outros 90 concorrentes e foi escolhido como o design mais inovador e avançado dos últimos 12 meses. O prêmio foi anunciado no Museu do Design de Londres.

Fairey é um famoso artista de rua dos Estados Unidos, com um estilo de trabalho parecido com o da propaganda. O artista criou uma série limitada desta imagem para vender em 2008 e divulgar a campanha presidencial do então candidato Barack Obama. A imagem não se restringiu apenas ao cartaz, sendo reproduzida e transformada em adesivos e camisetas nos Estados Unidos.

O cartaz de Obama foi indicado pelo especialista em design britânico Patrick Burgoyne para o prêmio na categoria de artes gráficas. O cartaz se transformou em uma espécie de testamento do sucesso da campanha presidencial de Obama, além de ser um símbolo histórico.

“Parece ser uma das imagens determinantes da campanha presidencial dos Estados Unidos além de ser um exemplo de como os designers podem se envolver em campanhas políticas de uma forma expressiva – as vendas deste pôster arrecadaram mais de US$ 400 mil”, afirmou Patrick Burgoyne.

Com a língua de fora, mas infatigáveis

Posted in Uncategorized with tags , , on 25 25UTC Março 25UTC 2009 by gm54

Gene Simmons, o mais linguarudo dos roqueiros

Gene Simmons, o mais linguarudo dos roqueiros

Gene Simmons, baixista e vocalista do Kiss, é um herói do rock com a língua solta. Nos dois sentidos. Fala bastante e mostra ainda mais a língua. Aos 59 anos, o mais famoso linguarudo da música concedeu uma entrevista ao jornalista brasileiro Jotabê Medeiros sobre a nova digressão da banda no Brasil.

O Kiss vem sem Ace Frehley e Peter Criss, metade da formação original. Como você pode garantir que esse ainda é o Kiss?

Quando éramos jovens, nós achávamos que uma banda nunca poderia se separar senão ela perderia sua alma. Depois, a gente vê que isso não é verdade. Ringo Starr não era da formação original dos Beatles. Vários membros dos Stones saíram da banda, e os Stones não acabaram com a saída de Brian Jones. O Van Halen não acabou sem David Lee Roth. Quase todas as grandes bandas têm formações diferentes de quando começaram. Uma banda é como um time de futebol, não é só um jogador. Quando o time perde, todos perdem. Nós agora temos a responsabilidade de dar à banda a pegada de sempre, de manter o espírito rock?n?roll.

Desde os anos 1970, vocês se mantêm no topo, com legiões de fãs no mundo todo. Qual é o segredo dessa longevidade?

A única coisa que nunca muda, para mim, é que nós buscamos atender às expectativas dos fãs. Não se trata apenas de cantar umas músicas, mas de cantá-las como se fosse a primeira e a última vez. Nós sabemos do sacrifício de alguém comprar um tíquete, esperar com ansiedade o seu show preferido, espremer-se entre a multidão. Porque um dia nós também fomos fãs. Então, o que damos a eles é o nosso melhor, é o que chamamos de extravagância ao vivo.

Há uma espécie de lenda urbana aqui no Brasil que conta o seguinte: nos anos 1970, vocês estiveram no México e viram o show de um grupo brasileiro chamado Secos & Molhados. Dali, copiaram a ideia de se apresentar com maquiagem pesada, mascarados.

Conheço essa lenda. Já ouvimos falar dessa história. Não é verdade. Muitas pessoas acreditam nisso, mas também há muitas pessoas que acreditam em discos voadores, não?

Aliás, há muitas novas bandas que cantam mascaradas hoje em dia, como o Slipknot. Você gosta disso?

É legal, não tenho o menor problema com isso. Eu acho que os novos músicos devem fazer o que acham que têm de fazer. Não importa o que eu acho disso. Mas o princípio deve ser aquele.

A atual formação do Kiss está trabalhando em novo CD. Quando sai?

Sim, vamos lançar um álbum com 12 ou 15 canções inéditas. Já gravamos vocais e guitarras para quatro delas. Devemos concluir o álbum em julho e lançá-lo em setembro. Eu posso definir o som da seguinte forma: é um disco “rock?n?rollover”, com uma sonoridade mid-seventies, veloz, pesado. Não haverá nenhum rap, nenhuma música country. É difícil definir música, mas se você mantiver sua mente ligada nessa definição, vai saber muito bem do que se trata. É o som clássico do Kiss.

Você sabe: desde os anos 1990, tudo vem mudando na indústria musical. Hoje, as trocas de arquivos musicais pela internet fazem com que o comércio de música esteja completamente diferente de quando vocês vendiam milhões. Como vê isso?

Algo tem de mudar. Ter algo de graça, para mim, é roubo. Nós não fazemos música por caridade. Escrever uma canção, gravá-la, produzi-la, lançá-la, tudo isso custa. Penso que algo já está mudando, hoje se pode vender música direto em cadeias como Best Buy e Wal-Mart. Minha opinião é que, se a música é de graça, você vai acabar matando todos os novos bebês da música e todos os clássicos. Nunca mais você ouvirá um novo Appetite for Destruction.

Você participa de dois reality shows na televisão, Escola do Rock e uma série já famosa aqui no Brasil, Uma Família Joia (Family Jewels, exibida no canal A&E). Qual é a conexão que você vê entre música e esse tipo de programa?

É tudo a mesma coisa. Quando você grava, você assina com uma companhia de discos, vai ao estúdio, produz, assina contratos de divulgação. Quando escreve um livro, assina com uma editora, vai a eventos de promoção, busca seus direitos autorais. A TV me contratou, e me paga para isso. É uma atividade de criação, como todas as outras.

No show Uma Família Joia você está acompanhado de seus filhos, Nick e Sophie, e de sua mulher, a ex-coelhinha Shannon Tweed. Além da série de TV, o que mais eles compartilham com você artisticamente?

Bom, Nick e Sophie estudam piano e guitarra. Eu disse a eles que, se aprenderem a ler música, poderão fazer música com confiança. Nick também é cartunista. Ele escreve e desenha o gibi Incarnate, que será lançado na Comic Con de San Diego. Sophie é agitada, pratica basquete, tracking. Nós somos sortudos e abençoados.

Ouvi dizer que você também joga golfe, como o Alice Cooper.

Não jogo nada. Não tenho hobbies. Ou melhor: tenho o melhor hobby do mundo, que é ser Gene Simmons do Kiss. É um hobby para o qual não há regras. E eu nunca tenho de perguntar a alguém como devo me comportar ou o que fazer. Mesmo o papa tem de perguntar pra alguém. Eu não tenho mestre nem patrão.

Tiê tem potencial para virar estrela pop

Posted in Uncategorized with tags , on 25 25UTC Março 25UTC 2009 by gm54

Tiê, nova musa da Pop brasileira?

Tiê, nova musa da Pop brasileira?

Vendo Tiê, com a sua elegância clássica de musa pop, e observando o comportamento do seu público dá para arriscar um palpite: vem aí mais uma estrela da canção brasileira. Potencial para isso não lhe falta nem no belo álbum de estreia, Sweet Jardim.

Tiê rima com Tetê e ambas têm a referência das aves, mas as semelhanças param aí. A mato-grossense Tetê ficou conhecida como a cantora que tinha “pássaros na garganta”. Tiê tem nome de ave e explorou esse tema na linda canção Passarinho, faixa do CD, que já integrava o seu EP anterior. Chá Verde, porém, parece ser a mais autobiográfica de um disco intimista, minimalista, recheado de canções com letras confessionais.

Em esquema de colaboração solidária – muito significativa nestes tempos de crise e sem apoio de gravadoras – no CD, ela conta com participação de gente como Toquinho, Tatá Aeroplano, Tulipa Ruiz, Nana Rizinni, Gianni Dias.

O acento folk das suas canções (algumas com versos em inglês e francês) coincide com uma onda de grupos e cantores que vêm investindo nesse estilo. No entanto, Tiê diz que o que procurou nesta onda foi a sonoridade “mais simples”. “Meu EP tinha 18 violinos virtuais, quando fui fazer ao vivo, quebrei as pernas. Ou eu tinha dinheiro para ter uma orquestra ou não fazia o show, porque não conseguiria reproduzir o EP no palco”, diz. “Dizem que meu CD é folk, mas não é: é violão e voz. Tem uma faixa que puxa mais para o country, mas outras nove não são.” Em abril ela leva seu som para o Favela Chic de Paris (dia 21) e Londres (22). É a cantora-passarinho em promissor voo internacional.

Baterista da Motown Uriel Jones morre em Michigan

Posted in Uncategorized with tags , , on 25 25UTC Março 25UTC 2009 by gm54

Um dos impulsionadores dos clássicos de Marvin Gaye

Um dos impulsionadores dos clássicos de Marvin Gaye

O baterista da Motown, Uriel Jones, cujo funk impulsionou clássicos de Marvin Gaye e The Temptations, morreu num hospital de Michigan na terça-feira, 24, depois de sofrer complicações decorrentes de uma parada cardíaca, disse um membro da família.

Jones tinha 74 anos e desde fevereiro vinha recuperando da doença, disse a sua cunhada Leslie Coleman. Ele teve uma recaída na terça-feira e morreu no hospital e centro médico de Oakwood, em Dearborn.

Foi o componente-chave da incursão no “soul psicodélico” do Temptations, incluindo “Cloud Nine” e “I Can’t Get Next You”, e também contribuiu com o sucesso “Ain’t Too Proud To Beg”. O músico era o último baterista sobrevivente da banda da Motown, conhecida como Funk Brothers.

Jones também colocou um toque sensível a músicas como “The Tracks of My Tears”, do The Miracles, e “What Becomes of the Brokenhearted”, de Jimmy Ruffin.

Jones entrou na Motown em 1964 depois da digressão com Marvin Gaye e gravou os famosos hits da gravadora “Ain’t That Peculiar”, “I Heard it Through the Grapevine” e “Ain’t No Mountain High Enough”.

“O som do baterista Uriel era o mais aberto e relaxado e ele era o que tinha o estilo mais original dos três caras que tínhamos”, disse o arranjador da Motown, Paul Riser. “Ele tinha um sentimento mesclado e fazia bem muitas coisas diferentes.”

O primeiro baterista da Motown foi Benny Benjamin, mas enquanto Benjamin se afundava nas drogas, Jones e Richard “Pistol” Allen compartilhavam trabalho. Benjamin morreu em 1969. Allen sucumbiu ao cancro em 2002, logo após terminar a produção do documentário sobre os Funk Brothers, “Standing in the Shadows of Motown”.

Jones deixou mulher, June, e três filhos.

Rolling Stones na Web

Posted in Uncategorized with tags , , , , , on 30 30UTC Março 30UTC 2009 by gm54

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Mick Jagger e Keith Richards, dos Rolling Stones, vão promover um canal de música lançado pela banda, em parceria com o site YouTube

Escritor Ben Okri põe novo poema no Twitter

Posted in Uncategorized with tags , on 1 01UTC Abril 01UTC 2009 by gm54

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O escritor nigeriano Ben Okri está a pôr no Twitter (www.twitter.com) um poema do seu novo livro, Tales of Freedom, que sai em Abril.

Disse Okri ao The Guardian: “A forma segue a adversidade – vivemos em tempos incertos. Acho que precisamos de um novo tipo de escrita que responda à ansiedade do nosso tempo e seja breve. Estes tempos são perfeitos para formas curtas e lúcidas. Temos de fazer passar mais em menos palavras. O poema do Twitter tenta responder a isto e ao sentimento de liberdade.”(X)

NKidman: Woody Allen terá a actriz no seu filme

Posted in Uncategorized with tags , , on 1 01UTC Abril 01UTC 2009 by gm54


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A actriz australiana Nicole Kidman é a mais recente aquisição de Woody Allen para o seu próximo filme, que vai contar ainda com Antonio Banderas, Anthony Hopkins, Josh Brolin e Freida Pinto.

A nova história do realizador nova-iorquino vai ser rodado em Londres em meados deste ano.(X)

García Márquez não voltará a escrever, diz agente literária

Posted in Uncategorized with tags , on 1 01UTC Abril 01UTC 2009 by gm54


gabrielgarciamarquez

A agente literária Carmen Balcells, uma das mais actuantes no meio literário de língua espanhola, prevê o silêncio definitivo do escritor colombiano Gabriel García Márquez, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1982.

“Acho que García Márquez não voltará a escrever nunca mais”, disse Balcells em entrevista ao jornal chileno La Tercera, na qual assegurou que o escritor representava 36,2 % do facturamento da sua agência literária.

O escritor Gerald Martin, autor da única biografia autorizada de García Márquez, concordou com Balcells.

“Eu também acho que (García Márquez) não escreverá mais livros, mas isso não me parece lamentável. Como escritor, foi o seu destino ter uma trajectória literária totalmente coerente”, declarou Martin.

No mês passado, durante a Feira do Livro de Guadalajara, no México, o autor de Cem Anos de Solidão chegou a declarar que “escrever livros dá trabalho”.

Segundo Martin, García Márquez tem alguns livros completos guardados, mas ainda não decidiu se vai ou não publicá-los. No entanto, o escritor argentino Tomás Eloy Martínez, amigo de García Márquez manifestou as suas dúvidas a respeito por meio da Fundação Novo Jornalismo Iberoamericano e disse que “só ele conhece os seus desejos e os seus limites para continuar escrevendo”. Tudo o mais são adivinhações, concluiu Martínez.

No cinema

Enquanto isso, a adaptação do livro de García Márquez Notícia de um Sequestro, de 1996, poderá ser rodada em outubro no México e em Bogotá. O livro relata o sequestro de dez jornalistas pelo chefe do Cartel de Medellín Pablo Escobar na Colômbia, para impedir a extradição de narcotraficantes para os Estados Unidos.(X)

Os 70 anos de Marvin Gaye, o príncipe do soul

Posted in Uncategorized with tags , on 2 02UTC Abril 02UTC 2009 by gm54

Cantor, assassinado pelo pai um dia antes de completar 45 anos, deixou um legado fabuloso e continua a influenciar artistas como Prince e Ben Harper

Um tiro no peito, desferido pelo próprio pai, calou a grande voz de Marvin Gaye numa data tragicamente irônica, 1º de abril de 1984, um dia antes de completar 45 anos. Hoje passam sete décadas do seu nascimento – um bom motivo para se falar da sua importância e, principalmente, voltar a ouvi-lo. Nenhuma edição especial da sua obra foi planeada para celebrar a data. Não é preciso. Pelo menos no seu país de origem, Estados Unidos, o seu legado está bem conservado. Três de seus principais álbuns, What?s Going on (1971), Let?s Get it on (1973) e I Want You (1976) ganharam edições de luxo em 2003, com faixas extras.

Quase duas décadas e meia depois de sua morte, é notável a influência de Marvin na música – não só negra, não apenas americana, não só sobre os cantores. Prince, Rick James, Janet Jackson, Maxwell, George Michael, Ben Harper, DeBarge, Mick Hucknall (do Simply Red), Neneh Cherry e uma legião de outros menos famosos reconhecem nele uma enérgica fonte de musicalidade. A voz, porém, é inimitável, inconfundível, uma das mais tocantes, doces e poderosas de todo o pop. Marvin, por sua vez, foi influenciado por Rudy West, Clyde McPhatter, Little Willie John e Ray Charles. Sam Cooke era o seu ídolo. É daí que provavelmente veio o apelido de “príncipe da soul music”, já que Ray era o rei. Ou seria Cooke?

Falando em grandes vozes, diz a lenda que Marvin almejava ser um Frank Sinatra. Ele também gravou um tributo a Nat King Cole e registou duetos antológicos com Diana Ross, Tammi Terrell e Kim Weston.

Nem quando se propôs a construir um fracasso conseguiu ser ruim. É o caso do famoso Here, My Dear, que ele foi judicialmente obrigado a gravar revertendo a renda das vendagens para a ex-mulher depois do divórcio. A vingança não poderia ter sido mais cruel: Marvin não só fez um álbum de canções amargas, mas absolutamente difíceis, anticomerciais.

Um bom panorama da sua carreira pode ser apreciado na caixa The Master Marvin Gaye 1961-1984 (Universal), que cobre os principais feitos desse artista genial, revolucionário, pacifista, sensual. E também perturbado, dividido entre a glória do sucesso, a culpa religiosa e o inferno das drogas, que, afinal, deu o pretexto para que o pai, um moralista pastor protestante, fizesse a sua “justiça”, tornando o mundo bem mais triste e sem graça naquele fatídico primeiro de abril.(X)

BB King, Hancock e Black Eyed Peas tocarão em Montreux

Posted in Uncategorized with tags , , , , on 3 03UTC Abril 03UTC 2009 by gm54

B.B.King de volta aos palcos do Festival de Montreux

B.B. King, Herbie Hancock, Black Eyed Peas e Lauryn Hill vão apresentar-se no festival de jazz de Montreux, um dos mais importantes eventos musicais do verão europeu, anunciaram os organizadores do festival nesta.

O fundador do festival, Claude Nobs, anunciou a programação eclética da 43a edição anual do evento na cidade suíça, que acontece entre 3 e 18 de julho, com mais de mil músicos.

A edição deste ano, com 90 concertos, promete “um panorama musical de 360 graus”, dando preferência a eventos singulares e não tanto a astros que atraem públicos enormes.

“Montreux é um festival como nenhum outro. Não é preciso comprar ingressos para curtir a música: há muitos eventos gratuitos das 12h até as 5h da manhã”, disse Nobs à Reuters.

Susan Tedeschi vai abrir o show do legendário bluesman BB King, em 12 de julho. Três anos atrás King tinha feito uma despedida emocionada aos seus fãs em Montreux, na digressão que descreveu como sendo a última na Europa.

King, que está com 83 anos e já recebeu 14 Grammys, nasceu numa fazenda no Mississippi e cresceu no sul dos EUA nos tempos da segregação racial. Ele e sua famosa guitarra “Lucille” têm uma carreira que já cobre mais de seis décadas.

Dianne Reeves, Lizz Wright e Angelique Kidjo vão encabeçar um show em homenagem à activista norte-americana dos direitos civis, cantora soul e compositora Nina Simone, que morreu em 2003. Lauryn Hill vai apresentar-se depois na mesma noite, 11 de julho, no famoso palco do auditório Stravinski.

Nina Simone cantou duas vezes em Montreux, a última em 1976. Nobs recorda que o DVD desse segundo concerto mostra a cantora “tendo um acesso de raiva, insultando o público, rindo e chorando”.

Os grupos de rock Steely Dan e Dave Matthews Band vão encabeçar a festa norte-americana, a 4 de julho.

O trio McCoy Tyner e o guitarrista Jeff Beck vão se apresentar no palco “Miles Davis”, respectivamente, em 14 e 17 de julho.

Alguns veteranos que vão retornar a Montreux incluem Herbie Hancock, George Benson, David Sanborn, Solomon Burke e Marianne Faithfull.

Ganhador do Grammy, Hancock será acompanhado pelo pianista chinês Lang Lang e a Orquestra Nacional de Lyon. Os ingressos para o evento de 5 de julho, descrito como première mundial, custarão 300 francos suíços (260 dólares).

Haverá três noites de homenagem a Chris Blackwell, que fundou a gravadora Island Records na Jamaica 50 anos atrás e é visto como responsável por fazer o mundo ouvir o reggae.

O festival será encerrado por Donna Summer, em clima disco.(X)

Madonna: Tribunal do Malawi nega segundo pedido de adopção

Posted in Uncategorized with tags , , on 3 03UTC Abril 03UTC 2009 by gm54

Malawiano pede para ser adoptado poe Madonna

Malawiano pede para ser adoptado poe Madonna

Um tribunal de Malawi decidiu nesta sexta-feira, 3, que a cantora americana Madonna não poderá adoptar um segundo filho no país, segundo afirmaram fontes judiciais. O pedido da popstar teria sido negado porque ela não cumpre os requisitos impostos pela lei do país, já que se divorciou recentemente de Guy Ritchie e as normas de Malawi exigem que um casal faça a adopção.

Madonna entrou com o pedido nesta semana pela adopção temporária da menina de 4 anos de idade, Mercy James. O governo recebeu críticas após Madonna ter adoptado o menino malawiano de 13 meses de idade, David Banda, em 2006, e foi acusado de driblar as leis, concedendo tratamento diferencial à cantora. Não há informações se a cantora vai recorrer da decisão desta sexta-feira.

A diva pop, que se divorciou no ano passado do director de cinema britânico Guy Ritchie, é uma das cantoras mais bem-sucedidas de todos os tempos, com vendas de discos superiores aos US$ 200 milhões.

A bossa-nova pela voz sussurrante de Diana Krall

Posted in Uncategorized with tags , , on 8 08UTC Abril 08UTC 2009 by gm54
Quiet Nights - "Sensual e Erótico"

Quiet Nights - "Sensual e Erótico"

Em ‘Quiet Nights‘ a cantora canadiana interpreta temas de Antônio Carlos Jobim assim como alguns ’standards’ adaptados ao ritmo da bossa-nova. Um disco calmo, como o título indica, e que Diana Krall considera o seu trabalho mais “sensual e erótico“.

Foi numa viagem ao Brasil, no ano passado, que a cantora canadiana Diana Krall decidiu que queria fazer um álbum dedicado à bossa-nova. Lançado mundialmente a 30 de Março, Quiet Nights (a versão inglesa para Corcovado, de Antônio Carlos Jobim) é um disco que corresponde exactamente ao título: calmo, sereno, sussurrante. “Sensual e erótico”, como o descreveu a cantora, que interpreta temas clássicos da bossa-nova (além de Quiet Nights, há ainda Este Seu Olhar e The Boy from Ipanema, todos de Jobim, e So Nice, de Paulo Sérgio Valle) e standards que são adaptados a este ritmo.

Krall canta e toca ao piano, acompanhada pelo guitarrista Anthony Wilson, o baixista John Clayton, o baterista Jeff Hamilton, o percussionista brasileiro Paulinho da Costa e ainda pela orquestra dirigida por Claus Ogerman, também responsável pelos arranjos. Krall tinha trabalhado com Ogerman em The Look of Love, de 2001, e queria muito voltar a colaborar com este músico, que tem no currículo discos de João Gilberto, Bill Evans ou Tom Jobim, incluindo o disco de Jobim com Frank Sinatra (1967). “Há poucas lendas com quem trabalhar e Claus Ogerman é uma delas“, afirmou Diana Krall ao jornal The Star.

À ideia de fazer um álbum com a sonoridade da bossa-nova juntou-se a vontade de trabalhar com uma orquestra e, quando se sentou ao piano, os temas foram-lhe aparecendo instintivamente. “Interpretar bossa-nova é algo que me dá muito prazer“, admite.

Com onze discos e vários Grammy, a canadiana considera que chegou ao ponto da sua carreira em que pode fazer o que lhe apetecer, sem ter de dar justificações e sem ligar aos críticos que a acusam de, neste álbum, ter “jogado pelo seguro“. “Vivemos neste mundo de ídolos-pop onde se espera que toda a gente faça essa ginástica vocal”, disse numa entrevista, explicando ainda que aquilo que parece “fácil” pode não ter sido assim tão “fácil” de fazer. Mesmo se, como reconheceu, a maioria das músicas foi gravada apenas num take.

Ela diz que é uma questão de maturidade. O produtor Tommy LiPuma, que trabalha com Krall desde 1994, confirma: “Ela usa cada vez mais a voz como um instrumentista e não como uma simples cantora.” E compara-a a Peggy Lee, na sua fase mais madura.

Krall voltou ao Brasil para gravar um DVD (Diana Krall – Live in Rio, com edição mundial em Maio) e ficou ainda mais fascinada com o modo como o público reagiu: “São os standards deles, até os miúdos sabem todas as canções. Quando comecei a tocar Este Seu Olhar, o público desatou a cantar comigo, como um coro. Está-lhes no sangue!

Diana Krall começa a digressão no próximo dia 15 e vai continuar na estrada até Dezembro.

Simon & Garfunkel anunciam digressão

Posted in Uncategorized with tags , , on 8 08UTC Abril 08UTC 2009 by gm54

simon-e-garfunkel1A dupla Simon & Garfunkel avançou hoje as primeiras datas da sua nova digressão, que vai passar pela Nova Zelândia e pela Austrália.

Os músicos vão dar um primeiro concerto em Auckland, na Nova Zelândia, a 13 de Junho. Seguem depois para a Austrália, onde vão continuar até 2 de Julho.
O duo norte-americano tinha confirmado que se iria reunir no início deste ano, quando Art Garfunkel se juntou a Paul Simon em palco, durante um concerto. No entanto, não se sabiam mais detalhes sobre este regresso.

Os intérpretes já se tinham reunido há uns anos, em 2003, depois de passarem 20 anos separados.

Obra dos Beatles reeditada com som restaurado

Posted in Uncategorized with tags , , on 8 08UTC Abril 08UTC 2009 by gm54
Os Beatles em som digitalmente remasterizado

Os Beatles em som digitalmente remasterizado

09/09/2009. Esta é uma data a ter em atenção. Será neste dia que o catálogo dos Beatles será editado pela primeira vez com o som digitalmente remasterizado. Já o primeiro videojogo onde a música do quarteto de Liverpool é protagonista, intitulado The Beatles: Rock Band, também será editado nesse mesmo dia.

A discografia do grupo ganhou segunda vida, em CD, no ano de 1987. Desde então este catálogo tornou-se quase intocável, sendo muito raras as reedições de material do grupo. Em concreto, apenas tiveram segundo lançamento em CD o duplo The Beatles (habitualmente referido como o “álbum branco”, no seu 30º aniversário, em 1998) e a banda sonora de Yellow Submarine (em 1999). Agora é a vez dos restantes discos.

Foram necessários quatro anos para restaurar a qualidade sonora dos discos dos Beatles. Um grupo de engenheiros esteve durante este período a trabalhar nos míticos estúdios de Abbey Road, em Londres, recorrendo não só às novas tecnologias digitais, mas também a equipamento vintage, com o objectivo de preservar “a autenticidade e integridade das gravações analógicas originais”, pode ler-se no comunicado de imprensa.

Além dos 12 discos de estúdio, serão reeditados com um novo som a banda sonora Magical Mystery Tour e os dois volumes da compilação Past Masters (que agora estarão juntos num só álbum). Cada disco será ainda acompanhado por um DVD que inclui um documentário sobre a sua gravação e um booklet com fotografias raras. Os 14 álbuns estarão disponíveis juntos numa caixa, mas também individualmente. Esta será ainda a primeira vez que os primeiros quatro discos de estúdio dos Beatles serão editados com som estéreo.

Também no dia 9 de Setembro será lançada a caixa The Beatles In Mono, que reúne os 10 discos originais lançados em 1987, com som mono. No entanto,as edições de Help! e Rubber Soul vão contar com material bónus, isto é, as misturas em estéreo de 1965, que nunca foram editadas em CD.

A música dos Beatles vai ainda ganhar nova vida no jogo The Beatles: Rock Band, projecto desenvolvido por Dhani Harrison, filho de George Harrison.

Apesar de todas as surpresas já marcadas para o dia 9 de Setembro há ainda um outro projecto que envolve a música do grupo que ainda não ganhou desenvolvimentos. Ainda não é possível saber quando é que o catálogo do grupo estará disponível para venda digital.

Recentemente o filho de George Harrison sugeriu à revista norte-americana Blender a criação de uma loja online para vender apenas músicas dos Beatles. Na altura Dhani Harrison afirmou em declarações a esta revista que Steve Jobs (da Apple) “afirma que um download vale 99 cêntimos e nós discordamos”. Desde então não foram noticiados quaisquer pormenores quanto à possível criação de uma loja online , ao que parece a ser criada pelos próprios, para vender somente a música dos Beatles.

Gabriel García Márquez diz que não vai parar de escrever

Posted in Uncategorized with tags , , on 8 08UTC Abril 08UTC 2009 by gm54

"O meu trabalho não é publicar, é escrever"

"O meu trabalho não é publicar, é escrever"

O colombiano Gabriel García Márquez diz que não faz outra coisa a não ser escrever, em declarações ao jornal El Tiempo, de Bogotá, publicadas nesta terça, 7. Assim, o escritor Prêmio Nobel de literatura nega que tenha abandonado a arte da escrita como foi divulgado pela imprensa mundial recentemente.

O jornal perguntou ao autor de Cem Anos de Solidão se era verdade que ele não escreveria mais, como sustentou a sua agente literária espanhola Carmen Balcells ao jornal chileno La Tercera.

Não só não é verdade, como a única certeza é que eu não faço outra coisa que não seja escrever”, respondeu García Márquez pelo telefone desde a sua casa no México.

Ao ser interrogado se “voltará a publicar livros” García Márquez respondeu que o seu “trabalho não é publicar, mas escrever“.

Eu saberei quando estarão a ponto de ser colocados na boca os pastéis que estou a fabricar“, declarou.

García Márquez, de 82 anos, não publica desde 2004, quando foi lançada a primeira parte de sua autobiografia, Memória de Mis Putas Tristes.

Creio que García Márquez não voltará a escrever nunca mais“, disse recentemente Carmen Balcells, uma das mais influentes agentes literárias de língua espanhola, o que causou inquietação entre os seus leitores. À sua declaração se somou a do britânico Gerald Martin, responsável pela única biografia autorizada do romancista colombiano, que disse também acreditar que García Márquez “não escreverá mais livros“.

5o anos da Revolução Cubana em debate na Rádio Moçambique

Posted in Uncategorized with tags , , on 13 13UTC Abril 13UTC 2009 by gm54

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Cuba é sinónimo de Revolução. Desde 1 de Janeiro de 1959 que a maior ilha das Caraíbas é um marco incontornável para o resto do mundo.

E, precisamente 50 anos depois, a sua influência – apesar de diminuta – não desapareceu de todo.

Muitos de nós crescemos influenciados pela Revolução cubana, pelas façanhas e desventuras dos seus protagonistas.

Para alguns, a Revolução cubana significa uma história de heroísmo, de luta pela liberdade e contra o imperialismo.

Para outros, é justamente o contrário: um símbolo de ditadura e de opressão.

O que é certo é que Cuba desata paixões, e falar do que foi, do que é, e do que será a Revolução de Fidel Castro acaba por ser um verdadeiro desafio.

No programa Linha Directa da Antena Nacional (FM 92.3) da Rádio Moçambique de sábado, 18, com início as 09H05, vamos tentar explorar os 50 anos da Revolução cubana analisando os seus êxitos e o futuro da ilha.

O internauta é convidado a participar por telefone ou enviando antecipadamente perguntas para o e-mail eagmatos@gmail.com.

Van Morrison: ‘Astral Weeks Live at the Hollywood Bowl’

Posted in Uncategorized with tags , , on 13 13UTC Abril 13UTC 2009 by gm54


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Astral Weeks foi concebido por Van Morrison em 1968 para permitir a satisfação de todos os seus desejos enquanto compositor: a entrega à poesia cantada, as memórias da Irlanda que o transformou em artista, a musicalidade transatlântica, folk, blues e jazz num exercício de experiências em estúdio. Ao mesmo tempo, afirma-se como momento único, cuja repetição em palco nunca seria rigorosa – em verdade, este rigor não existe numa série de canções que vivem do improviso e do momento. Assim, este ao vivo no Hollywood Bowl serve apenas de celebração, o assinalar de uma data e de um documento essencial à música popular, sem acrescentar ou revelar nada mais de essencial.

George Harrison ganha uma estrela

Posted in Uncategorized with tags , , , on 15 15UTC Abril 15UTC 2009 by gm54

A viúva e o filho do ex-Beatles participaram na homenagem

A viúva e o filho do ex-Beatles participaram na homenagem

O guitarrista dos Beatles, George Harrison, ganhou nesta terça-feira, 14, uma estrela na Calçada da Fama em Hollywood. Harrison morreu em 2001, aos 58 anos, vítima de um cancro. É o segundo Beatle a ter uma homenagem pessoal -a outra estrela foi dada a John Lennon, assassinado em 1980.

A viúva do guitarrista, Olivia Harrison, e o filho do casal, Dhani, participaram na cerimônia, acompanhados do ex-Beatle Paul McCartney, dos músicos Tom Petty e David Foster, e do actor Tom Hanks. Centenas de fãs também assistiram a cerimônia da colocação da estrela com o nome de Harrison.

O estúdio Capitol/EMI deve anunciar ainda esta semana os seus planos para o lançamento de um novo disco com o legado de George Harrison, que também é tema de um documentário em fase de produção dirigido por Martin Scorsese. Entre os sucessos da banda, Harrison compôs Here Comes the Sun, Something e While My Guitar Gently Weeps.

Caetano lança novo CD após divulgar músicas em shows

Posted in Uncategorized with tags , , on 15 15UTC Abril 15UTC 2009 by gm54
Novo CD: um aprofundamento das experiências anteriores

Novo CD: um aprofundamento das experiências anteriores

Zii e Zie”, novo CD de Caetano Veloso, tem dois subtítulos: Transambas e Transrock.

A sonoridade foi desenvolvida com a banda Cê: o guitarrista Pedro Sá (director do projecto, com Moreno Veloso, filho do compositor), o baixista e tecladista Ricardo Dias Gomes e o baterista Marcelo Callado, jovens que se juntaram para o CD “Cê” (2006), o que ficou conhecido como o “disco de rock” do baiano.

Antes disso, quando ainda preparava ‘A Foreign Sound’ (2004), Caetano sonhava com um CD de sambas, “do pagode baiano até a bossa nova mais refinada, passando por formas bem tradicionais de samba carioca, voltando à coisa de samba de roda, chula do Recôncavo, de uma maneira mais pura”, como ele explica. Mas o encontro com os “meninos” mudou o rumo do que se seguiria.

“Zii e Zie” (tios e tias, em italiano) não é um “disco de samba”, tampouco é “dominado pelo samba”. No lugar do cavaquinho, pandeiro, tamborim e companhia, o trio guitarra-baixo-bateria, além do violão de Caetano. Dez das 13 faixas saíram do seu instrumento e foram trabalhadas com os músicos depois – o que acontecia em ‘Cê’. Não se trata de mera continuação, mas de um “aprofundamento” da experiência anterior – “Zii e Zie não será ir mais fundo no que há no Cê, mas ir a lugares aonde o Cê não foi”, escreveu no blog.

Duas faixas-chave para compreender esse caminho são regravações: Incompatibilidade de Gênios, de João Bosco e Aldir Blanc, e Ingenuidade, do sambista carioca Serafim Adriano, curiosamente também regravada por Bosco (entrará no seu CD a ser lançado em breve). Ambas são de ‘Clementina de Jesus – Convidado Especial: Carlos Cachaça’, de 1976, e estavam vivas na memória de Caetano.

Perdeu, Sem Cais, Por Quem?, Lobão Tem Razão, A Cor Amarela, A Base de Guantánamo, Falso Leblon, Tarado Ni Você, Lapa e Diferentemente são canções testadas nos shows da série Obra em Progresso. As apresentações lotaram o Vivo Rio e o Teatro do Leblon e deram o que falar, assim como o blog, que chegou a reunir comentários de mais de 500 pessoas num só post. Para Caetano, a divulgação prévia não diminuiu o interesse pelo CD.

De génio e de louco Phil Spector tem de tudo um pouco (*)

Posted in Uncategorized with tags , , on 15 15UTC Abril 15UTC 2009 by gm54

"As pessoas idolatram-me, querem ser como eu"

"As pessoas idolatram-me, querem ser como eu"

O génio da indústria discográfica norte-americana foi condenado por homicídio na segunda-feira, em Los Angeles. A vítima era uma ex-actriz de filmes série B, que morreu poucas horas depois de se terem conhecido. Ficam para a história as gravações de Spector, o inventor do wall of sound, mas o homem, esse, vai ficar atrás das grades pelo menos 18 anos

Excêntrico, misógino, paranóico, sádico, violento e quixotesco, mas também inseguro, solitário, deprimido e complexado. O produtor musical Phil Spector, 68 anos, mais do que uma lenda da indústria discográfica, sempre foi uma figura polémica e esquiva. Um eremita que, ainda antes dos 30, multimilionário e incompatibilizado com o mundo, se barricou na sua mansão de Los Angeles, um palácio com 33 quartos a que chamou Castelo dos Pirenéus. Uma espécie de Howard Hughes do rock and roll, como foi descrito pelo The Telegragh.
Phil Spector, o génio que inventou um novo conceito de gravação de álbuns através do sistema wall of sound (criando camadas de som com vários grupos de instrumentos, para dar mais densidade à gravação), é o mesmo homem que um dia apontou uma arma à cabeça de Leonard Cohen dizendo-lhe, afectuosamente, que o amava. O homem que contribuiu para o êxito de Imagine, de John Lennon, foi o mesmo que ameaçou várias conquistas amorosas com disparos à queima-roupa e se assumiu como louco e bipolar.
Phil Spector, o homem, foi condenado por homicídio, na segunda-feira, num tribunal de Los Angeles. A pena nunca poderá ser inferior a 18 anos de prisão, o que significa que Spector poderá morrer na penitenciária ou sair dela octogenário. Mas Phil Spector, o génio, continua a ser o produtor de êxitos como Be my baby, das Ronettes, e You’ve lost that lovin’ feelin’, dos Righteous Brothers, considerada a canção mais tocada do século XX.

A morte de Lana Clarkson

No início de Fevereiro de 2003, Spector conheceu Lana Clarkson. A ex-actriz de filmes série B – que tinha participado em títulos como Barbarian Queen e Amazon Women on the Moon – trabalhava, aos 40 anos, como assessora VIP da discoteca House of Blues, na Sunset Strip de Hollywood. Phil meteu conversa com Lana e convenceu-a a sair para tomar um copo nessa mesma noite. Poucas horas depois, no dia 3, Lana Clarkson aparecia morta, sentada numa cadeira e com a carteira ao ombro, no lobby da mansão de Spector. Causa de morte: um tiro na boca.
Acusado da morte da ex-actriz, Spector pagou uma caução de um milhão de euros e saiu em liberdade, tendo-se mantido assim desde 2003. O produtor sempre se declarou inocente, tendo os seus advogados (os vários que se foram sucedendo ao longo dos anos) insistido na versão de que Clarkson se teria suicidado. Pelo contrário, a acusação sempre defendeu que Spector revelou um padrão comportamental de abusos contra mulheres.
A propósito deste seu traço de carácter são conhecidas várias histórias excêntricas e estranhas do seu primeiro casamento com Ronnie Bennett, a estrela das Ronettes. A história de amor entre os dois conheceu contornos sádicos. De acordo com um artigo da Vanity Fair, de 2003, os ciúmes de Spector eram épicos e, por isso, quando andava em digressão, o produtor obrigava Ronnie a dormir com o telefone ligado, mas fora do gancho, para ele poder sentir a sua respiração durante a noite. Mais mórbido era o fascínio de Spector por um caixão dourado com tampa de vidro que mantinha na cave da mansão e que guardava para o cadáver da mulher, caso ela decidisse deixá-lo. Ronnie, que se divorciou do produtor em 1974, escreveu anos mais tarde na sua autobiografia que, se não tivesse saído da mansão, teria lá morrido.
O primeiro julgamento contra o produtor pela morte de Lana, que terminou em 2007, foi considerado inconclusivo, uma vez que os jurados não foram unânimes: dois em dez consideraram-no inocente. À segunda tentativa, porém, e após cerca de 30 horas de deliberações, os jurados consideraram Spector culpado de homicídio simples (sem premeditação, o equivalente ao second degree murder). A decisão foi unânime. O júri considerou-o igualmente culpado de uso de arma de fogo durante a prática de um crime, o que junta um mínimo de mais três anos aos outros 15 por homicídio.
Durante o julgamento, cinco mulheres testemunharam como foram ameaçadas por Phil com armas. Estes testemunhos, combinados com as declarações do ex-motorista, o brasileiro Adriano de Souza, que disse que, na manhã do crime, o produtor saiu de casa e lhe sussurrou “Acho que matei alguém!”, ditaram a sua condenação, seis anos depois dos factos.
Phil Spector, que durante as sessões de julgamento foi aparecendo com perucas e acessórios excêntricos, aceitou a deliberação do tribunal com ar sombrio e pouca expressividade. A família da vítima considera que se fez justiça. A pena de prisão será conhecida no próximo dia 29 de Maio.

O wall of sound

Harvey Phillip Spektor nasceu um dia depois do Natal de 1940, num Bronx duro e miserável, mas a salvo da guerra na Europa. Os seus pais eram judeus russos e, veio a saber-se mais tarde, primos direitos.
Quando tinha nove anos, o pai de Spector, um trabalhador da indústria do aço, suicidou-se, o que fez com que a mãe se mudasse para a Califórnia, na companhia dos filhos (Spector tem uma irmã). Esquálido e desadequado, o jovem mantém um percurso escolar e pessoal discreto até criar a sua primeira banda, os Teddy Bears. Em breve Spector fez dos seus colegas do secundário estrelas adolescentes, ao ajudar a levar ao primeiro lugar das tabelas de singles o hit de 1958 To know him is to love him, a inscrição que constava da pedra tumular do seu pai. Foi o seu primeiro sucesso, tinha 18 anos. Aos 22 já era milionário.
Mais do que um produtor, Spector era um visionário que sonhava em criar um som nunca antes atingido em estúdio. A criação do seu próprio selo musical, a Philles, foi o começo do sistema de gravação que mudou a indústria discográfica: o wall of sound. Usando um grande número de músicos tocando partes individuais de cada tema, e que depois eram sobrepostas umas sobre as outras, transformou esta técnica de produção numa das marcas de água de Spector. O resultado final soava a pouco menos que uma orquestra: o som era denso e cheio. O próprio Spector descrevia o som como “uma aproximação ‘wagneriana’ ao rock and roll: pequenas sinfonias para crianças“. Era esse o seu modus operandi: arregimentar músicos como quem comanda soldados, deixando para sempre a sua impressão digital na indústria.
Usando o método do wall of sound, Spector gravou artistas como as Ronnettes, os Crystals, os Righteous Brothers, transformando-se numa máquina de hits, incluindo Da doo ron ron, Then he kissed me, Be my baby, You’ve lost that lovin’ feelin’ e Unchained melody.
Em 1966, após o falhanço de Ike e Tina Turner com River Deep – Mountain High, Spector capitulou, irritado com a falta de ouvido do público para aquilo que ele achava ser um sucesso retumbante. Em 1968, aos 28 anos e já milionário, Spector – que já cultivava a imagem de excêntrico – estava já retirado do escrutínio público e isolado na sua mansão. Por essa altura, de acordo com a primeira mulher, Spector passava os dias a ver e rever o filme Citizen Kane (O Mundo a Seus Pés), a parábola de ambição servida por Orson Welles, chorando de cada vez que o símbolo de alegria e inocência da infância do protagonista – um trenó chamado Rosebud – era incinerado.
Só na década de 70 é que Spector voltou ao activo, com uma triunfante colaboração com os Beatles no álbum Let It Be, e com a produção de álbuns a solo para John Lennon (incluindo Imagine) e George Harrison.
À medida que a década de 70 avançava, Spector tornava-se cada vez mais evasivo e alguns episódios seus com os artistas que ajudava em estúdio a tornaram-se lendários. Uma vez disparou contra o tecto quando gravava com Lennon, outra vez manteve a banda punk Ramones refém no estúdio e, numa outra ocasião, apontou a arma à cabeça de Leonard Cohen enquanto lhe declarava o seu amor, durante as sessões de gravação do álbum Death of a Ladies’ Man. Os rumores de que abusava do álcool e de que tinha uma arma para cada fato que vestia começaram a tornar-se cada vez mais frequentes, bem como os seus episódios de fúria incontrolável. Depois de vários anos a molestar e a intimidar mulheres, sujeitando-as por vezes ao jogo da roleta russa, Phil Spector parece ter guardado a útlima bala da sua arma para Lana Clarkson. Pelo menos a Justiça acredita que sim.
Devo dizer que sou relativamente louco, até certo ponto“, disse Spector numa rara entrevista concedida ao britânico The Telegraph, apenas cinco semanas antes do crime de 2003. “As pessoas idolatram-me, querem ser como eu. Mas eu digo-lhes: confiem em mim, vocês não querem a minha vida. Porque não tem sido uma vida agradável. Tenho sido uma alma torturada. Não tenho estado em paz comigo. Não tenho sido feliz.”

(*) – Por Susana Almeida Ribeiro, Público (15/04/2009)

“War Child – Heroes” já está no mercado

Posted in Uncategorized with tags , , on 16 16UTC Abril 16UTC 2009 by gm54

war-child-heroesJá está no mercado o CD War Child, uma compilação que reúne canções de nomes como Bob Dylan e David Bowie, interpretadas por artistas escolhidos pelos próprios autores dos temas.

“War Child – Heroes” é o novo álbum de beneficência da War Child, uma organização que se dedica, desde 1993, a apoiar crianças que vivem em zonas de conflito. Para este álbum de versões foram os próprios autores das canções que escolheram os artistas que as interpretam.

Paul McCartney, que já tinha participado na primeira compilação da War Child, escolheu a britânica Duffy para interpretar o tema “Live and Let Die”; David Bowie escolheu os TV On The Radio para interpretar “Heroes” e Bob Dylan, autor de “Leopard-Skin Pill-Box Hat”, quis que fosse Beck a interpretar este tema que abre o disco de 15 faixas.

A organização não-governamental War Child tem uma larga lista de apoiantes, como Bono e os U2, Bob Geldof, Elton John ou o próprio Paul McCartney.

David Adjaye vai projectar museu afro-americano em Washington

Posted in Uncategorized with tags , , , on 16 16UTC Abril 16UTC 2009 by gm54

Adjaye: o espírito do museu é de "louvor"

Adjaye: o espírito do museu é de "louvor"

A ideia tem um século, mas parece finalmente em vias de se concretizar: uma equipa liderada pelo arquitecto britânico de origem tanzaniana David Adjaye foi a escolhida para projectar o novo Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana, que deverá abrir em Washington em 2015, anunciou hoje a Smithsonian Institution.

Adjaye descreveu o museu de Washington como o sonho da sua carreira. O edifício deverá custar 500 milhões de dólares, será construído no National Mall (o parque que vai do Capitólio ao Monumento de Washington, e onde já existem vários museus importantes), e o início das obras está previsto para 2012.

Desde 1900 que os americanos discutiam a construção de um museu para contar história dos negros, mas, lembra o “The New York Times”, a ideia sofreu uma forte oposição até à década de 90 do século passado. Um dos principais opositores foi o senador republicano Jesse Helms, da Carolina do Norte, que em 1994 travou a aprovação do museu numa votação no Senado.

Aprovado finalmente em 2003, o museu já começou a funcionar, mesmo sem edifício, reunindo peças para a sua colecção – entre os objectos que serão expostos inclui-se uma cabana de escravo, vestígios de um velho barco de transporte de escravos, um eléctrico do Tennessee dos tempos da segregação, e um aparelho dos Tuskegee Airman, os pilotos negros que escoltavam os bombardeiros americanos sobre a Europa na II Guerra Mundial, explicou à AFP o director, Lonnie Bunch.

O projecto da equipa de David Adjaye (Freelon Adjaye Bond/Smith Group) foi escolhido entre seis apresentados a concurso, alguns de arquitectos muito conhecidos como Norman Foster e Diller Scofidio+Renfro.

Trata-se, na descrição da AFP, de um grande edifício cúbico com os vidros tingidos por uma película de bronze. O “New York Times” acrescenta outros pormenores: é uma espécie de colina dominada por uma estrutura em dois andares à qual o arquitecto chama “coroa de celebração”. Segundo Adjaye, o espírito do edifício será “de louvor”.

Um olhar sobre a canção moçambicana nos anos 60 e 70 (*)

Posted in Uncategorized with tags , , , on 16 16UTC Abril 16UTC 2009 by gm54

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Por aqueles anos, salvo melhor opinião, a música ligeira de Moçambique estava ancorada nas terras do rand. Atrevemo até a dizer que Fany M’Pfumu, Alexandre Langa, Moniz Nothisso, Daniel Marivate, Alfiado Vilanculos, Lisboa Mathavele, Dilon Njinji, Francisco Mahecuane, Alexandre Jafete e tantos outros, não teriam certamente sido aquilo que vieram a ser se não tivessem desenvolvido a sua arte e as suas potencialidades na África do Sul. Em Moçambique não havia, nem mercado, nem indústria discográfica que os pudesse sedimentar.

Existem pelo mundo fora, na forma original, os registos discográficos que aqueles nossos artistas fizeram, cujas matrizes originais são mantidas pelas gravadoras que os registaram, não sendo por isso despropositado apelar, aqui e agora, que as entidades da cultura nacionais procurem resgatar aquele riquíssimo património.

Um exemplo propositadamente escolhido até para lançar mais achas na discussão em curso (que eu pretendo sã e desapaixonada), temos a versão de «João Domingos» para o tema «Georgina». Escutando com atenção, notaremos que está nela patente o ritmo da marrabenta, a primeira, ou talvez a mais conhecida expressão estilizada da música ligeira produzida em Moçambique.

E porque está em voga uma discussão interessante sobre a origem da marrabenta, que tal metermos uma colherada na matéria por um ângulo bem diferente daquele por que temos acompanhado o debate?

Em 1959 (já já vai meio século), em Joanesburgo, Alexandre Jafete gravou um tema a que deu o título de Marrabenta, através do qual critica a juventude de então por se alhear do trabalho, do estudo, da higiene, do casamento, dos bons hábitos, de tudo por causa da marrabenta. A marrabenta era, então, uma forma de alienação cultural. Em todas as épocas e em todas as latitudes as coisas novas provocam estas reacções. Foi assim com a bossa nova, no Brasil, com o blues, jazz, swing e soul, nos Estados Unidos, com o yé-yé, em todo o mundo, com o twist, e até com o xitsuketi, entre nós.

Luís Loforte: "De que marrabenta estamos a falar?"

Luís Loforte: "De que marrabenta estamos a falar?"

Alexandre Jafete Simbine, de seu nome completo, estudou no Colégio de Khambine, no distrito de Morrumbene, em Inhambane, nos anos 40. Conta um seu condiscípulo que a grande paixão que Jafete nutria pela música fê-lo abandonar o colégio, levando consigo um pequeno tesouro da sua turma: o hinário da Igreja Metodista Episcopal. Ao que se sabe, Alexandre Jafete nunca mais voltou a Moçambique, acabando por morrer, ao que se diz assassinado, na África do Sul.

A questão que se coloca é: defendendo-se com veemência que a marrabenta nasceu e se desenvolveu no bairro da Mafalala, na então Lourenço Marques, de que marrabenta fala e canta, então, Alexandre Jafete? Pergunta pretensiosa, admito, mas talvez a merecer uma modesta resposta dos entendidos, que presumo existirem entre nós.

(*) Este artigo, da autoria de Luís Loforte, foi publicado no programa da Rádio Moçambique “O Clube dos Entas” e foi adoptado por mim para este espaço virtual. Assim, e porque para uma melhor compreensão das ideias de Loforte (colaborador do programa), necessário se torna que os interessados escutem aquele programa esta quinta-feira (16) as 22H05 e segunda-feira (20) as 02H05 na frequência 92.3 (FM).

Woody Allen processa marca de roupa

Posted in Uncategorized with tags , , on 17 17UTC Abril 17UTC 2009 by gm54


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O realizador norte-americano pôs um processo em tribunal contra a American Apparel, marca de roupa americana, por uso indevido da sua imagem num spot publicitário.

O realizador exige uma indemnização no valor de 7,5 milhões de euros, alegando que o anúncio em causa prejudica o seu bom nome.

20 anos da queda do muro de Berlim

Posted in Uncategorized with tags , , on 17 17UTC Abril 17UTC 2009 by gm54

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Em novembro faz vinte anos que o Muro de Berlim caiu, mesmo mês em que está prevista a finalização do restauro das suas pinturas.

‘My way’ e ‘Highway to hell’ entre os hits dos enterros na Grã-Bretanha

Posted in Uncategorized with tags , , on 17 17UTC Abril 17UTC 2009 by gm54


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A música “My way” interpretada por Frank Sinatra é o hit mais popular para acompanhar os enterros no Reino Unido, segundo uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira, que revela que “Highway to hell” do AC/DC também está no topo da trilha sonora fúnebre.

De acordo com essa pesquisa feita em mais de 30.000 enterros no ano passado, aquela música representa mais da metade das músicas tocadas durante as obséquias, à excepção da Escócia, onde os hinos religiosos ainda prevalecem.

No top 10 das canções populares, “My way” está na primeira posição, à frente de “Wind Beneath My Wings”, interpretada por Bette Midler e depois por Céline Dion, que também marca presença na lista com “My heart will go on”.

“My way”, interpretada por Frank Sinatra, é a adaptação em inglês da música “Comme d’habitude”, composta em 1967 por Claude François e Jacques Revaux.

Também estão nesse ranking “Angels” de Robbie Williams, “Over The Rainbow” de Eva Cassidy – uma reprise da canção composta em 1939 por Judy Garland no famoso “Mágico de Oz” -, ou ainda “I will always love you”, de Whitney Houston, e “Unforgettable”, de Nat King Cole.

“Another one bites the dust”, do Queen, e “Hallelujah”, de Leonard Cohen, também estão entre os grandes hits.

Já entre a música clássica, “Nimrod”, da obra sinfônica de Edward Elgar “Enigma Variations”, é a mais tocada, à frente de “Pie Jesu”, do “Requiem” de Gabriel Fauré, “Ave Maria”, de Franz Schubert, e “Nessun Dorma”, de Giacomo Puccini.

“O senhor é meu pastor” foi o hino preferido para os funerais organizados no ano passado.

Vida de Che Guevara é retratada em musical na Argentina

Posted in Uncategorized with tags , , , on 17 17UTC Abril 17UTC 2009 by gm54

Che é mais do que figura de camiseta

Che é mais do que figura de camiseta

Com o desafio e a responsabilidade de narrar a história de um personagem mitificado no mundo todo, “Che: o musical argentino“, que estreia no sábado em Buenos Aires, pretende combater a banalização existente em torno da figura do líder guerrilheiro Ernesto “Che” Guevara.

Esta é a primeira vez que uma peça com estas características aborda a vida deste revolucionário que se tornou um mito, cuja figura foi oportunamente comercializada mundo afora.

A ideia original deste musical surge precisamente “como uma necessidade de situar o Che não como uma figura de camiseta, mas começar a colocá-lo na cabeça e no coração das pessoas“, explicou hoje um dos autores da peça, Óscar Mangione.

Os dois atores que dão vida a Che Guevara são Alejandro Paker e Germán Barceló.

Mudanças climáticas já são ameaça à pesca

Posted in Uncategorized with tags , , , , on 18 18UTC Abril 18UTC 2009 by gm54


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O impacto das mudanças climáticas está a ameaçar a produção pesqueira no Arquipélago das Ilhas Primeiras e Segundas, onde na semana passada foram detectadas evidências de destruição de recifes de coral devido, sobretudo, ao aumento da temperatura das águas naquela região costeira das províncias de Nampula e Zambézia, cento e norte de Moçambique.

Cobrindo uma extensão aproximada de 500 quilómetros entre os distritos de Angoche, em Nampula e Pebane, na Zambézia, o Arquipélago das Primeiras e Segundas abarca um total de dez Ilhas ricas em recifes de coral, considerados habitates mais produtivos da fauna marinha. Atenta aos relatos sobre a existência de tal potencial na costa moçambicana, a The Nature Conservation (TNC), uma instituição de pesquisa sediada em Durban, na África do Sul, apresentou às autoridades moçambicanas uma proposta visando o desenvolvimento de programas especiais de protecção, tomando como base a experiência adquirida em intervenções anteriores no Oceano Pacífico.

Segundo Peter Bechtel, coordenador de Programas do Fundo Mundial para a Natureza na região norte do país, foi na sequência dos contactos com as autoridades moçambicanas que a TNC enviou ao país uma equipa de investigadores que, durante dez dias realizou sessões de mergulho para se aperceber da situação real dos corais nas Ilhas Primeiras e Segundas.

“A principal constatação feita pela equipa de investigadores é sobre a presença de sinais alarmantes de branqueamento dos recifes de coral, um fenómeno que terá iniciado há cerca de três semanas. Segundo as Nações Unidas, Moçambique é um dos três países do mundo mais propensos à ocorrência de calamidades naturais e a previsão é que o país venha a sofrer fortes impactos das mudanças climáticas, o maior dos quais  poderá ser exactamente sobre os recifes de coral do Arquipélago das Ilhas Primeiras e Segundas. Esta situação vai ter sérias implicações na produção pesqueira das ilhas, facto que preocupa, considerando que a pesca é a principal actividade naquela região de Moçambique”, explica Peter Bechtel.

Segundo a fonte, dois factores, ambos ligados às mudanças climáticas, estão por detrás do branqueamento de corais no arquipélago, nomeadamente o ciclone Izilda que recentemente se abateu sobre as ilhas na região de Angoche, e a movimentação de uma massa de água quente do alto mar para a costa das ilhas, situação a que se junta o intenso calor que faz aquecer a água, provocando o seu aquecimento acima do normal.

Eusébio Johane Tamele: um trovador e escritor com ideias e convicções próprias (*)

Posted in Uncategorized with tags , , , on 21 21UTC Abril 21UTC 2009 by gm54

ejtamele

Tive o ensejo e a felicidade de conhecê-lo pessoalmente mas, para minha infelicidade, morria pouco depois. Da longa conversa que tivemos, em Xai-Xai, aquando do lançamento das primeiras emissões autónomas da Rádio Moçambique na província de Gaza, ficou-me a sensação de que Eusébio Johane Tamele não terá sido apenas “mais um”, ou seja, mais um intérprete da canção ligeira moçambicana, mas também um homem com ideias e convicções próprias.

Eusébio Johane Tamele deu-me a ler excertos de um manuscrito de sua lavra no qual relata as suas memórias e alguns registos histórico-políticos das suas vivências. Fiquei impressionado com a riqueza do material ali registado mas, e porque se tratava de um primeiro contacto com o homem, ainda me ficou algum cepticismo. A dúvida, porém, havia de ser dissipada quando, no decurso das comemorações dos 40 anos da morte de Mateus Sansão Muthema, em Chikhumbane, ouvimos uma evocação referir, a certa altura, que Eusébio Johane Tamele foi parceiro e confidente político daquele nacionalista da Frente de Libertação de Moçambique. Hoje, aqui e agora, se calhar também rendemos homenagem a um escritor, e não somente a um grande trovador.

Abordando agora a sua vertente musical, aquela em que Eusébio Joohane Tamele ficou mais conhecido.

Hoje, muitas décadas depois, não tenho dúvidas de que o homem não se desvia um único milímetro do traço musical da sua terra natal, embora não resistamos à tentação de o classificarmos em termos mais universais, como o iremos fazer de seguida.

Socorrendo-me do modesto conhecimento que tenho sobre a literatura da especialidade, não vejo como não colocar Eusébio Johane Tamele, ou Zeburani como era popularmente chamado, no rol daqueles intérpretes que usam a sátira como elemento básico nas suas composições.

A sátira, representada pelas conhecidas «cantigas de escárnio e de mal dizer», encontramo-la com frequência nas letras de Zeburani, que as recria com rara beleza e, buscadas do vasto cancioneiro satírico de que Chibuto, é muito rico.

Nas composições de Zeburani, tal como acontece com os intérpretes deste género musical, já não é o sarcasmo que predomina, mas antes a nota graciosa e leve, ditada pela ironia, que nem por isso deixa de ferir algumas susceptibilidades.

Para nós, Zeburani fá-lo com muita delicadeza, não abdicando da sua função social e correctiva.

Por exemplo, na canção Tshunela Seyo, Zeburani deixa um pouco a sátira de lado para entrar no domínio do humorismo. É um jogral entre marido e esposa, com esta a advertir o parceiro a não se aproximar de si, porque tem o filho doente. E depois…

Bem, e depois a mulher não cede à sedução, e o homem procura, pela aldeia adentro, quem lhe possa comer o limão

marrabenta Não acabo esta abordagem à música de Eusébio Johane Tamele, ou melhor Zeburani, sem antes colocar na mesa mais uma pergunta pretensiosa.

Quem gosta da música blues, sabe que este estilo musical se caldeou e sedimentou a partir de vários estilos musicais europeus e africanos levados para as Américas pelos colonizadores e pelos respectivos escravos.

Bava A Nga Pswalanga”, é provavelmente o tema mais conhecido de Eusébio Johane Tamele. Considero esta canção um blues na sua forma mais pura ou, mais precisamente, um folk blues que, como se sabe, é uma das raízes deste estilo musical que se desenvolveu nos Estados Unidos da América.

Capa do CD "Forgotten Guitars From Mozambique" de guitarristas moçambicanos gravados na Africa do Sul nos anos 50

Capa do CD "Forgotten Guitars From Mozambique" de guitarristas moçambicanos gravados na Africa do Sul nos anos 50

Numa espécie de tira-teimas, comparemos Bava A Nga Pswalanga, do nosso Zeburani, com o tema Cocaine interpretado, na sua forma original, pelo nova-iorquino Dave Van Ronk e tornado porém famoso, nos anos 70, pelo guitarrista e bluesman britânico Eric Clapton.

Com o mesmo propósito comparativo existem nas respectivas produções discográficas um soul da Geórgia interpretado por Otis Ray Redding, Jr., um blues do delta do Mississipi executado por Mississipi John Hurt, e um blues da savana de Chibuto intitulado Bava a nga pswalanga de Eusébio Johane Tamele, ou melhor, de Zeburani.

Se por ventura escutar as trés propostas, o leitor que tire as suas conclusões, sendo que a nossa é de que Zeburani, sim, foi um bluesman.(X)

(*) Texto de Autoria de Luís Loforte, adoptado do Programa radiofónico “Clube dos Entas” transmitido na Rádio Moçambique, Antena Nacional, na frequência FM 92.3: Quinta-feira (22H05) e Segunda-feira (02H05). O programa é produzido e apresentado por Edmundo Galiza Matos, com créditos técnicos de Nassurdine Adamo.

Biblioteca Dirigital Mundial com acervo moçambicano

Posted in Uncategorized with tags , , on 22 22UTC Abril 22UTC 2009 by gm54

Canhoneira no Rio Zambeze

Canhoneira no Rio Zambeze

Se o leitor for à Internet ao sítio www.wdl.org, tem, desde terça-feira, 21, acesso gratuito à Biblioteca Digital Mundial (BDM), um novo programa de informação e divulgação cultural que acaba de ser posto em linha numa iniciativa conjunta da UNESCO, da Biblioteca do Congresso Americano e da Biblioteca de Alexandria.
Nesse novo endereço, entre mais de mil documentos, vai poder encontrar, por exemplo, esta f, tirada na então colónia portuguesa de Moçambique em algum período  do primeiro quarto do século XX, é da Colecção de Frank e Francês Carpenter, na Biblioteca do Congresso.

A imagem acima é de uma Canhoneira utilizada pelo governo colonial português no rio Zambeze, utilizada para, segundo o sítio da UNESCO, “preservar a ordem entre os nativos em Tete”.

Pode ser encontrado também um mapa feito a mão mostrando a fortaleza de São Sebastião da Ilha de Moçambique, que, segundo o sítio “é uma pequena mas estratégia ilha ao largo da costa do continente Africano. A fortaleza foi construída no século XVI pelos Portugueses, que desenvolveram a ilha para se tornar num importante porto de comércio. A estrutura foi construída num estilo italianizado fora de materiais locais, e incorporava um intrincado sistema de colecta de água da chuva, necessário para compensar a ausência de água fresca na ilha.

O mapa abaixo foi desenhado em 1741, como os Portugueses estavam planejando uma renovação da fortaleza para incorporar novas estruturas de defesa. A fortaleza tornou-se Património Histórico Mundial pela UNESCO em 1991.

Mapa da Ilha de Moçambique desenhado a mão

Mapa da Ilha de Moçambique desenhado a mão

Os destinatários desta BDM, disponível em sete línguas, são os estudantes, professores e o público em geral. Dantes, “a escola preparava os jovens para ir à biblioteca, mas, hoje, as bibliotecas tornaram-se digitais”, constata, citado pela AFP, o tunisino Abdelaziz Abid, coordenador deste projecto que, para já, reúne trinta bibliotecas de outros tantos países em todo o mundo (incluindo o Iraque, a Rússia, a China, o Uganda, o Egipto e o Brasil), mas que, até final do ano, quer duplicar os participantes.

O principal responsável por este projecto é James H. Billington, director da Biblioteca do Congresso Americano e ex-professor de História em Harvard. Foi ele que, em 2005, o propôs à UNESCO, assegurando que o espírito da nova biblioteca digital universal não seria “competir” mas complementar dois outros programas congéneres já existentes: o Google Book Search, também lançado em 2005 e que actualmente tem sete milhões de obras acessíveis ao público; e a Europeia, uma biblioteca criada em Novembro do ano passado, que conheceu também um êxito inesperado e já disponibiliza 4,6 milhões de documentos – esperando chegar aos 10 milhões até 2010.

Com a sua nova Biblioteca Digital Mundial, disponível em sete línguas, a UNESCO quer reduzir a “fractura digital” entre os povos

ANC é favorito nas urnas desta quarta-feira

Posted in Uncategorized with tags , , , on 22 22UTC Abril 22UTC 2009 by gm54

Zuma próximo presidente da Africa do Sul

Zuma próximo presidente da Africa do Sul

O Congresso Nacional Africano (ANC), partido símbolo da luta contra o apartheid na África do Sul, enfrenta nesta quarta-feira, 22, o seu maior desafio nas urnas desde que chegou ao poder, em 1994.  O partido de Nelson Mandela, que manteve a hegemonia política na África do Sul nos últimos 15 anos, deve vencer as eleições desta quarta-feira e indicar o seu líder, Jacob Zuma, para a Presidência do país. No entanto, o ANC pode sair das eleições sul-africanas sem a maioria de dois terços no Parlamento, necessária para alterar a Constituição.

Mais de 23 milhões de eleitores estão registados para votar nas eleições nacionais e provinciais da maior economia da África. Os resultados oficiais devem ser divulgados apenas na sexta-feira.

Cercado de escândalos – entre eles um suposto estupro de uma mulher HIV positivo -, Zuma deve tornar-se o quarto presidente escolhido democraticamente, mas terá trabalho para assegurar aos investidores que o seu governo manterá as políticas que criaram o maior período de crescimento econômico da história da África do Sul.

Analistas dizem que a maioria de 70% que o ANC tem hoje na Assembleia Nacional pode ser reduzida para entre 60 e 65%. Se o partido obtiver menos de dois terços do Parlamento, dependerá de acordos com os outras legendas para aprovar qualquer emenda na Constituição.

Vamos Roubar para Ler (*)

Posted in Uncategorized with tags , , on 23 23UTC Abril 23UTC 2009 by gm54

Só os "Turras" é que liam Gorki

Só os "Turras" é que liam Gorki

Por: Edmundo Galiza Matos

Considero-me um leitor voraz e sempre sedento de livros. Diria mesmo que sou um “maníaco” da leitura. Da boa literatura, entenda-se. Tudo que seja papel garatujado, mesmo que em linguas e caracteres estranhos, é motivo para aguçar a minha curiosidade, ainda que nada de lá tire algo de proveitoso: é que o simples acto de decifrar e tentar entender o que se escreve é motivo mais que suficiente para meu deleite. O leitor que está debruçado sobre estas minhas confissões, poderá concluir que pertenço a uma espécie em vias de extinção. Um “fóssil” até. Não, não sou. Aceito sim ser uma das poucas excepções no mundo dos milhares de moçambicanos, minimamente letrados, que não gostam de folhear um livro e dele extrair experiências e ensinamentos para a vida.

No actual debate sobre o gosto (ou a falta dele) pela leitura entre nós, a constatação comunemente aceite pelos analistas terá como causa primária o difícil acesso ao livro ditado pelos proibitivos preços praticados pelas livrarias; ou então o descuido dos pais e educadores no estimular as pessoas – sobretudo os jovens – na prática do acto de ler como meio para se formarem cultural e cientificamente. Outros atiram as culpas para este estado de coisas aos ditames do mundo do telemóvel, da comunicação fútil e … da busca doentia da fama. Numa coisa estamos todos de acordo: o livro é caro. Poucos são aqueles que têm posses para o ter à mão. Mas também, a mediocridade das vidas de muitos é mais que evidente. Contudo interrogo-me:Desde quando o livro foi barato em Moçambique, tanto no período colonial como agora? Quantos dos que hoje lamentam esta realidade tiveram acesso fácil ao livro mas mesmo assim liam e muito?

Os que tiveram o privilégio de entrar numa livraria e de lá sair com um livro, contam-se pelos dedos da mão. A grande maioria, dentre ela eu, nem sequer tinha dinheiro para comprar uma sebenta quanto mais um livro. Contudo lia até à exaustão, “vício” que até hoje, orgulho-me, se me “grudou” e dele não não me desfasço.E como fazia então para ler, perguntar-me-ão.A resposta é tão simples como isto: roubando. É isso mesmo, ROUBANDO LIVROS. Hoje, para satisfazer o vício, não roubo, surripio.

A minha saga de Ladrão de Livros – não de Bicicletas – começa nos primeiros anos da minha adolescência na Livraria Sotil em Porto Amélia (Pemba): tal como o viciado pelas drogas pesadas que inicia a sua “carreira” não raras vezes “puxando” um inofensivo charro de suruma, este “leitor militante” iniciou-se na literatice, roubando e lendo os livros aos quadradinhos: Matt Marriot, Mandrak, Fantasma, Bill The Kidd; ou então os livrinhos de bolso de famosos Cow Boys “Revolver 45”, “Sete Balas”. Uma incursão minha a uma livraria, tendo como “guarda-costas” os irmãos Tique (João, César e Sérgio) resultava sempre num prejuízo considerável para a “Sotil”. Calças e camisas desmedidamente largas para a minha estatura eram o suficiente para acondicionar mais do que uma dezena de livrinhos. A senhora do balcão – que nós julgavamos uma pera doce – até se dava ares de despercebida com o atrevimento da miudagem e lá deixava-nos sair com o produto do crime. Até um dia …

"O ladrão de livros", ele mesmo

"O ladrão de livros", ele mesmo

Com o passar do tempo, o produto do “roubo” começou a ser mais volumoso e valioso, o que acarretava metódos mais complexos para me furtar à vigilância da balconista, portuguesa é preciso que se diga, mas, lá ia saindo com uma ou duas obras para surpresa dos meus cúmplices: O Irving Wallace e outros da mesma turma eram então os nossos preferidos. Até que a situação começou a “cheirar mal” para o dono da livraria que, perante os prejuízos passou a estar de olho, primeiro na própria empregada do balcão e depois para este “ladrão de Livros” que todos os dias entrava e saía do estabelecimento de mãos a abanar mas estranhamente com a barriguinha saliente. O hábito tornou-se rotina, de tal sorte que o ladrão de livros começou a exceder-se até que um dia foi surpreendido, não só com a prova do crime, mas com uma obra considerada então subversiva que não fazia parte do espólio da livraria. Apanhado e interrogado que foi, o meliante vai parar à esquadra da então PSP (polícia de segurança pública portuguesa) e dali para a famigerada PIDE, a secreta colonial. O agente, a princípio relutante em interrogar um miúdo que de subversivo nada tinha, só o fez quando informado que o “puto” era tão “turra” como o mais destemido dos macondes. O livro dizia tudo.“A Mãe”, de Máximo Gorki, ainda por cima com capa de um vermelho escuro, era mais que suficiente para me julgarem o mais perigoso dos contestários de então em Porto Amélia. Coitado de mim, que de política ainda era “virgem”. Com o ar mais macambuzio deste mundo, mas apercebendo-me da gravidade da situação, inventei a esfarrapada mentira de que o tinha achado numa lata de lixo lá para as bandas do Batalhão 14, em cujo seio existiam oficiais do exército colonial português desterrados de Portugal para a colónia em virtude das suas ideias revolucionárias. Ficaram-me com o livro e saí de lá com os ouvidos a doridos devido a duas bem dadas chapadas do Pidesco. Quem ficou a perder: o Renato Carrilho ou simplesmente Gunas que, por qualquer motivo, me havia pedido que entregasse a maldita “Mãe” a um dos seus amigos, de que não me recordo o nome. Era o “correio” dos mais velhos que habilmente, faziam circular literatura entre eles.

Porque as “confissões” já vão longas, fica-me o seguinte conselho para quem gosta de ler mas que não o faz porque não tem possibilidades para comprar o mais barato dos livros: uma vez por mês, entre numa livraria, roube um livro e o faça circular entre amigos. Se o prenderem, acredite meu caro amigo: irei depôr a seu favor em qualquer tribunal deste país porque terá praticado um acto nobre – roubar para ler. Se o fez para “negócio”, ponho-me a milhas.(X)

(*) – Opinião publicada a 28 de maio de 2008 no sítio wwwnantchite.blogspot.com

“One Love”, de Bob Marley, é eleita melhor música da Jamaica

Posted in Uncategorized with tags , , on 27 27UTC Abril 27UTC 2009 by gm54

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One Love”, de Bob Marley, é eleita melhor música da Jamaica “One Love”, do mito do reggae Bob Marley, encabeçou a lista das 100 melhores canções jamaicanas dos últimos 50 anos, anunciada na terça-feira, 21, por um comitê de músicos e autoridades culturais ligados à Universidade das Índias Ocidentais.

Marley, que se converteu em superastro internacional graças ao talento para o reggae, teve nove canções entre as 100 e duas entre as Top 10: além de “One Love”, “Simmer Down”, ficou em 9o lugar. Seu popular “No Woman No Cry” ficou em 12o lugar, e “Redemption Song”, em 14o.

“One Love” teve a pontuação mais alta, 726 pontos, muito acima dos 540 pontos atribuídos ao segundo colocado, “O Carolina”, gravado originalmente pelos Folkes Brothers e recriado pelo internacionalmente aclamado Shaggy.

O departamento de governo da universidade disse que as reacções à lista foram divididas, o que já era esperado. Muitos críticos opiniram que muito mais canções da última década deveriam ter sido incluídas entre os discos lançados entre 1957 e 2007.

Jaimito: o melhor guitarrista moçambicano de todos os tempos

Posted in Uncategorized with tags , , on 28 28UTC Abril 28UTC 2009 by gm54

Jaimito no Centro Social da Rádio Moçambique

Jaimito no Centro Social da Rádio Moçambique

Conheci-o cara-a-cara há 3/4 anos. A sua obra musical, essa, convivo com ela desde o lançamento dos memoráveis discos (vinil) “Amanhecer 1 e 2”. Logo após a indfependência nacional

Refiro-me ao Jaime Machatine, ou simplesmente Jaimito.

Sempre me disseram que o melhor guitarrista moçambicano de todos os tempos foi um tal de Daíco, posição aliás que é defendida por muitos aficcionados da música moçambicana, entre os quais o nosso poeta-mor, José Craveirinha.

Não tenho como rebater tal opinião simplesmente porque não conheci Daíco. Nem sequer conheço algum registo sonoro a partir do qual possa ajuizar da sua eventual virtuosidade na guitarra.

Sendo assim, Jaimito é, na minha modesta opinião, o melhor guitarrista moçambicano de todos os tempos. Tal como Francisco Mahecuane é “rei” do Bandolim, esse fabuloso instrumento que, infelizmente, está a ser atirado para o caixote do lixo pelos nossos artistas moçambicanos. Viva Ximanganini.

A imagem que encima estes escritos é do “nosso” Jaimito, tirada na rampa que vai desembocar no Centro Social da Rádio Moçambique. A imagem foi registada sem o nosso guitarrista se aperceber do facto porque, ao se lhe pedir para o fazer, fica simplesmente agressivo. Diz ele que “não quero mais problemas”. Que tipo de problemas e com quém, só ele sabe.

Suponho que muitos dos que conversam amiúde com o Jaimito não sabem onde ele reside, tudo indicando que ele passa os seus dias no Centro Social da RM e dorme numa das entradas desta estação emissora. A ler ou a escrever. Escritos cujo significado, como se pode testemunhar pela imagem abaixo, só ele conhece o significado.

Jaime Machatine, ou simplesmente Jaimito, não está bem de saúde. Neste estado está ele desde que, ao que se diz, desembarcou no Aeroporto Internacional de Maputo, proveniente dos Estados Unidos. As especulações sobre as causas do seu estado de saúde são as mais variadas, uma das quais reza que o nosso guitarrista terá sido severa e macabramente torturado (mentalmente) como só os americanos sabem fazer.

Um dos escritos pregados numa árvores do CSocial da RM

Um dos escritos pregados numa árvores do CSocial da RM

Detentor de uma cultura geral muito acima da considerada alta entre nós, Jaimito, mesmo no estado em que se encontra, disserta sobre uma variada gama de assuntos, com destaque para a música e literatura (sobretudo a Beat).

Eu particularmente, produto da geração 1960/1970, tenho reservado algum do meu tempo para uns dedos de conversa com o Jaime Machatine.

Macabramente torturado nos EUA?

Macabramente torturado nos EUA?

Quem o quiser encontrar e com ele passar uns bons momentos, encontrál-o-á no Centro Social da Rádio Moçambique. Um conselho: se quiser ofertar algo ao nosso guitarrista escolha como prenda um livro ou uma cassete de música; um café é bem vindo. Nunca, mas nunca mesmo, se atreva a sugerir que ele coma algo porque, ao que parece, ele considera esse gesto como sendo destinado aos mendigos. O que ele não é.

Felisberto: Feliz no sexo será aquele que o consultar

Posted in Uncategorized with tags , , on 29 29UTC Abril 29UTC 2009 by gm54
O consultor e as suas receitas

O consultor e as suas receitas

Chama-se Felisberto Ernesto Ndeve. jovem de 31 anos, natural de Chibuto, essa terra que viu nascer, entre outros nomes famosos da nossa terra – Eusébio Johane Tamele é um deles. Na província de Gaza, sul de Moçambique.

O nosso Felisberto é vendedor de raízes, pomadas e xaropes, a que ele designa de “medicamentos tradicionais”.

Medicamentos ou não, o que o nosso homem tem na sua banca – ou será consultório? – acredita-se ter propriedades de cura das mais variadas doenças: de dores da coluna e perturbações estomacais, reumatismo, asma … até aquelas que ele considera as mais disseminadas entre nós: a impotência sexual e as DTS. Isso mesmo: Doenças de Transmissão Sexual.

“Faço a lubrificação dos órgãos genitais. Do homem e da mulher”, afiança o nosso médico, formado nestas lides pela sua mãe, depois de abandonar o ensino formal antes de completar a sexta-classe. No seu consultório está pendurado um cartaz com a lista das maleitas que ele ajuda a curar.

Receita com os fármacos disponíveis

Receita com os fármacos disponíveis

Felisberto Ernesto Ndeve é procurado por muitos pacientes. Homens e mulheres. De todas as raças. Dos 25 aos 60 anos. Moçambicanos e de outras nacionalidades, sobretudo portugueses e sul-africanos e “de origem asiática são tantos …” garante.

Uma significativa fasquia dos seus clientes “choraminga” nos seus ombros pedindo ajuda para superar um problema comum: o fraco desempenho sexual, fonte de problemas conjugais que o dinheiro não consegue sanar.

Diz-se bastante intrigado com um fenómeno algo estranho entre nós: o elevado número de adolescentes que o procuram: uns para “desbaratar” DTS resistentes aos fármacos convencionais e outros para conseguir “fazer pelo menos uma vez por semana com a minha namorada” … “Estes miúdos metem-me pena… com aquela idade, bem postos, com bonitos carros e no entanto … na cama são uns farrapos… coitados”, assim falou-nos Felisberto Ndeve.

Os preços dos medicamentos variam dos 50 aos 150 meticais. Nunca mais do que esta tabela. E ninguém reclama, mesmo nos tempos difíceis como o que vivemos.

Onde encontrar o consultório/banca do nosso médico-tradicional? Não há como perder-se. Porque o seu endereço, embora não conste em algum mapa turístico da cidade, é tão simples quanto isto: fica localizado defronte do “33 andares”, assim chamado o único arranha-céu da cidade de Maputo.(X)

New York Times: praia de Jangamo uma das mais bonitas do mundo

Posted in Turismo with tags , , on 30 30UTC Abril 30UTC 2009 by gm54

 

Praia semi-deserta, ideal para manhãs de mergulho e pesca e tardes à sombra dos coqueiros

Praia semi-deserta, ideal para manhãs de mergulho e pesca e tardes à sombra dos coqueiros

 

O jornal norte-americano New York Times pôs a praia de Jangamo, em Inhambane, na sua lista das 50 praias mais bonitas do mundo.

O jornal descreve a praia como semi-deserta, ideal para manhãs de mergulho e pesca e tardes à sombra dos coqueiros.  

“Não é fácil chegar à praia de Jangamo, na baía de Guinjata, no litoral moçambicano. Mas quando se chega percebe-se que é bom ser assim: longe dos destinos de massas, conserva o ar selvagem, a paz, o sossego”, escreve o New York Times.

O jornal descreve de forma sonhadora e delirante a praia de Jangamo como “um areal a perder de vista quase sem ninguém, areia imaculada, um mar de ondas revoltas, três pequenos lodges com meia dúzia de cabaninhas de madeira e telhado de colmo, propositadamente escondidas entre os coqueiros. E silêncio”.

O governador de Inhambane, Itai Meque, diz com muito orgulho que a província tem de facto um potencial turístico invejável.

Meque frisa que a praia de Jangamo tem áreas muito bonitas, paisagem ímpar, com águas limpas e bonitas.

O governador afirma que a avaliação que foi feita pelo jornal dos estados Unidos da América é justa e constitui motivo de alegria para o governo, para a população de Inhambane e para o país em geral.

 

"Cabaninhas de madeira e telhado de colmo, propositadamente escondidas entre os coqueiros. E silêncio"

"Cabaninhas de madeira e telhado de colmo, propositadamente escondidas entre os coqueiros. E silêncio"

 

Em função deste elogio, de acordo com Meque, a província vai continuar a trabalhar sobretudo na manutenção para garantir a qualidade e valorizar as potencialidades turísticas.

Frisa que Inhambane e o país devem figurar como referência internacional na componente turística.

Itai Meque refere que em 2007 os investimentos na área do turismo atingiram cerca de oitenta e nove milhões de dólares e em 2008 alcançaram cento e cinquenta milhões de dólares.

Para Jangamo, 525 quilómetros a norte de Maputo, não há voos fretados nem autocarros de turismo.

Há é uma picada de 25 quilómetros do aeroporto de Inhambane ao mar, por onde só se consegue andar num veículo 4×4.

O jornal americano diz haver recifes soberbos, cheios de espécies de todos os tamanhos, de garoupas a moreias, raias, tartarugas, golfinhos e até tubarões-baleia e tubarões-tigre..

De Junho a Setembro é possível também ver baleias-bossa.

A escassos quilómetros de distância de Jangamo há outras praias a não perder, como a Baía dos Cocos.

A 25 quilómetros, já de volta à civilização, a  praia do Tofo oferece diversos restaurantes, bares e animação. Ao lado, a praia da Barra mantém-se em estado mais puro, ainda só com meia dúzia de pequenos lodges escondidos.

Costa Neto no “Clube dos Entas” (*)

Posted in Uncategorized with tags , , on 7 07UTC Maio 07UTC 2009 by gm54
Costa Neto nos estúdios da Rádio Moçambique

Costa Neto nos estúdios da Rádio Moçambique

Em outúbro próximo o meu convidado desta quinta-feira, 7, vai completar meio século de vida: 50 anos. Há cerca de dez anos pois que ingressou no maravilhoso “Clube dos Entas”.

Muitos dos nossos leitores conhecem-no, não só porque é filho desta terra mas porque, a partir de lá de fora, produz, reproduz e publica as imagens e os sons do seu país: Moçambique.

O nosso “Enta” de hoje viu o sol pela primeira vez em terras que delimitam o fim do sul de Moçambique: Matutuíne. Enquanto a mãe era talhada para as lides domésticas, o pai abraçou a profissão de orientar os marinheiros, sobretudo nas noites tempestuosas, de maresia, dando-lhe orientação para que não desse à costa errada. O “Velho” era faroleiro na Ponta de Ouro, essa maravilhosa praia na ponta do sul desta que alguém um dia chamou que “Pérola do Índico”.

Estou a falar, caro leitor, de Costa Neto. Músico moçambicano, há pouco mais de vinte anos a residir em Portugal.

Costa Neto, como muitos outros meninos da sua época, sobretudo nas matas de Matutuíne, bebeu e apreendeu do muito do que conhece na música ouvindo o chilrear dos pássaros. Dos xiricos da Catembe … quem nunca os ouviu, não entende de música. De resto “Catembe” é nome de uma música do mítico Miles Davis

Encantado com os maravilhosos sons da passarada, dá-se a Costa Neto a oportunidade de imitar e passar aqueles sons da infância para as pautas e instrumentos musicais. Ingressa no seminário… até um dia.

Ao Costa Neto não lhe interessava os hábitos nem as vestes do sacerdócio. Agradeceu a aprendizagem musical e o gosto pelo belo que ela encerra. “Baza”, se assim se pode dizer, para um outro mundo, mais libertino, o mundo das noitadas ao som de guitarras, marracas e congas e… de meninas e boa cerveja. As noitadas do Jiva Mafruta. Na mítica Mafalala, arrebaldes de Maputo, na altura Lourenço Marques.

Aqui dá-se o encontro com aquele que muitos consideram um marco incontornável da música moçambicana, do sul. Estamos a falar de Fani Mpfumo e tantos outros do mesmo quilate.

E como qualquer outro jovem de então, a Mafalala não era o fim do mundo. Nem Fani Mpfumo e outros do bairro eram os únicos na arte musical. Era preciso viver outras experiências, que as havia em outras paragens da cidade de Maputo. De bons executantes, que Costa Neto recorda com certa nostalgia.

De música sacra nada tem a música que Costa Neto produz hoje, embora se reconheça que a sua experiência no acompanhamento das liturgias foi de grande utilidade. Para ele e para os seus companheiros, alguns dos quais continuam na activa e outros não. Chico António é um deles … o eterno boêmio.

Da igreja, Neto passa para a música ligeira, tocada e dançada cá fora. Por grupos que marcaram a sua época e outros, nem tanto. Mas sempre com belas recordações. O Mbila (aqui com o meu produtor do “Clube dos Entas”, Nassurdine Adamo de seu nome), o ABC, etc, etc.

Costa Neto, Galiza Matos e Nassurdine Adamo, nos estúdios da RM

Costa Neto, Galiza Matos e Nassurdine Adamo, nos estúdios da RM

Ayuwéééé

Recordações de tempos bonitos. Tempos marcados por insuficiências de vária ordem. Entre elas, aquelas que limitavam as capacidades criativas de muitos, com particular incidência entre aqueles que faziam da arte o seu modo de estar e ver o mundo.

Uns, conformaram-se, outros nem tanto. Preferiram “dar o fora”, como então se dizia. E o Neto vai para Portugal para uma digressão com os Gorwane… até hoje, passam 21 anos.

Uma carreira que resultou em algumas produções … produções marcadas pela seriedade, onde não coube a busca cega do sucesso fácil. A última dessas produções é “Protótypus”, que Costa Neto considera uma sugestão algo intimista… “difícil de ouvir”.

E para os tempos que vêm aí… marcados por muitas incertezas em todas as áreas de labor… os sonhos, os projectos de vida, no meio deste cenário, têm oportunidade de se concretizar? …

Costa Neto não sabe…

Costa Neto não arrisca nada…

De uma coisa ele se orgulha: o de ser “positivo” em tudo o que faz, em tudo o que pretende fazer… o que não lhe impende de olhar o que os outros fazem, reconhecendo-lhes mérito quando o merecem, mas criticando o que se lhe afigura a falta de auto-estima entre os seus contemporrâneos e … conterrâneos…

(*) No programa da Rádio Moçambique (Antena Nacional) “Clube dos Entas” desta quinta-feira, 7, o leitor pode ouvir a entrevista de Costa Neto, da qual resultou este texto adaptado.  Oiça no FM 92.3

Bob Dylan pode formar parceria com Paul McCartney

Posted in Word Music with tags , , , on 7 07UTC Maio 07UTC 2009 by gm54
PMcCartney do lado esquerdo e Bob Dylan

PMcCartney do lado esquerdo e Bob Dylan

O cantor Bob Dylan poderá formar uma parceria com uma das maiores lendas do rock: Sir Paul McCartney. Em entrevista para a revista Rolling Stone americana - onde mereceu a capa pela 15ª vez - o ícone do folk afirma que acharia “excitante” uma colaboração com o ex-Beatle. “Para isso, os nossos caminhos têm que se cruzar para que algo faça sentido”, ponderou.

E se da parte de Dylan a parceria é bem-vinda, da parte de McCartney não restam muitas dúvidas. O cantor britânico já manifestou a sua enorme admiração por Dylan, a quem certa vez chamou de “gênio”, acrescentando que o considera seu parceiro ideal para um dueto.

Na revista, Dylan também fala sobre o seu novo trabalho, Together Through Life, o 33º álbum de estúdio da sua carreira. “A minha banda toca um tipo diferente de música que ninguém toca”, diz o músico. “Tocamos ritmos distintos que nenhuma outra banda consegue tocar. Muitas das minhas músicas que foram rearranjadas a tal ponto que eu mesmo perco o caminho delas”.

Quirimbas: ontem eram os BA’s. Hoje são os AB’s”

Posted in Uncategorized with tags , on 14 14UTC Maio 14UTC 2009 by gm54
Localização do Parque Nacional das Quirimbas

Localização do Parque Nacional das Quirimbas

Por Edmundo Galiza Matos e Domingos Paulo em Pemba

A população do posto administrativo de Mucojo, na província de Cabo Delgado, tem estado a exigir indemnização ao Parque Nacional das Quirimbas alegando ter perdido parentes e culturas agrícolas causado pela acção de animais bravios sob protecção rigorosa.

A exigência dos peticionários foi encaminhada ao governo local exactamente quando as autoridades procediam a entrega às comunidades circundantes do parque de um valor monetário não especificado proveniente de parte das receitas das actividades do eco-turismo.

A lei moçambicana determina que 20% das receitas geradas naquele e outros parques nacionais bem como da exploração de recursos florestais e outros, sejam investidos em infra-estruturas sociais, como escolas e unidades de cuidados sanitários.

Alguns populares presentes naquele encontro, informaram que em consequência do que é vulgarmente chamado de “conflito homem-animal”, perderam muitos bens agrícolas e outros devido à acção dos elefantes existentes no parque em número não quantificado.

Mussa Bacar, um dos peticionários, queixou-se da morte de um dos seus filhos apanhado nas malhas de uma manada de paquidermes desgarrados, saídos dos limites do Parque Nacional das Quirimbas.

Bacar relatou que no dia do fatídico acontecimento, a fúria dos elefantes foi tal que tudo o que encontraram pela frente foi destruído, incluindo os coqueiros e outras plantas, para além de um campo de cultivo de arroz, que lhe serviam de sustento.

Pelos depoimentos registados na altura, ficou patente uma certa incredulidade dos populares face ao que consideram uma exagerada protecção da fauna bravia das Quirimbas em detrimento da defesa dos interesses das comunidades.

Em consequência disso, o “conflito homem-animal” e as medidas proteccionistas da fauna bravia – muitas das quais chocam com os hábitos ancestrais das comunidades – entraram no leque das anedotas populares e suscitam os mais irónicos comentários.

Tão simples quanto a imaginação popular é capaz de fabricar trocadilhos até numa língua que não dominam: antes, afirmam os lesados pela guerra civil de ontem, não tinham a protecção armada contra as constantes investidas dos “Bandidos Armados” (BA’s) e hoje, para o seu desagrado, não têm a protecção armada contra os “Animais Bravios”(AB’s).

“Armas de piri-piri” e vedação electrificada como protecção ken_leopard1

José Dias, Administrador do Parque Nacional das Quirimbas, não assumiu nenhuma posição relativa à indemnização exigida pela população do Posto Administrativo de Mucojo, dando a saber apenas que a instituição, ela própria, está preocupada com os acontecimentos, adiantando apenas que medidas estão a ser equacionadas tendo como meta mitigar as causas e efeitos deste conflito “Homem-Animal”.

Para já o Parque Nacional das Quirimbas possui armas de fogo, algumas das quais da marca “Mauser” a que se juntam um lote de “armas de piri-piri” (*) recentemente adquiridas e ainda em fase de experimentação para aferir da sua eficácia. Em fase de experimentação está também o fogo de artifício.

No vizinho distrito de Quissanga, integrado no Parque das Quirimbas, poderá ser instalada uma vedação eléctrica destinada a dissuadir os animais de se afastarem do seu habitat.

Todo este arsenal destina-se a afugentar os animais ou, em último caso, para o seu abate. Em Mucojo esta tarefa está a cargo de quatro funcionários munidos de uma arma de fogo, incapazes de controlar as incursões da fauna bravia sobre os campos de cultivo das populações.

Próximo do Parque Nacional das Quirimbas está a Reserva de Messalo abrangendo um outro posto administrativo, o de Quiterajo, também no distrito de Macomia.

Moçambique

Moçambique

Na província de Cabo Delgado, o conflito homem-animal não se circunscreve apenas aos distritos que integram o Parque Nacional das Quirimbas, nomeadamente, Quissanga, Macomia e Pemba-Metuge banhados pelo Índico e ainda os do interior, designadamente Meluco e Ancuabe.

Mais a norte da província, junto à fronteira com a Tanzânia, a “guerra” entre o homem e os animais bravios tem como palco os distritos de Palma (costeiro), Nangade e Mueda.

Para muitos defensores da vida animal o actual conflito desencadeado pela invasão dos espaços onde sempre viveram e coabitaram os animais e não contrário. Quer dizer: o homem é o principal culpado do actual estado das coisas. Foi ele que se atravessou pelos carreiros e fontes de água há milhares de anos trilhados e utilizados pelos animais, sobretudo pelos elefantes.(X)

Africanos contam as suas próprias histórias em festival de cinema

Posted in Cinema with tags , , , on 18 18UTC Maio 18UTC 2009 by gm54
Mahen Bonetti - "Dispensamos ajuda de fora no cinema"

Mahen Bonetti - "Dispensamos ajuda de fora no cinema"

Incentivados por equipamentos de vídeo de baixo custo, jovens africanos vêm infundindo ao cinema do continente um ânimo que não era visto desde os movimentos independentes dos anos 1960, diz a directora do Festival de Cinema Africano de Nova Iorque.

Mahen Bonetti disse que o crescimento do cinema africano, inspirado pelo sucesso da florescente indústria do cinema da Nigéria, conhecida como “Nollywood”, está a permitir a países como Quênia, Etiópia e Ruanda a dar um impulso nos seus próprios sectores do cinema.

A indústria do cinema da Nigéria movimenta 450 milhões de dólares e é a terceira maior do mundo, depois de Hollywood e de Bollywood, esta última da Índia.

O festival, que terá lugar entre 22 e 25 de maio na Brooklyn Academy of Music, vai exibir filmes feitos em todo o continente africano.

A edição deste ano do festival inclui “In My Genes”, da cineasta queniana Lupita Nyongo, sobre o estigma que cerca o albinismo, e “Paris or Nothing”, da directora camaronesa Josephine Ndagnou, sobre uma jovem que se muda para Paris.

Quatro curtas-metragens de membros da colectiva “Cineastas Contra o Racismo” exploram a violência xenófoba que explodiu na África do Sul no verão passado.

“É um renascimento”, disse Bonetti, 52 anos. “Estes jovens cineastas podem comprar o seu próprio computador, até mesmo a sua própria câmera. E podem até editar os seus filmes em casa, em África. Isso tem lhes dado muita autonomia”.

Enquanto vários directores africanos são amplamente conhecidos – entre eles se destaca o falecido Ousmane Sembene, do Senegal, visto como o pai do cinema africano, Bonetti diz que a maioria dos filmes feitos sobre o continente até hoje repetiu estereótipos.

Os cineastas africanos vêm tendo dificuldade em ampliar o sucesso de Sembene, que começou em meados dos anos 1960, em parte porque as guerras civis e a turbulência ceifaram o florescimento cultural que acompanhou o fim dos governos coloniais, disse Bonetti.

Os directores africanos dependem em grande medida de financiadores europeus para fazer os seus filmes, disse ela, facto que limitava o que eles podiam produzir. Mas a chegada de equipamentos de baixo custo e de softwares de edição amplamente disponíveis mudou esta situação.

“Esse fenômeno do vídeo é, em certo sentido, a resposta para a própria indústria do cinema”, afirmou Bonetti. “Essa produção de vídeos caseiros virou um modelo para a criação de vários países, dando um incentivo grande a seus cinemas. Não precisamos mais buscar ajuda de fora”.

Bonetti, que cresceu em Serra Leoa nos anos 1960, descreve-se como tendo ficado “congelada” nessa época. Os seus pais eram activos na política, e, após a independência, em 1961, o seu tio Milton Margai foi o primeiro primeiro-ministro do país.

Bonetti deixou Serra Leoa e, em 1980, acabou seguindo dois de seus irmãos, fixando-se em Nova Iorque.

Clube dos Entas: uma incursão pela música de Moçambique nos anos 50, 60 e 70

Posted in Uncategorized on 26 26UTC Maio 26UTC 2009 by gm54
Tocador de Talumbeta, instrumento musical da tribo Maconde de Moçambique

Tocador de Talumbeta, instrumento musical da tribo Maconde de Moçambique

No último programa foi mote para percorrermos, emocionalmente, o caminho seguido pela canção ligeira de Moçambique até à eclosão das primeiras discográficas no país. E não se pense que tenhamos querido dizer com isso que não existissem registos musicais de artistas moçambicanos aqui radicados. São significativas as captações feitas pelo então «Rádio Clube de Moçambique» e, embora não economicamente viáveis, esses registos têm, porém, um valor histórico e cultural incomensurável que o país só tinha muito a ganhar se os editasse em novos e modernos suportes.

Na edição de quinta-feira, 28, vamos prová-lo revisitando-os nos cinquenta e cinco minutos do programa, colocando igualmente a seguinte questão: que caminhos terão percorrido os músicos moçambicanos aqui radicados até saírem do anonimato e serem considerados atractivos aos olhos do mercado do disco? Ou talvez perguntar assim: a partir de que realidade socio-cultural os empresários da especialidade começaram a sentir que havia algo a explorar na canção nacional?

Iremos rodar por exemplo, uma canção captada em 1963 num programa através do qual o «Rádio Clube» pretendeu divulgar aquilo a que, obedecendo aos ditames da colonização mental e psicológica, teimava em chamar de folclore indígena, um eufemismo de linguagem que serviu para classificar a nossa canção como uma realidade puramente contemplativa e sem perfil para atrair o mercado do disco.

Convenhamos que não é fácil aceitar que alguém ache destituída de sentido uma canção que, e tal como acontece em qualquer parte do mundo, os seus intérpretes saúdam a chuva que irrigou a terra em abundância e rejubilam por uma colheita igualmente abundante que se prenuncia, no caso do amendoim – a mazumana. Mas já a linguagem se atenua quando Sidónio Mabombo, solista do grupo coral do «Centro Associativo», se predispõe a interpretar canções tipicamente portuguesas. Mesmo assim, não se coíbe de dizer que o faz num “esforço de linguagem”.

Chitatiyá, um instrumento musical da tribo macua de Moçambique

Chitatiyá, um instrumento musical da tribo macua de Moçambique

Sintonize o “Clube dos Entas”, quinta-feira, 28, a partir das 22H05, com reposição segunda-feira seguinte as 02H05 da madrugada na frequência 92.3 FM, Antena Nacional da Rádio Moçambique.

Actriz é acusada de racismo

Posted in Uncategorized with tags , , , on 29 29UTC Maio 29UTC 2009 by gm54
"Agora sou vista como racista"

"Agora sou vista como racista"

Uma peça destinada a promover a harmonia interracial na África do Sul acabou envolvida justamente em polêmica sobre racismo. Carolyn Forward, actriz de 22 anos, abandonou uma produção de “O Flautista de Hamelin” por ter que beijar na boca o colega negro Unathi Dyantyi durante a encenação. O que para ela foi apontado como “não-higiênico” e “inapropriado” para o público a que se destinava (infantil), para ele foi visto como racismo. Carolyn nega.

Em reportagem do jornal britânico The Guardian, Dyantyi conta que a actriz o empurrava e se encolhia toda a vez que eles tinham que se beijar durante a apresentação. “Eu sentia-se um lixo cada vez que nós tínhamos que fazer isso, por causa do jeito que ela me tratava”, disse o actor. “Ela não queria me beijar. Dizia que achava desnecessário e que o beijo não era higiênico”.

"Ainda há racismo na África do Sul"

"Ainda há racismo na África do Sul"

Dyantyi se disse sem palavras diante do episódio. “O que há de não higiênico num beijo? E o que há de desnecessário nisso? É necessário para o que o director está a tentar fazer. Ele está a tentar transmitir a mensagem de que não tem problema de diferentes culturas se apaixonarem. Somos um país multicultural e estamos a tentar transmitir isso”, afirmou. “Ainda há racismo na África do Sul, mas é muito subtil”.

Carolyn nega as acusações. “É uma peça para crianças de oito anos de idade”, disse ela. “Eles queriam que eu beijasse um homem por 20 segundos, o que é inapropriado para aquele público”, argumentou. “E não seria higiênico, porque era um show itinerante”. Carolyn largou a peça após 12 apresentações - deixando outras 50 no encargo de uma substituta. Mas, segundo ela, “não tem nada a ver com o beijo”. “Mas agora sou vista como racista”.

GOVERNO PORTUGUÊS TENTA DISTORCER HISTORIA COLONIAL

Posted in Uncategorized with tags , , , , , on 5 05UTC Junho 05UTC 2009 by gm54
Uma das formas de castigo aos escravos

Uma das formas de castigo aos escravos

Por Paul Fauvet, da AIM

Um número considerável de académicos proeminentes especializados na pesquisa da história dos países africanos de expressão portuguesa e do colonialismo português escreveram uma carta aberta em três línguas, nomeadamente inglês, português e francês, para denunciar a última tentativa do governo deste país europeu de distorcer o passado sangrento da sua expansão colonial em África.

Actualmente, o governo e instituições portuguesas, tais como a Universidade de Coimbra, estão a organizar um concurso internacional designado por “As Sete Maravilhas Portuguesas no Mundo”.

Estas maravilhas consistem em monumentos construídos em todo o mundo, a maioria dos quais durante o auge do poderio colonial português.

De facto, alguns destes monumentos são impressionantes – mas a nota explicativa trata os mesmos como se não fossem mais do que obras-primas de arquitectura. A partir da literatura que acompanha o concurso ninguém seria capaz de adivinhar que durante muitos séculos vários destes locais desempenharam um papel chave no comércio de escravos através do Oceano Atlântico.

Estimativas indicam que durante o comércio de escravos cerca de 12 milhões de africanos foram raptados e transportados através do Atlântico. Portugal, e a sua antiga colónia, o Brasil, foram responsáveis por pelo menos metade deste número.

O comércio de escravos e’ dos factos mais notáveis da história da expansão colonial portuguesa, mas que foi deliberadamente omitida do concurso “As Sete Maravilhas Portuguesas”.

A carta aberta nota que nas últimas duas décadas “vários países europeus, americanos e africanos vêm afirmando a memória dolorosa do comércio de africanos escravizados e valorizando o património que lhe é associado”.

Alguns dos países que também praticaram o comércio de escravos, entre as quais se destacam a França, reconhecem a escravatura como tendo sido um crime contra a humanidade, razão pela qual este país europeu adoptou a data 10 de Maio como o “Dia Nacional de Comemoração das Memórias do Tráfico Negreiro, da Escravatura e das suas Abolições”.

O Vaticano, que outrora também foi cúmplice da escravatura, já pediu desculpas pelo papel que desempenhou. Esse pedido de desculpas foi feito publicamente pelo Papa João Paulo II quando, em 1992, visitou a Casa dos Escravos na Ilha de Gorée, ao largo da costa do Senegal.

Igreja do Ibo, construída pelos portugueses em Moçambique. A espada e a religião foram cúmplices na escravatura

Igreja do Ibo, construída pelos portugueses em Moçambique. A espada e a religião foram cúmplices na escravatura

Vários presidentes, cujos países estiveram profundamente comprometidos com o comércio de escravos, incluindo o brasileiro Lula da Silva, e os norte americanos Bill Clinton e George W. Bush, seguiram o exemplo, condenando os malefícios do comércio de escravos e o passado trágico dos seus países.

Em 2007, a Grã-Bretanha comemorou o seu segundo centenário da abolição do comércio de escravos, tendo o então primeiro-ministro, Tony Blair, manifestado o seu pesar pelo papel do seu país na escravidão de muitos africanos.

Portugal, ao invés, refere a carta, está a tentar remar contra a maré do reconhecimento e arrependimento.

A lista das Sete Maravilhas inclui a cidade histórica de Luanda, actual capital de Angola, a Ilha de Moçambique, que foi a primeira capital de Moçambique, Ribeira Grande, na Ilha de Santiago, em Cabo Verde, e o Castelo São Jorge da Mina (também conhecido por Castelo Elmina), no Gana.

Todos estes locais estiveram profundamente envolvidos no comércio de escravos, facto que e’ sistematicamente omitido na literatura do concurso Sete Maravilhas.

A excepção de um único caso: o texto das “Sete Maravilhas” chegou ao cúmulo de afirmar que o Castelo Elmina foi entreposto de escravos somente a partir da ocupação holandesa, em 1637.

Esta parece ser mais uma tentativa de insinuar que apenas os holandeses eram praticantes da escravatura, e não os portugueses.

Contudo, a carta aberta, nota que os portugueses construíram o Castelo Elmina, em 1482. Foi um entreposto de escravos, embora também serviu para o comércio de ouro e de outros produtos. Porém, não existe margem de dúvida de que um grande número de escravos passaram através de Elmina, quando ainda se encontrava sob o controlo dos portugueses, e que acabaram sendo levados para o Brasil.

Fortaleza do IBO: aqui, até 1974 os portugueses mataram e torturam os moçambicanos

Fortaleza do IBO: aqui, até 1974 os portugueses mataram e torturam os moçambicanos

A carta refere que “para ser fiel à história e moralmente responsável, consideramos que a inclusão desses ‘monumentos’ no dito concurso deveria ser acompanhada de informações completas sobre o papel deles no tráfico atlântico, assim como sobre seu uso actual”, (Por exemplo, O Castelo Elmina e’ actualmente um museu que mostra a história da escravatura).

Segundo os signatários da referida carta, o governo português e os organizadores do concurso “ignoraram a dor daqueles que tiveram seus antepassados deportados desses entrepostos comerciais e muitas vezes ali mortos”.

“Será possível desvincular a arquitectura dessas construções do papel que elas tiveram no passado e que ainda têm, no presente, enquanto lugares de memória da imensa tragédia que representou o tráfico transatlântico e a escravidão africana nas colónias europeias?”, questionam os autores da carta aberta.

“Em respeito à história e à memória dos milhões de vítimas do tráfico atlântico de escravos, viemos através desta carta aberta repudiar a omissão do papel que tiveram esses lugares no comércio atlântico de africanos escravizados”, conclui a carta, descrevendo o concurso como sendo uma tentativa de banalizar e apagar a história “em prol da exaltação de um passado português glorioso expresso na suposta ‘beleza’ arquitectónica de tais sítios de morte e tragédia”.

A carta e’ assinada por várias dezenas de académicos de varias universidades em África, Europa, América do Sul e do Norte.

Por isso, os autores da carta aberta decidiram lançar uma petição “on-line” contra a distorção da história, que toda a gente poderá assinar, e que se encontra disponível no endereço http://www.petitiononline.com/port2009/petition.html.

Moçambique: Aldeia em Cabo Delgado abandonada devido aos elefantes

Posted in Uncategorized with tags , , , on 6 06UTC Junho 06UTC 2009 by gm54
O conflito Homem-animal está a ganhar contornos graves

O conflito Homem-animal está a ganhar contornos graves

Uma aldeia da província moçambicana de Cabo Delgado foi abandonada e os habitantes fundaram uma nova, para fugir aos elefantes que lhes destruíam sistematicamente as culturas.

Cinco mil pessoas do posto administrativo de Bilibiza, distrito de Quissanga, em Cabo Delgado, deixaram a sua aldeia, Nraha, para fugir às constantes incursões dos elefantes do Parque Nacional das Quirimbas.

Segundo o jornal Notícias, a movimentação dos habitantes da aldeia começou em Abril, estando a comunidade a recomeçar a vida próximo de outra aldeia, Namadai, onde há menos elefantes.

Os habitantes de Nraha queixavam-se que além de verem as culturas destruídas, as crianças também não podiam ir à escola, ocupadas que estavam a afugentar os elefantes das “machambas” (áreas de cultivo).

Sete Maravilhas: Polémica chega a Maputo

Posted in Arquitectura, História, Moçambique, Portugal with tags , , , on 6 06UTC Junho 06UTC 2009 by gm54
Igreja na Ilha de Moçambique, uma das "Sete Maravilhas"

Igreja na Ilha de Moçambique, uma das "Sete Maravilhas"

A polémica sobre “As Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo” chegou também a Moçambique, com acusações de “distorção da história colonial”, embora haja quem considere “empolada” a contestação.

“As Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo”, um concurso promovido por instituições portuguesas, nomeadamente pela televisão pública RTP, pretende a selecção, através de votação por internet, de sete dos lugares mais emblemáticos construídos durante o império colonial português.

Esta semana, um grupo de académicos de vários países do mundo criticou numa carta aberta os promotores do evento por considerarem que “distorcerem o passado sangrento da sua expansão colonial em África”.

Em Moçambique, “representado” no concurso pela Ilha de Moçambique, o diário de maior circulação do país, o Notícias, dedicou esta semana toda a página dois do seu suplemento cultural ao concurso, mas é na segunda coluna desse espaço que escreve: “Escravatura – Vergonha que Portugal prefere contornar”.

Citando a referida carta aberta, o jornalista Paul Fauvet, autor do texto inserido no Notícias, diz que “o Governo português e os organizadores do concurso ignoraram a dor daqueles que tiveram seus antepassados deportados desses entrepostos comerciais e muitas vezes ali mortos”.

“Será possível desvincular a arquitectura dessas construções do papel que elas tiveram no passado e que ainda têm, no presente, enquanto lugares de memória de imensa tragédia que representou o tráfico transatlântico e a escravidão africana nas colónias europeias?”, questiona o Notícias, com base na carta.

Em declarações à Lusa, o director do Arquivo Histórico de Moçambique e docente de História na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), Joel das Neves, considerou “empoladas as críticas a essa iniciativa”, salientando que o concurso “assenta num contexto de valorização do património arquitectónico ligado a Portugal”.

“Se o argumento de que exaltar o aspecto arquitectónico dos monumentos é faltar ao respeito da memória dos que foram escravizados na edificação desse património, ainda se irá criticar a UNESCO por considerar a Ilha de Moçambique um património da humanidade”, observou Joel das Neves.

O director do Arquivo Histórico de Moçambique referiu ainda que “alguns dos monumentos que são o orgulho do Moçambique – pós independência foram edificados no contexto da dominação colonial portuguesa”.

“Compreendo a animosidade, mas a minha opinião é a de que se está a distorcer o espírito da iniciativa”, enfatizou Joel das Neves.

A falta de autoridade de que nos envergonharemos no futuro

Posted in Comportamento with tags , , , , on 9 09UTC Junho 09UTC 2009 by gm54
Início de queimada descontrolada na aldeia Germantine, Namaacha, Moçambique

Início de queimada descontrolada na aldeia Germantine, Namaacha, Moçambique

Texto e fotos: Edmundo Galiza Matos

O fenómeno das alterações climáticas e os seus efeitos a nível global já não constitui um assunto tratado por muitos como dizendo respeito apenas aos especialistas ou como sendo mais um dos modismos que, com o tempo, se eclipsará das suas pautas e das manchetes dos media. O mal – porque é disso que efectivamente se trata – começou a “mexer” com a vida de todos e, no caso de Moçambique, com a dos milhões de camponeses que têm nos recursos naturais o seu meio de sobrevivência.

Muito recentemente veio a público a informação que nos dava conta que, dada a sua localização geográfica, Moçambique é dos países que mais sofrerão de catástrofes naturais – ciclones, cheias, secas – como resultado dos estragos causados pela acção do homem sobre a natureza. Aliás, um estudioso português vaticina mesmo a possibilidade de o nosso pais vir a ser palco, nos próximos dez anos, de chuvas “diluvianas”, tão ou mais devastadoras que as que vivemos nos primeiros anos deste século, sobretudo na região sul. Com a diferença de que a “torneira” não estará aberta por dias, mas por algumas poucas horas, duas ou três vezes, com uma precipitação superior a um de um ano inteiro. Que Deus nos livre e nos guarde …

O dilema com que nos deparamos é: se já nos demos conta do facto, de que estamos a espera para agir e assim, com base num programa tão vulgar como o de plantar uma árvore, evitar que o problema se agigante e ganhe contornos tais que já não haverá mais nada a fazer?

Que programa mais será necessário elaborar se muitos já existem, perguntarão os que estão ligados ao assunto. Outros, como eu, preocupados, retorquirão que se tais “planos de acção” estão definidos e em execução, algo então está a emperrar a sua visibilidade e os resultados práticos que deles se almejam atingir. Senão, não se compreende como é que as queimadas descontroladas continuem a devastar milhares e milhares de hectares de matas, danificando seriamente o ecossistema e atirando para a atmosféra o dióxido de carbono? E que dizer da subida da invasão das aguas do mar sobre as vilas de Mecufi, em Cabo Delgado e Machanga em Sofala, só para citar dois exemplos que testemunhei não faz um ano?

No rol dos estragos mais visíveis que as alterações climáticas estão a desencadear em Moçambique – e sempre com conhecimento de causa – não deixaria de apontar o caso da vila fronteiriça da Namaacha cujo clima era por muitos procurado e, até, recomendado para enfermos necessitados de “ares menos inócuos” como os que se vivem nos grandes aglomerados populacionais. Pergunte-se aos habituais peregrinos ao Santuário da Nossa Senhora da Namaacha se as temperaturas que se fizeram sentir durante a romaria deste ano de alguma forma se aproximaram das que se experimentavam em anos anteriores. Não, em absoluto. Por mentiroso passará aquele que se lembre de dizer que em tempos que a memória já não guarda os termómetros, entre Abril e Julho, desciam abaixo do zero e que a agua canalizada não jorrava das torneiras porque a tubagem era obstruída pelo líquido solidificado.

Desde 2000 que divido a minha vida entre a cidade da Matola e a vila da Namaacha e desde então acompanho o desenvolvimento inexorável das mutações no clima daquela região fronteiriça e a inacção das autoridades para estancar ou pelo menos minimizar os perniciosos atentados contra a natureza praticados pelo homem, nomeadamente, queimadas (muitas atiçadas por pura malvadez) e desmatação desenfreada para fabrico de carvão vegetal.

Como consequência óbvia deste estado de coisas temos que o saco de carvão passou de 60,00 meticais em 2001 para 200,00 meticais presentemente. Mais: o Vondo, um roedor que vive de tubérculos e o coelho, para não falar de outras espécies animais como a gazela, o cabrito do mato ou o javali, que os caçadores da zona vendiam ao desbarato aos que circulavam de Maputo até a fronteira com a Swazilândia, “pisgaram” para não se sabem onde. Pior do que isso são as cobras (Mamba e Surucucú) que, acoitadas pelas chamas do fogo posto, procuram abrigo em lugares mais seguros: junto das aldeias, para desespero dos seus habitantes. Uma manta ou uma almofada, mesmo que retalhadas, sempre são mais confortáveis que o inferno de uma vegetação a crepitar pela acção das chamas.

Uma latrina e ananaseiros não escapam da queimada descontrolada na aldeia Germantine, Namaacha, Moçambique

Uma latrina e ananaseiros não escapam da queimada descontrolada na aldeia Germantine, Namaacha, Moçambique

Mais dramática ainda é a gritante falta de agua, tanto para consumo humano quanto para a lavoura dos campos e beberagem do gado. A gravidade do problema é tal que, recordemo-nos, as autoridades se viram obrigadas nos primeiros meses deste ano a mobilizar camiões-cisternas para, a partir do rio Umbeluzi, satisfazer as necessidades de populações sedentas de vários pontos da Namaacha. Numa situação destas a agricultura familiar ressentiu-se e em consequência instalaram-se bolsas de fome que até hoje teimam em açoitar as populações da região.

Com a escassez de agua, a mulher da Namaacha, Moçambique, tem mais um problema a acrescentar ao do sustento dos filhos

Com a escassez de agua, a mulher da Namaacha, Moçambique, tem mais um problema a acrescentar ao do sustento dos filhos

Não é necessário ser-se especialista para concluir que esta situação tem a sua verdadeira origem na anormalidade com que as chuvas têm caído nos últimos anos. Que as queimadas descontroladas e a desmatação para o fabrico de combustíveis lenhosos simplesmente descontrolaram o ciclo natural das chuvas. Que na falta destas os lençóis freáticos minguaram de tal azar que, a título de exemplo, as famosas cascatas da Namaacha não passam hoje de rochas nuas e gretadas por um sol cada ano mais inclemente.

Chegados aqui, nada mais natural e legítimo do que se procurar saber onde estarão as autoridades, locais, distritais, provinciais e centrais, e que é feito dos planos de mitigação deste bicudo problema? Sem querer ser algum juiz em causa que não lhe diz respeito, atrevo-me porém a pensar que pouco ou quase nada está a ser feito para, em primeiro lugar, massificar toda a informação relativa a gravidade da situação e das causas que estão na base do imbróglio.

Mais grave ainda é a inacção e até a cumplicidade que se instalou entre os líderes e comunidades, elas próprias “agentes materiais do crime”, que, conhecedoras dos desmandos dos chamados carvoeiros e dos piromaníacos, simplesmente não agem. Para ser mais explícito, atrever-me-ei a afirmar que aqueles que deviam impor a ordem, desde a base ao topo, nada fazem, ao jeito de quem não quer meter o “bedelho” nos negócios dos outros para que ninguém se meta nos seus negócios. De outra forma, não se compreende como é que um ateador da queimada continue a viver tranquilamente ao lado do líder da sua comunidade ou como é que o controle dos fiscais florestais não se faz sentir, com todo o peso da sua autoridade, perante o desfile de centenas de camiões que entram diariamente nas cidades transportando lenha e carvão cujo corte e queima não foi autorizado.

Já lá vai o tempo em que a autoridade dos líderes se impunha, cujas decisões, sempre tomadas depois de ouvidas as sensibilidades locais, viravam lei e todos as cumpriam. Desconhecida é hoje a enorme influência que os aciãos exerciam sobre as acções das gerações mais novas. A falta de referências nas comunidades já se instalou e o resultado é a anarquia total, a tal ponto que não é segredo a prática de venda de terras a troco de uns míseros e efémeros milhares de meticais, uns tantos garrafões de “vinho para pretos”, capulanas e frangos. O Presidente da República, numa das presidências abertas na Inhaca, pronunciou-se sobre este fenómeno e as coisas continuam a desenrolar-se normalmente.

Está então visto que o que faz falta é o peso da autoridade, a complacência com a desordem que instalou, em consequência, a ideia segundo a qual o atropelo às leis é um “modus vivendi” ao alcance de todos, ricos e pobres.

Há que pôr cobro a este estado de coisas sob pena de a nossa falta de autoridade hoje nos desautorizar no futuro. Aí, acredite-se, será o nosso suicídio como pais. Tenho dito.

40 anos de Woodstock comemorados em caixa

Posted in Word Music with tags , , , on 12 12UTC Junho 12UTC 2009 by gm54

woodstock_archEste ano comemoram-se os 40 anos desde a primeira edição do festival Woodstock, um dos marcos da década de 60. Para se celebrar este aniversário, será editada uma caixa com seis discos com gravações inéditas de artistas como Jimi Hendrix, The Who, The Grateful Dead ou Jefferson Airplane.

Esta caixa tem por título Woodstock – 40 Years On: Back to Yasgur’s Farm e será editada no dia 18 de Agosto, pela editora Rhino Records. Cheryl Pawelski, vice- presidente da editora, referiu que esta será “a mais completa colecção de músicas do Woodstock”. Ao todo, esta edição reúne 77 canções, sendo que 38 delas nunca foram editadas em disco. Além dos seis discos, esta caixa traz ainda um pequeno livro com informações sobre os vários espectáculos que se realizaram neste festival.

Mas esta não é a única edição marcada para este ano de forma a celebrar os 40 anos de Woodstock. Serão ainda reeditados os discos Music from the Original Sound-track and More: Woodstock, Woodstock 2 e ainda o DVD Woodstock: 3 Days of Peace and Music – The Director’s Cut.

Este ano vai ainda estrear-se o filme Taking Woodstock, de Ang Lee. O filme, exibido pela primeira vez no festival de Cannes, conta com argumento de James Schaus e é protagonizado por Liev Schreiber e Emile Hirsch.

Gimo Remane: Melhor Artista Africano na Dinamarca

Posted in Uncategorized with tags , , , , on 12 12UTC Junho 12UTC 2009 by gm54
Gimo: uma música com raízes afro-árabes

Gimo: uma música com raízes afro-árabes

O MÚSICO moçambicano radicado na Dinamarca Gimo Remane Mendes, fundador e ex-líder do grupo Eyuphuro, foi recentemente nomeado para a categoria de Melhor Artista Africano – Dinamarca (DK) 2009, cuja indicação dos premiados está prevista para Outubro próximo.

A nomeação de Gimo Remane Mendes surge em reconhecimento do trabalho que tem desenvolvido naquele país europeu em prol da música africana.

Para a categoria de Melhor Artista Africano – DK 2009, segundo informações em nosso poder, foram nomeados nove artistas africanos radicados naquele país europeu, no âmbito da escolha anual realizada pela “Celebrate África”. De referir que esta é a terceira edição do certame que premeia os melhores artistas africanos na Dinamarca (Best African Achievements Awards).

Gimo Remane Mendes nasceu em Mossuril, província de Nampula, mas viveu na Ilha de Moçambique onde cresceu influenciado pela diversidade musical fruto de um cruzamento de culturas dos vários povos que durante séculos passaram por aquelas terras.

Viveu e cresceu num ambiente de riqueza cultural, de história e de beleza natural. Muito cedo mostrou os seus dotes musicais tocando e trabalhando com grupos culturais dos bairros da ilha e, desde 1974, embalado pelos ventos da revolução moçambicana, começou a compor músicas na sua língua materna. Foi um dos primeiros músicos moçambicanos a compor e cantar músicas em macua para o público.

Músico convicto e determinado, fundou em 1985, com Salvador Maurício e outros músicos daquela parte de Moçambique, o conhecido grupo Eyuphuro. Inspirando-se nos diferentes ritmos e instrumentos tradicionais da Ilha de Moçambique, Eyuphuro marcou a música moçambicana com um estilo único na nossa música ligeira.

Actualmente a residir na Dinamarca onde prossegue a sua carreira de músico e artista, Gimo Mendes não pára de surpreender aos moçambicanos e aos apreciadores da boa música. Depois de produzir e lançar “A Luz”, seu primeiro e belíssimo álbum a solo, provou ser um músico de mão cheia. Em 2007, foi galardoado com o prémio “Danish World Awards 2007” na categoria de melhor música do ano 2007 com o número “500 anos”, um trofeu que veio premiar um trabalho que só Gimo sabe fazer e que prestigia a música moçambicana além-fronteiras.

Como artista, criativo e pensador fundou na Dinamarca a associação “Artists Take Action” (ATA), uma associação de carácter cultural e humanitário onde procura juntar músicos, jornalistas e outras entidades do mundo da arte e cultura dinamarquesas para interagir com artistas moçambicanos.

Gimo Remane Mendes é um artista que sabe conjugar as oportunidades que lhe são oferecidas pelo país de acolhimento (Dinamarca) e as potencialidades do seu país de origem (Moçambique) e que juntando moçambicanos e dinamarqueses debaixo da ATA espalha o orgulho de ser moçambicano na diáspora.

Morreu Ricardo Rangel, decano do foto-jornalismo moçambicano

Posted in Fotografia with tags , , , on 12 12UTC Junho 12UTC 2009 by gm54
Auto-retrato

Auto-retrato

O foto-jornalista moçambicano Ricardo Rangel, 85 anos, morreu esta quinta-feira, 11, em Maputo, enquanto dormia, disse fonte familiar.

Ricardo Rangel, uma referência na área da fotografia em Moçambique, através da qual denunciou a ditadura colonial, participou em dezenas de exposições em diversos países.

Começou a trabalhar na área da fotografia aos 17 anos, num laboratório, passou pelo jornal bi-lingue “Lourenço Marques Guardian” e depois entrou para o jornal “Notícias da Tarde”, onde foi o primeiro foto-jornalista não branco.

Em 1996, chegou o seu reconhecimento internacional, quando foi incluído na mostra “Fotógrafos africanos de 1940 aos nossos dias” (Museu Guggenheim, Nova Iorque) e numa homenagem prestada pelos Encontros da Fotografia Africana em Bamako, no Mali. Foi condecorado com o grau de Oficial das Artes e Letras pelo governo francês.

O seu percurso começou em 1941, como aprendiz do fotógrafo Otílio Vasconcelos.

Lourenço Marques Guardian , Notícias, Notícias da Tarde , A Tribuna , Diário de Moçambique, Voz Africana e Notícias da Beira , foram jornais onde trabalhou.

Fundou a revista “Tempo”, o Sindicato Nacional dos Jornalistas – SNJ e a Associação Moçambicana de Fotografia – AMF . Em 1983, foi nomeado para fundar e dirigir o Centro de Formação Fotográfica.

Expôs em Moçambique, Mali, Itália, África do Sul, Portugal, Alemanha, Estados Unidos, Zimbabwe, Holanda, Suécia e França.

Sebastião Salgado disse, numa exposição em Paris, ter sido bastante marcado pelas fotos de Ricardo Rangel, quando as viu, em 1974, na sua primeira viagem a Moçambique.

RRangel fotagrafou a "má vida" na Rua Araújo, então Lourenço Marques, hoje Maputo

RRangel fotagrafou a "má vida" na Rua Araújo, então Lourenço Marques, hoje Maputo

Numa entrevista ao jornal “Público”, em Junho de 1991, Rangel afirmou que começou a tomar consciência da importância das suas fotografias pelo facto de a censura as cortar.

Licínio de Azevedo, cineasta brasileiro radicado em Moçambique, fez em 2006 um documentário de 52 minutos intitulado “Ricardo Rangel – ferro em brasa” em que Rangel nos conduz pela sua vida e obra, onde a cidade de Maputo, a boémia e o jazz tem um lugar especial.

O “Até sempre Ricardo Rangel” é hoje em Maputo

Posted in Imprensa with tags , , , on 15 15UTC Junho 15UTC 2009 by gm54
Rangel no Centro de Formação Fotográfica, em Maputo

Rangel no Centro de Formação Fotográfica, em Maputo

Vão hoje a enterrar no cemitério de Lhanguene, em Maputo, os restos mortais do proeminente fotojornalista moçambicano, Ricardo Rangel, falecido na noite da passada quinta-feira, 11.

O estado moçambicano tomou a si a responsabilidade das cerimónias do último adeus a este ícone da fotografia moçambicana, aguardando-se que várias centenas de pessoas, entre colegas, familiares, fazedores de arte, membros do governo, da sociedade civil e outros, prestem o derradeiro adeus a Rangel.

A urna contendo os restos mortais do foto-jornalista estará depositada nos Paços do Conselho Municipal da cidade de Maputo, após o que será transportada para a sua derradeira morada.

A morte de Rangel ocorreu de forma súbita, quando ele se encontrava em sua residência por volta das 20 horas desta Quinta-feira. No mesmo dia, ele havia estado a trabalhar no Centro de Formação Fotográfica (CFF), onde ele era director.

Contudo, desde Setembro de 2006, Rangel padecia de problemas cardiovasculares, tendo ficado hospitalizado durante perto de um ano. Por causa deste problema, foi-lhe amputada uma das suas pernas em 2007, mas desde lá vinha recuperando, apesar de sofrer recaídas de quando em vez.

Considerado decano dos fotojornalistas moçambicanos, Ricardo Achiles Rangel foi um dos primeiros jornalistas de imagem do país não-brancos com carreira iniciada no tempo colonial.

Ao longo do regime colonial português, diversas fotografias de Rangel foram banidas devido ao seu carácter crítico. Aliás, em entrevista dada a BBC em Junho de 2005, Rangel chegou a dizer que os “censores” da era colonial não eram muito inteligentes.

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“Muitas vezes eles não se apercebiam da mensagem que transmitia certo texto ou determinada fotografia: não sabiam ler as fotografias. Passaram algumas que eram declaradamente contra o regime, mas a grande maioria só foi publicada depois da independência”, disse ele, na altura.

Ao longo da sua careira, Rangel fotografou diversos acontecimentos que documentam diversos acontecimentos de carácter socio-económico e cultural do país.

Ele faz parte do grupo de jornalistas da revista Tempo, a primeira publicação a cores do país, bem como trabalhou para os jornais “A Tribuna”, “Domingo”, entre outros, tendo depois fundado o CFF, onde era director desde 1983.

Ano passado, a Universidade Eduardo Mondlane (UEM), a maior e mais antiga instituição do ensino superior do país, distinguiu Rangel com o titulo de Doutor Honoris Causa em História Visual, em reconhecimento da sua contribuição para o país ao longo do seu percurso humano e profissional.

É o único fotojornalista moçambicano que, graças à grandiosidade e universalidade da sua obra, foi seleccionado para figurar numa lista mundial de ouro, que integra apenas os melhores mestres da arte de fotografar de todo o mundo. Actualmente, conta com 327 nomes compilados nos últimos 200 anos.

Outro facto que mostra que Rangel foi um grande mestre na arte de fotografar, é que essa lista de ídolos fotográficos mundiais, encabeçada pelo pioneiro francês desta arte Louis Daguerre, nascido em 1787 e falecido 73 anos antes do nascimento de Rangel – é que o nosso RR é apenas um dos três africanos que fazem parte dessa galeria de ouro dominada por grandes mestres fotográficos dos EUA, França, Grã-Bretanha e vários outros países desenvolvidos, como Itália, Alemanha, Suécia, Suíça, Japão, Canada e Austrália.

Os outros dois mestres do nosso continente são Gary Schneider, da África do Sul e Samuel Fosso, apresentado na lista como sendo apenas um africano.

Enojada com quem criou o concurso

Posted in Direitos Humanos, História with tags , , on 15 15UTC Junho 15UTC 2009 by gm54

Slide - Sonson Pierre, de sete anos, na lama que invadiu a sua casa após o furacão Ike no Haiti

Por: Jackie Félix (jaquelina_f@hotmail.com)

Sou Portuguesa com muito orgulho pelo meu país, mas fiquei realmente enojada com quem criou o concurso (pode até parecer uma palavra demasiado forte, mas não é).

Nunca escutei uma palavra sobre as pessoas que realmente construíram alguns daqueles edifícios, nem sobre as muitas vidas envolvidas nesta expansão que levou o Português como língua e cultura aos outros povos e que de alguma forma (diferentemente de outros países que também o tentaram) ainda nos mantêm nas suas próprias culturas.

A maioria das pessoas esquece que o passado colonialista das muitas nações do nosso planeta envolveu escravatura.
Ao longo dos séculos foi assim. Os muitos impérios foram construídos com o sangue dos humanos que perdiam batalhas, que eram raptados ou simplesmente vendidos pelas famílias. Este flagelo não deixou de existir só porque os governos a tornaram proibida e a repudiam. Os chefes de estado que referem, são hipócritas, pois a escravatura ainda faz parte da construção dos respectivos países.

Tenho pena de só hoje ter tido conhecimento da vossa petição, mas mesmo assim digo: Obrigada!

Companhia Nacional de Canto e Dança actua na Alemanha

Posted in Moçambique with tags , , on 16 16UTC Junho 16UTC 2009 by gm54
A Embaixatriz da Dança moçambicana

A Embaixatriz da Dança moçambicana

A Companhia Nacional de Canto e Dança (CNCD) parte no dia 22 de Junho para Alemanha onde vai actuar nas cidades de Berlim, Hamburgo e Munique, no âmbito da realização da Semana Cultural de Moçambique, por ocasião das celebrações do 34º aniversário da proclamação da independência.

Organizada pela Embaixada moçambicana naquele país europeu, a Semana Cultural insere-se no quadro das celebrações do 34º aniversário da Proclamação da Independência de Moçambique.

A CNCD, que escala pela quarta vez a Alemanha, sendo a ultima em 1997, integra uma delegação que inclui escritores, artistas plásticos e músicos.

A Semana Cultural de Moçambique, que vai decorrer de 23 a 30 de Junho, contará igualmente com a presença de altos dignitários de Moçambique e da Alemanha e os titulares das Pastas dos Negócios Estrangeiros dos dois Países irão presidir a abertura da Semana, e o Ministro da Educação e Cultura Aires Ali, por seu turno, irá proceder ao encerramento da Semana Cultural, no dia 30 em Munique.

A CNCD, que é o prato mais forte da Semana Cultural, vai orientar Workshops e apresentará dois espectáculos em Berlim, onde se inclui a Gala da Independência, a ser apresentada no dia 26 de Junho no “Haus Fur Kulture der Welt” (A Casa para a Cultura do Mundo), um dos maiores e mais moderno Teatro da Europa.

Nesta gala, a CNCD vai apresentar as suas obras mais emblemáticas – o “N’TSAY”, um bailado criado por David Abílio, que conta a história de Moçambique, e em “MOÇAMBIQUE O SOL NASCEU”, um espectáculo do mesmo autor, que é uma amostra das danças mais representativas do País inteiro.

A companhia incorpora as mais representativas danças moçambicanas

A companhia incorpora as mais representativas danças moçambicanas

Depois de Berlim, considerada capital cultural da Europa, a CNCD ainda vai escalar as cidades de Hamburgo e Munique, onde, para além de apresentar as danças mais representativas do país, vai apresentar um concerto de música tradicional, com enfoque para Timbila, proclamada pela UNESCO como obra-prima do Património Oral e Imaterial da Humanidade.

A realização desta Semana Cultural insere-se na divulgação das potencialidades culturais, turísticas e artísticas de Moçambique, como também reavivar a chama patriótica dos moçambicanos lá residentes, a amizade e cooperação com a Alemanha.

Música moçambicana: o reconhecimento em outras latitudes

Posted in Uncategorized with tags , , , , , on 16 16UTC Junho 16UTC 2009 by gm54
Otis: os acordes da "Pérola do Índico"

Otis: os acordes da "Pérola do Índico"

As notícias que nos vêm lá de fora são animadoras. E não é para menos.

Há dias noticiamos aqui mesmo que o conceituado artista artista moçambicano Gimo Mendes foi nomeado para o prémio de “Melhor Músico Africano 2008″ na Dinamarca.

Hoje, 16, chega-nos a informação de que um outro “Peso Pesado” da nossa música, de seu nome artístico OTIS (Alípio Cruz), foi ontem distinguido em Lisboa (Portugal) com o Prémio Melhor Músico/2008 na Portugal Night. O felizardo reside em Lisboa há vários anos, é trompetista de mão cheia e teve uma memorável passagem pelo mítico Grupo RM, ao lado de outros nomes da “pesada”: Wazimbo, Zeca Tcheco, Pedro Ben, Milagre Langa, José Guimarães, Alexandre Langa, José Mucavele, etc, etc.

E mais: afinal não foi só o Gimo Mendes o nomeado para Melhor Músico Africano na Dinamarca pois, para além de outros africanos, consta da lista outro jovem moçambicano: Deodato Siquir.

Deodato Siquir a "fazer das suas" na Dinamarca

Deodato Siquir a "fazer das suas" na Dinamarca

É caso para dizer: a nossa música, moçambicana, está a começar a fazer-se conhecida fora de portas. Oxalá que assim seja e continue… Os nossos músicos merecem.

Parabéns ao Gimo, Otis e Deodato. “Estamos Juntos”, Ishi, Yowé…

Tecnologias para reduzir a morte de cabritos

Posted in Moçambique, Vida Animal with tags , on 17 17UTC Junho 17UTC 2009 by gm54
Cabrito pastando junto à estátua de Samora Machel, baixa da cidade de Maputo. "Tanto um como outro tinham as "coisas no lugar"

Cabrito pastando junto à estátua de Samora Machel, baixa da cidade de Maputo. Tanto um como outro tinham as "coisas no lugar"

Um estudo apresentado em Maputo recomenda o uso de tecnologias simples capazes de reduzir a mortalidade do gado caprino, problema que afecta diversos animais jovens do distrito de Angónia, província de Tete, Centro de Moçambique.

Angónia é um dos maiores entrepostos comerciais do gado caprino de Moçambique, sendo a partir deste local que boa quantidade destes animais é vendida ao vizinho Malawi. Em média, uma cabra pode desmamar duas crias por ano e, os dois animais serem colocados no mercado.

Segundo o estudo, em média, cada família deste ponto do país possui cinco cabeças de gado caprino.

O estudo realizado por um grupo de pesquisadores moçambicanos indica que muitos animais morrem ainda jovens devido a doenças respiratórias, ataques por parasitas, falta de leite nas mães (muitas vezes por causa da falta de alimentos), entre outras razões.

“Em função dessas causas, nós recomendamos que os produtores melhores os seus currais, construindo-os um pouco acima para poderem controlar as doenças que atacam os cabritos. O que acontece é que os currais utilizados estão à superfície, onde proliferam parasitas devido à humidade dos solos”, diz a veterinária Olga Fafetine, co-autora da pesquisa.

O grupo de investigadores recomenda igualmente aos produtores para aproveitarem a palha do milho para produzir alimentos para os cabritos durante a época em que os animais são retidos nos currais para evitar que destruam as culturas agrícolas.

Outra intervenção de fácil investimento tem a ver com o plantio de arbustos ricos em proteínas nas proximidades das casas dos produtores para alimentar os animais durante a época seca.

“E essa experiência pode ser expandida para outros pontos do país, sobretudo onde existe um clima igual ao de Angónia”, disse Fafetine, da Universidade Eduardo Mondlane, a maior e mais antiga instituição do ensino superior em Moçambique.

Clube dos Entas (*): Conjunto “João Domingos”, a música e o “Whisky Time”para a Frelimo

Posted in Moçambique, Radiodifusão with tags , , , , , on 17 17UTC Junho 17UTC 2009 by gm54
João Domingos, actuação ao vivo em Macau

João Domingos, actuação ao vivo em Macau

O Texto que se segue, de autoria do Luís Loforte, é parte da edição do “Clube dos Entas” a ser transmitido Quinta-feira, 18, e Segunda-feira, 22, na Antena Nacional da Rádio Moçambique. É ilustrado com músicas do Conjuntos João Domingos e Djambu.

“Muitos ouvintes (leitores) quererão saber as circunstâncias em que João Domingos da Conceição se interessou pelo mundo da música.

Nasceu em Maio de 1933 e cresceu até os 14 anos na vila de Inharrime, 70 quilómetros a sul da cidade de Inhambane. É em Inharrime que João Domingos tem as suas primeiras paixões pela música, primeiro como disc jockey dos gramofones e respectivos vinis de 78 rotações, e depois assistindo, fervorosamente, a actuações da popular «Ossumane Valgy Jazz Band», ida de Zandamela.

Em conversa telefónica que mantivemos recentemente com ele, João Domingos surpreendeu-nos ao fazer questão de nos dizer que Ossumane Valgy tocava a “verdadeira marrabenta”, o que nos pareceu com isso querer esbater a percepção que alimentávamos de que teria aprendido a ouvir e a tocar a marrabenta nos subúrbios da então cidade de Lourenço Marques.

Com ou sem essa percepção, a verdade é que o guitarrista, vocalista e compositor Ossumane Valgy inspirou várias gerações de músico nacionais, como o intérprete Fernando Luís, que ficou célebre, nos anos 80, por interpretar temas da banda de Zandamela, nomeadamente Zavala Tótè. Mas aqui falamos do conjunto «João Domingos».

Nós acreditámos que o conjunto «João Domingos» terá sido o agrupamento que mais palcos pisou, quer nacionais, quer internacionais, pelo menos ao seu tempo. Até ao extremo-oriente se fez representar, representando-nos, afinal, a todos nós.

CD do Conjunto João Domingos gravado em Macau

CD do Conjunto João Domingos gravado em Macau

De todos esses palcos queremos, porém, destacar um em especial, nomeadamente  o da Associação Africana da então cidade de Lourenço Marques.

Destacamo-lo não somente pelos espectáculos memoráveis que o conjunto «João Domingos» lá deu, mas também pelo seu contributo no enriquecimento da folha de serviços sociais, culturais e políticos que a agremiação acumulou ao longo dos anos da dominação colonial. Só quem não sabe, ou finge que não sabe o valor histórico da Associação Africana pode tolerar que aquele espaço físico seja votado àquele abandono, ou a actividades que não sejam mais dignas da sua estatura política.

Como podemos dizer aos mais novos, olhando para aquilo que é hoje aquele espaço, que era ali onde se editava o «Brado Africano»? E isto para perguntarmos porque é que aquele espaço não é declarado um monumento nacional, tal como em tempos foi declarado, e muito merecidamente, o Centro Associativo dos Negros da Província de Moçambique? Um preconceito de alguns?

Lamentações à parte, a verdade é que a Associação Africana foi um grande palco do João Domingos da Conceição, do «Gonzana», do «Young» Issufo, do «Globe Trotter» e do Filipe Tembe. Mas também de grandes dançarinos que os acompanhavam, como foram os casos de Mussá Tembe, Alfredo Caliano, Elarne Tajú, Carolina Albasine, Lázaro, Saíde Mundle, esse grande futebolista que jogou ao lado de Eusébio, e ainda Arlindo Haridás.

E já agora, uma pequena curiosidade, só digna de pessoas com coragem.

Contrariamente ao que hoje acontece, em que as festas são abrilhantadas por música em regime contínuo, naqueles anos havia o chamado Whisky Time, um intervalo geralmente destinado ao arrefecimento dos amplificadores da aparelhagem, mas também ao retemperar das forças pelos músicos.

O que acontece é que no toque de chamada para o grupo subir ao palco, o João Domingos usava o acorde principal do indicativo musical do programa radiofónico da Frente de Libertação de Moçambique. Só pessoas restritas sabiam desse temerário atrevimento de João Domingos”.

(*) O “Clube dos Entas”, é um programa radiofónico da Rádio Moçambique, transmitido na sua Antena Nacional (FM 92.3). É produzido por Edmundo Galiza Matos, Luís Loforte e Nassurdine Adamo. Pode ser escutado também na Net: www.rm.co.mz. Vai para o “AR” as quintas-feiras (22H05) e segundas-feitras (02H05)

Zena – essa grande diva da música Macua

Posted in Radiodifusão with tags , , , , , , on 19 19UTC Junho 19UTC 2009 by gm54
Zena e Edmundo nas imediações da Rádio Moçambique e do Jardim Tunduru

Zena e Edmundo nas imediações da Rádio Moçambique e do Jardim Tunduru

Por Edmundo Galiza Matos

Conheci-a nos primeiros anos da década de 80 do século passado em Nampula. Ela, o Gimo (Mendes) Abdul Remane e o Salvador Maurício.

Os três tinham fortes ligações com a Casa da Cultura, organismo sob responsabilidade da Direcção Provincial de Educação, à frente da qual estava o actual ministro do pelouro, Aires Ali.

Zena Bacar (seu nome completo), com quem raramente cruzo no emaranhado das ruas e avenidas de Maputo, continua ligada a música e muito recentemente esteve num evento cultural na China, integrada num grupo do qual fazia parte o meu amigo Chico António, também ele um artista musical de grande calibre. Disse-me, a Zena, no último encontro que está na forja o seu primeiro disco a solo, a ser gravado num dos estúdios de Maputo.

O Gimo (Mendes) Abudl Remane, esse divide a sua vida, privada e artística, entre a Dinamarca e a Ilha de Moçambique, esse património mundial defronte do qual fica Mussoril, sua terra natal. Sei que para além de se apresentar em espectáculos, tanto nas escandinavas como em Moçambique e outras paragens, o Gimo dedica-se, aqui e ali, a dar aulas ou a proferir palestras sobre música, sobretudo a tradicional. Tem gravado um disco, “A Luz”, de 2005, com o selo da “Gateway”. Tomo conhecimento que acaba de ser nomeado, juntamente com o seu compatriota, Deodato Siquir, para a categoria de Melhor Artista Africano – Dinamarca (DK) 2009, cuja indicação dos premiados está prevista para Outubro próximo.

O Salvador Maurício, como se sabe, já não está no mundo dos vivos. Deixou-nos uma obra antológica, considerada o primeiro registo em disco de canções cantadas em Ximácua. Uma das suas canções, “Os Ratos Roeram Tudo”, muito popular, viria a ser banida na Rádio Moçambique, então única estação radiofónica no pais. Razões: de cariz eminentemente política, a letra criticava os dirigentes, no caso provinciais, de se apoderarem de todos os produtos alimentares e outros, escassos no mercado na altura, deixando para o grosso dos consumidores (população) quantidades insignificantes. Do género “Eles Comem Tudo, Não Deixam Nada” de Zeca Afonso. Estava-se na era do monopartidarismo em Moçambique.

Outros contextos históricos bem determinados, onde, curiosamente, a “filtragem” do que podia ou não ir para o “AR” na RM e outros media públicos de então era selada por alguns escribas que hoje, em jornais ditos “independentes”, “berram” aos quatro ventos contra a existência de uma Foice para capar os jornalistas mais atrevidos. Um deles – exactamente aquele que achou por bem banir a música “Os Ratos Roeram Tudo”, acabou ele próprio por zarpar para as Costas Ibéricas.

E porque estava a falar sobre o Salvador Maurício, vale a pena referir que ele legou-nos dois discos, ambos gravados e editados pela RM: On Hipiti (Ilha de Moçambique) em 1982 e, um ano depois, “Salvador Maurício”.  Enquanto na primeira obra pontificaram as colaborações de músicos do então grupo RM (Sox, José Guimarães, Milagre Langa, Zeca Tcheco, Pedro Ben, Wazimbo, Ernesto Zevo, José Mucavele e Alípio Cruz (Otis) e ainda Hortêncio Langa), na segunda o Salvador socorreu-se dos préstimos da “malta” da sua terra, Nampula, nomeadamente, Roque, Orlando, Eurico e Valentim Centura, nomes então desconhecidos mas que terão imprimido na obra sonoridades daquela região do país. Fernando Azevedo e António Francisco Cuna, já falecidos, foram os técnicos que registaram as duas obras, editadas em suporte vinil.

Mais tarde, os três (Gimo, Salvador e Zena) formariam então aquela que viria a ser a primeira banda estruturada da província de Nampula, o Eyuphuro, na qual pontificaram outros nomes, entre eles o Omar Issá. Uma banda incontornável no cancioneiro nacional, autora de três discos gravados em Maputo – um dos quais pela Rádio Moçambique – e na Grã-Bretanha.

Se é verdade que o trio só viria à ribalta da música moçambicana após a gravação da canção “Os Ratos Roeram Tudo”, não o é menos o facto de o primeiro registo das suas músicas ter sido feito por mim, em fita magnética “Scotch”, no Emissor Provincial da Rádio Moçambique em Nampula. Deve ter sido entre 1983/84. Infelizmente tal registo perdeu-se no emaranhado dos vários quilómetros de fita em bobines que existiam na discoteca daquele emissor.

A gravação foi feita nas antigas e degradadas instalações do emissor, num estúdio equipado com uma consoleta dos anos 30/40 (RCA, a válvulas) e a que acoplei um misturador romeno de má qualidade, com seis entradas para os microfones. O gravador era uma Revox PR 99, mono, moderna e um luxo na altura.

Para os padrões de então, a qualidade do registo era razoável e convenço-me agora que terá sido aquela tosca experiência que terá levado a Zena, o Gimo e o Salvador a pensar em “voos mais altos” e, de violas a tiracolo, rumarem para a sede da Rádio Moçambique, em Maputo, onde tinham melhores condições técnicas de gravação e edição das suas canções. A aposta deu certo.

Zena e a Rosa Langa, outra mulher de peso no jornalismo moçambicano

Zena e a Rosa Langa, outra mulher de peso no jornalismo moçambicano

Hoje, tal como referi, a Zena Bacar prepara-se para pôr no mercado o seu disco a solo, juntando-se assim a outras mulheres de Nampula, entre elas as irmãs Domingas e Belita. Recentemente, a “Diva da Música Macua” esteve na República Popular da China, integrada num grupo que incluía o Chico António, para se apresentar num evento cultural sino-africano. Ao que me contaram, não se saíram nada mal.

Kodak anuncia o fim do rolo de diapositivos a cores mais antigo do mercado

Posted in Fotografia with tags , on 24 24UTC Junho 24UTC 2009 by gm54

National Geographic

O retrato icónico que Steve McCurry captou da afegã Sharbat Gula, em 1984, parece confirmar a descrição que muitos fizeram das cores presentes nas fotografias registadas em rolos Kodachrome – tonalidades “vibrantes, ricas e intensas”. A imagem que correu mundo e que foi capa da National Geographic passará a fazer parte de um memorial muito particular ligado ao suporte com que foi conseguida já que a Eastman Kodak Company anunciou ontem que deixará de produzir este tipo de película, 74 anos após ter sido colocada à venda.

Aquele que era o mais antigo rolo a cores do mercado – celebrado também na música por Paul Simon numa canção de 1973 cujo refrão pedia: “Mamã não me tires o Kodachrome” – tinha um processo de fabrico complexo e uma revelação igualmente complicada. Nos últimos anos, o aparecimento de rolos com resultados a nível da cor semelhantes e menos dispendiosos, bem como a massificação do suporte digital (o próprio Steve McCurry fotografa preferencialmente em digital) fizeram com que as vendas significassem uma pequena parcela do um por cento de receita que a Kodak tem com as películas.

As exigências técnicas da revelação dos Kodachrome transformaram-se também num obstáculo ao ponto de hoje existir apenas um laboratório no mundo (Dwayne`s Photo, Kansas, EUA) capaz de dar vida a este tipo de imagens. A empresa estima que os stocks de diapositivos Kodachrome deverão terminar no início do Outono. Por seu lado, o Dwayne`s Photo anunciou que só revelará os filmes até afinal de 2010. Steve McCurry terá o privilégio de usar os últimos rolos e as fotografias que deles saírem serão entregues ao museu Eastman House, em Rochester (EUA).

Perante um cenário em que os rolos eram utilizados por um grupo muito restrito de fotógrafos, a empresa americana não precisou de pedir à mãe de ninguém para acabar com o Kodachrome. Ela própria tirou-o do mercado.

Flauta de 35 mil anos é o mais antigo instrumento musical

Posted in Uncategorized with tags , , , on 25 25UTC Junho 25UTC 2009 by gm54
Flauta entalhada num osso de abutre descoberta numa caverna pré-histórica alemã

Flauta entalhada num osso de abutre descoberta numa caverna pré-histórica alemã

Uma flauta de osso de pássaro descoberta numa caverna da Alemanha foi entalhada há cerca de 35 mil anos e é o mais antigo instrumento musical artesanal já descoberto, dizem arqueólogos, oferecendo a mais nova evidência de que as primeiras populações humanas da Europa tinham uma cultura complexa e criativa.

Uma equipe liderada pelo arqueólogo Nicholas Conard, da Universidade de Tübingen, montou a flauta  a partir de 12 fragmentos de osso de abutre, espalhados por uma pequena área da caverna de Hohle Fels, no sul da Alemanha.

Juntas, as peças formam um instrumento musical de 22 centímetros com cinco furos e uma extremidade em forma de “V”. Coranrd disse que a flauta tem 35 mil anos de idade.

“É, sem dúvida, o mais antigo instrumento musical do mundo”, disse o arqueólogo. A descoberta está descrita na edição desta semana da revista Nature.

Outros arqueólogos concordaram com a avaliação de Conard.

Flauta, o mais antigo instrumento musical artesanal, vista nos solos da caverna

Flauta, o mais antigo instrumento musical artesanal, vista nos solos da caverna

A arqueóloga especializada no período paleolítico April Nowell, da Universidade de Victoria, no Canadá, disse que a data da flauta é anterior à de outros instrumentos, “mas não tão mais antiga que chegue a ser surpreendente ou polémico”. Ela não tomou parte no trabalho de Conard.

A flauta de Hohle Fels é mais completa e um pouco mais velha que fragmentos de osso e marfim de sete outras flautas, também encontradas no sul da Alemanha e documentadas por Conard e colegas nos últimos anos.

Outra flauta, descoberta na Áustria, teria 19 mil anos, e um conjunto de 22 flautas encontradas nos Pirineus franceses foram datadas de 30 mil anos atrás.

A equipe de Conard escavou a flauta em setembro de 2008, o mesmo mês em que descobriu seis fragmentos de marfim em Hohle Fels que compõem uma estatueta feminina que, acredita-se, é a mais antiga escultura de uma forma humana.

Juntas, flauta e estatueta – descobertas na mesma camada de sedimento – sugerem que seres humanos anatomicamente modernos haviam estabelecido uma cultura avançada na Europa há 35 mil anos, disse o arqueólogo Wil Roebroeks, da Universidade de Leiden, na Holanda, e que não tomou parte em nenhuma das duas descobertas.

Roebroeks disse que é difícil saber qual o grau de inteligência ou de desenvolvimento social desse povo. Mas os vestígios materiais que deixaram – escultura, instrumentos musicais, adornos – combinam com objectos associados ao comportamento dos seres humanos modernos.

“Isso mostra que, já no momento em que os humanos modernos entraram na Europa… em termos de cultura material, eram tão modernos quanto possível”, disse ele.

Neandertais também viviam na Europa na época em que a flauta e a estatueta foram feitas, e frequentaram a caverna de Hohle Fels. Tanto Conard quanto Roebroeks acreditam, no entanto, que os depósitos de vestígios deixados por ambas as espécies, ao longo de milhares de anos, indicam que os artefactos foram criados por humanos.

“O registro material é tão completamente diferente do que aconteceu nas centenas de milhares de anos anteriores, com os neandertais”, disse Roebroeks. “Eu apostaria que humanos modernos criaram e tocaram essas flautas”.

Em 1995, o arqueólogo Ivan Turk encontrou um osso de urso numa caverna da Eslovénia, e que ficou conhecido como a Flauta de Divje Babe. Turk datou o objecto de 43 mil anos atrás e sugeriu que fosse uma flauta usada por Neandertais.

Mas outros arqueólogos puseram a hipótese em questão, sugerindo que os furos feitos no osso eram marcas dos dentes de um animal carnívoro.

Michael Jackson: sucesso, polémica e inúmeros adjectivos

Posted in Word Music with tags , , on 27 27UTC Junho 27UTC 2009 by gm54

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Rei do pop, dono do disco mais vendido da história, inventor do videoclipe, maior entertainer vivo. Muitos são os aditivos para se referir a Michael Joseph Jackson, que morreu nesta quinta-feira, 25, aos 50 anos, após sofrer uma paragem cardíaca em Los Angeles. O artista, que vendeu 750 milhões de álbuns e venceu 13 prémios Grammy, encarou os holofotes muito cedo, e teve uma vida marcada por duas constantes, com a mesma grandeza e proporção: sucesso e polémica.

O astro nasceu em 29 de agosto de 1958, em Gary, cidade norte-americana do Estado de Indiana. Ele tinha três filhos: Michael Joseph Jackson Jr., Paris Michael Katherine Jackson e Prince Michael Jackson II. O cantor saiu do anonimato ao lado dos seus quatro irmãos – Jackie, Tito, Jermaine, Marlon – à frente do grupo Jackson Five, que arrebatou consecutivos sucessos nas paradas durante as décadas de 1960 e 1970.

 

Os Jackson Five
Os Jackson Five

Mas foi sozinho que Jackson viveu o auge e a decadência da sua carreira.

Em 1979, com o lançamento do álbum Off The Wall – o primeiro a solo, que arrancou elogios da crítica ao combinar R&B, Black Music e Disco – o cantor começou a experimentar uma exposição cada vez maior na comunicação social, que viria a culminar em 1982, com Thriller, até hoje o CD mais vendido do mundo, com cerca de 100 milhões de cópias. A 16 de maio de 1983, Jackson apresentou ao mundo o “Moonwalk”, passo de dança em que o cantor deslizava sobre o palco, durante a canção Billie Jean, num show em Los Angeles. Estava imortalizada a sua marca registada.

Com Thriller também começou a era de videoclipes na MTV, emissora que começara a despontar. Em 1984, Jackson recebeu das mãos de Ronald Reagan, então presidente americano, um prémio pelas suas acções filantrópicas. No ano seguinte, adquiriu, por 47,5 milhões de dólares, os direitos sobre as músicas dos Beatles (uma década depois, ele vendeu 50% do catálogo para a Sony Music). O emblemático gesto foi visto mais do uma simples demonstração de poder financeiro: era uma lenda pop a comprar a obra de outra. Nesta época, o cantor também gravou parcerias com o ex-Beatle Paul McCartney. (The Girl is Mine e Say Say Say). 

Antes de lançar o seu próximo álbum, Jackson juntou-se a 44 celebridades para gravar a canção We Are The World, com o objectivo de angariar fundos para a África. Como resultado, além dos 200 milhões de dólares arrecadados para a campanha USA For África, o astro levou mais dois Grammys.

Em 1987, entre uma e outra digressao, veio o seu terceiro álbum a solo, Bad. Apesar de não repetir o sucesso monstruoso do anterior – vendendo “apenas” cerca de 30 milhões de cópias – o disco manteve Jackson em rotação máxima nas rádios e televisões do planeta. Foi nessa época que as especulações sobre quantas cirurgias plásticas o cantor já teria feito começaram a ofuscar a atenção da sua música. O astro aparecia cada vez mais branco e as suas feições já estavam diferentes. As mudanças não passaram despercebidas pela imprensa e anos depois, em 1993, Jackson admitiu na televisão americana que a sua “nova cor” era consequência de vitiligo - explicação que foi contestada por muitos.

Dos palcos aos tribunais

Em 1991, Jackson lançou Dangerous, álbum cujo título parecia prenunciar o perigoso declínio que a carreira do astro estava prestes a enfrentar. Logo no primeiro single, Black Or White, o cantor brincava com a discussão sobre a mudança da cor da sua pele (“Se você estiver a pensar em ser minha, não importa se é branca ou preta”, dizia o refrão), mas o disco não emplacou no mercado americano da mesma maneira que os anteriores, pelas mudanças trazidas pelo grunge de Nirvana e Pearl Jam, que agora comandavam paradas. Resultado: “só” 7 milhões de álbuns vendidos nos EUA.

Dois anos depois, Jackson estava ocupado na digressão de promoção do disco quando uma denúncia veio à tona. O pai de Jordan Chandler, de 13 anos, afirmava que o cantor havia molestado o seu filho no rancho de Neverland, excêntrica residência do artista que contava com o seu próprio parque de diversões. Jackson negou veementemente as acusações na televisão americana e fez um acordo judicial de 22 milhões de dólares com a família de Chandler para tentar encerrar a polémica. Não conseguiu: nos próximos anos, mais denúncias de pedofilia iriam obscurecer o seu prestígio artístico.

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Em 1994, casou-se com Lisa Marie Presley, filha do rei do rock, Elvis, num matrimónio que durou dois anos e foi visto pela imprensa como uma tentativa de deixar para trás a má fase vivida pelas denúncias do escândalo de pedofilia. Um ano depois, lançou um disco duplo (HIStory: Past, Present and Future) que teve a maior campanha de marketing já usada na indústria fonográfica e, mesmo vendendo cerca de 30 milhões de cópias, decepcionou a gravadora. Em 1996, casou-se com a dermatologista Deborah Rowe, com quem teve dois filhos: Michael Joseph Jackson Jr e Paris Katherine Jackson. Terminado o relacionamento, Deborah abriu mão da guarda das crianças para Jackson.

Último disco, novas denúncias

Nos anos seguintes, novamente a polémica tomaria o lugar do sucesso. Em 2001 veio Invincible, disco que resultou numa queda de braço com a Sony, que tomou decisões sobre a divulgação do trabalho a contragosto do cantor. Jackson alegou preconceito por ser um artista negro e o CD vendeu apenas 8 milhões de cópias em todo o mundo, tornando-se o menos vendido da sua carreira.

Em 2002, o cantor teve o seu terceiro filho, Prince Michael Jackson II, cuja mãe foi mantida em segredo. Um ano depois, outra denúncia de pedofilia: a família do adolescente Gavin Arvizo acusou o astro de ter molestado o filho em Neverland. Em junho de 2005, Jackson foi absolvido pela Justiça americana por falta de provas.

De lá para cá, foram raras as aparições do cantor, embora o seu catálogo estivesse a ser amplamente explorado pela Sony, que lançou várias colectâneas.

 

O princípio do fim do "Rei"
O princípio do fim do “Rei”

Neste ano, anunciou 50 shows em Londres, cujos ingressos se esgotaram em questão de horas. Segundo Jackson, seriam as suas últimas apresentações. A morte, porém, não permitiu que o rei do pop se despedisse oficialmente dos palcos, e veio da mesma maneira que seu sucesso: fugaz, precoce e incontestável.

Mia Couto no Brasil para lançar o livro “Antes do Sol Nascer”, “Jerusalém” em Moçambique

Posted in Literatura with tags , , on 29 29UTC Junho 29UTC 2009 by gm54

Mia Couto

O escritor, jornalista e dramaturgo moçambicano Mia Couto está desde quinta-feira no Brasil – primeiro em São Paulo para lançar o seu novo romance -, e depois no Rio de Janeiro para ser homenageado.

O livro, que é lançado simultaneamente em vários países, tem uma particularidade: em Moçambique, Angola e Portugal chama-se Jerusalém; no Brasil tem como título Antes de Nascer o Mundo.

O romance conta a história de um lugar, Jerusalém, onde vive o que restou da humanidade e de Silvestre Vitalício, dos seus dois filhos, um tio dos rapazes e um empregado.

À “Folha de São Paulo”, o escritor explica: “No interior de Moçambique deparei com famílias que viviam numa quase completa condição de marginalidade. Estavam aparentemente longe de tudo. Trabalhei com essas comunidades e reparei sempre que, depois de um primeiro olhar, a ligação umbilical com o mundo de hoje estava presente”. É dessa ligação que Vitalício, o líder do pequeno lugar, tenta sair. Mais concretamente das recordações que o mundo real lhe traz – a morte de Dordalma, mãe dos seus filhos.

A tentativa de apagar o passado é também uma fuga da guerra que fez um milhão de mortos no país.

“Os moçambicanos escolheram o esquecimento. Quem hoje viaja pelo país não sente sinal nenhum dessa guerra. Esse esquecimento é uma sabedoria, uma percepção de que os demónios do passado ainda não foram enterrados. Mas é um falso esquecimento, como quase sempre sucede com os lapsos de memória”, diz Couto à “Folha de São Paulo”.

Depois de ter participado, sexta-feira, num debate no Sesc Avenida Paulista, é a vez de ser homenageado, dia 3 de Julho, no Festival de Teatro da Língua Portuguesa. A partir de 12 Julho, Mia Couto estará em Portugal para o lançamento de Jerusalém.

Mia Couto, 54 anos, lançou 23 livros e ganhou muito prémios, entre os quais o Virgílio Ferreira (1999), União Latina de Literaturas Românticas (2007) e o título de um dos 12 melhores livros africanos do século XX com Terra Sonâmbula.

Michael Jackson homenageado em Nova Iorque horas antes de o seu corpo começar a ser velado

Posted in Word Music on 1 01UTC Julho 01UTC 2009 by gm54
Michael Jackson, dois antes de morrer, ensaindando no Staples Center

Michael Jackson, dois antes de morrer, ensaindando no Staples Center

Durante várias horas, milhares de fãs de Michael Jackson reuniram-se junto ao cine-teatro Apollo, em pleno Harlem (Nova Iorque), para prestar homenagem ao malogrado cantor. O “Rei da Pop” pisou o palco do Apollo quando tinha nove anos, integrado nos Jackson 5, o grupo que formava com os irmãos mais velhos. Na sexta-feira, o corpo do cantor começa a ser velado no rancho de Neverland.

Milhares de pessoas formaram uma longa fila à porta do cine-teatro para assistirem a um tributo musical de 45 minutos que se repetiu ao longo do dia no ecrã do cinema.

“Ele é nosso irmão, nosso amigo”, disse Al Sharpton, activista dos direitos humanos e amigo de Michael Jackson, às primeiras pessoas a chegarem à sala de cinema. “Hoje vamos amar o Michael”, indicou Sharpton, citado pela Reuters.

Michael Jackson morreu de paragem cardíaca em Los Angeles na passada quinta-feira, a poucos dias de começar uma nova série de concertos que tinham como objectivo reanimar a sua carreira, parada desde 2005, altura em que foi acusado – e mais tarde ilibado – pela justiça americana de abuso sexual de crianças.

Medicamento usado em anestesias encontrado em casa do cantor

Ainda há mais especulações que certezas acerca da causa da morte de Michael Jackson. As análises toxicológicas ao sangue do cantor ainda devem demorar vários dias até que produzam resultados conclusivos.

De acordo com o site TMZ.com – o primeiro a anunciar a morte do cantor – terá sido encontrado na casa onde Michael Jackson veio a morrer um medicamento usado em anestesias cirúrgicas. O fármaco só pode ser vendido a pessoal médico e um dos principais efeitos secundários do Propofol é a paragem cardíaca, se for tomada a par com analgésicos.

Uma antiga enfermeira de Michael Jackson, Cherilyn Lee, anunciou, por seu lado – citada pela CNN -, que a estrela pop a pressionou, sem sucesso, para que esta lhe comprasse Diprivan, o nome genérico do Propofol.

Neverland será o cenário do último adeus

Entretanto, o rancho californiano de Michael Jackson – Neverland, a 150 quilómetros a noroeste de Los Angeles – prepara-se para acolher o funeral do “Rei da pop”, cujo corpo deverá ser exposto publicamente a partir de sexta-feira.

Depois da cerimónia pública de vigília, o cadáver deverá ser enterrado numa cerimónia privada, reservada aos membros da família e amigos próximos, no domingo, embora esta informação ainda não tenha sido confirmada pelas autoridades do condado de Santa Barbara, onde está instalado rancho. As autoridades locais estão apreensivas quanto às cerimónias fúnebres, uma vez que é esperada uma legião de fãs, curiosos e jornalistas no último adeus ao cantor. De acordo com a AFP, a estrada de acesso a Neverland já estava ontem à noite cheia de camiões de transmissão por satélite das principais cadeias de televisão americanas e os hotéis da região ficaram completamente esgotados.

A decisão da família de transportar o corpo cantor para Neverland poderá indicar que a família quer fazer do rancho a última morada de Michael Jackson, à imagem de Graceland, onde está enterrado Elvis Presley.

Michael Jackson comprou o rancho de mais de mil hectares em 1988, numas colinas chamados Los Olivos, e instalou no seu perímetro um jardim zoológico e um pequeno parque de atracções, que foram desmantelados em 2005, em parte para pagar as custas judiciais do seu julgamento por abuso de menores.

Mia Couto – Homenageado no Brasil, afirma que reforma ortográfica não faz sentido

Posted in Uncategorized with tags , , , , , on 3 03UTC Julho 03UTC 2009 by gm54
"Nós já nos entendemos, eu sempre li brasileiros sem dificuldade nenhuma"

"Nós já nos entendemos, eu sempre li brasileiros sem dificuldade nenhuma"

Antes da unificação da grafia da língua portuguesa nos países africanos que falam oficialmente o português, é preciso discutir questões do âmbito social e político, defende o escritor moçambicano Mia Couto para quem a reforma ortográfica não faz sentido.

“Eu não tenho uma posição militante em relação a isso, não dou essa importância. Reconheço que pode haver algumas razões para se fazer uma reforma ortográfica. Eu sou crítico ao discurso que foi feito para justificar o acordo para ficarmos mais próximos, para nos entendermos melhor, isso é mesmo mentira”, disse.

Para Mia Couto, os falantes da língua portuguesa já se entendem, “é mentira que tenhamos nos afastado do ponto de vista cultural do conhecimento”. E complementa que “nós já nos entendemos, eu sempre li brasileiros sem dificuldade nenhuma”.

De acordo com o sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras que está no Rio de Janeiro para o Festival de Teatro da Língua Portuguesa, o que afasta o mundo lusófono são as “opções políticas e estratégias que as elites desses países têm”. Se estas questões não forem discutidas, segundo disse à Lusa o escritor moçambicano, “vamos criar um mal entendido pensando que automaticamente, por uma razão técnica, nós vamos chegar a uma maior proximidade”.

Mia Couto diz sentir prazer em ler autores brasileiros com “elementos gráficos diferentes para que essa diversidade esteja presente”. E refere não ter “medo de uma língua que tenha diversidades com a tradução de marcas culturais e geográficas, não temos que ter medo disso”.

Ele afirma-se resistente ao Acordo Ortográfico que no Brasil vigora desde 1 de Janeiro deste ano. Para o escritor, os países pobres de língua portuguesa precisam “resolver uma série de outras coisas antes (da reforma) que não sei se estão a ser discutidas”.

“Entendo que em Portugal este assunto foi tido com muito mais nervos e componentes psicológicos” e contrapôs que em Moçambique, um país com mais de 25 línguas africanas, o português é tido como segunda língua. “As pessoas lá são quase sempre multilíngues, pois falam duas ou três línguas africanas.”

Com seu livro recém lançado no Brasil “Antes de nascer o mundo”, cujo título em Portugal e em Moçambique é “Jesusalém”, Mia Couto considera-se antes de tudo um poeta e diz que o que lhe fascina na prosa é o “poder fazer a criação poética, não só em cima da linguagem, mas em cima da narrativa”.

“Para mim a poesia não é só um gênero literário, é uma maneira de eu ver o mundo, de eu sentir o mundo”, salientou ao destacar que a literatura ainda pode causar encantamento e criar utopias.

“A literatura pode mostrar o gosto de se poder sonhar e se poder construir outros dias. Não é o escritor que desenha um caminho para a saída, mas ele mostra que há um prazer em encontrar um mundo para além desse”, declarou.

Após 16 anos de guerra civil com um saldo de um milhão de mortos, Mia Couto se diz céptico, mas que a literatura pode ajudar a cicatrizar as feridas.

“Eu faço arte, literatura, e sou movido por este desejo de ter um compromisso ético de criar uma sociedade nova em Moçambique, um mundo mais justo com mais verdade”, explicou.

Mia Couto é homenageado na abertura de Festival de Teatro no Brasil

"Os países pobres de língua portuguesa precisam "resolver uma série de outras coisas antes (da reforma) que não sei se estão a ser discutidas"

"Os países pobres de língua portuguesa precisam "resolver uma série de outras coisas antes (da reforma) que não sei se estão a ser discutidas"

O escritor moçambicano Mia Couto foi o homenageado no Festival de Teatro da Língua Portuguesa (Festlip) que decorre até dia 12, no Rio de Janeiro, e leva ao Brasil onze espectáculos teatrais de seis países lusófonos.

“Estamos a consolidar uma parte da cultura de nossa língua portuguesa. O Mia Couto é homenageado pelo que ele representa e pelo incentivo que dá aos grupos de teatro. É uma pessoa que o teatro de língua portuguesa tem se alimentado”, afirmou na noite de abertura do festival a idealizadora do evento, a actriz e produtora Tânia Pires.

Esta segunda edição do festival que já integra o calendário cultural carioca reúne 80 profissionais de teatro de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal.

Cada país será representado por duas companhias, a excepção de Guiné-Bissau, que faz sua estreia no Festlip com montagem do Grupo do Teatro do Oprimido, criado no país pelo recém-falecido dramaturgo Augusto Boal.

Na programação, além da palestra de Mia Couto cujo tema será a “metamorfose da literatura para o teatro”, será encenado pelo Grupo Tijac, de Moçambique, o espectáculo “Mar me Quer”, baseado na obra de sua autoria.

Mia Couto disse ter tido dúvidas se aceitava o convite para o festival e afirmou ter pensado em declinar e dedicou a homenagem a todos os “heróis fazedores de teatro”.

O escritor disse que na reprodução das suas obras literárias para o teatro e para o cinema, há uma “tentação de que aquilo que fizemos pelo menos não morra”.

“Significa que há um diálogo entre linguagens diferentes. Transplantar significa exactamente semear no outro terreno e o que vai nascer será uma outra coisa, eu noto que meu trabalho serviu de inspiração, de ponto de partida”, afirmou, ao referir que procura não ter a expectativa de que o que está a ser feito possa ser um “prolongamento” de sua obra.

Nascido em Beira, Moçambique, em 1955, Mia Couto é sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras. Além de jornalista, ex-militante político e biólogo, Mia Couto é considerado um dos grandes escritores contemporâneos africanos de literatura de expressão portuguesa.

Entre seus prémios, o moçambicano foi distinguido pelo conjunto da sua obra com o Prémio Vergílio Ferreira 1999 e também recebeu o Prémio União Latina de Literaturas Românicas em 2007.

A expectativa para este ano é de que cerca de 18 mil pessoas circulem pelas eventos culturais e assistam aos espectáculos teatrais, todos com entrada franca.

O segundo Festlip conta com apoio das embaixadas de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Portugal, Instituto Camões, Ministério da Cultura, Fundação Palmares e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Fãs e familiares prestam última homenagem a Michael Jackson

Posted in Pop Rock, Word Music with tags , , on 7 07UTC Julho 07UTC 2009 by gm54

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A cerimônia privada com familiares e amigos íntimos de Michael Jackson será às 8 horas da manhã desta terça-feira, 7, (19 no horário de Moçambique), no cemitério Forest Lawn, em Los Angeles, duas horas antes do início da cerimônia pública no Staples Center. Não será permitida a presença de TVs ou imprensa no cemitério. A família não informou se após a cerimônia o corpo de Michael será sepultado ou se seguirá em procissão até o Staples Center. As autoridades locais não recomendam a procissão, pois temem haver comoção pública.

A cerimônia pública vai reunir diferentes gerações de artistas, de Stevie Wonder a Usher, com uma plateia de quase 20 mil pessoas. Mas a sua transmissão ao vivo pelas cadeias NBC, ABC, CNN, MSNBC e E! Entertainment deve atingir uma audiência global de 1 bilhão.

O corpo do astro foi velado pela família no cemitério Forest Lawn

O corpo do astro foi velado pela família no cemitério Forest Lawn

Para essa cerimônia, mais de 1,6 milhão de pessoas se registaram para concorrer aos 8.750 ingressos. As chances de conseguir uma entrada eram poucas.

A lista de artistas anunciados pela família Jackson traz músicos de peso, como Stevie Wonder, Lionel Richie e Smokey Robinson, e outros sem a mesma importância histórica, como Mariah Carey. Segundo o jornal New York Post, Diana Ross e Elizabeth Taylor abririam com um discurso. A lista não trazia nomes como Quincy Jones, Liza Minelli, Paul McCartney e Madonna.

Debbie Rowe, ex-mulher de Jackson e mãe de seus dois filhos mais velhos, desistiu de aparecer por causa da “violência da atenção da mídia”, segundo sua advogada.

Testamento

Por decisão judicial que corrobora o testamento de Michael Jackson feito em 2002, John Branca, advogado do astro, e John McClain, executivo do ramo da música, serão os administradores das suas posses. Com a decisão, foi rejeitado o pedido da mãe do artista, Katherine, que queria obter esse controle.

“É nosso desejo fazer tudo o que pudermos para cumprir os desejos de Michael Jackson”, disse o advogado de Branca, Howard Weitzman. Jackson, morto no dia 25, estava endividado, mas tinha posses estimadas em mais de US$ 500 milhões. Com a decisão, McClain e Branca terão o controle sobre seus bens até 3 de agosto, quando ocorrer nova audiência. Foi revelado que Jackson tinha um testamento anterior, de 1997, mas não há detalhes sobre o seu conteúdo.

Enorme multidão assistirá ao funeral de Michael Jackson em LA

Dezenas de milhares de fãs de Michael Jackson vão se aglomerar no centro de Los Angeles nesta terça-feira, 7, para uma cerimônia em homenagem ao Rei do Pop, cuja morte inesperada há quase duas semanas chocou o mundo.

Cantores da pop music como Mariah Carey, Usher e Jennifer Hudson irão se unir a veteranos do R&B como Smokey Robinson, Lionel Richie e Stevie Wonder, enquanto estrelas do desporto como Kobe Bryant e outras celebridades, como Brooke Shields, também devem estar presentes.

Fãs aglomeram-se em frente ao centro de eventos onde será celebrado o funeral

Fãs aglomeram-se em frente ao centro de eventos onde será celebrado o funeral

Cerca de 18.000 fãs e amigos irão se reunir na arena desportiva Staples Center e num teatro próximo dele para duas horas de cerimônia em homenagem ao popstar Michael Jackson, que morreu no dia 25 de junho após ter sofrido um ataque cardíaco ena sua mansão em Los Angeles.

A polícia avalia que mais de 250.000 pessoas irão se acotovelar do lado de fora da arena para homenagear o cantor de “Thriller” e ex-integrante do lendário Jackson 5, que morreu aos 50 anos.

Uma das pessoas que não estarão na homenagem é a ex-mulher de Michael Jackson, Debbie Rowe, que disse na segunda-feira que sua presença poderia ser uma distração, e a amiga de muito tempo de Jackson.

Elizabeth Taylor chama funeral de Michael Jackson de ‘circo’

A atriz Elizabeth Taylor assegurou nesta segunda-feira, 6, que não participará da homenagem pública a seu amigo íntimo Michael Jackson, por considerar o evento um “circo”.

Michael Jackson com Liz Taylor

Michael Jackson com Liz Taylor

A vencedora de dois prêmios Oscar afirmou, no Twitter, que rejeitou o convite para fazer parte da grande cerimônia que acontece nesta terça-feira, 7, em Los Angeles.

“Me pediram que falasse no Staples Center. Não posso ser parte de um circo público. E não posso garantir que diria algo coerente”, afirmou a artista, que era muito próxima do astro.

“Não acho que Michael quisesse que compartilhasse minha dor com milhões de pessoas. Como me sinto, é algo entre nós, não um evento público. Disse que não iria ao Staples Center e certamente não quero chegar a fazer parte de isso. Amava-o demais”, disse Elizabeth Taylor, de 77 anos.

A homenagem pública a Michael Jackson começará às 10h em Los Angeles (14h de Brasília).

Madonna homenageia Michael Jackson no show de Londres

Cena do Show de Madona em Londres

Cena do Show de Madona em Londres

Madonna fez um show na Arena O2 em Londres com um tributo ao astro pop, exibindo num telão uma foto do cantor quando criança.

Um sósia de Michael entrou no palco usando luvas brancas e dançando como ele, enquanto Madonna e a sua banda cantavam ‘Holiday’.

Naquele mesmo palco, Michael Jackson faria os 50 shows da sua digressão programada para este mês.

No final, Madonna pediu aplausos a um dos “maiores artistas que o mundo já conheceu”.

Michael Jackson tinha dois novos discos em projecto, diz site

O cantor americano Michael Jackson estava a trabalhar em dois novos projectos, inclusive um disco de composições clássicas, afirmou o compositor David Michael Frank ao site Yahoo! Music.

Frank, com quem o cantor trabalhou no tributo a Sammy Davis Jr. Em 1989, foi contactado por Jackson em maio para ajudá-lo nos novos trabalhos. “Ele tinha duas demos que havia escrito, mas não estavam completas. Para uma delas, já tinha toda a melodia pronta na cabeça, só faltava gravar. Ele foi cantarolando enquanto eu a tocava no piano, e fomos montando as notas. Acho que a gravação que eu fiz é a única cópia dessa música”, disse Frank, que se disse surpreso com o conhecimento sobre música clássica do astro.

O compositor revelou também que apenas algumas semanas antes de morrer, Jackson havia ligado para saber como andava o desenvolvimento da música. “Ele também mencionou outras composições instrumentais que gostaria de gravar, incluindo uma de jazz. Espero que sua família um dia decida gravá-la em homenagem ao Michael e mostre para o mundo seus dotes artísticos”, disse Frank.

Além do trabalho instrumental, Michael Jackson também trabalhava em um projeto de música pop.

CNN vê fantasma de Michael Jackson em sala de Neverland

A rede de TV CNN mostrou na noite de segunda-feira, 6, durante o programa de Larry King, aquilo que supôs ser o “fantasma” do cantor Michael Jackson, morto de ataque cardíaco há 10 dias. O evento “miasmático” aconteceu durante visita da CNN ao rancho Neverland, uma espécie de Reino das Fantasias na zona rural de Santa Barbara, Califórnia, que pertenceu ao cantor.

No momento em que o cinegrafista colhia imagens de uma lareira, na sala da propriedade, é possível ver que uma sombra atravessa toda a sala, bem na frente da câmara – a sombra lembra características do cantor, como a postura meio corcunda de perfil e o rabo-de-cavalo no cabelo.

Como a “aparição” atravessa uma área entre a câmera e a lareira, parece tratar-se de uma espécie de holografia – francamente, parece que alguém passou na frente de um holofote em outra sala e a luz projetou a sombra. A emissora garante que não sabe explicar do que se trata. Um velho amigo de Jackson, Miko Brando, viu a imagem e disse: “Eu gostaria que fosse ele”. A imagem foi exibida diversas vezes pela emissora na noite de segunda-feira, véspera do show-funeral de Michael no Staples Center de Los Angeles.

Estrangeiros detidos por caça ilegal de elefantes

Posted in Vida Animal with tags , , , , on 8 08UTC Julho 08UTC 2009 by gm54
Milhares de animais protegidos são abatidos em todo o país por falta de fiscalização

Milhares de animais protegidos são abatidos em todo o país por falta de fiscalização

A Polícia moçambicana (PRM) deteve a 25 de Junho último dois cidadãos estrangeiros, na cidade da Beira, capital da província central de Sofala, por crime de abate ilegal do animal protegido, caça em período de defeso, posse ilegal de armas de fogo e furto de dispositivo electrónico.

Segundo o Departamento de Comunicação do Parque Nacional de Gorongoza (PNG), trata-se de Victor Ildefonso Anselmo, 47 anos, e Juliene Raymond, 56 anos, de nacionalidade portuguesa e francesa respectivamente.

Ambos são indiciados de abate ilegal de um elefante e apoderado indevidamente de um colar – transmissor do sinal via satélite do PNG, no dia 18 ou 19 de Junho último, perto de Chiramba, no distrito de Chemba.

Segundo o director do Departamento de Conservação do PNG, Carlos Lopes Pereira, “o elefante denominado G4, facilmente identificável pelo colar – transmissor de grande porte que levava ao pescoço, movimentava-se, frequentemente, entre o Parque e o rio Zambeze, passando pelas Coutadas de Caça, facto conhecido pelos responsáveis e pelas comunidades”.

Os seus movimentos e a sua posição geográficos eram permanentemente monitorizados a partir do sinal de satélite que emitia. O mesmo dispositivo emitia também o sinal via VHF captável pela radiotelemetria, tecnologia esta que permitiu a localização do acessório, e consequente detenção, na cidade da Beira, dos autores do seu furto e do abate ilícito do paquiderme em alusão, pela Polícia.

No entanto, de acordo com a fonte, entre os dias 12 e 19 de Junho findo, o seu sector notou através de leitura dos movimentos que o animal se deslocava pouco, tendo deduzido que o mesmo estivesse eventualmente ferido.

Mais tarde viria a parar definitivamente, o que levou o PNG a acreditar que o mesmo poderia ter morrido naturalmente ou sido abatido por caçadores furtivos.

As investigações posteriores com vista a aclarar o assunto viriam a confirmar o ferimento do animal no dia 12 de Junho último e sua morte entre 18 e 19 do mesmo mês.

Segundo Pereira, no dia 20 de Junho de 2009, o sinal fornecido pelo satélite movia-se em direcção à uma residência no Chiveve, a Sudoeste do Município da Cidade da Beira.

O mesmo foi transmitido, no dia seguinte, pelas cerca das 22.25 horas, e desaparecido depois, situação que só pode acontecer como resultado da destruição ou ocultação do colar transmissor dentro de contentor ou edifício, explicou Pereira.

Perante estes indícios, no dia 24 e 25 do mesmo mês, o Departamento de Conservação encetou contactos junto à PRM, à Polícia de Investigação Criminal (PIC) e à Procuradoria da República, ao nível da província com vista a localizar os presumíveis responsáveis no abate delituoso do elefante protegido para responderem em juízo sobre os crimes que pesam sobre eles.

Prosseguindo, Pereira disse que, no dia 25 de Junho, com o mandado de busca e apreensão nas mãos, agentes da PIC e elementos do PNG dirigiram-se ao local suspeito na cidade da Beira, e iniciaram as diligências para localizar o dispositivo.

“Quando chegamos nas proximidades do sítio, activamos o sistema VHF, na frequência específica do G4, tendo demonstrado a presença do dispositivo de emissão do sinal na casa sob suspeita”, explicou Pereira.

“Depois de alguma resistência passiva por parte dos ocupantes da moradia alvo de busca, na tentativa de deslocarem o colar para a bagageira de uma viatura fora do apartamento, os polícias conseguiram introduzir-se no seu interior sem, no entanto, usar a força, tendo prendido Victor Anselmo, ligado a empresa Ideal Safaris, e a sua comparsa, Juliene Raymond”, acrescentou a fonte.

Caça furtiva, uma chaga em Moçambique

Caça furtiva, uma chaga em Moçambique

Na ocasião, a Polícia apreendeu seis armas de vários calibres, grande quantidade de munições, um colar transmissor, cinco pontas incluindo os dentes e patas do elefante G4, e vários trofeus de búfalos, sem as respectivas licenças ou documento de propriedade.

Segundo Pereira, um dos marfins confiscados, já devidamente acondicionado conjuntamente com outros produtos de caça para a exportação, pesava 55 kg e media mais de 3,70 metros, tamanho considerado de património nacional e proibido de sair do país.

De acordo com o PNG, os implicados na autoria de crimes de caça ilegal continuam detidos e com a prisão legalizada.

A Administração do PNG alega prejuízos de cerca de 50 mil dólares norte-americanos, correspondentes aos custos de captura, transporte do elefante de África do Sul para Moçambique, e aquisição de equipamento de monitoria para determinar a sua posição geográfica via VHF e satélite.

Por outro lado, a mesma direcção agradece a cooperação e a excelente actuação da Polícia, na localização e detenção dos indiciados no abate do elefante e no furto do colar transmissor.

Refira-se que o elefante morto foi introduzido, ano passado, no PNG, translocado do Parque Nacional do Kruger, num conjunto de seis machos escolhidos de entre os que reuniam melhores características fenotípicas e genotípicas, com o objectivo de regenerar o fundo genético da população existente, largamente sabotada nas décadas de 80 e 90, como resultado dos abates incontrolados.

Segundo Pereira, “o presente caso indica a existência de caça ilegal e indivíduos sem escrúpulos capazes de matarem o que lhes aparece pela frente para fins ilícitos e lucro fácil.”

Enquanto isso, o PNG aguarda o desfecho do caso e o posicionamento das autoridades responsáveis pelo licenciamento de caçadores, coutadas de caça e fazendas do bravio e da emissão de licenças de abate.

McCartney nega que Michael quisesse ceder músicas dos Beatles

Posted in Word Music on 8 08UTC Julho 08UTC 2009 by gm54

Beatles - Let it Be

O ex-Beatle Paul McCartney deu seu parecer nesta quarta-feira, 8, sobre as informações segundo as quais Michael Jackson queria entregá-lo a sua parte sobre os direitos das canções do grupo inglês, cujos 50% são de propriedade do “rei do pop” desde os anos 80.

Em declaração divulgada no seu site oficial, McCartney afirma que “há algum tempo, a imprensa apareceu com a ideia de que Michael Jackson iria deixar-me a sua parte sobre os direitos dos Beatles no seu testamento”. Segundo o músico, essas informações “foram completamente inventadas”.

“Agora a informação é de que estou desolado ao saber que não me deixou as canções. Isto é completamente falso. Não tinha pensado nem por um minuto que as primeiras informações fossem verdade e, portanto, as notícias de que estou desolado são também totalmente falsas. Não acreditem em tudo o que leem”, escreveu o ex-Beatle.

Michael Jackson comprou a empresa Northern Songs, que era a proprietária da maioria das canções compostas por Paul McCartney e John Lennon como membros dos Beatles, em meados dos anos 80, em um leilão no qual ofereceu mais dinheiro do que o baixista do grupo.

Esses 50% sobre os direitos das músicas dos Beatles é um dos ativos mais rentáveis e com garantia de futuro do falecido cantor, já que o seu valor estimado está em torno dos US$ 480 milhões.

McCartney declarou que, embora a amizade que manteve com Jackson nos anos 80 tenha se debilitado ao longo do tempo, ambos nunca deixaram de se considerar amigos, e tem “uma lembrança carinhosa” do tempo que passaram juntos.

“Em momentos como este, a imprensa tende a inventar coisas. Portanto, de vez em quando sinto a necessidade de deixar as coisas claras”, termina o comunicado.

Autor Dan Brown muda para Washington por novo livro

Posted in Literatura, Religião with tags , , , on 9 09UTC Julho 09UTC 2009 by gm54

Capa do Livro "O símbolo perdido"

Capa do Livro "O símbolo perdido"

O autor Dan Brown está de mudança para Washington para continuar com a sua bem-sucedida série de livros sobre a teoria da conspiração O Código Da Vinci.

O último romance de Brown, O Símbolo Perdido, será lançado a 15 de setembro e de novo retrata o simbologista fictício de Harvard Robert Langdon, numa história que se realiza num período de 12 horas.

O local e a trama do livro estavam guardados em segredo até que a editora lançou duas capas do livro nesta quarta-feira, no início de uma campanha promocional que inclui palavras cruzadas online e códigos.

A capa norte-americana do livro traz uma imagem do Capitólio com um lacre de cera vermelho contra um fundo de símbolos, enquanto a capa na Grã-Bretanha e na Austrália traz o Capitólio e uma chave.

O editor de Brown nos Estados Unidos, Jason Kaufman, da Knof Doubleday, uma marca da editora Random House, disse em um comunicado que o livro é “em grande medida” passado em Washington, mas “é uma Washington pouco reconhecida”.

“Como podemos esperar, o escritor tira o véu – revelando um mundo não visto de misticismo, sociedades secretas, e locais escondidos… que mostra uma época anterior da América”, disse Kaufman.

O Símbolo Perdido terá 6,5 milhões de cópias na primeira impressão em língua inglesa – a maior impressão da Random House, uma unidade do grupo alemão Bertelsmann AG.

O Código Da Vinci teve mais de 81 milhões de cópias impressas desde seu lançamento em 2003 e ficou no topo dos livros mais vendidos no mundo todo, com uma história que despertou indignação no Vaticano e em muitos católicos devido à história ficcional sobre conspiração na Igreja.

“Sei quem assassinou Michael”, diz Latoya Jackson

Posted in Word Music with tags , , , on 12 12UTC Julho 12UTC 2009 by gm54
Janet (e) e Latoya Jackson (d) participando no tributo a Michael ao lado de Paris e Prince Michael II

Janet (e) e Latoya Jackson (d) participando no tributo a Michael ao lado de Paris e Prince Michael II

Latoya Jackson é a capa neste domingo, 12, de dois dos principais jornais sensacionalistas britânicos, o “News of the World” e “The Mail on Sunday”, nas quais a irmã do “rei do pop” assegura que Michael foi assassinado e que ela sabe quem são os assassinos.

No “News of the World” Latoya afirma que são várias as pessoas responsáveis pela morte do seu irmão e que a razão foi “uma conspiração para ficar com o dinheiro de Michael”. As suas declarações foram feitas dois dias depois que o chefe da polícia de Los Angeles admitiu que o assassinato era uma das linhas de investigação, algo sobre o que Latoya não tem dúvidas.

“Houve uma conspiração. Acho que foi tudo pelo dinheiro. Michael valia mais de US$ 1 bilhão em ativos por direitos de difusão musical e alguém o matou por isso. Valia mais morto que vivo”, diz a irmã mais velha do cantor, que não dá nomes em nenhum momento sobre quem possam ser os assassinos.

Latoya assegura que esse “grupo de pessoas” roubou US$ 2 milhões em dinheiro e várias joias da casa do seu irmão, que o viciaram nas drogas, que o isolaram da sua família e amigos “para que se sentisse só e vulnerável”, e que o obrigaram a trabalhar “até a extenuação” para continuar a ganhar dinheiro.

Michael, segundo o testemunho de Latoya, não queria dar a série de 50 shows que deviam ter começado nesta segunda-feira em Londres. “Há menos de um mês, eu disse que pensava que Michael ia morrer antes das actuações de Londres porque estava rodeado de gente que não abrigava as melhores intenções no seu coração”, diz Latoya, que define o seu irmão como uma pessoa “muito dócil, calada e carinhosa, da qual as pessoas se aproveitavam”.

“Nunca achei que Michael vivesse até ficar idoso”, assinala a entrevistada, convencida de que Michael Jackson era “a pessoa mais só do mundo” e que “antes ou depois ia lhe acontecer algo terrível”.

Nas entrevistas revela outros detalhes, como que o cantor não morreu na sua cama, mas na do médico que vivia com ele, Conrad Murray, o qual acusa de desaparecer do hospital ao qual foi levado o cantor quando ela começou a fazer-lhe perguntas. Latoya assegura que foi ela quem insistiu em que fosse feita uma segunda autópsia no cadáver após ver que “tinha marcas de picadas no pescoço e nos braços”, e antecipou que conhecer os resultados finais “será um choque” para todo mundo.

Também afirma que espera que se encontre um testamento do seu irmão posterior ao de 2002, no qual Michael Jackson expressa o seu desejo que os seus filhos vivam com Diana Ross, e que “as histórias que o seu coração foi tirado (durante a autópsia) não são verdade”.

Sobre o futuro dos filhos do “rei do pop”, Latoya declara que nunca deixará que vão viver com sua mãe biológica, Debbie Rowe, à qual acusa de fazer parte do tipo de pessoas que “esteve junto a Michael só porque lhe interessava o seu dinheiro”. Latoya acredita que as crianças continuem com os Jackson e dá alguns detalhes de como reagiram à morte do seu pai. Segundo o seu relato, as crianças não pararam de chorar até que puderam passar 30 minutos junto ao corpo do seu pai e puderam se despedir dele.

Vídeo inocenta Obama de “admirar” jovem brasileira na Itália

Posted in Uncategorized with tags , on 12 12UTC Julho 12UTC 2009 by gm54
A imagem divulgada na quinta-feira, 9, mostra os presidente a olhar para a jovem Mayara

A imagem divulgada na quinta-feira, 9, mostra os presidente a olhar para a jovem Mayara

Um vídeo divulgado nesta sexta-feira, 10, pelo canal americano de notícias ABC News provou que o presidente americano, Barack Obama, não estava a admirar a adolescente brasileira Mayara Tavares em Áquila, na Itália, durante o encontro do G-8, como foi sugerido após a divulgação de uma foto em que o chefe de Estado americano e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, aparecem a olhar para a jovem.

O vídeo mostra o Obama virando-se para ajudar uma mulher a descer os degraus no momento em que Mayara passava e por isso, segundo o canal americano, isenta o presidente. O mesmo, entretanto, não se pode dizer de Sarkozy, que aparece no vídeo a desviar o olhar em direcção à jovem e mostra-se “interessado” na imagem divulgada. Mayara esteve em Áquila a representar o J-8, grupo de jovens que acompanha o encontro do G-8.

A cena do vídeo, entretanto, mostra Obama a ajudar uma mulher, enquanto Sarkozy aprecia "as partes" da moça

A cena do vídeo, entretanto, mostra Obama a ajudar uma mulher, enquanto Sarkozy aprecia "as partes" da moça

Leilão de retrato de Michael Jackson pintado por Andy Warhol adiado por excesso de licitações

Posted in Artes Plásticas, Word Music with tags , , , on 14 14UTC Julho 14UTC 2009 by gm54
A venda do quadro, que estava prevista para o passado domingo, pode alcançar os 10 milhões de dólares

A venda do quadro, que estava prevista para o passado domingo, pode alcançar os 10 milhões de dólares

Uma galeria de Nova Iorque anunciou hoje o adiamento de um leilão de um retrato de Michael Jackson pintado por Andy Warhol em 1984, devido ao grande número de licitadores que se mostraram interessados na obra.

“O leilão despertou grande interesse e comprovar que todos os participantes dispõem de fundos bancários exige tempo”, explicou Vered, a artista e co-proprietária da galeria que tem o seu nome, adiantando que o leilão se vai manter até ao dia 15 de Agosto.

O quadro – que, segundo Vered, teve ofertas que alcançaram um milhão de dólares – reproduz numa tela de 76 por 66 centímetros um Michael Jackson sorridente envergando o emblemático traje vermelho que o popularizou com o album “Thriller”.

Trata-se de um retrato do “rei da pop” pintado pelo “rei da arte pop”, que em cinco anos duplicará o preço. É um grande investimento”, assegurou Vered.

A galeria obteve a obra de um colecionador privado, após a morte do cantor no passado dia 25 de Junho.

A venda do quadro, que estava prevista para o passado domingo, pode alcançar os dez milhões de dólares.

Espectáculos: para ver e não para ouvir

Posted in Uncategorized with tags , , , , , , on 18 18UTC Julho 18UTC 2009 by gm54

Collage Poster ao jazz

Por Edmundo Galiza Matos

“Os músicos podem ser muito diferentes mas o objectivo é sempre o mesmo: tocar as pessoas emocionalmente através do som”. Brandford Marsalis, “Público”

Amigos meus e ocasionais ouvintes do “Clube dos Entas” têm estranhado o facto de nunca me terem enxergado nos espectáculos de música realizados nas cidades de Maputo e Matola. Consideram até que, sendo eu produtor de um programa de rádio, mais virado para a música e para factos com ela relacionados, seria natural que me interessasse também pelos eventos que amiúde têm lugar nas duas cidades. Até para me documentar e informar sobre a quantas anda a nossa música…

Porque nunca fui capaz de lhes satisfazer a curiosidade, não lhes restou outra alternativa senão conjunturar que o meu alheamento só podia residir ou num absurdo pedantismo ou então que a idade já não me permitia passar pelos excessos, habituais entre nós, sobretudo em eventos musicais. Logo eu, um credenciado noctívago e cervejeiro ajuramentado… É mesmo estranho, não encaixa.

“Pedantismo” ou “velhice”, em qual das duas categorias me situo? eis uma questão sobre a qual nunca procurei dar uma reposta, mesmo para comigo próprio, pese embora este “comportamento desviante” me azucrine a cachola, sempre que se anuncia mais um espectáculo.

Hoje, muito embora não se conheça para breve qualquer evento cultural musical, não resisti à tentativa de procurar uma resposta para o enigma, “clicada” após a leitura de uma entrevista de Brandford Marsalis, esse grande saxofonista norte-americano, conceddida à jornalista Cristina Fernandes, do jornal português “Público”, no passado dia 10.

No excerto dessa intervenção do Brandford, que a seguir transcrevo, julgo que pode estar a residir uma das razões porque ando na contra-mão da “moda” dos espectáculos: “Em muitas sociedades, como é o caso da norte-americana, as pessoas ainda vão aos concertos para ver e não tanto para ouvir. É por isso que quando se fala do Michael Jackson os temas são as luvas, as jaquetas, o seu comportamento ou as coisas estranhas da vida dele, mas há muito pouca discussão sobre a voz”.

Ora aí está: Haverá por aí quem possa desmentir esta leitura de um dos rebentos da família Marsalis? Ninguém, pelo simples facto de que as grandes assistências dos nossos eventos culturais serem movidas por outros motivos que não os estritamente culturais. Ou seja: pretexto para a troca de copos, fuga a uma realidade cada vez mais incontrolável, exibição das mais extravagantes futilidades, para não dizer quinquilharias (telefones, vestuário, carros, etc). Objectivamente, está-se perante mais um fénomeno de alienação das multidões e não do que devem ser os eventos culturais dignos desse nome.

De outra faceta tão interessante quanto aquela se revestem os espectáculos musicais que se realizam entre nós, mormente os que se dizem de Jazz, a maioria dos quais, tendo como cabeças de cartaz nomes nacionais e uns tantos estrangeiros.

Confesso o receio de parecer pedante mas não posso esconder o meu desacordo quanto a esta matéria, sobretudo quando os nossos promotores de espectáculos, erradamente, atribuem a este ou aquele artista ou grupo, a qualidade de executantes do género Jazz.

Se me pedirem uma definição do que é Jazz direi sem rodeios que não a tenho. De uma coisa porém estou certo: Jazz, meus senhores, pode ser tudo, menos o que se ouve em qualquer “Senta Baixo” deste país e, na melhor das hipóteses, nos momentos que antecedem a chegada dos recém-casados aos tradicionais “copos d’Agua”. Bob James e o seu “Four Play” e Jimmy Dludlu, só para citar dois nomes conhecidos, entre uma garfada e outra, sabem muito bem aos comensais esfomeados que pululam as nossas festas. O Jazz não cabe neste esquema. Tenho dito.

60 anos depois, o Scala vai vender sapatos, roupas e mobílias

Posted in Arquitectura, Turismo with tags , , on 20 20UTC Julho 20UTC 2009 by gm54
Scala: retoques para a reabertura

Scala: retoques para a reabertura

Sessenta anos depois da sua entrada em funcionamento, a Pastelaria “Scala”, em plena baixa da cidade de Maputo, vai ser reaberta em Setembro próximo, agregando outras áreas comerciais para além da pastelaria, como seja, a venda de calçado, vestuário e mobiliário.

Aberto no distante ano de 1949, o “Scala” encerrou as suas portas em 2001, alegadamente porque os seus proprietários, após verem recusada a sua intenção de transformar o estabelecimento para fins para as quais não estava vocacionado, declararam falência.

Aparentemente a saída encontrada para que o emblemático lugar abrisse portas foi esta: integrar no espaço pequenas outras lojas, para além dos serviços de restauração.

Que as Natas do "novo" Scala não saibam a sapatos

Que as Natas do "novo" Scala não saibam a sapatos

Na capital moçambicana e um pouco por todas as grandes cidades, tornou-se comum transformar restaurantes, snack-bares e cervejarias, em lojas, armazéns de mercadoria diversa e locais de culto.

Restaurantes, Cafés, Snack-Bares e Cervejarias, outrora ex-líbris da cidade de Maputo, frequentados por todo tipo de pessoas e pontos de referência turística, desapareceram, dando lugar a outras actividades e serviços. O fenómeno, estancado pela edilidade de Maputo após alguns tímidos protestos de umas poucas pessoas preocupadas com a sua descaracterização, terá sido desencadeado por alguns sectores fundamentalistas da sociedade, numa cruzada destinada a eliminar o que consideram locais de profusão do pecado.

Reabre o “Scala” depois da sua reabilitação, fecha o “Continental”, outro estabelecimento de referência situado defronte da pastelaria. Tanto quanto é do conhecimento público, o seu encerramento foi ditado pelo tribunal judicial de Maputo, que arrestou os seus bens em virtude de o proprietário estar a braços com salários dos empregados em atraso e outras obrigações fiscais não saldadas.

Com as montras tapadas com jornais, o “Continental” deixa assim de ser aquele local para onde empregados do comércio, escritórios, bancários, jornalistas e escritores e outros, iam para a habitual “bica” de café, para o “Mata-bicho”, lanche e a leitura de jornais. Os “habitués” ociosos, de que ninguém conhece a proveniência dos seus rendimentos, viram-se assim desprovidos da esplanada deste local, de onde, de manhã até as primeiras da noite, apreciavam o desfile das lânguidas beldades da cidade.

A dúvida agora é: quais serão os caminhos que o “Continental” terá que trilhar até a sua reabertura e se será ou não desmembrado, passando a integrar lojas de venda de calçado, vestuário e mobiliário, e a restauração como actividade secundária. A ver vamos.

A ver vamos também qual é o destino que o Conselho Municipal de Maputo ao histórico Prédio Pott, nas imediações do Scala e do Continental. Em ruínas e refúgio dos chamados “meninos da rua” e adolescentes marginais, o “Pott” é uma autentica relíquia arquitectónica a espera de uma decisão. O mais certo, dado o seu avançado estado de degradação, é que seja demolido para dar lugar a um mastodonte de ferro e cimento.

Prince faz o primeiro de dois shows no Festival de Montreux

Posted in Word Music with tags , , , , on 20 20UTC Julho 20UTC 2009 by gm54
Prince esconde dos jornalistas o rosto

Prince esconde dos jornalistas o rosto

O cantor americano Prince atendeu no sábado, 18, às expectativas de um público de quatro mil pessoas, no primeiro dos dois shows que encerraram o Festival de Jazz de Montreux, os únicos que fará este ano na Europa.

When I Lay My Hands On You abriu o concerto, em que o cantor esteve acompanhado por uma versão menor da sua banda, já que apenas quatro o acompanharam no show.

O grupo tinha ensaiado 11 canções, mas tocou 17. A diferença saiu do improviso, em que temas dos anos 80, como Little Red Corvette e Somewhere Here on the Earth, apareciam entre sons mais recentes, como Elixir.

O orçamento dos dois shows chega a 1 milhão de euros, que foram cobertos apenas pela venda de ingressos, esgotados em menos de oito minutos na internet.

Foi há 40 anos na TV americana

Posted in Word Music with tags , , , on 20 20UTC Julho 20UTC 2009 by gm54

Paul McCartney apresenta-se no telhado do Ed Sullivan Theater em Nova Iorque nos EUA na quarta-feira os Beatles fizeram a sua estreia na TV americana no mesmo localPaul McCartney apresenta-se no telhado do Ed Sullivan Theater em Nova York, nos EUA, na quarta-feira. Os Beatles fizeram sua estreia na televisão americana no mesmo local.

E se Jimi Hendrix tivesse sido assassinado?

Posted in Word Music with tags , , on 20 20UTC Julho 20UTC 2009 by gm54

Jimi Hendrix 1

Michael Jackson morreu há trés semanas e já há quem garanta que o Rei da Pop encenou a sua morte e que andará pela Terra anónimo, afastado da pressão mediática e livre das monstruosas dívidas que acumulou. Nada de surpreendente. Afinal, para muitos, Elvis continua vivo desde que morreu em 1977. Já quanto a Jimi Hendrix, as dúvidas relativas às circunstâncias da sua morte, tendo existido, nunca atingiram dimensão de mito urbano. “Rock Roadie”, livro de memórias de James “Tappy” Wright, antigo “road manager” de Hendrix, pode alterar tudo isso: Jimi foi assassinado, diz.

A premissa é simples, mas digna de guião de filme de Máfia. O britânico “The Times”, o primeiro jornal a entrevistar Wright acerca de revelação, divulgada há cerca de um mês, apresenta-a pormenorizadamente. Dia 18 de Setembro de 1970, o guitarrista de “Purple Haze” não terá sufocado no seu próprio vómito, depois de uma noite regada a álcool e da ingestão de vários comprimidos. Wright alega que um grupo invadiu o quarto de hotel onde Jimi estava hospedado, forçando-o a ingerir o vinho e os comprimidos que o vitimaram. O “road manager” sabe-o porque isso mesmo lhe terá confessado em 1973 Mike Jeffery, presumível autor moral do crime, “manager” de Hendrix e personagem de percurso nebuloso: serviu os serviços secretos britânicos no canal do Suez, dava-se com a máfia americana e tinha conhecimentos na CIA e no FBI. Jeffery já não poderá confirmar a história – morreu num acidente de avião, um mês depois da alegada confissão.

O motivo para o assassinato, investiga o “Times”, seriam as dívidas monstruosas que Jeffery vinha acumulando. Dividas que se veria impossibilitado de saldar se Hendrix, descontente com as decisões do “manager” (em 1967 meteu-o numa digressão desastrosa com os Monkees; em 1968, tentou impedi-lo de lançar o álbum duplo “Electric Ladyland”; em 1969 pretendia obrigá-lo a contratar músicos brancos para a sua banda), levasse em frente a decisão de o despedir. Um seguro de vida de Jimi Hendrix, no valor de dois milhões de dólares e revertendo em nome de Mike Jeffery, que este celebrara algum tempo antes, como era norma no meio, poderia ser a sua salvação. Como escreve o “Times”, Jimi vivo não valeria nada ao seu quase ex-manager. Morto, é fazer as contas.
James Wright conta que, à altura, o medo que Jeffery lhe incutia o impediu de revelar a confissão. Acrescenta que se manteve calado após a sua morte por receio de ser directamente implicado no caso.

jimyEntre os entrevistados no artigo do “Times”, figuras próximas do guitarrista, as reacções dividem-se. Alguns reconhecem que pode existir um fundo de verdade nas alegações de Wright. Outros, mesmo recordando o fundo sinistro de Jeffery, negam peremptoriamente que possa ter ordenado o crime. Joe Boyd, o histórico produtor que, em 1973, realizou o primeiro documentário dedicado a Jimi Hendrix, é um deles. Isto até lhe serem revelados os relatórios médicos e as memórias do polícia e dos enfermeiros que acorreram ao quarto de hotel londrino naquele 17 de Setembro de 1970 – a história é contada em “The Final Days of Jimi Hendrix”, de Tony Brown, publicado em 1997.

Segundo eles, a porta do quarto estaria escancarada, sugerindo uma saída apressada, e Hendrix completamente vestido, o que contraria a tese oficial, segundo a qual teria ingerido uma quantidade exagerada de comprimidos para conseguir dormir durante várias horas. Mais: o autor da autópsia descobriu-lhe uma grande quantidade de álcool nos pulmões, mas pouco tinha sido, à altura da morte, absorvida pela corrente sanguínea – o que vai ao encontro da tese de assassinato.

O agora sexagenário James Wright não dedica grande espaço a toda esta história no seu novo livro, centrado na sagrada trindade “sexo, drogas & rock’n'roll”. Dela, mais sexo, menos droga, sabemos praticamente tudo. Já uma teoria da conspiração, para mais bem montada, com pormenores aparentemente credíveis, é sempre um festim para os cultores da mitologia pop. Já fazia falta uma assim para Hendrix. Ei-la.

Obra inacabada de Graham Greene vai ser completada por leitores

Posted in Literatura with tags , , on 21 21UTC Julho 21UTC 2009 by gm54

Graham Greene

Um romance inacabado de Graham Greene (1904-1991) está a ser publicado numa revista norte-americana durante este mês, que convida os leitores a terminarem o enredo. “The Empty Chair” (“A Cadeira Vazia”, numa tradução literal), com apenas cinco capítulos concluídos pelo autor e cerca de 22 mil palavras, conta a história de um assassinato misterioso.

O enredo começa quando Alice Lady Perriham, uma actriz casada com um aristocrata, dá uma festa em sua casa, onde os convidados encontram o corpo do “taciturno, mal-humorado, bruto” Richard Groves, com uma faca espetada no peito.

A obra aproxima-se das histórias de misteriosos assassinatos cometidos em casas de campo típicos de Agatha Christie. Mas “a história de Graham Greene tem uma reviravolta única”, conta Andrew Gulli, editor da revista “The Strand Magazine”, que está a publicar o romance.

O autor iniciou o romance em 1926, quando tinha apenas 22 anos. Mas “o estilo da caracterização de Graham Greene está lá”, diz Gulli. Descoberto no ano passado por François Gallix, estudioso das obras de Greene, no Centro de Humanidades na Universidade do Texas, o texto marca um ano importante na vida do escritor, pois, segundo o seu biógrafo, foi quando se converteu ao catolicismo, começou a trabalhar como subeditor no jornal londrino Times e decidiu tornar-se um escritor de sucesso.

“The Strand Magazine” irá publicar um capítulo por semana nas próximas cinco edições e está a ponderar lançar um concurso para completar a história. “Se estiverem interessados em encontrar um autor (para terminar o romance), isso será óptimo; se quiserem fazer um concurso com os leitores, também será excelente”, continua o editor da revista, inspirada numa publicação do final do século XIX que tratava mistérios fictícios como os de Greene, Christie, Rudyard Kipling e Arthur Conan Doyle.

Graham Greene é mundialmente conhecido por obras como “O Condenado”, “O Nosso Agente em Havana”, “O Poder e a Glória”, “O Americano Tranquilo” e “Monsenhor Quixote”.

Álbum inédito para 50 anos de Astérix

Posted in Uncategorized with tags , , on 29 29UTC Julho 29UTC 2009 by gm54
O cinquentenário

O cinquentenário

O principal evento das celebrações dos 50 anos de Astérix será a edição de um álbum de 56 páginas, com histórias curtas inéditas, a lançar a nível mundial, em 15 línguas, a 22 de Outubro deste ano.

O anúncio já é oficial e está no recém-renovado site de Astérix, o pequeno guerreiro gaulês criado por Goscinny e Uderzo para o número inaugural da revista “Pilote”.

A celebração do aniversário inclui a edição do livro “Astérix & Compagnie”, oferecido gratuitamente na compra de dois álbuns da colecção, que nas suas 48 páginas em formato A5 reúne mais de três dezenas de retratos (escritos e desenhados) de algumas das mais marcantes personagens do universo Astérix, entre gauleses, romanos, piratas e outros.

Morreu o pioneiro do jazz moderno George Russell

Posted in Uncategorized with tags , , , on 29 29UTC Julho 29UTC 2009 by gm54
Russell foi um dos principais autores do jazz moderno do pós-guerra

Russell foi um dos principais autores do jazz moderno do pós-guerra

Russell morreu ontem à noite em Boston (no noroeste do estado de Massachusetts) devido a complicações da doença de Alzheimer.

Russell foi um dos principais autores do jazz moderno do pós-guerra. Trabalhou com Miles Davis, Charlie Parker e John Coltrane. Dirigiu a sua própria orquestra, a Internacional Living Time Orchestra. Em 1953 consagrou-se um dos maiores teóricos do jazz, quando escreveu “Lydian Chromatic Concept of Tonal Organisation”, obra de referência nos estudos do jazz.

Leccionou na Universidade de Boston, recebeu vários prémios Grammy e o reconhecimento da comunidade musical americana que lhe atribuiu diversas recompensas.

Nos anos 1940, Russell criou para a orquestra de Dizzy Gillespie a primeira fusão do jazz com ritmos africanos e cubanos, “Cubano be, Cubano bop”, apresentada em 1947, no Carnegie Hall, em Nova Iorque.

Na década seguinte alcança maior fama com o álbum “The Jazz Workshop”, onde figuravam sonoridades de jazz-rock que surgiriam em força somente vinte anos depois.

Ney Matogrosso leva prêmio por influência na música brasileira

Posted in Uncategorized with tags , , on 29 29UTC Julho 29UTC 2009 by gm54

neymatogrossoO cantor Ney Matogrosso foi contemplado nesta terça-feira, 28, com o Prêmio Shell de Música. A escolha se deu com base nos votos do júri, dentre os quais compositores, jornalistas e críticos de música.

“Escolhemos o Ney pela sua atemporalidade e forma como trabalha com diferentes estilos musicais. Ele pode ser considerado um cantor-produtor devido à cuidadosa escolha do repertório que interpreta e dos músicos que o acompanham, além de trazer à cena novos compositores”, justificou a crítica Roberta Sá, uma das juradas.

Desde o ano passado, o prêmio passou a considerar como critério a contribuição ao cenário musical brasileiro, permitindo que intérpretes, além de compositores, concorressem ao troféu.Tom Jobim, Caetano Veloso e Chico Buarque são alguns dos vencedores anteriores. A cantora Maria Bethânia foi a vencedora do ano passado

1 de agosto de 2009: Moçambique mais moçambicano

Posted in Uncategorized with tags , , , , , on 31 31UTC Julho 31UTC 2009 by gm54

Empreendimento de maior vulto de Moçambique independente. Ao fundo, torre de energia gerada na HCB, outro "monstro" da economia moçambicana

Empreendimento de maior vulto de Moçambique independente. Ao fundo, torre de energia gerada na HCB, outro "monstro" da economia moçambicana

E agora, conseguimos concretizar esse grande sonho de todos nós … os 20 milhões de moçambicanos … este grande sonho de unir o país fisicamente, a partir de Caia e Chimuara” – palavras proferidas aos microfones da RM pelo Engenheiro Elias Paulo, esse moçambicano dirigiu as obras daquele que a partir de amanhã, 1 de agosto, ostentará o nome de um outro símbolo: Armando Emílio Guebuza.

Imagem registada trés dias antes da inauguração da ponte. Fica para a história ...

Imagem registada trés dias antes da inauguração da ponte. Fica para a história ...

Por Edmundo Galiza Matos e Stélio Bacar (fotos)

A imperiosidade da construção de uma ponte sobre o Rio Zambeze sempre esteve presente desde que Moçambique se tornou independente em junho de 1975. Não apenas por motivos meramente económicos mas, e sobretudo, porque a remoção daquele obstáculo natural à livre circulação de pessoas e bens, era e é visto como um factor importante a acrescentar ao projecto de criação de um Moçambique verdadeiramente unido, do Rovuma ao Maputo.

Trinta e quatro anos depois da conquista e proclamação da soberania dos moçambicanos, eis pois que o sonho se vai tornar realidade quando amanhã, 1 de agosto, o Presidente da República, Armando Emílio Guebuza, atravessar num veículo os 2.376 metros desta infra-estrutura erguida alguns metros acima do caudaloso canal Rio Zambeze.

Imagem do autor do Blog, registada em outúbro de 2008, a ponte ainda em fase de construção

Imagem do autor do Blog, registada em outúbro de 2008, a ponte ainda em fase de construção

Para a história ficará então o registo do 1 de Agosto de 2009 como um marco inigualável em que os moçambicanos lograram atingir mais uma vitória, com a qual a independência e a unidade da nação fica mais cimentada.

O povo moçambicano está assim perante a mais importante obra de engenharia construída desde 1975, pondo fim a toda a uma série de constrangimentos que obstaculizavam os esforços de desenvolvimento visando acabar com a pobreza de milhões de pessoas.

“E agora, conseguimos concretizar esse grande sonho de todos nós … os 20 milhões de moçambicanos … este grande sonho de unir o país fisicamente, a partir de Caia e Chimuara” – palavras proferidas aos microfones da Rádio Moçambique pelo Engenheiro Elias Paulo, esse moçambicano que, dia e noite, ombro a ombro com outros compatriotas seus, dirigiu as obras deste símbolo nacional que a partir de amanhã, 1 de agosto, ostentará o nome de um outro símbolo: Armando Emílio Guebuza.

Armando Emílio Guebuza, o nome da ponte

Armando Emílio Guebuza, o nome da ponte

Especificações técnicas da ponte

A luta contra este grande obstáculo que “cortava profundamente” o país entre o sul e o norte do país, houve uma primeira tentativa interrompida no início da década de 1980 do século passado com o recrudescer da guerra de desestabilização protagonizada pelos regimes anacrónicos da então Rodésia do Sul e do apartheid na África do Sul.

Tendo como principal patrono o primeiro presidente de Moçambique, Samora Moisés Machel, conseguiu-se erguer os dois encontros e alguns pilares da futura ponte, entretanto destruídos quando o projecto foi revisto para dar lugar ao actual.

A ponte que vai entrar finalmente em funcionamento a partir deste 1 de agosto, cujo custo foi de 76 milhões de euros, está dividida em duas partes, designadamente a chamada “Ponte Principal” que atravessa o Canal do Zambeze, onde os pilares são diferentes dos erguidos nos viadutos de aproximação sobre a planície de inundação do rio.

Note-se que por altura das cheias, o rio Zambeze inunda a planície junto da ponte, saindo do seu leito por cinco quilómetros, situação que condicionava a travessia de pessoas e seus haveres entre uma margem e outra.

Os pilares em fase de implantação

Os pilares em fase de implantação

As distancias entre os pilares da ponte principal atingem os 135,5 metros, assim dimensionados para permitir a navegabilidade do rio. Já os vãos na ponte de aproximação estão distanciados entre si por 56 metros, o que permitirá uma segura circulação de viaturas em casa de inundações.

A estrutura da ponte em betão armado tem 2.376 metros e, o conjunto de toda a infra-estrutura – entre Caia (Sofala) e Chimuara (Zambézia) – atinge os cerca de 4.9 km.

A ponte tem 16 metros de largura com duas faixas de rodagem que permitirão a circulação de veículos nos dois sentidos, duas bermas para estacionamento das máquinas em caso de avarias e a circulação de motociclos e ciclistas, para além de dois passeios para os peões.

Na margem sul do empreendimento, do lado da província de Sofala (Caia) foi instalada uma portagem que servirá igualmente para prevenir eventuais embaraços no normal fluir do tráfego de veículos.

A circulação nos dois sentidos vai ocorrer sem limitações temporais ou de peso dos veículos.

Em duas ocasiões as obras de construção da ponte foram abaladas por cheias – 2006/7 e 2007/8 – causando alguns constrangimentos para o cumprimento dos prazos de execução do empreendimento.

Em função disso decidiu o governo conceder ao empreiteiro mais 80 dias para além do prazo inicialmente estabelecido para conclusão da obra e evitando-se que tal só se verificasse para além de 2009.

Recorde-se que o primeiro projecto desta ponte, concebida em 1978, previa um tabuleiro com pouco mais de 9 metros de largura, uma dimensão que hoje estaria largamente desajustada em função do actual parque automóvel do país.

“Infelizmente, morreram dois trabalhadores”, Eng. Elias Paulo

Barracas que funcionavam junto da travessia do Batelão, focos de prostituição e disseminação do HIV-Sida

Barracas que funcionavam junto da travessia do Batelão, focos de prostituição e disseminação do HIV-Sida

Para o Engenheiro de Construção Civil, Elias Paulo, Director do Projecto, a primeira ilação que se tira após a conclusão da obra, foi a criação da interacção entre o dono da obra (governo), a fiscalização e o empreiteiro, três partes que, em algumas fases da obra, funcionaram como um único corpo e coeso, cuja missão era construir a ponte dentro do prazo estabelecido.

“Esta postura das partes permitiu que as obras ficassem concluídas nos três anos aprazados”, considera o Eng. Paulo, um homem satisfeito também pelo facto de não se ter registado sequer uma greve ou qualquer outra manifestação que pudesse colocar em causa o objectivo almejado.

A aposta na mão-de-obra local, ou seja, a não “importação” de trabalhadores de outros pontos do país para a execução da empreitada, foi, no entender do director do projecto, um ganho de dimensões incomensuráveis para as comunidades de Caia e Chimuara.

Com a entrada em funcionamento da ponte, este pescador vai perder a clientela

Com a entrada em funcionamento da ponte, este pescador vai perder a clientela

“Até os conflitos e instabilidade conjugais, que muito bem poderiam ser causados por trabalhadores-solteiros (as) de outras paragens, foram evitadas”, sustenta.

O princípio bem sucedido em Moçambique de envolver as comunidades nos planos de desenvolvimento foi fundamental para o bom andamento das obras, de acordo com o engenheiro Elias Paulo.

“Até os problemas sociais que amiúde surgem no seio das comunidades e que de alguma forma poderiam afectar o bom andamento da obra, eram discutidos e encontradas as necessárias soluções”.

Outro ganho inquestionável foi o facto de a Ponte Armando Emílio Guebuza ter formado operários locais qualificados que, a determinada altura da obra, tomaram “conta do recado” sem que os especialistas (supervisores) estivessem a controlá-los.

Dê o seu voto: Gimo Remane e Deodato Siquir: melhores artistas africanos na Dinamarca?

Posted in Uncategorized with tags , , , , on 2 02UTC Agosto 02UTC 2009 by gm54

CA.flyer2009Os moçambicanos residindo ou não na Dinamarca podem participar no processo de votação do melhor artista africano 2009 naquele país europeu.

Dois artistas moçambicanos figuram entre os eleitos, nomeadamente os músicos Gimo Remane e Deodato Siquir.

Fontes ligadas à organização do evento revelaram à Rádio Moçambique que quem quiser votar poderá fazê-lo tantas vezes quantas vezes quiser.

O voto deverá ser dirigido para o endereço electrónico www.celebrateafrica.dk.

Deodato Siquir vai a votos na Dinamarca

Deodato Siquir vai a votos na Dinamarca

O anúncio do melhor artista africano 2009 na Dinamarca está agendado para o próximo dia três de outubro.(x)

Cinema: O eterno fascínio dos filmes de ‘gangsters’

Posted in Uncategorized with tags , , , on 6 06UTC Agosto 06UTC 2009 by gm54

O filme “Inimigos Públicos”, é o mais recente de Michael Mann, que apresenta Johny Depp a recriar a figura de John Dillinger, um dos mais célebres ‘gangsters’ da América dos anos 30. O filme reflecte uma vez mais uma antiga atracção do cinema norte-americano por este universo.

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Quando John Dillinger foi morto pelo FBI em Chicago, a 22 de Julho de 1934, à saída do Biograph Theater, tinha acabado de ver Manhattan Melodrama, um filme de gangsters com Clark Gable, William Powell e Myrna Loy. Ou seja, tinha estado a entreter-se com uma encenação cinematográfica da sua actividade, mas por razões óbvias, nunca ninguém chegou a saber o que Dillinger achou do filme.
Na sua crítica no The New York Times a Inimigos Públicos, de Michael Mann, Manohla Dargis refere o “perene romance” que o cinema americano tem com os “criminosos de época”. E apesar de ultimamente, Hollywood não ter sido muito fiel a essa relação (o último filme de gangsters de nota foi Os Intocáveis, de Brian De Palma), ainda a Lei Seca estava em vigor e muitos dos mais temidos nomes do crime estavam vivos e em actividade.
Alguns dos melhores desses filmes continuam a ser os primeiros, quer pelo talento dos seus realizadores e argumentistas e pelo carisma imperecível dos seus actores, quer por um realismo directamente bebido nos acontecimentos e nas figuras retratadas. É o caso de O Pequeno César, de Mervyn Le Roy (1931), com Edward G. Robinson; de O Inimigo Público, de William Wellman (1931), tão popular na altura que chegou a passar em sessões contínuas, com James Cagney no papel que o lançou e instalou a sua imagem de “duro”; ou de Scarface, de Howard Hawks, com Paul Muni (1932), este vagamente baseado na vida de Al Capone. Que, diz-se, gostava tanto da fita, que tinha uma cópia para ver em privado.
Se o western é a epopeia americana, o filme de gangsters pode ser encarado como o anti-épico, um género de ambiente urbano, com personagens anti-heróicas e não-exemplares, representativo de valores negativos, gerados pelo lado mais negro da sociedade dos EUA. Mas como notou a citada crítica do The New York Times, os espectadores, americanos ou não, sentados na segurança confortável dos cinemas, desde logo se mostraram fascinados pelas vidas, pelas histórias e pelas acções dos gangsters, reais ou ficcionais. E os estúdios têm continuado a alimentar essa fascinação ao longo das décadas.
John Dillinger, por exemplo, teve a primeira aparição no cinema em Dillinger, de Max Nosseck (1945), interpretado por Lawrence Tierney, foi biografado por John Milius, com os traços de Warren Oates, no empolgante Dillinger (1973), e Lewis Teague contou a história da mulher que o traiu ao FBI numa excelente série B de 1979, A Mulher de Vermelho. James Cagney tornou-se no gangster’s gangster graças a Anjos de Caras Sujas, de Michael Curtiz (1938), The Roaring Twenties, de Raoul Walsh (1939) – em ambos ao lado de um Humphrey Bogart em ascensão – ou Fúria Sanguinária, também de Walsh (1949). Roger Corman filmou o Massacre de S. Valentim em O Grande Massacre (1967), e deu a Charles Bronson o papel do título em Machine-Gun Kelly (1958), enquanto Don Siegel transformou Mickey Rooney em Baby Face Nelson no filme homónimo de 1957. Arthur Penn filmou Bonnie e Clyde (1967) retratando o casal de assaltantes de bancos como (duvidosos) heróis populares da Grande Depressão, e Barry Levinson deu a Warren Beatty o papel principal em Bugsy (1991), sendo muito criticado por branquear o lado violento e sociopata de Bugsy Siegel.
O gangster movie até já gerou musicais com crianças (Bugsy Malone, de Alan Parker, 1976) e paródias (Johnny Perigosamente, de Amy Heckerling, 1984). E o genial Quanto Mais Quente, Melhor, de Billy Wilder (1959) é também um pouco um filme do género, contando com a presença de George Raft. Que, por ter sido amigo de muitos bandidos famosos e do citado Bugsy Siegel em particular, fez a ponte entre o mundo dos gangsters reais e o do cinema que, embora esporadicamente, ainda continua a pô-los em cena.

Ícone da fotografia corre o risco de falência

Posted in Uncategorized with tags , , , on 6 06UTC Agosto 06UTC 2009 by gm54

TorturaUm ícone do fotojornalismo dos anos 70 e 80, a agência francesa Gamma, uma das mais respeitadas do mundo, está a enfrentar o risco iminente de falência. A empresa, fundada em 1966 por Raymond Depardon e Jean Lattès, teve a concordata decretada no fim de julho e recebeu um prazo de seis meses do Tribunal de Comércio de Paris para pagar as dívidas e encontrar novos investidores. A crise, segundo seus actuais proprietários, é causada principalmente pela redução do espaço para as grandes reportagens na mídia global.

Os problemas financeiros vieram à superfície em 30 de julho, quando o Grupo Eyedea Presse, proprietário da agência, fez o pedido de concordata no Tribunal de Comércio de Paris, depois de experimentar perdas de 3 milhões em 2008.

A Gamma e a Rapho – a mais antiga agência de fotojornalismo da França, propriedade do mesmo grupo – empregam hoje 55 pessoas, dos quais 14 fotógrafos.

Ao lado das agências Sygma e Sipa, a Gamma passou a ser referência no jornalismo europeu pouco após a sua criação. A sua estratégia era investir em fotos de personalidades, ao mesmo tempo em que fazia grandes reportagens, muitas das quais em zonas de conflito em todo o mundo. Além disso, abrigava nos seus quadros profissionais que se tornaram referências internacionais.

De acordo com o director-presidente de Eyedea, Stéphane Ledoux, parte das dificuldades financeiras está relacionada justamente ao seu modelo de negócios. “A imprensa não se interessa mais pelos temas profundos, cuja produção custa caro e é vendida cada vez mais barata”, argumenta.

Hugue Vassal, fotógrafo e um dos fundadores da agência, entretanto, tem outra análise para a concordata. Para ele, a mudança na forma de pagamento dos profissionais, que previa a divisão do lucro de uma foto em 50% para a agência e 50% para o fotógrafo – um modelo do qual a Gamma fora uma das pioneiras -, teria diminuído o interesse de grandes fotógrafos, resultando em queda da qualidade.

Outra razão, segundo Vassal, teria sido o advento da foto digital. “Hoje, numa guerra ou num terremoto, teremos a foto de todo modo. Na época, vendíamos uma reportagem por 15 mil. Hoje, vende-se por 3 mil. A época de ouro acabou.”

Grupo RM: o CD que todos aguardam

Posted in Uncategorized with tags , , , , , on 6 06UTC Agosto 06UTC 2009 by gm54

Zeca Techeco e Sox, os fundadores do Grupo RM

Zeca Techeco e Sox, os fundadores do Grupo RM

O Zeca Tcheco prometeu e dele não temos motivos para duvidar: vem aí um CD da autoria do Grupo RM, o primeiro que esta mítica banda da música ligeira moçambicana vai lançar com a chancela da empresa pública de radiodifusão do nosso país: a Rádio Moçambique.

“Já se impunha e … não é justo que os fãs do grupo, dos mais velhos aos mais novos, continuem sem um disco do “RM”, assim justificou este baterista de créditos firmados quando o indaguei sobre que motivos levaram a banda a avançar só agora para a produção do CD.

Uma obra que está a ser preparada faz um bom pedaço de tempo, com todo o cuidado “para não decepcionar”, devendo estar disponível no mercado nacional até ao fim do ano.

O ânimo dentro do grupo é evidente uma vez que os dez temas do prometido CD estão a ser gravados num estúdio “de nível internacional” e provavelmente o melhor que alguma vez existiu em Moçambique. Trata-se de um equipamento digital semelhante ao que funciona na rádio pública dinamarquesa, instituição que, no quadro da cooperação com a RM, financiou a sua aquisição e montagem.

Os três mais velhos da banda, Zeca Tcheco (bateria), Sox (viola solo) e Wazimbo (voz) – que vêm do grupo original criado em 1978/79 – coadjuvados por outras “performances” mais jovens – estão a aliar a linha melódica que caracterizou sempre a banda e a natural “irreverência” dos mais jovens integrantes: Pipas (teclados), Tomás (violo solo) e Nando (viola baixo e voz).

Pipas, o tecladista, um dos novos integrantes da banda da Rádio Moçambique

Pipas, o tecladista, um dos novos integrantes da banda da Rádio Moçambique

Pelo menos três temas conhecidos integrarão a obra, nomeadamente “Xika galafula” de Alexandre Langa, “Nakurandza” e “Djika” de Wazimbo. “Com uma roupagem diferente e tecnicamente mais apurada do que as versões originais”, promete o líder da banda, Zeca Tcheco. Inéditas, entre outras, esperam-se “Maninja”, “Mamana” e “Muli hefo”.

Esclareça-se que obras musicais de inigualável valor gravadas pelos integrantes do Grupo RM estão disponíveis em muitas discotecas públicas e privadas. Estamo-nos a referir dos discos gravados pelas orquestras Marrabenta em 1986 e Moya em 1990 e onde pontificavam nomes como Mingas e Dulce, José Guimarães, Milagre Langa, Stewart Sukuma, Lemon e Matchote.

Aguardemos então por esta primeira obra do grupo de todos os moçambicanos e, tanto quanto nos afiançou o Zeca, será uma grande prenda de por ocasião do fim do ano de 2009.

Autoridades dizem que morte de Michael Jackson foi homicídio

Posted in Word Music with tags , , , on 31 31UTC Agosto 31UTC 2009 by gm54
Foto mostra o "rei do pop" doas antes de morrer

Foto mostra o "rei do pop" doas antes de morrer

O Instituto de Medicina Legal de Los Angeles anunciou sexta-feira que considera a morte de Michael Jackson, ocorrida em 25 de junho, como “homicídio”, causado por uma “intoxicação aguda por propofol” e outros cinco remédios. O artista completaria 51 anos no sábado, 29.

Além do propofol, sedativo de acção rápida usado para anestesia geral, a autópsia determinou que havia no corpo de Jackson “benzodiazepina”, um psicotrópico que produz efeitos sedativos e hipnóticos, ansiolíticos, anticonvulsivos, amnésicos e um relaxante muscular.

“Propofol e lorazepam foram identificados como as principais drogas responsáveis pela morte”, diz o comunicado do instituto. “Outras detectadas foram: midazolam, diazepam, lidocaína, efedrina.” O informe final dos legistas inclui o exame toxicológico completo, que será mantido como documento confidencial a pedido da Polícia e da Promotoria de Los Angeles.

A família Jackson afirmou, em nota, esperar “ansiosamente o dia em que se faça justiça”.

Show em Toronto, Canadá, em 1984

Show em Toronto, Canadá, em 1984

Na segunda-feira passada, documentos judiciais revelaram que o astro tinha “níveis letais” de propofol e indicaram que Murray, vinha administrando no astro remédios fortes para tratar a sua insônia. Murray havia admitido que começou por injectar 50 miligramas de propofol e nos dias seguintes foi baixando a dose.

Quando a dose chegou à metade, ele decidiu adicionar lorazepam e midazolam, também sedativos. Murray teria parado de dar propofol ao músico dois dias antes de sua morte. Mas, no dia 25, ele voltou a administrar a droga, após já ter injectado Valium e lorazepam.

Após aplicar o propofol, Murray se ausentou do quarto do cantor por alguns minutos e, quando voltou, viu que Jackson não mais respirava. Ele afirmou ter tentado reanimá-lo e chamado os paramédicos, que levaram o astro ao hospital da Universidade da Califórnia, onde foi declarada a sua morte.

O enterro do artista está previsto para a próxima quinta-feira, com uma cerimônia privada no cemitério Forest Lawn.

Jardim Tunduru: a história do pulmão verde de Maputo

Posted in Uncategorized with tags , , , , , , , , , on 31 31UTC Agosto 31UTC 2009 by gm54
O arco à entrada do Jardim Tunduru

O arco à entrada do Jardim Tunduru

No lugar agora ocupado por uma imponente estátua de Samora Machel, fundador da República de Moçambique, ergue-se um arco de alvenaria em estilo manuelino construído para comemorar o quarto centenário da morte do navegador português Vasco da Gama assinalado em 1924, data a partir da qual o jardim passou a ter esse nome. Do arco foram removidos as esferas e as cruzes de malta, símbolos do regime colonial português.

Com a independência de Moçambique em 25 de Junho de 1975 o espaço passou a chamar-se JARDIM TUNDURU.

Estátua de Samora Machel, defronte do arco

Estátua de Samora Machel, defronte do arco

Considerado um dos mais belos jardins existentes nas ex-colónias portuguesas, o Tunduru data de 1885.

Tudo começou com um organismo que foi fundado na então Loureço Marques, hoje Maputo, nesse mesmo ano (1885) denominado Sociedade Arboricultura e Floricultura, tendo por objectivo a “Formação de um jardim e arborização do Pântano da vila de Lourenço Marques” que tinha ao tempo nove anos de fundação.

Ex-Lourenço Marques no século XIX

Ex-Lourenço Marques no século XIX

Essa Sociedade teve a sua primeira reunião na histórica Casa Amarela, na altura residência do governador do Distrito no dia 31 de Maio de 1885.

Do encontro foi lavrada uma acta na qual se exarou “tornou a presidência por acordo de todos o Dr. Sousa Teles, servindo de secretário Armando Longle. Exposto os fins da reunião, elegeu-se a mesa definitiva da sua assembleia geral que passou a ter a seguinte constituição: Presidente, Mesquita Pimentel; Vice-presidente, Dr. Sousa Teles. Secretários, Armando Longle e Gonçalves Pereira e Tesoureiro Correia de Oliveira”.

Dessa reunião saiu ainda uma comissão de trabalhos cuja finalidade seria propriamente a “factura do jardim e arborização do Pântano”. Dela passaram a fazer parte por eleição o major Joaquim Lapa, o comerciante Johanes Bang e o Dr. Sousa Teles.

Outros nomes que jogaram papel preponderante para a edificação do Jardim Tunduru: major Joaquim Lapa, Paulino Fornasini, Correia de Oliveira, O. da Silva, Xavier Lobo, Neto de Vasconcelos, Agostinho Pereira, Borges Pinto, Armando Longle, Moura, Pablo Perez, e Gomes Pereira.

A esta sociedade o governo da então Vila de Lourenço Marques fez a entrega, em Novembro desse ano, de “um terreno sito na Machamba dos Soldados e na Machamba do Governador” confrontando “ao norte com a estrada da Ponte Vermelha; Sueste com a vala de esgoto e a Noroeste com a Avenida projectada pela referida Sociedade” numa superfície total de pouco mais de treze hectares para que realizassem os seus fins”.

A 14 de abril de 1886, os idealizadores do espaço dirigiram uma carta ao engenheiro Joaquim José Machado, que se encontrava em Lisboa, pedindo-lhe o envio de plantas e sementes da Europa para o seu jardim.

Nessa carta, diziam que “O Jardim já estava feito no sítio onde existia a Machamba dos Mouros e tem um grande lago ao fundo que dessecou o terreno pantanoso; está todo cercado por fios de arame, com os terrenos do telégrafo, em cima está o “ lawn-tennis” onde jogam os sócios todos os dias”.

Jardim Tunduru nos primórdios

Jardim Tunduru nos primórdios

O entusiasmo dos construtores do jardim foi enaltecido num relatório do governador do Distrito, Azeredo e Vasconcelos, publicado no “boletim Oficial N. 4, de 22 de Janeiro de 1887, onde se pode ler: “A Sociedade de Arboricultura e Floricultura ajardinando uma parte do Pântano e a secção de Obras Públicas plantando de eucaliptos e de outras árvores uma outra, iniciaram um trabalho de que há a esperar os melhores resultados. Os homens a cujos louváveis esforços se deve ao impulso dado num sentido tão útil são: Joaquim José Lapa, Mesquita Pimentel, Dr. Sousa Teles e o chefe da secção de Obras Públicas, Armando Longle”.

Mas não foi preciso muito tempo para se reconhecer que a manutenção de um jardim público era encargo pesadíssimo para uma sociedade particular, por maior que fosse a dedicação dos seus sócios.

É o que se deduz, por exemplo, da seguinte local publicada na edição de 10 de Agosto de 1889 do Jornal “O Distrito de Lourenço Marques”:

…”Daqui a pouco vamos ter aqui uma banda de música, como já anunciamos aos nossos leitores.

Agora perguntamos: Qual é o local que melhor se presta para reunir a nossa sociedade e ouvir as composições dos primeiros maestros que se esperam? O Jardim tem sido muito abandonado, ninguém fez caso dele; e realmente é pena que assim seja, porque é ainda hoje o passeio mais aprazível da cidade.

No coreto, actuam cantores e declama-se poesia

No coreto, actuam cantores e declama-se poesia

O lago transformou-se em tanque, onde os Srs. Indígenas costumam fazer suas Abluções; A fonte faz concorrência à da Avenida D. Carlos e todo o resto está completamente descurado.

E, Contudo, parece-nos que é ali o melhor local para irmos ouvir a banda que se espera.

O Coreto para a música, principiado em tempos não se acabou por falta de meios e está a perder-se.

Lembramos aqui aos Srs. Sócios do Jardim, que é urgente tomar uma resolução qualquer. Se não se acham com força para continuar a Obra. Reunam-se e entreguem tudo à Câmara Municipal como foi determinado pelos estatutos”…

Foi o que veio a acontecer. A Câmara tomou conta do Jardim e meteu ombros aos melhoramentos de que estava carecido para a sua dignidade.

Mas tudo levou o seu tempo a avaliar pela deliberação tomada em sessão de 4 de Agosto de 1897 em que se lê:

“ ..tendo-se notado a afluência que vai tendo o Jardim Municipal que em breve vai ser aberto ao público, que se macadamizem as ruas e se faça a aquisição na Europa de um portão de ferro para a porta do mesmo.”

Corredor no Tunduru

Em 24 de Dezembro de 1924, sendo o Alto Comissário o comandante Victor Hugo de Azeredo Coutinho comemorou-se o quarto centenário da morte de Vasco da Gama, e para assinalar esta data ergueu-se junto do portão principal, o Arco Manuelino.

A fonte que lá estava era idêntica a uma fonte Francesa, exactamente localizada no “Champs Elysèe”

As primeiras cinquenta fontes “Wallace” , iguais à que se ergue no Jardim Tunduru foram oferecidas à cidade de Paris em 1872 por “Sir” Robert Wallace, um grande filantropo Britânico. ”Sir” Robert encomendou o trabalho a um dos mais famosos escultores do seu tempo, Charles Lebourg e este, inspirando-se no Classicismo Grego, apresentou ao milionário o modelo com as cariátides suportando uma graciosa cúpula. Por esse motivo tais fontes são também conhecidas pelo “Templo das Quatro Deusas”.

“Sir” Robert assim que viu, tão entusiasmado ficou com o modelo que mandou que ele fosse imediatamente executado nas famosas fundições “Fonderies d’Art Du Val d’Osne”, de Paris.

O Templo das "Quatro Deusas"

O Templo das "Quatro Deusas"

A fonte existente no nosso Jardim Tunduru tem as seguintes inscrições:

”FONDERIES D”ART DU VAL D’OSNE – 58 Bd.VOLTAIRE – PARIS e “ CH. LEBOURG SC 1872

Constitui ainda um enigma por resolver como e quando a curiosa fonte teria vindo parar a então Lourenço Marques. Uma das mais prováveis hipóteses é que tenha sido oferecida à cidade pelo cidadão francês Eugéne François Tissot que foi concessionário do abastecimento de água à cidade.

Nos anos 50 e 60 do século passado, o Jardim Tunduru foi por várias vezes palco de muitas exposições e constituía um espaço de descanso e meditação para todos os citadinos.

Com a independência de Moçambique em 25 de Junho de 1975 o espaço passou a chamar-se JARDIM TUNDURU. Actualmente, as gigantescas copas das árvores do jardim criam um oásis de sombra e tranquilidade para os trabalhadores e turistas que por ali passam. Foi desenhado em 1885 pelo famoso Arquitecto Paisagista britânico Thomas Honney, o qual chegou também a desenhar alguns jardins para o Sultão da Turquia e para o Rei da Grécia. Para os amantes da Botânica, muitas das árvores encontram-se classificadas com informação sobre as espécies e sua origem. É possível visitar no seu interior uma estufa, infelizmente em mau estado de conservação. Pode-se encontrar também os campos de ténis pertencentes à Federação de Ténis de Moçambique.

Par de namorados trocando promessas

Par de namorados trocando promessas

Fontes : As pedras que já não falam – Alfredo Pereira de Lima, Jojó e JOSE MARIA MESQUITELA

Adaptação de Edmundo Galiza Matos

Morte de ex-guitarrista dos Rolling Stones investigada novamente

Posted in Word Music with tags , , , , , , , on 1 01UTC Setembro 01UTC 2009 by gm54

"Stoned", de Stephen Wolley, contém uma das teorias segundo a qual Jones terá sido assassinado

"Stoned", de Stephen Wolley, contém uma das teorias segundo a qual Jones terá sido assassinado

A morte do antigo guitarrista dos Stones está a ser novamente analisada, noticia a BBC. Brian Jones, que morreu com 27 anos, foi encontrado no fundo duma piscina em Hartfield, em Sussex (Reino Unido), em 1969. Na altura, a investigação concluiu que a morte tinha sido acidental, excluindo os rumores de assassinato. No entanto, surgem agora novas provas que levam os investigadores a reapreciar o caso. A polícia afirma que é demasiado cedo para comentar o assunto.

Segundo o jornal “El Mundo”, há várias teses sobre a morte do músico, todas elas apontando para o cenário de homicídio. A primeira remete para o filme “Stoned” (2006), de Stephen Woolley, segundo o qual o músico tinha uma dívida de mais de 9000 euros (8000 libras na altura) para com um construtor chamado Frank Thorogood. Como forma de intimidação para que Jones pagasse a dívida, o construtor terá metido a cabeça do músico debaixo de água, acabando por afogá-lo.

A segunda teoria é de Trevor Hobley, fundador de um clube de fãs de Brian Jones, que compilou uma série de documentos, alegando serem provas de um homicídio. Segundo o jornal espanhol, Hobley assegura que os assassinos colocaram a cabeça de Jones dentro de um balde com água para o afogar, vestindo-o de seguida de fato de banho. No final, colocaram o corpo dentro da piscina. Todas estas teses foram ignoradas ao longo dos anos pelos responsáveis pela investigação, convictos de que a morte fora acidental.

Brian Jones foi um dos fundadores dos Rolling Stones e tocou com a banda durante a década de 60. Morreu pouco depois de ter abandonado o grupo de Mick Jagger, Keith Richards e Ian Stewart.

Mafalda tem estátua em Buenos Aires desde domingo

Posted in Uncategorized on 1 01UTC Setembro 01UTC 2009 by gm54
Pablo Irrgang esculpiu a famosa personagem de BD no seu estúdio em Buenos Aires

Pablo Irrgang esculpiu a famosa personagem de BD no seu estúdio em Buenos Aires

Uma escultura da popular Mafalda está instalada desde domingo no bairro de San Telmo, em Buenos Aires, em homenagem ao criador da personagem, o desenhadar argentino Quino.

Mafalda está sentada num banco com uma altura de 80 centímetros, na rua Chile de San Telmo, onde decorria a história da personagem, a uns escassos metros do local onde vivia o seu criador, Joaquín Salvador Lavado (Quino).

A estátua, da autoria do escultor argentino Pablo Irrgang, celebra a curta vida de uma personagem que se tornou símbolo da contestação e do inconformismo nos anos 60 e 70.

Quino deu vida a esta criança céptica em 1964, numa série de tiras publicadas em três jornais até 1973, ano em que decidiu pôr fim à aventura.

O autor foi homenageado pelo governo argentino no domingo. De regresso a Buenos Aires, onde viveu vários anos e onde criou Mafalda, lamentou que a cidade se encontre arruinada e irreconhecível.

Quino nasceu em Mendoza em 1932 e reside actualmente em Itália.

O desenhador confessou que todas as personagens da Mafalda têm um pouco dele próprio, e que se identifica mais com Felipe, Miguelito e Libertad. Sublinhou que Mafalda é uma personagem feminina porque “as mulheres são muito mais astutas do que os homens”.

Ainda que se sinta orgulhoso com o êxito internacional de Mafalda, Quino reconheceu que isso às vezes o assusta.

“Ter uma história fixa limita muito, porque fazer um desenho sempre com as mesmas personagens retira a liberdade de movimentos”, concluiu.

Jimi Hendrix vai ter um “biopic”

Posted in Word Music with tags , , , on 1 01UTC Setembro 01UTC 2009 by gm54

Jimi Hendrix 2

Desta vez parece que nem a meia-irmã, Janie, vai impedir que a coisa avance (pelo menos até certo ponto): depois de vários projectos recusados pela entidade gestora do legado de Jimi Hendrix, presidida por Janie, a Legendary Pictures vai avançar com um “biopic” sobre aquele que foi o maior guitarrista “rock” de sempre (“Rolling Stone” dixit). Dados os exemplos do realizador John Hillman e da Dragonslayer Films, em 2006 (não conseguiram direitos da música), a ideia é inverter o processo: arrancar com o filme primeiro e conseguir autorização depois.

A chegar aos cinemas, segundo a “Variety”, o filme deve retratar a vida do músico desde a sua passagem pelo exército norte-americano e o super-estrelato atingido em Woodstock até à morte, a sua pouco explicada morte num hotel de Londres em 1970, com compridos e álcool à mistura.

Depois dos planos abortados em anos recentes envolvendo músicos como Lenny Kravitz e Andre Benjamin dos Outkast, não houve ainda comentários sobre o elenco. Sabe-se apenas que Thomas Tull e Bill Gerber seriam os produtores e que o argumento é de Max Borenstein.

Mafalda já é estátua

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Mafalda saiu do papel e da tina e virou estátua

Mafalda saiu do papel e da tina e virou estátua

Mafalda, a irônica menina-filósofa que analisa a conjuntura mundial, saiu oficialmente da segunda dimensão do papel e tinta nanquim e passou para a terceira dimensão, transformando-se numa escultura.
Isso ocorreu no domingo, dia 30, quando as autoridades portenhas e o escultor Pablo Irrgang inauguraram a estátua de Mafalfa nas esquinas das ruas Defensa e Chile, no bairro portenho de Monserrat.

Pai e filha juntos - Quino e Mafalda

Pai e filha juntos - Quino e Mafalda

A escultura mostra Mafalda sentada num banco de praça, com leve sorriso, com ar de estar a meditar sobre a vida.
O seu criador Joaquín Lavado, mais conhecido como “Quino”, participou na cerimônia de inauguração. Ficou surpreso ao ver a espontaneidade da escultura. Mas, admitiu que ainda custa “bastante” ver uma Mafalda tridimensional.

A esquina das calles Chile e Defensa, a esquina mais “mafaldiana” do planeta (e, obviamente, da Galáxia) ficou repleta de fãs, curiosos e amigos do desenhista.
Um dos discursos mais delirantes foi pronunciado pelo cartunista Carlos Garaycochea, que propôs que a efígie de Mafalda fosse estampada nas notas dos pesos argentinos.

Quino declinou a proposta, e disse que, se fosse o caso, a figura mais adequada para tal função era Manolito, o amiguinho capitalista-mirim de Mafalda – aspirante a Rockefeller portenho – cujo pai era o dono do armazém “Don Manolo”. O tal do “Don Manolo vende baratíssimo!”.

A Mafalda de Quino e - quem sabe? - uma potencial Mafalda de carne e osso

A Mafalda de Quino e - quem sabe? - uma potencial Mafalda de carne e osso

Segundo o escultor Pablo Irrgang a escultura de Mafalda é em tamanho ‘real’. A ideia é que posteriormente ela seja deslocada uns poucos metros, até ficar, definitivamente, na porta de seu prédio, na rua Chile, número 371. Isto é, o edíficio onde Mafalda mora. Ou melhor, o prédio onde Quino, seu pai, isto é, seu desenhista, morava quando começou a desenhá-la, nos anos 60.
A prefeitura de Buenos Aires, depois de vários anos de delongas e amnésia burocrática, finalmente colocou a placa que indica – tal como todo personagem histórico de destaque – que ali morou (ou mora?) Mafalda, a menina que odeia sopa, ama os Beatles, e que é ‘cult’ há décadas.
Mafalda foi publicada somente entre 1964 e 1973.

Segundo Mafalda "mais do que um planeta, este aqui é uma imensa casa da mãe Joana espacial"

Segundo Mafalda "mais do que um planeta, este aqui é uma imensa casa da mãe Joana espacial"

CASA
A casa de Mafalda foi, durante décadas, um mistério. Sabia-se que ela era portenha. Mas, o bairro era uma incógnita. Nos últimos anos, um grupo de jornalistas fanáticos por Quino – entre eles o jornalista político Darío Gallo – vasculharam pistas nos quadrinhos de Mafalda (e em comentários de Quino), como as linhas de autocarros (o ‘colectivo’ número 86, principalmente) que passavam por ali perto, estátuas, praças, e demais indicações.

Finalmente chegaram à conclusão que Mafalda morava na rua Chile, 371. Mais precisamente, décimo andar, apartamento “E”.

Quino confirmou a investigação dos jornalistas. O apartamento de Mafalda era o próprio apartamento onde Quino havia morado durante anos, na década de 60.

Placa que a prefeitura levou anos em colocar, indica que ali morou Mafalda

Placa que a prefeitura levou anos em colocar, indica que ali morou Mafalda

ANIVERSÁRIOS
Mafalda possui dois aniversários, segundo o próprio Quino.
Ela nasceu “oficialmente” no dia 15 de março de 1962, na Buenos Aires. Na época, foi criada para uma propaganda de um eletrodoméstico.
Mas, para os portenhos deste nosso mundo, a sua estréia para o público foi o 29 de setembro de 1964, quando virou tirinha.
Nessa ocasião, no entanto, Mafalda não “nasceu” com 0 anos…ela tinha “6 anos”.
Portanto, neste ano Mafalda, uma interessante quarentona, faz 45 anos. Ou, se levarmos em conta os seis anos que ela tinha quando apareceu na primeira tirinha…já seria uma cinquentona. 51 anos (na última tirinha, em 1973, tinha a idade ‘quadrinhística’ de 8 anos).
De todas formas, “Que lo cumplas feliz (Parabens pra você)!”

Mafalda_22-mini FRASES DE MAFALDA
“Todos acreditamos no país…o que a gente não sabe é se neste ponto das coisas o país acredita na gente!”

“Se viver é durar, prefiro uma canção dos Beatles em vez de um long play dos Boston Pops”

“O pior é que a piora começa a piorar”

“Parem o mundo, que eu quero descer!”

“O negocio é encarar a artificialidade com naturalidade”

“Não é que não haja bondad..o que acontece é que ela está incógnita”

“Errare politicum est”

Columbia Records editou (o seu) Miles Davis completo

Posted in Word Music on 5 05UTC Setembro 05UTC 2009 by gm54

Miles Davis 1

Uma caixa monumental que inclui todo o Miles gravado na Columbia, entre os discos “Round Midnight” (1955) e “Filles de Kilimanjaro” (1968)

Agosto foi o mês em que se assinalou o cinquentenário da edição de “Kind of Blue”, o álbum gravado pela Columbia Records e lançado no dia 17 de Agosto de 1959 que com o tempo se tornou na mais vendida gravação em estúdio da história do jazz, para além de ser considerado um dos melhores discos da história da música. Mas este vai ser também o ano em que a etiqueta americana marca a celebração da arte de Miles Davis (1926-1991) com a edição de uma caixa monumental – pela extensão, mas principalmente pelo conteúdo -, que incluirá todo o Miles gravado na Columbia, entre os discos “Round Midnight” (1955) e “Filles de Kilimanjaro” (1968).

A caixa, intitulada “The Complete Album Collection”/Columbia Legacy, contem 70 CDs com todas as gravações conhecidas e inéditas do genial compositor e trompetista (entre as últimas, está o concerto de Miles no Festival da Ilha de Wight em 1970). Mas a “pièce de résistance” é um DVD também absolutamente inédito, “Live in Europe’67″. E como bónus, um livro de 250 páginas…

Toda esta informação foi avançada pelo “site” de música Pitchfork Media, que anuncia o lançamento para 10 de Novembro, especificando que a caixa só poderá ser adquirida via Amazon. Custa tudo 369,98 dólares (pouco mais de 258 euros), o que Tom Breihan, autor da notícia, considera “uma pechincha”. E é! E será também, certamente, uma edição para fazer história, como a de “Kind of Blue”.(X)

Sandokan, inédito de Hugo Pratt, e adaptado para o teatro na Rádio Moçambique, chegou às livrarias em França

Posted in Artes Plásticas with tags , , , , , , , , on 5 05UTC Setembro 05UTC 2009 by gm54
Sandokan manteve-se inédito até aos nossos dias provavelmente devido ao êxito do Corto Maltese, o herói mais conhecido de Hugo Pratt

Sandokan manteve-se inédito até aos nossos dias provavelmente devido ao êxito do Corto Maltese, o herói mais conhecido de Hugo Pratt

Uma versão em banda desenhada de Sandokan, “O Tigre da Malásia”, da autoria de Hugo Pratt, acaba de ser editada em França pela editora Casterman, meses após a publicação em Itália.

A banda desenhada foi encomendada a Hugo Pratt, no final dos anos 1960, pelo “Corriere dei Piccoli”, um suplemento infantil do diário italiano “Corriere della Sera”, mas manteve-se inédito até aos nossos dias provavelmente devido ao êxito de “Corto Maltese”, que o autor começou a desenvolver na mesma época, lê-se no site da editora francesa.

Sandokan, “O Tigre da Malásia”, foi muito popular em Moçambique nos finais da década de 70, quando a Rádio Moçambique decidiu passar a obra para o teatro radiofónico no programa “Cena Aberta”.

A saga foi adaptada por Gulamo Khan e Leite de Vasconcelos e realizada por Álvaro Belo Marques, Carlos Silva e António Scwhalback.

Leite de Vasconcelos

Leite de Vasconcelos

Teodósido Mbanze, hoje assessor jurídico da Rádio Moçambique, desempenhou o principal papel, “Sandokan”, enquanto Machado da Graça representou o de James Bruck, Santa Rita (hoje nos EUA) esteve no papel do “português” Eanes e Teresa Sá Nogueira, já falecida, era a bela e misteriosa jovem inglesa – Lady Mariana.

O “Cena Aberta” de Sandokan, “O Tigre da Malásia” da Rádio Moçambique, era transmitido todos os dias depois do noticiário das 21 com uma audiência tal que as ruas da cidade de Maputo ficavam desertas àquela hora para escutar as peripécias do príncipe malaio, inimigo dos ingleses.

Recorde-se que à época não existia em Moçambique nenhum canal de televisão, pelo que a Rádio era o único meio de comunicação acessível à quase totalidade dos moçambicanos. A televisão só viria a ser instalada em Moçambique em 1980, a TVExperimental, nas mãos do governo, com José Luís Cabaço à frente do projecto.

Machado da Graça, "James Bruck" no Sandokan, "O Tigre da Malásia" na Rádio Moçambique

Machado da Graça, "James Bruck" no Sandokan, "O Tigre da Malásia" na Rádio Moçambique

Já sem uma audiência por aí além, o “Cena Aberta” continua a ser transmitido na empresa moçambicana de radiodifusão pública, aos sábados, as 21 horas.

Gulamo Khan e Leite de Vasconcelos, já falecidos, Santa Rita e Machado da da Graça, foram jornalistas da Rádio Moçambique.

História do “Tigre da Malásia”

A história do “Tigre da Malásia” não foi alimentada por Pratt além de desenhos e pranchas dispersos, tendo sido posta de lado por volta de 1973, quando o “Corriere della Sera” se limitava a uma trintena de páginas. Esquecidas numa caixa na editora, as pranchas da história inacabada de Sandokan de Pratt foram finalmente redescobertas pelo jornalista Alfredo Castelli, 40 anos mais tarde, encontrando finalmente o caminho das livrarias. A editora italiana de Pratt, Rozzoli-Lizard, foi a primeira a publicar este trabalho, já em 2009.

A saga de Sandokan foi criada pelo escritor italiano Emilio Salgari (1862-1911) que lhe dedicou onze livros, uma obra clássica da literatura de aventuras. Os desenhos de Pratt contam o início da saga, situada em 1849 no mar da Malásia, a algumas milhas da costa ocidental do Bornéu. Na ilha selvagem de Mompracem assolada pela tempestade, encontra-se uma inquietante personagem: o príncipe malaio Sandokan, um temido pirata que os ingleses pretendem capturar e que é conhecido por Tigre da Malásia.

Uma personagem central é o aventureiro português Eanes, leal amigo de Sandokan. É ele quem fala ao pirata sobre uma jovem esplêndida com cabelos de ouro que mora em Labuan e cuja reputação de beleza se expandiu por toda a região.

Galvanizado pela descrição do seu amigo, Sandokan decide fazer-se ao mar rumo a Labuan, para contemplar com os próprios olhos a bela e misteriosa jovem – Lady Mariana – e para se vingar dos ingleses que assassinaram a sua família.

A existência do “Sandokan” de Hugo Pratt era referida no livro de Dominque Petitfaux “De l’autre côté de Corto”, editado pela Casterman em 1996. Mas ninguém tinha visto esta história inacabada e inédita, adaptada em texto por Mino Milani a partir da obra de Salgari.

Hugo Pratt nasceu em Rimini (Itália) em Junho de 1927 e morreu em Grandvaux (Suíça) em Agosto de 1995. O mais conhecido herói de Pratt é Corto Maltese, cuja primeira aparição data de 1967, na revista Sgt.Kirk. O marinheiro romântico era então uma personagem secundária.(X)

The Beatles: integral remasterizada e jogo hoje nas lojas

Posted in Word Music with tags , , , on 9 09UTC Setembro 09UTC 2009 by gm54

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A edição integral das canções remasterizadas digitalmente dos Beatles chega hoje ao mercado, acompanhada por textos que contextualizam a evolução da banda e fotos inéditas, tal como o jogo de vídeo “The Beatles: Rock Band”.

“A ideia que presidiu à feitura dos textos foi contextualizar historicamente cada álbum, isto é, dar a conhecer além da informação relacionada com o álbum, as outras coisas que os Beatles estavam a fazer como digressões, espectáculos para a rádio e para a televisão, digressões, etc..”, disse Kevin Howlett, um dos autores dos textos.

Outro autor dos textos é Mike Heatley, que sublinhou que os “fabulous four” tinham “uma agenda cheia e eram muito solicitados, acrescentando a tudo isto o facto de terem gravado dois álbuns por ano”.

“Procurou-se dar uma cronologia tão exaustiva quanto possível, e, por outro lado, às fotografias já conhecidas da edição de 1987 juntar mais fotografias, algumas inéditas”, disse Heatley.

“O que fizemos foi tentar acompanhar o grupo, e há muito material de arquivo que permite perceber a sua evolução, até das canções, e logo ter um ideia mais próxima do seu modo de trabalhar”, disse Howlett.

O investigador referiu que “há por exemplo as ‘masters’ de cada fase de gravação de uma canção, permitindo perceber assim como a foram construindo”.

Para este trabalho “foi essencial o arquivo dos Beatles nos estúdios de Abbey Road, a cargo de Alan Ralph”, disse Howlett.

Os textos permitirão, segundo os investigadores, “conhecer algumas curiosidades da banda de Liverpool, e sistematizar a sua história”.

Mike Heatley referiu que os álbuns editados pelos Beatles no reino Unido e na Europa eram diferentes dos editados nos Estados Unidos, “havendo variações por exemplo no alinhamento. Só a partir do álbum ‘Sergent Peper’s’[Junho de 1967] é que passaram a ser iguais”.

Neste caso os Beatles não se distinguiram de outros artistas, pois segundo Heatley “isso acontecia frequentemente com outros artistas na década de 1960″.

“Para se ser grande nos Estados Unidos é preciso ter-se um comportamento e atitude diferente da que se tem no seu país de origem”, referiu o investigador.

Heatley deu ainda outros exemplos como singles editados nos Estados Unidos que não o foram no Reino Unido, caso de “Let it be”, ou vice-versa.

A canção “Eight days a week”, outro exemplo, foi single nos Estados Unidos, sem nunca ter entrado em qualquer álbum, contou.

A EMI e a Apple disponibilizam a discografia completa em duas caixas e também os CD avulso.

Uma caixa completa com a remasterização digital em estéreo, constituída por 16 CD, dois deles duplos, e um DVD, no valor de 230 euros, e outra, intitulada “The Beatles in Mono” que reúne todas as gravações do grupo que foram misturadas para edições em mono na década de 1960, e o DVD, com o custo de 270 euros.

Os fãs dos Beatles na Coreia do Sul já começaram a corrida às lojas de Música

Os fãs dos Beatles na Coreia do Sul já começaram a corrida às lojas de Música

Vendidos à unidade, os CD custarão cada um, 16.95 euros, enquanto os dois CD duplos, “White album” e “Past masters”, 24.95.

Os dois investigadores concordam que “todas as gerações acabam à sua maneira por descobrir a música dos Beatles, que é de excelente qualidade. Se era boa na década de 1960, é também agora e será sempre”

Bee Gees reúnem-se para concertos, seis anos após a morte do irmão

Posted in Word Music with tags , , , , on 9 09UTC Setembro 09UTC 2009 by gm54

Bee Gees

Robin e Barry Gibb têm planos para novos concertos, seis anos após a morte de Maurice, o terceiro elemento dos Bee Gees. O anúncio foi feito pelo próprio Robin à BBC, dizendo que os dois irmãos estiveram juntos recentemente em Miami, onde terão acordado ensaios e uma série de concertos agendados para muito breve.

A “heroína zangada” de Quino faz hoje 45 anos

Posted in Banda Desenhada with tags , , , on 29 29UTC Setembro 29UTC 2009 by gm54

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Mafalda não é desenhada por Quino desde 1973, mas a sua popularidade continua intacta. E  já tem uma estátua em Buenos Aires

No passado dia 30 de Agosto, um discreto senhor de 77 anos sentou-se num banco da Rua do Chile, 73, em Buenos Aires, ao lado da estátua de uma menina em tamanho natural, sob a atenção de um pelotão de fotógrafos e de centenas de transeuntes.

O senhor de idade era o desenhador Quino, e a menina da estátua, Mafalda, a sua grande criação, que hoje faz 45 anos. E no edifício junto ao qual a estátua foi inaugurada, viveu Quino (aliás, Joaquín Salvador Lavado) durante a sua infância, foi transformado no cenário de muitas das tiras da menina mais politizada, opinativa, contestatária e menos amiga de sopa da história da banda desenhada.

Admirado por Charles M. Schulz, o criador dos Peanuts, que lhe chamou “um gigante do humor” , ou por Umberto Eco, que advogava que Mafalda fosse tratada como “uma pessoa real, porque os nossos filhos se preparam para ser uma multidão de Mafaldas”, Quino criou a sua personagem em 1963, para ilustrar uma campanha de uma marca de electrodoméstico, mas as seis tiras então desenhadas não chegaram a ser publicadas. Apenas três delas chegaram à estampa no suplemento humorístico de uma revista, em 1964.

Pouco depois, Mafalda, os pais e dois dos amigos “mudaram-se” para o jornal Primera Plana, onde surgiu pela primeira vez, a 29 de Setembro de 1974, e começou a ser publicada com regularidade. E longe de ser mais uma personagem para consumo infanto-juvenil, esta menina de seis anos revelou-se de imediato uma comentadora crónica, preocupada e mordaz da situação mundial, bem da realidade social, económica e política da Argentina.

Era Mafalda, a contestatária e insatisfeita, “uma heroína zangada que recusa o mundo tal como ele é”, como escreveu Eco, em 1969, no prefácio a um dos álbuns da pequena heroína de Quino. Que apesar do seu precoce e articulado discurso adulto, apresentava também características de uma criança da sua idade, como uma paixão fanática pelos Beatles e uma hostilidade figadal à sopa.

A tira foi mudando de jornal e a família de personagens e amigos de Mafalda foi-se alargando, na proporção directa do seu enorme sucesso em casa e fora de portas.

Em 1973, e em plena crista da onda de popularidade, Quino decidiu parar de desenhar Mafalda, para evitar cair na repetição e na rotina, e para se dedicar ao desenho de humor e à caricatura. Só voltaria a ela em ocasiões especiais, caso de uma campanha da UNICEF a favor dos direitos das crianças, em 1977, e de que Mafalda é porta-voz oficial.

Mafalda continua viva como nunca, e os seus álbuns a esgotar edições. E agora, aos 45 anos, até já tem uma estátua ao pé do prédio onde viveu o “pai” Quino quando era miúdo como ela. (x)