Brasileiro que fotografou independência de Moçambique expõe em Tóquio

Posted in Africa, Fotografia with tags , , , , on 24 24UTC Outubro 24UTC 2009 by gm54

SEBASTIAO SALGADO/ENTREVISTA

O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado apresentou nesta sexta-feira (23) no Japão a sua mostra “África”, um trabalho de mais de 30 anos no continente.  Com as suas fotografias, ele diz querer “contar histórias” que necessitam do compromisso da imprensa e das ONG para poderem ser mudadas.

A exposição “África” começa este sábado e vai até o dia 13 de dezembro, no Museu Metropolitano de Fotografia de Tóquio. Salgado, de 65 anos, viajou por todo o mundo fotografando pessoas e lugares com as suas  imagens em preto e branco e que já lhe renderam diversos prêmios internacionais, consideradas por ele “mais intensas” que as composições em cor.

Na sua opinião, os protagonistas de suas fotos “podem ser pessoas empobrecidas, mas não deprimidas, nem miseráveis”. Nas suas viagens por África, Salgado teve a oportunidade de retratar o processo de independência de Angola e Moçambique e tragédias humanitárias como a crise de fome na África Central ou os deslocamentos de comunidades no Ruanda.

O fotógrafo brasileiro disse que o fotojornalista actual precisa “emoldurar o seu trabalho na realidade. Para isso, é necessário ter conhecimentos amplos em economia, sociologia e geopolítica”, e não somente um domínio técnico.

O fotógrafo disse ainda que o jornalismo tem que ser honesto, ter controle e não fomentar estereótipos, diferente do que acontece actualmente.

Na opinião de Salgado, os protagonistas das suas fotos "podem ser pessoas empobrecidas, mas não deprimidas, nem miseráveis".

Na opinião de Salgado, os protagonistas das suas fotos "podem ser pessoas empobrecidas, mas não deprimidas, nem miseráveis".

Para Salgado, continentes como a África ou a América Latina estão a viver uma época de desenvolvimento e crescimento, como é o caso de Botswana e África do Sul ou Argentina e Brasil.

“A África não é um continente subdesenvolvido, tem o desenvolvimento que tem. Está a procura da sua identidade. Os pobres não necessitam de piedade ou de caridade, mas compressão e assistência”, ressaltou Salgado.

O fotógrafo disse ainda que com a chegada dos Jogos Olímpicos ao Rio de Janeiro em 2016 “será feita justiça”, pois é necessário que o hemisfério sul e a América Latina organizem aquele acontecimento mundial.

Mostra em Londres retrata explosão musical dos anos 1960

Posted in Comportamento, Pop Rock, Word Music with tags , , , , on 24 24UTC Outubro 24UTC 2009 by gm54
Os primeiros anos mostrados na exposição focam sobretudo os Beatles, Rolling Stones e grupos britânicos menos conhecidos fora do país, como Cilla Black (na foto) e Cliff Richards

Os primeiros anos mostrados na exposição focam sobretudo os Beatles, Rolling Stones e grupos britânicos menos conhecidos fora do país, como Cilla Black (na foto) e Cliff Richards

Uma exposição na National Portrait Gallery de Londres capta a década de 1960 na Grã-Bretanha através de fotos de grupos musicais, desde a apresentação dos Beatles na casa nocturna Cavern até a explosão psicodélica nos anos 1970.

A mostra de 150 fotos, capas de álbuns e de revistas, partituras e outros itens celebra a ascensão do pop britânico e de gigantes do rock como os Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin e Pink Floyd, ao lado de nomes norte-americanos da mesma época como Jimi Hendrix e Bob Dylan.

Os retratos clicados por fotógrafos aclamados como David Bailey, Cecil Beaton, Don McCullin e uma multidão de outros estão organizados em décadas, passando da inocência da juventude no início da década de 1960 para a psicodelia decadente, movida a drogas e a libertação sexual que caracterizaram o “verão do amor” de 1968 e os anos seguintes.

Os primeiros anos mostrados na exposição focam sobretudo os Beatles, Rolling Stones e grupos britânicos menos conhecidos fora do país, como Cilla Black e Cliff Richards, mas Rod Stewart aparece ao lado de Long John Baldry num retrato de grupo chamado Steampacket feito em 1964.

“Quisemos reflectir os maiores astros de cada ano”, disse à Reuters na sexta-feira o curador da exposição, Terence Pepper.

Mas Pepper disse que a mostra também revela a rapidez com que os Beatles, Rolling Stones, David Bowie, Pink Floyd e Led Zeppelin transformaram a paisagem musical e conquistaram o mundo.

“Era tudo completamente novo, estava tudo a acontecer na época. A música pop nem sequer tinha chegado às rádios”.

Alto-falantes tocam sucessos da década para intensificar o ambiente da exposição, que também inclui itens de moda originais dos anos 1960, de Biba e Mary Quant.

A mostra ressalta a rivalidade entre os Beatles e os Rolling Stones em imagens feitas por vários fotógrafos de primeira linha, que os ajudaram a criar e confirmar as suas imagens em transformação.

Pepper disse que o título da exposição ilustra como a década dominada pelos Beatles no seu início acabou por dar lugar a astros como David Bowie, que ganhou força no final dos anos 1960 e ainda mais nos anos 1970.

Outras secções são dedicadas à mini-invasão de astros norte-americanos, entre eles os Walker Brothers e, mais tarde, Jimi Hendrix, que se mudaram para a Inglaterra para lançar as suas carreiras.

Pastor anglicano está farto de escutar Tina Turner nos funerais

Posted in Comportamento, Religião, Word Music with tags , , on 24 24UTC Outubro 24UTC 2009 by gm54

M⁄SICA/TINA TURNER

Um pastor anglicano declarou no seu blog que está farto de realizar funerais ao som de canções de Tina Turner e outros ídolos da música pop.

Ed Tomlinson, de 35 anos, queixa-se que “as mensagens doces das estrelas do pop tenham substituído os hinos e as orações do passado”, informou o jornal The Daily Telegraph.

Segundo o sacerdote, embora os partidários de uma sociedade laica acreditem ter conseguido uma vitória sobre a Igreja, os infiéis “vão acabar na fogueira sem esperança alguma de ressurreição”.

“Pensei em assistir a uma cremação como um limão e perguntar-me que fazia eu num funeral durante o qual os alto-falantes vomitavam melodias de Tina Turner ou outras sentimentais de algum poeta humanista”, comentou no seu blog.

Segundo o sacerdote, o aumento do número de funerais laicos é um sinal da actual marginalização da Igreja.

“É preocupante o facto de que o cuidado pastoral fique nas mãos de pessoas cujo único objectivo é fazer dinheiro”, afirma.

Mundinho: um falcão entre a luz e a penunbra

Posted in Uncategorized with tags , , , on 19 19UTC Outubro 19UTC 2009 by gm54

mundinho

Mundinho será daqueles músicos que nunca tocará nada sem ter a certeza daquilo que vai fazer. É um homem com o qual se deve ter cuidado na conversa, porque, como nas claves, que sustentam toda a sua vida, exigirá que as palavras sejam talhadas com responsabilidade. Está agora a caminho dos 70 – completa- os no dia 1 de Fevereiro de 2010 – e vive entre a luz e a penumbra, ou seja, é conhecido por muitos, mas muitos mais ainda o desconhecem. Por causa de mal-entendidos de algumas pessoas intelectualmente despreparadas, em certas ocasiões fi ca com medo de exprimir a sua opinião honesta. “Por vezes aparece alguém a perguntar-me se o fulano ou sicrano toca bem ou não determinado instrumento e eu respondo: sim, toca bem, mesmo sabendo que isso não é verdade.

O problema é que as pessoas não querem ouvir as verdades e eu também já não tenho idade para aguentar as farpas que virão depois disso”. Toca jazz standard, sem que isso lhe impeça de passar por outros estilos, como por exemplo a bossa nova, que ele nunca desgostou. “A bossa nova tem uma harmonia fantástica, como tem harmonia toda a música que é feita pelos brasileiros”, e Mundinho deixase cair facilmente nessa tentação. Mas será no jazz onde vamos encontrar a forte marca deste homem que vive hoje tranquilamente no bairro do Aeroporto, na cidade de Maputo.

Fomos à sua casa num dia desses, tendo como mote uma série de manifestações que estão sendo organizadas por um dos seus fi lhos: Adeodato, com vista a assinalar os 70 anos de vida de um homem que passou a vida inteira a cantar o tempo com instrumentos musicais. Um verdadeiro falcão que se revolta quando, no palco, no seu desempenho, é interrompido por indivíduos que não têm nenhuma cultura de jazz. “Como é que você vai fazer barulho, falando mais alto que os instrumentos, numa sessão de jazz? O jazz não é para qualquer pessoa. Fiquei desapontado no “Gil Vicente” quando, ao tocarmos, vezes sem conta apareciam ali pessoas embriagadas a manifestarem-se de forma negativa. Acho que se devem equilibrar os comportamentos para cada lugar”.

No semblante deste homem nota-se facilmente o sentido de vida. Parece um tigre que perscruta. Ou seja, recebeu-me com desconfiança na sua casa e eu percebi isso. Porém, passado pouco tempo de conversa, sentiuse impelido a abrir-se. Levou-me ao seu arsenal, onde, para além do piano vertical que me mostrou, deixoume contemplar mais cinco pianos eléctricos, um violão, uma bateria, uma guitarra e dois instrumentos de sopro. “Quando acordo fico sem saber que instrumento tocar para preencher os meus sentimentos. Se eu não toco não vivo”. E Mundinho toca aqueles instrumentos todos. O cachimbo é um adereço que faz parte do status deste artista. Fica mais tempo nas mãos do que propriamente nos lábios.

“Mas eu venho fumando desde os meus 20/22 anos, intercalando com cigarrilhas e charutos”. E isso é espantoso porque quando olhamos para o rosto do jazz-man, ele não está degradado. “Nunca tive problemas de saúde por causa do tabaco”

70 ANOS

pianistaSobre os eventos que Adeodato está a organizar em homenagem ao seu pai, Mundinho diz sentir-se bastante honrado. “Estou naturalmente feliz por esta iniciativa do meu fi lho. É uma forma de mostrar às pessoas que eu existo e fazer com que os que não me conhecem saibam quem é Mundinho”. Este músico apresenta-se em público pela primeira vez em 1956, com apenas 16 anos, no “Aquário” (uma casa de pasto famosa na altura, na então cidade de Lourenço Marques).

E daí para a frente foi uma espécie de turbilhão, que nunca mais parou de perfurar. Misturou-se, no seu percurso, com grandes nomes desse tempo, os quais se confundem até hoje, com o seu sucesso. Estamos a falar, por exemplo, de João Franco Dantier, Luís Franco Dantier, Fernando Chichorro, Mário Confaque, Alex Govers, Joel Libombo e o grande Daíco, um guitarrista alucinante que recebeu, pela Associação Africana, a primeira guitarra eléctrica em Moçambique. Mas estes são apenas alguns nomes de uma enxurrada deles, daquele tempo de mitos, porque hoje podemos encontrar Mundinho entre a nata dos melhores jazistas deste tempo. Apesar de Mundinho ser um pianista por excelência, e bom executante de outros instrumentos, poucas vezes – para um músico do seu gabarito – aparece em casas de especialidade.

“Já não tenho idade para tocar por meia dúzias de amendoins. Não vou porque não querem pagar. Os músicos devem ser bem pagos e aqui no nosso país, infelizmente, não está a acontecer isso”. Ainda na senda dos pagamentos, Mundinho recorda- nos que é afi nador de pianos. “Uma vez chamaram- me para o Hotel Polana e perguntaram-me quanto é que queria que me pagassem para afi nar um piano que estava parado há bastante tempo. Pedi 500 dólares e eles dispensaram os meus serviços. Foram contratar um sul-africano que, de certeza absoluta, pediu muito mais do que eu.

O resto você pode perceber o que é que signifi ca”. O músico sente-se – apesar de estar realizado de uma forma geral – desapontado com algumas situações do seu país, onde se nota facilmente que o músico não é devidamente valorizado. Mundinho tem um disco gravado – ainda sem título – com os músicos Filipinho e Edgar Wilson. “Esta obra ainda tem de ser aperfeiçoada. Vai sair no seu devido tempo”. E enquanto o disco não sai, Mundinho está a caminho dos 70 e, quando olha para trás, deixou um caminho feito de trabalho e música bem feita.

Capitão Mário Wilson já tem 80 anos

Posted in Uncategorized with tags , , , , on 19 19UTC Outubro 19UTC 2009 by gm54

Por Carlos Rias (jornal “A Bola”, 18/outubro/2009)

Mario Wilson

É um nome incontornável na história do futebol português. Confessa, ainda hoje, que tem dois amores- o Benfica e a Académica. Mas tudo começou em Moçambique, há 80 anos. Mário Wilson está de parabéns e celebra o aniversário com uma entrevista a A BOLA.

- Lembra-se de Moçambique, das primeiras brincadeiras?- Perfeitamente. Tanto na rua, como nos recreios, manifestava a minha enorme paixão pelo futebol, identificava-me com ele. Quer calçado ou descalço, queria era jogar.
- E o cheiro da terra de África?
- Tenho-o comigo, imortalizei-o na minha memória. E a memória tem-me sido benéfica para coisas que são prioritárias.
- Chegou a constituir uma equipa com os amigos, os «Fura-redes»…
- Isso foi no Alto Maé. Era uma zona de transição, aí já funcionava a sociedade moçambicana. Tive a sorte de ser neto de Henry Wilson…
- Que era americano. E teve uma avó que era rainha…
- Chamávamos-lhe a rainha de Tembe, mas não era bem rainha, era uma princesa, porque era filha de um dos primeiros régulos, que vivia na Catembe. Foi aí que o meu avô, no seu percurso comercial, chegou e a viu. Os régulos tinham filhas que nunca mais acabavam! O meu avô fez uma opção: casar.
- E Henry Wilson…
- Era espectacular. Pegou na minha avó em Tembe e transportou-a para Lourenço Marques. É como ir buscá-la a Almada e trazê-la para Lisboa. Dela teve seis filhos. E educou-os na África do Sul. Isso fez com que aparecesse uma mentalidade diferente em toda a família Wilson. O meu pai também era um dos que ia para lá estudar.
- O seu avô era branco?
- Branquinho! No meu ginásio, o «Mister Wilson», está a minha fotografia, mas para mim é o meu avô que lá está. Há qualquer coisa muito profunda, com raízes espectaculares. Disso não me livro.
- Que fazia o seu pai?
- Quando regressou da Africa do Sul beneficiou da situação privilegiada que o pai tinha. E instalou-se nas oficinas de electricidade e outras que este já possuía. A minha ida para Coimbra tem muito a ver com esta filosofia familiar, com o sentimento de que era preciso estudar, ter cultura, ser independente.
- Jogou numa filial do Benfica, o Desportivo de Lourenço Marques…
- É daí que aparece a minha tendência benfiquista, mais ainda quando começo a ler uma revista, a Stadium. Nessa revista aparecem fulanos africanos, o Paquete, campeão de 100 metros, o Matos Fernandes, campeão barreirista, o Espírito Santo, que era do salto em altura e da velocidade…Todos eles fizeram aparecer em mim esse primeiro amor.
- Mas vem para o Sporting!
- Eu e o Juca éramos da selecção e gozávamos de ser elementos de eleição. Já aí começa a aparecer o Costa Pereira, no Ferroviário. E há um fulano do Sporting, que tinha a papelaria Progresso, que disse: «Estes dois vão para o meu Sporting». E trouxe-nos. Em Lisboa treinava três vezes por semana e ia estudar ali para os lados dos Olivais. Morava na Praça do Chile. O meu pai, pela formação que tinha, sabia que o futebol era coisa passageira.
- Quantos irmãos tem?
- Comigo somos seis.
- Todos formados?
- Os mais novos é que vieram para Portugal formar-se. Eu, um que é psiquiatra e outro que é radiologista, viajámos para cá e é por causa dos estudos que deixo o Sporting, quando tinha acabado de ser campeão nacional. E vou para a Académica. Em Coimbra instalo-me na «república» onde estava o Almeida Santos, já com o meu irmão lá.
- Em Moçambique era conhecido por Corina!
- Corina! Isso aparece de uma forma curiosa. Quando nasço, entra em voga em Moçambique uma música portuguesa. Ainda hoje a canto: «Corina, Mário morreu»E como tive o nome de Mário, a minha madrinha chamava-me de Corina.
- Ainda o conhecem por Corina?
- Quando dizem Corina sei que estou a falar com um moçambicano. Da velha guarda, pois claro!

Campeão no Sporting

- Não veio contrafeito para o Sporting, rival do seu Benfica?
- Não, porque a minha base era os novos horizontes que Portugal me abria. Mais, vinha para substituir o Peyroteo, um dos cinco violinos. A clubite doentia nunca foi muito apanágio meu. Continuo a ter os meus dois amores (Benfica e Académica), mas libertei-me cedo da forma doentia de sentir e dizer «sou deste e não posso ver os outros».
- A viagem para Portugal levou um mês, não foi?
- Viemos no Mouzinho de Albuquerque, eu e o Juca. O Juca era um bonitão, de uma elegância fantástica, ainda por cima de raça branca. Era um dos engatatões nessa viagem. Nos bailaricos lá estava o Juca. Nós, os africanos de côr, ainda que eu tivesse uma estatura agradável, éramos segregados, punham-nos de parte de forma violenta.
- Chega a Alvalade com 19 anos, para substituir um ídolo, também moçambicano.
- E fui o melhor marcador do Sporting logo no primeiro ano e o segundo melhor do campeonato (o Julinho, do Benfica, ficou em primeiro) e campeão nacional na segunda época. Mas quando apareci, creio que nem fiz os jogos todos, não entrei logo de caras.
- Como é que passou a defesa-central?
O Sporting vai jogar uma Taça Latina e lesiona-se o Passos. Não tinham outro defesa-central, eu até era polivalente e disseram-me: «É menino para fazer o lugar do Passos?» Claro, disse que sim. E aceitei, porque antes, na despedida do Peyroteu, num jogo particular, puseram-me a defesa-central e eu abri o livro. Foi no Sporting que comecei nesse lugar. Quando vou para a Académica já vou com a sensibilidade do lugar. Não estranhei ocupar essa posição.

Na académica com ajuda do ministro

- É verdade que a sua transferência para Coimbra meteu a cunha do ministro da Educação?
- É verdade, em absoluto. Havia a famosa Lei de Opção, mas porque eu era estudante, o ministério abriu um precedente que me beneficiou. Depois apareceram outros jogadores, como o Peres, que se transferiram da mesma forma.
- Em Coimbra começa a viver num ambiente subversivo, contra o regime fascista…
- Antes vivi com o Agostinho Neto, em Lisboa. Tinhamos uma intimidade profunda. Nós, os africanos, não nos libertávamos do espírito de independência. Nessa altura reunia com Agostinho Neto, Mário Miranda, Marcelino dos Santos (que fez atletismo comigo) e outros ligados à Guiné e a Cabo-Verde. Juntávamo-nos na Praça do Chile à 2ª feira, era infalível, e íamos numa romaria até aos Restauradores. Em Coimbra junto-me a Chipenda e ao Araújo. Eles acabam por fazer a sua luta, mas entra em acção a PIDE e são presos. Depois são libertados, um pouco por minha influência. Os da PIDE chamaram-me, porque era o capitão da Académica e disseram-me: «Estes tipos queriam fugir e a gente apanhou-os a caminho da Figueira da Foz. É importante que o Capitão faça com que eles abandonem essa ideia. E diga ao Chipenda, que se quiser, deixamo-lo ir fazer os exames que tem marcados na universidade» E foi mesmo, no Mercedes da PIDE, com chaufer e tudo. Mais tarde dá-se um conflito académico de monta, que origina a paragem do campeonato por uma jornada, como forma de protesto contra a colonização. Surgem os militares e somos chamados à Praça da República para definir a nossa posição. Fui o primeiro a ser ouvido, mais uma vez por ser o capitão. «O senhor joga ou não joga?», perguntaram-me. «Desculpem, mas preciso de falar à parte com os jogadores», respondi. Juntámo-nos todos numa sala e falei: «Temos tempo para as nossas lutas, não vamos suicidar-nos colectivamente. Acho que devemos dizer que vamos jogar. E o Chipenda,o Araújo, o N’dalo França e os demais disseram que sim. Mais tarde fugiram e entraram na luta da independência.
- Em Coimbra passa a ser o Velho Capitão…
- Foi a alcunha que mais perdurou. Porquê? Porque em Coimbra fui o eterno capitão, pela minha postura e maneira de ser. Era capitão na Académica quem tinha as habilitações mais elevadas. Até que apareceu Cândido de Oliveira e o Oscar Tellechea e disseram. «Não, o fulano que tem o perfil de capitão que nós imaginamos é Mário Wilson.» E fui capitão para sempre.
- Conheceu Mestre Cândido. Como era o homem, o treinador?
- Tive um convívio extremamente forte com ele. Foi sempre impecável. Ia para o hotel Astoria, onde vivia e falávamos horas a fio de futebol. Era um homem de grande dignidade, que gostava do bom convívio. Era uma delícia ouvi-lo. E era profundo, humano e inteligente no que defendia. Foi um dos catedráticos do futebol. Havia um grupo de doutores no café Arcádia que requisitava o Cândido e ele presidia a essas reuniões como um autêntico catedrático, com um domínio cultural impressionante sobre tudo o que se passava.
- Iniciou a sua carreira de treinador como adjunto dele, não foi?
- Sim, ainda era jogador, quando fui seu adjunto.
- Em 1963 acaba como jogador. Passa a adjunto de Otto Bumbel, depois de Janos Biri e de Mário Imbelloni e a fechar este ciclo é adjunto de Pedroto.
- Quando o Pedroto sai é que eu assumo o lugar de treinador da Académica. O Pedroto era intratável. Tinha atitudes que roçavam o racismo. Ele queria sempre ser o big boss.
«Pedroto era ele, ele e só ele»
- As grandes lutas Norte-Sul começam entre Pedroto e Wilson. E são lutas duras…
- São, são… Mas em Coimbra eu era o Capitão e os jogadores andavam à minha volta, pouco ligavam ao Pedroto. Eu era o espírito académico, o Pedroto era ganhar, ganhar…tinha uma determinação própria, um pouco a destoar daquele ambiente de Coimbra.
- Pedroto deixa a Académica por dar uma punhada num jornalista de Coimbra, não é?
- Exactamente. Ele foi acumulando pequenos ódios. Tinha coisas tal como o Pinto da Costa, de uma determinação inabalável. Uma das máximas do Pedroto era: «Morrer por morrer, que morra o meu pai, que é mais velho». Isto era Pedroto.
- Ia falar da saída de Pedroto…
- O Porto foi jogar a Coimbra e esse tal jornalista, depois do jogo, escreveu: «Este jogo antes de começar já estava perdido.» O Pedroto não esperou, foi ao café onde se reuniam os teóricos, viu o jornalista e perguntou-lhe: «Foi você que escreveu isto?». – «Fui, porquê?» E Pedroto respondeu-lhe com um soco nos queixos. Isto era Pedroto.

Uma tremenda farra

Posted in Uncategorized with tags , , , on 18 18UTC Outubro 18UTC 2009 by gm54

Erasmo Carlos

Os parceiros musicais Roberto e Erasmo Carlos já declararam a sua afeição mútua na antológica canção “Amigo”. Na vida privada, as proclamações de amizade são menos convencionais. Nos anos 80,  num restaurante de Los Angeles, Roberto repreendeu Erasmo pela sua suposta falta de asseio: o Tremendão – como é conhecido desde os tempos da jovem guarda, movimento que lançou o rock brasileiro nos anos 60 – não havia lavado as mãos antes de ir aos lavabos. Hipocondríaco, conhecido pelas suas estranhas manias, Roberto Carlos tentou convencer o parceiro de que o órgão sexual masculino é uma peça frágil, susceptível a todo tipo de infecção – tocá-lo com as mãos sujas indicaria descuido com o próprio corpo.

Para provar a sua sintonia com o corpo, Erasmo embarcou numa candente defesa do próprio instrumento (não musical, bem entendido). “Ele obedece-me, entende-me, está sempre pronto para a guerra. É o meu melhor amigo”, disse. “Ele já te emprestou dinheiro?”, perguntou Roberto. E, diante da negativa de Erasmo, concluiu: “Então eu sou o seu melhor amigo”. Esse diálogo esquisito é uma das muitas anedotas incluídas por Erasmo em “Minha Fama de Mau”, que chega a partir de sexta-feira às livrarias.

Despretensioso e muito bem-humorado, o livro, com texto final do jornalista Leonardo Lichote, não é uma autobiografia minuciosa do cantor – trata-se antes de uma espécie de álbum de memórias, uma reunião de casos vividos por Erasmo em cinquenta anos de carreira, com flagrantes impagáveis da música brasileira do período.

Filme “A Ilha dos Espíritos” apresentado na sede da UNESCO em Paris

Posted in Africa, Cinema, História with tags , , , on 14 14UTC Outubro 14UTC 2009 by gm54
A película aborda a história da Ilha de Moçambique, que muito antes de dar o nome ao país, durante séculos, teve um papel fundamental no Oceano Índico, como ponto de escala para navegadores do Oriente e do Ocidente que procuravam alargar as fronteiras do mundo

A película aborda a história da Ilha de Moçambique, que muito antes de dar o nome ao país, durante séculos, teve um papel fundamental no Oceano Índico, como ponto de escala para navegadores do Oriente e do Ocidente que procuravam alargar as fronteiras do mundo

O filme moçambicano, “A Ilha dos Espíritos”, sobre a Ilha de Moçambique, foi projectado para um auditório constituído pelos participantes da 35ª. Conferência Geral da Organização para a Educação, Ciência e Cultura das Nações Unidas (UNESCO), que decorreu na sua sede, Paris, semana passada. A projecção fez parte de uma sessão especial sobre Moçambique, que teve como tema a “Diversidade Cultural e Desenvolvimento Sustentável”.

“A Ilha dos Espíritos”, um documentário de 63 minutos, foi realizado por Licínio de Azevedo e co-produzido pela Ebano Multimédia e Technoserve. Foi estreiado durante o IV Dockanema, Festival do Filme Documentário, que decorreu em Maputo de 11 a 20 de setembro último.

A película aborda a história da Ilha de Moçambique, que muito antes de dar o nome ao país, durante séculos, teve um papel fundamental no Oceano Índico, como ponto de escala para navegadores do Oriente e do Ocidente que procuravam alargar as fronteiras do mundo conhecido até então. Nela (película) intervêem um historiador especializado na ilha e um arqueólogo marítimo que traz à superfície tesouros há muito perdidos em naufrágios.

O quotodiano dos habitantes da Ilha de Moçambique, actividades, hábitos, cultura, é nos dado a conhecer por inúmeros outros personagens: um pescador que relata as aventuras na sua frágil embarcação; o “porteiro” da ilha que controla quem entra e sai dela pela ponte que a liga ao continente; uma famosa dançarina e animadora cultural; uma coleccionadora de capulanas e jóias antigas; uma conhecedora dos seres mágicos que povoam o imaginário colectivo dos ilheus.

Empresa americana lança boneca de Michelle Obama

Posted in Artes Plásticas, Comportamento with tags , on 14 14UTC Outubro 14UTC 2009 by gm54

Miniatura reproduz os braços descobertos como traço característico da primeira-dama dos EUA

EE.UU. GENTEA fabricante de brinquedos americana Jailbreak Toys lançou nesta semana uma boneca da primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama. A miniatura reproduz um traço característico de Michelle: os braços descobertos.

EE.UU. GENTE

A boneca tem 15 centímetros de altura e será vendida por 12,99 dólares. A empresa também já lançou modelos do presidente Barack Obama e das filhas do casal, Sasha e Malia.

Fotojornalismo mundial na Fortaleza de Maputo

Posted in Fotografia on 29 29UTC Setembro 29UTC 2009 by gm54
Estivador

Estivador

A Embaixada do Reino dos Países Baixos em Maputo traz pelo terceiro ano consecutivo a exposição da “World Press Photo” a Moçambique. A exposição estará patente de 3 a 22 de Outubro próximo na Fortaleza em Maputo.

Esta exposição móvel é única, e resulta de um concurso anual de fotografia jornalística. A abertura oficial será presidida pelo Sr. Frans Bijvoet, Embaixador do Reino dos Países Baixos em Moçambique.

Na amostra será exibido um total de 196 fotografias, incluindo a fotografia vencedora do ano, uma imagem a preto e branco do fotógrafo americano Anthony Suau, e as outras imagens vencedoras de cada uma das dez categorias.

Anualmente, um júri internacional e independente, consistindo de treze membros, avalia as entradas em 10 categorias diferentes, submetidas por fotojornalistas, agências, jornais e revistas de todos os cantos do mundo. A competição deste ano atraiu mais de 5508 fotógrafos de 124 países. No total 96 268 imagens deram entrada para o concurso.

Este ano o júri seleccionou uma imagem a preto e branco do fotógrafo americano Anthony Suau como a fotografia vencedora da “World Press Photo”, cujo tema é a crise financeira mundial. A imagem mostra um polícia armado do Departamento de Xerife do Condado de Cuyahoga a caminhar numa casa em Cleveland, Ohio, após os ocupantes terem sido despejados como resultado de falta de pagamento. Os polícias têm de assegurar que a casa está livre de armas, e que os residentes saíram da casa.

Velho Ngomane, prováveis 95 anos, da aldeia Germantine, Namaacha, Moçambique

Velho Ngomane, prováveis 95 anos, da aldeia Germantine, Namaacha, Moçambique

A fotografia vencedora, tirada em Março de 2008, integra-se numa história comissionada pela revista “Times”. A história fotográfica completa ganhou o segundo prémio na categoria de Vida Quotidiana deste concurso.

A “World Press Photo” é uma organização independente e sem fins lucrativos. Os seus escritórios são em Amesterdão, onde a “World Press Photo” foi fundada em 1955. O seu principal objectivo é apoiar e promover internacionalmente o trabalho de jornalistas fotográficos profissionais. Ao longo dos anos a “World Press Photo” tem evoluído para uma plataforma independente para fotojornalismo e troca de informação gratuita.

De forma a atingir os objectivos, a “World Press Photo” organiza anualmente o maior e mais prestigiado concurso de fotografia jornalística mundial. Projectos educacionais desempenham um papel importante nas actividades da “World Press Photo”. Seminários e “workshops” estão abertos a fotógrafos individuais, agências fotográficas e editores fotográficos estão organizados em países em desenvolvimento. A Masterclass do conceituado fotógrafo Joop Swart, é tida anualmente nos Países Baixos, direccionada a fotógrafos com talento no início das suas carreiras. Recebem instruções práticas e conselhos profissionais de chefes nesta profissão.

De referir que a exposição anual da “World Press Photo” é exibida em cerca de 100 lugares em todo o mundo.

Músicos moçambicanos escalam Dinamarca

Posted in Moçambique with tags , , , , on 29 29UTC Setembro 29UTC 2009 by gm54
Deodato Siquir, na forja o CD "Mandamentos da vida"

Deodato Siquir, na forja o CD "Mandamentos da vida"

Um grupo de músicos moçambicanos encontra-se desde segunda-feira, 28, na Dinamarca, onde vai participar na “Semana de Moçambique”, um evento de intercâmbio cultural a decorrer naquele reino de 5 a 9 de Outubro próximo.

A comitiva integra os músicos Eduardo Maciel (Dua), Paulo Wilson, Raimundo Mauele, Fanuel Macuácua (Sacre), Orlando Venhereque, João Cabral, Hélder Gonzaga, Samuel Matsinhe (Samito), Celso Paco e Deodato Siquir, estes dois últimos radicados na Suécia.

Durante a sua estadia na Dinamarca, os músicos vão participar, dentre vários eventos, em “workshops”, nos quais artistas irão transmitir os seus conhecimentos de música moçambicana a estudantes locais, além de realizar concertos musicais.

O intercâmbio cultural “Semana de Moçambique” é da iniciativa do Conservatório Rítmico de Copenhaga, em colaboração com o músico Deodato Siquir, que, apesar de estar radicado na Suécia, tem estado a expandir as suas actividades em diversos pontos da Europa.

Depois deste evento, Siquir e outros músicos moçambicanos integrantes da Banda de Maputo irão fazer digressão pela Dinamarca e Suécia, realizando três espectáculos musicais, dois deles no primeiro país.

Vencedor do prémio “Revelação” do concurso “Ngoma Moçambique”, a maior parada musical no país promovida pela Rádio Moçambique, Siquir lançou, em 2007, em Copenhaga, o seu primeiro CD a solo intitulado “Balanço”.

Stewart Sukuma, na Dinamarca, aqui com Edmundo Galiza Matos

Stewart Sukuma, aqui com Edmundo Galiza Matos, participa no CD de Deodato Siquir, "Mandamentos da Vida"

Neste momento, ele está a preparar o seu segundo disco entitulado “Mandamentos da Vida”, encontrando-se agora na fase de misturas.

“Mandamentos da Vida” conta com a participação especial dos artistas Hélder Gonzaga, Dua, Sacre, Valter Mabas, Rahima, Stewart Sukuma, Etienne Mbappe, Soweto Kinch, Preben Carlsen, Soren Heller e Phong Le.(X)

Sivuca: O “Mestre da Sanfona” na RM

Posted in Uncategorized on 2 02UTC Dezembro 02UTC 2008 by gm54

Sivuca

Esta quinta-feira, 4, vai para o ar na estação “Antena Nacional” da Rádio Moçambique, o programa “O Clube dos Entas“, já na sua décima nona edição.

Sivuca e a banda Jamaica Jazz Allstars, são os destaques.

 Sivuca, através do seu CD “Live At The Village Gate”, onde se pode ouvir um espectáculo realizado na cidade norte-americana de Los Angels em 1973. Trata-se de um dos melhores jazistas que o Brasil já produziu. Não é por acaso que o apelidaram de “O Mestre da Sanfona”.

Quanto ao Jamaica Jazz Allstars: confesso que não conhecia nada do jazz produzido naquela ilha do Caribe. Tanto eu quanto os ouvintes, sobretudo dos de Moçambique, tomaremos contacto com esta banda pela primeira vez. Vale a pena ouvir.

O Programa “Clube dos Entas”, destina-se a um vasto auditório, como não podia deixar de ser, mas o seu enfoque principal vai para a faixa etária dos que nasceram nas décadas 50, 60 e 70.

Poderá ser escutado em Maputo na frequência 92.3 (FM) ou nos emissores da Rádio Moçambique espalhados pelo país; ou então na internet no site www.rm.co.mz, nos seguintes dias (horas) da semana: segunda-feira (22H05) e reposição quinta-feira (02H05).

Muito me agradaria receber informações sobre o programa: as condições em que ele é ouvido, a sua qualidade técnica, o conteúdo e, o que é importante, sugestões para melhorá-lo.

Maputo: Fourplay sob as acácias rubras

Posted in Uncategorized with tags on 3 03UTC Dezembro 03UTC 2008 by gm54

fourplay-50th-grammy-celebration-021 

Os “Fourplay” apresentam-se sexta-feira, no jardim municipal da Matola, cidade-satélite da capital moçambicana Maputo, a cidade que inspirou o baixista Marcus Miller a compor o tema “Maputo” nos 1980, em parceria com o tecladista Bob James e o saxofonista David Sanborn.

Este quarteto de jazz integra exímios instrumentistas: Bob James (tecladista), Nathan East (baixista), Larry Carlton (guitarrista) e Harvey Mason (baterista).

“Nascido de uma pequena ideia” que passou pela cabeça de Bob James de viver e tocar o jazz a quatro, a banda desembarca quinta, 4, depois de ter actuado semana passada no México. Ruma depois para Johanesburgo, a capital económica da África do Sul.

Quem já se encontra a respirar os aromas da cidade das acácias (o nosso dezembro é rubro) é Bob James para, como declarou ao jornal “Notícias”,  “aproveitar sentir o pulsar de uma terra a que  venho pela primeira vez”, embora a palavra “Maputo” tenha estado na ponta da sua lingua nos dias que antecederam ao arranjo final do tema proposto por Marcus Miller.

Muita produção musical do “Fourplay” ou de cada um dos seus integrantes vai “girar” no palco do jardim municipal da Matola (de que sou vizinho). Uma miscelânia para ser mais exacto: “Elixir”, “A Summer Child”, “Between The Sheets”, entre outras.

Os seus fãs moçambicanos sabem que a sua carreira estende-se por mais de quatro décadas, marcada no início pela memorável actuação no Festival de Jazz de Notre Dame, em 1962.

 

FOURPLAY

 

Tecladista, produtor, arranjista e compositor. Os seus fãs moçambicanos sabem que a sua carreira estende-se por mais de quatro décadas, marcada no início pela memorável actuação no Festival de Jazz de Notre Dame, em 1962. Um músico de estúdio por excelência bastante requisitado por tantos músicos, Earl Klug e David Sanborn. Até mesmo como director musical da insuperável Sarah Vaughan. 27 albuns a solo, três produções clássicas – aqui tem BOB JAMES.

 

“With a Little From My Friends” é a mais importante obra do guitarrista LARRY CARLTON. “Parida” há quarenta anos exactos. Breve passagem pelo “The Crusaders”, seguida de uma carreira a solo e as inevitáveis solicitações de parcerias, entre elas,  Barbara  Streisand e Joni Mitchel, esta celebrizada, entre outros temas por “Big Yellow Taxi”. Carlton entrou para o quarteto pela vaga deixada por Lee Ritenour.

 

Phill Collins, Eric Clapton, Michael Jackson e Babyface, esses “monstros” da World Music podem testemunhar que alguns dos seus sucessos  foram escritos por NATHAN EAST. A mão deste baixista “mexeu” no “Unplugged In NYC” do BFace, 1997,   participado por EClapton, Stevie Wonder, Shanice Wilson, os Boyz II Man.  Os feitos do Nat não cabem aqui, mas aí vai mais um: digressões mundiais com Clapton durante anos tocando o “superplatinado” álbum “Unplugged”.

 

Poucos serão certamente aqueles que tiveram o privilégio de trabalhar com gigantes do jazz como Duke Ellington e Errol Garner.  Viu e viveu o nascimento e posterior “explosão” da mítica editora “Jazz Blue Note”,  “rufou” a bateria no Herbie Hancock qnd The Headhunters e em várias outras bandas, vencedoras umas de discos de ouro e outras de platina e, vejam só, tocou em 150 trilhas musicais de filmes e actuou em 11 festas de premiação dos Óscares. HARVEY MASON, de seu nome.

 

Este é o FOURPLAY  que Maputo (Matola) vai ouvir sexta-feira.  Fundado em 1991. Mais de dez álbuns, um milhão de cópias vendidas pelo mundo inteiro: clássicos, jazz, pop, rock, blues e R&B, tudo isso, é suficiente para alegrar até ao rubro as acácias da “Pérola do Índico”.  

Grutas da Maringanhana: os sussuros são audíveis

Posted in Turismo with tags , on 8 08UTC Dezembro 08UTC 2008 by gm54

Gruta na praia de Maringana, Pemba, Moçambique

Gruta na praia de Maringana, Pemba, Moçambique

Moçambique pode ser considerado um país com um inesgotável manancial de recursos naturais, destacando-se entre eles, a natureza, ainda em estado “virgem”.

Tanto no interior, quanto na sua orla marítima de mais de 2.700 km, o país possui centenas de praias, em algumas das quais a presença humana é rara, com areais brancas, aguas cristalinas e onde a fauna marinha não conhece o depredador ”homem”. Muitas são as ilhas e ilhotas onde a presença do homem ainda não se fez sentir.

Este “acordar” do real potencial turístico moçambicano só agora começa a vir ao de cima através de uma “agressiva” publicitação internacional desencadeada nos últimos anos pelas entidades governamentais em parceria com operadores privados: muitas unidades hoteleiras já se encontram a funcionar, ilhas antes desabitadas já possuem infra-estruturas de primeira linha, algumas das quais estão a acolher visitas mais ou menos discretas de personalidades famosas do mundo político, empresarial e artístico internacional.

No interior, o Parque da Gorongoza, na província central de Sofala, começa a renascer das cinzas, com a fauna bravia a recompor-se após a devastação causada pela guerra que se abateu sobre Moçambique durante 16 anos.

No Lago Niassa, embora ainda que de forma tímida, algo está a ser feito para atrair os turistas, para rivalizar com o que o vizinho Malawi já realizou. Nesta região do norte de Moçambique, a Reserva de Mecula, está também a atrair os turistas que apreciam a caça e colecção de troféus.

Para não falar das praias das províncias de Gaza e Maputo, no sul,  já bastante conhecidas internacionalmente: Bilene, Zongoene, Togo, Závora, Bazaruto, etc.

Rádio Moçambique: As velhas máquinas ainda funcionam … e bem!

Posted in Radiodifusão with tags on 8 08UTC Dezembro 08UTC 2008 by gm54

Gravadores de fita magnética "RevoxA primeira emissão de Rádio em Moçambique foi transmitida no dia 18 de Março de 1933, por iniciativa dum grupo de entusiastas. Naquele distante ano, a primeira Sede foi instalada num prédio denominado JA ASSAM (onde hoje  funciona o Centro de Estudos Brasileiros).

Funcionando em pequenos períodos de emissão, e por decisão do Governo da época, esta Estação Emissora foi designada de Grémio dos Radiófilos de Moçambique.

Com o aumento dos horários de transmissão de programas, que consistiam basicamente em noticiários e música, foi necessário mudar de instalações, facto que levou os mentores do projecto a se transferirem da Av. da República (hoje Av. 25 de Setembro) para a Rua Araújo (hoje Rua de Bagamoyo).

Alguns anos depois e pela via de contribuição dos ouvintes, foi construído o Edifício Sede da Rádio, o edifício onde nos encontramos instalados hoje. Nessa altura muda-se a designação. Aquilo que era o Grémio de Radiófilos, passa a chamar-se Rádio Clube de Moçambique, uma designação que se mantém até 02 de Outubro de 1975.

Na ocasião o Governo Moçambicano decide nacionalizar as estações existentes (Rádio Clube de Moçambique, Voz de Moçambique, Emissora do Aero Clube da Beira e Rádio PAX) e criar a Rádio Moçambique.

Durante muitos anos a RM funcionou como Empresa do Estado, tendo passado a Empresa Pública a 16 de Junho de 1994.

A RM possui um efectivo de 902 trabalhadores à escala nacional, que exercem as mais variadas profissões da área da comunicação social, que são apoiadas por outros profissionais, ligados aos serviços técnicos, administração, finanças, publicidade e pessoal oficinal.

A RM transmite em português, em inglês e em 20 Línguas Moçambicanas.

Para além do Canal Nacional, da Rádio Cidade, do RM Desporto e do Maputo Corridor Radio (que difunde em língua inglesa), a Rádio Moçambique tem instalado um Emissor em cada uma das nossas capitais provinciais.

Guitarrista moçambicano lança CD

Posted in Uncategorized on 10 10UTC Dezembro 10UTC 2008 by gm54
Amável Pinto roqueiro na Marrabenta

Amável Pinto roqueiro na Marrabenta

O GUITARRISTA Amável Pinto (Amável) lança esta sexta-feira, 12, em concerto, o seu segundo disco de originais, intitulado “Uni Verso”, o mesmo que verso único, palavra única, um mundo único. O disco é composto por 14 temas e sai três anos depois do seu primeiro que leva o nome de “Meta Mor Fozes”. O concerto de lançamento do disco “Uni Verso” será às 20:00 horas, no Centro Cultural Universitário da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo. Na manhã de sábado Amável tocará em frente à loja Gringo. No dia 19 deste mês, Amável vai lançar o seu disco na cidade da Beira, em Sofala, no espaço Miramar.

Em palco Amável estará com Paito Tcheco, que vai tocar bateria; Nádia, que estará com a segunda guitarra, e Gerson que cuidará da viola baixo.

Paito Tcheco trabalhou ao lado de Amável para a produção do disco e tocou bateria, viola baixo e fez percussão. Amável fez todas as guitarras e Nádia teve a participação com guitarra ritmo, para além de o disco contar com um tema seu. Por outro lado, participaram os italianos Giuseppe Millici e Gaeteano, que tocaram harmónica e saxofone, respectivamente.

Para o músico, a diferença que há entre o primeiro e o segundo discos reside no facto de o primeiro ter sido a súmula de uma carreira de cerca de 20 anos, enquanto que o mais recente é a experiência de três anos de um trabalho com muita intensidade, vigor e vontade de querer continuar a trabalhar mais e melhor. “A partir daqui é só empreender uma viagem sem regresso. Já não pode haver mais paragens. Não temos que esperar mais ou aguentar mais de 20 anos”, diz Amável.

“A Marrabenta está aqui, comigo. Ela vive comigo, por isso o Fanny Mpfumo está também presente e visível, porque ele é um clássico e eu o admiro. O Rock eu o conheço perfeitamente, pois foi a minha primeira escola. Quanto à música Clássica, essa foi o que sempre quis e pesquisei muito. Esses três ritmos estão presentes e sempre me acompanham”, comenta.

O disco tem vários temas, entre os quais “Minha Terra”, “Rascunho”, “A Voz”, “Tocar Viola”, “Ventos do Além”, “Then you Came”, “Uni Verso”, “Mamana Elidia”, “Nádia Marrabenta” e “Depois da Dor”.

Actualmente, Amável está a dar aulas de guitarra clássica na Escola de Comunicação e Artes (ECA) na Universidade Eduardo Mondlane. Ele está ligado àquela instituição de ensino superior desde Março, altura em que foi contratado. “A guitarra clássica foi o que me faltou quando comecei o meu projecto e me faltou. Já tinha ritmos como Rock e Marrabenta, mas para completar o meu projecto me faltava a guitarra clássica”.

Amável Pinto é formado em Guitarra Clássica pela Universidade da África do Sul (UNISA).

Música – TIMBILA TA GWEVANE : Viagem pelo Índico à busca de intercâmbio

Posted in Uncategorized with tags , , on 10 10UTC Dezembro 10UTC 2008 by gm54
Timbila de Moçambique, património da humanidade

Timbila de Moçambique, património da humanidade

UM grupo de jovens dançarinos e tocadores moçambicanos deslocou-se recentemente para a Ilha Reunião numa digressão que tinha como objectivo a troca de experiências e o intercâmbio cultural entre os artistas que fazem parte dos países banhados pelo Índico.
Numa viagem em que estiveram fora do país por mais de 10 dias, o grupo começou por se deslocar à Suazilândia, onde trabalhou com artistas locais, particularmente dançarinos. Depois, com os suazis partiram para a África do Sul, tendo ficado a trabalhar com vários grupos de canto e dança daquele país. Os trabalhos iniciaram na cidade de Durban e depois todos se deslocaram para Joanesburgo, donde depois partiram para a Ilha Reunião. O grupo moçambicano era composto por oito elementos, sendo seis homens e duas mulheres e tinha como chefe da equipa Bob Mahuaie, líder da banda Timbila ta Gwevane. Bob Mahuaie explicou que uma das razões que motivou esta digressão para a participação num festival que já tem tradição na Ilha Reunião no mês de Novembro tem a ver com a necessidade de manutenção dos ritmos e sistemas tradicionais, sobretudo aqueles que são assentes no toque, no canto e na dança e nos motivos que há por detrás da preparação dos instrumentos tradicionais utilizados nessas manifestações culturais.

Ganhos da participação

De Moçambique, o prato forte que os jovens levavam era a Timbila, os Tambores e várias danças tradicionais.
O nosso interlocutor observa que países como a África do Sul, a Suazilândia, e outros ilheus como Mayotte e Seychelles tem uma componente forte na preservação da sua cultura tradicional, comparativamente ao que tem acontecido nos últimos anos entre nós. A tendência no nosso país, diz, é de uma estilização daquilo que é tradicional para dar azo a coisas fúteis e supérfluas que não têm enquadramento naquilo que é de raiz.
“O que nós descobrimos é que esses são países que se preocupam em preservar o seu rico e vasto património cultural. Por outro lado, eles têm diversos festivais, alguns até que chegam às localidades, aos distritos e às províncias. E nós não temos esse tipo de eventos, para além de que dependemos somente de efeméride para sair à rua e realizar coisas pequenas”, lamenta.
Refere que foram ovacionados os grupos culturais da África do Sul e da Suazilândia, sobretudo pela sua performance não só no palco, como pelos motivos que apresentaram uma vez que tanto o canto, como a dança, os instrumentos, a mensagem e a indumentária personalizam a vida cultural tradicional dos seus países. Nada está estilizado.
Para além dos tambores, que são os tradicionais batuques, e da timbila, o grupo levava consigo uma relação da timbila, do batuque com viola baixo, perfeitamente executada por Neuza Naiene.
Aliás, esta exímia baixista, Neuza Naiene, desloca-se ainda este mês para França, onde vai participar num festival cultural de música, canto e dança tradicionais. Neuza vai viajar em nome da banda Timbila ta Gwevane, que é um grupo que se dedica à produção de música tradicional. Neuza escalará aquele país europeu com mais uma colega, sendo que a sua partida está agendada para o dia 14 e o regresso a 24 do mês em curso.
“Esta viagem é produto da entrega e dedicação da nossa banda – Timbila ta Gwevane – , em parceria com o Município da Matola. Nós temos vindo a trabalhar juntos nossos últimos tempos, o que agradecemos sobretudo o apoio que temos recebido por parte do Município”, conta Bob Mahuaie.
Entretanto, um dos principais nós de estrangulamento desta banda é o facto de receber muitos convites para digressões no estrangeiro e mesmo para algumas províncias dentro do país, entretanto, não ter como dar encaminhamento a isso.
“Quando a gente mostra os convites para representarmos o país fora muito dizem que nós somos um grupo desconhecido. E nós nos perguntamos afinal não é trabalhando que nos vamos tornar conhecidos?”, questiona, ao mesmo tempo que revela que a sua banda já tem estatutos elaborados faltando apenas proceder ao registo no cartório notarial.
Quanto aos projectos futuros, o nosso entrevistado referiu que, para além de música tradicional, eles formaram um colectivo que está a trabalhar para a preservação do canto, dança e instrumentos tradicionais. Com esta equipa eles lutam pela preservação dessa componente tradicional.
Mas, também tem desenvolvido outras potencialidades, como a música de fusão, por exemplo, mas sem perder a base tradicional.
Actualmente, Timbila ta Gwevane é composto por 10 músicos, num grupo que conta já com uma formação de juniores, no qual estão petizes de 8 a 16 anos, entre bailarinos e músicos, ainda numa fase de aprendizagem.

Wazimbo: 60 anos ao serviço da música moçambicana

Posted in Uncategorized with tags on 12 12UTC Dezembro 12UTC 2008 by gm54

"Waz" para os amigos

"Waz" para os amigos

No passado dia 11 de novembro, Wazimbo, nome artístico de Humberto Carlos Benfica, completou 60 anos. Quarenta ao serviço da cultura moçambicana, particularmente da música.

 

O Waz – assim o chamam os seus amigos – nasceu no emblemático bairro da Mafalala. Aos oito anos ruma para o distrito de Chigubo, no então distrito de Gaza, onde inicia os primeiros passos para a sua actual carreira ao lado de nomes sonantes da música moçambicana, entre eles Hortêncio Langa, José Mucavele e Miguel Matsinhe.

 

Ainda década de 50, juntamente com Hlanga (irmão de Pedro Langa), JMucavele e Mmatsinhe, decidem formar “Os Rebeldes do Ritmo”, disignação abandonada pouco tempo depois com a adopção de “Silver Stars” e, já na entrada da década de 60, optam por um outro nome: “Geysers”.

 

Já com o guitarrista Pedro Nhantumbo, os “Geysers” conquistam o quarto lugar na única olimpíada musical realizada na então capital da colónia de Moçambique, Lourenço Marques, evento realizado no Cinema Nacional, hoje transformado em centro cultural universitário.

 

Dá-se então uma virada importante na carreira do Wazimbo: os seus companheiros são chamados para a “tropa”. Desfaz-se o grupo; o hoje sexagenário aceita, em 1972, um convite para se exibir em terras angolanas, aventura que durou dois anos.

 

Com outras vivências e experiências e amizades, Wazimbo regressa ao seu país em 1974, trabalha com artistas integrados na Associação Africana, iniciando assim uma meteórica ascensão no panorama musical de Moçambique já independente.

 

Em finais da década de 70 Humberto Carlos Benfica responde positavamente ao convite da Rádio Moçambique para integrar a banda desta estação emissora, o Grupo RM, a que se juntam outros “velhos” companheiros: Sox (guitarra), Zeca Tcheco (bateria), Milagre Langa (guitarra), José Mucavele (guitarra), Pedro Ben (vocais), entre outros. Foi uma verdadeira “Big Band” que, quanto a mim, imprimiu novos caminhos para a música ligeira moçambicana e ajudou a divulgar o nome de Moçambique nos palcos internacionais.

 

O Grupo RM desintegra-se ainda na primeira metade da década de oitenta, e muitos dos seus integrantes, entre eles Wazimbo, juntam-se a uma outra “Big Band”, a Marrabenta Star, integrada com duas vozes femininas de ouro: Mingas e Dulce.

 

A “Marrabenta Star” produz a famosa obra “Independence Marrabenta”, onde a marca “Waz” é reconhecida por bonitas interpretações, entre elas, “A Wapfana wa Wetela” e “Marosana”, bastante tocadas em barracas, bares e locais de entretenimento “chic”.

 

Em 1998, Wazimbo, já a solo, lança o seu disco, “Makwero”, gravado na África do Sul, país para onde pretendeu ir estabelecer-se a certa altura. Hoje, faz parte de um novo “Grupo RM”, apenas com dois nomes da primeira banda: Zeca Tcheco e Sox.

 

Wazimbo considera que o momento mais alto da sua carreira aconteceu em 1987 quando viaja e trabalha na Holanda e França, jornada que resultou na edição de dois discos “Independence” e “Pequinique”. Para tristeza do nosso sexagenário,  os dois albuns nunca foram publicados e vendidos em Moçambique.

Rádio Moçambique: Memórias de um doce calvário

Posted in Radiodifusão with tags on 12 12UTC Dezembro 12UTC 2008 by gm54

Edificio-sede da Rádio Moçambique em Maputo

Edifício-sede da Rádio Moçambique em Maputo

Para Silvestre Sechene, jurista, a leitura deste livro de autoria de Luís Loforte, “proporcionará aos que se interessam pelas matérias da radiodifusão, e não apenas a estes, a oportunidade de se informarem sobre a história recente da rádio, particularmente no período de transição de Rádio Clube de Moçambique para a actual Rádio Moçambique”.

 

Assim escreveu aquele jurista no prefácio daquela obra publicada em 2007.

Trata-se de uma incursão em que, cito de novo Sechene, “habilidoso, Luís Loforte, agacha-se na noite das memórias e oferece-nos o que podem ser considerados aspectos preciosos da história da radiodifusão em Moçambique”.

 

O livro, que recomendo vivamente aos radiófilos de todos os quadrantes, pode ser adquirido em algumas livrarias da cidade de Maputo – fora da capital não se conhecem livrarias – ao preço de 250,00 Meticais (Usd10).

 

Não resisto em reproduzir um excerto do capítulo Rádio Clube de Moçambique, esperando eu que o seu conteúdo sirva para “aguçar” a curiosidade dos bloguistas e a pertinência de ter nas suas prateleiras uma obra de tão elevado valor.

 

“O RCM era a maior e a mais antiga das tres estações emissoras que entraram na constituição da Rádio Moçambique, mas não e a ele, pelo menos com essa denominação, que se devem as primeiras transmissões radiofónicas em Moçambique. As primeiras emissões experimentais de rádio, conhecidas em Moçambique, datam de 16 de fevereiro de 1933, uma quinta-feira. Formalmente, porém, as emissões arracaram a 18 de Marco do mesmo ano, um sábado, naquilo que foi o primeiro sinal do Grêmio, lançado a partir de um prédio situado na então Avenida da Republica, hoje 25 de Setembro, antes de passar a emitir a partir de instalações igualmente alugadas na então Rua Araújo, hoje Rua de Bagamoyo, em Março de 1939. Por decisão dos seus associados, o Grêmio passou a chamar-se Rádio Clube de Moçambique, em 29 de julho de 1937, uma quinta-feira, num ano em que em toda a colónia apenas existiam mil e quatrocentos receptores de rádio, metade dos quais na cidade de Lourenço Marques (Maputo, hoje). Até aí, na colónia apenas se escutavam de forma regular as emissões da União Africana, e da Europa e América do Norte quando calhava”.

 

“A ideia da criação do “Grêmio” partiu de dois radioamadores, nomeadamente Augusto das Neves Gonçalves e Firmino Jose Sarmento, aos quais, mais tarde, se juntaria Aniano Serra, contando com o apoio cúmplice dos comerciantes dos receptores e materiais afins”. (…)

 

“ …. Em 1937 o “Grêmio” passou a chamar-se Rádio Clube de Moçambique. Na verdade, só a responsabilidade de se chamar “Rádio Clube de Moçambique” pertcenceu aos associados, porquanto a da alteração coube às autoridades políticas de então, provavelmente porque a designação de “Grêmio” carregava consigo uma conotação corporativa e, portanto, algo do foro político e industrial. O “Estado Novo” classificava tudo em função dos fins. Pela natureza e fins perseguidos, uma associação de radiófilos não podia ser um grêmio. Grêmio eram, por exemplo, as associações industriais de óleos vegetais, das indústrias de transportes e automóveis pesados ou dos indústriais gráficos. Organização corporativa viria também a ser a União Nacional, o partido do ditador António de Oliveira Salazar. Impôs-se, portanto, que o “Grêmio” adoptasse uma designação do foro das “Sociedades de Recreio”, como o Clube Militar …”.

 

Se, ao tempo do Rádio Clube, o locutor dizia, depois do gongo, “Aqui Portugal Moçambique, fala-vos o Rádio Clube de Moçambique, dos seus estúdios em Lourenço Marques”, o do Grêmio, em português e inglés, referia: “Aqui Lourenço Marques CR7AA, estação emissora do Grêmio dos Radiófilos, trabalhando na frequência dos 6137 quilocíclos, onda de quarenta e oito metros e oito centímetros…”. CR7AA designava o primeiro emissor do “Grêmio” e correspondia à codificação imposta aos radioamadores desta região. Contrariamente ao que se possa pensar, o CR7AA não foi um emissor importado, mas construido em Moçambique por Augusto Gonçalves e A.J.Morais. O emissor ainda existe e é uma relíquia que a Rádio Moçambique tem sabido, felizmente, preservar, cumprindo assim o desejo manifestado pelos fundadores do “Grêmio” quando aquele emissor foi reformado: “Que descanse em paz sob os louros, a velha reíiquia, guardada religiosamente nas salas do Grêmio para marcar uma época da história da radiodispersão na colónia”. Hoje não somos colónia, mas cumpre-nos o dever civilizacional de preservar a nossa memória colectiva”.

…..

 

“ … A partir da então Lourenço Marques, o RCM mantinha em funcionamento quarto emissões independentes, sendo trés em português (Programas A,C e D), e uma em inglés e Afrikaans (B Station ou simplesmente LM Radio). À excepção de Gaza, todos os então chamados distritos do Estado de Moçambique tinham em funcionamento os seus emissores regionais, …”.

 

Não resisto em transcrever o último parágrafo desta obra de Luís Loforte: “Estou há quase uma vida na radiodifusão. Dela me apresto a sair, estou no umbral da porta de saida. Perguntarão os mais novos o que teria para lhes transmitir e eu direi que pouco e muito ao mesmo tempo. Talvez lhes seja útil, apenas, o conselho de que os verdadeiros radiófilos são aqueles que ficam felizes quando alguém, um dia, lhes venha a dizer que um, um que seja, dos nobres objectivos da radiodifusão terá sido conseguido contando com a sua colaboração. Não serei uma excepção. E porque não serão muitos aqueles que se resolvem dar à estampa as suas memórias, neste caso também gostaria que, ao lerem este modesto livro, soubessem que percorri o meu ciclo radiofónico num misto de muita felicidade e de alguma amargura, razão pela qual resolvi escolher a frase que dá título a este livro: “Rádio Moçambique – as memórias de um doce calvário”.

 

Para os interessados na obra, em baixo os contactos:

luisloforte@rm.co.mz

eagmatos@gmail.com

 

Foto de Marilyn Monroe pode quebrar recorde de preço em leilão

Posted in Cinema with tags on 13 13UTC Dezembro 13UTC 2008 by gm54
marilynmonroe1Apesar da recessão econômica e das quedas recentes nos preços pagos por arte, uma foto de Marilyn Monroe poderá atingir preço recorde quando for leiloada na próxima semana, disse a Christie’s na sexta-feira.

A imagem feita por Bert Stern, uma das últimas fotos da actriz antes da sua morte, pode quebrar o recorde de 63 mil dólares marcado em 1994, diz a casa de leilões.

A Christie’s também espera marcar um recorde mundial para um trabalho de Helmut Newton, o mais caro dos quais foi vendido por 380.725 dólares no ano passado.

Ambos fazem parte da colecção Constantiner, que inclui o maior grupo de fotos de Monroe a chegar ao mercado em qualquer tempo – mais de 100 ao todo.

“Ela é a personificação da idéia do glamour”, disse Philippe Garner, director internacional de fotografia da Christie’s.

A colecção acompanha a progressão de Monroe, disse ele à Reuters, “de garota jovem, ambiciosa e de cara lavada que queria fazer sucesso em Hollywood a essa mulher mais madura, mas de algumas maneiras confusa e problemática, que enfrentava o dilema de diferenciar a sua identidade das expectativas do público”.

Marilyn ainda era uma adolescente chamada Norma Jean Baker quando primeiro posou para o fotógrafo André de Dienes, que ajudou a levá-la à carreira de modelo e, mais tarde, ao estrelato.

Uma das primeiras sessões de fotos resultou num retrato clássico de Marilyn – ainda morena na época – diante de uma casa de fazenda, com feno a seus pés descalços, sorrindo para alguém que estava atrás da câmera.

Leon e Michaela Constantiner começaram a comprar fotos de ícones do glamour e do estilo no início dos anos 1990. A sua colecção inclui obras de William Klein, Herb Ritts e Irving Penn, além de dezenas de fotos de Newton, incluindo vários nus em tamanho natural estimados em até 600 mil dólares.

Warner exige retirada dos seus vídeos do YouTube

Posted in Uncategorized with tags on 22 22UTC Dezembro 22UTC 2008 by gm54

YouTube sem os videos da Warner

YouTube sem os vídeos da Warner

O grupo Warner Music exigiu que o YouTube retirasse todos os vídeos de artistas seus do portal, depois de as negociações para revisão do contrato entre ambos terem falhado. Esta decisão vai afectar milhares de vídeos de artistas como Led Zeppelin, Madonna, Red Hot Chili Peppers ou Sheryl Crow. Não serão porém os únicos. Todos os vídeos relacionados com as filiais do grupo, como os da Warner/Chappell, também serão retirados. A Warner rompeu as negociações este sábado por pretender ficar com uma percentagem mais alta dos lucros do portal do que a estipulada. Os videoclips dos artistas da Warner entraram para o YouTube em 2006, sendo este o primeiro grande contrato do portal com uma editora discográfica. Até aqui, a Warner (tal como a Universal Music e a Sony Music), recebia uma parte das receitas da publicidade associada aos vídeos da sua empresa, mais um valor de cada vez que alguém acedia às imagens.

Taslima Nasreen: Poeta, escritora, médica e activista

Posted in Literatura with tags , on 22 22UTC Dezembro 22UTC 2008 by gm54
Vivo em lado nenhum

Vivo em lado nenhum

Já foi ameaçada de morte por grupos fundamentalistas islâmicos, mas isso não a impediu de escrever cerca de 30 livros de poesia, ensaios, novelas e pequenas histórias, quase sempre no exílio. Taslima Nasreen, de 46 anos, tem denunciado as violações dos direitos das mulheres em países muçulmanos, e a sua obra fez com que fosse distinguida com o Prémio Sakharov para a liberdade de pensamento do Parlamento Europeu, em 1994, e em 2008 com o Prémio Simone de Beauvoir.
O seu livro mais polémico foi Lajja, que em bengali quer dizer “vergonha”. Foi por causa dele, e dos protestos que gerou, que acabou por deixar o Bangladesh em 1995. O livro foi banido, alegadamente por ofender os muçulmanos. Durante alguns meses, Nasreen viveu sob fortes medidas de segurança em Daca, mas depois acabou por exilar-se na Suécia. Um livro autobiográfico, A Minha Infância, acabou por também ser banido, e um tribunal do Bangladesh condenou-a a um ano de prisão.
Taslima Nasreen foi para Calcutá, mas os protestos continuaram. Diz que foi pressionada a deixar a Índia e hoje vive exilada na Europa.

Leia entrevista com a escritora em: wwwnantchite.blogspot.com

Morreu o realizador norte-americano Robert Mulligan

Posted in Cinema with tags on 23 23UTC Dezembro 23UTC 2008 by gm54

Filme "Verão de 42"

Filme "Verão de 42"

O realizador norte-americano Robert Mulligan, que foi nomeado para um Óscar em 1962, com o filme “Na Sombra e no Silêncio” (To Kill a Mocking Bird, no original), morreu aos 83 anos na sua casa, no estado do Connecticut, Estados Unidos.
Apesar de não ter ganho o Óscar de melhor realizador, dirigiu vários actores que o conquistaram, como Gregory Peck, nesse filme de 1962, em que desempenha o papel de um advogado que defende um homem negro acusado de violar uma mulher branca. Este filme adapta ao cinema um livro de Harper Lee, “Por Favor Não Matem a Cotovia”, premiado com o Prémio Pulitzer.
O seu irmão mais velho era o actor Richard Mulligan. Quanto a Robert, nascido a 23 de Agosto de 1925, iniciou-se na realização nos programas televisivos transmitidos em directo de Nova Iorque, no início da década de 1950, como Studio One e Playhouse 90, antes de se estrear no cinema em 1957, com Fear Strikes Out.
Discreto, com tendência a desaparecer por trás do seu trabalho, não terá recebido a aclamação de outros realizadores seus contemporâneos, e que também iniciaram a carreira na televisão, como Sidney Lumet, Arthur Penn e John Frankenheimer. “Dá-se demasiada atenção aos realizadores, o que é agradável mas exagerado”, disse numa entrevista ao jornal nova-iorquino Village Voice, em 1978.
Os seus filmes eram mais populares entre o público frequentador das salas de cinema do que entre os críticos, que o acusavam de não ter um estilo próprio.
No entanto, o realizador francês François Truffaut era um admirador confesso de Mulligan, defendendo-o dos que consideravam que o americano não tinha um estilo.
O próprio Mulligan respondia a estas críticas: “Não sei o que possa ser ‘o estilo Mulligan’”, disse ele na mesma entrevista ao Village Voice em 1978. “Se não o descobrem, bem, esse é o vosso trabalho”, atirou, em jeito de resposta aos críticos.
A qualidade do seu trabalho com actores foi reconhecida por vários Óscares, mas é recordado também por ter entrevistado pessoalmente 500 jovens estudantes de liceu de Nova Iorque, em audições para o filme Up the Down Staircase. Reuters
Robert Mulligan começou na televisão, nos anos 50, e tinha entre os seus admiradores o francês François Truffaut.

 

Um bom pacote de jazz, rock, soul e MPB

Posted in Uncategorized on 23 23UTC Dezembro 23UTC 2008 by gm54

Miles Davis

Miles Davis

Na hora de dar música de presente, principalmente se for para um apreciador exigente e adulto, o mais certeiro é apostar nos estilos e artistas clássicos. Até porque o ano que se encerra não ficou marcado por muitos lançamentos daqueles que todo mundo deseja. De olho no consumidor que ainda cultiva o hábito de comprar CDs, as multinacionais tiraram alguns ases da manga neste fim de ano. São caixas, compilações e colecções de títulos originais com atrativos extras. A seguir, algumas sugestões de jazz, rock, soul e MPB.

O INÍCIO DO U2

Há várias raridades nas edições duplas dos três primeiros álbuns da banda irlandesa U2. Boy (1980), October (1981) e War (1983) são da gravadora Universal. Além do álbuns originais remasterizados e dos encartes recheados de fotos raras, o atrativo é o CD bônus que acompanha cada um deles, com takes alternativos, lados B e registros ao vivo e/ou nunca lançados.

Boy tem faixas inéditas como Speed of Life e Saturday Night e um mix diferente de I Will Follow e faixas ao vivo. A banda ainda era meio crua, mas já mostrava todo o potencial em canções como 11 O?Clock Tick Tock e The Electric Co. O álbum seguinte, October, não foi muito bem-sucedido, mas tem algumas boas canções como a faixa-título, Fire e Gloria, esta com uma gravação ainda melhor, ao vivo, no CD bônus. Já War representa a primeira grande virada na carreira da banda, emplacando hits como Sunday Bloody Sunday e New Years? Day. O CD bônus tem versões alternativas desta última e de Two Hearts Beat as One, além da inédita Angels Too Tied to the Ground.

40 ANOS DE CREEDENCE

Outro quarteto de peso, que fez história no rock antes do U2, é o americano Creedence Clearwater Revival. Aproveitando os 40 anos de criação da banda, a gravadora Universal relançou seis de seus álbuns de sua formação original com áudio remasterizado, faixas bônus e novo material gráfico, mas mantendo as artes originais das capas.

Na virada dos anos 1960 para os 70, o Creedence era uma fábrica de hits avassaladores. O mais espantoso é que cinco destes seis títulos foram lançados apenas em dois anos – 1969 (Bayou Country, Green River e Willie & The Poor Boys) e 1970 (Cosmo’s Factory e Pendulum). O primeiro, que levava apenas o nome da banda, saiu em 1968, emplacando duas clássicas releituras de Susie Q e I Put a Spell on You.

Combinando elementos do country, do rock, do blues e da soul music, o quarteto chegou ao auge com Cosmo’s Factory.

O penúltimo álbum da formação original (com Tom Fogerty), tem clássicos como Looking Out my Back Door, Travelin’ Band, Who’ll Stop the Rain e I Heard it Through the Gravepine.

MICHAEL/JACKSON 5
No mesmo período do Creedence, a soul music revelava aquele que se autoproclamaria o rei do pop. Ainda criança, Michael Jackson dava os primeiros passos, soltando a poderosa voz ao lado dos irmãos no Jackson 5. A sensacional compilação tripla The Motown Years reúne os seus antigos clássicos como ABC e Never Can Say Goodbye (no CD 1), revelando já o seu poder de influência, até em faixas menos populares como Forever Came Today, The Life of the Party e Doctor my Eyes.

O CD 2 abre com a pedrada I Want You Back e traz na esteira outras maravilhas, como Sugar Daddy, Little Bitty Pretty One e Going Back to Indiana, além de mais pérolas obscuras. O lado mais romântico de Michael, destacando-se mais em solos, é ressaltado no terceiro CD, em faixas como as pegajosas Ben, One Day in Your Life, Music and Me e Got to Be There, que tocaram à exaustão na época do lançamento.

Há ainda releituras de You’ve Got a Friend (James Taylor), My Girl (Smokey Robinson) e Ain’t no Sunshine (Bill Whiters).
 

 

PACOTÃO DE JAZZ

 

 

Para os apreciadores (ou iniciantes) do jazz nas suas diversas fases e variantes, há muito o que explorar no pacotão de bons títulos de discoteca básica da série Jazz Collection, que contempla os grandes criadores do gênero, dentro do catálogo da Sony/BMG. Os destaques são os nove boxes, cada um com cinco CDs, dedicados a Miles Davis, Thelonious Monk, Duke Ellington, Sonny Rollins, George Benson, John McLaughlin, Stanley Clarke e os grupos Weather Report e Mahavishnu Orchestra.

Alguns destes artistas também têm outros títulos relançados entre os 61 avulsos da colecção. Além de gigantes americanos como Billie Holiday, Herbie Hancock, Count Basie e Bill Evans, há os brasileiros Eumir Deodato (Prelude), Milton Nascimento (com Wayne Shorter em Native Dancer) e João Gilberto e Miúcha (convidados de Stan Getz em The Best of Two Worlds).

 O CAMALEÃO NEY

Alguns dos álbuns mais importantes de Ney Matogrosso, como Água, Céu,Pássaro (1975), Bandido (1976) e Pecado (1977) nunca tinham saído em CD. Agora eles estão reunidos, ao lado de outros 14 títulos na luxuosa caixa Camaleão, edição conjunta das gravadoras Universal, Warner e Sony/BMG.

Além de jogar luz numa das fases mais produtivas e ousadas do cantor (a dos anos 1970), a caixa também reprocessa o período de maior popularidade (os famigerados anos 80), não tão bom. Há ainda três álbuns ao vivo e a compilação Pérolas Raras, reunindo gravações avulsas e pouco conhecidas. O projecto é do pesquisador Rodrigo Faour, que entrevistou o cantor para escrever os encartes, cheios de curiosidades sobre as músicas. Um presentaço para os fãs.

 

Papa Bento XVI: a homessexualidade é contra o trabalho de Deus

Posted in Religião with tags on 23 23UTC Dezembro 23UTC 2008 by gm54

O Papa Bento XVI indicou ontem que salvar a humanidade de comportamentos homossexuais ou transexuais é tão importante como salvar as florestas tropicais da destruição.

O Sumo Pontífice acrescentou que a Igreja deverá proteger o homem de se destruir a ele mesmo, sublinhando “é preciso uma espécie de ecologia do Homem”.

Bento XVI discursava perante a Cúria Romana, a administração central do Vaticano.

Para a Igreja Católica, a homossexualidade em si não é pecado, mas os actos homossexuais são-no.

O Vaticano opõe-se aos casamentos gay e, em Outubro, um alto responsável da Igreja indicou que a homossexualidade é “um desvio, uma irregularidade, uma ferida”.
O Papa disse ainda que a humanidade precisa de “escutar a linguagem da Criação” para entender os papéis do homem e da mulher e comparou as relações diferentes das heterossexuais como “a destruição do trabalho de Deus”.
“Aqui trata-se da fé no Criador e da escuta da linguagem da Criação, cujo desprezo significaria uma autodestruição do homem e, portanto, da própria obra de Deus”, alertou o Papa.

Papa "Pop Star?"

Papa "Pop Star?"

No mesmo discurso, um dos mais importantes do ano religioso, o Papa aproveitou ainda para se demarcar da imagem de “estrela rock” que se colou à pele do seu antecessor, João Paulo II, durante as Jornadas Mundiais da Juventude.
O Papa evocou o que chama de “análises em voga” que, segundo ele, “tendem a considerar essas jornadas como uma variante da cultura jovem moderna, como uma espécie de festival rock modificado, num sentido eclesiástico, com o Papa como estrela”.
As aparições do Papa João Paulo II, que morreu em 2005, nessas Jornadas suscitavam um entusiasmo próximo da histeria.

O Papa polaco, que cultivava os contactos directos com as multidões, nunca combateu o fenómeno de adulação que causava alguma indisposição no seio da Igreja Católica.
Bento Dezasseis admitiu, porém, que há vozes católicas que vêm nestas iniciativas um “grande espectáculo, belo, mas de pouco significado para a questão sobre a fé e a presença do Evangelho neste tempo”

Opinião: Enquanto só for conversa

Posted in Religião with tags on 24 24UTC Dezembro 24UTC 2008 by gm54

E o celibato?

E o celibato?

Por: Ferreira Fernandes, DN 24/12/08

 

O Papa tem o direito de dizer que os heterossexuais estão em risco de desaparecer como a floresta amazónica. Os que acham isso tolo têm o direito de lembrar que o celibato dos padres, esse, é que não só extinguiria os heterossexuais como todo o género humano. O Papa tem o direito em afirmar a sua verdade, a da Bíblia, onde união sexual é entre “homem” e “mulher”, e só. Os anticatólicos têm o direito de lembrar os casos de papas homossexuais. Eu, com saudades da minha adolescência quando os filmes eram de cowboys que cavalgavam rumo ao pôr do Sol sem segundas intenções, tenho direito em dizer que me incomoda um filme em que dois cowboys se beijam. Dois cowboys da vida real têm direito de se beijar e dizerem estar-se nas tintas para os meus incómodos. O Papa, eu, os anticatólicos, os homossexuais militantes e os cowboys temos o direito de dizer o que queremos. Bom é que não tenhamos o poder para impor aos outros o que eles não querem. Seria bom também que toda esta liberdade de dizer tivesse em conta que há lugares em que homens e mulheres – que são o objecto da nossa conversa – são impedidos de ser aquilo que querem ser, homossexuais.

Corrida aos sapatos “Bye Bye Bush”

Posted in Política with tags on 24 24UTC Dezembro 24UTC 2008 by gm54

 

Aumenta procura dos sapatos

Aumenta procura dos sapatos

Os sapatos que quase acertaram na cara de George W. Bush estão a tornar-se um sucesso comercial a nível planetário. A empresa turca que alegadamente fabricou o par lançado pelo jornalista iraquiano Muntazer al-Zaidi contra o Presidente dos EUA revelou ontem que se viu obrigada a contratar cem novos empregados para responder ao aumento das encomendas do modelo 271 já devidamente rebaptizado Sapato Bush ou Bye Bye Bush.

Segundo o chefe de vendas da Baydan Shoes, sediada em Istambul, os pedidos dispararam e vêm de todo o mundo, incluindo o Iraque e os EUA. Desde o dia em que Al-Zaidi arremessou os sapatos contra Bush, durante uma conferência de imprensa em Bagdad, a empresa recebeu encomendas para 370 mil pares. Normalmente vendia 15 pares por ano.

Oner Bogatekin, responsável pelas exportações da Baydan Shoes, disse à BBC que os trabalhadores reconheceram logo o modelo. “Vimos na TV. Há dez anos que produzimos este sapato, por isso foi fácil para nós reconhecê-lo.” Bogatekin revelou ainda que os sapatos são leves e não magoariam Bush se lhe acertassem.

O sucesso da empresa turca já motivou críticas da família do jornalista. Durgham al-Zaidi atacou aqueles que estão a lucrar à custa do irmão. “Não faz qualquer sentido! Estas pessoas estão a tirar partido daquilo que o meu irmão fez,” disse Durgham, citado pelo jornal britânico Telegraph. “Os sírios dizem que os sapatos foram produzidos na Síria. Os turcos dizem que foram eles a fazê-los. Há quem diga que o meu irmão os comprou no Egipto. Mas tanto quanto sei, ele comprou-os numa loja em Bagdad e são feitos no Iraque.”

Apesar das incontáveis manifestações de apoio por todo o mundo árabe, que o vê como um herói da resistência, Al-Zaidi continua detido. O jornalista que é acusado de tentativa de agressão a um Chefe de Estado estrangeiro vai a julgamento no dia 31 deste mês. Uma condenação pode fechá-lo 15 anos na prisão.

A família disse que Al-Zaidi não está arrependido e que voltaria a atacar Bush tal é o seu ódio ao Presidente que ordenou a invasão do Iraque. Segundo Uday al-Zaidi, outro dos irmãos, o jornalista foi obrigado a escrever a carta em que pede clemência ao primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki.

Uday confirmou ainda que Al-Zaidi sofreu agressões dos guardas. O iraquiano disse que encontrou o irmão com um dente partido e com marcas de queimaduras de cigarros nas orelhas quando o visitou na prisão, domingo.

Saudita de oito anos só pode pedir o divórcio quando chegar à puberdade, decide tribunal

Posted in Direitos Humanos, Religião on 24 24UTC Dezembro 24UTC 2008 by gm54

casamentos-forcadosEla não sabe que está casada, mas só poderá pedir o divórcio quando chegar à puberdade. Ela tem oito anos; o marido 58. Foi o pai que a casou e a mãe que contratou um advogado para tentar obter a separação. O advogado da menina, uma saudita da província de Qasim, a norte de Riad, vai recorrer.
“O juiz rejeitou o pedido porque a mãe não tem direito de o apresentar e ordenou que o processo seja posto pela própria rapariga, quando ela chegar à puberdade”, disse à agência AFP o advogado Abdullah Jtili. O pai esteve presente na audiência.
A menina casou sem saber, quando estava prestes a começar as aulas da quarta classe, em Agosto. Continua a viver com a mãe e alguns familiares garantem que o pai acordou verbalmente com o noivo que o casamento só será consumado quando ela fizer 18 anos.
O problema é que não há consenso sobre o que é a puberdade e muitos juízes sauditas insistem que as mulheres, mesmo adultas, lhes falem através de guardiões masculinos.
O homem que casou com esta menina saudita conseguiu que lhe fosse dado um certificado de saúde pré-marital directamente por um hospital, escreveu o site Arab News.
“Há confusão na Arábia Saudita sobre o que constitui ser-se adulto”, afirmou Clarisa Bencomo, da Human Rights Watch.

Escritores e activistas pedem a libertação do dissidente chinês Liu Xiaobo

Posted in Direitos Humanos, Literatura with tags on 24 24UTC Dezembro 24UTC 2008 by gm54

Liu Xiaobo

Liu Xiaobo

O dissidente chinês Liu Xiaobo, de 53 anos, foi preso no início deste mês por ter subscrito um manifesto a apelar a mudanças democráticas na China. Ontem, mais de 150 escritores e activistas pediram a sua libertação numa carta enviada ao Presidente chinês, Hu Jintao, entre eles os laureados com o Nobel da Literatura Seamus Heaney e Wole Soyinka e vários outros escritores, como Salman Rushdie e Umberto Eco, para além de académicos e advogados.
Liu Xiaobo é professor de Literatura e um dos mais conhecidos activistas pró-democracia na China. Já tinha sido detido antes, acusado de participar nos protestos de 1989 na Praça de Tiananmen, que resultaram na morte de centenas de civis, sobretudo estudantes.

 


Liu Xiaobo foi detido por subscrever a Carta 08, uma petição assinada por 303 intelectuais chineses e apresentada no âmbito dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O nome é inspirado na Carta 77, assinada por um grupo de intelectuais na então Checoslováquia, em 1977, para apelar a mais liberdades e à democratização do regime.
No documento pede-se que sejam realizadas reformas democráticas na China e defende-se o fim do regime de partido único, que mantém no poder o Partido Comunista chinês. Por causa da Carta 08 houve várias pessoas detidas, mas Liu Xiaobo é o único que continua na prisão.

Expedição revela novas espécies em “paraíso perdido” de Moçambique

Posted in Moçambique, Vida Animal with tags , on 24 24UTC Dezembro 24UTC 2008 by gm54
98541Uma expedição internacional de 28 cientistas descobriu este Outono a floresta Monte Mabu, no Norte de Moçambique, que tem parecenças com um “paraíso perdido”. Nos seus sete mil hectares, encontrados com a ajuda do Google Earth, os cientistas identificaram, para já, três novas espécies de borboletas e uma de cobra.

Em apenas três semanas, a expedição liderada por uma equipa dos Jardins Botânicos Reais de Kew, no Reino Unido, os cientistas encontraram centenas de espécies diferentes de plantas, novas populações de aves raras, borboletas, macacos e uma nova espécie de cobra gigante. Com os espécimes que recolheram e levaram para casa, os cientistas esperam descobrir novas espécies de plantas.

A floresta na região montanhosa do Norte do país era, até então, desconhecida para a comunidade científica devido aos difíceis acessos e a anos de guerra civil (1975 – 1992).

Em 2005, Julian Bayliss, cientista britânico dos Jardins Botânicos, estava à procura de um possível projecto de conservação no Google Earth, na Internet, quando descobriu aquele “bocado de verde” e decidiu ir conhecê-lo. Depois de algumas primeiras visitas, a expedição de 28 cientistas – do Reino Unido, Moçambique, Malawi, Tanzânia e Suíça – partiu em Outubro com 70 carregadores para a floresta.

Segundo conta o “The Observer”, a estrada levou a expedição até uma antiga quinta de produção de chá, abandonada. Para lá, era a floresta. Foi aí que montaram acampamento durante quatro semanas e encontraram uma riqueza biológica insuspeita, como as centenas de plantas tropicais.

O líder da expedição, o botânico Jonathan Timberlake, considerou ao “Telegraph” que descobrir novas espécies não é importante só para a ciência mas ajuda a salientar a necessidade dos esforços de conservação nas regiões do mundo mais ameaçadas pela desflorestação e pelo rápido desenvolvimento.

Estima-se que os cientistas descrevam, todos os anos, cerca de duas mil novas espécies.

Freddie Hubbard: morreu um dos maiores trompetistas da história

Posted in Uncategorized with tags on 5 05UTC Janeiro 05UTC 2009 by gm54

O virtuoso

O virtuoso

Tocou em mais de 300 discos e colaborou com nomes lendários do jazz como Thelonious Monk, Miles Davis, John Coltrane, Herbie Hancock, Sonny Rollins, Eric Dolphy, Ornette Coleman ou Cannonball Adderley, foi membro dos Art Blakey Jazz Messengers durante 4 anos, ganhou um Grammy em 1972 pelo disco First Light, e marcou a geração de trompetistas que lhe sucedeu.

Freddie Hubbard, o trompetista americano famoso pela sua contribuição para o chamado “som Blue Note” de início dos anos 60, morreu em Los Angeles, dia 29 de dezembro último, de complicações relacionadas com um ataque cardíaco que tinha sofrido em Novembro. Contava 70 anos.

Declarou à agência AP o trompetista Wynton Marsalis: “Ele influenciou todos os trompetistas seguintes. Claro que o ouvi muito. Todos o ouvimos. Tinha um grande som e um grande sentido do ritmo e do tempo, e a exuberância é a grande característica do seu estilo”.

De acordo com Peter Keepnews, do The New York Times, Freddie Hubbard “maravilhava o público com o seu virtuosismo, o seu sentido melódico e a sua energia contagiosa em simultâneo”.

Para este crítico de jazz, apesar de Hubbard nunca ter sido “um vanguardista por temperamento, participou em três dos discos de referência do jazz de vanguarda dos anos 60: Free Jazz, de Ornette Coleman, Out to Lunch, de Eric Dolphy, e Ascension, de John Coltrane”.

Hubbard recordou à revista Downbeat, em 1995, o seu encontro com Coltrane: “Encontrei o Trane numa jam session no clube do Count Basie no Harlem, em 1958. Ele disse-me ‘Porque é que não apareces lá em casa e vamos ensaiar um bocado juntos?’ Quase que fiquei maluco. Ali estava um miúdo de 20 anos a ensaiar com o John Coltrane. Ele ajudou-me muito e acabámos por tocar várias vezes juntos”.

Nascido em Indianapolis, Frederick Dewayne Hubbard começou a tocar na banda da escola. Em 1958 mudou-se para Nova Iorque, gravou o seu primeiro álbum, Open Sesame, e impôs-se logo nos círculos do jazz. Foi contratado pela Blue Note em 1960. Em 1961, Hubbard juntou-se aos Jazz Messengers, que deixaria em 1964, formando o seu grupo em 1966. Mas foram as gravações com Herbie Hancock nos meados da década de 60 que o colocaram entre os mais destacados trompetistas de hard bop, e que segundo alguns o tornaram no igual de John Coltrane.

O sucesso mais mainstream de Freddie Hubbard aconteceu na década de 70, graças a vários discos a solo, caso de Red Clay, Straight Life e o referido e premiado First Light, todos para a editora CTI. Começou então a incluir nos seus discos instrumentos eléctricos, ritmos funk e rock, arranjos para cordas e até canções fora do âmbito do jazz, aderindo à moda da fusão típica da década.

Hubbard voltou às raízes nos anos 80, mas em 1992 magoou-se seriamente no lábio superior, e a partir daí só tocou esporadicamente e já sem o fogo de outrora. Em 2007, comentou numa entrevista: “Aconselho qualquer jovem trompetista a não fazer o que eu fiz, porque este estilo pode ser prejudicial à saúde”. - E.B., com ‘The Guardian’, BBC e ‘The New York Times’

Direitos sobre obras de Gandhi serão públicos

Posted in Literatura, Religião with tags on 6 06UTC Janeiro 06UTC 2009 by gm54

Gandhi contra direitos autorais

Gandhi contra direitos autorais

As obras literárias de Mahatma Gandhi, o ícone da luta pela libertação da Índia do domínio colonial britânico, devem entrar para o domínio público este mês, quando terminar a vigência dos direitos autorais sobre os seus escritos e discursos.

Qualquer pessoa poderá então publicar os escritos e discursos do líder legendário, conhecido como “pai da nação”, já que o direito sobre eles termina 60 anos após a sua morte.

Gandhi, pioneiro da filosofia de resistência não violenta à ocupação britânica da Índia, foi assassinado por um radical hindu em 30 de janeiro de 1948 em Nova Délhi.

Gandhi entregou as suas obras à Fundação Navajivan, de Gujarat, que ele próprio fundou, mas, segundo a Lei de 1957 sobre copyright, as obras de uma pessoa entram para o domínio público 60 anos após a sua morte.

Os responsáveis pela fundação disseram que, com base na filosofia de Gandhi, não querem pedir ao governo indiano a extensão dos direitos autorais.

“Considerando o espírito do pensamento de Gandhi, não se deve pedir essa extensão. Já reflectimos sobre a questão e não vamos pedir a extensão”, disse à Reuters Television Jitendra Desai, curador administrativo da Fundação Navajivan.

Desde sua criação, a fundação já publicou cerca de 300 volumes das obras de Gandhi, incluindo artigos, cartas, discursos e traduções da sua autobiografia.

Embora Gandhi tenha entregue os direitos autorais das suas obras à fundação, ele próprio nunca subscreveu a idéia do copyright.

“Gandhi nunca apoiou a idéia do direito autoral. Mas, devido a algumas instâncias em que as suas idéias foram mal interpretadas, ele foi obrigado a ceder à insistência daqueles que o prezavam e o exortavam a proteger as suas obras com direito autoral”, disse outro membro da fundação, Amrut Modi.

Os estudiosos de Gandhi querem que o direito autoral seja reativado pelo governo, temendo que o uso livre das suas obras possa levar outras editoras a fazer interpretações equivocadas dos seus textos.

“Quando o copyright terminar, os preços das obras certamente vão subir. A tarefa de levar o pensamento de Gandhi ao povo também pode ser prejudicada”, disse Dhimant Badiya, estudioso de Gandhi em Ahmedabad.

De qualquer maneira, a Fundação Navajivan vai continuar a publicar as obras de Gandhi a preços subsidiados, mesmo depois do fim do direito autoral.

New York Times vende espaço de anúncios na primeira página

Posted in Imprensa, Jornais with tags on 6 06UTC Janeiro 06UTC 2009 by gm54

Os efeitos da crise

Os efeitos da crise

O jornal The New York Times anunciou que vai vender espaços para anúncios com textos e imagens na sua primeira página, na mais recente medida em busca por novas maneiras de ganhar dinheiro, enquanto enfrenta a queda prolongada da sua receita publicitária.

O primeiro anúncio, que saiu na parte inferior da primeira página da edição desta segunda-feira, é da emissora CBS.

Uma porta-voz do jornal negou revelar quanto o jornal cobrou pelo anúncio e quanto espera receber anualmente pelo espaço publicitário. Não foi possível obter declarações imediatas de uma representante da CBS.

O anúncio, um rectângulo de 2,5 polegadas de altura, cobriu a parte inferior da primeira página. O NYT já publicou anúncios classificados na sua primeira página, geralmente algumas linhas de texto posicionados discretamente na página. Não ficou claro, de imediato, se anúncios com texto e imagens já apareceram na primeira página antes na história do jornal.

Devido a seu posicionamento destacado, esses anúncios frequentemente podem render muito mais dinheiro que os publicados nas páginas internas do jornal.

Alguns jornalistas do Wall Street Journal, pertencente à News Corporation, de Rupert Murdoch, fizeram objecções à decisão do jornal de publicar anúncios com texto e imagens na primeira página, mas eles raramente chamam a atenção hoje. O USA Today, maior jornal norte-americano em termos de circulação, pertencente à Gannett Co Inc, também publica anúncios de primeira página.

Como outras editoras de jornais dos EUA, a The Times está a esforçar-xe para manter a sua saúde financeira e saldar dívidas, ao mesmo tempo em que a crise financeira mundial exacerba um declínio já alarmante na receita publicitária.

A empresa está a tentar vender a sua participação de 17,5 por cento na holding que é dona do time Boston Red Sox, disse à Reuters no final do mês passado uma fonte. Pelo menos uma pessoa já abordou a Times para discutir a possibilidade de comprar o jornal The Boston Globe, disse à Reuters na semana passada uma fonte bem informada sobre o assunto.

Roberto Carlos, meio século de reinado na música

Posted in Uncategorized with tags on 14 14UTC Janeiro 14UTC 2009 by gm54
É obra

É obra

Roberto Carlos, meio século no reinado da música popular brasileira, que começou em 1959, como crooner da Boate Plaza, do Rio de Janeiro.

Falso poema atribuído a Neruda é da brasileira Martha Medeiro

Posted in Poesia with tags on 14 14UTC Janeiro 14UTC 2009 by gm54

MMedeiros e PNeruda

MMedeiros e PNeruda

O poema Muere Lentamente (Morre Lentamente), atribuído por engano a Pablo Neruda, circula há anos na Internet sem que nada nem ninguém seja capaz de deter a bola de neve, ao ponto de, na Espanha, muitas pessoas terem recebido esses versos como votos online de um feliz ano-novo.

Morre lentamente quem não viaja,/ quem não lê,/ quem não ouve música,/ quem não encontra graça em si mesmo./ Morre lentamente/ quem destroi seu amor próprio,/ quem não se deixa ajudar…

Assim começa o poema que não se chama Morre Lentamente, mas A Morte Devagar, e não é do poeta chileno como assegurou à EFE a Fundação Pablo Neruda, mas da escritora e poeta brasileira Martha Medeiros.

Este verso e outros mais circulam na internet há muito tempo e “não sabemos quem os atribuiu a Neruda, mas os nerudianos que temos consultado não os conhecem”, afirma Adriana Valenzuela, bibliotecária da Fundação.

Porque não é apenas Muere Lentamente o único o “falso Neruda” que encontram os internautas. Também costumam atribuir ao autor do Canto Geral os poemas Queda Prohibido, que é de Alfredo Cuervo, escritor e jornalista espanhol, e Nunca Te Quejes, de autor ignorado pela Fundação.

O director executivo da Fundação, Fernando Sáez, diz que não é a primeira vez nem será a última, que as pessoas imputem a um poeta famoso textos que ele jamais escreveu e  cuja autoria é desconhecida.

Um dos enganos do gênero aconteceu com um famoso texto atribuído a Borges sobre as maravilhas da vida, que nem com a sua maior ironia ele teria suportado e menos ainda escrito. O suposto poema de Borges, Instantes, segundo esclareceu a viúva do escritor, María Kodama, é de autoria da escritora norte-americana Nadine Stair.

Mais estrondoso ainda foi o falso apócrifo atribuído a Gabriel García Márquez, La Marioneta, com o qual o prêmio Nobel de Literatura colombiano se despedia de seus amigos, após saber que estava com um cancro. “Se por um instante Deus se esqueceu de que sou um marionete de pano e me presenteasse com um pouco mais de vida, aproveitaria esse tempo o mais que pudesse…” diz o texto cuja “autoria” quase matou de verdade García Márquez, como ele mesmo disse ao desmentir que o poema fosse criação sua.

“O que pode me matar é a vergonha de que alguém acredite de verdade que fui eu que escrevi”, disse Gabo.

Muere Lentamente é uma poesia da escritora brasileira Martha Medeiros, autora de numerosos livros e cronista do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, conforme informou à EFE a Fundação Neruda.

Cansada de ver as pessoas a dizer que o poema é do poeta chileno, a própria escritora entrou em contacto com a Fundação Neruda para esclarecer a autoria do texto, pois os versos coincidem em grande parte com o seu texto A Morte Devagar, publicado em 2000, às vésperas do Dia dos Mortos.

Em declarações à EFE, Martha reconhece que não sabe como o poema começou a circular na internet, já que há “muitos textos” seus que estão na rede “como se fossem de outros autores”. “Infelizmente, não há nada a fazer”, acrescenta.

A poeta e romancista brasileira de 47 anos admira profundamente o poeta chileno Pablo Neruda, de quem se declara uma fã, mas prefere que “cada um tenha seu trabalho reconhecido”. No entanto, não perde o sono com essas coisas e assegura que tem “humor suficiente para rir de tudo isso”.

A Fundação concorda com Martha e afirma que pouco pode ser feito para deter esta bola de neve na rede, já que ao fazermos uma busca no Google sobre o poema Muere Lentamente associado ao nome do poeta Pablo Neruda, vão aparecer milhares de referências ao poema associado ao nome do poeta.

Morreu Claude Berri, o “padrinho” do cinema francês

Posted in Cinema on 14 14UTC Janeiro 14UTC 2009 by gm54
O "padrinho" do cinema francês

O "padrinho" do cinema francês

Os jornais do país referem-se-lhe como “o padrinho”, “o chefe da tribo”, “o último nababo” do cinema francês. Claude Berri (1934-2009) morreu segunda-feira num hospital de Paris, onde tinha sido internado na madrugada anterior padecendo de um hematoma craniano – o realizador e produtor tinha já sofrido um AVC em 2006.
Claude Berri desaparece, aos 74 anos, quando nos cinemas corre ainda a sua produção Bem-vindo ao Norte (está também nas salas portuguesas), realizada por Danny Boon, que em França conquistou um êxito de 20 milhões de espectadores.
De enormes êxitos públicos foi feita, aliás, a parte mais notória da sua carreira, tanto de produtor como de realizador. Exemplos mais recentes: as primeiras produções de Astérix e Obélix Contra César (1999) e Missão Cleópatra (2002); e, lá mais para trás, a adaptação ao grande ecrã, com realização sua, de clássicos da literatura francesa, como Germinal (1993), de Émile Zola (com Miou-Miou e Gérard Depardieu), Manon des Sources e Jean de Florette (ambos feitos em 1986, a partir de romances de Marcel Pagnol, e com stars do cinema gaulês, como Yves Montand, Daniel Auteuil, Gérard Depardieu ou Emmanuelle Béart).
A partir de certa altura, Berri parece ter transferido as suas energias mais desafiadoras para o ofício de produtor, cabendo-lhe arriscar em projectos como Je T’Aime Moi Non Plus (1976), de Serge Gainsbourg, Tess (1979), de Roman Polanski, A Rainha Margot (1994), de Patrice Chereau, e os primeiros filmes de Almodóvar, segundo a AFP.
Na sua autobiografia, justifica a sua aventura na realização e, depois, na produção, por achar ter falhado como actor. Nos anos mais recentes, apesar de continuar a investir no cinema, e a realizar ou produzir um filme por ano, Berri virou-se mais para a arte, de que era grande coleccionador, e abriu mesmo uma galeria, com o seu nome, no bairro parisiense do Marais. “Já não sei o que posso aprender com o cinema, mas na pintura aprendo coisas novas todos os dias”, disse em 2003.

A revolução eléctrica do ‘rock’n'roll’ faz 40 anos

Posted in Pop Rock on 14 14UTC Janeiro 14UTC 2009 by gm54

(Ainda) Os mais desejados

(Ainda) Os mais desejados

A 12 de Janeiro de 1969, os Led Zeppelin editavam o seu álbum de estreia. Depois de primeiros concertos que anunciavam uma nova leitura dos “blues”, o disco, homónimo, confirmava as suspeitas. Hoje, 40 anos depois, continuam a cultivar o mesmo título de sempre: os mais desejados.

Apontados como os precursores do “Heavy Metal”

Quando se mostraram ao público pela primeira vez, em 1968, os Led Zeppelin revelavam-se ambiciosos o suficiente para se proporem mudar o percurso da música popular desenhado até então pelos quadrantes guitarra-bateria-baixo-voz. 40 anos após a edição do primeiro álbum, celebrados hoje, a sobranceria transformou-se em realidade evidente, mesmo que o gosto ainda se discuta.
Led Zeppelin, editado a 12 de Janeiro de 1969, foi primeiro fruto de um investimento esforçado e ponto de partida para uma história de sucessos e tragédias milionárias.
Em 1968, e ainda sem disco editado, os Led Zeppelin tinham garantidos 200 mil dólares da americana Atlantic Records. Ahmet Ertegun, apaixonado pela tradição musical americana, reconhecia em Jimmy Page um explorador dos blues, guitarrista inventivo, produtor esclarecido e discípulo do lendário misticismo de Robert Johnson, o bluesman que tinha vendido a alma ao diabo em troca do dote que o tornou mítico.
Page pronunciava-se vítima da separação dos Yardbirds (por onde passaram também Eric Clapton e Jeff Beck) e procurava um novo grupo para fazer desfilar o seu ego consciente. Quis Keith Moon e John Entwistle, ambos dos The Who, como secção rítmica mas a resposta não foi a esperada: um “supergrupo” daquela natureza seria como um dirigível de chumbo (em inglês, lead zeppelin), pronto a despenhar-se – a letra “a” seria excluída do nome para evitar leituras erradas.
Os contactos certos construíram o line up final. No baixo, John Paul Jones, com formação divagante entre Charles Mingus e Rachmaninov, o multi-instrumentista que assinou arranjos para os Rolling Stones ou Donovan. Bateria e voz com John Bonham e Robert Plant, vindos dos Band of Joy e apresentados quase como messias de um novo british blues. Resultado: luta de egos com pouca rivalidade mas boas doses de virtuosismo competitivo, limitado pela referência primeira para cada um: os blues. Este deixou-se rodear de contos britânicos, das mágicas brumas de Avalon e das explícitas referências ao universo criado por Tolkien. Mas foi sempre a personagem principal no enredo assinado pelos Zeppelin.
Ao primeiro álbum, a revolução, mais eléctrica e mais pesada que nunca, da história do rock’n'roll escrito em 12 compassos, ainda que com espaço para as guitarras acústicas e nem sempre (mas quase sempre) cantando as graças abençoadas pela sexualidade. E primeiro passo para a coerente incoerência criativa do grupo, escrevendo e “roubando” (há quem diga que até o fizeram sem aspas) aos standards do Mississippi e ao folclore da velha Albion.
Hoje são vistos como profetas do heavy metal e de quase tudo o que lhes seguiu por entre alguns dos estereótipos da década de 70. Recordes de assistência ao vivo, mais de 300 milhões de discos vendidos e um final sem retorno, ditado pela morte de John Bonham em 1980. Tudo depois do primeiro Led Zeppelin, só depois as lendas de excesso, o mesmo que acompanha os fãs, que continuam a querê-los de volta.

Óscares: Divulgada pré-lista para Melhor Filme Estrangeiro

Posted in Cinema with tags on 14 14UTC Janeiro 14UTC 2009 by gm54
Benoit Pilon

Benoit Pilon

Nove finalistas, de uma lista inicial de 65, foram divulgados pela Academia de Cinema de Hollywood. Os filmes seguem agora para a próxima fase de selecção, que vai escolher os cinco nomeados para Melhor Filme Estrangeiro na 81ª edição dos Oscares, que acontece no dia 22 de Fevereiro.

Os membros do comité vão passar o próximo fim-de-semana a assistir aos nove candidatos e anunciarão, no próximo dia 22 de Janeiro, os cinco nomeados finais à estatueta dourada.

Segue a lista dos nove finalistas:

Áustria: «Revanche», de Gotz Spielmann
Canadá: «The Necessities of Life», de Benoit Pilon
França: «The Class», de Laurent Cantet
Alemanha: «The Baader Meinhof Complex», de Uli Edel
Israel: «Valsa com Bashir», de Ari Folman
Japão: «Departures», de Vojiro Takita
México: «Arrancáme la Vida», de Roberto Sneider
Suécia: «Everlasting Moments», de Jan Troell
Turquia: «3 Macacos», de Nuri Bilge Ceylan

Casa Branca: troca de guarda

Posted in Política with tags , on 14 14UTC Janeiro 14UTC 2009 by gm54

bushc2A imagem acima ilustra a troca de chefia que se aproxima na Casa Branca, sede do governo americano. Um membro da atual equipe de governo retira do edifício um retrato do atual presidente, George W. Bush. Na próxima terça-feira, Barack Obama assume o posto, como 44º presidente americano.

Filme indiano pode levar Oscar

Posted in Cinema with tags on 14 14UTC Janeiro 14UTC 2009 by gm54

Danny Boyle

Danny Boyle

As quatro premiações do filme Slumdog Millionaire na 66ª edição do Globo de Ouro, no domingo, o tornaram um forte candidato a levar o Oscar, em fevereiro. A produção venceu na categoria Melhor Drama com a história de um jovem da periferia em busca do amor e prestes a se tornar milionário em um programa de televisão.

Ambientado em Mumbai, na Índia, o filme tem como director o britânico Danny Boyle, além de um orçamento de 14 milhões de dólares, valor considerado alto. A produção é considerada realista por retratar a esperança num cenário de pobreza – na Índia, aproximadamente 400 milhões de pessoas vivem com menos de 1 dólar por dia (26,00 meticais).

Elton John anima o público e até faz a chuva parar em São Paulo, Brasil

Posted in Word Music with tags on 18 18UTC Janeiro 18UTC 2009 by gm54

Elton John faz acrobacia no piano no show de Anhebi

Elton John faz acrobacia no piano no show de Anhebi

De fato preto com bordados coloridos sobre uma camisa amarela e óculos lilás, sentou-se ao piano para tocar Funeral for a Friend/Love Lies.

Só ao fim da segunda música, Bitch Is Back, cumprimentou o público de maneira polida e disse estar feliz por voltar, este sábado, 17, a se apresentar no Brasil depois de 14 anos.

Barack Obama falou da América para o mundo (*)

Posted in Política Internacional with tags , on 22 22UTC Janeiro 22UTC 2009 by gm54

Discurso dirigido para a América e para o mundo

Discurso dirigido para a América e para o mundo

O discurso de tomada de posse de Barack Obama não foi uma peça de oratória brilhante, iluminada, como algum romantismo poderia desejar, mas cumpriu com o que, realisticamente, se devia esperar: palavras fortes, ideias claras, uma comunicação da nova era global dirigida da América para o mundo.

Em cerca de 20 minutos, o 44. º Presidente dos Estados Unidos bateu substantivamente em todas as áreas delicadas deste seu princípio de mandado, internas e externas.

Obama falou com a dimensão que as suas origens lhe permitem e com o modernismo que lhe está associado. Foi religiosamente pluralista, aludindo às várias crenças americanas (cristãos, muçulmanos, judeus e hindus); mostrou as preocupações ambientais e energéticas que dominam a actualidade (pedindo as apostas no uso da energia do sol, do mar e do vento); e, sobretudo, insistiu no diálogo com todos os países democráticos e pacíficos para se encontrarem soluções globais para problemas globais, entre eles os da segurança e os da fome.

Após as promessas de campanha, foi também notório que o novo Presidente quis desfazer algumas das ilusões que existiam em seu redor, porque está consciente da dura realidade que o espera perante a mais grave crise económico-financeira dos últimos 80 anos e sabe que os Estados Unidos já não são o único país que reboca o mundo.

Durante o discurso viu-se igualmente um líder que apostou em pequenos sinais para mostrar quem é e o que quer ser. O Presidente da era tecnológica, de PDA na mão, que vai construir o futuro a partir do seu passado, quando o pai não conseguia entrar em alguns restaurantes. Dessa preocupação com os sinais nasceu a escolha de uma cubana para estilista da mulher e a selecção dos dois momentos musicais da tarde, com Aretha Franklin, a voz da soul, símbolo da América negra, e uma orquestra mista com uma hispânica ao piano, um asiático no violoncelo, um negro no clarinete e um judeu no violino.

A essência do discurso mostrou um Obama realista, que não assume sozinho a responsabilidade de resolver todos os problemas actuais. Fazendo uma reinterpretação da frase mítica de John F. Kennedy — “não perguntem o que o vosso país pode fazer por vocês; perguntem o que podem fazer pelo vosso país” -, apelou à cidadania e à mobilização de todos como única forma de restabelecer a confiança na economia e no sistema financeiro, assumindo que é preciso a consciência de estarmos a viver uma nova era. O mundo mudou e é preciso que todos repensem o seu papel de cidadãos livres.

O novo Presidente americano pode, ainda, sentir-se orgulhoso da participação que conseguiu incutir aos seus compatriotas. Washington assistiu ontem ao terceiro maior movimento de massas expontâneo da história moderna com mais de um milhão de pessoas. De semelhante, antes, só a confraternização dos cidadãos das duas Alemanhas logo após a queda do muro de Berlim e a mobilização, apesar dos riscos, dos timorenses para o referendo.

O discurso, tudo somado, esteve à altura do momento histórico que estamos a viver. Teve esperança, mas não vendeu ilusões, que seriam tão desnecessárias quanto absurdas. E algumas das suas palavras, sobretudo as dedicadas à participação dos cidadãos no afrontar dos problemas, são válidas e oportunas em todos os cantos do mundo.

(*) Editorial do Diário de Notícias, 21/01/09

Com Obama, surge a Casa Branca 2.0

Posted in Novas tecnologias, Política Internacional with tags , on 22 22UTC Janeiro 22UTC 2009 by gm54

uma presidência aberta e participativa

Obama: uma presidência aberta e participativa

Na internet, a transição para a gestão de Barack Obama aconteceu em tempo real. Poucos instantes após o fim do juramento de Barack Obama, o site da Casa Branca já estava sob nova direção. Agora, o Executivo americano tem um blog no qual serão publicadas notícias e outras informações sobre o governo. Obama também disponibilizará no site um videocast semanal aos sábados para se comunicar com os americanos.

Entre outras mudanças, saíram os perfis de George W. Bush, Laura, Barney (o cão do ex-presidente), Dick e Linn Cheney, e entraram os de Obama, a primeira-dama, Michelle, do vice-presidente Joe Biden, e da sua esposa, Jill.

O site também ganhou quatro destaques em flash na parte principal. A secção com a história dos presidentes americanos e com curiosidades da Casa Branca foi reformulada e ganhou mais navegabilidade. A íntegra e o vídeo do discurso de posse já foram disponibilizados no site. Todo o programa do governo de Obama também está disponível na rede.

Segundo Macon Philips, director de novas mídias para a Casa Branca, e um dos “blogueiros” oficiais do site, Obama pretende conectar-se com o mundo e com os EUA por meio do portal. O americano poderá informar-se sobre as principais decisões do governo por meio do RSS do blog e receber alertas por e-mail.

“O presidente Obama está comprometido a tornar a administração mais aberta e transparente da história”, postou Phillips. Os internautas também podem participar mandando sugestões e trabalhando em conjunto para inserir novas funcionalidades ao site.

Internet e a campanha

A relação de Obama com a internet foi um dos factores decisivos para o sucesso da sua campanha. O democrata usou os repositórios de vídeos, como o You Tube, de fotos, como o Flickr, e sites de relacionamento, como o My Space, como ferramenta para arregimentar seguidores e doações.

Em parte graças a isso, o democrata bateu todos os recordes de financiamento de campanha. Obama arrecadou 742 milhões de dólares, segundo o Center for Responsive Politics, uma ONG americana que fiscaliza o custo das campanhas eleitorais. Pelo menos 54% deste dinheiro veio de doações menores de 200 dolares, geralmente feitas pela internet

Blackberry

Obama também é viciado em tecnologia. O seu parceiro inseparável durante a campanha foi um celular Blackberry, com o qual disparava e-mails para contactos importantes. Agora presidente, ele terá de se afastar do companheiro. Embora possa manter arquivos sobre a sua vida privada, a lei americana é bastante restrita sobre informações confidenciais. Assim, Obama deu adeus ao seu gadget favorito.

Stewart na Festival de Jazz da cidade do Cabo

Posted in Uncategorized with tags on 22 22UTC Janeiro 22UTC 2009 by gm54

"Nkuvu" na cidade do Cabo

"Nkuvu" na cidade do Cabo

O compositor e intérprete moçambicano, Stewart Sukuma, vai actuar na próxima edição do Festival Internacional de Jazz da Cidade do Cabo, que anualmente se realiza no último fim de semana de março naquela cidade sul-africana.

Os organizadores do evento, a crer no jornal “Notícias” da capital moçambicana, terão visto em Stewart um músico de grandeza suficiente para tomar parte num evento daquela envergadura, onde também desfilam nomes destacados do jazz internacional – e de ritmos enquadráveis, como os explorados pelo músico moçambicano.

Os produtores do festival do Cabo apreciaram também a performance de Stewart Sukuma durante a primeira edição do Moçambique Jazz Festival, realizado no ano passado na cidade da Matola, arredores da capital moçambicana.

Em 2008, Stewart fez vários espectáculos, na maioria virados para a promoção do seu disco “Nkuvu”, editado em 2007.

Num nível mais particular, 2008 foi fabuloso para Stewart porque foi capaz de concentrar em si toda a popularidade que podia ser dedicada a um só músico. A sua cação “Fesliminha”, do disco “Nkuvu”, destacou-se como a mais preferida dos ouvintes da Rádio Moçambique, que a escolheram para o prêmio Canção Mais Popular do ano no Top Ngoma, a principal parada musical do país.

Estação central dos CFM sétima mais bela do mundo

Posted in Uncategorized with tags , on 22 22UTC Janeiro 22UTC 2009 by gm54

O centenário será no próximo ano

O centenário será no próximo ano

A estação central dos Caminhos de Ferro de Moçambique, na cidade de Maputo (capital do país), foi escolhida pela prestigiada revista norte-americana “Newsweek” como a sétima mais bela do mundo, num “ranking” que incluiu todas as infra-estruturas do género em todo o mundo, das mais “modestas” às mais famosas.

A pesquisa da “Newsweek” tomou em consideração o traçado arquitectónico e o seu nível de conservação, algo que, no caso da imponente obra, casa a história com o empenho da instituição que a tutela, a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, em conservá-la.

A estação ferroviária de Maputo é uma obra secular concebida pelo arquitecto francês Gustave Eiffel, célebre por ser o criador de várias obras no mundo e que têm como traço comum o uso do ferro na sua execução. O seu nome ficou eternizado – e projectado – pela famosa torre parisiense que leva o seu nome.

Em Moçambique, as obras de Gustave Eiffel não se ficam pela estação ferroviário que é também património da cidade de Maputo. Foi o francês que concebeu também a Casa de Ferro, implantada nas proximidades do jardim botânico Tunduru e em que funciona hoje uma direcção do Ministério da Cultura.

A estação central dos Caminhos de Ferro foi inaugurada em março de 1910, dois anos depois do início da sua construção. Contudo, a imponência com que se lhe conhece hoje só se verificaria a partir de 1916.

Hoje, para além de estação ferroviária por onde passam milhares de passageiros e mercadorias de e para Maputo (também para os vizinhos Zimbabwe e Africa do Sul), é também um local de cultura. Nela, vários eventos de carácter cultural e artístico têm sido promovidos, ao mesmo tempo que a empresa que a tutela (CFM) agenda implantar nela um museu ferroviário.

A mais bela estação ferroviária do mundo é, segundo a revista Newsweek”, a londrina de St. Pancras, seguida pela nova-iorquina Grand Central Terminal.

Obama vai manter o BlackBerry mas deverá ser um dispositivo “blindado”

Posted in Política Internacional with tags on 23 23UTC Janeiro 23UTC 2009 by gm54

Barack Obama, fã do Blackberry

Barack Obama, fã do Blackberry

Para a maioria das pessoas, manter o dispositivo electrónico de bolso que adora só tem um segredo: estimá-lo. Mas para o Presidente norte-americano Barack Obama, a questão é muito mais complicada. Obama é fã do BlackBerry, que mistura as funções de telemóvel com as de um computador. Usou-o durante toda a campanha, mas as preocupações relacionadas com a segurança são mais do que muitas. O seu porta-voz, Robert Gibbs, anunciou que irá mantê-lo, mas que apenas o poderá usar para contactar com alguns dos principais colaboradores e amigos.

O ex-Presidente George W. Bush foi impedido de usar correio electrónico e o antecessor Bill Clinton só o fez duas vezes, uma para verificar o sistema e outra para saudar o astronauta veterano John Glenn, antes da sua viagem de regresso ao espaço, em 1998, na primeira missão para a construção da Estação Espacial Internacional. E essa parcimónia no uso dos telemóveis não foi opção dos presidentes. Temia-se, como agora, que as mensagens fossem captadas por piratas informáticos e aparecessem depois nas televisões ou nos jornais. No caso do BlackBerry, uma das preocupações é que “hackers” astutos consigam detectar, através do sistema GPS, qual é a localização do Presidente, com poucos metros de margem de erro.

Obama já dera a entender que teriam de lhe tirar o BlackBerry das mãos e que queria estar em contacto com a América para lá da Casa Branca. “Se eu fizer qualquer coisa idiota, quero que alguém em Chicago me possa enviar um e-mail a perguntar: o que é que está a fazer?”, chegou a dizer.

Agora soube-se que o pedido de Obama foi atendido. No site da revista “The Atlantic”, Marc Ambider já tinha noticiado, num artigo que depois foi citado pela CNN, que a Agência Nacional de Segurança (NSA) norte-americana aprovara um dispositivo portátil com fortes capacidades de cifragem que Obama poderia usar. É o Sectera Edge, da General Dynamics, que permite comunicações de voz cifradas e custa 3.350 dólares. Mas quanto ao uso de mensagens instantâneas, por exemplo, a reposta é “nem pensar”.

O site da Casa Branca mudou logo a seguir à tomada de posse, mas quem lá irá trabalhar deparou-se com vários problemas tecnológicos. “Linhas telefónicas desligadas, ‘software’ desactualizado e regulamentação de segurança a proibir contas de e-mail externas”, descreveu o “Washington Post”. O porta-voz de Obama, Bill Burton, disse mesmo que “foi como passar da [consola de jogos] Xbox para [um velho computador] Atari”. No site não foi actualizada, nas primeiras horas, a informação sobre o primeiro dia de Obama na presidência, adiantou o Post. “Ninguém pôde explicar o problema, mas prometeram que será resolvido”.

Ledger pode levar Oscar póstumo; veja todos os indicados

Posted in Óscares with tags , , on 23 23UTC Janeiro 23UTC 2009 by gm54

Oscar - 22 de fevereiro, o dia D

Oscar - 22 de fevereiro, o dia D

O Oscar será entregue em 22 de fevereiro, em cerimônia que será apresentada pelo actor Hugh Jackman, uma alteração importante, pois a festa sempre teve no comando um comediante.

O Curioso Caso de Benjamin Button é o grande favorito, liderando a lista dos indicados da Academia com 13 indicações, incluindo a de melhor filme. Rendeu ainda uma indicação a Brad Pitt como melhor actor, a Taraji P. Henson como coadjuvante e a David Fincher de melhor director.  O filme chega perto de outros recordistas de indicações: All About Eve, de Joseph L. Mankiewicz, com Bette Davis, que em 1951 ganhou cinco estatuetas, mas teve 14 indicações, mesmo número obtido por Titanic, de James Cameron, em 1997, quando levou 11 prêmios.

Outro favorito desta 81.ª edição do Oscar é Quem Quer Ser um Milionário?, o filme vencedor de quatro Globos de Ouro, incluindo o de melhor filme. Foi indicado em nove categorias e ainda disputa com duas composições na categoria de melhor canção: ‘Jai Ho’ e ‘O Saya’.  Com oito indicações aparecem Milk – A Voz da Liberdade e Batman – O Cavalheiro das Trevas, enquanto O Leitor e A Dúvida, ficaram com cinco cada um. Todos estão indicados na categoria melhor filme, incluindo ainda Froost/Nixon.

A primeira categoria anunciada foi a de melhor actriz coadjuvante. Sem surpresas, entra na disputa a actriz espanhola Penélope Cruz, por Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen. É a segunda indicação da actriz ao Oscar, que disputou como melhor actriz com Volver, de Almodóvar, em 2006. As outras concorrentes da categoria são Viola Davis(A Dúvida), Taraji P. Henson (O Curioso Caso de Benjamin Button), Amy Adams (A Dúvida) e Marisa Tomei (O Lutador).

Meryl Streep, a recordista de indicações, vai subir ao palco da cerimônia do Oscar pela 15.ª vez, pelo seu desempenho em A Dúvida, que promete ser um show de interpretação, pois também rendeu uma indicação de melhor actor coadjuvante a Philip Seymour Hoffman e de melhor actriz coadjuvante a duas actrizes do filme: Amy Adams e Viola Davis. Meryl concorre na categoria de melhor actriz com Angelina Jolie (A Troca),  Anne Hathaway (O Casamento de Rachel), Melissa Leo (Frozen River) e Kate Winslet, a vencedora do Globo de Ouro por seu papel no filme O Leitor .

O actor Heath Ledger poderá ganhar o primeiro Oscar póstumo da história do prêmio, pela sua interpretação do vilão Coringa, de Batman – O Cavalheiro das Trevas. Hoje, 22, faz um ano que o australiano Ledger, de 28 anos, foi encontrado morto no seu quarto por uma overdose de remédios. Ledger foi indicado ao Oscar em 2006 pelo seu papel de destaque como o caubói gay em O Segredo de Brokeback Mountain, de Ang Lee. Perdeu para Philip Seymour Hoffman, vencedor por Capote. Hoffman concorre este ano com Ledger na categoria de melhor actor coadjuvante pelo filme A Dúvida. Também concorrem nesta categoria os actores Robert Downey Jr. (Trovão Tropical), Josh Brolin (Milk) e Michael Shannon (Foi Apenas um Sonho).

O troféu de melhor actor será disputado por Brad Pitt (O Curioso Caso de Benjamin Button), Richard Jenkis (The Vistor), Frank Langella (Frost/Nixon), Sean Penn (Milk – A Voz da Liberdade) e Mickey Rourke (O Lutador).

U2 apresenta capa e faixas do novo CD

Posted in Word Music with tags , on 23 23UTC Janeiro 23UTC 2009 by gm54

U2 - encontro entre o mar e o horizonte

U2 - encontro entre o mar e o horizonte

O U2 divulgou nesta sexta-feira o nome das músicas e a capa (foto) do seu novo álbum, No Line on The Horizon, que chega às lojas no início de março. O primeiro single Get Your Boots On será lançado em formato digital no dia 15 de fevereiro - as demais canções, no dia 16. A capa foi feita pelo artista e fotógrafo japonês Hiroshio Sugimoto e traz a imagem do encontro do mar com o horizonte. A produção, que tem  11 faixas, foi gravada no Marrocos, Alemanha, Estados Unidos e Inglaterra.

No Line on The Horizon será lançado em cinco formatos, que variam desde o mais simples – CD e um encarte com 24 páginas – até o mais sofisticado, que conta com uma caixa com o CD, DVD com o filme Linear, assinado pelo fotógrafo e cineasta Anton Corbijn, livro de 64 páginas e pôster. Em entrevista à revista americana Rolling Stone, o vocalista Bono disse que as músicas foram inspiradas nos recentes acontecimentos do mundo, caso da faixa Cedars of Lebanon – que fala sobre um correspondente de guerra.

Quincy Jones: coluna no Nwe York Times

Posted in Jornais, Word Music with tags , on 23 23UTC Janeiro 23UTC 2009 by gm54

E a música?

E a música?

O compositor e produtor Quincy Jones, de 75 anos, estreou nesta segunda-feira uma coluna no jornal americano New York Times, falando sobre suas expectativas em relação ao governo de Barack Obama – que assumiu a presidência americana dia 20, terça-feira. Jones não é o primeiro personagem do universo da música a arriscar-se pelas páginas do mais importante jornal do mundo: recentemente, Bono, líder da banda irlandesa U2, passou a assinar uma coluna para a publicação.

A decisão de convidar famosos para escrever colunas opinativas para o jornal pretende atrair mais leitores para o New York Times, revertendo as perdas provocadas pela diminuição da receita publicitária. Os responsáveis pelo jornal acreditam que ícones como Jones e Bono têm perspectivas de vida que farão com que a leitura das suas colunas seja uma óptima experiência.

Roberto e Caetano: o Show pode parar

Posted in Uncategorized with tags , , on 23 23UTC Janeiro 23UTC 2009 by gm54

Nem o prestigio valeu-lhes

Nem o prestígio valeu-lhes

Os produtores de Roberto Carlos e Caetano Veloso bateram em várias portas, mas afinal acabaram por desistir: não haverá mesmo temporada popular do show de Bossa Nova da dupla - o mesmo espectáculo apresentado no Rio de Janeiro e em São Paulo em setembro e que virou CD e DVD.

Nem para o prestígio de Roberto e Caetano os patrocinadores abriram os seus cofres… Está feia a coisa na área de shows.

Agora, Roberto Carlos concentra seus esforços para viabilizar patrocpinios para as comemorações, que começam em abril, dos seus 50 anos de carreira.

Poema declamado na cerimónia de Obama tornou-se “best-seller”

Posted in Literatura with tags , , on 24 24UTC Janeiro 24UTC 2009 by gm54

Nem todos apreciaram o poema

Nem todos apreciaram o poema

Elizabeth Alexander foi uma das pessoas escolhidas para subir ao palco durante a cerimónia de inauguração de Barack Obama. A professora de Estudos Afro-Americanos na Universidade de Yale e amiga de Obama declamou o poema “Praise Song for the Day” para milhões de pessoas que assistiram à cerimónia em todo o mundo. Apesar de “Praise Song for the Day” apenas ser publicado dia 6 de Fevereiro, as vendas deste poema e do seu livro de 2005, “American Sublime”, subiram em flecha e ocupam agora o primeiro e terceiro lugar de mais vendidos na livraria online “Amazon”.

A poeta americana é a quarta a ser escolhida para participar numa cerimónia de inauguração americana, quinta se contarmos com a participação de James Dickey na gala de inauguração do presidente Jimmy Carter, mas não na inauguração em si, refere o “New York Times”. O Presidente Clinton foi honrado pelos poetas Miller Williams e Maya Angelou nas tomadas de posse dos seus dois mandatos e Robert Frost declamou um poema para o Presidente Kennedy.

Apesar do sucesso de vendas, “Praise Song for the Day” não foi apreciado por todos. Adam Kirsch, do jornal “The New Republic”, considerou o poema demasiado “burocrático” para uma situação que era, por si própria, poética. Já,David L Ulin do “Los Angeles Times” considerou que o poema não chegava “ao nível” dos que o antecederam. Miller Williams, cujo poema “Of History and Hope” fez parte da segunda tomada de posse de Clinton em 1997, comentou à Associated Press que não fazia críticas ao poema, mas achava que Elizabeth Alexander poderia ter feito algo que mostrasse que o poema tinha acabado. Se tivesse a oportunidade de a aconselhar, teria dito para “levantar a voz no final” e dizer um “obrigado” quando terminasse, acrescentou.

 

 

Fidel começa a preparar cubanos para a sua morte

Posted in Política Internacional with tags , on 24 24UTC Janeiro 24UTC 2009 by gm54

 

Fidel e a Presidente da Argentina, Cristina Kriscner

Fidel e a Presidente da Argentina, Cristina Kriscner

Fidel Castro referiu-se ontem pela primeira vez à sua morte iminente, escrevendo que nenhum elemento do “Partido e do Estado” se deve “sentir obrigado pelas minhas eventuais reflexões, pela minha doença ou morte”.

Num comentário à tomada de posse de Barack Obama, Fidel dedica três dos sete parágrafos do texto a considerações que indiciam o seu fim próximo. “Reduzi as Reflexões como decidira, a fim de não interferir nem estorvar os companheiros do Partido e do Estado nas decisões constantes que devem tomar face às dificuldades objectivas resultantes da crise económica mundial. Eu estou bem, mas insisto que nenhum deles se deve sentir obrigado pelas minhas eventuais reflexões, pelo agravamento do meu estado de saúde ou a minha morte”, refere ao introduzir este tema, após algumas considerações sobre Obama.

O texto, anunciado na primeira página do órgão do PC cubano, Granma, e reproduzido na página dois do jornal, prossegue em mais dois parágrafos em que se torna claro o anúncio aos cubanos da sua morte.”Estou a rever os discursos e textos que elaborei ao longo de mais de meio século. (…) Continuo a estar informado e medito tranquilamente sobre os acontecimentos. Espero não desfrutar deste privilégio dentro de quatro anos, quando terminar o primeiro mandato presidencial de Obama” – é neste tom que Fidel termina as suas reflexões.

Desde que o antigo presidente cubano abandonou o poder, em Julho de 2006, para ser submetido a uma intervenção cirúrgica, não voltou a ser visto em público. Apenas são divulgadas fotografias suas, em regra na presença de dirigentes estrangeiros, como sucedeu ontem em que Fidel é mostrado ao lado de Cristina Kirchner, imagem não divulgada em Cuba.

O texto de Fidel principia com considerações sobre o “11.º presidente dos EUA desde o triunfo da Revolução Cubana, em Janeiro de 1959″. Para Fidel, Obama possui “um rosto inteligente e nobre”, que passou já diversas provas. O antigo líder cubano duvida, contudo, que o novo Presidente americano seja capaz de “superar as insolúveis contradições antagónicas do sistema”, expressão com que pretende caracterizar em tom negativo o sistema político-económico dos EUA.

Antes de abordar a sua situação pessoal, Fidel conclui as considerações sobre Obama, escrevendo que, “sob inspiração de Abraham Lincoln e Martin Luther King”, o novo Presidente soube tornar-se um “símbolo vivo do sonho americano”.

Um novo Tio Sam

Posted in Política Internacional with tags , on 24 24UTC Janeiro 24UTC 2009 by gm54

Figura de Obama espalhou-se com a mesma força do mitico Tio Sam

Figura de Obama espalhou-se com a mesma força do mítico Tio Sam

Sem ter saído do imaginário hollywoodesco nem se limitar ao país que esculpiu quatro rostos de presidentes no monte Rushmore, esta actual obamania, que já deu volta ao globo, só se pode comparar ao universo que criou ícones americanos como Marilyn e Madonna, Sinatra e Elvis, Charlot e Mickey

E, de súbito, com a força universal da capa de um disco de Dylan ou de Madonna, de um poster de Marilyn ou de James Dean, de uma BD do Batman ou do Charlie Brown, um novo rosto encheu todas as pupilas, da América Central ao Extremo Oriente, do Norte da Europa ao Sul da África, multiplicado em pins de propaganda e moedas comemorativas, como figura de cera nos museus da Madame Tussaud ou modelo do boneco Action-Man. A tão falada obamania parece ter ultrapassado tudo o que antigamente era previsível, com o novo líder americano, antes ainda de prestar juramento, a surgir no planeta como se fosse o sucessor dessa galeria de ícones que os States impuseram ao mundo: John Wayne e Marlon Brando, Muhammad Ali e Michael Jordan, Frank Sinatra e Elvis Presley, Charlie Chaplin e Woody Allen, o rato Mickey e o leão da MGM, a Estátua da Liberdade e a garrafa de Coca-Cola. Mas com a diferença de não se tratar agora de uma imagem saída do imaginário hollywoodesco, da cultura pop, do lado frívolo da vida. Não seria de espantar se o culto se resumisse a uma espécie de aclamação interna num país em que Gutzon Borglum moldou numa montanha do Dakota do Sul, o agora famoso Monte Rushmore, os rostos de Washington, Jef-ferson, Theodore Roosevelt e Lincoln. O que se estranha é que a figura de Barack Obama se tenha espalhado com a força do mítico Tio Sam, esse velho de barba branca, cartola de listas azuis e vermelhas e faixa com estrelas, casaca e calças também com as cores da bandeira The Stars and Stripes. Mas, ao contrário da versão mais celebrizada do Uncle Sam, desenhada por James Flagg em 1917 para o recrut amento de soldados para a Primeira Guerra Mundial, o novo Presidente americano não é representado com cara zangada nem de dedo imperativo em riste. Pelo contrário: tem sempre um sorriso simpático e um aspecto afável. E a dúvida deste tempo é se esta imagem serena se fixará assim no imaginário da História, como as ilustrações de Norman Rockweel, as telas de Edward Hop-per, as serigrafias de Andy Warhol. Ou, pelo contrário, o cartaz de Shepard Fairey dentro em breve terá acrescentado um bigode à Hitler e a efígie de Obama será queimada em manifestações anti–americanas.

 

Obama escolhe canal árabe para 1ª entrevista na televisão

Posted in Imprensa, Política Internacional with tags on 27 27UTC Janeiro 27UTC 2009 by gm54

Os americanos não são inimigos dos muçulmanos

Obama: Os americanos não são inimigos dos muçulmanos

Num sinal do seu desejo de reparar os danos causados por George W. Bush na diplomacia dos EUA, o presidente Barack Obama optou por dar a sua primeira entrevista televisionada como mandatário para um canal de televisão árabe.

Em declarações à al-Arabiya, de Dubai, Obama afirmou que EUA cometem erros algumas vezes, mas ressaltou que a sua administração pretende ter uma aproximação mais diplomática do que o seu antecessor e reiterou que ao mundo muçulmano que “os americanos não são seus inimigos”

O presidente reiterou o compromisso dos EUA com Israel como aliado, e o seu direito de defesa; mas sugeriu que os israelitas devem tomar decisões duras e que o seu governo pressionará para que isso seja feito. “Não podemos dizer nem aos israelitas ou aos palestinos o que é melhor para eles. Eles terão que tomar algumas decisões. Mas acredito que é o momento oportuno para que ambos se deem conta de que o caminho em que estão não levará à prosperidade e à segurança para seu povo”. Obama acrescentou: “há israelitas que reconhecem que é importante alcançar a paz. Eles estão dispostos a fazer sacrifícios se o momento for adequado e existir uma colaboração séria da outra parte”.

Mundo muçulmano

Obama renovou o seu apelo durante a entrevista, ressaltando que viveu na Indonésia por muitos anos – o maior país de população muçulmana – e afirmou que as suas viagens aos países islâmicos o convenceram de que, apesar da fé, as pessoas têm esperanças e sonhos em comum. “O meu trabalho com o mundo muçulmano é comunicar que os americanos não são seus inimigos. Nós cometemos erros algumas vezes. Nós não temos sido perfeitos”, afirmou.

Durante a entrevista, o presidente dos Estados Unidos ainda afirmou que o Irão “agiu de um modo que não conduz à paz e à prosperidade da região”, mas não descartou a hipótese de dialogar com o país. “As suas ameaças contra Israel, a sua busca por uma arma nuclear e o seu apoio a organizações terroristas, nada disso ajudou”, disse. “Mas eu acho que é importante que estejamos abertos para negociar com o Irão, para expressar de maneira clara nossas diferenças e descobrir os potenciais caminhos para o progresso. (…). Como eu disse no meu discurso de posse, se os países como o Irão quiserem abrir os seus punhos, encontrarão a nossa mão estendida”, afirmou o presidente.

Yusuf Islam grava canção em benefício a vítimas em Gaza

Posted in Word Music with tags , , on 27 27UTC Janeiro 27UTC 2009 by gm54

Yussuf Islam, o legado do amor e da paz para o Médio Oriente

Yussuf Islam, o legado do amor e da paz para o Médio Oriente

O cantor britânico Yusuf Islam lançou na segunda-feira uma canção criada para fins beneficentes e cuja receita será doada a uma agência das Nações Unidas que ajuda refugiados na Faixa de Gaza.

O cantor, que mudou seu nome original, Cat Stevens, para Yusuf Islam quando tornou-se muçulmano, vai doar o dinheiro obtido com “The Day the World gets Round” à UNRWA, a agência das Nações Unidas de assistência aos refugiados palestinos, e à organização Save the Children, para ajudar famílias na Faixa de Gaza, anunciou a UNRWA em comunicado.

Gravada originalmente pelo falecido ex-beatle George Harrison, a canção tem Islam nos vocais e Klaus Voorman, conhecido por muitos como o “quinto beatle”, no baixo.

Islam disse que espera que a música “ajude a lembrar às pessoas do imenso legado de amor, paz e felicidade que podemos compartilhar quando reflectimos sobre as guerras e os preconceitos inúteis da humanidade e começamos a mudar nossos hábitos tolos”.

A agência da ONU também está exercendo papel de liderança nos esforços de recuperação depois da guerra, além de fornecer educação, atendimento de saúde e serviços sociais. Isso inclui escolas para mais de 196 mil crianças e assistência alimentar a mais de 750 mil refugiados.

A canção está disponível para download no endereço http://www.jamalrecords.com/cgi-bin/commerce.cgi?display=home.

Yusuf Islam grava canção em benefício a vítimas em Gaza

Posted in Word Music with tags on 27 27UTC Janeiro 27UTC 2009 by gm54

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Fim da linha para o autor que fez um Coelho corer

Posted in Literatura with tags on 28 28UTC Janeiro 28UTC 2009 by gm54

Uma das escritas que melhor descreveram a America

Uma das escritas que melhor descreveram a America

O escritor John Updike faleceu ontem aos 76 anos. Acusado de racista, misógino e pró-sistema no pós-guerra do Vietname, o autor fecha mais um capítulo dos grandes criadores norte-americanos do século XX. Ganhou dois Pulitzer e seduziu milhões de leitores com narrativas sobre sexo, religião e arte.

Gostava de escrever para as clássicas revistas literárias como a The New Yorker e a The New York Review of Books mas, ontem, foi no mundo virtual que a biografia de John Updike foi actualizada quase imediatamente ao ser-lhe acrescentada à data 18 de Março de 1932 aquela que ainda faltava: 27 de Janeiro de 2009. A notícia da morte de um dos mais prolixos escritores norte-americanos não foi inesperada porque era conhecida a sua luta de há algum tempo contra um cancro de pulmão.

Com o anúncio da morte de John Updike cala-se uma das escritas que melhor descreveram a América durante o século XX e que fazia questão de afirmar abertamente que se posicionava ao centro nas questões que afligiram o cidadão médio do seu país. “Gosto de estar ao meio, é aí que os extremos se anulam e onde a ambiguidade não governa”, dizia quando o questionavam sobre os assuntos que mais dividiram o seu tempo.

John Updike utilizou várias expressões literárias. Foi romancista, novelista, ensaísta, autor infantil e poeta. Apesar de ser escritor não deixou de se pronunciar sobre as obras de outros autores ao longo de uma carreira que também se ocupou da crítica literária. A atestar a sua originalidade está o facto de ser dos poucos que bisou o Prémio Pulitzer e o National Book Awards mas, apesar da uma extensa produção, John Updike não se livrou da forte marca da sua série protagonizada pelo senhor Harold “Rabitt” Angstrom e foram os títulos com o “Coelho” que o popularizaram em todo o mundo.

Os romances sobre este Coelho incorporavam as dúvidas que o próprio, na sua autobiografia, referia como sendo as mais importantes para o ser humano: a arte, a religião e o sexo. Nesse quarteto iniciado com Corre, Coelho (Rabbit, Run), Updike fez o retrato do percurso de um homem ao radiografar as tradicionais situações do emprego, do casamento, dos casos extraconjugais, dos pequenos sucessos de uma vida e, finalmente, da morte.

Antes de chegar o reconhecimento mundial com esta série, o escritor publicou pela primeira vez, em 1959, o título The Poorhouse Fair. Depois, a vida nos subúrbios americanos, os efeitos da Depressão económica, a herança moral da II Guerra Mundial dominaram a sua obra. Os conflitos sociais originados com a guerra do Vietname, as lutas dos estudantes, a emancipação das mulheres e os direitos dos negros encaixaram-no no sistema e foi violentamente criticado por ser “racista” e “misógino”. Antes de se dedicar à escrita, profissão em que jurou escrever todos os anos um livro, John Updike foi jornalista. Tinha 76 anos.

“Thriller” irá aterrorizar a Broadway

Posted in Word Music with tags on 28 28UTC Janeiro 28UTC 2009 by gm54
Michael Jackson ajudara a producao do novo musical

Michael Jackson ajudara a producao do novo musical

Um musical baseado no vídeo de “Thriller” vai estrear na Broadway em Nova Iorque, revelou James L. Nederlander, proprietário de nove teatros da Broadway, à BBC. O projecto contará com a ajuda de Michael Jackson, que irá participar em “todos os aspectos do processo criativo”. O musical da Broadway não é o primeiro a inspirar-se no êxito de 1983, já que estreou em Janeiro, em Londres, o musical “Thriller Live”.

O vídeo de “Thriller”, onde Jackson se transforma em lobisomem e dança com um grupo de zombies, foi lançado em 1983. Passou a ser um dos marcos históricos da produção de videoclips e um ícone dos anos 80. O realizador foi John Landis.

Apesar de nenhuns pormenores sobre o espectáculo da Broadway terem sido revelados, deverá incluir canções dos álbuns de Jackson “Off the Wall”, de 1979, e “Thriller”, de 1982, revelou a BBC.

Manu Dibango vai processar Michael Jackson e Rihana

Posted in Word Music with tags , , on 4 04UTC Fevereiro 04UTC 2009 by gm54

"A César o que é de César"

"A César o que é de César"

O músico camaronês Manu Dibango entrou com um processo nesta terça-feira, 3, contra as gravadoras dos cantores Michael Jackson e Rihanna, num tribunal de Paris, pelo uso indevido de uma das suas canções.

A sentença será divulgada no dia 17 de fevereiro.

Nos anos 80, Michael Jackson incluiu no seu álbum “Thriller” a canção “Wanna be Startin’ Something”, que possui um fragmento de “Soul Makossa”, de Manu Dibango. Na época, ele denunciou o cantor americano e o assunto foi encerrado amistosamente com um acordo econômico.

O caso, no entanto, voltou à justiça depois que a cantora Rihanna recebeu, em 2007, permissão de Jackson para utilizar o mesmo fragmento na sua canção “Please don’t stop the music”. Aparentemente, a cantora de não sabia nada sobre o plágio.

Dibango, de 75 anos, pede uma indenização de meio milhão de euros por danos. Além disso, os seus advogados pediram ao juiz o bloqueio da renda proveniente da canção para as gravadoras Sony BMG, EMI e Warner até a divulgação do veredicto.

“Quem quer ser bilionário?” foi filmado no bairro da lata

Posted in Cinema, Óscares with tags , on 4 04UTC Fevereiro 04UTC 2009 by gm54

o realismo

Danny Boule: o realismo

“Quer Ser Bilionário?”, o filme de Danny Boyle que parece cada vez mais ser um dos grandes favoritos para os Óscares. O Diário de Notícias de Portugal falou com o realizador, sobre esta esta experiência indiana. A entrevista foi publicada na edição desta quarta-feira, 4 de Fevereiro.

Como definiria a cidade de Bombaim?
A cidade é construída sobre dois grandes pilares. Um é o negócio, como em Nova Iorque: toda a gente está a fazer algum negócio, incluindo os mais pobres. O outro é o sonho, a dança dos filmes de Bollywood. É tudo isso que lhe dá a sua energia tão especial.
Houve alguns filmes sobre a Índia que lhe tivessem servido de referência ou inspiração?
Vi alguns filmes (que não mencionarei) que detestei e, de alguma maneira, foram uma grande ajuda: tinham precisamente o que eu não queria fazer. Aliás, faço questão em dizer que eu fiz um filme desses chamado A Praia, na Tailândia [produção de 2000, com Leonardo DiCaprio ]. Levei uma equipa de 150 pessoas, ocidentais, e eram como um exército invasor: chegam e limitam-se a fazer o filme que já levam na cabeça. Desta vez, levámos umas dez pessoas e, no essencial, fizemos tudo com uma equipa de Bollywood. Não faz sentido encarar as coisas com o olhar ocidental, julgando que a cidade não funciona: de facto, funciona, mas não de acordo com os nossos padrões. É preciso saber utilizar isso. E foram 20 horas por dia…
Qual foi o papel de Loveleen Tandan, a co-realizadora do filme?
Na origem, ela era directora de casting. E convém lembrar que esse foi um processo muito demorado, quanto mais não seja porque cada uma das duas personagens principais tem três intérpretes. Daí que tenha estabelecido com ela uma relação muito para além do casting, envolvendo também o argumento e as suas opções. Acabou por funcionar como minha consultora: ajudou-me imenso a corrigir os erros que o argumento continha, erros resultantes de um olhar ocidental. Além do mais, Loveleen é alguém que tem a ambição de vir a realizar filmes e, neste caso, acabei mesmo por lhe entregar a direcção da segunda equipa de filmagens.
O modo de filmagem tem algo de documental. Como foi, em particular, o tratamento do som?
O som em Bombaim é um fenómeno incrível de camadas e camadas… É o tipo de som que não é possível fabricar em estúdio. Claro que podíamos sempre corrigir uma ou outra fala dos actores, mas o ruído tem infinitos contrastes. Por exemplo, na confusão do trânsito, ao contrário do que estamos habituados, quem conduz está-se nas tintas para quem vem atrás; por isso mesmo, quem vem atrás tem por obrigação buzinar, de três em três segundos, para lembrar ao da frente que está ali. Bip! Bip! Para nós, quando ouvimos aquilo a primeira vez, temos a tradicional reacção ocidental de agressividade: “Que é que o fulano quer?” Mas depois percebemos que é apenas uma questão de delicadeza: “Bip! Bip! Lembra-te que eu estou aqui!”
Seja como for, os modos de filmagem não foram típicos de Bollywood.
A atitude normal em Bollywood é: “Querem um bairo da lata? Então construímos o bairro da lata no estúdio.” Mas neste caso a atitude era: “Queremos filmar no próprio bairro da lata.” E filmámos mesmo, incluindo na zona imensa onde são lançados os excrementos. Houve mesmo um elemento da equipa de som que caíu na vala… A dimensão britânica do filme passa por esse realismo: porque eu sou britânico, claro, mas também porque a nossa tradição é mais realista. Em Bollywood, estão-se nas tintas: o que conta é o sonho. Por alguma razão, os realizadores são conhecidos como “mercadores de sonhos”.

Filme de animação israelita candidato ao Oscar atrai árabes

Posted in Cinema, Óscares with tags , , , on 4 04UTC Fevereiro 04UTC 2009 by gm54

Cena do Valsa com Bashir

Cena do Valsa com Bashir

Valsa com Bashir não pode ser assistido legalmente no Líbano, mas é possível comprar cópias do filme antiguerra israelita, indicado ao Oscar, no distrito de Hamra, em Beirute, onde o director Ari Folman viu a sua vida mudar 26 anos atrás.

É um dos maiores filmes que já vi na vida“, disse Lokman Slim, activista da organização libanesa UMAM, que visa preservar as memórias de guerra do país exibindo filmes relacionados com as suas décadas de conflitos.

Sinto ciúmes porque aqueles que devemos considerar nossos inimigos têm a coragem de tratar de factos nos quais tomaram parte, enquanto nós, libaneses, mantemos um silêncio interminável em relação a nossa história“, disse Lokman à Reuters, em Beirute.

Valsa com Bashir – o título faz referência à aliança de Israel com o líder cristão libanês da época, Bashir Gemayel – mistura documentário e animação para mostrar o trauma da invasão israelita de 26 anos atrás para expulsar guerrilheiros palestinos.

O filme termina com o massacre de centenas de palestinos pelos aliados libaneses de Israel nos campos de refugiados de Sabra e Shatila, em Beirute.
Num relato baseado nas recordações de antigos companheiros de farda, Folman mostra a guerra nas cores berrantes de um livro de quadrinhos – até os momentos finais, quando se vêem cenas chocantes e reais de pilhas de corpos.

Filme de Ari Folman trata do massacre de palestinos em Sabra e Shatila
Filme de Ari Folman trata do massacre de palestinos em Sabra e Shatil

Cerca de 600 mulheres, crianças e idosos palestinos em Sabra e Shatila foram massacrados sob a luz de foguetes de iluminação disparados sobre Beirute pela unidade do exército israelita do qual Folman fazia parte, que recebera a ordem de ajudar a milícia falangista cristã a impor a ordem nos campos.

Folman era um recruta de 19 anos na época. O seu filme recebeu o Globo de Ouro de melhor filme em língua estrangeira de 2008 e foi indicado ao Oscar 2009 também na categoria de melhor filme estrangeiro.

Proibido no Líbano

Valsa com Bashir é proibido no Líbano devido às leis que impedem o comércio com Israel. Mas o interesse pelo filme é enorme.

Cópias em DVD pirateadas estão a senr vendidas por US$ 2 cada no distrito de Hamra, que aparece no filme como local de batalhas violentas entre guerrilheiros palestinos e a unidade de Folman no Exército.

Nem todos os libaneses estão satisfeitos com a versão de Folman da história.

“O filme mostra só uma parte da verdade. É como se o director dissesse ‘nós, israelitas, não cometemos esse crime – foram os falangistas’”, disse Ziad Moussa, professor aposentado em Ramallah, na Cisjordânia, onde Valsa foi exibido num centro cultural franco-alemão.

Mesmo assim, Moussa disse que o filme é “um passo na direcção certa” para sanar o passado sangrento entre israelitas e palestinos.

O massacre de Sabra e Shatila suscitou ultraje mundial, e uma comissão de inquérito formada em Israel responsabilizou indirectamente o então ministro da Defesa Ariel Sharon, forçando-o a renunciar do seu cargo.

A comissão concluiu que Sharon, que mais tarde se tornaria primeiro-ministro, ignorou os avisos de que os falangistas massacrariam os refugiados palestinos para vingar-se da morte de centenas de civis cristãos por guerrilheiros palestinos no sul do Líbano, seis anos antes.

Colecção de raridades da ficção científica vai a leilão

Posted in Cinema with tags , , on 5 05UTC Fevereiro 05UTC 2009 by gm54
O anel de Bela Lugosi como Drácula

O anel de Bela Lugosi como Drácula

Ele sempre jurou que só morreria se pudesse levar tudo com ele. Mas agora Forrest J. Ackerman realmente partiu, e o acervo do grão-mestre dos coleccionadores de ficção científica está à venda.

Milhares de itens, incluindo o anel usado por Bela Lugosi para compor o seu personagem em Drácula, a capa de vampiro que Lugosi usou por décadas – e até mesmo o figurino que o actor usou no que é chamado de “pior filme de todos os tempos”, o indescritível Plano 9 do Espaço – vão a leilão.

A colecção de Ackerman inclui ainda preciosidades como uma primeira edição autografada do romance Frankenstein, de Mary Shelley; e um exemplar da primeira edição de Drácula assinado não apenas pelo autor, Bram Stoker, mas também por Lugosi, Boris Karloff e diversas outras celebridades do cinema de terror.

Ackerman, que foi escritor, editor e agente literário, passou a vida colecionando objectos ligados à ficção científica, do irrelevante ao precioso. Ele morreu em dezembro, aos 92 anos.

World Music Center promove curso em Maputo

Posted in Uncategorized with tags , , on 5 05UTC Fevereiro 05UTC 2009 by gm54

preocupação com a música moçambicana

Gimo: preocupação com a música moçambicana

O projecto dinarmarquês World Music Center desenvolvido pela Aarhus Music School daquele pais europeu, acaba de escalar Moçambique para ministrar um curso de formação de professores de música tradicional.

Apadrinhado pelo músico moçambicano, Gimo Remane, radicado na Dinamarca há mais de vinte anos, o projecto visa igualmente fazer a advocacia da necessidade de se apostar na inclusão da disciplina musical no ensino em Moçambique.

Comparativamente à Dinamarca, Moçambique é um pais que ainda tem muito que fazer para que a educação musical seja uma realidade. Com mais de 20 milhões de habitantes, Moçambique apenas tem uma única escola de musica: a Escola Nacional de Musica. Já a Dinamarca, segundo Lance D’Souza, Director do Projecto World Music Center, com apenas 5 milhões de habitantes, tem mais de 300 escolas de musica, cinco universidades, cinco conservatórias de musica clássica e cinco orquestras sinfónicas.

Para Gimo Remane, a musica moçambicana esta a perder os seus valores tradicionais dai a necessidade de se apostar na introdução da disciplina de educação musical desde o ensino básico (primário) ate ao superior.

Ele nasceu na província de Nampula (norte do pais) mas foi na Ilha de Moçambique onde cresceu influenciado pela sua diversidade musical fruto do cruzamento de culturas de povos africanos e árabes. Muito cedo mostrou os seus dotes musicais, tocando com grupos culturais dos bairros da ilha e, desde 1974, embalado pelos ventos da independência nacional, começou a compor e a cantar musicas na sua própria língua, o macua.

Artista determinado, fundou em 1985, na companhia de outros músicos, entre os quais Salvador Maurício, a banda Eyuphuru (vendaval), que muitos sucessos e alegria proporcionou aos amantes da musica de Moçambique, dentro e fora do pais.

Moçambique: Malangatana mostra 40 obras suas em Coimbra (Portugal)

Posted in Uncategorized on 5 05UTC Fevereiro 05UTC 2009 by gm54

Embaixador cultural de Moçambique

Embaixador cultural de Moçambique

Quarenta obras do pintor moçambicano Malangatana vão estar expostas na Casa Municipal da Cultura da cidade portuguesa de Coimbra a partir de sábado, 7, no âmbito das comemorações do Dia dos Heróis Moçambicanos.

A mostra, patente até 21 de Fevereiro, intitula-se Homenagem a Eduardo Chivambo Mondlane – Pastor de Manjacaze e é uma iniciativa da Câmara de Coimbra, da Embaixada de Moçambique em Portugal e da Organização da Mulher Moçambicana. Na exposição pode apreciar-se 18 telas e 22 ilustrações do artista plástico e poeta, considerado “o maior embaixador da cultura moçambicana”.

O vereador da Cultura da Câmara de Coimbra, Mário Nunes, considera que a exposição tem três objectivos: homenagear Eduardo Mondlane, assinalar e comemorar o 3 de Fevereiro, data alusiva aos Heróis Moçambicanos, e proporcionar ao público de Coimbra o contacto com a obra deste embaixador cultural.

Uma das telas expostas é a obra O Julgamento dos Militares da 4.ª Região da Frente de Libertação de Moçambique, datada de 1966, da colecção privada do antigo presidente da Assembleia da República Almeida Santos, que a cedeu para a iniciativa.

Malangatana Valente Ngwenya nasceu em Matalana, Moçambique, a 6 de Junho de 1936 e pertenceu à Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), que liderou a luta armada contra a dominação colonial portuguesa até à proclamação da independência, em 1975.

O traço único de Malangatana

O traço único de Malangatana

A sua obra é “reconhecida em todo o mundo”, tendo participado em múltiplas exposições individuais e colectivas e integrado diversos júris em Moçambique e no estrangeiro. Foi premiado inúmeras vezes e recebeu várias distinções.

Pintor, ceramista, cantor, actor, dançarino, “Malangatana é uma presença assídua em numerosos festivais, afirmando sempre a sua origem africana e moçambicana”.

O “jet-set” moçambicano visto por Mia Couto

Posted in Comportamento, Sociedade with tags on 5 05UTC Fevereiro 05UTC 2009 by gm54

um olhar critico mordaz

Mia Couto: um olhar crítico mordaz

Já vimos que, em Moçambique, não é preciso ser rico. O essencial é parecer rico. Entre parecer e ser vai menos que um passo, a diferença entre um tropeço e uma trapaça.
No nosso caso, a aparência é que faz a essência. Daí que a empresa comece pela fachada, o empresário de sucesso comece pelo sucesso da sua viatura, a felicidade do casamento se faça pela dimensão da festa. A ocasião, diz-se, é que faz o negócio. E é aqui que entra o cenário dos ricos e candidatos a ricos: a encenação do nosso “jet-set”.
O “jet-set” como todos sabem é algo que ninguém sabe o que é. Mas reúne a gente de luxo, a gente vazia que enche de vazio as colunas sociais.
O jet-set moçambicano está ainda no início. Aqui seguem umas dicas que, durante o próximo ano, ajudarão qualquer pelintra a candidatar-se a um jet-setista. Haja democracia! As sugestões são gratuitas e estão dispostas na forma de um pequeno manual por desordem alfabética:

Anéis – São imprescindíveis. Fazem parte da montra. O princípio é: quem tem boa aparência é bem aparentado. E quem tem bom parente está a meio caminho para passar dos anéis do senhor à categoria de Senhor dos Anéis O jet-setista nacional deve assemelhar-se a um verdadeiro Saturno, tais os anéis que rodeiam os seus dedos. A ideia é que quem passe nunca confunda o jet-setista com um magaíça*, um pobre, um coitado. Deve-se usar jóias do tipo matacão, ouros e pedras preciosas tão grandes que se poderiam chamar de penedos preciosos. A acompanhar a anelagem deve exibir-se um cordão de ouro, bem visível entre a camisa desabotoada.
Boas maneiras – Não se devem ter. Nem pensar. O bom estilo é agressivo, o arranhão, o grosseiro. Um tipo simpático, de modos afáveis e que se preocupa com os outros? Isso, só uma pessoa que necessita de aprovação da sociedade. O jet-setista nacional não precisa de aprovação de ninguém,
já nasceu aprovado. Daí os seus ares de chefe, de gajo mandão, que olha o mundo inteiro com superioridade de patrão. Pára o carro no meio da estrada atrapalhando o trânsito, fura a bicha**, passa à frente, pisa o cidadão anónimo. Onde os outros devem esperar, o jet-setista aproveita para
exibir a sua condição de criatura especial. O jet-setista não espera: telefona. E manda. Quando não desmanda.
Cabelo – O nosso jet-setista anda a reboque das modas dos outros. O que vem dos americanos: isso é que é bom. Espreita a MTV e fica deleitado com uns moços cuja única tarefa na vida é fazer de conta que cantam. Os tipos são fantásticos, nesses vídeo-clips: nunca se lhes viu ligação alguma com o trabalho, circulam com viaturas a abarrotar de miúdas descascadas. A vida é fácil para esses meninos.
De onde lhes virá o sustento? Pois esses queridos fazem questão em rapar o cabelo à moda militar, para demonstrar a sua agressividade contra um mundo que os excluiu mas que, ao que parece, lhes abriu a porta para uns tantos luxos. E esses andam de cabelo rapado. Por enquanto.
Cerveja – A solidez do nosso matreco vem dos líquidos. O nosso candidato a jet-setista não simplesmente bebe. Ele tem de mostrar que bebe. Parece um reclame publicitário ambulante. Encontramos o nosso matreco de cerveja na mão em casa, na rua, no automóvel, na casa de banho. As obsessões do matreco nacional variam entre o copo e o corpo (os tipos ginasticam-se bem). Vazam copos e enchem os corpos (de musculaças). As garrafas ou latas vazias são deitadas para o meio da rua. Deitar a lata no depósito do lixo é uma coisa demasiado “educadinha”. Boa educação é para os pobres. Bons modos são para quem trabalha. Porque a malta da pesada não precisa de maneiras. Precisa de gangs. Respeito? Isso o dinheiro não compra. Antes vale que os outros tenham medo.
Chapéu – É fundamental. Mas o verdadeiro jet-setista não usa chapéu quando todos os outros usam: ao sol. Eis a criatividade do matreco nacional: chapéu, ele usa na sombra, no interior das viaturas e sob o tecto das casas. Deve ser um chapéu que dê nas vistas. Muito aconselhável é o
chapéu de cowboy, à la Texana. Para mostrar a familiaridade do nosso matreco com a rudeza dos domadores de cavalos. Com os que põem o planeta na ordem. Na sua ordem.
Cultura – O jet-setista não lê, não vai ao teatro. A única coisa que ele lê são os rótulos de uísque. A única música que escuta são umas “rapadas e hip-hopadas” que ele generosamente emite da aparelhagem do automóvel para toda a cidade. Os tipos da cultura são, no entender do matreco nacional, uns desgraçados que nunca ficarão ricos. O segredo é o seguinte: o jet-setista nem precisa de estudar. Nem de ter Curriculum Vitae. Para quê? Ele não vai concorrer, os concursos é que vão ter com ele. E para abrir portas basta-lhe o nome. O nome da família, entenda-se.
Carros – O matreco nacional fica maluquinho com viaturas de luxo. É quase uma tara sexual, uma espécie de droga legalmente autorizada. O carro não é para o nosso jet-setista um instrumento, um objecto. É uma divindade, um meio de afirmação. Se pudesse o matreco levava o automóvel para a cama. E, de facto, o sonho mais erótico do nosso jet-setista não é com uma Mercedes. É, com um Mercedes.
Fatos – Têm de ser de Itália. Para não correr o risco do investimento ser em vão, aconselha-se a usar o casaco com os rótulos de fora, não vá a origem da roupa passar despercebida. Um lencinho pode espreitar do bolso, a sugerir que outras coisas podem de lá sair.
Óculos escuros – Essenciais, haja ou não haja claridade. O style – ou em português, o estilo – assim o exige. Devem ser usados em casa, no cinema, enfim, em tudo o que não bate o sol directo. O matreco deve dar a entender que há uma luz especial que lhe vem de dentro da cabeça. Essa a razão do chapéu, mesmo na maior obscuridade.
Simplicidade – A simplicidade é um pecado mortal para a nossa matrecagem. Sobretudo, se se é filho de gente grande. Nesse caso, deve-se gastar à larga e mostrar que isso de país pobre é para os outros.
Porque eles (os meninos de boas famílias) exibem mais ostentação que os filhos dos verdadeiros ricos dos países verdadeiramente ricos. Afinal, ficamos independentes para quê?
Telemóvel – Ui, ui, ui! O celular ou telemóvel já faz parte do braço do matreco, é a sua mais superior extremidade inferior. A marca, o modelo, as luzinhas que acendem, os brilhantes, tudo isso conta. Mas importa, sobretudo, que o toque do celular seja audível a mais de 200 metros. Quem disse que o jet-setista não tem relação com a música clássica? Volume no máximo, pelo aparelho passam os mais cultos trechos: Fur Elise de Beethoven, a Rapsódia Húngara de Franz Liszt, o Danúbio Azul de Strauss. No entanto, a melodia mais adequada para as condições higiénicas de Maputo é o Voo do Moscardo.
Última sugestão: nunca desligue o telemóvel! O que em outro lugar é uma prova de boa educação pode, em Moçambique, ser interpretado como um sinal de fraqueza. Em Conselho de Ministros,
na confissão da Igreja, no funeral do avô: mostre que nada é mais importante que as suas inadiáveis comunicações. Você é que é o centro do universo!

Spike Lee quer incendiar Los Angeles

Posted in Cinema with tags on 6 06UTC Fevereiro 06UTC 2009 by gm54

spike-leeSpike Lee (“Malcom X”,”O Infiltrado”) quer realizar um filme sobre os motins de Los Angeles em 1992. Esses dias de violência urbana foram provocados pela decisão dos tribunais de ilibar os agentes da polícia que tinham sido acusados de agredir o afro-americano Rodney King. Durante seis dias a violência invadiu a cidade, várias pessoas foram agredidas e assassinadas e várias lojas foram pilhadas e incendiadas.

Este projecto faz parte dos projectos de Lee desde 2006, mas ainda não encontrou os produtores indicados. Tem ainda um problema com o orçamento disponível, que não lhe permite realizar o filme como pretende. “O projecto não está morto, mas a dormir”, diz o realizador, citado pela revista “Les Inrockuptibles”

Spike Lee está neste momento envolvido em vários projectos: a sequela de “O Infiltrado”, um “biopic” sobre a vida de James Brown, com Wesley Snipes no papel de Brown, e um documentário sobre Michael Jordan. O realizador comprou recentemente os direitos para produzir “Now the Hell Will Start”, a história de uma soldado negro que mata o seu superior na II Guerra Mundial e é obrigado a fugir para a selva birmanesa. É o segundo projecto de Lee baseado na II Guerra Mundial, depois de ter realizado “Miracle at Santa-Anna” no ano passado.

“The International” abre o 59.º Festival de Cinema de Berlim

Posted in Cinema with tags on 6 06UTC Fevereiro 06UTC 2009 by gm54

386 filmes para ver em 11 dias

386 filmes para ver em 11 dias

O festival de cinema anual de Berlim , também conhecido como Berlinale, arrancou nesta quinta-feira, 5,  com a exibição do filme The International, um suspense do director alemão Tom Tykwer (Corra Lola, Corra). A trama envolve um agente da Interpol na sua luta para derrubar um poderoso banco que estaria a realizar actividades ilícitas.

The International é um dos 17 filmes que fazem a sua estreia mundial na Berlinale. O festival, na sua 59.ª edição é o primeiro dos grandes festivais europeus do ano. O ano passado o prêmio máximo, o Urso de Ouro, foi para Tropa de Elite, do director brasileiro José Padilha, que exibe na sessão Panorama, fora da competição, o seu novo documentário Garapa..

A abertura do evento com The International, segundo Tykwer, não tem nada a ver com a crise financeira internacional. Para o director foi apenas uma coincidência e ele afirmou sentir-se emocionado “com a ideia de que o banco represente o vilão num filme de suspense”.

Clive Owen interpreta o herói do filme, Louis Salinger, e Naomi Watts faz o papel de uma fiscal do distrito de Nova York que se une a ele para rastrear transações que financiam terroristas.

Owem disse que o seu personagem “viaja literalmente por todo o mundo atrás deste banco e na tentativa de derrubá-lo”.

Tykwer assinalou numa entrevista que “o tema do filme é um sistema e um princípio sobre os quais se construiu a nossa sociedade… Que surgiu com a ideia de intercambio de bens que agora estamos a começar a questionar”.

Um júri de sete membros presidido pela actriz britânica Tilda Swinton vai anunciar o vencedor em 14 de fevereiro. “Minhas expectativas? Não ter absolutamente nenhuma expectativa”, disse.

O director do festival, Dieter Kosslick afirmou que não espera que a crise econômica tenha um efeito directo sobre a Berlinale, que tradicionalmente conta com menos estrelas que os festivais de Cannes e Veneza, mas que se orgulha de ser acessível ao público em geral, e deve viver 11 dias de muito glamour, com a  exibição de 386 filmes.

Lil’Wayne e Coldplay são os favoritos aos Grammys

Posted in Word Music with tags , on 8 08UTC Fevereiro 08UTC 2009 by gm54

grammy13

A cerimónia de entrega dos principais prémios da indústria discográfica norte-americana decorre hoje à noite em Los Angeles. Serão distinguidos artistas em 110 categorias. A nomeação de ‘Paper Planes’ da cantora M.I.A. para Disco do Ano continua a ser uma das grandes surpresas

Artistas britânicos dominam principais categorias

Logo à noite vai para o ar a 51.ª edição dos Grammys dominada por artistas britânicos, com 13 nomeações, de entre 20 possíveis, nas quatro principais categorias (Disco do Ano, Álbum do Ano, Canção do Ano e Artista Revelação). Os ingleses Coldplay são também a banda que pode arrecadar mais prémios, com um total de sete nomeações, incluindo em três das quatro principais categorias, graças ao álbum Viva la Vida or Death and all His Friends, de 2008.

Não obstante, o rapper norte-americano Lil’ Wayne, que editou Tha Carter III em 2008, é o grande favorito. No total, pode vencer oito prémios, incluindo Melhor Álbum, e os outros sete no campo do hip hop. Além de Lil’ Wayne, existem outros rappers com um total de seis nomeações, incluindo Ne-Yo, Kanye West e Jay-Z. Logo a seguir, surgem Jazmine Sullivan, John Mayer, Robert Plant & Alison Krauss e os Radiohead, que podem conquistar até cinco “grafonolas”.

Coldplay, os favoritos
Coldplay, os favoritos

Contudo, quando a lista dos nomeados foi revelada em Dezembro, a maior surpresa foi a presença da cantora britânica M.I.A., ao lado de nomes como Adele, Coldplay, Leona Lewis ou a dupla Robert Plant & Alison Krauss, candidatos na principal categoria. Hoje, pode conquistar o maior prémio da noite se o single Paper Planes for eleito Disco do Ano.

De resto, e como é habitual, a lista é dominada por artistas anglo- -saxónicos. As principais excepções surgem no campo das músicas do mundo. O maliano Toumani Diabaté está nomeado na categoria de Melhor Álbum de World Music Tradicional, graças ao disco The Mandé Variations. Já a cantora mexicana Lila Downs e o músico brasileiro Gilberto Gil são candidatos ao prémio de Melhor Álbum de World Music Contemporâneo.

Este ano os prémios Grammy, organizados pela Academia das Artes e das Ciências do Disco, sediada em Los Angeles, distinguem 110 discos e artistas. As várias categorias, que se dividem por estilos musicais como o rap e o heavy metal, a música clássica e a música alternativa. Nesta última categoria, grupos como Beck, Death Cab for Cutie, Gnarls Barkley, My Morning Jacket ou Radiohead competem pelo título de Melhor Álbum. Convém lembrar que os candidatos são escolhidos a partir de uma lista de álbuns editados nos Estados Unidos entre 1 de Outubro de 2007 e 30 de Setembro de 2008.

“Quem quer ser Bilionário?” domina os BAFTA com vitória em sete categorias

Posted in Cinema on 9 09UTC Fevereiro 09UTC 2009 by gm54

Os protagonistas de "Quem quer ser Bilionário"

Os protagonistas de "Quem quer ser Bilionário"

A noite dos prémios de cinema da Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas (BAFTA na sigla inglesa) foi uma sucessão de confirmações com apenas um par de surpresas. “Quem quer ser Bilionário?” foi melhor filme e tem outros seis prémios, revalidando a vaga de popularidade rumo aos Óscares. Mickey Rourke viu o seu regresso certificado como melhor actor, Heath Ledger foi recordado como melhor actor secundário e Kate Winslet foi a melhor actriz.

As surpresas foram “I’ve Loved You So Long”, de Philippe Claudel, premiado como o Melhor Filme Não Falado em Inglês, e a vitória do documentário “Homem no Arame”, de James Marsh, foi considerado pela Academia britânica o Melhor Filme Britânico do ano. O prémio foi anunciado na primeira metade da cerimónia e permitiu antecipar que o favoritismo de “Quem quer ser Bilionário?” se iria confirmar. É que o filme de Danny Boyle (“Trainspotting”) estava também na lista de candidatos nessa categoria, pelo que quase se anunciava que iria ser o vencedor do troféu de melhor filme.

Dos sete BAFTA de “Quem quer ser Bilionário?” destacam-se os prémios para o realizador Danny Boyle, para o argumentista Simon Beaufoy e para o compositor da banda sonora, o indiano A.R. Rahman, todos premiados nos Globos de Ouro e nomeados para os Óscares de 22 de Fevereiro. O grande derrotado da noite foi “O Estranho Caso de Benjamin Button”, nomeado para onze prémios e que não venceu em qualquer das categorias principais. O filme de David Fincher, protagonizado por Brad Pitt (que estava nomeado para melhor actor e ainda para melhor actor secundário por “Destruir Depois de Ler”, dos irmãos Coen) arrecadou apenas três BAFTA, para o melhor “production design”, caracterização e efeitos visuais.

Kate Winslet recebeu um dos dois BAFTA possíveis para que estava nomeada – havia duas Winslet na categoria de melhor actriz, a de “Revolutionary Road” e a de “O Leitor”. Venceu a última. Nos Globos de Ouro, ambas foram vencedoras. Para os Óscares, a actriz britânica está nomeada excactamente por “O Leitor.

Um dos momentos da noite de prémios de ontem, 8, na Royal Opera House de Londres, foi a vitória, também já muito antecipada, de Mickey Rourke como Melhor Actor por “O Wrestler”. “Obrigado à BAFTA, à Optimum Pictures, à Fox Searchlight e a Darren Aronofsky (realizador), que me deu uma segunda oportunidade depois de ter lixado a minha carreira durante 15 anos”. “É um prazer estar aqui, fora da escuridão”.

Os prémios distinguiram ainda Penélope Cruz, que venceu como actriz secundária pela interpretação de uma artista tempestuosa e sensual em “Vicky Cristina Barcelona”, de Woody Allen (a actriz espanhola está também nomeada para Óscar na mesma categoria). O BAFTA póstumo para Heath Ledger pelo seu Joker em “O Cavaleiro das Trevas”, de Christopher Nolan, repete o prémio atribuído nos Globos de Ouro e antecipa uma possível vitória nos Óscares de 22 de Fevereiro.

Na cerimónia, o realizador e Monty Python Terry Gilliam recebeu um prémio de carreira.

Veteranos vencem as principais categorias do jazz no Grammy

Posted in Word Music with tags , , , , , , , , on 9 09UTC Fevereiro 09UTC 2009 by gm54

Após 12 anos de silêncio

Cassaandra Wilson: Após 12 anos de silêncio

Assim como acontece todo os anos, as premiações das chamadas “categorias principais” são as grandes estrelas na noite de entrega dos prêmios Grammy. Pelo menos este ano, na sua 51ª edição, os artistas de r&b e rap não levaram a maioria dos gramofones dourados. Essa honra ficou com a dupla Robert Plant e Allison Krauss, com o álbum “Raising Sand”, que reuniu o ex-vocalista do Led Zeppelin e a rainha do bluegrass. A dupla ficou com os dois principais prêmios da noite, – álbum do ano e gravação do ano, pela canção “Please Read The Letter” – além de conquistar as categorias colaboração pop com vocais, colaboração country com vocais e disco folk contemporâneo.

Na categoria jazz, os veteranos Gary Burton e Chick Corea ficaram com o principal prêmio, o de melhor disco de jazz, pelo álbum “The New Crystal Silence”. Vale lembrar que a dupla também ganhou este mesmo Grammy em 1979, pelo disco Crystal Silence. A nova versão – um CD duplo – traz o vibrafone de Burton e o piano de Corea em dois momentos: ao vivo com a sinfonia de Sydney e em dueto introspectivo, com destaque para a regravação de “Señor Mouse”.

Depois de um hiato de 12 anos, quem também levou o seu Grammy para casa foi a cantora Cassandra Wilson, que ficou com o prêmio de melhor disco de jazz vocal pelo álbum Loverly. A cantora derrotou nomes como Karrin Allyson e Stacey Kent.  Na categoria melhor gravação de jazz, o trompetista Terence Blanchard ficou com o prêmio pelo tema Be-bop, que faz parte do disco “50th Anniversary All-Stars – Live At The 2007 Monterey Jazz Festival”. O jazz latino também foi premiado. O pianista Arturo O’Farrill ganhou com o disco “Song For Chico”, no qual faz uma homenagem ao seu pai, o músico cubano Chico O’Farrill.

Quem também pôde comemorar é a música brasileira, que perdeu com Gilberto Gil na categoria world music, mas “venceu” com o disco “Randy In Brasil”, do trompetista Randy Brecker. O CD ficou com o prêmio de melhor disco de jazz contemporâneo. Além da participação de músicos brasileiros, como Teco Cardoso, Andre Mehmari, Ricardo Silveira e Robertinho Silva, o disco foi produzido pelo brasileiro Ruriá Duprat. Para terminar, na categoria de melhor disco de jazz com orquestra, a tradicional The Vanguard Jazz Orchestra ficou o prêmio pelo disco “Monday Night Live At The Village Vanguard”.

Na duas categorias do blues, o veterano guitarrista B.B. King ficou com o prêmio de melhor disco de blues tradicional (One Kind Favor) – e o pianista de Nova Orleans Dr. John ganhou o de melhor disco de blues contemporâneo (City That Care Forgot).

Principais ganhadores do Grammy 2008

Posted in Word Music with tags , on 9 09UTC Fevereiro 09UTC 2009 by gm54

Robert Plant e Alison Krauss melhor Disco do Ano (Raising Sand)

Robert Plant e Alison Krauss melhor Disco do Ano (Raising Sand)

Confira a lista de ganhadores nas principais categorias da 51a edição dos prêmios Grammy. Veja a lista completa em http://www.grammy.com

DISCO DO ANO

Raising Sand – Robert Plant & Alison Krauss

GRAVAÇÃO DO ANO

Please Read The Letter – Robert Plant & Alison Krauss

CANÇÃO DO ANO

Viva La Vida – Composta por Guy Berryman, Jonny Buckland, Will Champion & Chris Martin (Coldplay)

ARTISTA REVELAÇÃO

Adele

MELHOR PERFORMANCE VOCAL POP FEMININA

Chasing Pavements – Adele

MELHOR PERFORMANCE VOCAL POP MASCULINA

Say – John Mayer

MELHOR DISCO POP

Rockferry – Duffy

MELHOR PERFORMANCE DE ROCK SOLO

Gravity – John Mayer

MELHOR DISCO DE ROCK

Viva La Vida Or Death And All His Friends – Coldplay

BEST CANÇÃO DE ROCK

Girls In Their Summer Clothes – Bruce Springsteen

MELHOR DISCO DE MúSICA ALTERNATIVA

In Rainbows – Radiohead

MELHOR DISCO DE R&B

Jennifer Hudson -Jennifer Hudson

MELHOR DISCO DE R&B CONTEMPORÂNEO

Growing Pains – Mary J. Blige

MELHOR DISCO DE RAP

Tha Carter III – Lil Wayne

MELHOR DISCO DE COUNTRY

Troubadour – George Strait

MELHOR DISCO DE MÚSICA CLÁSSICA

Weill: Rise And Fall Of The City Of Mahagonny – James Conlon, regente; Anthony Dean Griffey, Patti LuPone & Audra McDonald; Fred Vogler, produtor (Donnie Ray Albert, John Easterlin, Steven Humes, Mel Ulrich & Robert Woerle; Coral da Ópera de Los Angeles; Orquestra da Ópera de Los Angeles)

PRODUTOR DO ANO, MÚSICA CLÁSSICA

David Frost

PRODUTOR DO ANO, NÃO-CLÁSSICA

Rick Rubin

Com a morte de Orlando “Cachaito” Lopez, os Buena Vista Social Club perderam o seu “batimento cardíaco”

Posted in Word Music with tags , on 11 11UTC Fevereiro 11UTC 2009 by gm54

O "Batimento cardiáco" do Buena Vista Social Club

O "Batimento cardiáco" do Buena Vista Social Club

O “batimento cardíaco” dos Buena Vista Social Club, o contrabaixista Orlando “Cachaito” Lopez, morreu segunda-feira, 9, na sequência de complicações após uma cirurgia, em Cuba. Depois das mortes, nos últimos anos, dos cantores Compay Segundo Pio Leyva e Ibrahim Ferrer e do pianista Rubin Gonzalés, os Buena Vista ficam irremediavelmente mais pobres.

Também a música cubana fica a perder, diz Amado Valdes, outro dos elementos da banda de músicos da era clássica do som cubano, formada pelo produtor e guitarrista norte-americano Ry Cooder em 1996. “É uma perda insubstituível para a música cubana, ele é o último sobrevivente da dinastia de contrabaixistas”. Na família Lopez, reza a lenda, contam-se pelo menos 30 contrabaixistas. Mas o Guardian cita o músico, feliz por que a filha e a neta também tocarem contrabaixo, a esclarecer: “Dezassete de nós foram contrabaixistas!”

Um contrabaixista “soberbo”, recorda o trompetista dos Buena Vista Manuel “Guajiro” Mirabal, à Associated Press. “Maravilhoso tanto na sua música quanto pessoa”, elogia o músico cubano Manuel Galban. Nas palavras de Cachaito, viveu “sempre com swing”, como cita o Guardian.

O músico, nascido em Havana em 1933, tinha formação clássica. O seu tio era o mítico contrabaixista Israel “Cachao” Lopez. Por insistência do avô, que queria prolongar a linhagem do instrumento na família, aprendeu a tocar contrabaixo – num violoncelo. Aos 14 anos, fundou a sua própria charanga (os grupos de música tradicional cubana). Em 1957, já tocava com a big band cubana Riverside e, três anos depois, era contrabaixista da Sinfonia Nacional cubana, como o pai tinha sido.

Tal como os restantes membros dos Buena Vista Social Club, Cachaito atingiu a fama internacional já depois dos 60 anos e graças ao filme homónimo de Wim Wenders (1999), nomeado para um Óscar, que os tornou no projecto musical cubano mais celebrado e transversal dos últimos 50 anos. Mas Orlando “Cachaito” Lopez tinha uma vida artística independente – o seu primeiro álbum a solo, Cachaito (2001), recebeu vários prémios.

Rap completa 3 décadas ocupando lugar de destaque no Grammy

Posted in Comportamento, Word Music with tags on 11 11UTC Fevereiro 11UTC 2009 by gm54

Lil Wayne, o "Novo rei do Rap"

Lil Wayne, o "Novo rei do Rap"

O rap completa este ano três décadas, num momento em que o ritmo volta ao seu auge, convertido num fenômeno de massas, como mostra os prémios obtidos na última edição dos Grammy (8 de fevereiro).

Só um artista, Lil Wayne, recebeu oito indicações, o que revela que este é um gênero musical que nada deixa a desejar ao pop e ao rock.

O rapper obteve o maior número de indicação ao Grammy e o seu album Tha Carter III, com mais de 2.7 milhões de cópias vendidas em seis meses nos Estados Unidos, venceu a categoria Melhor Album do Género.

Derivado do hip-hop, o rap tornou-se um dos pilares fundamentais desse movimento social e cultural, que tomou forma nos anos 1970 e que tinha também como marcos de identidade o grafite, o break e o ritmo imposto pelos djs das boates da periferia de Nova York.

Nomes como Grandmaster Flash, Afrika Bambaataa e Kool Herc foram as referências do rap nos primórdios, e definiram o estilo de crônica social recitada que caracterizou o gênero até meados dos anos 1980.

Aos 26 anos, Lil Wayne consagrou-se no Grammy como novo o “rei” do rap, um estilo musical quase desconhecido há três décadas, quando, em 1979, o grupo The Sugarhill Gang transformou a música “Rapper’s Delight” num sucesso de vendas.

A música foi considerada o primeiro grande sucesso comercial do rap, com mais de oito milhões de cópias vendidas, e serviu para apresentar a canção às massas.

Os resultados do The Sugarhill Gang demoraram a fazer efeito em termos de reconhecimento da indústria fonográfica dos Estados Unidos. Um exemplo disso é que somente em 1988 foi criada uma categoria específica de rap no Grammy.

Nesse ano foi concedido o prêmio de melhor apresentação de rap de 1987, que foi conquistado por DJ Jazzy Jeff (Jeff Townes) & The Fresh Prince (Will Smith, agora astro de Hollywood) pela interpretação da música “Parents just don’t understand”.

Na época, o gênero já fazia sucesso pelas mãos de artistas como Schoolly D ou Ice T, e era conhecido como “gangsta rap” (derivado da palavra gângster), após ter sido criado no litoral oeste dos Estados Unidos.

Uma variedade de rap com letras violentas, alusões sexuais, drogas e armas que ficaria popular no final dos anos 1980 e 1990, e que criaria tanta atracção entre grupos de jovens quanto animosidade entre os adultos.

Tupac Shakur morreu ainda "promissor" no Rap

Tupac Shakur morreu ainda "promissor" no Rap

Durante os últimos anos do século XX houve tensões entre os rappers das duas costas dos EUA, e vários artistas promissores do gênero, como Tupac Shakur ou Notorious BIG, morreriam em brigas.

Já ícones do momento, como Dr. Dre e Sean “Puff Daddy” Combs, seriam alçados à fama e se tornariam sucesso fonográfico.

No seio deste cenário surgiu Eminem, um artista branco que, na década de 1990, romperia barreiras num meio popularizado por rappers negros, o que ajudaria a aumentar a popularidade do gênero.

Este rapper, também conhecido como Slim Shady, chegou a fazer quatro filmes e conquistou, entre 1993 e 2003, nove Grammy, um prêmio que só criou as actuais categorias de música de hip-hop em 2004.

Artista americano move acção para defender uso da imagem de Obama

Posted in Artes Plásticas with tags on 11 11UTC Fevereiro 11UTC 2009 by gm54

AP acusa artista de usar foto da agência para criar poster

AP acusa artista de usar foto da agência para criar poster

Numa ofensiva adiantada, o artista de rua Shepard Fairey entrou na segunda-feira, 9, com uma acção contra a agência de notícias Associated Press, pedindo que um juiz federal o declare isento da infracção dos direitos autorais sobre a foto usada no famoso pôster de campanha do presidente Barack Obama.

A acção foi movida no tribunal federal de Manhattan depois que a Associated Press disse ter determinado a sua propriedade sobre a imagem que Fairey usou para criar pôsteres e adesivos distribuídos de maneira popular no último ano durante a campanha eleitoral.


A foto, que mostra Obama no Clube de Imprensa Nacional em abril de 2006, foi tirada por um dos fotógrafos freelance da AP, Mannie Garcia.

De acordo com a acção, oficiais da AP entraram em contacto com o estúdio de Fairey no final do mês passado exigindo o pagamento pelo uso da imagem e parte dos lucros que obteve com ela.

Fairey, 38, tornou-se um dos mais proeminentes artistas praticantes da arte de guerrilha, que saiu da cena do grafite mas foi além das tintas para incluir inúmeras técnicas e materiais, produzindo trabalhos que geralmente são expostos ilegalmente em prédios e outdoors.

Fairey decidiu criar a imagem por si mesmo antes de entrar em contacto com a campanha de Obama, que recebeu bem o pôster mas nunca o adoptou oficialmente por preocupações com os direitos autorais.

Antes da eleição, Fairey era mais conhecido pelos seus adesivos e pôsteres de propagandas falsas, colados em cidades de todo o país, mostrando a sinistra imagem abstrata do lutador “André, o Gigante” com a palavra “Obey” (Obedeça, em português).

No Zimbabwe, Tsvangirai toma posse como primeiro-ministro

Posted in Política Internacional with tags , , on 11 11UTC Fevereiro 11UTC 2009 by gm54

Tsvangirai toma posse perante Mugabe

Tsvangirai toma posse perante Mugabe

O líder de oposição zimbabweano Morgan Tsvangirai foi empossado primeiro-ministro em cerimônia realizada nesta quarta-feira, 11, sob um acordo de divisão do poder com o presidente Robert Mugabe num governo de unidade nacional.

A posse encerra um período de quase um ano de turbulência iniciado em março de 2008, quando uma onda de violência política varreu o país depois de Tsvangirai ter vencido a primeira volta da eleição presidencial. Os dois concordaram em dividir o poder no ano passado, com o objectivo de encerrar um impasse político, mas a desconfiança mútua e os desentendimentos contínuos despertaram dúvidas sobre quão bem eles podem trabalhar juntos para o bem do país, que passa por uma grande crise econômica e humanitária.

O ex-presidente sul-africano Thabo Mbeki, que mediou as complicadas negociações de partilha de poder entre Mugabe e Tsvangirai, o presidente de Moçambique, Armando Guebuza, e o rei Mswati III da Suazilândia estavam entre os dignitários presentes.

A decisão de Tsvangirai de lever o seu Movimento para a Mudança Democrática (MMD) para um governo de unidade nacional foi recebida com desconfiança no exterior, especialmente entre potências ocidentais contrárias a Mugabe, e foi tema de acirrado debate dentro da própria agremiação.

Tsvangirai é ex-líder sindicalista conhecido pelos discursos inflamados, mas o seu talento na liderança ainda não foi testado no governo. Os zimbabweanos esperam que o novo governo traga políticas que reanimem o país, que sofre com a hiperinflação, o desemprego acima de 90%, a falta de comida e uma epidemia de cólera que já matou quase 3.500 pessoas.

Charles Aznavour será embaixador suíço na Armênia

Posted in Word Music with tags on 13 13UTC Fevereiro 13UTC 2009 by gm54

Da música para a diplomacia

Da música para a diplomacia

O cantor francês Charles Aznavour disse nesta quinta-feira que concordou em se tornar embaixador da Suíça na terra de seus antepassados, a Armênia.

Aznavour, 84 anos, nasceu na França de pais armênios e consolidou uma carreira internacional como cantor. Ele continua a fazer apresentações pelo mundo.

“No começo, eu hesitei porque achei que não seria fácil. Mas depois pensei que, no final, o que é importante para a Armênia é importante para todos nós”, disse Aznavour em comentários transmitidos pela televisão armênia.

“Eu aceitei o convite com prazer, alegria e grande honra”, afirmou Aznavour, que recebeu a cidadania norte-americana em dezembro de 2008.

“Monstros” da guitarra voltam às origens em documentário

Posted in Cinema, Word Music with tags , , , , , , on 13 13UTC Fevereiro 13UTC 2009 by gm54

The Edge dos U2

The Edge dos U2

Para três dos maiores guitarristas do mundo, os seus instrumentos foram uma passagem para deixar a pobreza e a vida dura. É isso que mostra o documentário “It Might Get Loud” (“Poderia para ficar alto”), de Davis Guggenheim, sobre Jimmy Page (ex-Led Zeppelin), The Edge (U2) e Jack White (The White Stripes e The Raconteurs).

O trio conta como começou a tocar guitarra, quais foram as suas influências e por que o seu estilo de tocar é diferente dos demais. O documentário culmina com um encontro num cavernoso estúdio de Hollywood, onde eles conversam e terminam juntando guitarras eléctricas e violões acústicos.

A trajectória dos três até o estrelato difere bastante, até mesmo por se tratar de continentes e gerações diferentes. Mas eles têm em comum o facto de terem usado a guitarra para abrir um mundo de possibilidades numa época em que as alternativas pareciam sombrias.

O grisalho Page, 65 anos, lembra como sentia o peso da rotina sendo músico de estúdio, fazendo a base para canções pop e jingles. Mas então ele entrou para a banda The Yardbirds, e depois participou na formação do Led Zeppelin, um dos grandes nomes do rock a década de 1970.

Para The Edge, 47 anos, tocar numa banda irlandesa do final da década de 1970 e começo da de 80 era a chance de escapar da miséria ao seu redor.

Jack White, 33 anos, trabalhava como estofador na adolescência, mas já se interessava por música, e um dos seus primeiros discos foi lançado em conjunto com um colega de trabalho.

Guggenheim, director do premiado documentário ambiental “Uma Verdade Inconveniente”, mistura imagens do encontro, entrevistas individuais e material de arquivo dos guitarristas.

The Edge (ou David Evans), obcecado por tecnologia, recorda-se da sala de aula onde o U2 ensaiava nos seus primórdios. “Nenhum de nós sabia tocar àquela altura. Era realmente muito ruim.”

Page volta a Headley Grange, na Inglaterra, onde o clássico do Led Zeppelin “Stairway to Heaven” foi gravado.

Na sua casa, cercado por milhares de discos, um radiante Page toca “Air guitar” enquanto escute “Rumble”, de Link Wray, que lhe causou uma profunda impressão como guitarrista.

Numa antiga reportagem de TV, o músico-estudante é questionado sobre o que gostaria de fazer na vida. “Quero fazer pesquisa biológica”, diz.

White produz uma “guitarra” com pregos, fios, madeira, uma garrafa e um amplificador, e diz: “Quem disse que você precisa comprar uma guitarra?”

Guggenheim afirmou que “It Might Get Loud”, exibido nesta semana no Festival de Berlim, onde cerca de mil pessoas se juntaram para ver The Edge, é diferente de outros “rockumentários”.

“A maioria dos documentários de rock and roll aborda os acidentes de carro e as overdoses”, disse ele em notas da produção para o filme. “Quisemos focar as histórias e a trajectória do artista, queríamos ir mais fundo abaixo da superfície.”

Parlamento argentino decide até ao final do mês se repatria restos mortais de Jorge Luís Borges

Posted in Literatura with tags , on 13 13UTC Fevereiro 13UTC 2009 by gm54

Querem-no de volta a casa

Querem-no de volta a casa

Uma deputada do Partido Justicialista argentino, da Presidente, Cristina Kirchner, vai apresentar este mês um projecto de lei para fazer regressar à Argentina os restos mortais do escritor Jorge Luís Borges, sepultado em Genebra (Suíça).

María Beatriz Lenz defende que o momento ideal para a transladação seria Agosto, quando se completam 110 anos sobre o nascimento do autor de Ficções. A deputada cita, em comunicado, uma frase de Borges para ilustrar que o próprio escritor manifestou o desejo de ser sepultado no elegante Cemitério da Ricoleta, em Buenos Aires. “Não passo pela Ricoleta sem recordar que ali está sepultado o meu pai, os meus avós, tetravós, e que eu também estarei“, sublinhou em declarações que estão agora publicadas em antologias pessoais.

A ideia, que divide opiniões de Buenos Aires, é contestada pela viúva do escritor, Maria Kodama. “Numa democracia, nenhuma pessoa de nenhum partido pode dispor ou tentar dispor do corpo de outro ser humano, que é o mais sagrado, perante outra que continua a dedicar a sua vida ao amor“, declarou a uma rádio da capital argentina.

Jorge Luís Borges faleceu a 14 de Agosto de 1986, em Genebra, na Suíça. Kodama frisou que a vontade de autor de Livro de Areia era apenas “descansar em paz“. “Estou terrivelmente triste com tudo isto que está a acontecer“, manifestou a escritora.

Em sentido oposto, o presidente da Sociedade Argentina de Escritores, Alejandro Vaccaro, sustenta que “a repatriação de Borges” é uma “dívida que a Argentina há muito tem para com o escritor“.
O projecto defendido pela deputada María Beatriz Lenz conta já com o apoio do presidente do Parlamento, Alfredo Fellner.

Site elege os piores casais do cinema

Posted in Cinema on 13 13UTC Fevereiro 13UTC 2009 by gm54
Hayden Christensen e Natalie Portman

O "Pior" casal: Hayden Christensen e Natalie Portman

O site especializado em celebridadesI’m Not Obsessed elegeu os piores casais da história do cinema. Lidera a lista a dupla formada por Natalie Portman e Hayden Christensen no filme Star Wars: Episódio 2 – Ataque dos Clones (foto). Confira a relação completa:

1- Natalie Portman e Hayden Christensen - Star Wars: Ataque dos Clones
2 – Tom Hanks e Audrey Tautou - O Código Da Vinci
3 – Brad Pitt e Cate Blanchett – O Curioso Caso de Benjamin Button
4 – Pierce Brosnan e Linda Hamilton – O Inferno de Dante
5 – Ralph Fiennes e Jennifer Lopez – Encontro de amor
6 – Andy Garcia e Sofia Coppola – O Poderoso Chefão 3
7 – Brad Pitt e Angelina Jolie – Sr. & Sra. Smith
8 – Jennifer Connelly e Jared Leto – Requiém Para Um Sonho
9 – Madonna e Sean Penn – Surpresa de Shanghai
10 – Ed Norton e Liv Tyler – O Incrível Hulk
11 – Will Farrell e Nicole Kidman – A Feiticeira
12 – Ben Affleck e Kate Beckinsale – Pearl Harbor
13 – Madonna e Adriano Giannini – Destino Insólito
14 – Adam Sandler e Kevin James – Eu os Declaro Marido e… Larry!
15 – Anne Heche e Harrison Ford – Seis Dias, Sete Noites
16 – Ashton Kutcher e Cameron Diaz – Jogo de Amor em Las Vegas
17 – Tom Hanks e Meg Ryan – Mensagem Para Você
18 – Jennifer Lopez e Ben Affleck – Contacto de Risco
19 – Katie Holmes e Christian Bale – Batman Begins
20 – Mark Wahlberg e Zoey Deschanel – Fim dos Tempos

Disputa de terras na Amazônia leva World Press Photo

Posted in Uncategorized with tags on 13 13UTC Fevereiro 13UTC 2009 by gm54

Fotojornalismo brasileiro premiado

Fotojornalismo brasileiro premiado

O brasileiro Luiz Vasconcelos foi o vencedor da categoria “Notícias Gerais” do World Press Photo 2009, o maior prêmio do fotojornalismo. A foto premiada foi publicada originalmente no jornal A Crítica, de Manaus, em 10 de março de 2008, e mostra uma mulher indígena a enfrentar um batalhão de polícias numa disputa por terras.

O principal prêmio, o de Melhor Foto do Ano, foi para o americano Anthony Suau, com o registo de um momento dramático provocado pela crise económica nos Estados Unidos.

Segundo a BBC, a imagem, em que um polícia faz uma inspecção numa casa de Cleveland, após os proprietários serem despejados, fez parte de uma reportagem publicada em março de 2008 pela revista Time.

A entrega dos prêmio vai ocorrer no dia 3 de março em Amsterdão, na Holanda. As fotos serão exibidas ao público a partir de 4 de maio na cidade, antes de passarem por mais de 100 localidades em todo o mundo.

Esta é a fotografia vencedora do World Press Photo 2008

Posted in Uncategorized with tags on 13 13UTC Fevereiro 13UTC 2009 by gm54
A crise económica nos EUA a dominar o World Press Photo

A crise económica nos EUA a dominar o World Press Photo

O americano Anthony Suau é o vencedor do Prémio World Press Photo 2008, por uma fotografia que ilustra a crise do subprime nos Estados Unidos, anunciou hoje em Amsterdão a organização do prestigiado prémio de fotojornalismo.

Cartoonista norte-americano diz que “Bush foi um equívoco” e que “Obama é um livro aberto”

Posted in Uncategorized with tags , on 13 13UTC Fevereiro 13UTC 2009 by gm54
um acidente da história?

George W. Bush: um acidente da história?

O cartoonista político norte-americano Steve Brodner apelida George W. Bush de “equívoco” e um “acidente da história”, descrevendo Barack Obama como “um livro aberto”.

O ilustrador, de 54 anos e com trabalhos publicados em órgãos como o “The New Yorker”, “Rolling Stone”, “Esquire”, “The New York Times” e “The Village Voice”, descreveu George W. Bush como “um equívoco”. “Foi um acidente da história. Bush é uma pessoa sem qualificações para ser presidente do que quer que seja. Conheci-o antes de ser eleito presidente dos EUA e gostei muito dele, no sentido em que pensei que poderia ser uma pessoa muito interessante para gerir um negócio de venda de carros usados”, sublinha.

Já sobre Barack Obama, actual presidente norte-americano, o ilustrador interpreta-o como “um livro aberto”. “Não sabemos, enquanto cartoonistas, o que fazer dele. Muitas pessoas esperam boas coisas da sua governação. Obama terá de balancear o poder que existe nos EUA nas mãos de pessoas poderosas com as necessidades das pessoas comuns. A questão é saber se tem capacidade para gerir tudo isto”, acrescentou.

Steve Brodner descreveu a profissão de ilustrador como a de “Artista narrativo”. “Há poucas diferenças entre o nosso trabalho e o dos cineastas, escritores ou artistas de comics, todos envolvidos em contar uma história. Ao narrar uma história temos de organizar os elementos de forma a fazer o maior sentido na mente de um estranho. É combinando todos estes elementos que se atinge o poder e a magia”, remata.

O autor descreve a opção por trabalhos de cariz político como resultado de sempre ter sido “politicamente alerta e consciente, talvez por ter crescido nos anos 60, altura de grande preocupação sobre situações que estavam a correr de forma terrivelmente errada. Cresci rodeado por pessoas sem medo de se oporem à guerra no Vietname, de se revoltarem contra a opressão de minorias, promovendo ao mesmo tempo direitos civis e de igualdade, é desse meio que venho”, esclarece.

Steve Brodner acredita que os cartoons têm evoluído por “caminhos muito interessantes”. O norte-americano afirmou estarmos actualmente na presença de “um movimento muito vigoroso na área dos comics e novelas gráficas, poderosíssimas em todo o mundo e que se ligam a filmes, que por sua vez se ligam à Internet, ao cinema, etc. Existe uma grande complementaridade entre tudo isto”.

Woodstock celebra 40 anos na Alemanha

Posted in Word Music with tags on 13 13UTC Fevereiro 13UTC 2009 by gm54

40 anos depois?

Woodstock: 40 anos depois?

Produtor de Woodstock, o nova-iorquino Michael Lang pretende comemorar os 40 anos do mais marcante festival de rock da história do outro lado do Atlântico, mais especificamente na Alemanha, no antigo aeroporto de Tempelhof, anunciou a empresa responsável, Media Consulta Sport & Entertainment (MC).

Sob o lema “Por um Mundo Verde”, Lang, afirma que pretende estimular fomentar a consciência ecológica e chamar todas os músicos ainda vivos do Woodstock original, realizado numa fazenda próxima de Nova Iorque, sob o mote original de “Três Dias Música, paz e Amor”.

Entre eles, estão o guitarrista mexicano Carlos Santana, o cantor inglês Joe Cocker e a americana Joan Baez.

Alguns dos grupos que tocaram em 1969 também continuam a actuar, embora desfalcados de alguns dos seus integrantes, que morreram.

É o caso do Grateful Dead, que perdeu o seu líder, o cantor e guitarrista Jerry Garcia, morto em 1995, e do The Who, do qual morreram o baterista Keith Monn, em 1978, e o baixista John Entwistle, em 2002.

Já o quarteto Crosby, Stills, Nash and Young, ainda tem vivos todos os seus integrantes, que se reúnem esporadicamente, pois dedicam-se principalmente às suas carreiras individuais.

Filme peruano ganha Urso de Ouro em Berlim

Posted in Cinema with tags , on 16 16UTC Fevereiro 16UTC 2009 by gm54

Arrebatou o prémio máximo da Berlinale

Claudia Llosa: Arrebatou o prémio máximo da Berlinale

Tinha ganho na sexta-feira o Prémio Internacional da Crítica-Fipresci, não-oficial, e falava-se dele como podendo causar uma surpresa na premiação do 59º Festival de Berlim, que fechou este domingo, 15.

O filme La Teta Asustada, estreia na realização da peruana Claudia Llosa, de 32 anos venceu o Urso de Ouro do certame, batendo títulos apresentados como mais favoritos, caso de London River, do franco-argelino Rachid Bouchareb, The Messenger, do americano Oren Moverman, Storm, do alemão Hans-Christian Schmidt, ou About Elly, do iraniano Asghar Farhadi.

Parcialmente falado em quechua, La Teta Asustada relata o drama das mulheres violadas no Peru nas décadas de 80 e 90, durante os conflitos entre as forças governamentais e a guerrilha do Sendero Luminoso. O filme centra-se numa rapariga que procura dar um enterro condigno à mãe, uma dessas mulheres.

A realizadora fez subir toda a equipa do filme ao palco, ao receber o Urso de Ouro, e Magali Solier, a principal intérprete de La Teta Asustada, agradeceu à mãe, dedicou-lhe, e a todo o Peru, o prémio máximo da Berlinale, e cantou na sua língua natal, o quechua.

O Urso de Prata de Melhor Realizador foi entregue a Asghar Farhadi, pelo referido About Elly, um drama sobre uma família da classe média iraniana que vai de férias para o Mar Cáspio.

O actor maliano Sotigui Kouyaté, um dos dois principais intérpretes de London River, recebeu o Urso de Prata de Melhor Actor, ao qual era um dos favoritos, juntamente com o americano Woody Harrelson, em The Messenger. Kouyaté personifica um idoso muçulmano africano que vive em França e viaja para Inglaterra em busca do filho, desaparecido na sequência dos atentados terroristas de Londres.

O Urso de Prata de Melhor Actriz foi para as mãos da austríaca Birgit Minichmayr, em Alle Anderen, contrariando o favoritismo da britânica Brenda Blethyn em London River.

Outros vencedores foram Gigante, do argentino Adrian Biniez, e Sweet Rush, do polaco Andrzej Wajda (Prémio Alfred Bauer, ex aequo), Jade, do britânico Daniel Elliot (Urso de Prata da Melhor Curta-Metragem), ou My Suicide, do americano David Lee Miller (Urso de Cristal da secção Generation).

Salman Rushidie e a somba da “Fatwa”

Posted in Literatura, Religião with tags , on 16 16UTC Fevereiro 16UTC 2009 by gm54

A "Fatwa" não foi um incidente isolado

Salman Rushidie: A "Fatwa" não foi um incidente isolado

Fez 20 anos que no Irão, o “ayatollah” Khomeini condenava à morte Salman Rushdie por causa do seu livro “Os Versículos Satânicos”, julgado “blasfemo contra o islão”

Vinte anos depois do ayatollah Khomeini ter proclamado, na Rádio Teerão, uma fatwa (decreto islâmico) de condenação à morte do escritor indo-britânico Salman Rushdie por causa do carácter “blasfemo contra o Islão” do seu livro Os Versículos Satânicos, as autoridades iranianas anunciaram semana passada que aquela disposição, datada de 14 de Fevereiro de 1989, continuava válida.

“Em nome de Deus todo-poderoso… Quero informar todos os muçulmanos que o autor do livro Os Versículos Satânicos… foi condenado à morte. Apelo a todos os muçulmanos zelosos a executar este decreto rapidamente. Que Deus vos abençoe a todos.”

Foi assim que há exactamente 20 anos, Khomeini, o guia supremo da revolução islâmica (falecido logo a seguir, em Junho), pronunciou a sua sentença contra Salman Rushdie. E foi oferecida uma recompensa a quem matasse o escritor, que vivia na Grã-Bretanha e teve que mergulhar na clandestinidade, passando a estar sob protecção policial e transformando-se num símbolo da liberdade de expressão. Desde então, Rushdie, de 61 anos, ainda recebe, todos os anos, nesta data, “uma espécie de cartão do Dia dos Namorados” do Irão, para lhe recordar que não foi esquecido o voto de morte.

Publicado em Setembro de 1988, Os Versículos Satânicos (o título refere-se a uma discutida tradição muçulmana segundo a qual Maomé acrescentou versículos de inspiração diabólica ao Alcorão, que mais tarde retirou, ao perceber a sua maléfica influência) causou controvérsia imediata no mundo islâmico, pelo que diziam ser uma representação irreverente e blasfema do profeta Maomé, entre outros elementos gravemente ofensivos.

A obra foi banida em muitos países com grandes comunidades islâmicas, e a sua publicação, acrescentada à fatwa, desencadeou protestos, manifestações e actos de violência em todo o mundo, incluindo o incêndio de livrarias e queimas do livro “blasfemo”. Em Março de 1989, o Irão e a Grã-Bretanha romperam relações diplomáticas por causa de Salman Rushdie. Em 1998, as autoridades iranianas disseram que não iriam aplicar a fatwa, e Rushdie saiu enfim da sombra. O autor, que rejeitou o Islão na adolescência, diz que nunca lamentou ter escrito Os Versículos Satânicos e que a fatwa não foi um “incidente isolado”, mas sim “o prólogo” de uma longa história que começou com o 11 de Setembro de 2001, nos EUA, e cujo capítulo mais recente são os atentados de Bombaim, em Novembro de 2008.

Simon e Garfunkel se reúnem em Nova York

Posted in Word Music with tags , , on 16 16UTC Fevereiro 16UTC 2009 by gm54

Simon & Garfunkel, juntos por momentos

Simon & Garfunkel, juntos por momentos

Paul Simon e Art Garfunkel protagonizaram uma reunião surpresa na sexta-feira, 14, em Nova Iorque, cantando três músicas durante o show de Simon no Beacon Theater. Os dois, que já foram adversários, cantaram juntos “The Sound of Silence”, “The Boxer” e “Old Friends”, no que deve ter sido a terceira reunião desde a digressão que ambos fizeram em 2004.

O encontro deu um brilho extra à noite, que contou com personalidades como o prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg, Paul McCartney, Jon Bon Jovi e Jimmy Falton, e apresentou o interior redecorado do Beacon e o seu novo sistema de som.

Simon apresentou um show eclético com duas partes, passando desde clássicos como “Me and Julio Down by the “Schoolyard”, “Slip Slidin’ Away” e “Graceland” até composições do seu musical na Broadway “The Capeman” e materiais mais novos como “Father and Daughther” e “Amulet”, uma parceria com a cantora brasileira Luciana Souza.

Ele também surpreendeu com músicas como “Duncan”, que remetia às raízes folk de Simon, “Train in the Distance”, do marginalizado álbum “Hearts & Bones” de 1983, e “Loves me Like a Rock”, uma canção de 1973 precursora da futura incursão de Simon pela música africana.

Líder do Kmer Vermelho comparece em tribunal

Posted in Direitos Humanos with tags , on 17 17UTC Fevereiro 17UTC 2009 by gm54

No Tribunal, impávido e sereno

No Tribunal, impávido e sereno

No Camboja, trinta anos depois da queda do regime que levou à morte de um milhão e setecentas mil pessoas, um responsável khmer vermelho compareceu hoje pela primeira vez perante um tribunal.

Kaing Guek Eav, mais conhecido por Duch, dirigia a prisão S-21, o centro de tortura do regime que governava então o Camboja.

O tribunal, criado pelo Governo com a ajuda das Nações Unidas, visa julgar os líderes sobreviventes do regime que entre 1975 e 1979 tentou levar à prática a utopia de uma sociedade onde não havia dinheiro, escolas, ou cidades.

Duch é acusado de crimes de guerra, tortura e homicídio.

Mundo do cinema volta a sua mira contra o capitalismo e a crise

Posted in Cinema, Economia, Política Internacional on 17 17UTC Fevereiro 17UTC 2009 by gm54
um olhar critico sobre os bancos e empresas

Cinema: um olhar crítico sobre os bancos e empresas

O comunismo e o terrorismo disputaram durante anos o título de vilão favorito do cinema. Agora o capitalismo, tendo como assistente malévolo a globalização, parece estar disposto a arrancar deles esse lugar.

Pelo menos 11 dramas e documentários exibidos no Festival de Cinema de Berlim deste ano lançam um olhar sobretudo crítico sobre o mundo dos bancos e das grandes empresas, a disparidade às vezes chocante entre ricos e pobres e a realidade áspera das migrações econômicas.

Ao questionar a ideia longamente tida como natural no Ocidente de que o livre mercado é o caminho para o progresso e a globalização é uma força para o bem, os filmes encontraram eco junto de plateias cada vez mais cépticas, cientes da tempestade econômica que está a agravar-se no mundo real.

O Festival de Berlim, que todos os anos destaca centenas de filmes novos, foi aberto este ano com “Trama Internacional”, thriller estrelado por Clive Owens e Naomi Watts. Ao apontar como vilão um banco que manipula dívidas no mercado, o filme deu o tom do festival.

Para o seu director, Tom Tykwer, o facto de o filme ter se antecipado à realidade econômica acabou sendo uma coincidência lamentável.

Como outros em Berlim, o cineasta alemão tinha consciência da ironia do facto de o seu filme ter sido feito com dinheiro de uma grande instituição financeira, admitindo que “é quase impossível rastrear a origem real do dinheiro”.

Críticos acham que, ao tratar da crise econômica, os directores estão a levar adiante o tipo de cinema político que ganhou força no final da presidência de George W. Bush, marcada por filmes sobre questões como a guerra do Iraque e a saúde pública.

“Eu diria que o cinema já estava bastante político, especialmente a partir do final do mandado de Bush”, disse Jay Weissberg, da publicação especializada Variety.

Charge causa protestos de negros

Posted in Artes Plásticas, Comportamento, Jornais with tags on 19 19UTC Fevereiro 19UTC 2009 by gm54

Uma charge perturbadora

Uma charge perturbadora

Uma charge publicada na edição desta quarta-feira do jornal americano The New York Post provocou uma grande polêmica no país, incluindo vários protestos da comunidade negra. Os críticos acusam a ilustração de comparar o presidente Barack Obama a um macaco.

A charge, que o jornal define como uma paródia da política americana, mostra um polícia a atirar contra um chimpanzé sob a legenda: “Eles terão de encontrar outra pessoa para escrever o próximo pacote de estímulo econômico“.

Na terça-feira, um chimpanzé de estimação foi abatido pela polícia após ferir gravemente uma mulher. No mesmo dia, Obama sancionou um pacote de estímulo econômico no valor de 787 bilhões de dólares recém-aprovado pelo Congresso. O presidente empenhou-se na aprovação das medidas desde que tomou posse, no dia 20 de janeiro. Os críticos argumentam que a charge mistura os dois episódios com o intuito de ofender o primeiro presidente negro dos EUA.

“A charge no New York Post é, na melhor das hipóteses, perturbadora, dado o histórico de ataques racistas nos quais os negros são chamados de macacos”, disse o activista pró-direitos humanos Al Sharpton. Qualificando o desenho de “ofensivo e divisivo”, ele prometeu promover uma manifestação esta quinta-feira, 19, diante da redacção do Post. O vereador Leroy Comrie disse ter recebido vários telefonemas de cidadãos indignados. “Publicar uma charge tão violenta e racista é um insulto a todos os nova-iorquinos”, disse Comrie.

Simon e Garfunkel preparam nova digressão

Posted in Word Music with tags , , on 19 19UTC Fevereiro 19UTC 2009 by gm54

De novo juntos: cinco anos depois

De novo juntos: cinco anos depois

Paul Simon e Art Garfunkel estão a planear uma nova digressão conjunta, a primeira realizada em cinco anos. E, a avaliar pela reacção do público ao seu mais recente (e inesperado) reencontro em palco, a nova digressão promete lotações esgotadas.

Embora ainda sem datas e locais agendados, o futuro regresso à estrada foi dado como certo por Art Garfunkel, poucos dias após a reunião- -surpresa que o levou a interpretar as três últimas canções num concerto de Paul Simon, na reabertura do (agora restaurado) Beacon Theatre, em Nova Iorque. Segundo a imprensa americana, o reencontro inesperado dos dois músicos, ocorrido na passada sexta-feira, foi recebido com uma chuva de aplausos, tal como os temas, icónicos na trajectória do duo, que encerraram a noite: The Sounds of Silence, The Boxer e Old Friends.

“O público teve uma reacção extraordinária. De facto, não esperava que, tantos anos depois, ainda se interessasse por nós desta forma. Tocou-me profundamente”, afirmou Art Garfunkel à BBC News.

A última digressão conjunta, justamente intitulada Old Friends (Velhos Amigos) e envolvendo espectáculos nos Estados Unidos e na Europa, realizara-se em 2003, ano em que actuaram também na cerimónia de entrega dos Prémios Grammy. A tournée prolongou-se por 2004, tendo ficado célebre a enchente que os esperava – mais de 600 mil pessoas – no concerto gratuito então dado junto ao Coliseu de Roma, em Itália.

Amigos desde os tempos de escola, com uma primeira experiência de parceria nos anos 50 – data de gravação do primeiro trabalho, ainda sob o nome Tom and Jerry -, os dois músicos puseram em 1970 termo ao duo que mais tarde os celebrizou. Em 1981, voltaram a actuar juntos, num histórico concerto no Central Park.

Estátuas gigantes do Oscar chegam a NY para cerimônia paralela

Posted in Cinema, Óscares with tags on 19 19UTC Fevereiro 19UTC 2009 by gm54
éplicas com 2,5 metros de altura

éplicas com 2,5 metros de altura

Duas estátuas gigantes que representam as estatuetas do Oscar chegaram nesta quarta-feira, 18, a Nova York, onde ocorrerá uma cerimônia paralela à festa oficial no Teatro Kodak de Los Angeles para os membros da Academia que estiverem na costa leste americana.

A três vezes vencedora do Emmy Elaine Stritch recebeu as estátuas de 2,5 metros de altura cada, que percorreram as ruas nova-iorquinas num caminão antes de chegar ao hotel onde a cerimônia será realizada.

A Academia das Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos realiza desde 1990 uma cerimônia em Nova York, que reúne vários membros da instituição, muitos deles vencedores e indicados à estatueta.

A 81ª edição da premiação ocorrerá no dia 22 de fevereiro no Teatro Kodak de Los Angeles.

Chapéu do Papa voa

Posted in Religião with tags on 19 19UTC Fevereiro 19UTC 2009 by gm54

papa

Solidéu do Papa Bento XVI é levado pelo vento durante sua audiência semanal  na Praça de São Pedro, no Vaticano

Sean Penn se supera em “Milk” , o melhor filme da temporada

Posted in Cinema, Comportamento, Óscares with tags , , , , on 19 19UTC Fevereiro 19UTC 2009 by gm54
Penn conquistou a sua quinta indicação ao Oscar

Penn conquistou a sua quinta indicação ao Oscar

Por A. O. Scott – Uma das primeiras cenas do filme “Milk” mostra uma paquera numa estação do metro nova-iorquino. É o ano de 1970, e um executivo da área de seguros, vestido de fato e gravata, avista um homem mais jovem em roupas surradas – a expressão “hippie com cara de anjo”, alusiva a Jack Kerouak,  surge na sua mente – e o provoca com um gracejo ao subir as escadas. O clima é sexy e descontraído e a cena acaba com os dois homens comendo um bolo de aniversário na cama.

O tom de brincadeira provocativa do momento é, de certa forma, afável, dadas as expectativas de um filme sério e importante baseado em factos históricos. Com direcção de Gus Van Sant e roteiro de Dustin Lance Black, “Milk” certamente é este tipo de filme, porém consegue fugir de muitas das armadilhas presentes em outros filmes que retratam a época, graças ao encanto e à tenacidade do seu personagem título.

Harvey Milk (interpretado por Sean Penn), um activista de bairro que acaba por ingressar na carreira política em San Francisco em 1977, é assassinado juntamente com o então prefeito da cidade, George Moscone (Victor Garber), por um ex-inspector chamado Dan White (Josh Brolin) no ano seguinte. Apesar da modéstia do seu cargo e do trágico encurtamento do seu mandato, Milk, um dos primeiros políticos a assumir a homossexualidade nos Estados Unidos, teve um impacto profundo na política nacional e influenciou a cultura do país, confirmando assim o seu status de pioneiro e mártir.

A sua curta carreira inspirou uma ópera de Stewart Wallace, um excelente documentário (“The Times of Harvey Milk”, de Rob Epstein, 1984) e agora o longa-metragem “Milk”,o melhor filme americano do circuito comercial que vi este ano. A propósito, não estou a jogar confete nesta produção, embora 2008 tenha sido um ano bastante medíocre para Hollywood. “Milk” é um filme acessível e instrutivo, uma crônica ardilosa sobre a política de cidade grande e o retrato de um guerreiro cuja paixão se equiparava à sua generosidade e ao seu bom humor. Sean Penn, actor de intensidade emocional e disciplina física incomparáveis, consegue se superar neste filme, interpretando um papel diferente de todos que já fez anteriormente.

É muito mais uma questão de temperamento do que de sexualidade: um actor heterossexual no papel de um homossexual não é mais nenhuma novidade. Bem diferente do seu personagem em “Sobre Meninos e Lobos” (Clint Eastwood), o ex-condenado Jimmy Markum, Harvey Milk é extrovertido e irônico, um homem cuja auto-imagem expansiva e às vezes até piegas camufla uma mente incisiva e uma vontade ferozmente obstinada. Sem fazer esforço, Senn consegue capturar tudo isso através da sua voz e gestual. Porém, o mais impressionante é a maneira como o actor consegue transmitir o princípio essencial da afabilidade de Milk, uma virtude pessoal que também funciona como princípio político.

Isso não quer dizer que “Milk” seja um daqueles filmes fáceis, que nos fazem sair do cinema com uma sensação boa, tampouco que o seu herói seja um tímido santo liberal. O filme traz uma raiva justificada e também um lirismo melancólico surpreendente. Van Sant sempre praticou um tipo de romantismo desinteressado, deixando as suas histórias se desenrolarem de maneira prosaica, ao mesmo tempo em que vai introduzindo toques de beleza melancólica (neste filme ele é ajudado pela musicalidade elegante de Danny Elfman e pela fotografia expressiva de Harris Savides, cujas habilidades de enquadramento e foco poderiam ser chamadas de carinho).

Nos anos posteriores a “Encontrando Forrester” (2000), Van Sant se dedicou a projectos menores, alguns deles (como o filme “Elefante”, vencedor da Palma de Ouro) com actores amadores, e nenhum deles com a preocupação de atender a aprovação do público de massa. “Uma Voz nas Sombras”, “Elefante”, “Últimos Dias” e “Paranoid Park” são ligados pelo espírito de exploração formal – elementos do estilo experimental de Van Sant incluem tomadas longas, narrativas fragmentadas e evasivas e uma maneira de compor as cenas enfatizando a textura visual e auricular sobre a exposição dramática convencional – além de uma preocupação com a morte.

James Franco forma par com Sean Penn em "Milk"

James Franco forma par com Sean Penn em "Milk"

Como nos filmes “Elefante” (inspirado no massacre ocorrido na escola Columbine High) e “Últimos Dias” (inspirado no suicídio de Kurt Cobain), “Milk” é a crônica da morte anunciada. Antes daquele encontro na estação de metro, já vimos vídeos reais a mostrar as consequências do assassinato de Milk, bem como fotos de homossexuais sendo detidos pela polícia. Estas imagens não estragam a intimidade entre Harvey, o executivo engomadinho, e Scott Smith (James Franco), o hippie com quem passa a ter um relacionamento marital e se torna o seu principal assessor de campanha. Ao invés disso, o constante risco de assédio, humilhação e violência é o contexto que define tal intimidade.

E a sua recusa em aceitar isso como um facto da vida, a sua insistência em ser quem ele é sem segredos ou vergonha, é o que faz o Milk boêmio, dono de uma loja de artigos fotográficos, transformar-se (depois de deixar Nova York e o segmento de seguros) num líder político.

Cinema biográfico, de política a sexo

“Meu nome é Harvey Milk e eu quero recrutá-lo”. Era com esta frase que Milk geralmente começava as suas palestras para quebrar a tensão entre o público hetero, mas o filme mostra-o apresentando a mesma introdução também para multidões dominantemente homossexuais, com uma inflexão ligeiramente diferente. Ele quer recrutá-los para a política democrática, para persuadi-los de que o estigma e a discriminação com os quais estão acostumados a aguentar em silêncio, e até mesmo com culpa, podem sem abordados através do voto, através da demonstração, através da reivindicação da parcela de poder que é de direito e responsabilidade de todo cidadão.

O roteiro de Black é forte por conseguir captar tanto o radicalismo da ambição política de Milk quanto o pragmatismo dos seus métodos. Para Milk, a política moderna prospera na intersecção confusa e muitas vezes gloriosa dos interesses sujos e dos ideais nobres. Pouco depois de mudar-se com Scott de Nova York para o bairro de Castro, em São Francisco, Milk começa a organizar os residentes gays da vizinhança, procurando aliados entre empresários, sindicatos e outros grupos.

A elite gay da cidade, incomodada por suas tácticas de confronto, o mantém à distância, deixando para ele a função de construir um movimento desde a base, com a ajuda de um jovem demagogo e um ex-michê chamado Cleve Jones (Emile Hirsch).

Por mais de duas horas intensas e animadas, Milk age de acordo com muitas das convenções do cinema biográfico, mesmo que nem sempre com os detalhes precisos da biografia do herói. O incansável comprometimento político de Milk acaba afectando os seus relacionamentos, primeiramente com Scott e depois com Jack Lira – um jovem instável e impulsivo vivido por Diego Luna com um entusiasmo lírico.

Filme retrata engajamento em São Francisco na década de 1970

Filme retrata engajamento em São Francisco na década de 1970

Entretanto, questões relativas à cidade de São Francisco são ofuscadas por um referendo estatal em prol dos direitos anti-gay e da cruzada nacional para derrubar leis municipais anti-discriminatórias, liderada pela garota propaganda dos comerciais de sumo de laranja Anita Bryant. É o desabrochar da guerra cultural, e Milk encontra-se no meio do campo de batalha (assim como 30 anos depois, no encalço da “Proposition 8”, referendo que eliminou o direito de casamento entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia).

O filme “Milk” é uma fascinante lição de história cheia de nuances. Guardadas as proporções e variedades visuais, ao assisti-lo temos a impressão de ver um filme de Oliver Stone um pouco mais calmo, sem as hipérboles e melodramas edipianos. Porém, também é um filme que se assemelha a outros trabalhos recentes de Van Sant – e, curiosamente, também ao filme “Zodíaco”, de David Fincher, que gira em torno de outro facto ocorrido em São Francisco nos anos 70 – ao respeitar os limites da explanação psicológica e sociológica.

Dan White, antigo colega de Milk e o seu eventual assassino, assombra o filme representando tanto a banalidade quanto o enigma da maldade. Brolin o faz parecer ao mesmo tempo desprezível e assustador, sem fazê-lo parecido com um monstro ou com um palhaço. Motivos para o crime de White são sugeridos no filme, mas um relato claro demais dos mesmos poderia distorcer a terrível veracidade da estória, minando assim a força do filme.

Esta força encontra-se no seu estranho equilíbrio entre proporção e matiz, na sua habilidade de abordar praticamente tudo – amor, morte, política, sexo, modernidade – sem perder de vista as particularidades íntimas da sua história. Harvey Milk foi uma figura intrigante e inspiradora. “Milk” é um filme genial.

“Quem quer ser Bilionário?” é o Melhor Filme e o grande vencedor da noite dos Óscares

Posted in Cinema, Óscares with tags , , , , on 23 23UTC Fevereiro 23UTC 2009 by gm54
8 estatuetas para "Quem Quer Ser Bilionário"

8 estatuetas para "Quem Quer Ser Bilionário"

Quem quer ser Bilionário?” conquistou o Óscar de Melhor Filme, terminando a noite da 81.ª edição dos prémios da Academia como a película mais premiada, com oito estatuetas douradas, entre as quais a de Melhor Realizador (Danny Boyle) e Melhor Argumento Adaptado. Sean Penn, Kate Winslet, Penélope Cruz e o falecido Heath Ledger levaram os prémios de interpretação.

A história de um rapaz dos bairros de lata de Mumbai que ganha um prémio milionário num concurso de televisão conquistou a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, deixando de fora dos principais prémios o recordista das nomeações do ano “O Estranho Caso de Benjamin Button” (13), que conquistou apenas três estatuetas, todos em categorias técnicas (caracterização, efeitos visuais e direcção artística).

“Quem quer ser Bilionário” venceu ainda nas categorias de Melhor Fotografia, Som, Montagem, Banda Sonora Original e Canção Original.

O segundo filme a receber mais estatuetas foi “O Estranho Caso de Benjamin Button”, que levou para casa três prémios, os relativos a Melhor Cenografia, Maquilhagem e Efeitos Visuais. A película protagonizada por Brad Pitt, que saiu derrotado na categoria de Melhor Actor, tinha o maior número de nomeações, 13 no total.

Numa cerimónia apresentada por Hugh Jackman, que rompeu com uma longa tradição de serem comediantes a desempenharem esse papel, “Bilionário” confirmou no Kodak Theatre em absoluto o seu favoritismo, tal como Kate Winslet, que com o seu papel de freira em “O Leitor” conquistou o seu primeiro Óscar, apenas à sua sexta nomeação, derrotando, entre outras, Meryl Streep que, com “Dúvida”, somava este ano a sua 15ª nomeação.

Menos esperado foi o triunfo de Sean Penn, que foi considerado o melhor actor por “Milk”, em prejuízo de Mickey Rourke, que era o grande favorito entre os nomeados pelo seu “comeback” como lutador envelhecido em “O Wrestler”.

O momento mais emotivo da noite aconteceu com a entrega do Óscar de melhor actor secundário a Heath Ledger, falecido há pouco mais de um ano com overdose de medicamentos, pelo seu Joker de “O Cavaleiro das Trevas”. Ledger foi o segundo a receber um Óscar póstumo de interpretação, depois de Peter Finch, considerado o melhor actor de 1976 em “Escândalo na TV” dois meses depois da sua morte. A receber o prémio em nome de Heath Ledger esteve o seu pai, Kim.

Penélope Cruz, por “Vicky Christina Barcelona”, triunfou na categoria de melhor actriz secundária.

A película “Departure” (Japão) foi distinguida com o Óscar para melhor filme em língua estrangeira.

Poucos americanos entre os vencedores

Foram 24 os prémios atribuídos, mas poucos foram para norte-americanos. Os quatro prémios de interpretação foram para actores de quatro nacionalidades diferentes e apenas um foi norte-americano, Sean Penn (melhor actor). Os outros foram para uma inglesa (Kate Winslet, “O Leitor”, uma espanhola (Penélope Cruz, “Vicky Christina Barcelona”) e um australiano (Heath Ledger, “O Cavaleiro das Trevas”).

Nas outras categorias principais, o melhor filme “Quem quer ser Bilionário” é uma produção inglesa, e o seu realizador (Boyle) e argumentista (Simon Beaufoy) também britânicos. Quanto ao melhor argumento original, o Óscar foi para um norte-americano, Dustin Lance Black, por “Milk”.

Lista completa dos vencedores nas 24 categorias


Actriz secundária: PENELOPE CRUZ, VICKY CRISTINA BARCELONA

Argumento original: DUSTIN LANCE BLACK, MILK

Argumento adaptado: SIMON BEAUFOY, QUEM QUER SER BILIONÁRIO?

Longa-metragem de animação: WALL-E

Curta-metragem de animação: LA MAISON EN PETITS CUBES

Cenografia: O ESTRANHO CASO DE BENJAMIN BUTTON

Figurinos: A DUQUESA

Maquilhagem: O ESTRANHO CASO DE BENJAMIN BUTTON

Fotografia: ANTHONY DOD MANTLE, QUEM QUER SER BILIONÁRIO?

Curta-metragem: THE PIG

Actor secundário: HEATH LEDGER, O CAVALEIRO DAS TREVAS

Documentário de longa-metragem: HOMEM NO ARAME

Documentário de curta-metragem: SMILE PINKY

Efeitos Visuais: O ESTRANHO CASO DE BENJAMIN BUTTON

Efeitos Sonoros: O CAVALEIRO DAS TREVAS

Som: QUEM QUER SER BILIONÁRIO?

Montagem: QUEM QUER SER BILIONÁRIO?

Banda Sonora Original: QUEM QUER SER BILIONÁRIO?

Morre o radialista Walter Silva, o Pica-Pau

Posted in Radiodifusão, Word Music with tags on 28 28UTC Fevereiro 28UTC 2009 by gm54

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Morreu na tarde de ontem aos 75 anos, em São Paulo, o jornalista e produtor musical Walter Silva, mais conhecido como Pica-Pau. Um dos principais incentivadores da bossa nova, que ajudou a lançar com o célebre programa Pick-Up do Pica-Pau, ele apresentou um quadro de pneumonia no final do ano e seu estado se agravou por causa da diabete e de problemas cardíacos. Ele estava internado no Incor.

A relação de Walter Silva com a rádio começou cedo. “O meu avô era português e eu ficava com ele a ouvir a Emissora Nacional de Lisboa, a BBC de Londres. O meu jeito de falar, minha pronúncia, minha articulação das palavras, é tudo tirado da rádio. Eu policio-me quando falo, procuro usar a língua culta e sem o sotaque paulistano da Mooca”.

Não por acaso, aos 10 anos, começou a apresentar um programa de calouros e narrar lutas de boxe numa rádio pirata montada por um primo. Profissionalmente, o primeiro emprego de expressão foi na Rádio Marabá, de Mogi das Cruzes; pouco depois, ingressava na Rádio Nove de Julho, em São Paulo. A fama viria na Rádio Bandeirantes, onde começou em dezembro de 1958, contratado para apresentar o programa Pick-Up do Pica-Pau.

O programa foi sucesso. Nele, lançou artistas como Elis Regina, sobre quem disse: “Menina, você vai ser a maior cantora do Brasil.” Também João Gilberto teve o seu Chega de Saudade, o primeiro disco da bossa nova, tocado pela primeira vez no programa. Por tudo isso, Silva costumava ficar uma fera quando artistas ou jornalistas ignoravam a participação de São Paulo na divulgação e consolidação da bossa nova. “O Nelson Motta diz que o Rio fez alguns shows memoráveis de bossa nova. Pois São Paulo fez uns 200… Pôs João Gilberto em primeiro lugar nas paradas de sucesso, com Chega de Saudade, em 1960″, disse ele.

Em 2002, lançou o livro Vou Te Contar – Histórias de Música Popular Brasileira, em que repassava a sua trajectória profissional ao lado de alguns dos principais artistas da música popular brasileira. Em 2003, vendeu o seu acervo para o Instituto Moreira Salles. Entre as preciosidades garimpadas ao longo de mais de 50 anos de carreira estão as primeiras gravações de músicas como Garota de Ipanema e Insensatez.

Yusuf Islam: Memória do existencialismo pop nos tempos de Cat Stevens

Posted in Religião, Word Music with tags on 28 28UTC Fevereiro 28UTC 2009 by gm54

Em 1970, Cat Stevens editou “Tea for the Tillerman”, um conjunto de canções que serviram de primeira profecia: este era um músico inquieto, rodeado por problemáticas existenciais sem resposta aparente. Era o início de um percurso que o levou à conversão muçulmana e à mudança de identidade

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1970 foi revelador: Bitches Brew (Miles Davis), John Lennon/Plastic Ono Band, Bryter Later (Nick Drake), All Things Must Pass (George Harrison) ou The Madcap Laughs (Syd Barrett) afirmavam em conjunto que o sonho de 60 terminara, longe de concretizado. Baralhavam-se referências e descobriam-se novas inspirações. Mas permanecia a crença numa mudança futura, lado a lado com protagonistas como a Guerra do Vietname. Cat Stevens descobria o seu caminho artístico neste entretanto, com Tea for the Tillerman – punhado de canções sobre dúvidas espirituais, dores de crescimento e questionamento ecológico. O disco é agora reeditado, revelando como foi início da conversão deste Cat para Yusuf Islam, transformado em filantropo espiritual durante três décadas.

Poucas vezes é apontado como referência – nunca cultivou mistérios suficientes para ser estrela pop para idolatrar. Mesmo agora, quando volta a apresentar Tea for the Tillerman (em formato remisturado e ampliado), prefere não esconder nada. Num texto assinado com um simples “Yusuf” (deixou de usar o Islam, diz que a palavra não necessita de “propaganda gratuita”), Steven Demetre Georgiou (baptizado a 21 de Julho de 1948 por uma ascendência grega cipriota e sueca) recorda que escreveu Father and Son porque o preocupava o diálogo com a realidade transcendental, que Wild World é um desgosto de amor – assunto intemporal, tal como a existência. Em 1968, Cat Stevens experimentava os primeiros sabores de uma receita de sucesso, a mesma que ia invadindo as ruas de Londres. No entanto, cedeu a uma tuberculose de difícil recuperação, que o levou a compor como nunca tinha feito até então, escrevendo títulos como But I Might Die Tonight ou On The Road To Find Out. Entre hospitais e estúdios de gravação sentiu ausências e descobriu motivações.

Só em 1978 se converteu ao islão, depois de uma experiência de quase morte no mar da costa da Califórnia. Revelou em diferentes entrevistas que, entre ondas e correntes, exclamou “meu Deus, se me salvares entrego-te a minha vida”. Descobriu mais tarde, numa viagem a Marrocos, o que chamavam de “música para Deus”. Pouco depois era leitor do Alcorão e desistia da carreira de músico no auge do sucesso: era o mais importante nome do catálogo da Island Records, com 60 milhões de discos vendidos. A música tornava-se mero instrumento de adoração, em que a voz deveria ser acompanhada apenas por percussão. Uma simplicidade próxima de Tea for the Tillerman, na verdade, documento assente nas harmonias de guitarras acústicas que nunca se sobrepõem às palavras cantadas. Era folk britânica transformada em pop, despojada mas, ainda assim, excessiva para um homem que agora era Yusuf, por paixão a José, filho de Jacob, exemplo dado pelo Alcorão.

Leiloou os seus instrumentos e afastou-se, acreditando que a cultura do ego que a pop exigia era proibitiva. Dedicou-se por inteiro ao seu novo ser muçulmano, fundando a Islamia Primary School, escola muçulmana de Londres. No entanto, não fugiu a novos ódios, quando no final dos anos 80 foi tido como apoiante da condenação à morte de Salman Rushdie, autor dos Versículos Satânicos. Nos anos 90, a mediatização das suas lutas por causas como as vítimas da guerra dos Balcãs trouxe-lhe novo alento junto de um público que continuou a ser-lhe fiel – Yusuf vende, ainda hoje, cerca de milhão e meio de discos por ano. A luta por uma maior compreensão e tolerância face ao Islão por parte do Ocidente transformou- -se em prioridade, sobretudo depois do 11 de Setembro, que publicamente condenou.

Rendeu-se às evidências em 2006, com a edição de An Other Cup. A música, na sua abrangência instrumental, era-lhe essencial. Voltou aos discos, num regresso que motivou também a reapresentação da obra que dele fez músico de corpo inteiro. Tea for the Tillerman é reedição óbvia ao representar uma visão quase profética da mudança que diz ter resultado no cumprimento de um “ciclo completo”.

U2 faz show no telhado do prédio da rede BBC

Posted in Word Music with tags on 28 28UTC Fevereiro 28UTC 2009 by gm54

A banda britânica U2 deu nesta sexta-feira, 27, um show no tecto do prédio da rede britânica BBC, em Londres. O novo álbum do grupo inglês, No Line On The Horizon, tem lançamento mundial marcado para a próxima segunda-feira.

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Presidente da Guiné-Bissau é assassinado por militares

Posted in Política Internacional with tags , , on 2 02UTC Março 02UTC 2009 by gm54

Destino ligado a Tagmé Na Wae?

Destino ligado a Tagmé Na Wae?

O presidente da Guiné Bissau, João Bernardo Vieira, foi morto nesta segunda-feira por efectivos militares na sua residência em Bissau, capital do país.

O assassinato aconteceu algumas horas depois da morte do chefe do Estado-Maior do Exército e crítico do governo de Vieira , general Batista Tagme Na Wai, que foi morto num ataque na noite de domingo que também destruiu parte do quartel-general das Forças Armadas.

Vieira é um antigo combatente da luta armada de libertação da Guiné-Bissau que governou o país até ser deposto numa guerra civil no final década de 1990, retornando ao poder numa eleição em 2005.

O presidente vinha entrando em choque com o general Na Wai.

Foi assassinado quando tentava sair de casa, cercada por soldados do Exército.

“A morte do chefe de Estado João Bernardo Vieira está confirmada. A sua mulher está na embaixada angolana”, disse à agência Reuters Sandji Fati, um coronel aposentado do Exército.

Fati acrescentou que Nino Vieira recusou-se a deixar a sua residência quando diplomatas da embaixada angolana foram apanhá-lo e à sua mulher para um local seguroti.

Uma fonte de segurança disse que soldados da etnia balante, a mesma de Tagme Na Wai, lideraram o ataque a Vieira, e saquearam sua casa.

Tagme sempre disse que o seu destino e o do presidente estavam ligados. E que, se ele morresse, o presidente também morreria, disse a fonte.

Tiroteios e explosões ressoaram na cidade de Bissau nas primeiras horas desta segunda-feira e a maior parte dos moradores ficou em casa, e não estava claro quem controlaria o país.

O atentado que causou a morte na noite de domingo do general Na Wai foi realizado com uma bomba colocada na sede do Estado-Maior do Exército, que também causou cinco feridos, entre eles dois graves, ao mesmo tempo em que derrubou parte do prédio.

Após o atentado, altos comandos militares ordenaram que as emissoras de rádio privadas da capital interrompessem as suas transmissões e a televisão pública também ficou fora do ar.

“Para a segurança dos jornalistas, deve-se fechar a emissora e deixar de transmitir”, afirmou o porta-voz militar aos funcionários de uma das rádios.

O general Na Wai fez parte de um grupo golpista que derrubou o governo de Nino Vieira na década de 1990. Após um tempo exilado, Vieira foi eleito para o cargo novamente em 2005. Desde então, o general Na Wai mostrou-se bastante crítico em relação ao presidente. Denunciou em janeiro um atentado frustrado do qual responsabilizou membros da guarda do presidente, que disse que abriram fogo durante a passagem de seu veículo diante do Palácio Presidencial.

Em 23 de novembro de 2008 um grupo de militares atacou à noite a residência do presidente Vieira, deixando um saldo de dois mortos.

A Guiné-Bissau é um dos países mais pobres do mundo e, desde que obteve a independência de Portugal em 1974, sofreu vários golpes de Estado.

Nos últimos anos, a Guiné-Bissau transformou-se num centro da rota do tráfico de cocaína da América do Sul para a Europa e altos cargos do governo e chefes militares foram acusados de participar neste negócio ilegal.


Nino Vieira: perfil

Destino ligado a Tagmé Na Wai?

Destino ligado a Tagmé Na Wai?

Nino-Vieira foi um dos rostos da implementação da democracia na Guiné-Bissau tendo sido o primeiro Presidente da Guiné-Bissau democraticamente eleito.

João Bernardo Vieira, mais conhecido por Nino Vieira, nasceu em Bissau a 27 de Abril de 1939.

Eletricista de formação, Nino Vieira filiou-se em 1960 ao Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), de Amílcar Cabral, e rapidamente tornou-se numa peça-chave da guerrilha do país contra o regime colonialista português.

Durante a guerra demonstrou uma grande habilidade como líder militar e rapidamente subiu na cadeia de comando. Em 1972 ocupou o cargo de Presidente da Assembleia Nacional Popular.

Em 1978 foi nomeado primeiro-ministro da Guiné-Bissau.

Dois anos depois Nino Vieira participou num golpe militar que derrubou o Governo de Luis Cabral. Desvinculou-se do PAIGC e formou o Conselho Militar da Revolução, por ele liderado. Em 1984 foi aprovado uma nova constituição que repôs o regime civil na Guiné-Bissau.

Nos início anos 90, a Guiné-Bissau acabou com a proibição da formação de partidos políticos e realizou as primeiras eleições em 1994. Nino Vieira ganhou as eleições e tornou-se o primeiro presidente democraticamente eleito da Guiné-Bissau (29 de Setembro de 1994).

Em Junho de 1998, uma tentativa fracassada de golpe de estado contra o governo de Nino Vieira provocou uma guerra civil entre as suas forças e a de um grupo rebelde comandado por Ansumane Mané.

A 7 de Maio de 1999, os rebeldes liderados por Mané depõem Nino Vieira que é obrigado a refugiar-se em Portugal.

Depois de outro golpe militar derrubar o presidente Kumba Yalá em 2005, Nino Vieira regressou a Bissau e candidatou-se às eleições presidênciais de 2005. Na primeira volta das eleições fica em segundo lugar, tendo ganho a segunda volta com quase 53 por cento dos votos. Toma posse como presidente em Outubro desse ano.

Em 28 de outubro de 2005, Nino Vieira anunciou a dissolução do governo chefiado pelo Primeiro-Ministro Carlos Gomes Junior, alegando a necessidade de manter a estabilidade no país.

A 2 de Março de 2009 é assassinado na sua casa por militares das Forças Armadas da Guiné-Bissau.

U2 mostram a face de um disco rodeado de segredos

Posted in Pop Rock, Word Music with tags , on 2 02UTC Março 02UTC 2009 by gm54

5 mil fãs assistiram os U2 no terraço da BBC

5 mil fãs assistiram os U2 no terraço da BBC

Desde 2004 que não era editado um álbum de originais dos U2. Hoje, 3, chega finalmente o tão aguardado “No Line on the Horizon”, até há pouco tempo rodeado de grandes mistérios. O mesmo acontece, aliás, com a nova digressão, cujas datas e locais serão anunciados na próxima semana

É um dos discos mais esperados do ano. No Line on the Horizon chega hoje às lojas e marca o regresso da banda irlandesa, depois de cinco anos sem novas edições. A expectativa aumenta quando muitos se referem a este disco como uma possível mudança na sonoridade dos U2. O disco tem sido guardado a sete chaves, mas há cerca de duas semanas foi, inevitavelmente, parar às mais variadas plataformas digitais de pirataria online.

Os detalhes dados sobre a digressão de apresentação do disco continuam também a ser uma incógnita, que se resolverá no dia 9 de Março.

Bono revelou à BBC que os novos espectáculos serão ao ar livre e “muito íntimos”. E de forma a combater a crise financeira disse: “Estamos a tentar arranjar uma forma de os bilhetes serem baratos por estarmos em recessão.” Na mesma entrevista, Bono revelou que gostaria que, este ano, os U2 fossem um dos grupos a actuar no Festival Glastonbury, um dos maiores no Reino Unido. Mas ainda nada está certo.

Outras datas têm sido avançadas pela imprensa internacional, mesmo que o grupo não as tenha confirmado nem desmentido. Por exemplo, o jornal Boston Globe anunciou que no dia 20 de Setembro os U2 irão actuar no Gillette Stadium. Já o jornal colombiano El Tiempo revelou que o grupo este ano vai actuar num novo espaço construído em Bogotá, mas não anunciou quaisquer datas. O site venezuelano Noticias24 – www.noticias24.com – avançou ainda que o grupo vai dar um concerto de solidariedade no país, no estádio de futebol de Puerto la Cruz. E a rádio polaca Channel 3 adiantou que será de esperar um concerto da banda em Varsóvia, entre os dias 23 e 26 de Julho.

Certo mesmo só o espectáculo surpresa que o grupo deu no terraço do edifício da BBC, em Londres, na sexta-feira. Cinco mil fãs acorreram ao local, avisados por rumores em vários fóruns da Internet. Agora é de esperar que Portugal seja um dos contemplados na nova digressão da banda.

Dono de óculos de Gandhi rejeita oferta do governo indiano

Posted in Direitos Humanos, Religião with tags , on 4 04UTC Março 04UTC 2009 by gm54
Gandhi, o romeiro

Gandhi, o romeiro

O homem que afirma possuir os óculos de Mahatma Gandhi, que serão leiloados na próxima quinta-feira, 5, em Nova Iorque, rejeitou uma oferta do governo indiano.

“Recebi um e-mail de alguém do consulado (indiano) em Nova Iorque. Fizeram-me uma oferta, cujo valor não posso revelar porque é tão baixa que não desejo colocá-los em um aperto”, disse à AFP James Otis, um director de documentários que reside em Los Angeles.

Otis afirma possuir os óculos e outros objectos pessoais de Gandhi, como um relógio de bolso, sandálias de tiras de couro, um prato e um copo, que serão leiloados pelo Antiquorum Auctioneers, apesar dos protestos do governo indiano.

“Nada me faria mais feliz que uma oferta generosa do governo indiano (…) Doaria a minha colecção de imediato”, mas não foi o caso, disse Otis à AFP.

A Antiquorum estima que os óculos de Gandhi receberão entre 20 mil e 30 mil dólares no leilão de quinta-feira.

Universidade lança mestrado sobre os Beatles

Posted in Word Music with tags on 4 04UTC Março 04UTC 2009 by gm54

beatles1A Liverpool Hope University, na Inglaterra, vai oferecer a partir de setembro um mestrado sobre os Beatles, intitulado “Os Beatles, a Música Pop e a Sociedade”.

A idéia é que o curso, com duração de um ano (4 módulos de 12 semanas), ganhe dimensões internacionais e permita aos alunos o contacto com pessoas que conviveram com John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr.

QUANDO FALAR ERRADO VIRA ARTE

Posted in Word Music with tags , , on 4 04UTC Março 04UTC 2009 by gm54

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Em 1910, nasceu em Valinhos, interior de Sampa, uma voz rouca e melodiosa.  Uma alma boêmia e de poesia marginal. João Rubinato conheceu as misérias da vida e a rejeição dos que têm de lutar até à última fibra dos ossos para ter seu talento reconhecido. Foi entregador de marmitas, vendedor de tecidos e participou de muitos shows de calouros no rádio.  Não foi fácil a vida para o sambista conhecido como Adoniran Barbosa.  Criador de Trem das Onzes, Samba do Arnesto, Saudosa Maloca, Tiro ao Álvaro, entre outros. Morreu em 1982 devido a uma parada cardíaca.

Adoniran por ele mesmo:

Falar errado é uma arte, senão vira deboche.”

Eu sempre gostei de samba. Sou um sambista nato. Gosto de samba e pouco me importa se custaram a me aceitar assim. Implicavam com as minhas letras, com os nóis fumo, nóis vamu, nóis semu etc. etc… O que eu escrevo está lá direitinho no Bexiga. Lá é engraçado… o crioulo e o italiano falam igualzinho…

O Haver

Posted in Literatura, Poesia with tags , on 4 04UTC Março 04UTC 2009 by gm54

Essa intimidade perfeita com o silêncio

Essa intimidade perfeita com o silêncio

Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
- Perdoai! eles não têm culpa de ter nascido…

Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo que existe.

Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer balbuciar o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.

Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.

Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem memória.

Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera cega em face da injustiça e do mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de sua inútil poesia e de sua força inútil.

Resta esse sentimento da infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa tola capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem de comprometer-se sem necessidade.

Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será e virá a ser
E ao mesmo tempo esse desejo de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não têm ontem nem hoje.

Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante.

E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.

Resta essa obstinação em não fugir do labirinto
Na busca desesperada de uma porta quem sabe inexistente
E essa coragem indizível diante do grande medo
E ao mesmo tempo esse terrível medo de renascer dentro da treva.

Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem história
Resta essa pobreza intrínseca, esse orgulho, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.

Resta essa fidelidade à mulher e ao seu tormento
Esse abandono sem remissão à sua voragem insaciável
Resta esse eterno morrer na cruz de seus braços
E esse eterno ressuscitar para ser recrucificado.

Resta esse diálogo cotidiano com a morte, esse fascínio
Pelo momento a vir, quando, emocionada
Ela virá me abrir a porta como uma velha amante
Sem saber que é a minha mais nova namorada.

Vinicius de Moraes

NINO MORREU A GOLPES DE CATANA

Posted in Política Internacional with tags , , , on 4 04UTC Março 04UTC 2009 by gm54

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Está reforçada a explicação de ajuste de contas na Guiné. O general Tagmé Na Waie esperava um atentado e avisou os oficiais balantas: “Eu morro de manhã e o Nino morre à noite”

Vingança teve momentos de grande violência

O Presidente Nino Vieira foi assassinado com grande brutalidade pelos militares leais ao chefe do Estado-Maior Tagmé Na Waié, que fora por sua vez morto horas antes num atentado à bomba. Nino foi morto à catanada. Sofreu golpes violentíssimos que o desfiguraram e já tinha profundas fracturas no crânio quando lhe deram o tiro de misericórdia.

Segundo fontes contactadas pelo jornal português Diário de Notícias (DN) em Bissau, a morte dos dois homens-fortes da Guiné teve na origem a velha rivalidade entre Tagmé e Nino, um ódio que remontava aos anos 80. O chefe do Estado-Maior sabia da iminência de um atentado contra a sua vida e deu instruções aos militares balantas que lhe eram fiéis: “Eu morro de manhã e o Nino morre à noite”, terá dito o general, segundo garantiu ao DN um antigo ministro guineense.

“Tagmé teria conhecimento de que chegara uma bomba”, garantiu esta fonte, que sublinhou a sofisticação do atentado contra o general. O profissionalismo do ataque (que foi inédito na Guiné e transcende as capacidades das forças armadas locais) sugere a ajuda das redes de narcotráfico, que são controladas por sul-americanos.

As fontes guineenses atribuem a Nino Vieira o atentado contra Tagmé Na Waié. A explicação é a seguinte: Nino controlava a presidência e parte do poder civil, mas teve uma importante derrota nas eleições legislativas de Novembro, que o PAIGC liderado por Carlos Gomes Júnior ganhou com maioria absoluta, elegendo 67 dos 100 deputados. O partido apoiado por Nino Vieira, o PRID, que era liderado pelo antigo primeiro-ministro Aristides Pereira, conseguiu apenas 3 eleitos.

O poder militar é aquele que verdadeiramente conta na Guiné-Bissau e o Presidente tinha aí uma séria desvantagem, pois contava apenas com alguns apoios na marinha. Logo após o atentado contra Tagmé, Nino Vieira convocou o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior para uma reunião onde lhe seria imposto um novo chefe de Estado-maior da facção ninista. Mas o presidente terá cometido um erro de precipitação, ao convocar o primeiro-ministro escassos minutos depois do atentado, traindo o seu conhecimento do mesmo: Carlos Gomes recusou-se a comparecer. Também se afirma que Nino esperava a protecção da marinha e que esta não se concretizou.

Neste ponto dos relatos sobre os acontecimentos da madrugada de domingo surge um mistério: por que razão Nino Vieira não tentou fugir mais cedo? O presidente teve muitas horas para escapar, mas não o fez.

O actual poder da Guiné-Bissau está nas mãos dos militares fiéis a Tagmé Na Waié, uma nova geração de oficiais. O novo homem-forte será Zamora Induta, mas o poder militar não está clarificado. De qualquer forma, a situação parece estável.

O poder civil encontra-se nas mãos do PAIGC. O Presidente interino, Raimundo Pereira, exercia o cargo de presidente do Parlamento. De 52 anos, é um jurista formado em Portugal.

A sequência da situação política na Guiné-Bissau tem inúmeras incógnitas. Para alguns “é o fim de uma Era” dominada pelo impiedoso Nino Vieira. Mas no horizonte há problemas. O maior deles parece ser o narcotráfico e a corrupção. Também não se pode esquecer a questão da balantização das forças armadas, facto que as outras etnias observam com extrema preocupação.

A presidência de Raimundo Pereira também poderá ser breve. A Constituição prevê eleições em dois meses, mas será impossível cumprir o prazo. Os outros partidos temem a hegemonia do PAIGC e quererão negociar um presidente transitório consensual.

Jornalista que atirou sapatos em Bush pega 3 anos de prisão

Posted in Política Internacional, Religião with tags on 12 12UTC Março 12UTC 2009 by gm54

O homem da sapatada contra Bush

O homem da sapatada contra Bush

Um tribunal de Bagdad condenou o repórter iraquiano que atirou os seus sapatos contra o ex-presidente dos EUA George W. Bush a três anos de prisão.

Muntazer al-Zaidi ganhou fama mundial em dezembro, quando atirou os seus sapatos contra o então presidente norte-americano, que liderou a invasão de 2003 que depôs o regime de Saddam Hussein, chamando-o de “cachorro” numa conferência de imprensa.

“Esta sentença é severa e não está em harmonia com a lei, e eventualmente a defesa irá recorrer no tribunal de apelações”, disse Dhiaa al-Saadi, advogado que chefia a equipe de defesa do jornalista.

Do lado de fora do tribunal, a irmã de Zaid Ruqaiya começou a chorar ao ouvir o veredicto, e gritou: “Abaixo Maliki, o agente dos americanos”.

Zaidi, um repórter da TV al-Baghdadiya, despertou opiniões divididas no Iraque, onde a invasão liderada pelos EUA levou a anos de derramamento de sangue por causa do sectarismo, com a morte de dezenas de milhares de iraquianos.

Alguns disseram que um convidado no Iraque jamais deveria ser insultado, e que o incidente constrangeu o país e seus jornalistas.

Mas a ação de Zaidi contra Bush foi recebida por muitos como um acto de protesto, e o gesto de atirar os sapatos espalhou-se em manifestações em todo o mundo.

Radiohead e outros artistas defendem fãs que baixam músicas

Posted in Word Music with tags , , on 12 12UTC Março 12UTC 2009 by gm54

Ed Obrien dos Radiohead

Ed Obrien dos Radiohead

Um grupo de músicos formado pelo guitarrista Ed O’Brien, do Radiohead, e pelos cantores Robbie Williams, Annie Lennox e Billy Bragg criticaram nesta quinta-feira, 12, uma proposta que quer tornar crime o acto de baixar músicas pela internet. Na noite de quarta-feira, a The Featured Artists Coalition, que reúne mais de 140 bandas ou cantores, votou maioritariamente contra o processamento judicial de fãs por esse motivo.

Os músicos transferirão essa opinião maioritária ao secretário de Estado para as Comunicações britânico, lorde Carter, que sugeriu a possibilidade de tipificar essas acções como crime, segundo informa hoje o jornal The Independent. Um dos músicos, Billy Bragg, declarou ao jornal que “a indústria musical não pode seguir por esse caminho” com medidas proteccionistas que equivalem “a colocar a pasta de dente outra vez no tubo”.

A coligação, criada para defender os direitos dos músicos no mundo digital, também quer que empresas como YouTube e MySpace remunerem os músicos quando usarem as suas composições em publicidade. “Os artistas deveriam ser titulares dos direitos e poder decidir quando a sua música pode ser usada gratuitamente e quando é preciso pagar por ela”, disse Bragg.

“Sem Poupar Coração” é o novo álbum de Nana Caymmi

Posted in Word Music with tags , on 12 12UTC Março 12UTC 2009 by gm54

Nana pensou em deixar de cantar após a morte dos pais em agosto de 2008

Nana pensou em deixar de cantar após a morte dos pais em agosto de 2008

O novo álbum da cantora brasileira Nana Caymmi, “Sem Poupar Coração”, editado pela Som Livre, vai ser lançado no Brasil no final deste mês ou no começo de Abril. Depois de ter perdido, em Agosto de 2008, o pai, Dorival Caymmi, e a mãe, Stella Maris, a cantora pensou em interromper a carreira que já tem quase 50 anos.

O álbum conta com a participação dos dois irmãos da cantora, Dori e Danilo Caymmi, que contribuem com composições e arranjos, actuando ainda como instrumentistas. Dori na viola e Danilo na flauta.

Nana Caymmi incluiu também no CD, cujas gravações foram finalizadas antes do Carnaval, canções de Fátima Guedes “Pra Quem Ama Demais”; de Sueli Costa “Violão”, com Paulo César Pinheiro; de João Donato e Ronaldo Bastos “Caju em Flor”; de Cristóvão Bastos e Aldir Blanc “Contradições”; de Rosa Passos e Fernando Oliveira “Esmeraldas” e de Guinga e Paulo César Pinheiro “Senhorinha”. As gravações foram feitas com músicos que já trabalham com Nana há anos, informa o “Estado de São Paulo” online.

Descobertas fotografias inéditas dos Beatles e dos Rolling Stones

Posted in Fotografia, Pop Rock, Word Music with tags , , , , , on 13 13UTC Março 13UTC 2009 by gm54

Mike Jagger vendo TV num quarto de hotel de NIorque

Mike Jagger vendo TV num quarto de hotel de NIorque

Uma colecção com mais de 50 fotografias dos Beatles e dos Rolling Stones foi encontrada depois de estar mais de 45 anos guardada numa mochila que pertencia a Bob Bonis, organizador das digressões dos dois grupos nos Estados Unidos nos anos 60.

As imagens, que retratam momentos íntimos da vida dos músicos, são da autoria de Bonis, que faleceu em 1991, e foram encontradas pelo seu filho Alex.

Algumas das fotografias mostram John Lennon nos bastidores a fumar, Keith Richards a cortar o cabelo a Charlie Watts e Mick Jagger a ver televisão.

As fotografias são mostradas até 14 de Abril na Not Fade Away Gallery, em Nova Iorque, numa exposição intitulada “The British Are Coming: The Beatles and The Rolling Stones 1964/66″.

Citado pelo “The Telegraph” online Larry Marion, director da galeria, disse que as fotografias mostram um momento essencial da carreira dos dois grupos durante as suas primeiras digressões nos Estados Unidos, de 1964 a 1966.

Bob Dylan lança álbum “Together through life” no dia 28 de abril

Posted in Uncategorized with tags , , on 20 20UTC Março 20UTC 2009 by gm54

bob-dylanO cantor Bob Dylan lançará no dia 28 de abril o seu novo álbum, “Together through life”, um trabalho no qual se aproxima do som dos estúdios de gravação dos anos 1950.

O artista faz o anúncio em seu site oficial, onde aparece uma entrevista com o autor de “Blowin’ in the wind”.

O músico conta que o álbum começou a ganhar forma com a canção “Life is hard”, composta para fazer parte da trilha sonora do último filme do director francês Olivier Dahan, “My own love song”, protagonizada por Renée Zellweger e Forest Whitaker.

“No ano passado, Dahan me propôs compor algumas canções para um filme que estava escrevendo e dirigindo sobre uma viagem de autodescoberta que acontece no sul da América”, explica Dylan, que confessa que nem todas as canções de “Together through life” foram escritas especialmente para o longa-metragem.

“Após começar com ‘Life is hard’, o resto do álbum tomou a sua própria direcção”, acrescenta o músico, para quem o som dos estúdios de gravação dos anos 1950, com exemplos como Chess Records ou Sun Records, foram uma referência no seu novo disco. O autor reconhece nos sons desses anos “intensidade” e “vibração”.

Lenine apresenta novo álbum, ‘Labiata’, em Paris

Posted in Uncategorized with tags , , on 20 20UTC Março 20UTC 2009 by gm54
O cantor Lenine

O cantor Lenine

O cantor e compositor pernambucano Lenine apresentou esta quinta-feira, 19, o seu mais recente álbum, Labiata, num show único na tradicional casa parisiense Olympia. Em entrevista ao jornal francês Le Monde, Lenine fala que sempre foi bem recebido em França, país onde tem tocado com frequência nos últimos anos.

Uma amostra dos laços de Lenine com a França é o hino que compôs para a celebração do ano do Brasil na França em 2005. Desta vez, o pernambucano trabalha com o músico francês Arthur H. na composição do hino do ano da França no Brasil em 2009. Em 2004, Lenine fez uma série de shows na Cidade da Música de Paris, os quais foram compilados em um DVD intitulado Lenine in Cité.

O artista ainda disse ao Le Monde se considerar a salvo da pirataria por ser “um artesão” da música. “Tenho 70 mil fãs no Brasil que compram tudo o que faço. Estou a salvo. Não dependo nem da indústria, nem da crítica, nem do marketing. Meus admiradores querem que eu me arrisque, que experimente, que me jogue do 20º andar, se necessário”, afirmou o pernambucano.

Lenine ainda afirmou que “os efeitos depressivos e paralisantes da crise econômica” são mais notáveis na Europa, dizendo que no Brasil se nasce “com a ideia da instabilidade, a perspectiva da crise faz nascer outros sistemas, a solidariedade”.

O cantor assegurou que o Brasil assiste a um renascimento cultural que vai além do que é feito no eixo Rio-São Paulo e que inclui “o Sul, com sua estética do frio”, e o Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas. “O Brasil tem problemas para se mostrar como é. A sua imagem muda, mas está na situação de um adolescente que descobre ter acne diante do espelho e se acha horroroso”, concluiu Lenine.

Canções dos Beatles poderão ser vendidas num site próprio

Posted in Uncategorized with tags , , on 20 20UTC Março 20UTC 2009 by gm54

Dhani Harrison, o filho de George Harrison, revelou que os proprietários dos direitos dos Beatles planeiam criar um site para vender os temas da banda.

As partes interessadas preferem disponibilizar os temas através de um novo serviço, que colocá-los no iTunes. “O Steve Jobs acha que um tema vale 99 cêntimos, mas nós não concordamos”, explicou Dhani.

O filho do Beatle garantiu também à Billboard que a versão dos Beatles do jogo Rock Band, a editar em Setembro, vai incluir material inédito da banda.

Não obstante, recusou-se a divulgar quaisquer outros pormenores, para além do facto do videojogo apresentar “coisas que nunca ninguém ouviu, que nunca foram editadas”.

Discos Vinil : A segunda vida dos discos de vinil

Posted in Uncategorized with tags , , on 20 20UTC Março 20UTC 2009 by gm54

vinil

Com a proliferação do formato CD, durante a década de 90, as vendas de discos de vinil começaram a diminuir até quase desaparecer.

As grandes rodelas negras passaram a ser um objecto de culto, acarinhado por coleccionadores e melómanos, mas sem grande visibilidade comercial. As feiras e lojas dedicadas exclusivamente ao vinil nunca desapareceram, mas durante muitos anos as principais editoras deixaram de editar novidades neste formato. Nos últimos tempos, porém, a situação tem vindo a inverter-se.

Hoje, desde selos independentes como a Domino Records até grandes multinacionais como a Universal, são muitas as editoras que voltaram a apostar neste suporte com história. Simultaneamente, são reeditados, em versões remasterizadas e edições especiais, álbuns que durante anos só estiveram disponíveis em CD. Tudo porque,  num tempo em que, para muitos, a música está a perder um suporte físico, o gosto por ter algo palpável nas mãos não desapareceu de todo…

Os novos compradores de vinil são, sobretudo,  jovens amantes de música, em busca dos sons do presente. Uma situação claramente distinta da procura de coleccionadores ou de donos de velhos gira-discos, poucos certamente, que nunca se renderam ao digital.

Independentemente das razões por trás deste regresso, a verdade é que os profissionais do sector testemunharam um aumento significativo do volume de vendas nos últimos anos. Os LP têm assim um lugar de destaque em pequenas lojas independentes como em grandes cadeias multinacionais.

Em 2008, nos EUA venderam-se perto de 1,88 milhões destas rodelas negras. Este número pode parecer modesto, mas  corresponde a uma subida de 88% em relação a 2007, quando se vendeu apenas um milhão de unidades. De acordo com dados fornecidos pela Associação Fonográfica Portuguesa (AFP), em Portugal, a venda de discos de vinil também registou “um significativo aumento” nos últimos anos.

Pôster de Obama é eleito design do ano

Posted in Uncategorized with tags , , on 20 20UTC Março 20UTC 2009 by gm54

O cartaz foi uma iniciativa do próprio artista para a campanha de Obama

O cartaz foi uma iniciativa do próprio artista para a campanha de Obama

O famoso poster de campanha do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de autoria do artista de rua de Los Angeles Shepard Fairey foi o vencedor do prêmio de design britânico Brit Insurance Design Award 2009. O retrato de Obama em vermelho, branco e azul venceu outros 90 concorrentes e foi escolhido como o design mais inovador e avançado dos últimos 12 meses. O prêmio foi anunciado no Museu do Design de Londres.

Fairey é um famoso artista de rua dos Estados Unidos, com um estilo de trabalho parecido com o da propaganda. O artista criou uma série limitada desta imagem para vender em 2008 e divulgar a campanha presidencial do então candidato Barack Obama. A imagem não se restringiu apenas ao cartaz, sendo reproduzida e transformada em adesivos e camisetas nos Estados Unidos.

O cartaz de Obama foi indicado pelo especialista em design britânico Patrick Burgoyne para o prêmio na categoria de artes gráficas. O cartaz se transformou em uma espécie de testamento do sucesso da campanha presidencial de Obama, além de ser um símbolo histórico.

“Parece ser uma das imagens determinantes da campanha presidencial dos Estados Unidos além de ser um exemplo de como os designers podem se envolver em campanhas políticas de uma forma expressiva – as vendas deste pôster arrecadaram mais de US$ 400 mil”, afirmou Patrick Burgoyne.

Com a língua de fora, mas infatigáveis

Posted in Uncategorized with tags , , on 25 25UTC Março 25UTC 2009 by gm54

Gene Simmons, o mais linguarudo dos roqueiros

Gene Simmons, o mais linguarudo dos roqueiros

Gene Simmons, baixista e vocalista do Kiss, é um herói do rock com a língua solta. Nos dois sentidos. Fala bastante e mostra ainda mais a língua. Aos 59 anos, o mais famoso linguarudo da música concedeu uma entrevista ao jornalista brasileiro Jotabê Medeiros sobre a nova digressão da banda no Brasil.

O Kiss vem sem Ace Frehley e Peter Criss, metade da formação original. Como você pode garantir que esse ainda é o Kiss?

Quando éramos jovens, nós achávamos que uma banda nunca poderia se separar senão ela perderia sua alma. Depois, a gente vê que isso não é verdade. Ringo Starr não era da formação original dos Beatles. Vários membros dos Stones saíram da banda, e os Stones não acabaram com a saída de Brian Jones. O Van Halen não acabou sem David Lee Roth. Quase todas as grandes bandas têm formações diferentes de quando começaram. Uma banda é como um time de futebol, não é só um jogador. Quando o time perde, todos perdem. Nós agora temos a responsabilidade de dar à banda a pegada de sempre, de manter o espírito rock?n?roll.

Desde os anos 1970, vocês se mantêm no topo, com legiões de fãs no mundo todo. Qual é o segredo dessa longevidade?

A única coisa que nunca muda, para mim, é que nós buscamos atender às expectativas dos fãs. Não se trata apenas de cantar umas músicas, mas de cantá-las como se fosse a primeira e a última vez. Nós sabemos do sacrifício de alguém comprar um tíquete, esperar com ansiedade o seu show preferido, espremer-se entre a multidão. Porque um dia nós também fomos fãs. Então, o que damos a eles é o nosso melhor, é o que chamamos de extravagância ao vivo.

Há uma espécie de lenda urbana aqui no Brasil que conta o seguinte: nos anos 1970, vocês estiveram no México e viram o show de um grupo brasileiro chamado Secos & Molhados. Dali, copiaram a ideia de se apresentar com maquiagem pesada, mascarados.

Conheço essa lenda. Já ouvimos falar dessa história. Não é verdade. Muitas pessoas acreditam nisso, mas também há muitas pessoas que acreditam em discos voadores, não?

Aliás, há muitas novas bandas que cantam mascaradas hoje em dia, como o Slipknot. Você gosta disso?

É legal, não tenho o menor problema com isso. Eu acho que os novos músicos devem fazer o que acham que têm de fazer. Não importa o que eu acho disso. Mas o princípio deve ser aquele.

A atual formação do Kiss está trabalhando em novo CD. Quando sai?

Sim, vamos lançar um álbum com 12 ou 15 canções inéditas. Já gravamos vocais e guitarras para quatro delas. Devemos concluir o álbum em julho e lançá-lo em setembro. Eu posso definir o som da seguinte forma: é um disco “rock?n?rollover”, com uma sonoridade mid-seventies, veloz, pesado. Não haverá nenhum rap, nenhuma música country. É difícil definir música, mas se você mantiver sua mente ligada nessa definição, vai saber muito bem do que se trata. É o som clássico do Kiss.

Você sabe: desde os anos 1990, tudo vem mudando na indústria musical. Hoje, as trocas de arquivos musicais pela internet fazem com que o comércio de música esteja completamente diferente de quando vocês vendiam milhões. Como vê isso?

Algo tem de mudar. Ter algo de graça, para mim, é roubo. Nós não fazemos música por caridade. Escrever uma canção, gravá-la, produzi-la, lançá-la, tudo isso custa. Penso que algo já está mudando, hoje se pode vender música direto em cadeias como Best Buy e Wal-Mart. Minha opinião é que, se a música é de graça, você vai acabar matan